Título
Refletindo… Estou correndo atrás do vento?
Versículo base
“Também isso é vaidade e correr atrás do vento.” (Eclesiastes 1:14)
Introdução
Essa expressão “correr atrás do vento” está no livro de Eclesiastes, um texto inspirado por Deus que fala sobre a vaidade das coisas humanas quando vividas sem propósito eterno. A vida é passageira, e há coisas que hoje podem parecer muito importantes, mas quando olhamos para a realidade de uma existência que passa rápido e para a pergunta sobre a eternidade, percebemos que nem tudo que brilha tem peso para a alma. Muitas dessas prioridades, quando analisadas à luz da verdade completa da vida, são como tentar segurar o vento: há movimento, mas não há permanência.
Por isso, é preciso refletir, porque a reflexão sincera abre espaço para enxergarmos a vida como ela realmente é — sem ignorar as grandes perguntas que o próprio Deus permite ao ser humano perceber com clareza e razão:
Quem é Deus?
Qual o propósito do Criador ao nos dar a vida?
Como devemos viver diante da verdade, e não apenas do momento?
Para onde a nossa vida está nos conduzindo?
Quando essas perguntas são silenciadas, a pessoa pode correr muito, mas sem direção. Quando elas são encaradas com honestidade, a vida deixa de ser apenas movimento e passa a ser busca por sentido real.
1. Resumo do livro de Eclesiastes
O livro de Eclesiastes foi escrito pelo rei Salomão, que a Bíblia reconhece como um homem a quem Deus concedeu sabedoria extraordinária (1 Reis 3:12). Ele também foi muito rico e poderoso, governando Israel no auge da prosperidade (1 Reis 10:23).
Em Eclesiastes, Salomão reflete sobre tudo que viveu e testemunha sua própria experiência:
Ele buscou sentido na sabedoria humana (Eclesiastes 1:16)
Provou a riqueza, obras, prazeres e grandes conquistas (2:4–10)
Teve poder, respeito e tudo que o mundo podia oferecer
Mas, no fim, percebeu que nada disso satisfez o desejo mais profundo da alma
Sua conclusão foi sincera e impactante:
Mesmo sendo o homem mais sábio e bem-sucedido de sua época, ele entendeu que as coisas “debaixo do sol” (ou seja, a vida sem olhar para Deus e a eternidade) são passageiras, vazias como o vento, incapazes de preencher a alma.
Por isso ele usa a expressão:
“Vaidade de vaidades… tudo é vaidade.” (Eclesiastes 1:2)
“Correr atrás do vento.” (1:14; 2:11; 4:4; 6:9)
Compreensão real e bíblica do livro
O livro não ensina que a vida é sem valor — ele ensina que a vida sem Deus como centro se torna sem propósito eterno.
Os pontos fundamentais do livro são:
A vida terrena é passageira (3:1–8; 12:7)
Conquistas humanas não substituem propósito divino (2:11)
O vazio da alma não se resolve com posses, status ou sabedoria humana, mas com Deus
É necessário refletir sobre a vida como um todo, incluindo a eternidade
A verdadeira sabedoria começa quando Deus é reconhecido
O destino final do ser humano importa mais do que o momento vivido
E o livro termina apontando a direção correta:
“Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem.” (Eclesiastes 12:13)
“O pó volte à terra… e o espírito volte a Deus, que o deu.” (12:7)
Mensagem chave.
O homem que teve tudo descobriu que só Deus basta. O resto passa como o vento.
2. A realidade prática da vida
O mundo nos envolve de um jeito tão natural que quase ninguém percebe. A gente cresce dentro de uma estrutura que já está pronta: estudar para ser alguém, trabalhar para conquistar, comprar para sentir realização, aparecer para ser notado, acumular para se sentir seguro, os prazeres da vida. Não é preciso alguém nos obrigar a isso — o fluxo da vida no mundo já nos empurra nessa direção, como uma correnteza silenciosa. Muitas dessas coisas não são erradas em si, mas se tornam vaidade quando ocupam o lugar do propósito eterno, porque passam rápido e não preenchem a alma. Foi exatamente isso que Salomão descobriu: ele viveu a sabedoria, a riqueza e os prazeres como ninguém no seu tempo, mas no fim percebeu a verdade que a pressa da vida tenta esconder — nada daquilo satisfez o anseio mais profundo da alma, porque eram coisas grandes para o mundo, mas pequenas demais diante da eternidade.
Quando entendemos o que é o mundo, percebemos que ele é passageiro, que suas prioridades mudam o tempo todo, e que ele não responde às maiores perguntas da existência. Ele nos treina a viver olhando para o agora, mas não para o depois. Porém, a alma humana foi criada para o eterno, e o espírito do homem volta a Deus, que o deu (Ec 12:7). Quando essa verdade é aceita com sinceridade, a mente desperta, o coração desacelera, e a reflexão se torna inevitável. Porque não estamos falando de uma rotina apenas, estamos falando de um caminho que nos conduz a um destino eterno. E destino eterno exige reflexão.
E embora muitas pessoas insiram Deus nessa vida que vivem, a maioria faz isso de forma superficial: uma frase bonita, um costume repetido, um símbolo religioso, uma vida religiosa sem essência. Isso cria uma sensação de presença, mas não transforma a composição da vida. E é aí que o exemplo se encaixa perfeitamente:
É igual um suco vendido com o nome de uma fruta: a embalagem mostra a fruta, o nome repete a fruta, a propaganda fala da fruta, e quem compra acredita que ela está ali… mas quando prova, percebe que é só sabor artificial. A promessa parecia verdadeira, mas o conteúdo não era.
Assim é a vida de alguns: uns vivem com Deus apenas na embalagem da rotina, como algo irrelevante ou superficial; outros nem essa lembrança carregam. Mas quando a verdade é encarada como Salomão encarou, percebemos que a vida não encontra sentido no que nos faz correr, mas em Quem nos chama para seguir. O mundo nos empurra para o movimento. Deus nos chama para a direção. O mundo nos dá correria. Deus nos dá propósito eterno. E propósito eterno é o único que permanece quando o vento da vida passa.
Quando o vento da vida passa — quando a morte chega e a pessoa finalmente encara a realidade completa da existência — percebemos com ainda mais clareza a mesma verdade que Salomão enxergou: nada do que se viveu apenas para esta terra foi grande o bastante para definir o destino eterno da alma. Naquele momento, a ilusão cai. O barulho silencia. A correria termina. E então fica evidente que muitas coisas que pareciam enormes eram apenas passageiras, e que nada do que se viveu sem direção eterna colaborou para o mais importante. Porque o importante não é o que passa rápido, mas o que permanece quando tudo mais termina. E o que permanece não é a riqueza, nem a sabedoria humana, nem os prazeres do mundo — é Deus, que nos criou, nos deu o espírito e nos chama para um destino que vai além do tempo (Ec 12:7; 12:13).
3. A escolha entre o passageiro e o eterno
Passageiro ou eterno: em qual reino estou vivendo?
O mundo nos envolve de forma tão natural que crescemos achando que viver é apenas correr para conquistar coisas, provar prazeres, ser reconhecido e preencher a vida com momentos que parecem grandes, mas que passam rápido. A direção dessa vida vem do próprio ritmo do mundo: tudo é urgente, tudo é agora, tudo gira ao redor do “eu”. E quando vivemos assim, acabamos acreditando que Deus está presente só porque inserimos algo religioso no meio da rotina, como quem coloca um adesivo bonito num produto vazio. É aí que entra a metáfora do suco:
É igual um suco vendido com o nome de uma fruta: a embalagem mostra a fruta, o nome repete a fruta, a propaganda fala da fruta, e quem compra acredita que ela está ali… mas quando prova, percebe que é só sabor artificial. A promessa parecia verdadeira, mas o conteúdo não era.
Da mesma forma, não basta colocar o nome de Deus na vida que o mundo empurra — porque a vida que o mundo vende como sentido é passageira, limitada ao tempo, e não tem peso eterno. A verdade da existência, quando encarada com sinceridade, nos lembra que podemos morrer a qualquer momento, que a vida passa rápido, e que o espírito do homem volta para Deus, que o deu (Ec 12:7). Quando a eternidade é levada a sério, a mente desperta e a reflexão se torna inevitável: tudo que não nasce do propósito eterno de Deus passa como o vento (Ec 1:14; 6:9).
Mas o verdadeiro propósito da vida não é correr mais, é mudar de reino. A vida real começa quando a pessoa se pergunta com honestidade: estou vivendo apenas para aquilo que fica na terra, ou para aquilo que segue comigo até Deus? Deus nos revela o motivo da criação: fomos feitos para a glória dEle (Is 43:7). Jesus nos revela o caminho: Ele deu a vida por nós na cruz (Jo 3:16; 19:30). E a Bíblia nos revela o destino: o espírito volta a Deus, e a eternidade nos aguarda (Ec 12:7).
Não se pode inserir Deus na vida natural que se vive. O universo não gira ao redor do homem — ele existe por vontade do Criador, para a glória do Criador e é sustentado pelo poder do Criador. A vida de vaidade, presa ao passageiro e guiada pela própria vontade, não comporta Aquele que é eterno. Por isso, o chamado bíblico não é “adicionar Deus”, mas sair dessa existência natural e viver uma nova vida: a vida espiritual, a vida do Reino de Deus, onde tudo o que se faz não é para satisfazer a si mesmo, mas para glorificar a Deus e frutificar para a eternidade. É romper com os valores do mundo, morrer para a própria vontade e viver a vida que Cristo nos dá e nos conduz a viver.
“E Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou.” 2 Coríntios 5:15
“Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Coríntios 5:17)
Conclusão e Apelo
Caro leitor, Deus não está distante — Ele está falando com você agora. A vida passa rápido, silenciosa como o vento. E quando o último dia chegar, tudo o que restará será a verdade sobre aquilo que realmente teve valor. Deus te chama a uma decisão que não é pequena: sair da estrutura do mundo, onde o centro é o “eu”, e nascer para a vida que Ele preparou para você — uma vida guiada pelos valores de Cristo, revelados na Bíblia Sagrada, a Palavra que não falha e não engana.
Essa ruptura com o mundo pode doer. Renunciar, ser diferente, nadar contra a corrente, muitas vezes traz pressão, incompreensão e até perseguição. Mas essa dor não é o fim — é o sinal da cura. Como a picada de uma agulha: o instante arde, o corpo recua, mas a mente sabe que aquilo é o caminho da saúde. A dor é real, mas a decisão é consciente, porque há uma certeza do bem que virá depois. Assim é o verdadeiro Evangelho: pode exigir renúncia, pode trazer momentos difíceis, mas traz algo que o mundo nunca consegue dar — vida com destino eterno e propósito divino.
O mundo te oferece muitas vozes, mas nenhuma delas tem poder sobre a eternidade. Deus te oferece uma só verdade, mas essa verdade te dá tudo: vida, paz, alegria e vitória que não acabam, não porque sejam fáceis no caminho, mas porque são eternas no resultado.
Não espere o dia em que seus próprios lábios, cansados e tarde demais, repitam a descoberta de Salomão: “Vaidade de vaidades… correr atrás do vento.”
A sabedoria que Deus te dá hoje é justamente esta: decida antes que o tempo acabe. Não para adicionar Deus à sua vida, mas para entregar a sua vida a Deus. Não para encaixá-Lo no seu mundo, mas para entrar no mundo d’Ele — o Reino de Cristo.
Saia do engano, rompa com o que é passageiro, e aceite aprender de Deus como uma criança aprende a vida desde o início — porque nascer de novo é começar a viver o que é eterno.
Salomão disse em Eclesiastes: “não há nada novo debaixo do sol.” O ano pode até mudar no relógio, mas ele não será novo de verdade — será o mesmo, com as mesmas vaidades, as mesmas buscas, a mesma corrida atrás do vento, a menos que a mudança não seja no calendário, mas em você. Deus te chama para algo maior do que um “ano novo na sua vida”: Ele te chama para uma vida nova no seu ano, onde a velha existência, presa ao passageiro, seja enterrada, e nasça uma nova pessoa, não guiada pelos valores deste mundo, mas por uma vida espiritual, fundamentada nos ensinos de Cristo, vivida em fidelidade, obediência e propósito eterno.
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Tudo no mundo é passageiro, prazeres, status , conquistas. O mundo jaz do maligno, todas essas coisas , satanás ofereceu para JESUS, por isso , temos que ter a visão de Cristo, pois foi pra isso que o nosso SENHOR se manifestou, para nos dá vida eterna, vida em ambulância, vida que não se compara com nada existentes nesse mundo podre e corrompido!
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