terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Como seria a sua vida se o Deus da Bíblia a comandasse?


 Como seria a sua vida se o Deus da Bíblia a comandasse?


📖 Versículo-base

Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos mando?”

Lucas 6:46


📝 Introdução


Há pessoas que entendem ter uma vida com Deus e declaram ser este Deus o Criador de todas as coisas.

Outras entendem ter uma vida com Deus, declarando ser este o Deus Criador e também o Deus da Bíblia.

Porém, esta, muitas vezes, não é a realidade.

Não existe, de fato, essa vida com Deus.

E é exatamente sobre isso que vamos tratar e refletir nesta mensagem:

como seria realmente a vida de alguém, se Deus realmente fosse o seu Deus e se o Deus da Bíblia verdadeiramente governasse a sua vida.

Portanto, determine-se a refletir seriamente sobre esta questão.

Porque, se a sua vida chegar ao fim hoje, sem que você tenha tido uma relação correta e verdadeira com Deus, o seu destino será terrível e insuportável, marcado pelo afastamento eterno de Deus.


Como seria a sua vida se o Deus da Bíblia a comandasse?


1. Você teria um passado terrível


Quando alguém tem um encontro verdadeiro com Deus, quando Deus passa a ter uma relação real com essa pessoa — ou seja, quando essa pessoa ouve a Deus e Deus fala com ela —, a primeira coisa que lhe é revelada é a sua condição real diante de Deus.


Ela passa a compreender que o ser humano nasce perdido, afastado de Deus e em inimizade com Deus. Não nasce neutro, não nasce bom, não nasce em comunhão. Nasce separado.


E essa compreensão leva necessariamente à verdade ensinada pelo próprio Cristo:

somente um novo nascimento pode conduzir o homem ao Reino de Deus e à comunhão com Deus.

Esse novo nascimento, porém, não acontece sem algo fundamental:

a morte do velho homem.

O velho homem precisa morrer porque ele é digno de morte.

Ele é o homem do pecado, o homem afastado de Deus, o homem que vive em desobediência, o homem que agride a santidade de Deus.


Por isso, esse velho homem não é reformado, nem melhorado — ele é morto.

Ele é sepultado no batismo, e uma nova vida surge. Uma nova pessoa nasce.


Assim, quando alguém tem um encontro verdadeiro com Deus, essa pessoa passa a reconhecer algo inevitável:

ela tem um passado terrível.


Por isso, a Bíblia diz que não há salvação sem arrependimento.

O arrependimento é justamente o reconhecimento dos próprios pecados, o reconhecimento do afastamento de Deus, o reconhecimento de estar servindo ao diabo, de estar perdido e sem salvação.


Então essa pessoa recebe a mensagem de que Jesus Cristo morreu na cruz pelos seus pecados, para que pudesse ter uma nova vida.

Uma vida em que o pecado é perdoado e apagado, e em que ela passa a viver uma nova vida de fidelidade a Deus.

Se você não tem um passado, se você não tem arrependimento da sua velha vida, se você não a considera digna de morte, então você não teve um encontro com Deus. Você não conheceu quem Deus é.


Você, portanto, não foi enterrado; o seu velho homem não foi sepultado nas águas pelo batismo.

E, por isso, você se engana a respeito da sua relação com Deus.

Jesus é salvador daquele que reconhece que está perdido, se alguém nunca foi perdido jamais será salvo.  


📖 Fundamentação Bíblica


Marcos 16:15–16

 “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”


João 3:3

“Respondeu Jesus e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.”


Atos 3:19

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados.”


2.1 Batismo das águas


O primeiro passo na vida cristã é a ordenança do batismo do arrependimento nas águas.

Ele não é um símbolo vazio, mas reflete de forma concreta a salvação que Deus opera na vida daquele que crê.


Por isso, todo aquele que é salvo é batizado, embora nem todo aquele que é batizado seja salvo.


O batismo exige mais do que uma obediência externa a um mandamento.

É necessário estar apto para esse mandamento: ter arrependimento, ter passado pela morte do velho homem, reconhecer um passado terrível e assumir a disposição de viver uma nova vida, agora guiada pela Palavra de Deus, em fidelidade.

📖 Fundamentação Bíblica


Mateus 28:19–20

“Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”


Atos 2:38

“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.”


2.2 Reunir-se como Igreja


A igreja pertence a Deus.

Jesus Cristo tem a sua igreja, e é essa igreja que herdará o Reino dos céus.


A igreja é composta por todos aqueles que reconhecem Jesus Cristo como Deus que veio ao mundo em carne, que derramou o seu sangue na cruz para perdão dos pecados. É essa igreja — e somente essa — que viverá eternamente com Deus.


Portanto, quando alguém tem um encontro verdadeiro com Deus, essa pessoa passa a fazer parte da igreja de Cristo. E a Bíblia deixa claro que essa igreja se reúne.


A reunião da igreja não é uma invenção humana, nem uma tradição religiosa. É uma ordenação bíblica. Deus mesmo define como deve ser a reunião do seu povo — a reunião daqueles que seguem a Cristo.


A vida cristã não foi planejada para ser vivida de forma isolada, individualista ou desconectada do corpo. A comunhão, o ensino, a exortação e a perseverança acontecem na reunião da igreja.


📖 Fundamentação Bíblica


Hebreus 10:25

 “Não deixemos a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestemo-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia.”


Atos 2:42

 “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.”


1 Coríntios 14:26

 “Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.”


2.3 Participar da Ceia do Senhor


Jesus Cristo orientou e ordenou que os cristãos participassem da Ceia do Senhor, comendo o pão e bebendo o vinho.


O pão e o vinho são símbolos que representam o sacrifício de Cristo:

o pão representa o corpo de Jesus, entregue e moído na cruz,

e o vinho representa o sangue de Jesus, derramado na cruz para remissão dos pecados.


Cristo determinou que os seus discípulos fizessem isso em memória dele, até que Ele venha. Portanto, a Ceia do Senhor não é um ritual religioso vazio, mas uma prática de obediência direta ao mandamento de Cristo.


Essa ordenança é dada à igreja de Jesus. E a igreja de Jesus é composta por aqueles que abandonaram o pecado, pois abandonar o pecado significa decidir-se por obedecer a Deus e viver em fidelidade à sua Palavra.


Assim, quem faz parte da igreja de Cristo participa das ordenanças dadas à igreja.

Quem não faz parte da igreja de Jesus, evidentemente, não participa das ordenanças que foram dadas exclusivamente a ela.


📖 Fundamentação Bíblica:

1 Coríntios 11:23–26

 “Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;

e, tendo dado graças, partiu-o e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo, que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.

Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha.”


4. O estudo da Palavra de Deus (a Bíblia)


Para obedecer a Deus, é necessário conhecer a sua vontade.

E a vontade de Deus é que cresçamos no seu conhecimento, a fim de santificarmos a nossa vida.


Esse conhecimento não vem de experiências subjetivas, tradições humanas ou construções mentais. Ele vem exclusivamente da Bíblia, que é a Palavra de Deus e a única revelação verdadeira de Deus ao homem.


Sem a Bíblia, não há como conhecer Deus.

Sem a Bíblia, Deus não fala, sua vontade não é conhecida, não há revelação, não há verdade objetiva. Fora da Bíblia, não existe parâmetro para discernir o que é bom, o que é mau, nem qual é a vontade de Deus.


É pela Bíblia que conhecemos quem Deus é.

É pela Bíblia que conhecemos Jesus Cristo.

É pela Bíblia que sabemos o que é salvação, pecado, arrependimento, fé, obediência e santidade.


Por isso, Deus deixou claro em sua própria Palavra que devemos examinar as Escrituras. Esse exame envolve tanto a leitura e o estudo individual, quanto o ensino coletivo na igreja.


O próprio Deus estabeleceu, por meio da Bíblia, que na igreja há aqueles que ensinam a Palavra — pastores, evangelistas, profetas e mestres — para instruir o povo de Deus, conduzi-lo à maturidade espiritual e preservá-lo na verdade.


Por isso, o apóstolo Paulo orienta Timóteo a ensinar fielmente a Palavra. E o ensino da Palavra implica, necessariamente, aprendizado. Ninguém ensina sem que haja quem aprenda. Esse aprendizado não acontece de forma isolada, mas como igreja, na comunhão do corpo de Cristo, onde a Palavra é ensinada, recebida, examinada e obedecida.


📖 Fundamentação Bíblica


2 Timóteo 3:16–17

 “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça;para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda boa obra.”


João 5:39

 “Examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam.”


Romanos 12:2

 “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”


Efésios 4:11–13

“E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo.”


4.5 Vigiar e orar


A relação com Deus exige comunicação.

Ninguém pode se relacionar com uma pessoa sem falar com ela. Da mesma forma, não há relação com Deus sem oração.


Porém, quando a Bíblia orienta sobre a oração, ela não diz apenas “orai”.

Ela diz: “vigiai e orai” — e coloca o vigiar antes.


Isso porque o vigiar é fundamental para que a oração exista de forma verdadeira.

Antes de falar com Deus, é necessário viver em fidelidade a Deus.


O pecado — isto é, a infidelidade a Deus — separa o homem de Deus.

Onde há separação, não há comunhão.

E onde não há comunhão, não há oração verdadeira, porque não há relacionamento.


Por isso, a Bíblia é clara ao afirmar que Deus não ouve a oração de quem vive no pecado, mas ouve aquele que teme a Deus e faz a sua vontade.


📖 Fundamentação Bíblica


Isaías 59:1–2

 “Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir.Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.”


Provérbios 28:9

 “O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.”


João 9:31

“Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus e faz a sua vontade, a esse ouve.”


Vigiar e orar…

Mateus 26:41


🔴 Conclusão e Apelo 


Caro leitor, examine-se com seriedade.


Você pode afirmar que tem comunhão com Deus, mas se esse Deus não é o Deus revelado na Bíblia, você vive uma mentira construída na sua própria mente.

E ainda que você diga que o seu Deus é o Deus da Bíblia, se a sua vida não está submetida à Palavra, não existe comunhão alguma com Deus.


A Bíblia é clara: quem não obedece a Deus não o conhece.

Viver dizendo que Deus está na sua vida, enquanto se rejeita a Sua vontade revelada, não é ignorância inocente — é rebelião.

É loucura espiritual, porque se vive negando a realidade enquanto se afirma estar debaixo da graça.


O verdadeiro relacionamento com Deus não é declarado com palavras, mas com obediência concreta.

A Escritura mostra que aquele que realmente se encontra com Deus:


- reconhece a gravidade do seu pecado e se arrepende;

- sepulta o velho homem no batismo;

- reúne-se com a igreja de Cristo em comunhão;

- participa da Ceia do Senhor;

- estuda a Palavra de Deus individualmente e coletivamente como igreja, atento à consonância com a Bíblia.

vigia e ora, vivendo em fidelidade.


Quem não vive isso, não está começando a caminhada, não está “em processo” e não está debaixo da graça.

Está enganando a si mesmo, vivendo em oposição direta à vontade de Deus.

A Bíblia não apresenta meio-termo: ou Deus governa a vida, ou não há relação com Ele.

Se a sua vida terminar hoje — e isso pode acontecer a qualquer momento — sem arrependimento, sem obediência e sem submissão ao Deus da Bíblia, o destino será a separação eterna de Deus.

Não por falta de informação, mas por rejeição consciente da verdade.

Portanto, arrependa-se, submeta-se à Palavra, obedeça ao Deus da Bíblia e entre, de fato, na comunhão verdadeira com Ele.

Tudo o que não passa por isso não é cristianismo, é autoengano e rebelião. Sem fidelidade não há comunhão com Deus.

Agora a decisão é sua.

Arrependa-se definitivamente dos seus pecados (Atos 3:19), seja batizado para remissão deles (Atos 2:38) e passe a reunir-se como igreja para cultuar a Deus, orar e perseverar no ensino da Palavra (Atos 2:42).

Busque a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hebreus 12:14). Essa santificação não é um sentimento, mas a transformação real da sua vida pela Palavra de Deus (João 17:17), quando você olha para dentro de si, reconhece o que precisa mudar e decide obedecer.

Abandone todo orgulho, pois “Deus resiste aos soberbos” (Tiago 4:6) e o orgulho conduz à perdição (Provérbios 16:18). Humilhe-se diante de Deus, aceite a correção com alegria (Provérbios 9:8–9), renuncie a tudo o que não tem fundamento na Palavra de Deus, rejeite toda autoexaltação e exalte somente a Deus (1 Pedro 5:6).

Entenda isto com clareza:

isso não é um prêmio, nem um nível espiritual a ser alcançado.

É uma exigência do evangelho para permanecer no caminho estreito que conduz à vida eterna (Mateus 7:13–14).

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.


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