Como seria a sua vida se o Deus da Bíblia a comandasse?
📖 Versículo-base
“Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos mando?”
Lucas 6:46
📝 Introdução
Há pessoas que entendem ter uma vida com Deus e declaram ser este Deus o Criador de todas as coisas.
Outras entendem ter uma vida com Deus, declarando ser este o Deus Criador e também o Deus da Bíblia.
Porém, esta, muitas vezes, não é a realidade.
Não existe, de fato, essa vida com Deus.
E é exatamente sobre isso que vamos tratar e refletir nesta mensagem:
como seria realmente a vida de alguém, se Deus realmente fosse o seu Deus e se o Deus da Bíblia verdadeiramente governasse a sua vida.
Portanto, determine-se a refletir seriamente sobre esta questão.
Porque, se a sua vida chegar ao fim hoje, sem que você tenha tido uma relação correta e verdadeira com Deus, o seu destino será terrível e insuportável, marcado pelo afastamento eterno de Deus.
Como seria a sua vida se o Deus da Bíblia a comandasse?
1. Você teria um passado terrível
Quando alguém tem um encontro verdadeiro com Deus, quando Deus passa a ter uma relação real com essa pessoa — ou seja, quando essa pessoa ouve a Deus e Deus fala com ela —, a primeira coisa que lhe é revelada é a sua condição real diante de Deus.
Ela passa a compreender que o ser humano nasce perdido, afastado de Deus e em inimizade com Deus. Não nasce neutro, não nasce bom, não nasce em comunhão. Nasce separado.
E essa compreensão leva necessariamente à verdade ensinada pelo próprio Cristo:
somente um novo nascimento pode conduzir o homem ao Reino de Deus e à comunhão com Deus.
Esse novo nascimento, porém, não acontece sem algo fundamental:
a morte do velho homem.
O velho homem precisa morrer porque ele é digno de morte.
Ele é o homem do pecado, o homem afastado de Deus, o homem que vive em desobediência, o homem que agride a santidade de Deus.
Por isso, esse velho homem não é reformado, nem melhorado — ele é morto.
Ele é sepultado no batismo, e uma nova vida surge. Uma nova pessoa nasce.
Assim, quando alguém tem um encontro verdadeiro com Deus, essa pessoa passa a reconhecer algo inevitável:
ela tem um passado terrível.
Por isso, a Bíblia diz que não há salvação sem arrependimento.
O arrependimento é justamente o reconhecimento dos próprios pecados, o reconhecimento do afastamento de Deus, o reconhecimento de estar servindo ao diabo, de estar perdido e sem salvação.
Então essa pessoa recebe a mensagem de que Jesus Cristo morreu na cruz pelos seus pecados, para que pudesse ter uma nova vida.
Uma vida em que o pecado é perdoado e apagado, e em que ela passa a viver uma nova vida de fidelidade a Deus.
Se você não tem um passado, se você não tem arrependimento da sua velha vida, se você não a considera digna de morte, então você não teve um encontro com Deus. Você não conheceu quem Deus é.
Você, portanto, não foi enterrado; o seu velho homem não foi sepultado nas águas pelo batismo.
E, por isso, você se engana a respeito da sua relação com Deus.
Jesus é salvador daquele que reconhece que está perdido, se alguém nunca foi perdido jamais será salvo.
📖 Fundamentação Bíblica
Marcos 16:15–16
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”
João 3:3
“Respondeu Jesus e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.”
Atos 3:19
“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados.”
2.1 Batismo das águas
O primeiro passo na vida cristã é a ordenança do batismo do arrependimento nas águas.
Ele não é um símbolo vazio, mas reflete de forma concreta a salvação que Deus opera na vida daquele que crê.
Por isso, todo aquele que é salvo é batizado, embora nem todo aquele que é batizado seja salvo.
O batismo exige mais do que uma obediência externa a um mandamento.
É necessário estar apto para esse mandamento: ter arrependimento, ter passado pela morte do velho homem, reconhecer um passado terrível e assumir a disposição de viver uma nova vida, agora guiada pela Palavra de Deus, em fidelidade.
📖 Fundamentação Bíblica
Mateus 28:19–20
“Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”
Atos 2:38
“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.”
2.2 Reunir-se como Igreja
A igreja pertence a Deus.
Jesus Cristo tem a sua igreja, e é essa igreja que herdará o Reino dos céus.
A igreja é composta por todos aqueles que reconhecem Jesus Cristo como Deus que veio ao mundo em carne, que derramou o seu sangue na cruz para perdão dos pecados. É essa igreja — e somente essa — que viverá eternamente com Deus.
Portanto, quando alguém tem um encontro verdadeiro com Deus, essa pessoa passa a fazer parte da igreja de Cristo. E a Bíblia deixa claro que essa igreja se reúne.
A reunião da igreja não é uma invenção humana, nem uma tradição religiosa. É uma ordenação bíblica. Deus mesmo define como deve ser a reunião do seu povo — a reunião daqueles que seguem a Cristo.
A vida cristã não foi planejada para ser vivida de forma isolada, individualista ou desconectada do corpo. A comunhão, o ensino, a exortação e a perseverança acontecem na reunião da igreja.
📖 Fundamentação Bíblica
Hebreus 10:25
“Não deixemos a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestemo-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia.”
Atos 2:42
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.”
1 Coríntios 14:26
“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.”
2.3 Participar da Ceia do Senhor
Jesus Cristo orientou e ordenou que os cristãos participassem da Ceia do Senhor, comendo o pão e bebendo o vinho.
O pão e o vinho são símbolos que representam o sacrifício de Cristo:
o pão representa o corpo de Jesus, entregue e moído na cruz,
e o vinho representa o sangue de Jesus, derramado na cruz para remissão dos pecados.
Cristo determinou que os seus discípulos fizessem isso em memória dele, até que Ele venha. Portanto, a Ceia do Senhor não é um ritual religioso vazio, mas uma prática de obediência direta ao mandamento de Cristo.
Essa ordenança é dada à igreja de Jesus. E a igreja de Jesus é composta por aqueles que abandonaram o pecado, pois abandonar o pecado significa decidir-se por obedecer a Deus e viver em fidelidade à sua Palavra.
Assim, quem faz parte da igreja de Cristo participa das ordenanças dadas à igreja.
Quem não faz parte da igreja de Jesus, evidentemente, não participa das ordenanças que foram dadas exclusivamente a ela.
📖 Fundamentação Bíblica:
1 Coríntios 11:23–26
“Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;
e, tendo dado graças, partiu-o e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo, que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.
Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha.”
4. O estudo da Palavra de Deus (a Bíblia)
Para obedecer a Deus, é necessário conhecer a sua vontade.
E a vontade de Deus é que cresçamos no seu conhecimento, a fim de santificarmos a nossa vida.
Esse conhecimento não vem de experiências subjetivas, tradições humanas ou construções mentais. Ele vem exclusivamente da Bíblia, que é a Palavra de Deus e a única revelação verdadeira de Deus ao homem.
Sem a Bíblia, não há como conhecer Deus.
Sem a Bíblia, Deus não fala, sua vontade não é conhecida, não há revelação, não há verdade objetiva. Fora da Bíblia, não existe parâmetro para discernir o que é bom, o que é mau, nem qual é a vontade de Deus.
É pela Bíblia que conhecemos quem Deus é.
É pela Bíblia que conhecemos Jesus Cristo.
É pela Bíblia que sabemos o que é salvação, pecado, arrependimento, fé, obediência e santidade.
Por isso, Deus deixou claro em sua própria Palavra que devemos examinar as Escrituras. Esse exame envolve tanto a leitura e o estudo individual, quanto o ensino coletivo na igreja.
O próprio Deus estabeleceu, por meio da Bíblia, que na igreja há aqueles que ensinam a Palavra — pastores, evangelistas, profetas e mestres — para instruir o povo de Deus, conduzi-lo à maturidade espiritual e preservá-lo na verdade.
Por isso, o apóstolo Paulo orienta Timóteo a ensinar fielmente a Palavra. E o ensino da Palavra implica, necessariamente, aprendizado. Ninguém ensina sem que haja quem aprenda. Esse aprendizado não acontece de forma isolada, mas como igreja, na comunhão do corpo de Cristo, onde a Palavra é ensinada, recebida, examinada e obedecida.
📖 Fundamentação Bíblica
2 Timóteo 3:16–17
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça;para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda boa obra.”
João 5:39
“Examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam.”
Romanos 12:2
“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
Efésios 4:11–13
“E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo.”
4.5 Vigiar e orar
A relação com Deus exige comunicação.
Ninguém pode se relacionar com uma pessoa sem falar com ela. Da mesma forma, não há relação com Deus sem oração.
Porém, quando a Bíblia orienta sobre a oração, ela não diz apenas “orai”.
Ela diz: “vigiai e orai” — e coloca o vigiar antes.
Isso porque o vigiar é fundamental para que a oração exista de forma verdadeira.
Antes de falar com Deus, é necessário viver em fidelidade a Deus.
O pecado — isto é, a infidelidade a Deus — separa o homem de Deus.
Onde há separação, não há comunhão.
E onde não há comunhão, não há oração verdadeira, porque não há relacionamento.
Por isso, a Bíblia é clara ao afirmar que Deus não ouve a oração de quem vive no pecado, mas ouve aquele que teme a Deus e faz a sua vontade.
📖 Fundamentação Bíblica
Isaías 59:1–2
“Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir.Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.”
Provérbios 28:9
“O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.”
João 9:31
“Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus e faz a sua vontade, a esse ouve.”
Vigiar e orar…
Mateus 26:41
🔴 Conclusão e Apelo
Caro leitor, examine-se com seriedade.
Você pode afirmar que tem comunhão com Deus, mas se esse Deus não é o Deus revelado na Bíblia, você vive uma mentira construída na sua própria mente.
E ainda que você diga que o seu Deus é o Deus da Bíblia, se a sua vida não está submetida à Palavra, não existe comunhão alguma com Deus.
A Bíblia é clara: quem não obedece a Deus não o conhece.
Viver dizendo que Deus está na sua vida, enquanto se rejeita a Sua vontade revelada, não é ignorância inocente — é rebelião.
É loucura espiritual, porque se vive negando a realidade enquanto se afirma estar debaixo da graça.
O verdadeiro relacionamento com Deus não é declarado com palavras, mas com obediência concreta.
A Escritura mostra que aquele que realmente se encontra com Deus:
- reconhece a gravidade do seu pecado e se arrepende;
- sepulta o velho homem no batismo;
- reúne-se com a igreja de Cristo em comunhão;
- participa da Ceia do Senhor;
- estuda a Palavra de Deus individualmente e coletivamente como igreja, atento à consonância com a Bíblia.
vigia e ora, vivendo em fidelidade.
Quem não vive isso, não está começando a caminhada, não está “em processo” e não está debaixo da graça.
Está enganando a si mesmo, vivendo em oposição direta à vontade de Deus.
A Bíblia não apresenta meio-termo: ou Deus governa a vida, ou não há relação com Ele.
Se a sua vida terminar hoje — e isso pode acontecer a qualquer momento — sem arrependimento, sem obediência e sem submissão ao Deus da Bíblia, o destino será a separação eterna de Deus.
Não por falta de informação, mas por rejeição consciente da verdade.
Portanto, arrependa-se, submeta-se à Palavra, obedeça ao Deus da Bíblia e entre, de fato, na comunhão verdadeira com Ele.
Tudo o que não passa por isso não é cristianismo, é autoengano e rebelião. Sem fidelidade não há comunhão com Deus.
Agora a decisão é sua.
Arrependa-se definitivamente dos seus pecados (Atos 3:19), seja batizado para remissão deles (Atos 2:38) e passe a reunir-se como igreja para cultuar a Deus, orar e perseverar no ensino da Palavra (Atos 2:42).
Busque a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hebreus 12:14). Essa santificação não é um sentimento, mas a transformação real da sua vida pela Palavra de Deus (João 17:17), quando você olha para dentro de si, reconhece o que precisa mudar e decide obedecer.
Abandone todo orgulho, pois “Deus resiste aos soberbos” (Tiago 4:6) e o orgulho conduz à perdição (Provérbios 16:18). Humilhe-se diante de Deus, aceite a correção com alegria (Provérbios 9:8–9), renuncie a tudo o que não tem fundamento na Palavra de Deus, rejeite toda autoexaltação e exalte somente a Deus (1 Pedro 5:6).
Entenda isto com clareza:
isso não é um prêmio, nem um nível espiritual a ser alcançado.
É uma exigência do evangelho para permanecer no caminho estreito que conduz à vida eterna (Mateus 7:13–14).
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
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