Título:
Os Escolhidos de Deus — e o Livre-Arbítrio do Homem
Versículo base:
“Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” (Mateus 22:14)
Introdução:
A expressão “os escolhidos de Deus” é repetida em púlpitos, músicas e conversas — mas a grande questão é: quantos realmente sabem o que ela significa?
Quem são esses escolhidos?
Deus escolhe todas as pessoas? Escolhe apenas algumas?
Por que Deus escolhe?
E mais: a escolha divina anula o livre-arbítrio do homem?
Se o homem pode decidir, como fica essa relação entre a escolha de Deus e a decisão humana?
Muitos acreditam ser escolhidos sem nunca terem examinado os critérios bíblicos — e esse engano tem destruído vidas dentro da Igreja mais do que o mundo lá fora jamais conseguiu.
Por isso este tema é urgente e profundo: não se trata de religião, mas de destino eterno, de verdade, de coerência e de justiça divina.
Se você já ouviu falar em “escolhidos”, mas nunca entendeu a lógica por trás disso, continue lendo — porque o que vem depois pode abrir olhos que o engano fechou por anos.
Ponto 1 — Todos são chamados, mas Jesus advertiu os muitos da festa
A Bíblia confirma que o chamado de Deus alcança todas as pessoas, porque Deus quer que todos tenham a oportunidade de salvação:
“O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.” (1 Timóteo 2:4)
“Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15)
Logo, a verdade é clara: todos são chamados.
Mas a resposta ao chamado não é igual:
Há os que ignoram o convite e não querem vida cristã. Esses foram chamados, mas não entraram na festa.
Há os que acreditam que aceitaram um chamado, se tornam cristãos, frequentam a Igreja, oram, se batizam e passam a viver no ambiente da fé. Esses entraram na festa e agora fazem parte do grupo que Jesus chamou de “muitos chamados”.
É dentro desse segundo grupo — os que estão na festa — que Jesus declarou:
“Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” (Mateus 22:14)
Se Jesus quisesse se referir a todas as pessoas do mundo, Ele diria “todos são chamados”.
Mas Ele disse “muitos são chamados” porque estava falando dos que aceitaram o convite e estavam dentro da festa — o que simboliza a Igreja visível, onde há verdadeiros e falsos, fiéis e desviados.
A advertência de Jesus foi para mostrar que:
A maioria que se diz cristã não entendeu o verdadeiro propósito do chamado.
O chamado verdadeiro é para abandonar o pecado e ser fiel a Cristo.
Quem não corresponde a isso, mesmo estando na festa, não é escolhido.
Esse mesmo princípio aparece no alerta de Cristo em Apocalipse:
“Eu conheço as tuas obras; que nem és frio nem quente… Assim, porque és morno… vomitar-te-ei da minha boca.” (Apocalipse 3:15–16)
Aqui está a chave do ponto:
Quem não aceita o chamado, nem entra na festa, não pode ser escolhido — isso é óbvio.
Os escolhidos são dentre os que ouviram e se colocaram como cristãos.
Mas a maioria desse grupo é “morna”, não fiel, não arrepende de verdade, não abandona o mal — e por isso não é escolhida.
Então o ensino de Jesus em Mateus 22:14 não foi para o mundo indiferente, mas para a Igreja que pensa ter respondido, mas não vive o chamado verdadeiro.
Conclusão do Ponto 1:
Deus chama todos, mas Jesus revelou que os “muitos chamados” são os cristãos da festa (Igreja visível), e os “poucos escolhidos” são a minoria fiel, porque a maioria não correspondeu ao propósito do chamado, pela própria decisão e comportamento diante de Cristo.
Ponto 2 – A escolha de Deus e o livre-arbítrio do homem
2.1. O conceito que precisa ser esclarecido
A palavra predestinação significa “definir antecipadamente um destino ou propósito”.
Muitas pessoas interpretam isso de forma errada, como se Deus escolhesse quem será salvo sem considerar a decisão ou a obediência do homem.
Essa ideia gera um pensamento perigoso: “Se Deus já escolheu, então minhas escolhas não importam”.
Mas essa conclusão não combina com o ensino geral das Escrituras.
A predestinação não anula o livre-arbítrio, que é a capacidade dada por Deus de cada pessoa decidir seguir ou não a Cristo. A escolha é pessoal, consciente e responsável.
2.2. A natureza de Deus explica a Sua escolha
A Bíblia mostra que Deus:
Conhece todas as coisas (Salmo 139:1–4)
Vê o coração e as intenções humanas (1 Samuel 16:7)
Não é limitado pelo tempo como nós somos (Isaías 46:9–10)
Para Deus, todas as coisas acontecem ao mesmo tempo. Ele escolhe ao mesmo tempo que o homem decide, porque conhece perfeitamente a decisão e o comportamento de cada pessoa. Não há passado, presente ou futuro para Deus — tudo é simultâneo.
Quando Deus enviou Jesus para salvar o mundo, isso não foi um ato “aleatório”, mas um plano baseado no desejo divino de salvação oferecida a todos:
1 Timóteo 2:4 — “O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.”
Se Deus deseja a salvação de todos, então o Seu chamado é amplo. Mas quando o texto diz que poucos são escolhidos, isso mostra que a escolha ocorre entre os que responderam ao chamado, não entre os que o ignoraram.
2.3. A escolha de Deus considera a resposta do homem
A Bíblia insiste na responsabilidade humana de decidir:
Deuteronômio 30:19 — “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas.”
Josué 24:15 — “Escolhei hoje a quem sirvais.”
Esses textos deixam claro: Deus apresenta a oferta, o homem responde.
A escolha de Deus acontece entre aqueles que se apresentam, ou seja, aqueles que aceitaram o chamado e se declaram cristãos. É como uma seleção para um emprego: a empresa convoca candidatos, e só quem se apresenta e passa pela avaliação é escolhido. Da mesma forma, Deus só escolhe aqueles que receberam o chamado e demonstram fé verdadeira através de suas ações, obediência e compromisso com Cristo.
Marcos 16:15–16 — “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo.”
Aqui vemos os dois elementos inseparáveis do plano divino:
A mensagem é para toda criatura → o chamado é amplo
Quem crê e obedece (batismo) → entra no grupo dos que podem ser escolhidos para a salvação final
2.4. A lógica da Palavra confirma o princípio
Deus não escolhe sem razão. Ele escolhe aqueles que se mantêm fiéis a Cristo até o fim:
“O que vencer herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.” (Apocalipse 21:7)
Ponto 3 – Os chamados: os cristãos fiéis e infiéis
Quem são os chamados
Os chamados são aqueles que se dispuseram a seguir a Cristo, aceitaram o chamado de Deus e buscam ter uma vida cristã. Eles ouviram a palavra, decidiram ser batizados, frequentar a igreja, orar e buscar a comunhão com Deus. Este grupo representa aqueles que se propuseram a viver a vida cristã.
A realidade dentro dos chamados
Dentro desse grupo, existem diferentes níveis de fidelidade:
Muitos não morreram para o pecado, permanecem morno na fé, e não se separaram do mundo.
Alguns não morreram para a própria glória, não abandonaram o orgulho e não buscam o verdadeiro serviço a Deus.
Muitos não sofrem por Cristo, vivendo uma fé confortável, sem sacrifício real.
Outros estão mortos na fé, vivendo de forma religiosa, mas sem o verdadeiro novo nascimento, sem a morte para o pecado e sem a verdadeira santificação.
Alguns mantêm heresias ou distorcem a palavra de Deus, vivendo de forma que não condiz com o evangelho verdadeiro.
Os poucos escolhidos
Entre todos os chamados, poucos são realmente escolhidos. Estes são os que perseveram na fidelidade a Cristo até o fim, abandonaram o pecado e o orgulho, receberam o novo nascimento e vivem em verdadeira santificação. A Bíblia diz:
“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” (Apocalipse 2:10)
Portanto, a grande maioria dos chamados está enganada, achando que sua fé é suficiente, mas, na verdade, está fundada em um evangelho incorreto, sem abandono definitivo do pecado, sem novo nascimento, sem santificação verdadeira, sem serviço a Deus e sem humildade. Apenas aqueles que respondem corretamente ao chamado de Deus e vivem uma vida de entrega real são os escolhidos.
Conclusão – Leitor, este é o seu chamado
Esta não é a mensagem religiosa. Esta é a verdade de Deus para a sua vida. Você precisa ouvir o chamado de Deus e aceitá-lo, mas compreendendo algo essencial: o chamado de Deus não é para um cristianismo morno, sem morte para o pecado, sem morte para a sua própria vontade e sem abandonar a própria exaltação, para o orgulho.
Você não pode seguir a maioria daqueles que não ouviram o chamado, nem a maioria daqueles que estão vivendo um cristianismo incorreto. Você precisa ser um dos poucos escolhidos.
A recompensa é infinita, mas a decisão é inadiável. Portanto, aceite, ouça e responda ao chamado de Deus, e seja um dentre os poucos escolhidos que estarão para sempre com Ele.
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