domingo, 28 de dezembro de 2025

Os Escolhidos de Deus — e o Livre-Arbítrio do Homem

 


Título:

Os Escolhidos de Deus — e o Livre-Arbítrio do Homem

Versículo base:

Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” (Mateus 22:14)


Introdução:

A expressão “os escolhidos de Deus” é repetida em púlpitos, músicas e conversas — mas a grande questão é: quantos realmente sabem o que ela significa?

Quem são esses escolhidos?

Deus escolhe todas as pessoas? Escolhe apenas algumas?

Por que Deus escolhe?

E mais: a escolha divina anula o livre-arbítrio do homem?

Se o homem pode decidir, como fica essa relação entre a escolha de Deus e a decisão humana?

Muitos acreditam ser escolhidos sem nunca terem examinado os critérios bíblicos — e esse engano tem destruído vidas dentro da Igreja mais do que o mundo lá fora jamais conseguiu.

Por isso este tema é urgente e profundo: não se trata de religião, mas de destino eterno, de verdade, de coerência e de justiça divina.

Se você já ouviu falar em “escolhidos”, mas nunca entendeu a lógica por trás disso, continue lendo — porque o que vem depois pode abrir olhos que o engano fechou por anos.


Ponto 1 — Todos são chamados, mas Jesus advertiu os muitos da festa

A Bíblia confirma que o chamado de Deus alcança todas as pessoas, porque Deus quer que todos tenham a oportunidade de salvação:

O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.” (1 Timóteo 2:4)

“Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15)

Logo, a verdade é clara: todos são chamados.

Mas a resposta ao chamado não é igual:

Há os que ignoram o convite e não querem vida cristã. Esses foram chamados, mas não entraram na festa.

Há os que acreditam que aceitaram um chamado, se tornam cristãos, frequentam a Igreja, oram, se batizam e passam a viver no ambiente da fé. Esses entraram na festa e agora fazem parte do grupo que Jesus chamou de “muitos chamados”.

É dentro desse segundo grupo — os que estão na festa — que Jesus declarou:

Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” (Mateus 22:14)

Se Jesus quisesse se referir a todas as pessoas do mundo, Ele diria “todos são chamados”.

Mas Ele disse “muitos são chamados” porque estava falando dos que aceitaram o convite e estavam dentro da festa — o que simboliza a Igreja visível, onde há verdadeiros e falsos, fiéis e desviados.

A advertência de Jesus foi para mostrar que:

A maioria que se diz cristã não entendeu o verdadeiro propósito do chamado.

O chamado verdadeiro é para abandonar o pecado e ser fiel a Cristo.

Quem não corresponde a isso, mesmo estando na festa, não é escolhido.

Esse mesmo princípio aparece no alerta de Cristo em Apocalipse:

Eu conheço as tuas obras; que nem és frio nem quente… Assim, porque és morno… vomitar-te-ei da minha boca.” (Apocalipse 3:15–16)

Aqui está a chave do ponto:

Quem não aceita o chamado, nem entra na festa, não pode ser escolhido — isso é óbvio.

Os escolhidos são dentre os que ouviram e se colocaram como cristãos.

Mas a maioria desse grupo é “morna”, não fiel, não arrepende de verdade, não abandona o mal — e por isso não é escolhida.

Então o ensino de Jesus em Mateus 22:14 não foi para o mundo indiferente, mas para a Igreja que pensa ter respondido, mas não vive o chamado verdadeiro.

Conclusão do Ponto 1:

Deus chama todos, mas Jesus revelou que os “muitos chamados” são os cristãos da festa (Igreja visível), e os “poucos escolhidos” são a minoria fiel, porque a maioria não correspondeu ao propósito do chamado, pela própria decisão e comportamento diante de Cristo.


Ponto 2 – A escolha de Deus e o livre-arbítrio do homem

2.1. O conceito que precisa ser esclarecido

A palavra predestinação significa “definir antecipadamente um destino ou propósito”.

Muitas pessoas interpretam isso de forma errada, como se Deus escolhesse quem será salvo sem considerar a decisão ou a obediência do homem.

Essa ideia gera um pensamento perigoso: “Se Deus já escolheu, então minhas escolhas não importam”.

Mas essa conclusão não combina com o ensino geral das Escrituras.

A predestinação não anula o livre-arbítrio, que é a capacidade dada por Deus de cada pessoa decidir seguir ou não a Cristo. A escolha é pessoal, consciente e responsável.

2.2. A natureza de Deus explica a Sua escolha

A Bíblia mostra que Deus:

Conhece todas as coisas (Salmo 139:1–4)

Vê o coração e as intenções humanas (1 Samuel 16:7)

Não é limitado pelo tempo como nós somos (Isaías 46:9–10)

Para Deus, todas as coisas acontecem ao mesmo tempo. Ele escolhe ao mesmo tempo que o homem decide, porque conhece perfeitamente a decisão e o comportamento de cada pessoa. Não há passado, presente ou futuro para Deus — tudo é simultâneo.

Quando Deus enviou Jesus para salvar o mundo, isso não foi um ato “aleatório”, mas um plano baseado no desejo divino de salvação oferecida a todos:

1 Timóteo 2:4 — “O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.”

Se Deus deseja a salvação de todos, então o Seu chamado é amplo. Mas quando o texto diz que poucos são escolhidos, isso mostra que a escolha ocorre entre os que responderam ao chamado, não entre os que o ignoraram.

2.3. A escolha de Deus considera a resposta do homem

A Bíblia insiste na responsabilidade humana de decidir:

Deuteronômio 30:19 — “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas.”

Josué 24:15 — “Escolhei hoje a quem sirvais.”

Esses textos deixam claro: Deus apresenta a oferta, o homem responde.

A escolha de Deus acontece entre aqueles que se apresentam, ou seja, aqueles que aceitaram o chamado e se declaram cristãos. É como uma seleção para um emprego: a empresa convoca candidatos, e só quem se apresenta e passa pela avaliação é escolhido. Da mesma forma, Deus só escolhe aqueles que receberam o chamado e demonstram fé verdadeira através de suas ações, obediência e compromisso com Cristo.

Marcos 16:15–16 — “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo.”

Aqui vemos os dois elementos inseparáveis do plano divino:

A mensagem é para toda criatura → o chamado é amplo

Quem crê e obedece (batismo) → entra no grupo dos que podem ser escolhidos para a salvação final

2.4. A lógica da Palavra confirma o princípio

Deus não escolhe sem razão. Ele escolhe aqueles que se mantêm fiéis a Cristo até o fim:

O que vencer herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.” (Apocalipse 21:7)


Ponto 3 – Os chamados: os cristãos fiéis e infiéis

Quem são os chamados

Os chamados são aqueles que se dispuseram a seguir a Cristo, aceitaram o chamado de Deus e buscam ter uma vida cristã. Eles ouviram a palavra, decidiram ser batizados, frequentar a igreja, orar e buscar a comunhão com Deus. Este grupo representa aqueles que se propuseram a viver a vida cristã.

A realidade dentro dos chamados

Dentro desse grupo, existem diferentes níveis de fidelidade:

Muitos não morreram para o pecado, permanecem morno na fé, e não se separaram do mundo.

Alguns não morreram para a própria glória, não abandonaram o orgulho e não buscam o verdadeiro serviço a Deus.

Muitos não sofrem por Cristo, vivendo uma fé confortável, sem sacrifício real.

Outros estão mortos na fé, vivendo de forma religiosa, mas sem o verdadeiro novo nascimento, sem a morte para o pecado e sem a verdadeira santificação.

Alguns mantêm heresias ou distorcem a palavra de Deus, vivendo de forma que não condiz com o evangelho verdadeiro.

Os poucos escolhidos

Entre todos os chamados, poucos são realmente escolhidos. Estes são os que perseveram na fidelidade a Cristo até o fim, abandonaram o pecado e o orgulho, receberam o novo nascimento e vivem em verdadeira santificação. A Bíblia diz:

Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” (Apocalipse 2:10)

Portanto, a grande maioria dos chamados está enganada, achando que sua fé é suficiente, mas, na verdade, está fundada em um evangelho incorreto, sem abandono definitivo do pecado, sem novo nascimento, sem santificação verdadeira, sem serviço a Deus e sem humildade. Apenas aqueles que respondem corretamente ao chamado de Deus e vivem uma vida de entrega real são os escolhidos.


Conclusão – Leitor, este é o seu chamado

Esta não é a mensagem religiosa. Esta é a verdade de Deus para a sua vida. Você precisa ouvir o chamado de Deus e aceitá-lo, mas compreendendo algo essencial: o chamado de Deus não é para um cristianismo morno, sem morte para o pecado, sem morte para a sua própria vontade e sem abandonar a própria exaltação, para o orgulho. 

Você não pode seguir a maioria daqueles que não ouviram o chamado, nem a maioria daqueles que estão vivendo um cristianismo incorreto. Você precisa ser um dos poucos escolhidos.

A recompensa é infinita, mas a decisão é inadiável. Portanto, aceite, ouça e responda ao chamado de Deus, e seja um dentre os poucos escolhidos que estarão para sempre com Ele.



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