segunda-feira, 5 de outubro de 2026

AS CHUVAS E A CIDADE DE VILA VELHA -,o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - - bíblia - Vila Velha - aguas - ouvir - orgulho - salvação - condenação - doutrina

 


AS CHUVAS E A CIDADE DE VILA VELHA. 

Havia uma cidade chamada VILA VELHA . Ela ficava em uma região onde, durante a época das chuvas, grandes tempestades podiam fazer os rios transbordarem e invadir a cidade, destruindo tudo pelo caminho.


Durante muitos anos, porém, a cidade havia enfrentado um problema que parecia pequeno, mas se agravava continuamente. As margens dos rios sofriam com a erosão, as encostas perdiam sua vegetação e o solo, cada vez mais exposto, deixava a água correr com maior velocidade. A cada estação chuvosa, os rios ficavam mais assoreados e seus leitos, mais rasos. Assim, mesmo uma chuva que antes seria suportável passou a representar um risco maior de transbordamento.

Os engenheiros estudaram a situação e explicaram que, se nada fosse feito, a cidade se tornaria cada vez mais vulnerável. Por isso, projetaram uma grande obra: um sistema de proteção capaz de conter as águas, recuperar as margens dos rios e impedir que as enchentes invadissem a cidade e provocassem sua destruição total.

Certo dia, eles se reuniram e disseram:

— Precisamos começar essa obra. A erosão e o assoreamento vêm se agravando há anos. Se não fizermos isso, uma tempestade forte poderá destruir a cidade.

Os moradores entenderam e decidiram que aquele seria o grande projeto da cidade naquele ano.

Mas, antes que começassem, alguém apresentou outro projeto:

— Precisamos construir uma nova praça no centro da cidade. Isso vai trazer beleza e alegria para todos.

A ideia agradou à população. E começaram a construir a praça.

Depois apareceu outro:

— Precisamos reformar o mercado. O comércio é importante para a cidade.

E reformaram o mercado.

Depois:

— Precisamos melhorar as estradas.

E começaram a pavimentar as ruas.

Depois:

— Precisamos construir uma escola nova.

E construíram a escola.

Enquanto isso, porém, a grande obra de proteção contra as águas continuava sem ser feita.

De vez em quando alguém lembrava:

— E a obra contra as enchentes?

Mas sempre havia uma resposta:

— Nós vamos cuidar disso. Agora estamos terminando a praça.

Depois:

— Assim que terminarmos as estradas.

Depois:

— Assim que inaugurarmos a escola.

Depois:

— Agora estamos ocupados com o mercado.

E os anos foram passando.

Na época das chuvas, às vezes o céu escurecia e caía uma chuva fraca. Como não acontecia nenhuma grande enchente, as pessoas foram se tranquilizando e se envolvendo com outras coisas. A cidade continuava construindo, reformando e melhorando tudo aquilo que parecia mais urgente. Enquanto isso, a erosão avançava, as margens dos rios continuavam desprotegidas e o assoreamento tornava os canais cada vez menos capazes de receber grandes volumes de água.

Até que, certo dia, veio uma tempestade muito forte.

A chuva caiu durante horas, sem dar trégua. Os rios, já rasos e estreitos por causa do assoreamento, transbordaram de uma vez, e uma imensa massa de água avançou contra a cidade. As ruas desapareceram sob a correnteza, as casas foram invadidas até os telhados e muitas pessoas precisaram subir para o alto das casas em busca de segurança. Outras foram arrastadas pelas águas e morreram.

A cidade inteira foi tomada pela enchente. A água invadiu bairros, derrubou pontes, arrancou árvores, destruiu casas e levou embora móveis, documentos, alimentos e tudo o que as famílias possuíam. O mercado foi completamente inundado, a praça desapareceu sob a lama, as estradas foram destruídas e a escola ficou cercada pelas águas. Em muitos lugares, não restou quase nada além de paredes quebradas, telhados danificados e destroços espalhados pela correnteza.

Durante dias, os poucos moradores que haviam conseguido sobreviver permaneceram nos telhados, esperando por socorro, enquanto a cidade continuava submersa. A grande maioria da população havia morrido, e os poucos que foram resgatados ficaram sem teto, sem casa e sem quase nada do que possuíam. Quando as águas finalmente baixaram, revelaram uma paisagem devastada: casas destruídas, ruas cobertas de lama, prédios arruinados e famílias que haviam perdido tudo. Esperança havia sido completamente destruída pelas águas.

Não houve reunião na manhã seguinte. Não havia moradores suficientes, nem casas onde pudessem se reunir. Restavam apenas sobreviventes espalhados entre os escombros, muitos feridos, enlutados e sem abrigo.

A cidade havia sido destruída porque se esquecera daquilo que era fundamental. As coisas foram acontecendo de forma sutil, uma depois da outra. A população se envolveu com o desejo de embelezar a cidade, de ampliar suas construções e de atender às necessidades mais visíveis, sem olhar com a devida atenção para a segurança e para aquilo que sustentava sua própria existência. Assim, deixou de tomar a decisão necessária e essencial para protegê-la.

Alguns ainda alertavam sobre o perigo. De vez em quando, lembravam que a obra contra as enchentes precisava ser feita. Mas, nas reuniões públicas em que discutiam os rumos da cidade, a maioria escolhia outros projetos e adiava novamente o que era essencial. Enquanto isso, a ameaça se infiltrava silenciosamente, avançando pelas margens desprotegidas, pelo solo exposto e pelos rios cada vez mais assoreados. Quando finalmente se tornou visível, já havia se transformado em uma tragédia impossível de conter.

As grandes chuvas sempre poderiam vir. A cidade é que permitira que ficasse cada vez mais vulnerável e deixara de se preparar para elas. Agora, os poucos sobreviventes precisariam recomeçar sem teto, sem casa e sem a cidade que conheciam, mas jamais poderiam recuperar completamente as vidas e as histórias que as águas levaram.


REFLEXÃO — A ESCOLHA DA CIDADE E A ESCOLHA DA VIDA

A história de Vila Velha traz um princípio profundo, que toca a vida de cada ser humano: a maneira como vivemos e o que escolhemos como prioridade definem o nosso destino.

Vila Velha era uma cidade comum — assim como a vida de tantos de nós. Nela, as pessoas trabalhavam, construíam, conviviam, buscavam dias melhores. A vida seguia com suas coisas comuns, suas alegrias, suas necessidades. E, assim como na cidade, a nossa vida também tem necessidades e prioridades.

Naquela cidade, havia uma realidade que se manifestava com clareza: a necessidade de proteção contra as águas. A erosão avançava, os rios assoreavam-se, e a cada estação chuvosa o perigo crescia silenciosamente. Era a prioridade real, essencial — aquilo que garantiria a própria sobrevivência.

Mas nas reuniões públicas, onde se decidia o rumo da cidade, outras realidades também se apresentavam: necessidades visíveis, atraentes, que traziam satisfação imediata. E entre a decisão correta e essencial, e aquilo que agradava aos olhos e ao coração, surgiram obstáculos sutis:

- A aparência de segurança: "Não choveu forte, então não há perigo agora."

- O tamanho do desafio: A obra de proteção era grande, exigia esforço, sacrifício, gastos — e isso assustava.

- O brilho do que é visível: Praça, mercado, estradas, escola — tudo trazia beleza, alegria, prazer, satisfação. Tudo era visto, admirado, comemorado.

Assim, o que era fundamental foi sendo adiado em nome do que era agradável. O essencial foi ficando para depois, enquanto o visível tomava todo o tempo, todo o esforço, todo o cuidado.

Assim acontece na vida de cada um de nós. O ser humano tem suas necessidades naturais, legítimas: saúde, convívio social, trabalho, sustento, lazer, afeto, realização profissional, carinho. Tudo isso faz parte da vida, é necessário, é bom, faz sentido. Ninguém nega que precisamos disso.

Mas há uma necessidade que está acima de todas — aquela para a qual somos constantemente alertados: a necessidade de Deus, de viver na Sua presença, de preparar-se para a vida eterna.

Assim como naquela cidade, a grande maioria das pessoas escolhe o que é visível e imediato. Buscam um bom emprego, um lar, um grande amor, amigos, reconhecimento, dias tranquilos — e tudo isso é legítimo, faz parte da vida. Mas não se pode trocar o fundamental pelo que é secundário. Não se pode deixar de lado Deus, o conhecimento da Sua Palavra, a oração, o compromisso de fidelidade a Ele.

Quando colocamos Deus em primeiro lugar, tudo o mais encontra o seu verdadeiro lugar. Como diz a Escritura:

"Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."

— Mateus 6:33

O Senhor também nos lembra que a vida não se resume ao que comemos ou vestimos, nem ao que os olhos veem:

"Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus."

— Mateus 4:4

E ainda somos advertidos a não gastar a vida com aquilo que não satisfaz e que um dia passará:

"Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso trabalho naquilo que não pode saciar?"

— Isaías 55:2

Caro amigo leitor, a escolha de não priorizar o essencial trouxe àquela cidade a destruição e a tragédia. Isso não foi um acidente — foi a consequência lógica, o resultado necessário e inevitável da opção errada. Porque o erro nunca traz o bem; o erro é mau, e produz morte. Como adverte a Palavra:

"Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará."

— Gálatas 6:7

Aquela cidade negligenciou aquilo que era a sua própria segurança — o que devia ser primordial e prioritário em todas as suas decisões. E o Senhor nos alerta sobre o perigo de desprezar o que é verdadeiramente importante: 

"Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?"

— Hebreus 2:3

Assim é com a nossa vida. Fomos criados para viver no centro da vontade de Deus, para viver a vida que Ele preparou para nós. Como está escrito:

"Ele morreu por todos, para que os que vivem já não vivam para si mesmos, mas para aquele que morreu e ressuscitou por eles."

— 2 Coríntios 5:15

E para isso precisamos conhecê-Lo e, acima de tudo, ter um compromisso de fidelidade com Ele. Pois é Jesus quem nos mostra o caminho verdadeiro:

"Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."

— João 14:6

Toda a Escritura foi dada para nos guiar nessa verdade:

"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça."

— 2 Timóteo 3:16

A revelação dessa verdade e dessa necessidade plena está em Cristo Jesus, que nos mostra a urgência da salvação. Sem estarmos no centro da vontade de Deus, a vida está afastada dEle e traz destruição. Devemos estar no centro da vontade de Deus — Ele deve ser o centro e o objetivo de nossas vidas. Fora disso é pecado, é desobediência a Deus. A vontade de Deus é que vivamos para Ele.

E as pessoas vivem rodeadas de tantas coisas que, embora pareçam importantes, não são o essencial: aquilo que realmente traz vida e vida eterna. O próprio Senhor advertiu sobre isso na parábola do homem rico:

"E disse: Farei isto: derrubarei os meus celeiros e os edificarei maiores; e ali recolherei todos os meus produtos e os meus bens; e direi à minha alma: Alma, tens muitos bens guardados para muitos anos; descansa, come, bebe, regala-te! Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite pedirão de ti a tua alma; e o que tens preparado, de quem será?"

— Lucas 12:18–20

Escolher o caminho sem Deus não é apenas um engano — é escolher a desgraça eterna. É optar pelo erro, pelo engano, pelo caminho que leva à perdição. E isso acontece de forma sutil: o diabo é sagaz, vai penetrando devagar, e as pessoas vão sendo envolvidas, como que por amarras que nem percebem. Deixam para depois a decisão mais urgente — porque a tempestade está se formando, o rio está subindo, e não sabemos a hora exata em que a vida chegará ao fim. Jesus nos ensinou a priorizar o que permanece:

"Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."

— Mateus 6:33

Um dia você irá partir. E então virá a realidade definitiva: se você não estiver salvo, se não tiver vivido em compromisso de fidelidade com Deus, essa escolha se revelará desastrosa. Por isso é preciso viver agora uma vida que demonstre, prove e testemunhe: viver na presença de Deus, em fidelidade a Cristo, à Sua Palavra, aos Seus ensinos. Como diz o apóstolo:

"Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus."

— 1 Coríntios 10:31

Uma vida de oração, de estudo da Bíblia, de obediência, de adoração a Deus — é essa a verdadeira segurança. E o Senhor promete:

"Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida."

— João 8:12



CONCLUSÃO E APELO

Caro amigo, avalie a sua vida hoje mesmo. Você já tomou a decisão de priorizar Deus? De viver para conhecê-Lo e fazer a Sua vontade? Ou está permitindo que as coisas do dia a dia envolvam você de tal forma que já não consegue enxergar a urgência de ser fiel a Ele?

Coloque a sua vida eterna acima de tudo. A maioria, infelizmente, está fazendo como a cidade de Vila Velha — e arcará com as consequências. Mas você pode fazer diferente! E deve!

Coloque Deus acima de tudo. Não seja negligente com a sua vida eterna. Viva em fidelidade ao Senhor, faça da vontade de Deus o objetivo exclusivo da sua vida. Não adie mais a decisão. A tempestade pode chegar quando menos se espera, e não haverá como voltar atrás — e a única proteção verdadeira é ter Cristo verdadeiramente, como Senhor (aquele que manda) e Salvador.

"Eis que agora é o tempo aceitável, eis que agora é o dia da salvação."

— 2 Coríntios 6:2

 

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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

ACADEMIA DO AFONSO— BEATRIZ E O INTERESSE DE DUAS PESSOAS - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - santidade - bíblia - academia - casamento - ouvir - orgulho - salvação - condenação - doutrina



ACADEMIA  DO AFONSO— BEATRIZ E O INTERESSE DE DUAS PESSOAS


Havia uma academia chamada Academia Fitness, onde muitas pessoas buscavam cuidar do corpo e da saúde. Ali, os alunos iam e vinham — alguns permaneciam, outros apareciam por um tempo e seguiam seus caminhos. O espaço era acolhedor, e aos poucos as pessoas iam se conhecendo, compartilhando olhares e breves conversas entre um exercício e outro.

 

Certo dia, entrou na academia uma moça chamada Beatriz. Tinha vinte e cinco anos, de rara beleza. O porte era elegante, o corpo esbelto e os cabelos lindos realçavam ainda mais o seu semblante. Caminhava com determinação, e por onde passava, chamava a atenção de todos.

 

Entre os que já frequentavam o lugar estavam dois rapazes.

 

Um deles se chamava Guilherme. Era um jovem simples, de coração bom. Fisicamente, era um pouco acima do peso — um rapaz gordinho, sem a aparência que costuma chamar olhares de imediato. Mas era honesto, trabalhador, gentil e temente a Deus. Tratava a todos com respeito, falava com sinceridade e vivia com retidão. Guilherme era novo ali também, ainda se adaptando aos exercícios, mas fazia tudo com dedicação.

 

Quando viu Beatriz pela primeira vez, Guilherme ficou profundamente encantado. Sentiu no coração um desejo sincero de se aproximar, de conhecê-la, de ter a alegria de conversar com ela. De vez em quando, puxava algum assunto — uma palavra gentil, um comentário sobre os exercícios —, mas Beatriz não dava espaço. Muitas vezes usava fones de ouvido e, quando precisava tirá-los para ouvi-lo, o semblante dela não demonstrava nenhum interesse. Não havia rispidez, mas também não havia acolhimento. Guilherme não era o que ela procurava.

 

E havia também Roberto.

 

Roberto era lindo de ver: alto, porte imponente, corpo musculoso e bem definido, daqueles que chamam a atenção de imediato. Era considerado belo por todos. Tinha uma conversa fácil, cativante, sabia dizer as palavras certas no momento certo — possuía uma lábia envolvente, fazia elogios, era galanteador. Mas por trás daquela aparência e daquela conversa, não havia escrúpulos. Roberto não buscava amar — buscava se aproveitar. Usava pessoas, iludia, mentia quando era conveniente, e fazia qualquer coisa para conseguir o que queria. Para ele, as pessoas eram meios, não fins.

 

E quando Beatriz o via, seus olhos brilhavam. Tudo era diferente. Ela sorria, fazia questão de estar por perto, dava abertura. Roberto, percebendo o interesse, foi se aproximando cada vez mais. Falava bonito, encantava, e ela se deixava levar. A aparência, a conversa, o brilho exterior — tudo isso pesou mais do que a verdade do coração.


Guilherme percebeu que não havia lugar para ele no coração de Beatriz. Ficou decepcionado, mas não guardou mágoa. Decidiu então cuidar de si mesmo — não apenas do corpo, mas também da alma. Continuou indo à academia, dedicando-se aos exercícios, crescendo como pessoa, fortalecendo-se dia após dia.

 

Beatriz, por sua vez, começou a namorar Roberto. Estava encantada, achava que tinha encontrado o melhor. Mas com o tempo, a realidade começou a aparecer. Beatriz ficou grávida — e ao contar a Roberto, esperava alegria, mas encontrou frieza e cobrança. Roberto não queria responsabilidades; não amava Beatriz, apenas se aproveitava dela. Disse-lhe que abortasse a criança.

 

Beatriz, no fundo, não queria perder o filho — mas temia perder Roberto. E para não afastá-lo, aceitou fazer o que ele pedia. Roberto não quis gastar dinheiro nem procurar um lugar seguro. Levou-a a uma clínica escondida, barata, sem estrutura adequada, num ambiente de risco. Beatriz submeteu-se ao procedimento, mas ao voltar para casa, começou a passar mal. A dor aumentava, o corpo enfraquecia, e quando finalmente foi levada ao hospital, já estava em estado crítico.

 

Dias antes disso, ainda na academia, Beatriz voltou a cruzar com Guilherme. E não era mais o mesmo rapaz que ela conhecera. O tempo de dedicação tinha transformado-lhe o corpo: estava forte, saudável, com porte e postura diferentes. Mas algo mais mudara também — Guilherme não olhava para ela com o mesmo interesse de antes. Saudara-a com respeito, mas sem aquele brilho nos olhos que um dia tivera. Beatriz notou a mudança, viu o valor que havia nele, a beleza que existia — mas era tarde. Ela já estava comprometida com Roberto, e aquele sentimento que despertou era apenas um reconhecimento tardio, sem poder mudar o caminho que já tinha escolhido.

 

No hospital, Beatriz definhava. O procedimento mal feito tinha comprometido-lhe a vida. E ali, na cama, viu a verdade nua e crua: Roberto não estava ao seu lado por amor. Ficou claro que ele nunca se importou de verdade. Poucos dias depois, Beatriz faleceu. A morte de Beatriz foi resultado de uma escolha errada, 


Esta história precisa ser refletida, porque é a história de todos nós. Fazemos escolhas em nossas vidas, e cada escolha que fazemos nos leva a um caminho, traz consequências. As escolhas que tomamos definem o nosso rumo e trazem consequências definitivas em nossa vida.

 REFLEXÃO 

 

Beatriz chamou a atenção, despertou o interesse de duas pessoas: Guilherme e Roberto. Os dois a queriam para si — um de uma forma, o outro de outra.

 

Se trouxermos essa situação para a nossa realidade espiritual, compreendemos algo profundo: Beatriz representa o ser humano. E na vida de cada ser humano existem, de fato, dois interesses distintos: o interesse de Deus por você, e o interesse do inimigo por você. Ambos desejam conquistar a pessoa para si, mas com intenções completamente diferentes.

 

Guilherme desejava Beatriz para algo verdadeiro: via nela a possibilidade de um lar, de uma aliança, de um casamento santo e fiel. Queria amá-la, protegê-la, caminhar ao lado dela para o bem.

 

Já Roberto buscava algo passageiro: uma relação fútil, baseada apenas no prazer, sem fidelidade, sem verdade, sem justiça e sem santidade. O seu interesse não era o bem de Beatriz — era o proveito que podia tirar 


Guilherme representa o Espírito Santo de Deus.

Guilherme queria se aproximar daquela jovem, queria falar com ela, queria conquistá-la para si. E ele ia devagar, com respeito — porque era preciso que ela desse uma resposta positiva. Ele não forçava, não impunha; esperava que ela, ao reconhecer quem ele era, sentisse o desejo de se aproximar também. Precisava que ela tivesse interesse nele, que abrisse o coração.

Assim é Deus. Nós nascemos pecadores, afastados d’Ele. Mas Deus tem um propósito para cada um de nós: quer nos resgatar deste mundo, quer estabelecer conosco uma aliança, um compromisso de fidelidade. Ele deseja conosco um casamento espiritual, uma entrega verdadeira. E por isso Ele começa a se manifestar: fala ao coração, mostra o caminho, toca a consciência — para que a pessoa possa compreender, possa escolher, e possa dizer sim a esta aliança de fidelidade.

Caso Beatriz escolhesse ouvir e conhecer Guilherme, com certeza se apaixonaria por ele. A Bíblia diz: 

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João. 8.32

Se ela voltasse os olhos para ele e o escolhesse para uma aliança, teria dele amor, proteção, carinho e sustento — tudo de bom que alguém pode imaginar. Com Roberto, ela teve o que teve. 

Assim são aqueles que optam por ouvir a Deus e firmam uma aliança com Jesus Cristo: recebem a vida eterna, têm a proteção e a presença de Deus, e Ele cuida de cada um. Não lhes faltará nada. É uma eternidade maravilhosa, onde tudo é perfeito e pleno.

Já o diabo não se apresenta como diabo — ele se apresenta como promessas de prazer, de brilho, de momentos agradáveis. Oferece o que é fútil, o que é passageiro, o que alimenta apenas os sentidos e a aparência, mas não nutre a alma. Tudo parece bonito por fora, mas não tem fundamento, não tem verdade, não tem permanência.

A Bíblia nos revela quem ele realmente é:

"Foi lançado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama Diabo e Satanás, aquele que engana todo o mundo."

Apocalipse 12:9


Caro amigo leitor, a história de Beatriz, de Guilherme e de Roberto é apenas uma forma — uma parábola — pela qual Deus quer te trazer uma mensagem, uma verdade, uma realidade profunda.

O ser humano nasce pecador. Nasce neste mundo, e a Bíblia nos diz claramente que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno.

“Nós sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no Maligno.”

1 João 5:19

 

E Jesus mesmo disse:

“Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo.”

João 12:31


Quando você veio ao mundo, entrou com a natureza que recebeu após a entrada do pecado. E desde cedo, você ouve a voz do mundo: a cultura em que vive, as experiências que vivencia, as pessoas com quem se relacionam, os valores que são passados de geração em geração, a religiao. Tudo isso forma a sua maneira de pensar, de ver e de viver — assim como Beatriz ouviu a voz de Roberto e não percebeu quem ele realmente era.

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.”

1 João 2:15

“Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.”

1 João 2:16

Assim é com você, meu amigo: nasce ouvindo a voz do mundo, sem reconhecer a origem dela. Até o momento em que Guilherme se manifesta — ou seja, o Espírito Santo fala ao seu coração. Então é preciso se voltar para a voz de Deus, ouvi-la e deixar que ela te conduza à verdade e à vida.

O que Guilherme ofereceria a Beatriz é a imagem do que Deus oferece a você: uma união verdadeira, uma aliança eterna. A Bíblia diz:

“Por isso deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. Grande é este mistério, mas falo isto a respeito de Cristo e da Igreja.”

Efésios 5:31-32

Amigo leitor, você precisa fechar os ouvidos para a voz do mundo e receber a voz de Deus — os ensinamentos de Cristo, tudo o que está na Bíblia. Ela te levará a uma vida na presença do Senhor e, ao final, à eternidade onde tudo é maravilhoso e perfeito. Ser santo e ser separado de tudo aquilo que não se conforma com a Palavra de Deus , a Bíblia. O Espirito Santo chama para esta vida. 

 “Sede santos, porque eu sou santo.”

1 Pedro 1:16

“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.”

Hebreus 12:14

Mas se você continuar dando ouvidos a voz do mundo, estará ouvindo o próprio inimigo, o Diano. E o destino de quem assim procede é a condenação eterna, representada pelo fim tragico de Beatriz. 

Caro amigo leitor, você precisa fazer uma escolha — assim como Beatriz podia escolher: a quem daria ouvidos, a quem se uniria?

Assim é a sua vida. Você pode continuar vivendo conforme o mundo: conforme aprendeu, conforme pensa, conforme as experiências que teve, conforme os padrões que lhe foram passados, conforme a sua própria maneira de ver tudo. Viver assim é viver conforme Roberto — e na verdade, conforme o diabo.

Ou então, você pode escolher Guilherme: ouvir a voz de Deus, firmar uma aliança — não com a figura da história, mas com Aquele que ele representa. E a partir daí, esquecer o mundo, não flertar mais com ele. Há pessoas que dizem ter escolhido Deus, mas ainda mantêm um pé no mundo. Isso não é fidelidade. É preciso decidir ser esposa de Cristo — e ser esposa significa fidelidade. Uma esposa não divide o coração, não é infiel ao marido. Essa escolha definirá o seu destino eterno, assim como a escolha de Beatriz definiu o dela.

 “Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes?” — Tiago 4:5

Esta história, na verdade, é Deus querendo gravar a verdade na sua mente: a Palavra d'Ele é que mostra o caminho, e a sua resposta a Ela definirá o seu destino. Portanto, receba esta mensagem. Viva agora completamente afastado daquilo que é do mundo, daquilo que não pertence ao Reino de Deus. Faça a escolha do Espírito Santo, faça a escolha de Deus. Viva em aliança de fidelidade, como quem pertence ao Senhor.


Assim você receberá tudo o que Deus tem para lhe dar — desde que morra para o mundo, para o pecado, para o orgulho e para tudo que contraria o ensino de Cristo. Tome esta decisão. Faça a escolha certa. Em nome de Jesus. Amém. 


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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O CAMINHO DA VERDADE - que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - caminho - bíblia - pecado - orgulho - salvação - condenação - doutrina




O CAMINHO DA VERDADE

 

Versículo Base:

"Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele é o caminho da morte." — Provérbios 14:12

 

Introdução

Viver é uma caminhada que avança até a morte. E nessa caminhada da vida, há dois caminhos: o caminho da Verdade e o caminho do engano.

Esta mensagem não é algo filosófico, não é algo meramente religioso, nem tampouco uma reflexão banal. Ela trata daquilo que é tudo na vida do ser humano: a sua maneira de viver e o resultado eterno desta maneira de viver.

Portanto, a importância desta palavra é a mesma importância de se ouvir o Criador de tudo — inclusive das nossas vidas. Dê, pois, o valor devido a esta mensagem.

 

1. O CAMINHO A DEUS É O CAMINHO DA VERDADE

Deus é a origem de tudo. Ele é a fonte de toda a Verdade. E a Verdade se manifestou ao homem por intermédio de Jesus Cristo.

A Bíblia nos diz:

"No princípio criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo. E o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. Disse então Deus: Haja luz. E houve luz." — Gênesis 1:1-3

Os céus e a terra já haviam sido criados, existiam — mas estavam encobertos pelas trevas. Não havia manifestação, não havia revelação do que Deus havia feito. Então Deus falou: "Haja luz". E pela Sua Palavra, aquilo que estava oculto passou a ser visto. A Palavra de Deus trouxe a revelação.

E essa Palavra que cria, que revela, que traz a luz — é Jesus Cristo. A Bíblia declara claramente:

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós." — João 1:1, 14

A revelação de Deus é a Sua Palavra, e essa Palavra é Jesus. Ele é a Luz que veio ao mundo para mostrar quem Deus é:

"Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida." — João 8:12

E Jesus nos é dado a conhecer através da Bíblia:

"Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim." — João 5:39

Sem a Bíblia, não conhecemos Jesus. Sem Jesus, não há revelação de Deus. Portanto, a vida do ser humano — se não estiver fundamentada nessa Luz, revelada nas Escrituras e em Jesus — está nas trevas. Está no engano. Andar na Luz é andar nos ensinos de Jesus, registrados na Bíblia.

Porém, para que o homem pudesse optar pelo caminho que desejava seguir, foi-lhe dada a escolha entre a Verdade e o engano. O engano se estabeleceu na terra após a rejeição da obediência a Deus. E o espírito do erro, manifestado na figura de Satanás, passa a buscar almas que tenham prazer no engano, que são descuidados . Ele transforma trevas em aparência de luz.

Há aqueles que não estão interessados no caminho que leva a Deus. Não estão preocupados, não se interessam. Mas há aqueles que querem o caminho que leva a Deus. E é sobre estes que falamos: muitos buscam, mas não alcançarão, porque o erro propõe-lhes uma rota que parece levar ao mesmo Alvo, tem aparência certa, mas não segue a Verdade. Apresenta um caminho que leva o nome de Deus, que diz que ao final se encontrará com Ele — porém não é o caminho da Verdade.

E é sobre este engano que iremos aprofundar no próximo ponto.

 


2. O ESPÍRITO DO ERRO E O CAMINHO QUE PARECE CERTO

Para aqueles que querem seguir o caminho de Deus, existe um perigo sutil: o espírito do erro pode levá-los por um caminho que parece certo, mas não é o caminho da Verdade. A pessoa não deixa de buscar a Deus — ela crê sinceramente que está indo ao encontro d'Ele. No entanto, o caminho que segue não é o da Verdade, e ela não percebe. É exatamente isso que a Palavra de Deus nos adverte:

"Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele é o caminho da morte." — Provérbios 14:12

Vemos isso claramente na tentação de Jesus no deserto. Apresentou-se a Ele o espírito do erro e, usando a própria Bíblia, disse: "Se tu és o Filho de Deus, atira-te daqui para baixo, pois está escrito: Aos seus anjos dará ordem a teu respeito" — citando fora de contexto o Salmo 91. Se Jesus tivesse dado margem à vontade de provar que era o Filho de Deus — ou seja, de exaltar-Se — teria abraçado aquela inspiração maligna como se fosse a verdade. Mas Jesus não estava interessado em exaltar-Se. Ele respondeu com a Palavra de Deus corretamente: "Também está escrito: Não tentarás ao Senhor, teu Deus."

Muitas pessoas hoje estão na igreja, oram, leem a Bíblia, vivem de forma que lhes parece piedosa e correta. Muitos têm dons espirituais, expulsam demônios, são fervorosos na obra. Mas não é o suficiente. Se ainda não morreram para si mesmas — se ainda buscam reconhecimento, admiração, exaltação — se o desejo de se destacarem ainda habita nelas, elas corrompem as Escrituras. O orgulho contamina o entendimento, assim como o fermento leveda toda a massa.

Assim como Jesus teria abraçado o engano se tivesse cedido ao desejo de se exaltar, o homem que ainda não morreu para o próprio orgulho abraça inquestionavelmente o erro. O orgulho contamina a visão, altera a compreensão, leva a adaptar a Palavra de Deus à própria vida. E assim adentra no caminho do engano. O caminho da Verdade é guiado pelo Espírito e leva ao verdadeiro conhecimento das Escrituras.

Por que alguém que busca a Deus pode estar no caminho do engano sem perceber? Porque o homem se torna a sua própria peneira da Verdade. Ele não morre para si mesmo. O orgulho permanece. E é esse orgulho — raiz da maldade — que passa a filtrar o que é verdade e o que não é: aquilo que agrada, que conforta, que aprova a sua vida — isso ele aceita como Verdade. Aquilo que o confronta, que pede renúncia, que pede mudança real — ele rejeita ou altera.

A Verdade, porém, não pode passar pelo crivo dos desejos humanos. Ela tem que ser pura, isenta, independente do que nós queremos. Não se molda ao nosso orgulho, não se ajusta à nossa vontade, não se adapta à nossa conveniência. A Verdade é o que é — antes de nós, acima de nós, sem depender de nós.

Enquanto o homem não morrer para si, o mal continuará operando dentro dele, e ele continuará filtrando. E o seu filtro — a natureza caída, o desejo de ser exaltado, a vontade própria — o levará sempre ao engano. Por isso não basta querer estar no caminho certo. Não basta desejar a salvação. Não basta dizer que ama a Deus. É preciso colocar a Verdade acima de tudo — inclusive acima de si mesmo.

Jesus é exclusivo. Não divide espaço com a nossa vontade, com o nosso orgulho, com os nossos gostos. Quando alguém O recebe de verdade, morre para si próprio. Como escreveu o apóstolo Paulo:

"Já não vivo eu, mas Cristo vive em mim." — Gálatas 2:20

Quem ainda vive para si, continua julgando a Verdade por si mesmo — e é levado ao erro pelo próprio coração. Quem morre para si, deixa que a Verdade o julgue, o transforme e o guie. A diferença entre o caminho da Vida e o caminho do engano está aqui: a Verdade aceita como Ela é, sem alterar nada — ou rejeitada porque não se parece com o que nós queremos.





3. QUANTO MAIS ANDA NO CAMINHO ERRADO, MAIS DIFÍCIL É VOLTAR

O engano não acontece de uma vez só. Ele vai crescendo, se enraizando, como gangrena que se espalha silenciosamente. Cada passo dado no caminho que parece certo é um passo para mais longe da Verdade. E quanto mais tempo alguém permanece no erro, mais profunda se torna a raiz, e mais difícil é retroceder.

Para entendermos isto, tomemos um exemplo: quando alguém se afasta do cônjuge, resolve formar uma nova família, e o tempo vai passando. Os anos se sucedem — cinco, dez, quinze, vinte anos. Surgem novos filhos, constrói-se uma nova estrutura de vida. Quanto mais tempo se vive naquele erro, mais difícil se torna retornar à Verdade e abandonar o caminho que conduz à condenação. A Palavra de Deus é clara:

"A mulher está ligada ao marido durante todo o tempo que ele viver; se, porém, o marido falecer, ela fica livre para se casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor.                     — 1 Coríntios 7:39

Viver sem respeitar esta ordem é viver em adultério. E quanto mais anos se passam, mais difícil é voltar. Como diz também nas Escrituras:

"Abismo chama abismo..." — Salmos 42:7

Um erro puxa outro, e o caminho se fecha. Como poderia alguém, depois de quinze ou vinte anos, com filhos, com laços formados, simplesmente abandonar tudo e voltar à Verdade? O preço parece altíssimo. E é justamente por isso que a pessoa prefere torcer a Verdade, aceita uma mentira como se fosse verdade, inventa justificativas, muda o que Deus disse — tudo para evitar o que lhe parece um caos na vida. Este é o preço de se prolongar no caminho errado: a Verdade torna-se demasiadamente cara, e o coração prefere o engano.

Há ainda outro exemplo: aquele que se torna crente sem morrer para o pecado, sem compreender a mensagem verdadeira da salvação, sem reconhecer o que é realmente o pecado. Ele passa a viver como crente, mas sem a verdadeira conversão. E quanto mais tempo ele permanece nesta condição, mais difícil se torna reconhecer que está perdido. Se ele ainda recebe dons espirituais, se tem uma vida fervorosa na obra, se é consagrado a um cargo na igreja — diácono, presbítero, pastor, missionário — mais enraizado fica o erro. Porque agora ele não só vive no engano, mas ensina o engano a outros. E se o orgulho não for abandonado, se não morrer para si mesmo, jamais receberá a Verdade da salvação.

"O coração é enganoso acima de tudo e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" — Jeremias 17:9

O caminho do engano não avisa que é engano. Ele encanta, convence, parece levar ao lugar certo. A cada passo, a pessoa se confirma naquela direção. Os seus próprios pensamentos tornam-se a sua verdade. E quanto mais avança, mais difícil é reconhecer que saiu da rota. Não porque Deus esteja longe — mas porque ela mesma se afastou, passo a passo, sem perceber.

 

Não deixe que o engano se enraíze em você. Quanto antes parar, mais perto estará da Verdade. Quanto mais cedo reconhecer que o caminho está errado, mais fácil será voltar. Não adie a decisão. A Verdade não espera — e a distância só aumenta enquanto você caminha na direção errada.



CONCLUSÃO E APELO

Caro amigo leitor, a Verdade vem de Deus. Deus tem se revelado ao mundo por intermédio de Jesus Cristo. Os ensinos de Jesus estão na Bíblia. Seguir fielmente os ensinos de Jesus, registrados nas Escrituras, é seguir a Verdade.

 

Esta mensagem vem lhe alertar para a astúcia do enganador e para a necessidade urgente de colocar a Verdade — que é Jesus Cristo — acima de tudo na sua vida. Você precisa morrer para a sua própria vontade, morrer para o orgulho, morrer para o pecado, para que não venha a ser enganado.

Lembre-se do exemplo de Jesus no deserto: Ele não cedeu, não adaptou, não trocou a Verdade por aprovação. Tome agora a decisão de seguir o caminho da Verdade. Cada segundo que passa longe da Verdade, você se afasta mais dela. E há aqueles que já não têm mais volta. Não permita que isto aconteça com você.

Agarre-se à Verdade. Agarre-se a Jesus. Agarre-se à Palavra de Deus, aos ensinos de Jesus que estão na Bíblia — e não largue por nada neste mundo.

Se você percebe que está no caminho errado, volte agora, deixe que a verdade concerte a sua vida m, o seu rumo. Ainda que doa, ainda que custe caro, ainda que pareça perder tudo — não perca a sua salvação. Fique com a Verdade. Não a troque por nada neste mundo.



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BOLHA DE SABÃO OU METEORO QUE CAI DO CÉU? - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - peso - bíblia - pecado - orgulho - salvação - condenação - doutrina


 

 
 
BOLHA DE SABÃO OU METEORO QUE CAI DO CÉU?

 
Versículo Base:
 
"Não é a minha palavra como fogo, diz o Senhor, e como um martelo que despedaça a rocha?" — Jeremias 23:29
 

Introdução
 
Muitas pessoas ouvem a Palavra de Deus. Muitas tratam de Deus e das coisas que Lhe concernem — inclusive a Bíblia e as verdades que nela estão — de uma certa maneira. E essa forma de tratar Deus e as Suas coisas varia: para alguns, tem um peso; para outros, tem outro peso inteiramente diferente.
 
É sobre isso que vamos falar agora: qual é o peso que Deus, a Sua Palavra e as coisas do Reino têm na sua vida?
 
Você precisa saber como realmente está vivendo em relação a Deus, às Suas palavras e ao Seu Reino. Porque este conhecimento vai trazer luz ao seu caminho. E a maneira como você vive diante d'Ele não é algo que passa sem deixar rastro: ela repercute, traz consequências e, ao final desta vida — cujo momento ninguém sabe —, determinará a sua relação eterna com Deus: junto d'Ele para sempre, ou afastado d'Ele para sempre.
 
 
1. A PALAVRA DE DEUS NÃO É LEVE —NÃO É MOMENTO , É DEFINITIVO. 
 
Para muitos, a Palavra de Deus é como uma bolha de sabão: brilha, encanta, comove. Ouvem, choram, sentem desejo de mudar. Podem até começar a ir à igreja, a ler a Bíblia, a fazer escolhas diferentes por um tempo. Mas é um momento bonito — não é uma vida nova. Não tem peso suficiente para transformar de maneira definitiva. Não atinge o interior, não altera a natureza, não governa as escolhas para sempre.
 
Sobre estes, a Palavra diz:
 
"Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me prestam culto, ensinando doutrinas que são preceitos de homens." — Mateus 15:8-9
 
Há também aqueles para quem a Palavra de Deus não tem peso nenhum. Ouvem e aquilo não lhes causa nenhuma impressão. Não muda, não altera absolutamente nada em sua vida. Para eles, é como se Deus não tivesse falado. Sobre estes, está escrito:
 
"Desprezaram o meu conselho e não quiseram a minha repreensão. Por isso comerão do fruto do seu caminho e se fartarão dos seus próprios conselhos." — Provérbios 1:30-31
 
Mas a Palavra de Deus não foi feita para ser passageira. Ela é a mesma Palavra que criou tudo, que sustenta o universo:
 
"Sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder..." — Hebreus 1:3
 
Quando Deus realmente fala, não é apenas para comover — é para mudar a essência do homem para sempre. A Sua Palavra não volta vazia:
 
"Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz..." — Isaías 55:11
 
Vemos isso no primeiro milagre de Jesus: transformou a água em vinho. Não foi aparência — foi mudança de natureza, definitiva. É assim com quem recebe a Palavra com verdade:
 
"Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas." — 2 Coríntios 5:17
 

 
2. O VERDADEIRO PESO DA PALAVRA DE DEUS
 
O mundo não foi criado assim. Deus fez tudo perfeito: harmonia, paz, comunhão com Ele, vida plena. Mas o que vemos hoje — guerra, fome, ódio, miséria, tristeza, vazio, suicídios, assassinatos, roubos, infelicidade — tudo isso entrou porque a Palavra de Deus não foi recebida com o peso que merece.
 
No Éden, Deus disse: “não comerás do fruto”. Adão e Eva não consideraram aquela Palavra como sendo o próprio Deus falando. Não lhe deram o peso de autoridade suprema. Trataram a Palavra como algo que podia ser deixado de lado. E desobedeceram. Quando alguém não reconhece o peso da Palavra de Deus, não reconhece quem Deus verdadeiramente é. E o pecado é, em essência, isto: não dar à Palavra de Deus o lugar que Ela deve ter.
 
O peso verdadeiro da Palavra se revela quando Ela dita a decisão — custe o que custar.
 
Abraão nos mostra isto. Deus falou claramente: “toma o teu filho, o teu único, a quem amas… e oferece-o em sacrifício”. A Palavra de Deus veio com autoridade total. Abraão obedeceu, pronto para entregar o que mais amava, porque reconheceu que a Palavra de Deus estava acima de tudo — inclusive do amor por seu próprio filho. E o Senhor disse:
 
"Não faças tal… agora sei que temes a Deus, visto que não me negaste o teu filho, o teu único." — Gênesis 22:12
 
Há também quem ouça a Palavra e ela pareça bonita, mas não tenha peso suficiente para mudar o que importa. Foi o caso do jovem rico. Ele chegou correndo, chamou Jesus de Bom Mestre, perguntou o que fazer para ter vida eterna. Guardara os mandamentos desde jovem — tudo parecia certo. Mas quando Jesus disse: “vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres… e vem, segue-me”, a Palavra não teve peso para ele. Foi embora triste. Aquilo que ele amava mais pesou mais do que a Palavra de Deus.
 
"Ouvindo ele isto, entristeceu-se, porque era muito rico." — Lucas 18:23
 
A diferença está aqui: para Abraão, a Palavra de Deus pesava mais do que o próprio filho. Para o jovem rico, as riquezas pesaram mais do que a Palavra. Muitos hoje tratam a Palavra como o jovem rico: gostam de ouvir, admiram, até concordam — mas quando Ela pede o abandono daquilo que amam, quando custa renunciar, quando pede entregar o controle, a Palavra fica leve demais. É bonita, mas não governa.
 
O verdadeiro peso da Palavra se prova na obediência que custa: quando Ela manda e a pessoa responde — não porque é fácil, não porque é conveniente, mas porque é Deus que fala.
  
 



 
3. O PESO QUE NÃO SE RECEBE AGORA, SERÁ PROVADO PARA SEMPRE
 
A Palavra de Deus é fogo e martelo — e ela não perde o peso porque alguém a trata como leve. Quem a recebe agora, deixa que ela esmague o orgulho, mate o pecado e renove a vida. Mas quem a rejeita — seja por indiferença total, seja por emoção passageira sem obediência real — sentirá o mesmo peso, mas não para salvar, e sim para julgar.
 
A Palavra que não esmagou o velho homem agora, será a mesma que o esmagará para sempre. O pecado que não foi destruído pela obediência a Cristo, será a causa da destruição eterna da pessoa. Não há neutralidade diante da Palavra de Deus: ou ela quebra o coração agora, ou ela quebrará a pessoa no juízo.
 
"Todo aquele que cair sobre esta pedra ficará despedaçado; e aquele sobre quem ela cair, será reduzido a pó." — Lucas 20:18
 
A intensidade do inferno existirá para demonstrar, diante de todo o universo, quem Deus realmente é e o quão grave é desconsiderar a Sua majestade. Sofrer eternamente não é apenas uma punição — é a prova eterna de que a Palavra de Deus era pesada, era santa, era verdadeira, e que o erro de tratá-la como leve foi maior do que se podia imaginar.
 
"E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna." — Mateus 25:46
 
Não espere, portanto, que a Palavra perca o peso. Ela pesa agora — e pesará para sempre. A escolha está diante de você: deixar que o peso da Palavra o transforme agora, com arrependimento verdadeiro, morte ao pecado e obediência total a Cristo — ou carregar a leveza de rejeitá-la agora, e ser esmagado por ela na eternidade. Não há terceiro caminho.
 
"Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho." — Salmos 119:105




 
 CONCLUSÃO E APELO
 
Bolha de sabão ou meteoro que cai do céu? O que será a Palavra de Deus na sua vida?
 
Se a Palavra de Deus não for definitiva em você, se não tiver um peso esmagador que esmague o orgulho e destrua o pecado, se não transformar a sua vida da água para o vinho, se não fizer você nascer de novo, se não guiar a sua maneira de viver em tudo — então ela não é tudo na sua vida. E se ela não for tudo, ela não tem o peso real. A sua vida não reconhece quem Deus verdadeiramente é.
 
Mas a Palavra de Deus não muda de natureza porque você a trata como leve. Hoje você pode escolher ignorar o peso dela, mas após a morte, ela se revelará como realmente é — e você a reconhecerá de forma compulsória. Não haverá escolha, não haverá recusa, não haverá desculpa. Todos a reconhecerão, mas para uns será vida, e para outros será juízo irrecusável.
 
Por isso, tome esta decisão agora: reconheça o peso da Palavra de Deus voluntariamente, de coração, enquanto ainda há tempo. Deixe que ela seja fogo que purifica e martelo que quebra o que é velho. Deixe que ela transforme a sua natureza, governe cada escolha e seja o peso que sustenta a sua vida inteira.
 
Não espere reconhecê-la apenas de forma compulsória depois. Entregue-se a ela agora — e o peso que poderia esmagar você, será o mesmo peso que o levou à vida eterna.
 
"Guarda no teu coração as minhas palavras, porque são a tua vida." — Provérbios 4:22
 


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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

A ULTIMA VIAGEM - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - morte - bíblia - pecado - orgulho - salvação - condenação - doutrina




🚁 A ÚLTIMA VIAGEM

 

O sol brilhava límpido naquela manhã. O helicóptero era novo, tinha acabado de passar por revisão completa — tudo em perfeito estado. Os rotores começaram a girar suavemente, e cinco pessoas subiram a bordo. Para todos, era só mais um trajeto de rotina. Ninguém imaginava que seria a última viagem.

 

A bordo estavam:

🔹 Nick Vieira — o cantor

Conhecido e amado por milhares. Sua voz enchia arenas e levava alegria por todo o país. Tinha agenda lotada: shows marcados com meses de antecedência, gravações, turnês planejadas. Dizia acreditar em Deus, agradecia publicamente nas entrevistas, mas vivia para a música, para os aplausos, para o sucesso. Deus estava nas palavras, mas não conduzia seus passos. Corria atrás dos seus próprios sonhos e raramente parava para perguntar: “Senhor, o que Tu queres de mim?”

 

🔹 Roberto Almeida — o empresário

Homem sério, trabalhador, construiu tudo com esforço e honestidade. Cuidava da carreira de Nick com dedicação, era amigo e parceiro. Tinha família que amava, fazia o bem sem ostentação, ajudava quem precisava. Para ele, a fé era simples: Deus existe, devemos ser bons, não fazer mal a ninguém, tratar todos com retidão. Achava que isso bastava. Não conhecia profundamente a Palavra, não sentia necessidade de entregar a vida totalmente a Cristo. Confiava na sua bondade como garantia.

 

🔹 Marcos Costa — o piloto

Cresceu na igreja, conhecia as verdades da fé desde criança. Mas com o tempo, foi se afastando: deixou os cultos, perdeu o hábito de orar, os amigos e os prazeres do mundo tomaram o lugar de Deus. Sabia o caminho, mas não andava nele. Era cristão de origem, mas vivia distante — sem comunhão, sem buscar voltar ao Senhor. Diziam que um dia foi fiel, mas naquele momento, seu coração estava em outro lugar.

 

🔹 Carla Mendes — amiga

Era uma pessoa religiosa, frequentava a igreja, orava, falava de fé com os outros. Recentemente, havia se separado do marido e estava vivendo com outra pessoa. Tinha filhos adolescentes, e essa mudança trazia inquietação: a quebra do lar, a presença de alguém novo na vida das crianças, os desentendimentos com a família — tudo isso eram coisas que a preocupavam e a faziam refletir. Mesmo assim, continuava participando das atividades, levando a vida como podia, carregando consigo suas alegrias e também seus pesos e dificuldades.

 

🔹 Felipe Rocha — o jovem músico

Era jovem, cheio de vida e de planos. Também era músico e estava começando a carreira — foi convidado para a viagem justamente para conhecer a equipe, o ambiente e integrar-se ao trabalho musical. Estava deslumbrado com tudo: os palcos, as pessoas, a possibilidade de crescer. A sua vida era voltada para a noite: festas, música, encontros, bebidas, diversão. Dizia que não precisava de religião, que queria era viver a vida, aproveitar cada momento, sem se prender a crenças ou regras. Não tinha ligação com Deus, não buscava conhecer a Palavra — para ele, isso não fazia parte do seu caminho.

Todos tinham planos bem definidos: compromissos, reuniões, viagens, projetos para os meses seguintes. Jamais passou pela cabeça de qualquer um deles que aquele dia seria o último. O helicóptero subiu leve, estável, cortando o céu azul e tranquilo.

De repente, um bando de aves em migração cruzou o caminho. Tudo aconteceu num instante. Algumas colidiram com as pás, prenderam-se nos rotores — e o movimento parou. O helicóptero não respondeu aos comandos. Desceu em direção a uma região rochosa e acidentada. Não houve tempo, não houve aviso, não houve despedida. Todos partiram.

A vida terminou para cada um, do mesmo jeito que chega para todos: de forma inesperada, sem aviso prévio. Cada um levou consigo a vida que havia construído, com as escolhas que fez, com os caminhos que seguiu.

Ficaram os bens. Ficaram as amizades. Ficaram as famílias. Os dons que tinham, a formação que receberam, tudo o que aprenderam — o piloto deixou tudo que sabia de voo, o músico deixou tudo que aprendeu de arte, cada um deixou suas experiências, seus esforços, suas conquistas. Nada levaram disso.

Levaram apenas uma coisa: a forma como viveram e a sua relação — ou a falta de relação — com Deus.

E é sobre isso que vamos tratar. Qual seria agora o destino dessas cinco pessoas? O que Deus tem a ver com a vida deles e com o destino eterno deles?


 

REFLEXÃO

Cinco pessoas subiram num helicóptero e jamais imaginaram que seria a última viagem. O que isso tem a ver com a nossa vida? Qual a relação que cada um tinha com Deus? E o que Deus tem a ver com o destino eterno de cada um? Como cada um vivia — e qual a relação desta maneira de viver com aquilo que Deus revelou a respeito de Si mesmo, da Sua vontade e do Seu caminho?

 

Este assunto é fundamental. Porque da mesma forma que aquelas pessoas jamais imaginaram que aquele seria o fim, milhares partem todos os dias sem perceber. A cada dia, alguém vive o que será o último sorriso, o último dia de trabalho, a última vez que verá quem ama, o último dia nesta terra. Ninguém sabe quando chega a hora.


Nick Vieira — o cantor

Nick acreditava em Deus, agradecia publicamente nas entrevistas, falava de Deus. Mas vivia para a música. Será que esta era a vida que Deus queria para ele? Será que o chamado de Nick era viver para a música secular? É preciso entender, é preciso conhecer aquilo que Deus tem preparado para cada um de nós.

Roberto Almeida — o empresário

Era honesto, esforçado, trabalhador. Mas para ele, a fé era simples: Deus existe, devemos ser bons, não fazer mal a ninguém, tratar todos com retidão. Ele creu naquilo que achava que era a verdade. Mas o que a Palavra de Deus diz em relação a esta maneira de viver?

Marcos Costa — o piloto

Cresceu na igreja, conhecia as verdades da fé, mas se afastou. Estava distante de Deus. O que podemos entender disso? O que Jesus nos ensina sobre viver afastado d'Ele?

Carla Mendes — amiga

Era uma pessoa religiosa, frequentava a igreja. Mas havia se separado do marido e vivia com outra pessoa. Será que isto tem influência na vida espiritual dela? Será que esta condição podia afastá-la de Deus? Teria algum efeito sobre o destino eterno dela? Precisamos saber. Precisamos ter a luz da verdade para nos orientar.

Felipe Rocha — o jovem músico

Era jovem, cheio de vida. Jamais imaginava que partiria tão cedo; talvez esperasse viver até bem velhinho. Vivia apenas para aproveitar, para satisfazer-se, para desfrutar da vida. O que Deus nos fala sobre este tipo de vida?

A verdade é que a maneira de viver de cada um deve ser regida por Deus. O destino eterno de cada pessoa está diretamente relacionado com a forma como vive e com a sua relação com Deus. 

A Bíblia nos diz:

Romanos 3:23

"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus."

 

Romanos 5:12

"Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram."

 

Todos precisam de salvação. E a salvação vem unicamente em Cristo Jesus, o Filho de Deus, que veio ao mundo em carne e derramou o Seu sangue na cruz para pagar pelos nossos pecados. Porque o pecado separa o homem de Deus — e o pecado é não viver de acordo com aquilo que Deus diz, não ser fiel a Palavra de Deus. 

Não é possível viver como se Deus fosse apenas alguém a quem agradecemos, em quem acreditamos, que nos ajuda e nos protege, como se fôssemos filhos pequenos sem responsabilidade, sem decisões, sem escolhas. A verdade revelada na Palavra de Deus é que todos nós nascemos pecadores e precisamos de salvação, pelo arrependimento e aliança de fidelidade aos ensinos de Cristo que estão na biblia 

E a salvação vem pelo abandono do pecado e por uma vida de compromisso, de fidelidade à Palavra de Deus. Isso implica uma vida de conhecimento de Deus; implica o abandono definitivo do orgulho e do pecado; implica ser batizado, participar da igreja de Cristo, orar, ler a Bíblia, participar da Ceia do Senhor e seguir todos os ensinamentos de Jesus com fidelidade.

"Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante? De modo nenhum! Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele?"      Romanos 6:1-2 

Não basta apenas falar de Deus e ter um deus feito à nossa maneira. É preciso seguir exatamente aquilo que a Bíblia diz — porque ela é a Palavra de Deus. E seguir o que a Bíblia diz é seguir Jesus Cristo, o único caminho para a salvação.

O ser humano cria em sua mente um conceito do que é bom, do que é certo e do que é errado. Porém, somente a Palavra de Deus traz a verdadeira luz: ela mostra o que é bom e o que é mau, a maneira certa e a maneira correta de viver.

Ela também nos revela que o destino eterno de cada um está decidido por uma única coisa: seguir ou não, com fidelidade, os ensinos de Cristo. O destino de cada pessoa é uma destas duas realidades: ou a presença eterna de Deus, ou o afastamento eterno d'Ele — ou seja, o céu ou o inferno.

Aquele que abandona o pecado e vive em fidelidade a Deus recebe a salvação. Mas aquele que permanece no pecado — mesmo que não reconheça seus pecados por não conhecer a Palavra de Deus — estará eternamente afastado de Deus.

Nick Vieira, o cantor — precisava focar a sua vida não na sua própria carreira, mas na carreira que Deus tinha preparado para ele.


Roberto Almeida, o empresário — precisava acreditar na Palavra de Deus e viver de acordo com ela, e não apenas segundo a sua própria ideia do que é ser bom.


Marcos Costa, o piloto — estava desviado e precisava voltar ao caminho que um dia ele havia conhecido e do qual se afastou.


Carla Mendes, amiga — havia se separado do marido e se unido a outro homem. Mas a Bíblia ensina:

Romanos 7:2-3

"Porque a mulher casada está ligada pela lei ao marido enquanto ele vive; mas, se o marido morrer, fica livre da lei do marido. De maneira que, vivendo o marido, ela será chamada adúltera se se fizer a outro homem; mas, se o marido morrer, está livre da lei, de modo que não é adúltera, se se fizer a outro."

Portanto, segundo a Palavra de Deus, ela vivia em adultério. 


Felipe Rocha, o jovem músico — vivia apenas para desfrutar desta vida, quando na verdade deveria morrer para este mundo e viver para o Reino de Deus.


Portanto, é a Palavra de Deus que nos diz como cada um deve viver. Ela é a verdadeira luz. E aqueles que não a seguem com fidelidade estão nas trevas — ainda que o mundo diga o contrário, ainda que as religiões ensinem de forma diferente.

"Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.      Salmos 119:105

 

CONCLUSÃO E APELO

Caro amigo leitor, a morte destas pessoas é um aviso claro e inequívoco: a morte vem a todos, e não marca hora. Ninguém sabe o dia em que partirá. A sua última viagem, o seu último dia de trabalho, o último abraço em quem você ama — tudo isso pode acontecer a qualquer momento. A morte é como uma visita inesperada que chega sem avisar, e você precisa estar preparado para recebê-la.

Não pode adiar o preparo nem mais um segundo. Só existe um caminho, e uma decisão que você precisa tomar agora, antes que a morte o alcance como alcançou aquelas cinco pessoas. Não seja encontrado despreparado. O verdadeiro preparo não está naquilo que você acha que é ou que faz — está naquilo que a Palavra de Deus diz.

A Bíblia é a revelação de Deus: é Ele se manifestando a você, mostrando quem Ele é e qual é a Sua vontade. E há uma verdade que você precisa aceitar e receber enquanto ainda há tempo:

Você precisa se arrepender dos seus pecados, arrepender de não ter vivido em fidelidade à Palavra de Deus, reconhecer o sacrifício de Jesus, abandonar o pecado definitivamente e ser fiel a Cristo e aos Seus ensinos — custe o que custar. Viver não mais para a sua própria vontade, mas para a vontade de Deus. Abandonar todo orgulho, todo desejo de exaltação própria, e trocar tudo isso pelo desejo de Deus na sua vida.

Não espere a morte chegar sem estar preparado. Se assim for, o inferno será o seu destino eterno — e não haverá volta. O prejuízo é incalculável, o sofrimento indescritível, a dor insuportável. Não seja louco, não seja surdo, não seja cego. Ouça agora o que Deus está lhe dizendo. Tome esta decisão. Você pode perder a sua vida aqui — mas não perca a vida 

"Quem ama a sua vida, perdê-la-á; e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna."        João 12:25

 


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terça-feira, 22 de setembro de 2026

O QUE É, O QUE É : Tem o nome de Deus, mas não é Deus - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - discipulo - bíblia - pecado - orgulho - salvação - condenação - doutrina



O QUE É, O QUE É : Tem o nome de Deus, mas não é Deus.


Versículo base: João 17:3

«“E a vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”»


Introdução

Há pessoas que dizem ter Deus, mas qual é o Deus que elas têm? Será o Deus verdadeiro, o Deus da Bíblia? Ou será um Deus criado, transmitido a elas pelos homens? Ou um Deus imaginado por elas? Um Deus desejado por elas?

A Bíblia diz, no primeiro mandamento: “Não terás outros deuses diante de mim.”

Qual é o deus da sua vida? O deus que não fala? O deus que você deseja? Ou o Deus da Bíblia?

Esta mensagem vai mostrar para você a verdade em relação ao Deus ou deus em que você crê.

É preciso que você ouça e reflita sobre aquilo que Deus está lhe falando, pois amanhã poderá haver uma situação em que você não possa mais ouvir, refletir e decidir.

 

PRIMEIRO PONTO: O DEUS DIFERENTE DA BÍBLIA

A Bíblia nos mostra de forma clara como o ser humano pode criar um deus diferente daquele que Se revela nas Escrituras, movido por seus próprios desejos.

 

Exemplo bíblico — Êxodo 32:1–6

«Vendo o povo que Moisés demorava a descer do monte, reuniu-se em volta de Arão e lhe disse: “Faze-nos deuses que caminhem adiante de nós; pois não sabemos o que aconteceu a esse Moisés, que nos tirou da terra do Egito.” Arão respondeu: “Tirai os brincos de ouro das orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e de vossas filhas, e trazei-mos.” Todo o povo tirou os brincos de ouro e os levou a Arão. Ele os recebeu, fundiu o ouro e fez dele um bezerro de metal fundido. Então disseram: “Eis aqui os teus deuses, ó Israel, que te fizeram sair da terra do Egito!” Arão edificou um altar diante dele e proclamou: “Amanhã haverá festa ao Senhor.”» 

Explicação

Moisés subiu ao monte para receber a palavra de Deus e demorou a voltar. O povo, impaciente, foi até Arão e pediu: — Faze-nos deuses que vão à nossa frente! Eles queriam ter um deus visível, que agisse do jeito que eles desejavam, que lhes acompanhasse conforme a sua vontade, e não conforme a vontade de Deus. Arão atendeu: recolheu o ouro, fez uma estátua em forma de bezerro, e o povo exclamou: — Estes são os deuses que nos tiraram do Egito! Deram àquela imagem o nome do Deus verdadeiro. Até Arão proclamou: — Festa ao SENHOR! Mas aquilo não era o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Era uma criação humana, feita segundo o desejo do coração do povo — e Deus reprovou severamente aquela ação. 


Assim acontece também hoje. Muitas pessoas querem que Deus aja conforme elas acham que deveria agir. Em vez de se apegarem àquilo que Deus realmente diz em Sua Palavra, seguem o desejo de seus próprios corações. Criam um deus à sua semelhança e dão-lhe o nome de Deus. Usam o nome do Deus verdadeiro, mas a ideia que têm d'Ele não corresponde ao Deus da Bíblia. Têm o nome, mas não o Deus que Se revelou.

 

Mateus 15:7–9

«Hipócritas! Bem profetizou Isaías a respeito de vós, dizendo:

“Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.

Em vão, porém, me adoram, ensinando como doutrina mandamentos de homens.”»

Explicação

Jesus mostra aqui uma realidade grave: as pessoas tomam regras, ideias e tradições criadas por homens e as apresentam como se fossem ensinamentos de Deus. Atribuem autoridade divina àquilo que é apenas invenção humana. Isso acontece quando se constrói um deus que se encaixa nas preferências, nos costumes e nos desejos do coração — e ensina isso como se viesse do próprio Deus. O Deus verdadeiro fala pela Sua Palavra; o deus desejado não fala — ele é moldado.

Notem bem: o texto diz “este povo me honra com os lábios”. E hoje acontece da mesma forma: é usado o nome do Deus verdadeiro. Dizem “graças a Deus”, “obrigado, Deus”, “Deus é tudo”, cantam louvores e participam de cultos. Tudo isso com os lábios, mas o coração não está voltado para o Deus da Bíblia. Dão o nome do Deus verdadeiro àquilo que eles mesmos criaram, trocando a vontade de Deus por ideias próprias — e chamam a isso “fé”. Usam o nome, mas não conhecem Aquele cujo nome proclamam.


Marcos 7:8–13

«Porque deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus, para guardardes a vossa tradição. Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser ao pai ou à mãe, morrerá certamente. Mas vós dizeis: Qualquer que disser ao pai ou à mãe: É oferta tudo quanto da minha parte pudestes receber, já não é obrigado a honrar a seu pai ou a sua mãe. E assim invalidastes a palavra de Deus pela vossa tradição; e fazeis muitas coisas semelhantes a estas.» 

Explicação

Jesus mostra aqui uma verdade clara: as pessoas podem deixar de lado o mandamento de Deus para se apegar àquilo que os homens inventaram. Em vez de submeterem-se à vontade de Deus, criam regras e costumes que lhes agradam — e ainda assim dizem que estão servindo a Deus.

Veja o exemplo: Deus ordenou “honra a teu pai e a tua mãe”. Mas os líderes inventaram uma forma de fugir a isso — diziam que se alguém declarasse “é oferta a Deus” o que daria aos pais, já não precisava ajudá-los. Usavam a própria religião para desobedecer a Deus. É exatamente isso que acontece quando se constrói um deus desejado: troca-se a ordem de Deus por uma ideia própria, e a tradição humana passa a valer mais que a Palavra de Deus.

Assim também hoje: muitos anulam o que a Bíblia diz com desculpas como "Deus conhece o meu coração ", Deus é pai nao é padrasto", "Deus é amor", “sempre foi assim”, “nós fazemos desse jeito” ou “Deus entende”, "cada um tem sua interpretação, sua igreja". Mas o Deus verdadeiro não aceita substitutos — Ele quer obediência à Sua Palavra, não invenções humanas. O deus desejado aprova as tradições dos homens; o Deus verdadeiro chama à obediência. 

  

Romanos 1:21–25

«Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. [...] Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.» 

 

Explicação

O apóstolo Paulo mostra aqui algo profundo: as pessoas conhecem a Deus, sabem que Ele existe — mas não O glorificam como Deus. Em vez de se curvarem à verdade de Deus, inventam a sua própria.

O texto diz claramente: “mudaram a verdade de Deus em mentira”. Trocaram o Deus que Se revelou pela Palavra por um deus feito à imagem do homem — um deus que se ajusta aos desejos, que aprova o que a carne quer, que não cobra obediência. É o mesmo que acontece hoje: muitos conhecem o nome de Deus, sabem o que a Bíblia diz, mas preferem um deus que lhes agrade. Serviram àquilo que eles mesmos escolheram, em lugar de submeterem-se ao Criador.

Notem a gravidade: não é que não conheciam — conheciam, mas rejeitaram a verdade para seguir a mentira que o próprio coração criou. O Deus verdadeiro tem autoridade, fala e corrige; o deus desejado cala-se quando a pessoa não quer ouvir. Quem troca a verdade de Deus por um deus que agrade, não está servindo a Deus — está adorando a si mesmo.

 

2ª Timóteo 4:3–4

«Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.»


Explicação

O apóstolo Paulo adverte que chegaria o tempo — e esse tempo chegou — em que as pessoas não querem ouvir a verdade. Não é que não a conheçam: é que não a suportam. A Palavra de Deus corrige, repreende e aponta o que precisa mudar — e isso incomoda quem prefere seguir os próprios desejos.

Então fazem algo decisivo: buscam mestres que digam o que elas querem ouvir. E criam, elas mesmas, regras e princípios que parecem certos, mas são apenas invenções humanas. Estabelecem normas, costumes e exigências que não vêm de Deus — e ensinam isso como se fosse a vontade divina. Em vez de submeterem-se à Palavra, moldam ensinamentos próprios para justificar o próprio caminho.

Assim desviam os ouvidos da verdade e passam a crer em fábulas — ideias que não estão na Bíblia, mas que agradam ao coração. É exatamente aqui que nasce o deus desejado: quando a pessoa deixa de ouvir o que Deus realmente diz e passa a construir um deus segundo os seus próprios critérios, com regras que ela mesma criou. O Deus verdadeiro fala pela Sua Palavra e nem sempre diz o que queremos ouvir; o deus que as pessoas criam nunca contraria — porque foi feito à sua imagem. Quem rejeita a Palavra de Deus para seguir ensinamentos humanos, não está apenas trocando uma verdade por outra — está escolhendo a quem servir: ao Deus que Se revelou, ou a um deus fabricado por si mesmo.

 


2. O DEUS VERDADEIRO

Desde o início, Deus chama o homem a se concentrar nEle, e não em outros deuses. O primeiro mandamento é claro:

«Não terás outros deuses diante de mim.»          — Êxodo 20:3

Deus não apenas ordena que o homem não tenha outros deuses; Ele também Se revela para que o homem possa conhecê-Lo como Ele realmente é. Por isso, é necessário permanecer fiel àquilo que Deus revelou. Se o homem distorce, altera ou modifica aquilo que Deus revelou, passa a ter diante de si uma imagem diferente de Deus. Um Deus distorcido deixa de ser o Deus verdadeiro.

Deus foi Se revelando ao longo da história e deixou essa revelação registrada nas Escrituras, para que aquilo que Ele revelou não ficasse restrito a uma geração, mas pudesse chegar a todos.

E essa revelação alcançou sua expressão máxima em Jesus Cristo.

 Hebreus 1:1–2 diz:

«Havendo Deus, antigamente, falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho.»

Jesus Cristo, portanto, não apresenta um Deus diferente do Deus revelado anteriormente. Ele revela o Pai e nos permite conhecê-Lo. Como está escrito:

«Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este O fez conhecer.»      — João 1:18

E Jesus também confirmou que as Escrituras testificam dEle. Ele disse:

«Vós examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam.»     — João 5:39

Testificar significa dar testemunho, apresentar aquilo que declara ou comprova algo. As Escrituras, portanto, dão testemunho de Jesus e revelam quem Ele é.

Por isso, aqueles que não têm zelo pela Palavra de Deus e não são fiéis às Escrituras podem distorcer aquilo que Deus revelou. Distorcer as Escrituras leva a distorcer o Deus verdadeiro, criando um deus diferente daquele que Se revela na Bíblia.

Assim, para identificar o Deus verdadeiro, não devemos procurar um deus conforme aquilo que desejamos que Ele seja. Precisamos conhecer Aquele que Deus revelou ser — e essa revelação encontra em Jesus Cristo sua manifestação plena.

 


3. COMO CONHECER O DEUS VERDADEIRO

Deus tem Se revelado ao homem, mostrando quem Ele é e o que deseja. Através da Sua revelação nas Escrituras e plenamente em Jesus Cristo, Deus permite que O conheçamos como Ele realmente é — e não como imaginamos que Ele seja.

Mesmo assim, muitos rejeitam o Deus verdadeiro e criam um deus próprio: o deus desejado, que corresponde àquilo que querem que Ele seja; e o deus que não fala, que não confronta, não corrige e não pede mudança. Este não é o Deus da Bíblia — é uma invenção do coração humano.

Mas por que o ser humano não aceita o Deus verdadeiro?

Porque a vontade do homem se coloca entre Deus e a verdade. Os desejos não morreram, o orgulho não morreu, a busca de exaltação também não. Enquanto a vontade, os desejos e o orgulho do homem permanecem entre Deus e aquilo que Ele revelou, a pessoa molda Deus à sua imagem em vez de moldar-se à vontade de Deus. Quando a vontade humana interfere na revelação divina, o que surge não é mais o Deus verdadeiro — é um deus fabricado para agradar.

Por isso, o que deve prevalecer não é a vontade do homem, mas somente Deus e a Sua vontade.

João Batista expressou este princípio:

«É necessário que Ele cresça e que eu diminua.»         — João 3:30

Este é o caminho da fidelidade: Deus crescer e o homem diminuir. Conhecer o Deus verdadeiro exige abrir mão de si mesmo — da própria vontade, dos desejos que contrariam Deus, do orgulho e da busca de reconhecimento pessoal. Quem não diminui diante de Deus não O pode conhecer verdadeiramente, porque coloca a si mesmo no lugar que pertence somente a Ele.

Jesus também ensinou:

«Se alguém quiser fazer a vontade dEle, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus ou se Eu falo de Mim mesmo.»    — João 7:17

Existe uma ligação direta entre querer fazer a vontade de Deus e conhecer a Sua verdade. A disposição do coração determina se você reconhece ou não a Palavra de Deus. Quem não quer obedecer sempre achará um motivo para duvidar ou para criar uma versão mais conveniente de Deus.

E também está escrito:

«E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que Lhe obedecem.»                — Atos 5:32

O Espírito de Deus, que guia à verdade, é dado aos que obedecem. Sem obediência, sem entrega, sem submissão da própria vontade, não há como conhecer o Deus verdadeiro — restará apenas o deus que se deseja.

Portanto, para haver fidelidade a Deus, a vontade do homem precisa diminuir para que prevaleça a vontade de Deus. Enquanto a sua vontade, os seus desejos e o seu orgulho permanecerem entre você e Deus, haverá espaço para alterar a Sua revelação e criar um deus diferente do Deus verdadeiro. Mas quando você diminui, quando diz:

— Não a minha vontade, mas a Tua.

— Não a minha exaltação, mas somente a Tua.

então o Deus verdadeiro Se revela — e O conheceis como Ele é, e não como gostaríeis que fosse.



CONCLUSÃO E APELO

Caríssimo amigo, é hora de rever o seu coração. Pergunte-se: ainda existe em mim o desejo de ser exaltado? A minha vontade ainda permanece na minha vida?

Estas duas coisas andam juntas: a vontade do homem e a sua exaltação. O desejo de fazer a própria vontade nasce do querer ser visto, reconhecido, destacado — de buscar glória para si. É a presença do orgulho. Enquanto o orgulho não desaparece, permanece o desejo de ser exaltado, de ser reconhecido, de buscar glória para si, quando toda honra e toda glória pertencem a Deus.

Enquanto isto permanecer em você, você acabará por formar um deus que não existe. Será um deus feito à sua medida, no qual:

- a santidade de Deus será manchada;

- a soberania de Deus será ignorada;

- a grandiosidade de Deus será reduzida — porque o orgulho faz com que a vontade e a exaltação do homem permaneçam no lugar que pertence somente a Deus.

Foi assim que o mal entrou: quando o homem preferiu a sua vontade à de Deus, buscando glória para si. E é da mesma forma que o mal precisa sair da sua vida: quando o orgulho desaparece. Quando você deixa de buscar a própria vontade e a própria glória, para reconhecer que tudo pertence a Deus.

É exatamente isto que João Batista disse:

«É necessário que Ele cresça e que eu diminua.»                                                                    — João 3:30

Diminuir é deixar de buscar a própria exaltação. É renunciar à glória para si. Enquanto o homem não buscar diminuir-se para que Deus cresça nele, estará no caminho errado — no caminho da ilusão, do engano — e não encontrará o Deus verdadeiro.

Só assim você nasce de novo, torna-se nova criatura e encontra a vida eterna. Só assim conhece o Deus verdadeiro e passa a viver guiado pelo Espírito Santo — que conduz sempre à verdade e ao Deus que Se revelou na Bíblia.

Decida-se agora, para que no último dia não haja a maior decepção de todas: perceber que você serviu, adorou, exaltou e creu num deus que não era o verdadeiro. Entregue-se ao Deus que fala, que é Santo e Soberano — e não ao deus que você deseja. Diga de coração: não a minha vontade, não a minha glória — mas a Tua, somente a Tua. Conheça o Deus verdadeiro, e a vida eterna será sua.

 


 

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