segunda-feira, 31 de agosto de 2026

O QUE JESUS DISSE QUE VOCÊ NÃO PODE IGNORAR - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - bíblia - alimento - pão- pecado - salvação - condenação - doutrina - verdade

 

O QUE JESUS DISSE QUE VOCÊ NÃO PODE IGNORAR


Versículo-base

Marcos 16:15–16

“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura... Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.”

 

Introdução

As palavras de Jesus, segundo Ele mesmo, são vida eterna. Deixar de ouvi-las é abrir mão da vida eterna. As palavras de Jesus são o caminho para uma vida na direção de Deus, e deixar de ouvi-las é seguir outro caminho. Esta mensagem vem esclarecer aquilo que Jesus Cristo diz — palavra que deve ser ouvida, refletida e aplicada, para que venhamos a trilhar o caminho de Deus, conhecer a verdade e obter, através de Jesus, a vida eterna. Ouça, reflita e aplique aquilo que Deus quer falar com você.




PONTO 1 — As palavras de Jesus: o alimento que dá vida

As palavras de Jesus são o alimento que verdadeiramente dá vida. Sem elas, não há vida eterna. O ser humano foi criado perfeito, em comunhão com Deus. Mas, através da decisão do primeiro homem e da primeira mulher, influenciados pela ação do diabo, o homem escolheu desobedecer a Deus — desconsiderando a Sua palavra. E foi assim que, ao desconsiderar a palavra de Deus, perderam a vida eterna, foram afastados da presença do Senhor e passaram a ter uma vida finita e separada d'Ele. Todos conhecemos essa história de Adão e Eva, mas é fundamental compreender a consequência: a desobediência à palavra de Deus traz morte e separação.

Porém, em Seu amor, Deus já previa a solução. Antes mesmo de o homem pecar, Deus providenciou o sacrifício perfeito: o envio do Seu próprio Filho, Jesus, para pagar o preço do pecado e possibilitar ao homem o retorno à vida. A Bíblia diz: “Jesus é o Cordeiro imolado desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13:8). Não foi acaso, nem coincidência. A manifestação deste sacrifício aconteceu há cerca de dois mil anos, quando Jesus se fez homem, veio à terra e cumpriu a obra redentora na cruz.

E agora, o homem volta a ter vida pela palavra de Deus. Por isso Jesus diz:

João 6:35 — “Eu sou o pão da vida; quem vem a mim jamais terá fome.”

Jesus é o pão que desceu do céu. Ele mesmo declarou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” Assim como no Éden havia a árvore da vida, e o homem foi afastado dela por desobediência, hoje Jesus se apresenta como a verdadeira Árvore da Vida — e cabe a nós voltar a ter vida e permanecer nela, alimentando-nos d'Ele. Sem Ele, sem a Sua palavra, sem o Seu ensino, não há vida.



PONTO 2 — Jesus é o alimento diário

Quando alguém decide seguir a Jesus e reconhecê-Lo como Senhor e Salvador de sua vida, passa a viver conforme os Seus ensinos — o único caminho da vida eterna. Essa decisão se expressa no arrependimento, no batismo nas águas, na congregação com a igreja e no estudo da Palavra de Deus, que é a verdadeira alimentação diária: a leitura e o estudo das Escrituras, tanto individualmente quanto em comunhão com os irmãos. Pois há necessidade de nos reunirmos e, conjuntamente, refletirmos sobre a Palavra de Deus.

Na época de Jesus, entre o povo judeu, o pão era considerado o alimento base, o sustento essencial da vida — a expressão "comer pão" significava simplesmente "se alimentar". Assim como o corpo precisa de alimento todos os dias e não apenas uma vez, a vida espiritual também exige alimentação constante: não basta se alimentar uma única vez e depois abandonar. É a alimentação diária que gera e mantém a vida. Portanto, a vida daquele que pretende seguir a Cristo, trilhar o caminho de Deus, viver na verdade e alcançar a vida eterna, consiste em se alimentar diariamente do Pão da vida — que é Jesus —, ou seja, da Palavra de Deus, tendo a sua vida inteira formada e moldada por Ela.

 

João 6:35 — “Eu sou o pão da vida; quem vem a mim jamais terá fome.”



PONTO 3 — Só aquele que guarda a palavra de Jesus é amado por Deus

 

A palavra de Deus precisa ser guardada, pois se alguém não a guarda, não tem parte com Deus — não ama a Jesus e, por isso, também não é amado pelo Pai. Consequentemente, está separado de Deus e do Seu amor. Guardar a palavra significa recebê-la quando ela nos é manifestada. Já vimos que a palavra de Deus é diária e constante; quem a rejeita nessa manifestação contínua, rejeita o próprio Pão da vida, não O reconhece, não conhece a Deus e também não será conhecido por Ele.

A Bíblia é clara ao dizer:

João 14:23 — “Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.”

Portanto, se alguém peca, desconhece ou rejeita a doutrina — ou seja, o alimento, o Pão da vida —, está rejeitando a própria vida. A heresia, ao distorcer as Escrituras, não as recebe, não as entende e não as obedece; ela nega o Pão da vida, não reconhece Jesus e não está no caminho da verdade. Por isso a Bíblia também diz:

João 10:27 — “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.”

As ovelhas conhecem a voz do Pastor e não se confundem. Não erram a doutrina, porque possuem o Espírito Santo, que as guia em toda a verdade, como está escrito:

João 16:13 — “Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará em toda a verdade.”



PONTO 4 — O alimento de Deus é entregue através da Sua verdadeira Igreja

Jesus veio ao mundo e deixou a Sua palavra — o alimento que é registrado na Bíblia Sagrada. A Bíblia Sagrada é a boca de Deus, é o alimento que Ele nos dá. E este alimento é entregue através da Igreja — não de qualquer igreja, mas da verdadeira Igreja de Deus.

A verdadeira Igreja é formada por aqueles que receberam Jesus como Senhor e Salvador, morreram para o pecado, abandonaram definitivamente o orgulho e a busca da própria glória, e vivem exclusivamente para conhecer e fazer a vontade de Deus, custe o que custar. Como está escrito:

Romanos 6:2 — “Nós que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele?”

E também:

João 3:36 — “Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”

Sobre a palavra que deve ser ouvida:

Apocalipse 2:7 — “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas.”

A esta Igreja foi confiada a missão de levar a palavra de Deus a todo o mundo, pois o próprio Senhor ordenou:

Marcos 16:15–16 — “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.”

E também:

Mateus 28:19–20 — “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”

Assim, quando alguém rejeita a mensagem pregada pela verdadeira Igreja — pelos mensageiros de Deus que falam com o Espírito Santo —, não está rejeitando o mensageiro, está rejeitando o próprio Deus. É como se alguém escrevesse uma mensagem e a entregasse a alguém para levá-la ao destinatário: se a pessoa rejeita a mensagem, não é ao portador que recusa, mas àquele que a enviou. Por isso Jesus diz:

Lucas 10:16 — “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim me rejeita.”

Portanto, rejeitar a palavra de Deus trazida pela Sua Igreja é rejeitar o próprio Deus. E quem não recebe e não guarda as palavras de Deus, não é amado por Ele.


PONTO 5 — O entendimento distorcido do evangelho e suas consequências

Vivemos hoje uma realidade grave: as igrejas de hoje, em grande parte, têm um entendimento distorcido do evangelho e não consideram a palavra de Deus como deve ser considerada. Não há a verdadeira compreensão da necessidade do Pão da vida, da alimentação contínua e diária d'Ele para que realmente haja vida. O que vemos são igrejas sem fundamentação bíblica, onde reina o orgulho e o pecado, onde a palavra de Deus não é o centro de tudo — e a divergência entre estas igrejas ou grupos religiosos é comum.

Essa divergência e a falta de comunhão com a verdadeira Igreja nascem de uma condição de desobediência, onde a mensagem básica do evangelho é distorcida. Há um ensino que apresenta o perdão não como entrada no reino de Deus, mas como garantia para a continuidade do pecado — uma doutrina onde o pecado permanece, e o cristão não é verdadeiramente restaurado pelo sangue de Jesus. Mas a Palavra declara:

João 1:29 — “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”

E também:

Romanos 6:2 — “Nós que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele?”

Onde não se vive essa realidade, não há comunhão verdadeira. Por isso a Bíblia diz:

1 João 1:7 — “Se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”

Esse engano doutrinário leva as pessoas a acreditarem que Deus as ama ainda que rejeitem a Sua palavra — seja pelo pecado, pela heresia ou pela simples desconsideração do valor da Palavra de Deus. Vivem na ilusão, achando estar no caminho, na verdade e na vida eterna, quando na verdade estão afastadas d'Ele. Estão alimentadas pelo engano, não pela verdade. E, ao final, quando a vida se acabar, se decepcionarão profundamente: serão condenadas, porque o engano não salva — só a palavra de Deus, guardada e vivida, é que traz vida eterna.

Lucas 10:16 — “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim me rejeita.”



CONCLUSÃO E APELO

Caro amigo leitor, esta mensagem nos traz uma verdade eterna: se ouvida, entendida e vivida, ela lhe dará a vida eterna; se rejeitada, trará a condenação eterna. Tudo se resume a isto: o que você faz com a palavra de Jesus, quando ela lhe é continuamente apresentada, decide o seu destino para sempre.

Se você deseja ter a vida eterna, reconheça que sem Cristo não há vida — nascemos sem vida espiritual e precisamos ser salvos. A salvação vem ao aceitar o verdadeiro Alimento, que é Cristo, a Palavra de Deus. Ela nos ensina que é necessário morrer para o pecado para nascer para a vida espiritual e para uma relação viva com Deus. O verdadeiro cristão, o novo nascido, abandona definitivamente o pecado e o orgulho, e vive exclusivamente para a glória de Deus — não mais para a sua própria glória, mas para a glória de Deus, vivendo para conhecer e fazer a vontade do Senhor, custe o que custar.

Quando alguém recebe a palavra de Deus como a sua vida, como a sua vida eterna, segue naturalmente o caminho que a própria Palavra determina, em uma sequência de obediência: recebe o batismo nas águas, que é a demonstração pública desse novo nascimento; reúne-se com a Igreja para cultuar a Deus, orar e estudar a Sua palavra em comunhão; participa da Ceia do Senhor; se compromete a pregar o evangelho e a levar esta mensagem aos outros; recebe todos os ensinamentos que orientam a sua santificação; e continua se alimentando diariamente da palavra de Deus, sem a rejeitar e sem a trocar por um falso evangelho, pois é guiado pelo Espírito de Deus.

Guarde a palavra de Deus, para que você seja amado por Ele. Como Jesus mesmo disse:

João 14:23 — “Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.”

Este é o caminho. Esta é a verdade. Este é o Pão que Deus lhe oferece. É a Sua Palavra apresentada a você todos os dias. É preciso tomar a decisão de receber a palavra de Deus como a sua vida, como o Pão que lhe dá a vida eterna — e fazer com que esta verdade seja prática e real na sua vida. Não a rejeite! Guarde-a, ame-a, viva-a — e seja amado por Deus, tendo a vida eterna em Cristo Jesus.


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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

ENXERGANDO A VERDADE - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - bíblia - pecado - salvação - condenação - doutrina - verdade



Enxergando a Verdade🏷️

 

📖 Versículo Base

João 8:44

Vós tendes por pai o diabo, e quereis cumprir os desejos do vosso pai. Este foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando fala a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e o pai da mentira.


📝 Introdução

Se as palavras de Jesus lhe abordassem hoje, como você agiria? A Bíblia relata que Jesus falou com pessoas religiosas — que adoravam a Deus, oravam, jejuavam, falavam d’Ele e conheciam as Escrituras — e mesmo assim lhes disse que tinham por pai o diabo. Mas por que Ele disse isso a eles?

E hoje, se as palavras de Deus o abordassem, qual seria o seu procedimento? Você fugiria delas? Você as ouviria? Você refletiria sobre elas? Você as aceitaria? E o que Jesus falaria a seu respeito?

Estas perguntas são tão importantes que definem o seu destino eterno. Por isso, esta reflexão é fundamental — você não pode deixar de fazê-la — para que possa enxergar a verdade, e a verdade te conduza à vida eterna.


🔹 Ponto 1 — Por que Jesus disse que eles eram do diabo?

Quando Jesus estava entre nós, Ele abordou alguns religiosos e lhes trouxe a palavra de Deus. Porém, aqueles religiosos se opuseram a Ele. Apesar de falarem de Deus, lerem as Escrituras, orarem, jejuarem e levarem as Escrituras a outros, eles tinham fé naquilo que acreditavam ser de Deus — mas quando a Palavra de Deus, que é Jesus, se manifestou a eles, não a receberam. Ao contrário, se opuseram a ela. E foi por isso que Jesus os chamou de filhos do diabo.

Como diz o próprio versículo:

Vós tendes por pai o diabo, e quereis cumprir os desejos do vosso pai. Este foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando fala a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e o pai da mentira. ( Jo.8.44)

Eram filhos do diabo porque faziam a vontade dele. E qual é a vontade do diabo? O engano. Eles estavam enganando e sendo enganados: acreditavam ter Deus, acreditavam ser de Deus, acreditavam servir e agradar a Deus — mas se opunham àquilo que Jesus Cristo dizia.

E a mesma realidade se repete hoje: muitas pessoas, oram, são batizadas, se reúnem como igreja, cantam louvores, levantam as mãos, choram e falam de Jesus aos outros. Mas a pergunta é: são fiéis à Bíblia? Obedecem àquilo que Jesus Cristo diz? Tem o conhecinento correto a respeito das Escrituras ou se enganam a respeito dela? Porque quem não é fiel à Palavra de Deus está na mesma situação daqueles religiosos: eram filhos do diabo, com a certeza plena de que eram filhos de Deus.

2 Tessalonicenses 2:10-12 — O engano que leva à condenação.

"E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam na mentira; a fim de que sejam condenados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na injustiça."



🔹 Ponto 2 Como ser filho de Deus e não do diabo

Para não ser enganado pelo diabo, é preciso ter a verdadeira disposição do coração para com Deus. Vemos isso desde o princípio, na criação do homem.

Deus criou o homem perfeito, mas lhe deu o livre-arbítrio: a liberdade de escolher, a decisão de como se posicionaria diante de Deus e da Sua Palavra. Não era para mostrar o que já havia nele — pois ele foi criado perfeito — mas foi-lhe dada a condição de optar: entre o bem e o mal, entre Deus e a si mesmo, entre a glória de Deus e a sua própria glória, entre a vontade de Deus e a sua própria vontade, entre a obediência e o pecado.

No entanto, o homem permitiu que o orgulho entrasse em seu coração. O orgulho o fez voltar-se para si mesmo. Ele se esqueceu de que Deus é o Criador, que Ele é Soberano, que é o Dono de tudo e que tem o direito de governar a sua vida. Esqueceu também que foi criado para a glória de Deus e para O servir. Voltou-se para si, buscou a sua própria glória e a sua própria vontade — e o engano o alcançou.

Assim entrou o pecado, o engano, o afastamento de Deus e, por fim, a condenação eterna. O homem, ao se afastar da Palavra de Deus e seguir a si mesmo, tornou-se sujeito à condenação eterna após a morte.

Quando Adão e Eva permitiram que o orgulho entrasse, consequentemente veio o pecado — e essa condição se instalou em toda a humanidade. Todos nós nos afastamos de Deus, herdando a natureza carnal de nossos primeiros pais, e estamos condenados. Porém Deus, em seu grande amor, enviou o seu próprio Filho para que morresse na cruz, disponibilizando o sacrifício de Jesus para pagar a dívida de todo aquele que crê e obedece. E nos dando, assim, a opção novamente: uma nova opção de viver, não mais para a nossa própria glória e para a nossa própria vontade, mas exclusivamente para a vontade e para a glória de Deus, através do reconhecimento do sacrifício de Jesus na cruz.

Portanto, para ser filho de Deus não basta querer ser filho de Deus ou declarar que o é. É preciso mudar a natureza e nascer de novo — pois nascemos em pecado, afastados de Deus pela nossa condição natural. É necessária uma nova condição, uma nova natureza: a natureza de Deus, que é gerada pela palavra de salvação, que é o sacrifício de Jesus. Por isso, é preciso ser salvo desta natureza antiga através de Cristo, para receber uma nova natureza — que se concretiza na escolha do abandono definitivo do orgulho e do pecado.


🔹 Ponto 3 — O Diabo, o Enganador

O diabo é o grande enganador. Ele enganou Adão e Eva, levando-os ao orgulho e ao pecado. E continua a enganar as pessoas até hoje: enquanto as pessoas não eliminarem o orgulho e o pecado de suas vidas, estarão sob a influência do diabo.

O diabo engana, conforme o próprio Jesus disse — Ele é o pai da mentira e nunca se firmou na verdade. Foi por isso que Jesus disse àqueles religiosos que eles tinham por pai o diabo: eles não estavam firmados na verdade, estavam firmados no orgulho. E o orgulho tem uma face sutil: ele leva as pessoas a desejarem ser consideradas boas. Muitas atitudes — como orar, adorar a Deus, ler a Bíblia, louvar a Deus, falar de Deus e até fazer obras de caridade — podem, na verdade, ser usadas para construir um conceito de si mesmas como pessoas boas. A própria religião pode se tornar um instrumento para isso.

Aqueles religiosos a quem Jesus falou tinham todas essas práticas. Elas lhes davam um status de pessoas boas e justas. Porém, isso era apenas uma forma de buscar um bom conceito de si mesmas, um destaque, um reconhecimento — mantendo, de forma camuflada e sutil, o orgulho em seus corações. E por isso, mesmo fazendo todas aquelas coisas religiosas, eles não recebiam a verdade de Jesus.

Hoje muitas pessoas estão assim: enganadas, acreditando serem filhas de Deus, acreditando estarem seguindo a Jesus, acreditando estarem na verdade — porém são filhas do diabo. E se Jesus pudesse lhes falar, ou se elas pudessem ouvir a Jesus, Ele lhes diria: "Vós sois filhas do diabo", porque não estão na verdade, porque rejeitam a verdade.

Pois a Bíblia, a Palavra de Deus, é que traz luz à realidade do ser humano. Sem o abandono definitivo do orgulho e do pecado, e com uma vida disposta a viver exclusivamente para a glória de Deus, para a vontade de Deus, para conhecer e fazer a Sua vontade — é que haverá um verdadeiro novo nascimento, que tornará a pessoa filha de Deus. E ela, assim, terá o Espírito Santo. Porque o Espírito Santo é dado àqueles que Lhe obedecem.

Atos 5:32 — "E nós somos testemunhas acerca destas coisas, e também o Espírito Santo, que Deus deu aos que lhe obedecem."

E o Espírito Santo guiará a pessoa em toda a verdade, e ela não se oporá a Jesus — ou seja, às palavras de Deus que estão na Bíblia. E haverá comunhão entre aqueles que são verdadeiramente filhos de Deus.

Apocalipse 12:9

"E foi lançado fora o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi lançado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele."




📌 Conclusão e Apelo

Caro amigo leitor, se você ainda se opõe à Palavra de Deus — que lhe é apresentada, que lhe é pregada, que Deus lhe manifesta — ou se nega a ouvi-la, é porque você ainda é filho do diabo, é porque você ainda não nasceu de novo. E ainda que você tenha descido às águas do batismo, tenha feito confissão de arrependimento dos pecados e tenha mudado a sua vida, se ainda o orgulho e o pecado permanecem em seu coração, você ainda é filho do diabo. Não permita que o diabo te engane, que o faça acreditar que está tudo bem, que você é filho de Deus. Ele é astuto, enganador. Somente com a disposição correta do coração para com Deus é que você poderá conhecer a verdade e ser liberto por ela. Sem o novo nascimento, você não é filho de Deus — sem a morte da sua própria vontade e da sua própria exaltação.

 

É uma decisão — uma decisão de agora: fidelidade a Deus e uma vida vivida exclusivamente para a glória de Deus, possibilitada pelo sacrifício de Jesus na cruz. É assim que você se torna filho de Deus. E consequentemente, ir ao batismo nas águas, reunir-se com a igreja, estudar a Palavra de Deus, pregar o evangelho — todas essas coisas serão verdadeiras e válidas, mas elas são apenas engano caso você não tenha morrido para o orgulho e para o pecado, e decidido viver exclusivamente para conhecer e fazer a vontade de Deus, dedicando a Ele toda a honra e toda a glória.

O Espírito Santo é dado àqueles que Lhe obedecem. E se você tiver um compromisso de fidelidade a Deus, o Espírito Santo estará em você e não permitirá que você seja enganado a respeito da doutrina — ou seja, dos ensinos de Jesus, daquilo que Ele diz. Você não se oporá àquilo que Ele diz. Pelo contrário, você será um instrumento para levar a verdadeira Palavra, a verdadeira mensagem de Deus. Não se opondo àqueles que pregam a verdade e vivem na verdade — que é a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus.

A vida pode terminar a qualquer hora, e não sabemos quando a nossa vida vai se encerrar. Se você ainda não é verdadeiramente nascido de novo, ainda não é filho de Deus. E o novo nascimento é a morte definitiva para o orgulho e para o pecado, e a decisão pelo reconhecimento do sacrifício de Jesus — uma vida de fidelidade a Deus, vivida exclusivamente para a Sua glória e para a Sua vontade.

O caminho a trilhar são os ensinamentos bíblicos, a Palavra de Deus: o arrependimento, o batismo nas águas, a congregação com a igreja, a adoração a Deus, uma vida de oração e de vigilância contra o pecado, a pregação do evangelho e o estudo profundo da Palavra de Deus. E a fidelidade — custe o que custar.

Tome esta decisão e seja verdadeiramente filho de Deus, para que ao final da sua vida você não venha a ouvir:

Mateus 25:41 — "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos."




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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Qual a Relação de Congregar e o seu Destino Eterno?- o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - bíblia - pecado - salvação - condenação - doutrina - verdade



Qual a Relação de Congregar e o seu Destino Eterno?

Texto base

1 Coríntios 14:26 — Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Seja tudo feito para edificação.

 

Introdução

O destino eterno é uma realidade que se estabelece, independente do interesse que tenhamos em conhecê-lo, e também independente de se entender a relação entre congregar e o destino eterno. Se alguém entender ou não esta relação, o destino eterno se estabelecerá independente de alguém ter entendido ou não. Porque morrer todos vamos morrer e não sabemos a hora. Portanto, destino eterno há. Por isso é importante que você saiba a respeito do destino eterno e da relação que tem com congregar. E é isso que nós vamos tratar, à luz da razão e das Escrituras. Esta verdade se estabelecerá, e em relação à pessoa, entender esta verdade e a partir deste conhecimento aplicá-lo ou não é uma decisão pessoal de cada pessoa. Mas o importante para aqueles que não rejeitam o conhecimento, a verdade vinda de Jesus, o texto é esclarecedor


Ponto 1 — O que é congregar e de onde vem esta determinação?

O ser humano só tem duas opções: ele pode viver de acordo com a sua vontade, ou pode viver de acordo com a vontade de Deus. Ele pode viver sem Deus, ou com Deus em sua vida. Porém, ele não pode viver da sua maneira e iludir-se, criando um suposto Deus que lhe agrade e que venha a trazer uma ilusão — no sentido de que ele vive a sua própria vida, mas ilude a sua consciência criando um deus, ou buscando crer em um deus que lhe agrade. Para que a pessoa viva com Deus, é preciso reconhecer Deus como Senhor da sua vida, como Dono, ou seja, como Deus da sua vida — Aquele que manda em sua vida.

Daí surge a próxima questão: quem é esse Deus que ele vai colocar na sua vida? O deus que ele cria, ou o Deus que se revela? E a revelação de Deus é estabelecida através da Bíblia. Não há outra revelação, não há outra fonte de revelação verdadeira, que não o Deus da Bíblia. E o Deus da Bíblia se revela na pessoa de Jesus Cristo, porque Jesus Cristo é o Deus que veio ao mundo e se manifestou para revelar a vontade do Pai.

João 1:1-2,14 — No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, glória como do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

Estabelecida a verdade de que a Bíblia é a revelação de Deus, podemos então entender, com fundamento nela, o que é congregar e de onde vem esta determinação. A determinação vem de Deus. E o que isso implica? Implica que a não congregação é uma rebeldia a Deus, uma rebelião contra Ele. E assim, não configura o estabelecimento de Deus como Deus. Ou seja, o homem vive sem Deus, caso ele não se subordine à vontade de Deus. 

João 3:36 — Quem crê no Filho tem a vida eterna; porém o que desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.


O que é congregar?

Congregar é reunir-se com os irmãos em Cristo para adoração, ensino, comunhão, oração e fortalecimento da fé, em obediência à orientação de Deus.

1 Coríntios 14:26 — Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Seja tudo feito para edificação.

 Com quem congregar?

A Bíblia não diz apenas que devemos congregar, mas ela dá critérios sobre com quem devemos congregar. O foco é a comunhão com os que permanecem na verdade de Cristo.

A congregação é baseada na comunhão, e a comunhão está ligada à Palavra de Deus. Ela não é apresentada como algo separado da doutrina; está ligada ao ensino de Cristo e dos apóstolos. Portanto, aquele que não permanece na doutrina de Cristo não tem Deus. E a Bíblia orienta a não receber e nem apoiar quem ensina outra doutrina.

Versículos que atestam isso:

2 João 1:9-11 — Todo aquele que vai além e não permanece na doutrina de Cristo não tem Deus; aquele que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho. Se alguém vai até vós e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem também o saudeis. Porque quem o saúda participa das suas más obras.

Atos 2:42 — E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.

Tendo, portanto, o ser humano diante de duas condições — viver segundo a própria vontade, sem Deus, ou viver segundo a vontade de Deus —, a pessoa opta por ter Deus em sua vida, o que implica tê-Lo como Senhor. E em razão disso, decide seguir os ensinos de Jesus que estão na Bíblia, sendo batizada no batismo do arrependimento e congregando conforme a vontade de Deus.


📌 Ponto 2 — A Congregação, o Amor e a Verdade


A congregação possibilita a prática do amor, que é um marco no Evangelho, e também o estabelecimento da verdade. Pois está escrito: "Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" (Amós 3:3). Assim, não se pode andar juntos sem concordância — e é na comunhão que a verdade se firma e o amor se exerce como deve ser.

João 13:34-35 — Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.

Só pode haver comunhão com a verdadeira Igreja se houver comunhão e andarmos na luz — na luz que significa andar na Palavra de Deus, porque a Palavra de Deus é luz. Só assim, havendo comunhão e andando na luz, haverá salvação. Só assim o sangue de Jesus Cristo nos purificará de todo o pecado, como diz a Escritura:

1 João 1:7 — Mas, se andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado.

A responsabilidade pela doutrina — individual, da Igreja e de seus líderes

A Bíblia ensina que a Igreja é formada por aqueles que pertencem a Cristo: aquele que ouve o Evangelho, crê em Cristo e é batizado passa a fazer parte da comunidade dos discípulos, perseverando na doutrina, na comunhão e nas reuniões da Igreja como Igreja.

Atos 2:41-42 — De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas; e perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.

A congregação é, portanto, parte da Igreja reunida, sem perder seu vínculo com a Igreja como um todo. É nesse contexto de comunhão que os cristãos praticam a fé, permanecem na doutrina e edificam uns aos outros em amor.

Cada cristão é, individualmente, responsável pela doutrina. A responsabilidade pela verdade não pode ser transferida para outra pessoa. Cada indivíduo responde pessoalmente diante de Deus por aquilo que crê e pratica.

Romanos 14:12 — Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.

Por isso, cada cristão deve examinar o ensino recebido à luz das Escrituras. Foi exatamente isso que fizeram os bereanos:

Atos 17:10-11 — E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Bereia; e, chegando eles, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia as Escrituras, se estas coisas eram assim.

Assim, mesmo recebendo o ensino de seus líderes, cada cristão permanece responsável por verificar a fidelidade à Palavra de Deus.

A Igreja também tem responsabilidade pela doutrina. Cristo é quem estabelece a doutrina; a Igreja não cria uma doutrina própria, mas reconhece, preserva, defende e divulga a doutrina de Cristo.

1 Timóteo 3:15 — …a Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade.

A congregação, como parte da Igreja reunida, participa dessa responsabilidade, permanecendo unida e vinculada à verdade que pertence a todo o corpo de Cristo.

A Igreja estabelece seus líderes dentro de si. São aqueles que recebem uma responsabilidade específica pelo cuidado do rebanho e pelo ensino da Palavra — os presbíteros.

Atos 14:23 — E, promovendo-lhes em cada igreja a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido.

A liderança, portanto, eleita pela Igreja, não está acima da Igreja, nem acima da doutrina de Cristo. Os presbíteros são eleitos pela Igreja para servi-la, cuidar do rebanho e zelar pela fidelidade à Palavra de Deus.

Um exemplo claro dessa responsabilidade está em Atos 15. Surgiu uma divergência doutrinária: alguns ensinavam que os gentios precisavam ser circuncidados e guardar a Lei de Moisés para serem salvos. Diante desse ensino, os apóstolos, os presbíteros e toda a Igreja se reuniram para tratar da questão.

Atos 15:22 — Então pareceu bem aos apóstolos e aos presbíteros, com toda a Igreja…

A questão foi examinada, o erro foi rejeitado e a verdade do Evangelho foi preservada e comunicada às demais igrejas.


📌A Igreja dos Últimos Dias e Seus Erros

Muitos que hoje se dizem Igreja, na verdade afrontam aquilo que a Bíblia determina em relação à Igreja, à comunhão e à congregação. Vemos hoje nas igrejas uma liderança absoluta: um único líder, comumente chamado de pastor, que concentra poder sobre toda a assembleia, administrando tudo de forma que ele mesmo detém a última palavra em todas as decisões.

 

Quando na verdade a Igreja foi estabelecida de forma participativa, onde ela própria deveria eleger os seus presbíteros, o que vemos é o líder principal nomeando aqueles que lhe servem de confiança — os seus comandados — e estabelecendo a sua própria sucessão. Geralmente, ao sair, é um membro da família que continua no cargo. Dessa forma, não se aplica a eleição pela Igreja, nem a participação da assembleia nas decisões: tudo é decidido de forma pessoal e unilateral pelo líder. 


Estes erros contam com a anuência da Igreja, seja de forma deliberada, passiva ou omissa. Quando a Igreja se presta a aceitar esse tipo de prática, ela está participando dos erros e passa a compor a Igreja que afronta a Palavra de Deus.

Em relação à questão doutrinária, também se estabelece de forma semelhante: aqueles que questionam uma doutrina incorreta não têm a questão levada à Igreja para exame — ao contrário, são calados, impedidos de questionar e, por vezes, induzidos ou aconselhados a simplesmente deixarem a congregação e buscarem outra. Todo esse procedimento é aceito, desconhecido, ou ainda condescendente por parte da Igreja — como se ela passasse a mão por cima de tudo. E assim, toda a Igreja pactua com essa afronta à Bíblia.

Mateus 20:25-26 — Jesus, porém, chamando-os a si, disse: Sabeis que os príncipes dos gentios os dominam, e os que são grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; antes, quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo.



Conclusão

 

Qual a relação de congregar e o destino eterno? Toda esta mensagem nos levou a responder esta pergunta fundamental, que não é apenas uma questão de conhecimento, mas de vida e de eternidade.

Vimos que o destino eterno é uma realidade que se estabelece, independente do nosso interesse ou entendimento. E vimos também que congregar não é um costume opcional, mas uma determinação que vem de Deus — uma resposta de fé daquele que O reconhece como Senhor, que crê em Jesus Cristo e que se submete à Sua vontade. Congregar é estar em comunhão com os irmãos na verdade, é perseverar na doutrina, é andar na luz da Palavra de Deus. E é justamente nessa comunhão obediente que o crente é edificado, fortalecido e preparado para a vida eterna. Não se pode separar a obediência de congregar do destino eterno, pois a forma como respondemos ao chamado de Deus nesta vida revela a quem verdadeiramente pertencemos.

 

Por isso, os erros dos últimos dias — a liderança que se levanta acima da Igreja, a doutrina que se afasta da verdade, o silenciamento daqueles que buscam a correção — não são apenas desvios de organização: são laços para a alma. Pois quem não permanece na doutrina de Cristo não tem Deus, e quem desobedece ao Filho não verá a vida. Cada um é responsável por examinar o ensino e por decidir diante de Deus: a quem eu obedecerei? Com quem eu me congregarei?

Portanto, a relação entre congregar e o destino eterno é clara e profunda: congregar segundo a vontade de Deus, na verdade e na comunhão dos santos, é expressão de uma fé que já pertence ao Reino eterno. E cada decisão que tomamos nesta vida — de receber ou rejeitar a verdade, de obedecer ou não ao chamado de congregar — tem consequência eterna. Que, conhecendo esta verdade, não a rejeitemos, mas a vivamos com fidelidade, sabendo que aquele que crê e obedece ao Filho tem a vida eterna.


Apelo

Caro amigo leitor, diante da realidade bíblica, cabe a você uma decisão. Você precisa decidir-se por colocar Deus como Senhor da sua vida, reconhecendo que diante de você existem duas possibilidades: viver segundo a sua própria vontade, sem Deus, ou viver segundo a vontade de Deus. E assim, decidir-se por seguir a Bíblia e os ensinos de Jesus, sendo batizado no batismo do arrependimento e congregando conforme a vontade de Deus.

A congregação, porém, não pode ser feita de forma incorreta, contrária àquilo que Jesus diz. É preciso que você aplique na sua forma de congregar aquilo que a Bíblia orienta. Você deve examinar tudo, identificar aquilo que se opõe à Palavra de Deus e não aceitar o erro por omissão ou por tradição humana. Se, ao examinar, você perceber que a condução da igreja onde está não está de acordo com a Palavra de Deus, você deve buscar a congregação com aqueles que realmente estão em conformidade com a Bíblia, afastando-se daquilo que contraria a Escritura, para que não participe das obras deles.

Portanto, a decisão é sua: congregar conforme a orientação da Palavra de Deus, permanecendo na verdade, examinando tudo e sendo fiel àquilo que Cristo e os apóstolos ensinaram. Pois a forma como você responde a este chamado tem consequência para a sua vida e para a sua eternidade.



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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

O Que Jesus Disse Que Você Não Pode Ignorar? - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - bíblia - pecado - salvação - condenação - doutrina - verdade


O Que Jesus Disse Que Você Não Pode Ignorar?


Versículo base: João 8:32

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”


Introdução

Jesus disse algo que, se for ignorado, não compreendido ou não praticado, trará as consequências que Ele mesmo afirmou que haveria.

Diante daquilo que Jesus disse, o ser humano só tem duas opções: tapar os seus ouvidos para aquilo que Jesus Cristo, o Deus Filho que veio ao mundo, disse, ou desacreditar nEle, não aplicando Suas palavras à sua própria vida.

Se o homem realmente crê em Deus, ele ouvirá aquilo que Deus, na pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo, falou. E essa fé necessariamente produzirá uma prática de vida. Não é possível ouvir verdadeiramente as palavras de Cristo, crer nelas e continuar vivendo como se elas não tivessem sido pronunciadas.

Mas por que uma pessoa fecharia os seus ouvidos para aquilo que Jesus Cristo diz? Por que alguém ignoraria Suas palavras, mesmo sabendo que aquilo que Ele declarou traz consequências eternas?

É exatamente isso que vamos tratar nesta mensagem.

O que Jesus disse que você não pode ignorar?

Se alguém ouvir e verdadeiramente crer em Deus, necessariamente dará atenção àquilo que Jesus Cristo diz e terá sua vida fundamentada em Suas palavras. Porque ouvir a Cristo e crer nEle não é apenas conhecer Suas palavras; é permitir que aquilo que Ele disse determine a maneira como vivemos, caso contrário, não estaremos crendo e, portanto, estaremos tendo-O como mentiroso.



1. O QUE JESUS CRISTO DISSE

Havia um homem que estava enfermo há 38 anos. Ele estava junto ao tanque de Betesda, entre um amontoado de enfermos, esperando uma oportunidade para ser curado. Durante todos aqueles anos, aquele homem carregava sua enfermidade e sua limitação.

Jesus, ao vê-lo naquela condição, perguntou-lhe se queria ser curado. Depois de ouvir sua resposta, Jesus disse a ele que levantasse, tomasse o seu leito e andasse.

Aquele homem foi curado, tomou o seu leito e começou a andar.  (João 5:1-9)

Mas a história não termina na cura. Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse:

Eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior.”

(João 5:14)

Embora Jesus tenha dirigido essas palavras àquele homem que havia sido curado, Suas palavras não eram destinadas somente àquele homem.

Jesus Cristo veio ao mundo e falou aos homens sobre cura, pecado, salvação, juízo, vida e morte, e sobre as consequências das escolhas do ser humano.

Portanto, quando Jesus fala sobre essas coisas, Ele não está falando somente para uma pessoa, mas para todos os homens, para todas as pessoas.

Aquele homem estava diante de Jesus, mas aquilo que Jesus lhe disse contém uma verdade que alcança a todos nós.

Jesus está falando para todos nós. 

Jesus veio ao mundo para salvar o homem. Toda a Bíblia aponta para a salvação, para a vida eterna e para a necessidade de o homem estar reconciliado com Deus.

Por isso, quando Jesus disse àquele homem:

“Não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior.”

Jesus não estava se referindo a uma outra enfermidade. Ele não estava tratando de uma doença clínica nem preocupado apenas com a saúde daquele homem. A cura já havia acontecido.

Jesus estava tratando daquilo para o qual Ele veio ao mundo: a salvação do homem.

Então, quando Jesus diz “para que não te suceda alguma coisa pior”, Ele está se referindo a uma realidade pior do que os 38 anos de enfermidade: a condenação eterna.

A cura daquele homem foi importante, mas a cura do corpo nesta vida não se compara à salvação da alma e à vida eterna.

Portanto, nessa fala de Jesus, Ele está falando sobre cura, pecado e condenação eterna.


2. O QUE JESUS DIZ A RESPEITO DA CURA, DO PECADO E DA CONDENAÇÃO

A cura

Jesus Cristo cura. A Bíblia diz que Deus concedeu à Igreja dons de curar:

E a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar.”

(1 Coríntios 12:9)

Jesus curou aquele homem, que recebeu uma grande bênção de Deus.

Mas existe algo muito mais importante que o texto nos mostra: apesar de ter recebido a cura, Jesus o alertou sobre algo pior que aquela enfermidade. Ao dizer: “Não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior”, Jesus estava se referindo à condenação eterna.

Isso nos mostra que ser curado por Deus não significa, necessariamente, ser salvo. Aquele homem havia recebido a cura, mas ainda precisava considerar aquilo que Jesus lhe dizia a respeito do pecado e da condenação.

A cura é uma bênção para esta vida. A salvação é para a eternidade.

O pecado  e a condenação 

Jesus diz de forma clara, objetiva e incontestável o que aquele homem deveria fazer: “Não peques mais.”

Jesus não disse a ele: “Vá e faça obras de caridade para que você não seja condenado.”

Não disse: “Vá, adore, cultue a Deus para que você não seja condenado.

Não disse: “Leia as Escrituras para que você não seja condenado.”

Não disse: “Declare com a sua boca que Jesus Cristo é Senhor para que você não seja condenado.”

Também não disse: “Você foi curado, recebeu uma bênção de Deus e, portanto, está salvo.”

O que Jesus disse foi: “Não peques mais.”

E é exatamente sobre essas palavras que precisamos nos deter.

Jesus não disse para aquele homem abandonar apenas um pecado específico. Ele não disse: “Não beba mais”, “não adultere mais”, “não roube mais”, ou apontou qualquer outro pecado específico.

Jesus disse: “Não peques mais.”

Portanto, Ele estava falando do pecado de forma geral. Quando Jesus disse “não peques mais”, estava dizendo, em outras palavras: não desobedeça mais a Deus.

Não se tratava de não desobedecer apenas em uma determinada área da vida. Era não desobedecer em absolutamente nada. Era viver em fidelidade a Deus, deixando de praticar aquilo que contrariasse a Sua vontade.

Jesus ordenou que aquele homem não pecasse mais, ou seja, que não desobedecesse mais e fosse fiel a Deus.

E alguém pode perguntar: Jesus estaria dando àquele homem uma ordem impossível de cumprir?

Não. Jesus não estava dizendo algo sem sentido ou dando ao homem uma orientação que não pudesse ser obedecida. Jesus disse categoricamente: “Não peques mais.”

Se Jesus ordenou que aquele homem não pecasse mais, precisamos levar a sério exatamente aquilo que Jesus disse. 

Isso também pode ser visto em outra situação em que Jesus tratou diretamente com o pecado. Quando uma mulher foi apanhada em adultério, depois de ser perdoada por Jesus, Ele lhe disse:

Vai e não peques mais.”

(João 8:11)

Observe que, mesmo depois de perdoada, Jesus não lhe disse para continuar pecando e simplesmente esperar um novo perdão para cada pecado cometido. A ordem foi: “Vai e não peques mais.”

Isso está em concordância com aquilo que João Batista declarou sobre Jesus:

Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”

(João 1:29)

Tirar o pecado é eliminá-lo. A desobediência a Deus não deve permanecer na vida daquele que pertence a Cristo.

A Bíblia também diz:

Aquele que é nascido de Deus não peca, porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.”

(1 João 3:9)

E também:

Quem comete o pecado é do diabo...”

(1 João 3:8)

Por isso, a Palavra de Deus diz:

Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”

(Apocalipse 2:10)

E ainda:

Quem crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”

(João 3:36)

A fidelidade a Deus não pode depender das circunstâncias. É preciso permanecer fiel a Deus, custe o que custar, porque abandonar o pecado e permanecer fiel a Cristo é uma questão de vida eterna.

Quando Jesus disse “Vai e não peques mais”, essa ordem não estava condicionada às circunstâncias. Jesus não disse: “Não peques mais enquanto for fácil”, “não peques mais enquanto não houver sofrimento” ou “não peques mais enquanto sua própria vida não estiver em risco”.

É “não peques mais” em qualquer circunstância.

A fidelidade a Deus não pode ser abandonada quando obedecer passa a exigir um preço alto, quando a pessoa precisa abrir mão de algo que considera precioso ou quando a própria vida está em jogo.

A Bíblia mostra homens que compreenderam isso. Homens que, diante da perseguição, do sofrimento e até da morte, não abandonaram sua fidelidade a Deus.

Outros experimentaram escárnios e açoites, e ainda cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados ao meio, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, aflitos e maltratados.”

(Hebreus 11:36-37)

Esses homens não colocaram a fidelidade a Deus sob condição.

Não era: “Serei fiel enquanto não custar minha vida.”

Era fidelidade custe o que custar.

É nesse sentido que devemos compreender a palavra de Jesus: “Vai e não peques mais.” A ordem não está sujeita às circunstâncias. Não existe uma condição acrescentada por Jesus dizendo que podemos pecar quando obedecer se tornar difícil.

É não pecar mais. É não transgredir mais. É ser fiel a Deus, aconteça o que acontecer, para que não venha a condenação.

Quando o ser humano mantém uma posição de fidelidade a Deus, custe o que custar, ele está declarando quem realmente Deus é. Ele está reconhecendo Deus como Deus e não está negando a Deus.

O que a Bíblia diz não é algo utópico; é algo real

Até porque o pecado é o pior para a vida do ser humano. Quando o homem é fiel a Deus, ele está optando pelo melhor para a sua própria vida.

A realidade é que esta vida é um sopro, uma passagem. E, durante esse breve período, precisamos declarar que Jesus Cristo é o nosso Senhor, declarar que Deus é Deus, ou seja, digno de todo louvor, honra, glória, adoração e obediência, através da nossa fidelidade a Ele, custe o que custar.

Jesus perguntou:

Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”

(Marcos 8:36)

Portanto, ser fiel a Deus é o melhor para a nossa vida e nos dará a vida eterna.

Aquele homem foi curado. Depois de 38 anos enfermo, estava são, estava livre da enfermidade. Mas de que adianta o homem estar são, ter saúde e ser condenado?

De que adianta o homem ter dinheiro, ter posição social e ser condenado? De que adianta a beleza, o homem ou a mulher serem belos, serem ricos, famosos, inteligentes, terem realizações e conquistas nesta vida, se não tiverem a vida eterna?

De que adianta conquistar tudo isso e não abandonar definitivamente o pecado? De que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?

A Bíblia nos mostra que tudo aquilo que pertence a esta vida é passageiro:

O mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.”

(1 João 2:17)

Tudo passa. A vida passa. A riqueza passa. A beleza passa. A fama passa. As posições passam. As realizações passam. Mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

Quando Deus disse a Adão e Eva que, se comessem do fruto, morreriam, estava estabelecendo claramente a consequência da desobediência:

Porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”

(Gênesis 2:17)

Ou seja, se pecar, morre: perde a comunhão com Deus e fica afastado dEle. Essa é a gravidade do pecado e, em última consequência, a condenação eterna.

Mas Satanás contradisse aquilo que Deus havia dito:

Certamente não morrereis.”

(Gênesis 3:4)

E essa mentira continua sendo apresentada hoje.

O diabo continua dizendo ao homem que pode pecar e que isso não terá consequências eternas; que pode pecar, pedir perdão, voltar a pecar e simplesmente continuar nesse ciclo.

Essa é a mentira.

Por isso, precisamos permanecer com aquilo que a Palavra de Deus diz e aquilo que Jesus Cristo diz, e não com aquilo que o diabo diz — ainda que essa mentira seja apresentada dentro do meio religioso.

O homem peca porque acredita que o pecado é a melhor opção. A mentira, o dinheiro, o sexo e os prazeres desta vida podem levá-lo a pecar porque ele acredita que, agindo assim, estará escolhendo aquilo que é mais vantajoso, mais prazeroso e melhor para a sua vida.

Mas, na verdade, ele está escolhendo o pior. Está escolhendo negar a Deus, rejeitar o sacrifício de Jesus Cristo, seguir o caminho do pecado e se colocar no caminho da condenação eterna.

Por isso Jesus disse:

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

(João 8:32)

A verdade liberta o homem daquilo que representa o pecado e das suas consequências.

Jesus também disse:

Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. Ora, o escravo não fica para sempre na casa; o filho fica para sempre.”

(João 8:34-35)



CONCLUSÃO E APELO

“Não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior.”

Essa é a mensagem. Abandone definitivamente o pecado da sua vida. Morra para o pecado.

Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?”

(Romanos 6:2)

Caro leitor, esta é a mensagem de Deus para a sua vida. O que você não pode é abrir mão dela, porque, ao abrir mão dessa verdade, você está abrindo mão da vida eterna.

É esta verdade que pode libertá-lo do pecado, do engano do diabo e da condenação eterna.

Você precisa reconhecer a Deus como Deus e viver de maneira que demonstre esse reconhecimento, através de uma vida de fidelidade a Ele.

Receba esta palavra de Deus para a sua vida: morra definitivamente para o pecado e viva para conhecer e fazer a vontade de Deus, custe o que custar.

A vida nesta terra pode terminar a qualquer momento, mas a eternidade o espera. E há uma eternidade de condenação para aqueles que rejeitam a Deus e permanecem no pecado, mas há também uma eternidade de vitória, vida e comunhão com Deus para aqueles que permanecem fiéis a Ele.



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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

O Especialista de Próstata que não era Pai - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - bíblia - rejeição - salvação - condenação - Deus Pai - doutrina - ilusão



O especialista de próstata que não era pai


Havia um médico considerado a maior sumidade do mundo em determinado tipo de problema grave da próstata. Era reconhecido como o número um, o maior especialista naquela área. Quando alguém enfrentava um problema muito sério relacionado à próstata, procurava aquele médico, porque sabia que estava diante de alguém com conhecimento e capacidade extraordinários.

Mas havia um rapaz que dizia ser filho daquele médico.

Sua mãe havia namorado aquele homem muitos anos antes. Depois, ela engravidou. Entretanto, ela nunca soube com certeza quem era o pai da criança.

O rapaz cresceu acreditando que aquele médico era seu pai.

Ele dizia para todos:

“Aquele homem é meu pai.”

Ele acreditava nisso sinceramente.

Certo dia, porém, o rapaz descobriu que tinha um problema gravíssimo na próstata e precisava de uma cirurgia.

Então pensou:

“Eu não preciso me preocupar. O melhor médico do mundo é meu pai.”

Ele procurou o médico e disse:

— Pai, eu preciso que o senhor faça uma cirurgia em mim.

Mas o médico respondeu:

— Eu não sou seu pai.

O rapaz ficou surpreso.

— Como não? Minha mãe namorou com o senhor! Eu sempre acreditei que o senhor fosse meu pai!

O médico respondeu:

— Você pode ter acreditado nisso durante toda a sua vida. Mas acreditar não faz com que isso seja verdade. Você não é meu filho.

O rapaz então percebeu que havia uma diferença entre aquilo que ele acreditava e aquilo que era verdade.

Se ele fosse realmente filho daquele médico, o pai faria tudo o que estivesse ao seu alcance para salvá-lo, inclusive realizar gratuitamente aquela cirurgia.

Mas ele não era filho.

Por isso, não poderia reivindicar para si aquilo que o pai reservaria ao próprio filho.

E, como o médico não realizou a cirurgia, o rapaz acabou buscando um médico publico, mas que não era tão bom e acabou  morrendo.

O fato de alguém desejar alguma coisa, acreditar nela ou querer muito ser aceito dentro de determinada condição não transforma essa condição em realidade. Uma fé errada pode trazer consequências jamais esperadas. 


Reflexão

Aqui está a relação entre a história e a realidade espiritual.

Se aquele médico tivesse realmente um filho diante daquela situação, ele faria tudo o que estivesse ao seu alcance para preservar a vida do próprio filho. Ele colocaria à disposição do filho todo o conhecimento, toda a capacidade e todos os recursos que estivessem dentro de suas possibilidades.

Isso porque existe uma relação de filiação e, consequentemente, uma responsabilidade daquele pai para com seu filho.

Da mesma forma, Deus dá vida aos seus filhos.

E não estamos falando apenas da vida presente. Deus tem poder sobre a morte e, depois da morte, dará a vida eterna aos seus filhos. A ressurreição demonstra que a morte não é um obstáculo para aquele que tem poder absoluto sobre a vida.

Jesus disse:

Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.”

(João 5:24)

Assim como aquele médico faria tudo o que estivesse ao seu alcance para preservar a vida de seu verdadeiro filho, Deus dará a vida eterna aos que verdadeiramente são seus filhos.

Porém, há também o outro lado da comparação.

Assim como aquele médico não realizou a cirurgia naquele jovem porque ele não era seu filho, Deus também não dará a vida eterna àqueles que não são seus filhos.

O médico não tinha aquela mesma relação de filiação com o rapaz. Ele possuía seu próprio trabalho, suas responsabilidades, seus compromissos e outros pacientes. Não havia naquela relação a responsabilidade que existiria se aquele jovem fosse realmente seu filho.

E isso nos leva a uma verdade espiritual muito séria: Deus não tem compromisso de conceder a vida eterna àqueles que permanecem separados dele e não pertencem a Cristo.

Aquele que morre sem Cristo, sem a salvação e sem a verdadeira filiação com Deus não pode reivindicar a vida eterna simplesmente porque durante a vida dizia:

“Deus é meu Pai.”

Assim como o jovem da história acreditava ser filho do médico, mas não era, muitas pessoas acreditam que são filhas de Deus sem que Deus as reconheça como seus filhos.

E a consequência será terrível se essa descoberta acontecer somente no final da vida.

Mas o que é preciso para realmente ser filho de Deus e ter a vida eterna, e receber a vida de Deus?

É necessário compreender que todos nós nascemos afastados de Deus por causa do pecado e precisamos receber Jesus Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas, abandonando o pecado, que é o mal.

Porque Deus não pode dar vida ao mal. O pecado é o mal. E o homem, quando peca, insubordina-se, não reconhece quem Deus é, rebela-se contra Deus e permanece em um estado de pecado.

O pecado não é apenas uma ação específica; ele é um estado de rebelião contra Deus que produz ações pecaminosas.

A Bíblia diz:

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome.”

(João 1:12)

Mas essa fé precisa produzir uma nova vida. É necessário morrer para o pecado:

Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?”

(Romanos 6:2)

Deus não pode dar vida ao mal porque o mal é contrário à sua natureza e à sua vontade:

Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade, nem contigo habitará o mal.”

(Salmos 5:4)

Portanto, existem duas posições: estar em Cristo e permanecer fiel a Ele, ou permanecer separado de Cristo e no pecado.

Jesus declarou:

Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”

(Apocalipse 2:10)

E a Bíblia apresenta o princípio da colheita:

Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.”

(Gálatas 6:7)

O mal colherá aquilo que lhe é próprio. Quem permanece no mal não pode esperar colher a vida que pertence àqueles que estão em Cristo.

Assim, essa reflexão nos mostra que não basta apenas acreditar ou supor uma condição espiritual. É necessário estar verdadeiramente em Cristo, conforme Deus estabelece.

O médico daria vida ao seu verdadeiro filho, dentro daquilo que sua condição humana lhe permitisse. Deus, porém, tem poder absoluto sobre a vida e a morte e dará a vida eterna aos seus verdadeiros filhos.

Mas aqueles que não são seus filhos, que permanecem separados dele e morrem sem Cristo, não podem reivindicar aquilo que Deus prometeu aos que lhe pertencem.

Por isso, a pergunta mais importante é:

“Eu sou verdadeiramente filho de Deus? Já morri para o pecado, que separa o ser humano de Deus?” 

Já mudei a minha natureza através do abandono definitivo do pecado e de um compromisso de fidelidade absoluta a Deus?”

“Estou seguindo fielmente os ensinamentos de Cristo?”

Caro amigo leitor, não se iluda com aquilo que não tem fundamento na revelação de Deus, que é a Bíblia Sagrada. Tome uma decisão enquanto há tempo, antes que a morte venha lhe chamar e você não tenha como Pai o Médico que pode lhe dar a vida eterna.



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O JESUS EXALTADO E O JESUS REJEITADO - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - bíblia - rejeição - salvação - condenação - doutrina - ilusão


O JESUS EXALTADO E O JESUS REJEITADO

Texto-base: João 12:48

“Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia.”


Introdução

Haverá um dia em que toda a verdade será manifestada. Naquele dia, não haverá mais espaço para o engano, para as aparências ou para aquilo que os homens imaginaram ou construíram ao longo da vida. Tudo será colocado diante da verdade.

Vivemos, porém, em um mundo marcado por uma grande batalha: a batalha entre a verdade e o engano. As Escrituras nos alertam que existe um inimigo da verdade, chamado diabo, aquele que Jesus identificou como “pai da mentira” (João 8:44). Seu propósito é enganar, afastando o homem daquilo que Deus revelou como verdadeiro.

E é justamente nesse cenário que precisamos tratar de uma questão de importância eterna: a realidade sobre a pessoa de Deus e, particularmente, sobre a pessoa de Jesus Cristo.

Muitos falam sobre Jesus. Muitos o exaltam. Muitos afirmam amá-lo, adorá-lo e reconhecê-lo como Senhor. Mas, diante de tudo aquilo que é apresentado como verdade sobre Jesus, existe uma questão que precisa ser cuidadosamente examinada.

Quem é, de fato, o Jesus que está sendo exaltado?

É sobre essa questão que iremos entrar a partir de agora.

Porque não estamos tratando de um assunto meramente religioso, filosófico ou teórico. Estamos tratando de uma questão que diz respeito ao destino eterno do ser humano.

E nós não sabemos quando chegará a nossa última hora. Por isso, enquanto ainda temos oportunidade, precisamos conhecer a verdade e examiná-la à luz das Escrituras.

É nesse contexto que vamos compreender a diferença entre O Jesus Exaltado e O Jesus Rejeitado.


1. O JESUS EXALTADO

Jesus é conhecido e reconhecido como Deus que veio ao mundo em carne, aquele que derramou o seu sangue na cruz, morreu pelos pecados e ressuscitou. É reconhecido o Jesus revelado nas Escrituras, aquele que teve doze discípulos e cuja história, seus ensinamentos, suas obras, sua morte e sua ressurreição estão registrados na Bíblia.

O cristianismo é professado e declarado. A frequência à igreja, a oração, a leitura da Bíblia, a participação nos cultos, a adoração e o serviço a Jesus fazem parte da vida cristã. Crê-se sinceramente naquilo que é professado e entende-se estar seguindo e adorando a Jesus Cristo.

Porém...

Existe uma verdade fundamental que precisa ser conhecida.

E toda essa realidade não pode se sobrepor à verdade que precisamos tratar. Existe uma verdade que precisa ser compreendida e que possibilita a verdadeira comunhão com Deus e resulta na vida eterna com Ele.

Esta verdade resguardará aqueles que a conhecerem e a receberem de uma terrível decepção no último dia, quando muitos descobrirão que aquilo que julgavam suficiente não os colocou em verdadeira comunhão com Deus.

O próprio Jesus advertiu sobre esse momento:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.”

Mateus 7:21-23

Há zelo por Deus. Há fervor. Há paixão. Há emoção no culto. Há entrega da vida ao serviço de Deus. Há amor por Deus e uma disposição de viver para Ele.

Existe, portanto, um zelo profundo por Deus.

Mas o apóstolo Paulo faz uma afirmação que precisa ser considerada com toda seriedade:

Porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não com entendimento.”

Romanos 10:2

Isso nos mostra que zelo, fervor, paixão, emoção, amor, serviço e dedicação não são suficientes para estabelecer que aquilo que se crê está de acordo com a verdade.

Pode-se adorar, servir e amar profundamente um deus que foi formado no coração e na compreensão humana, mas que não se harmoniza com aquilo que Deus revelou nas Escrituras.

Por isso, a questão não é apenas quanto se ama, quanto se adora ou quanto se serve.

Porque eu quero misericórdia, e não sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.”

— Oséias 6:6

Deus estava mostrando ao seu povo que não bastava oferecer sacrifícios, praticar atos religiosos e honrá-lo exteriormente. O que Deus desejava era que o seu povo o conhecesse verdadeiramente e vivesse de acordo com esse conhecimento.

A questão fundamental é:

Quem é o Deus que está sendo amado, adorado e servido?

E é exatamente essa verdade que precisamos examinar à luz das Escrituras.

Quando o Deus verdadeiro é rejeitado, aquilo que ocupa o seu lugar não é o Deus verdadeiro. O homem passa a conceber uma compreensão de Deus diferente daquela que Deus revelou. E, quando essa compreensão passa a ser objeto de fé, devoção e adoração, estamos diante de um falso conceito de deus.



2. O JESUS REJEITADO

Jesus é reconhecido, seus ensinamentos são reconhecidos e suas palavras são recebidas. Porém, existe uma seletividade daquilo que se deseja ouvir e daquilo que não se deseja ouvir. Essa seletividade está relacionada à preservação da própria vida, da própria vontade, dos próprios interesses e daquilo que se deseja conservar. E é esse sentimento que conduz à rejeição da verdade que vem de Deus.

Não se trata necessariamente de uma rejeição deliberada de Jesus. Trata-se de uma rejeição daquilo que, vindo de Jesus, confronta aquilo que se deseja preservar.

Há um Jesus que incomoda. Há um Jesus que impede que o homem viva a vida que deseja viver. Há um Jesus que traz sofrimento, luta e renúncia. Há um Jesus que apresenta uma taça que não queremos beber.

Diante desse Jesus, o ser humano passa a preservar aquilo que lhe é suportável e a rejeitar aquilo que lhe confronta. Passa a buscar em Jesus aquilo que deseja, aquilo que lhe convém e aquilo que pode acomodar à própria vontade, em vez de receber aquilo que Jesus verdadeiramente revela e exige.

Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” — João 6:60

Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele. Disse então Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.” — João 6:66-68

Se o homem não reconhecer em Deus a sua grandiosidade, a sua soberania, a sua imutabilidade, a sua exclusividade e a sua integralidade, e não tiver disposição para morrer para si mesmo, abrir mão da própria vontade e viver exclusivamente para Deus, compreendendo que foi criado para a vontade de Deus, ele acaba se perdendo.

Ao não reconhecer quem Deus verdadeiramente é, o homem se desvia da verdade e cria para si uma ilusão. Pode amar esse deus, pode ter fervor e paixão por conhecê-lo, pode dedicar sua vida ao deus que concebeu em seu coração e acreditar sinceramente que está servindo a Deus.

Mas, ao desconsiderar a Palavra de Deus, ou não ser integro e fervoroso para com ela, desconsidera o próprio Deus que nela se revela e torna-se vítima do engano.

Porque não é o homem que determina quem Deus é. É Deus quem determina quem Ele é, e é a sua Palavra que revela essa verdade.

Quando o homem mantém o orgulho e não abre mão de si mesmo, da sua própria vontade e da direção da sua própria vida, ele se engana a respeito de Deus. Isso acontece porque o Deus verdadeiro é aquele que deve dirigir completamente a vida do ser humano. Ele deve ocupar todo o lugar de governo, de direção e de exaltação na vida do homem.

Portanto, enquanto o homem não morreu para a sua própria vontade e para a sua própria exaltação, ele não reconhece quem Deus realmente é. E, não reconhecendo quem Deus realmente é, ele cria para si um deus diferente, um deus que se ajusta àquilo que ele deseja preservar, àquilo que deseja ouvir e àquilo que deseja viver. Ele limita a voz de Deus, seleciona aquilo que quer ouvir e seleciona aquilo que quer crer e viver.

Ao contrário, aquele que reconhece a majestade, a soberania e a grandiosidade de Deus morre para si mesmo e para a sua própria vontade. Ele passa a ter fome e sede da vontade de Deus, deseja obedecê-lo em tudo e coloca a sua vida sob o governo de Deus.

Então, o Espírito Santo passa a habitar nele, guiando-o em toda a verdade. E quanto mais conhece a Deus, mais deseja a sua Palavra; quanto mais conhece a sua Palavra, mais deseja obedecer à sua vontade.

Assim, a vontade do homem não ocupa mais o lugar que pertence a Deus. É Deus quem governa, é Deus quem dirige, é Deus quem é exaltado, e é a sua verdade que determina o caminho do homem.

Aquele que é fervoroso tem paixão, dedicação, amor e serviço. Pode ser extremamente fervoroso. Entretanto, sua condição é diferente: ele ainda não morreu para a própria vida, para a própria exaltação e para a própria vontade. Por isso, é seletivo para com a revelação de Deus.

Sua condição não o possibilita ser plenamente guiado pelo Espírito Santo em toda a verdade. Ele recebe, ouve e vive aquilo que está de acordo com aquilo que sua própria condição permite. E, quando passa a selecionar aquilo que deseja receber, ouvir, crer e viver, ele começa a alterar a revelação de Deus.


Nesse momento, embora pense estar tratando com o Deus verdadeiro, já não está mais tratando com o Deus verdadeiro conforme Ele se revelou. Ao alterar, selecionar ou deixar de ouvir aquilo que Deus revelou, ele altera a própria concepção de quem Deus é. E, ao fazer isso, deixa de cultuar, de adorar e de servir ao Deus verdadeiro, passando a cultuar, adorar e servir àquilo que sua própria compreensão estabeleceu, ao Deus que lhe parece mais razoável segundo a sua percepção.

É por isso que Paulo declara:

Porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não com entendimento.”

Romanos 10:2

O que falta é o zelo pela Palavra de Deus. Porém, esse zelo pela Palavra é impedido pelo próprio estado do homem: seu orgulho, seu ego e o alto conceito que mantém a respeito de si fazem com que a sua própria opinião interfira naquilo que Deus revelou. E, quando a opinião do homem passa a interferir na revelação de Deus, ele deixa de recebê-la integralmente e passa a selecionar, limitar ou alterar aquilo que Deus revelou. Por isso, o verdadeiro zelo pela Palavra de Deus exige que o homem renuncie ao orgulho, ao ego e à própria opinião, para receber a verdade de Deus como ela foi revelada. O verdadeiro fervor deve estar voltado para o Deus que a Bíblia revela, sem alteração, sem seleção e sem adaptação à vontade humana.


3. A COMUNHÃO COM O DEUS VERDADEIRO

A verdadeira comunhão com Deus não é estabelecida simplesmente pela declaração de fé, pelo fervor, pela dedicação ou pela participação religiosa. Ela está diretamente relacionada à condição espiritual daquele que se aproxima de Deus.

João afirma:

Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.”   — 1 João 1:7

Andar na luz significa viver na verdade que Deus revelou. A luz não é aquilo que o homem escolhe considerar verdadeiro; a luz é aquilo que Deus revelou. Por isso, o salmista declara:

Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.”  — Salmos 119:105

A Palavra de Deus é luz. Portanto, andar na luz é andar segundo a Palavra de Deus.

É nesse contexto que precisamos compreender o novo nascimento. Aquele que verdadeiramente nasceu de novo recebeu uma nova natureza e passou a ser habitado pelo Espírito Santo. E o Espírito Santo não conduz o homem para uma verdade construída segundo sua própria vontade, mas o guia em toda a verdade.

O homem que nasceu verdadeiramente de novo reconhece quem Deus é. Reconhece sua própria condição diante da majestade de Deus, abandona o governo de si mesmo, morre para o seu ego, para o orgulho, para a própria exaltação e para a própria vontade. Sua vida passa a estar submetida à vontade de Deus e à sua Palavra.

Por isso, ele não procura moldar Deus à sua compreensão. Ele se submete àquilo que Deus revelou.

E, quando há essa submissão à verdade, há comunhão.

Comunhão com Deus, comunhão com a Palavra e comunhão com aqueles que também andam na luz.

A própria Escritura estabelece essa relação: andar na luz produz comunhão, e nessa comunhão está o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, que nos purifica de todo pecado.

Portanto, não podemos separar a comunhão com Deus da verdade de Deus. Não podemos afirmar que estamos em comunhão com Deus enquanto rejeitamos, selecionamos, limitamos ou alteramos aquilo que Ele revelou.

Quando o homem deixa de andar na luz da Palavra, a comunhão é rompida. E se ele, mesmo assim, continua fervoroso, continua adorando, continua servindo e continua afirmando que conhece a Deus, seu fervor não é uma prova de que está em comunhão com o Deus verdadeiro.

Ao contrário, sua própria condição revela que alguma coisa está errada: ele não está andando na luz.

E, se não está andando na luz, está fora da verdade que Deus revelou.

É nesse ponto que também precisamos compreender a seriedade da heresia. A heresia não é simplesmente uma diferença de opinião religiosa. Quando aquilo que Deus revelou é alterado, rejeitado, selecionado ou substituído pela compreensão humana, a verdade é corrompida. E, quando a verdade é corrompida, o homem deixa de permanecer na revelação de Deus.

Assim, pode existir fervor sem comunhão verdadeira. Pode existir dedicação sem comunhão verdadeira. Pode existir serviço sem comunhão verdadeira.

Porque a verdadeira comunhão não é determinada pela intensidade da devoção do homem, mas pela sua permanência na luz da verdade de Deus.

E é justamente por isso que o novo nascimento é indispensável. O homem precisa nascer de novo, receber o Espírito Santo e ser conduzido por Ele em toda a verdade. Somente então poderá permanecer na luz, andar na verdade e viver em verdadeira comunhão com Deus.

Porque o Deus que salva, o Deus que purifica do pecado e o Deus que concede a vida eterna é o Deus verdadeiro — não aquele que o homem adapta à sua própria vontade, mas aquele que se revelou nas Escrituras




CONCLUSÃO E APELO

Caro leitor, agora você precisa tomar uma decisão. Não basta conhecer essa verdade; é preciso tomar uma posição.

Jesus disse:

“Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.” — Mateus 16:25

Você precisa abrir mão da sua própria vida: da sua vontade, da sua exaltação, dos seus desejos e daquilo que ainda faz com que você selecione, limite ou rejeite aquilo que Deus revelou.

Não dá para ficar você e Deus. É um ou outro.

Morrer para si é deixar de colocar a sua vontade, o seu desejo, o seu orgulho e a sua pré-compreensão como medida daquilo que Deus revelou. É deixar de buscar para si honra, glória e exaltação, porque toda a honra, toda a glória e toda a exaltação pertencem exclusivamente a Deus. Enquanto o homem ainda busca para si aquilo que pertence exclusivamente a Deus, sua própria condição interfere na maneira como recebe a revelação de Deus, e isso altera a sua compreensão a respeito de quem Deus é.

Ele seleciona aquilo que deseja ouvir, acolhe aquilo com que concorda e rejeita aquilo que o confronta. E, sem perceber, passa a servir a um deus moldado segundo aquilo que deseja receber, ouvir, crer e viver.

Ele pode ser fervoroso, adorar, cantar, chorar, servir e dedicar sua vida àquilo que acredita ser Deus. Mas o fervor, por si só, não demonstra que ele está na verdade.

Por isso, morrer para si é nascer para Deus.

E aquele que verdadeiramente morreu para si passa a ter zelo pela Palavra de Deus. Deseja conhecê-la, obedecê-la e ser fiel a ela. Não a seleciona, não a limita e não coloca sua própria compreensão acima daquilo que Deus revelou.

Essa é a marca daquele que morreu para si e nasceu para Deus: seu zelo é pela Palavra, porque nela conhece o Deus verdadeiro e vive exclusivamente para a sua vontade.

Decida-se hoje, enquanto ainda é tempo, a perder a sua vida por amor a Cristo, porque somente assim você poderá alcançar a vida eterna e declarar, com a própria vida, quem realmente Deus é para você.




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