sábado, 21 de fevereiro de 2026

Vontade do Homem ou Vontade de Deus: Quem Deve Governar?


Vontade do Homem ou Vontade de Deus: Quem Deve Governar?

Introdução

Quem realmente governa sua vida: você ou Deus? Qual é a relação entre o pecado, a vontade do homem e a vontade de Deus?

Muitos cristãos se perguntam: “Será que posso ainda ter minha própria vontade e permanecer espiritual?” ou “Como posso saber quando meus desejos estão alinhados à vontade de Deus ou se tornam pecado?”

Mesmo desejos aparentemente legítimos, como casamento, carreira, segurança ou realizações pessoais, podem se tornar armadilhas se não forem direcionados pelo Espírito de Deus. Viver apenas guiado pelos próprios desejos afasta da verdadeira espiritualidade e gera pecado.

Nesta mensagem, vamos analisar profundamente a relação entre a vontade do homem, a vontade de Deus e o pecado, entender como identificar nossos desejos, aprender a viver guiados pelo Espírito e descobrir como manter propósito, alegria e fidelidade mesmo nas provações.

1. Morrer para a própria vontade e reconhecer Jesus como Senhor

O homem natural vive para si mesmo; sua vontade governa sua vida. Ao nascer de novo, o crente morre para seu próprio eu e passa a viver para fazer a vontade de Deus.

O sacrifício de Jesus na cruz não o tornou apenas Salvador, mas Senhor, aquele que tem autoridade sobre nossas vidas. É através de seus ensinamentos, que compõem a Bíblia, que o novo homem deve viver e seguir.

Paulo declara em Gálatas 2:20:

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.”

Submeter-se à autoridade de Jesus é morrer para a própria vontade e permitir que a vida seja conduzida segundo os princípios de Deus.

2. Identificação dos desejos do crente e sua origem

Mesmo após morrer para o eu, o crente ainda pode sentir desejos, mas eles têm origens distintas:

Antes de tudo, é preciso lembrar da tentação do diabo:

Mateus 4:9 – “Se te prostrares e me adorares, tudo isso te darei.”

O diabo apresenta a cobiça e a idolatria do poder como desejo inserido para desviar o homem da vontade de Deus.

Depois, os desejos se dividem em:

Desejos legítimos da humanidade: necessidades naturais como fome, sede, segurança, sexualidade.

Desejos do diabo: tentação, orgulho, querer dominar a vida de outros.

Desejos de Deus: operados pelo Espírito, que molda tanto o querer quanto o efetuar.

Cada desejo deve ser identificado quanto à sua origem, e a vontade de Deus deve sempre prevalecer.

3. Exemplos bíblicos de submissão à vontade de Deus e uso da Palavra

Jesus nos dá o exemplo perfeito de submissão à vontade de Deus, mesmo diante de desejos legítimos ou tentações espirituais. E Jesus combateu cada tentação usando a Palavra de Deus, mostrando que a Bíblia é o critério para identificar a vontade de Deus:

Primeira tentação: Fome (desejo humano legítimo)

No deserto, Jesus estava com fome após jejuar 40 dias (Mateus 4:1-4).

Tentação do diabo: transformar pedras em pão.

Resposta de Jesus: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.”

Lição: Mesmo desejos legítimos da humanidade devem ser submetidos à vontade de Deus, identificada através da Palavra.

Segunda tentação: Cobiça e domínio dos reinos do mundo

O diabo ofereceu a Jesus todos os reinos do mundo, dizendo que Ele poderia tê-los se o adorasse (Mateus 4:8-10).

Esse é um desejo do diabo, de cobiça e poder.

Jesus respondeu: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.”

Lição: Jesus resistiu usando a Palavra, mostrando que os desejos do diabo e da humanidade devem ser identificados pela Escritura.

Paulo e o espinho na carne (2 Coríntios 12:7-10)

Paulo desejava ser livre do espinho, mas submeteu-se à vontade de Deus, mostrando que mesmo desejos legítimos devem ser subordinados à direção divina.

Jó (Jó 1:21; 2:10)

Perdas e provações permitidas por Deus não afastaram sua fidelidade. Ele reconheceu a soberania de Deus e glorificou-O, mesmo sem que sua própria vontade fosse realizada.

Conclusão do ponto:

Somente pela Palavra de Deus e pela condução do Espírito Santo o crente pode identificar a vontade de Deus.

Quem ama a vontade de Deus terá fome e sede da Palavra, porque deseja obedecer e viver segundo o Espírito (Salmos 119:105).

Quem não tem esse desejo revela que ainda segue o caminho da própria vontade, oposto à direção de Deus.

4. O perigo de não nascer de novo e seguir a própria vontade

Aqueles que não nasceram de novo e são guiados pelo orgulho permitem que a própria vontade prevaleça em suas vidas.

Esse comportamento se estende quando a pessoa deseja que sua vontade seja imposta sobre outros, dominando, influenciando ou controlando a vida alheia.

A vontade do homem que se coloca acima da vontade de Deus gera pecado, orgulho e idolatria, refletindo o mesmo comportamento do diabo.

5. O crente guiado pelo Espírito

Os que são guiados pelo Espírito não pecam, pois a vontade do Espírito prevalece.

Se a pessoa é conduzida por Deus, não existe a opção de desobedecer ou ser guiada ao pecado.

Tampouco será conduzida a heresias que afrontem a vontade de Deus, porque o Espírito Santo conduz à verdade para que a vontade de Deus seja realizada.

Texto-chave: Romanos 8:14 – “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.”

6. Natureza do diabo, engano e oposição à vontade de Deus

O diabo se caracteriza pelo orgulho e desejo de dominar, querendo que a vontade própria prevaleça.

Quem ainda não morreu para a própria vontade tende a ouvir mensagens que agradam aos seus desejos, desviando-se da verdade.

2 Timóteo 4:3-4 adverte:

Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, segundo os seus próprios desejos, ajuntarão mestres conforme os seus ouvidos, e desviar-se-ão da verdade e se voltarão às fábulas.”

A morte para a própria vontade é condição para não ser enganado e para que o crente possa conhecer e obedecer à verdadeira doutrina.

7. Conclusão e apelo

Resumindo:

O homem natural vive segundo seus próprios desejos → pecado.

O crente nascido de novo morre para sua própria vontade e vive para a vontade de Deus.

Desejos podem existir (humanos ou tentação), mas a autoridade final é sempre da vontade de Deus, operada pelo Espírito Santo.

O crente submete-se à vontade de Deus mesmo quando sofre, porque reconhece que Deus permite provações para glorificar Seu nome, testar fé e fortalecer caráter.

A própria vontade do homem, quando colocada acima de Deus, reflete o orgulho do diabo.

Apelo final:

Reflita: sua vida é governada pela vontade de Deus ou pela sua própria vontade?

Quem deseja manter sua própria vontade, mesmo que pareça legítima, não experimenta a verdadeira espiritualidade.

É hora de morrer para o eu, reconhecer Jesus como Senhor e permitir que Deus, pelo Espírito Santo e por sua palavra (biblia),  verdadeiramente dirija sua vida, pois o Espirito leva as Escrituras e aqueles que são filhos de Deus são guiados pelo Espírito (Romanos 8:14). Viva para conhecer e fazer a vontade de Deus e assim tenha a vida eterna. 


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Deus é amor, Deus é bom — onde está o erro?


Deus é amor, Deus é bom — onde está o erro?


Versículo base

Isaías 5:20

“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem chamam mal; que fazem da escuridade luz e da luz escuridade; e fazem do amargo doce e do doce amargo.”


Introdução

O caminho de Deus é o caminho da verdade. O engano, por sua vez, é o caminho oposto, e muitas pessoas seguem-no sem perceber. Por isso, é essencial buscar a verdade acima de tudo.

E a verdade é Cristo. Quando Jesus declarou: “Eu sou a verdade”, o uso do artigo definido mostra algo profundo: Ele não é apenas uma verdade entre muitas, mas a verdade, a fonte de toda verdade.

Esta mensagem convida à reflexão sobre quem Deus realmente é. Somente conhecendo-O verdadeiramente podemos discernir corretamente o bem do mal e, assim, seguir o caminho da verdade — o caminho de Deus.

O versículo de Isaías 5:20 nos alerta sobre o perigo de distorcer o que é bom e o que é mal, mostrando que muitos, mesmo falando de Deus, confundem a bondade e o amor divinos com suas próprias concepções. O engano acontece quando se torce a Palavra, e é exatamente nisso que precisamos estar atentos.


Ponto 1 — O problema do engano humano

Hoje existe uma influência maligna que distorce a verdade.

Ela usa palavras corretas, mas com significado trocado.

Exemplos: amor, bondade, misericórdia, liberdade.

As palavras podem ser ditas, mas se o significado não for compreendido, surge o engano.

Quando aplicamos essas palavras com entendimento distorcido, nossa vida se afasta do que a Bíblia ensina.

Não basta repetir palavras corretas ou bíblicas.

É preciso entender e aplicar o seu significado conforme a verdade de Deus.

Dizer que Deus é amor ou Deus é bom, sem compreender corretamente, gera engano.

Mesmo usando as palavras corretas, a prática de vida se torna contrária à Palavra.

Algumas pessoas se casam alegando amar.

Depois de alguns anos, ou até menos, se separam.

E dizem: “Não era amor.”

Na verdade, era apenas empolgação, paixão ou ilusão.

Isso demonstra que é possível entender mal o significado das palavras, até sobre Deus.

E é isso que o inimigo faz: impede que as pessoas conheçam a Deus e obedeçam ao evangelho, levando à condenação.

📖 2 Tessalonicenses 1:8‑9 (Almeida Revista e Corrigida)

8 “Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo;”

9 “os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder.”

Quando as pessoas entendem mal o amor de Deus e a Sua vontade, passam a viver contrariamente à vontade de Deus, realizando ações que O desagradam.

Mesmo que o discurso seja formalmente bíblico, usando palavras e expressões da Bíblia, não há verdadeiro entendimento do que essas palavras significam.

Na realidade, elas aplicam essas palavras de forma contrária ao seu sentido, distorcendo o amor e a vontade de Deus e vivendo em engano e desobediência.

O verdadeiro amor e a bondade de Deus não permitem condescendência com o mal.

O amor de Deus implica odiar o mal e condená-lo.

A bondade de Deus exige justiça, pois se Deus não odiasse o mal, Ele não seria bom.

Quando o homem é mau, ou seja, produz o que é mau — o pecado —, ele será condenado.

Essa condenação é o afastamento eterno de Deus e o sofrimento eterno, consequência da justiça, bondade e amor perfeitos de Deus.

O amor de Deus não pode amar o mal, por isso Ele não se comove com o pecado.

O pecador que persiste na maldade está em oposição à natureza de Deus.

Portanto, conhecer o amor e a bondade de Deus significa entender que Ele odeia o mal e exige retidão de todos.

Quando o amor de Deus é entendido de forma incorreta, as pessoas chegam a acreditar que:

Deus não punirá o mal;

Deus aceita o pecado;

Deus não exige conduta santa e irrepreensível.

Elas invertem completamente a realidade.

Na verdade, o amor e a bondade de Deus exigem obediência plena e o afastamento completo do que é mau.

Esse amor foi demonstrado na cruz, no sacrifício de Jesus, que paga a condenação pelo pecado e liberta o homem do pecado.

A bondade e o amor de Deus levam à transformação da vida do homem.

Quando o homem aplica o caráter de Deus em sua vida, ele entende a verdade, reconhece o juízo de Deus contra o mal e vive afastado do pecado, na justiça e na retidão que Deus exige.


Ponto 2 — A natureza caída do homem e a distorção das Escrituras

O homem nasce com uma natureza caída e pecadora, e precisa assumir uma aliança de fidelidade a Deus, reconhecendo-O como soberano e supremo, digno de obediência.

O sacrifício de Jesus na cruz paga pelo pecado e dá ao homem liberdade para retornar à comunhão com Deus, mediante a obediência a Ele.

Porém, o homem que não nasce de novo, que não se torna uma nova criatura, que não estabelece essa aliança pelo sangue de Jesus, permanece num estado de pecado e trevas.

Quando esse homem se depara com a palavra de Deus, ele tenta justificar sua condição, defender um status de "bom" ou de não rebeldia a Deus, movido pelo orgulho e pela exaltação do ego.

Sem abandono do pecado e fidelidade a Deus, ele é enganado pelo diabo, torcendo o sentido das Escrituras.

Um exemplo claro na Bíblia é a tentação de Jesus:

O diabo levou Jesus ao pináculo do templo — o ponto mais alto do templo em Jerusalém — e disse:

Se és o Filho de Deus, atira-te daqui abaixo…

Jesus respondeu fielmente:

Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.”

Isso mostra que, sem o abandono do pecado e do orgulho, o ser humano irá torcer as Escrituras, enganado pelo diabo.

Somente a fidelidade a Deus possibilita entender corretamente a palavra de Deus.

Como Jesus disse:

Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, conhecerá a doutrina” (João 7:17).

Se Jesus tivesse se voltado para o orgulho de ser considerado o Filho de Deus, Ele teria cedido à tentação e se lançado do pináculo do templo.

Assim acontece com um homem que quer o status de amigo de Deus, ou de Filho de Deus, ou de citar Suas palavras, sem morrer para o pecado, sem renunciar à sua própria vontade e à sua natureza caída, sem abraçar o prazer do esforço, luta e compromisso.

É dessa forma que muitos na igreja dos últimos dias distorcem as Escrituras, porque não possuem um compromisso real com Deus.


Ponto 3 — A cegueira espiritual e o novo nascimento

O homem, desde o nascimento físico, nasce afastado de Deus, nas trevas, por causa de sua natureza caída.

Ele é chamado de homem natural, porque vive segundo sua própria vontade e sua carne, sem compreender as coisas de Deus.

A Bíblia diz claramente que o homem natural não entende as coisas de Deus:

📖 1 Coríntios 2:14 (Almeida Revista e Corrigida)

“Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê‑las, porque elas se discernem espiritualmente.”

Isso significa que, enquanto alguém não nasce de novo — isto é, não recebe uma nova natureza espiritual — ele não tem capacidade de compreender corretamente a Palavra de Deus.

O apóstolo Paulo explica a realidade da alma humana caída:

📖 Romanos 8:7‑8 (Almeida Revista e Corrigida)

“Porque as inclinações da carne são contra Deus, pois não sujeitam‑se à lei de Deus, nem mesmo o podem.

8 E os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus.”

Sem a nova natureza, o homem permanece nas trevas, preso ao pecado, e não compreende as verdades espirituais.

Além disso, a Bíblia mostra que o diabo cega o entendimento dos incrédulos para que eles não vejam a luz do evangelho:

📖 2 Coríntios 4:4 (Almeida Revista e Corrigida)

“nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que não lhes resplandecesse a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.”

Essa cegueira espiritual é resultado da opção do homem por permanecer no pecado, defendendo a sua própria natureza caída, buscando glória para si, sem morrer para o pecado e para o orgulho, vivendo segundo sua própria vontade, sem nova natureza e sem arrependimento da sua velha natureza.

Por outro lado, quando alguém decide abandonar o pecado, quando ele reconhece a verdade do evangelho de Cristo — que Jesus pagou a condenação pelo pecado e libertou o homem do pecado — então surge uma resposta de fidelidade a Deus.

A Bíblia ensina que o Espírito Santo é dado àqueles que obedecem a Deus:

📖 Atos 5:32 (Almeida Revista e Corrigida)

“E nós somos testemunhas destas coisas, e também o Espírito Santo, que Deus deu aos que Lhe obedecem.”

O Espírito Santo é quem guia o homem em toda a verdade:

📖 João 16:13 (Almeida Revista e Corrigida)

“Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará em toda a verdade...”

Assim, há duas situações espirituais distintas:

Um homem que não abandonou o pecado, que não renunciou ao orgulho e à própria vontade, que não se aliou a Cristo, permanece cegado espiritualmente. Ele interpreta as Escrituras segundo sua carne e é enganado pelo diabo.

Um homem que decide morrer para o pecado, que renuncia sua vontade própria, que aceita a fidelidade a Deus através do sangue de Cristo, recebe o Espírito Santo e passa a entender as Escrituras corretamente, sendo guiado em toda a verdade.

A escolha, portanto, é clara:

🔹 Continuar no engano e na cegueira (ao lado do diabo)

ou

🔹 Abandonar o pecado e receber entendimento verdadeiro (através do Espírito Santo de Deus).


Conclusão e Apelo

Cada leitor deve compreender que o amor e a bondade de Deus implicam no juízo contra o mal, na separação eterna entre santo e profano, e exigem vida santa, morte para o pecado, orgulho e própria vontade.

O homem só deve viver para exaltar a Deus, obedecer à vontade de Deus e manter fidelidade a Ele pelo sangue de Jesus.

Sem esta escolha, o homem será vítima do diabo, que o enganará, fazendo-o acreditar que é bom, sendo mau; limpo, estando sujo; salvo, estando condenado.

Somente a opção pela verdade, que é Cristo, pelo abandono definitivo do pecado, do orgulho, da própria vontade, da própria exaltação e pela fidelidade, custe o que custar, aos ensinos de Cristo que estão na Bíblia Sagrada, assegura a verdadeira comunhão com Deus e a vida eterna.

Se você permanecer no mal, que é o pecado, no orgulho, que é a natureza do diabo, ficará eternamente separado de Deus, no inferno, onde tudo o que é bom está ausente, vivendo um sofrimento insuportável que reflete a separação de Deus e tudo que esta separação implica na eternidade.


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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A Suficiência das Escrituras e a Incoerência do Pretexto Histórico

 


A Suficiência das Escrituras e a Incoerência do Pretexto Histórico

Versículos Base:

1 Coríntios 11:5–6

“Mas toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça, porque é uma e mesma coisa que se tivesse rapado. Porque se a mulher não se cobre, que também se corte o cabelo; e se é vergonhoso para a mulher ter o cabelo cortado ou rapado, que se cubra.”

E ainda: 

1 Coríntios 14:34–35

“Que as mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; antes, estejam submissas, como também ordena a lei. E se querem aprender alguma coisa, interroguem os seus próprios maridos em casa; porque é vergonhoso que uma mulher fale na igreja.”


Introdução:

A Bíblia contém princípios claros e universais, suficientes para instruir a igreja em toda verdade. Entretanto, muitos tentam reinterpretar instruções específicas, alegando contexto histórico, costumes da época ou limitações culturais. Essas tentativas distorcem a Palavra de Deus, criando argumentos ilógicos, contraditórios e condenatórios que desviam os fiéis da obediência.

Antes de analisarmos passagens específicas como o uso do véu ou o silêncio da mulher na igreja, precisamos compreender dois princípios fundamentais da interpretação bíblica: a universalidade da Palavra de Deus e a suficiência das Escrituras.


Princípios Fundamentais da Interpretação Bíblica

Quando falamos da Bíblia, estamos lidando com a Palavra de Deus, que não foi escrita como um livro humano, limitado por tempo, cultura ou lugar. A Escritura não é uma carta destinada a uma cidade ou época específica, que poderia ser entendida apenas por pessoas daquele contexto. Pelo contrário, ela foi escrita para guiar a igreja de todos os tempos, fornecendo instruções que permanecem válidas independentemente de época, cultura ou sociedade.

Se aceitássemos que certas partes da Bíblia foram feitas apenas para uma cultura específica, teríamos que assumir que outras partes poderiam não se aplicar a nós hoje. Isso seria incoerente, porque Deus não revela apenas fragmentos de sua vontade; Ele fala de maneira completa e universal. Aceitar uma parte e ignorar outra segundo critérios humanos seria desrespeitar a unidade da Palavra, levando a uma fé instável, baseada em preferências e conveniências humanas, e não na verdade de Deus.

Além disso, qualquer tentativa de interpretar a Bíblia inserindo elementos externos — seja contexto histórico, costumes antigos ou explicações culturais — para que o texto faça sentido é igualmente problemática. Quando adicionamos algo fora da Palavra de Deus como condição para compreender o texto, estamos negando a suficiência da Escritura. A Bíblia foi feita para ser clara e acessível, guiando qualquer pessoa que a leia com fé. Dependendo de algo extra-bíblico para entendê-la, perdemos a garantia de que a Palavra é completa e suficiente, e passamos a depender de interpretações humanas, que sempre estarão sujeitas a erro, engano e pretextos.

Portanto, os princípios são claros: a Bíblia é universalmente aplicável, válida para todos os tempos e lugares, e suficiente por si mesma, sem depender de elementos externos para que possamos compreender o que Deus deseja. Qualquer tentativa de relativizar instruções, alegando “contexto histórico” ou “costume cultural”, é ilógica, contraditória e condenatória, porque desconsidera esses fundamentos e tenta substituir a autoridade da Palavra de Deus pela lógica humana ou pela conveniência social.


Desmascarando a Distorção – O Uso do Véu e a submissão da Mulher. 

Paulo escreve à igreja de Corinto tratando de questões de adoração e conduta dos membros, instruindo sobre como a mulher deve se portar durante oração e profecia. Essa instrução não é apenas local ou cultural; ela reflete princípios universais, válidos para toda a igreja, em qualquer tempo.

Qualquer interpretação que limite esta instrução à época de Corinto é uma inserção irracional, que não tem base lógica ou bíblica. A tentativa de dizer que a instrução se aplicaria apenas a uma cultura específica:

Não tem critério consistente, pois se uma instrução pode ser cultural, como determinar qual texto é cultural e qual é universal?

Distorce a Bíblia, tornando-a parcial e incapaz de instruir a humanidade em todas as gerações.

Contradiz a razão, porque Deus não fala parcialmente ou seletivamente; suas ordens são universais e atemporais.

Em 1 Coríntios 11:5, Paulo afirma:

“Mas toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça.”

O texto é claro: a mulher deve cobrir a cabeça durante oração ou profecia, manifestando reverência, ordem e respeito à autoridade divina. Isso não depende de costumes ou tradições humanas, mas de princípios estabelecidos por Deus desde a criação.

Paulo explica o motivo da instrução:

O homem não deve cobrir a cabeça, porque ele é a imagem e glória de Deus; mas a mulher é a glória do homem.” (1 Coríntios 11:7)

Aqui vemos que a instrução está fundamentada na ordem da criação, que é universal. A mulher sendo a glória do homem se conecta diretamente com Gênesis 2:18, onde Deus cria a mulher como auxiliadora adequada do homem. Essa posição da mulher não é cultural, mas reflete a estrutura e hierarquia que Deus estabeleceu desde o princípio.

Paulo reforça:

Porque o homem não procede da mulher, mas a mulher do homem; e o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem.” (1 Coríntios 11:8–9)

Essa explicação textual mostra que a ordem de Deus na criação é a base para a instrução da cobertura da cabeça. A autoridade do homem e a posição da mulher são princípios universais, consistentes com toda a Escritura — de Gênesis até as epístolas de Paulo, incluindo outras partes de Coríntios e as instruções em Timóteo sobre liderança e conduta na igreja.

Finalmente, Paulo conclui:

Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de autoridade por causa dos anjos.” (1 Coríntios 11:10)

O véu é um sinal visível de autoridade e reverência, estabelecido por Deus. Essa instrução não depende de contexto cultural; é um princípio universal, aplicável a todas as mulheres da igreja em qualquer tempo. Qualquer interpretação que relativize essa instrução é irracional e contraditória, pois insere limitações humanas onde Deus estabeleceu princípios permanentes.

Assim, a instrução sobre o véu se coaduna com toda a Bíblia:

Desde Gênesis, com a criação da mulher como auxiliadora.

Com a ordem da criação e a glória de Deus refletida no homem e na mulher.

Com outras instruções de Paulo sobre liderança, conduta e adoração na igreja.

Negar isso seria inserir algo externo à Bíblia, distorcendo sua universalidade e seu propósito de orientar a humanidade em qualquer época.

Paulo prossegue dizendo:

A natureza mesma não vos ensina que, se o homem tiver cabelo comprido, é para ele desonra, mas se a mulher tiver cabelo comprido, é para ela honra? Porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu.” (1 Coríntios 11:14–15)

Aqui o apóstolo apela para a própria natureza como testemunha. Ele não invoca costume local, tradição cultural ou opinião social, mas algo universal e perceptível a todos: a distinção natural entre homem e mulher. Ao dizer que a natureza ensina, ele fundamenta o argumento em um princípio que não depende de época, sociedade ou cultura, mas da própria ordem da criação. Isso por si só elimina a hipótese de que a instrução trate de algo meramente circunstancial.

Quando afirma que o cabelo foi dado “em lugar de véu”, Paulo não está dizendo que o cabelo substitui o véu. O raciocínio dele é outro e segue uma lógica simples e coerente: o cabelo comprido já é um sinal natural que aponta para o princípio que o véu simboliza. Portanto, o sinal natural confirma o princípio; não o anula. Se o cabelo fosse substituto do véu, o argumento anterior perderia o sentido, pois ele havia dito que, se a mulher não quer usar véu, então deveria também cortar o cabelo. Essa construção mostra claramente que os dois elementos não são equivalentes nem intercambiáveis; um reforça o significado do outro.

Assim, o que Paulo estabelece é uma progressão lógica: Deus concedeu à mulher um sinal natural permanente, e o véu, usado na oração e na profecia, funciona como expressão visível e voluntária desse mesmo princípio diante da congregação. O natural confirma o simbólico, e o simbólico declara conscientemente o que o natural já indica. Interpretar que o cabelo elimina o véu rompe a coerência interna do argumento e introduz uma conclusão que o texto não apresenta.

Desse modo, a própria estrutura do raciocínio apostólico demonstra que não se trata de instrução cultural localizada, mas de orientação baseada na criação, portanto aplicável à igreja em qualquer tempo e lugar.

Paulo então conclui essa parte dizendo:

“Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus.” (1 Coríntios 11:16)

Essa frase costuma ser usada por alguns para afirmar que o uso do véu seria apenas um costume local e opcional. Porém, essa leitura não se sustenta quando se observa atentamente a construção do próprio versículo e sua conexão com o argumento anterior.

Note a sequência lógica do texto. Paulo vinha estabelecendo razões fundamentadas na criação, na ordem estabelecida por Deus, na distinção natural entre homem e mulher e no testemunho da própria natureza. Todo o raciocínio foi construído com base em princípios universais, não em práticas culturais locais. Seria incoerente que, após apresentar fundamentos dessa magnitude, ele encerrasse dizendo que tudo se tratava apenas de um costume regional. Isso quebraria a lógica interna do discurso.

Quando ele afirma “se alguém quiser ser contencioso”, a expressão central é ser contencioso, isto é, insistir em disputar, resistir ou contender contra o ensino apresentado. O foco gramatical da frase está na atitude de oposição, não no véu. A continuação — “nós não temos tal costume” — refere-se naturalmente ao elemento mais próximo e lógico da frase: o costume de contender contra a instrução apostólica. Em outras palavras, Paulo está dizendo que nem ele nem as igrejas de Deus têm o hábito de disputar contra o ensino estabelecido.

Essa leitura é confirmada pela frase final: “nem as igrejas de Deus.” Aqui ele amplia o alcance da afirmação. Não se trata de algo particular de Corinto, mas de uma prática comum a todas as igrejas. O argumento, portanto, não relativiza a instrução; ao contrário, universaliza a postura de submissão a ela. Se fosse um costume local, não faria sentido mencionar todas as igrejas.

Assim, a estrutura do versículo segue um fluxo coerente:

existe um ensino apostólico fundamentado em princípios universais;

alguém pode querer contestá-lo;

porém, não é costume das igrejas de Deus agir de modo contencioso contra o que foi estabelecido.

Interpretar que Paulo está dizendo “não temos o costume do véu” exige deslocar o sentido natural da frase, ignorar a progressão lógica do texto e romper a ligação entre as orações. Já entender que ele se refere ao costume de contender preserva a gramática, a lógica e a unidade do argumento.

Portanto, longe de relativizar a instrução, essa declaração final a reforça: ela mostra que a postura das igrejas não é discutir ou rejeitar o ensino apostólico, mas recebê-lo.

Conclui-se, portanto, que a razão de muitas igrejas não praticarem essas instruções não está no texto bíblico em si, mas no acúmulo histórico de interpretações e tradições humanas que, ao longo dos séculos, foram sendo incorporadas e normalizadas dentro do cristianismo institucional. A própria história da igreja mostra que ensinos não fundamentados diretamente nas Escrituras puderam se firmar por longos períodos, até serem confrontados por movimentos de retorno ao texto bíblico, como ocorreu no tempo em que se iniciou com Martinho Lutero e prosseguiu com outros reformadores como João Calvino, Ulrico Zuínglio e João Knox, quando houve forte reação contra doutrinas estabelecidas sem base textual clara. Dentro dessa perspectiva, entende-se que desvios coletivos não são algo inesperado, pois passagens bíblicas falam de um afastamento espiritual generalizado nos últimos tempos. Assim, para quem adota essa linha de entendimento, a conclusão lógica é que a verdade bíblica não deve ser medida pela maioria nem pela tradição histórica, mas examinada diretamente nas Escrituras, visto que a própria existência de períodos de afastamento já seria algo previsto.


Desmascarando a Distorção – A Conduta da Mulher na Igreja

Paulo continua instruindo a igreja de Corinto, agora tratando da conduta da mulher durante o ensino e a participação na congregação, especialmente sobre falar ou exercer autoridade na igreja. Assim como no primeiro texto, ele não está impondo regras culturais ou circunstanciais, mas princípios universais que refletem a ordem da criação e a estrutura de autoridade estabelecida por Deus.

Algumas interpretações modernas tentam minimizar este ensino, alegando que seria apenas uma orientação histórica, que as mulheres poderiam ensinar, ou que poderiam exercer liderança como pastoras. Essa leitura é incoerente com a universalidade da Palavra de Deus, distorce a Escritura e insere conceitos humanos que não constam do texto bíblico.

Paulo afirma claramente:

Que as mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; antes, estejam submissas, como também ordena a lei. E se querem aprender alguma coisa, interroguem os seus próprios maridos em casa; porque é vergonhoso que uma mulher fale na igreja.” (1 Coríntios 14:34–35)

A primeira questão importante é compreender o verbo grego “laleu”, traduzido como “falar”. Este termo não se refere a uma conversa casual ou troca de ideias, mas ao ato de falar com autoridade ou ensinar, assumindo posição de comando ou direção sobre a congregação. Portanto, Paulo não está proibindo a mulher de comunicar ou dialogar em sentido geral; ele proíbe que a mulher assuma autoridade doutrinária ou ensino público, que é reservado ao homem segundo a ordem divina.

O texto segue um padrão coerente com 1 Coríntios 11, onde a mulher é chamada à reverência, submissão e sinal de autoridade (o véu e o cabelo). Aqui, o princípio é o mesmo: a mulher deve se colocar em posição de modéstia, submissão e reconhecimento da autoridade do homem durante o ensino na igreja, respeitando a ordem estabelecida por Deus desde o princípio.

Algumas interpretações equivocadas afirmam que a instrução seria meramente cultural ou que a mulher poderia assumir funções de ensino. Essa visão é contraditória e ilógica:

Se a ordem fosse apenas cultural, como explicar que o mesmo princípio aparece em 1 Coríntios 11, fundamentado na criação, e em Timóteo, sobre liderança na igreja?

Se a mulher pudesse ensinar ou exercer autoridade, o próprio verbo “laleu” e a instrução de submissão seriam violados, contradizendo a Escritura.

Ignorar essa instrução é negar a suficiência e universalidade da Palavra de Deus, substituindo a autoridade divina por convenções humanas.

Controvérsias e Interpretações Equivocadas

Alguns tentam contestar a instrução de Paulo sobre a conduta da mulher na igreja, usando exemplos bíblicos fora do contexto ou interpretando de forma incorreta:

Rute como pastora

Alguns afirmam que Rute teria exercido autoridade ou liderança espiritual. Entretanto, a história de Rute não envolve pastorear pessoas, mas cuidar de animais e demonstrar fidelidade a Deus. Não há base para justificar liderança feminina a partir desse relato.

Débora como líder e profetisa

Débora profetizou e transmitiu a Palavra de Deus (Juízes 4–5). Alguns interpretam isso como autoridade feminina sobre a congregação. Contudo, o comando militar e estratégico ficou com Baraque, e a profecia de Débora é transmissão da Palavra de Deus, não autoridade de ensino ou liderança da igreja. Ela atuou como vaso de Deus, não como autoridade sobre os homens.

Febe e o título de “diaconisa”

Algumas pessoas afirmam que Febe (Romanos 16:1) seria “diaconisa”. O texto, entretanto, não atribui a ela esse cargo, apenas a descreve como serva/auxiliadora da igreja em Cencréia. Esse é um exemplo clássico de como interpretações humanas podem distorcer a Escritura, criando funções femininas que a Bíblia não reconhece.

Conclusão:

Todos esses exemplos mostram tentativas de relativizar a autoridade do homem e a submissão da mulher, mas nenhum deles altera o princípio universal e atemporal da Escritura: a mulher deve atuar com modéstia, submissão e reconhecimento da autoridade do homem na igreja, servindo como auxiliar e instrumento de Deus, sem assumir ensino ou autoridade sobre a congregação.

Da mesma forma, ao longo da história, a resistência a esses princípios não é novidade. Muitos desvios surgiram por meio de tradições humanas e interpretações que se afastaram da Escritura, criando normas e práticas que não têm fundamento bíblico. A própria Bíblia já alerta para esse tipo de afastamento: em 2 Timóteo 4:3–4, Paulo profetiza que chegaria o tempo em que “não suportarão a sã doutrina, antes, segundo os seus próprios desejos, ajuntarão mestres, tendo comichão nos ouvidos; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”.

Esse texto confirma que a tendência histórica de reinterpretar ou ignorar a instrução bíblica é um fenômeno previsto pelo próprio Deus, mostrando que a distorção da ordem divina é consequência direta do afastamento da Palavra. Movimentos de reforma, como o iniciado por Martinho Lutero e prosseguido por João Calvino, Ulrico Zuínglio e João Knox, surgiram exatamente para retornar à autoridade da Escritura, corrigindo práticas e interpretações humanas que haviam se consolidado sem base bíblica.

Assim, o testemunho das Escrituras é duplo: ele ensina os princípios universais sobre a conduta e autoridade na igreja, e ao mesmo tempo alerta sobre os desvios que surgem quando se busca seguir tradições humanas ou interpretações contrárias ao que Deus estabeleceu desde a criação.


🟢 Conclusão e Apelo

"Caro leitor(a), Paulo nos dá um exemplo que deve guiar nossa postura diante da Palavra de Deus:

Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda a avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim.”

— Atos 17:11

Ao longo da história, heresias e tradições humanas se firmaram dentro do cristianismo justamente porque muitos não examinaram a Bíblia como deveriam. Deixaram-se guiar por líderes ou guias espirituais sem confrontar suas instruções com a Escritura, desprezando o princípio que Paulo elogia nos crentes de Bereia.

O desvio do verdadeiro evangelho ocorreu porque a maioria, mesmo professando fé em Cristo, não se comprometeu com a fidelidade à Palavra de Deus. Hoje, essa realidade continua: textos bíblicos alertam que nos últimos dias haverá heresia, apostasia e afastamento da fé verdadeira.

Portanto, não são os renomados guias espirituais, pastores ou líderes de denominações específicas que determinam a verdade, nem mesmo a maioria dos que se dizem cristãos. A autoridade suprema é a Palavra de Deus, nada mais, nada menos. Ela é Cristo falando diretamente com você.

Ao longo da história, as reformas que se efetivaram surgiram justamente da não conformidade com a maioria, nem com as tradições humanas, nem com líderes religiosos. Elas nasceram do compromisso com a fidelidade ao texto bíblico, do exame cuidadoso e diário das Escrituras. Essas reformas marcaram a transição de uma postura que priorizava tradições e convenções humanas para uma postura de valorização e reconhecimento da autoridade suprema da Palavra de Deus.

Esse é o exemplo que você deve seguir hoje:

Assumir o compromisso de fidelidade à Palavra de Deus, acima de líderes, tradições ou convenções humanas.

Reconhecer que obedecer à Bíblia é obedecer a Cristo, pois Ele é a Palavra viva.

Entender que sem este compromisso, você pode acreditar que segue a Cristo, mas estará em desconformidade com Sua Palavra e, portanto, enganado.

Esta é uma decisão de extrema seriedade, que determina seu destino eterno. Escolher obedecer à Palavra de Deus com fidelidade, mesmo diante de contradições humanas, é escolher a vida eterna e a comunhão verdadeira com Cristo.

A questão do uso do véu na igreja e a proibição da mulher de ensinar, de autoridade ou de ser pastora na igreja não é uma questão de opção pessoal ou de preferência doutrinária. A fidelidade à doutrina bíblica e o entendimento correto dela definem o estado da alma da pessoa, pois o Espírito de Deus conduz à verdade. Aqueles cujo entendimento está cegado ou parcial demonstram, pela própria condição, um desalinhamento com a Palavra. Portanto, não se trata de escolher o que lhe agrada, mas de atestar na própria vida a fidelidade e o compromisso com a verdade divina, que é Cristo. Esta fidelidade e entendimento da doutrina definem quem você é e determinam o seu destino eterno.

Não confie seu destino eterno a uma religião, a uma denominação, a um guia espiritual, ou à maioria daqueles que se dizem cristãos. Mas apenas a Cristo, através do seu compromisso de fidelidade à vontade de Deus revelada na Bíblia Sagrada e de forma prática, pelo exame diário e profundo das Escrituras, meditação constante e vigilância da sua maneira de pensar, sentir e agir em conformidade com aquilo que a Bíblia ensina. Esta fidelidade e entendimento da doutrina definem quem você é e determinam o seu destino eterno.



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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Preso ao Sistema

 

Preso ao Sistema

📖 Texto base — Epístola aos Colossenses 2:8

“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo.”

🔶 Introdução

Vivemos em um tempo em que sistemas — sejam culturais, ideológicos ou religiosos — moldam pensamentos, valores e decisões sem que muitas pessoas percebam. Esse tema é de extrema importância porque aquilo que domina a mente acaba dirigindo a vida. As consequências de estar preso a um sistema contrário à verdade são sérias: perda de discernimento, afastamento da verdade e submissão a padrões que não vêm de Deus. Por isso, é indispensável refletir profundamente sobre esse assunto, examinando se nossas crenças e práticas vêm realmente de Cristo ou apenas de estruturas humanas que parecem corretas, mas aprisionam espiritualmente.


📍 Primeiro ponto — Do Sistema Divino ao Sistema do Mundo.

📖 Conceito de sistema 

Sistema é um conjunto organizado de princípios, regras, valores e práticas que orientam o funcionamento de algo. Todo sistema possui:

Uma fonte de autoridade (quem estabelece as regras)

Um padrão de funcionamento (como as coisas devem operar)

Um objetivo final (para onde tudo aponta)

Existem vários sistemas humanos — político, cultural, religioso, econômico — mas todos seguem essa mesma lógica estrutural.

📖 O sistema original: o sistema divino da criação

No princípio, Deus criou um sistema perfeito, ordenado e harmonioso. Esse sistema era:

centrado em Deus

governado pela verdade

sustentado pela obediência

A criação funcionava em perfeita ordem porque seguia a autoridade divina.

📖 Gênesis 1:31 — “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom.”

Isso mostra que o sistema original não tinha corrupção, conflito nem distorção.

📖 A quebra do sistema

O homem rompeu esse sistema ao desobedecer a Deus. Quando rejeitou a autoridade divina, criou um novo padrão independente do Criador.

📖 Epístola aos Romanos 5:12 —

“Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte.”

A partir daí, a humanidade passou a viver dentro de um sistema marcado pelo pecado.

📖 A origem do sistema mundano

A Bíblia ensina que esse sistema corrompido não é apenas humano — ele também tem influência espiritual maligna.

📖 Epístola aos Efésios 2:2 —

“…segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar…”

Isso revela que o sistema do mundo é:

influenciado por forças espirituais caídas

sustentado pela adesão humana

contrário à vontade de Deus

📖 O sistema do mundo hoje

O “sistema do mundo” é o conjunto de valores, ideias e padrões que operam independentemente de Deus e frequentemente contra Ele.

📖 Primeira Epístola de João 2:16 —

“Porque tudo o que há no mundo… não é do Pai, mas do mundo.”

Esse sistema promove:

orgulho em vez de humildade

desejo carnal em vez de santidade

autonomia em vez de submissão a Deus

✅ Resumo lógico

Deus criou um sistema perfeito.

O homem quebrou esse sistema pela desobediência.

Surgiu um sistema alternativo corrompido.

Esse sistema é o atual sistema do mundo.

Se quiser, já posso preparar o segundo ponto explicando como identificar se alguém está preso ao sistema mantendo o mesmo padrão didático.


📍 Segundo ponto — O Preço da Libertação do Sistema

A Bíblia ensina que a humanidade já nasce dentro de uma condição espiritual caída. Isso significa que o ser humano não se torna pecador apenas quando pratica o pecado — ele já nasce com uma natureza inclinada ao pecado, herdada desde a queda original.

📖 Salmos 51:5 — “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.”

Essa condição revela que a raça humana nasce presa ao sistema do mundo, isto é, uma estrutura espiritual e moral organizada em oposição a Deus, formada pelo pecado, sustentada por valores contrários à verdade divina e seguida pela própria humanidade.

📖 O que é o sistema do mundo

O sistema do mundo é:

uma estrutura espiritual de rebelião contra Deus, influenciada por forças malignas e alimentada pela participação humana pecadora.

A Escritura ensina que esse sistema não vem de Deus, mas opera sob influência espiritual maligna:

📖 Primeira Epístola de João 5:19 —

“Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno.”

📖 Apocalipse 12:9 —

“…o grande dragão, a antiga serpente, chamada Diabo e Satanás, que engana todo o mundo…”

📖 A consequência do sistema: condenação e separação

O pecado não apenas corrompeu a natureza humana — ele colocou a humanidade sob condenação e separação de Deus.

📖 Epístola aos Romanos 6:23 —

“Porque o salário do pecado é a morte…”

O pecado:

corrompe a natureza

escraviza a vontade

obscurece o entendimento

e separa o homem de Deus

📖 A provisão divina antes da queda

Deus, em sua onisciência e amor, já havia preparado o resgate antes mesmo da queda acontecer. O plano de redenção não foi improvisado — foi eterno.

📖 Primeira Epístola de Pedro 1:19–20 —

“…o precioso sangue de Cristo… conhecido ainda antes da fundação do mundo.”

✝️ O preço da libertação

Para libertar o ser humano desse sistema, era necessário um preço — e não qualquer preço, mas o maior possível: o sacrifício foi o preço da queda, foi a humilhação de Jesus Cristo de se fazer homem e a sua morte.

📖 Evangelho de João 3:16 —

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…”

Jesus veio para:

pagar a dívida do pecado

satisfazer a justiça divina

quebrar o poder do sistema mundano

abrir o caminho de retorno a Deus

📖 Epístola aos Colossenses 1:13–14 —

“O qual nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor; em quem temos a redenção pelo seu sangue…”

Síntese doutrinária do ponto

O homem nasce preso ao sistema do mundo.

Esse sistema nasce da rebelião contra Deus.

O pecado colocou a humanidade em condenação.

Deus já havia preparado o resgate.

Jesus pagou o preço com seu sangue.

Agora existe um caminho de libertação e retorno ao sistema de Deus.


📍 Terceiro ponto — A Quebra com o Sistema

A quebra com o sistema do mundo só acontece de uma única forma: pelo reconhecimento do sacrifício de Jesus e pelo abandono do pecado, já que foi o pecado que levou ao sistema e à condenação. Cristo morreu na cruz justamente por causa do pecado do homem. Então, nada mais óbvio do que abandonar de forma definitiva, já que o abandono é definitivo — não existe abandono parcial. Quem abandona, abandona definitivamente.

O abandono definitivo do pecado só acontece diante da pré-existência de uma motivação ou determinação em relação à própria essência do homem. Ou seja, o pecado é resultado de uma condição; ele é fruto de uma condição. Antes do homem pecar, foi inserido em seu coração o orgulho, e o orgulho produziu o pecado.

Para que o homem possa romper de forma definitiva com o pecado, nascer de novo e retornar ao sistema original da criação, ele precisa definir sua essência, definir seu propósito de vida, para que não gere mais pecado. É preciso reconhecer Deus como Deus, e dar a Ele aquilo que Lhe é devido — toda honra, toda glória, toda submissão, e o reconhecimento de que o homem foi criado por Deus e para Deus, para viver para Deus. Isso muda completamente o propósito de vida: ele não passa a viver para si, mas para Deus. Cumpre-se assim o que diz a Bíblia:

📖 Segunda Epístola aos Coríntios 5:15 — “E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.”

O sacrifício de Jesus foi o preço da queda, a humilhação de Cristo de se fazer homem e a sua morte, abrindo o caminho para a libertação do homem do sistema do mundo.

📖 Epístola aos Gálatas 2:20 — “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim…”

🕸️ O engano que mantém o homem preso

O sistema do mundo é sustentado pelo engano, que mantém o homem preso à sua natureza caída, à sua estrutura de personalidade natural e ao pecado. Mesmo aqueles que acreditam estar libertos podem permanecer escravos se não houver transformação da essência.

📖 Evangelho de João 8:34 —

“Na verdade, na verdade vos digo: todo aquele que comete pecado é escravo do pecado.”

Romper com o sistema do mundo exige quebrar a natureza que o diabo quer preservar, que se manifesta no orgulho e nos desejos naturais, caso contrário o homem permanece preso.

⚔️ Lutas e sofrimento

A Bíblia diz que a libertação não é fácil; é uma batalha ferrenha.

📖 Evangelho de Mateus 10:22 —

“E sereis odiados de todos por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.”

📖 Apocalipse 2:10 —

“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”

Muitos dos heróis da fé sofreram, foram perseguidos e até mortos por permanecerem fiéis. A nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra potências espirituais da maldade, contra sistemas de engano e estruturas religiosas que o diabo usa para manter o homem preso.

📖 Efésios 6:12 —

“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas contra os principados, contra as potestades, contra os governadores deste mundo de trevas, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.”

🏛️ Exemplo de sistema religioso

Mesmo dentro de sistemas que aparentam seguir o evangelho, o diabo age para preservar a natureza do orgulho, mantendo o homem ligado ao pecado e ao engano, se ele não transformar a sua essência. Só quem muda sua natureza e vive para Deus rompe definitivamente com o sistema.

📖 Evangelho de Mateus 7:21 —

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.”

🌿 Conclusão do ponto

Romper com o sistema exige reconhecer Cristo e abandonar o pecado.

O engano e a natureza caída mantêm o homem preso.

O orgulho é a raiz do pecado e do sistema.

Há uma guerra ferrenha, sofrimento e perseguição.

O sacrifício de Jesus como homem foi o preço da queda.

Quem transforma sua essência e vive para Deus nasce de novo e rompe definitivamente com o sistema.

🟢 Conclusão e Apelo

Caro amigo leitor, há dois sistemas: o sistema de Deus e o sistema do mundo. E você precisa optar. Para romper com o sistema do mundo, é necessário romper com a natureza caída, nascer de novo e mudar completamente sua essência.

A base dessa nova natureza é:

Colocar Deus acima de tudo;

Viver exclusivamente para Ele;

Abandonar definitivamente o orgulho;

Reconhecer que toda glória, honra e submissão pertencem a Deus.

Quando você faz isso, nasce uma fidelidade verdadeira a Deus e o abandono definitivo do pecado. Você não vive mais segundo sua vontade própria ou sua natureza caída, mas segundo a vontade de Deus, rompendo com a estrutura que te mantinha preso ao sistema do mundo.

Isso significa quebrar a estrutura que você nasceu, viver exclusivamente para a glória de Deus, e enfrentar o conflito com o sistema do mundo, suportando perseguições e retaliações, assim como aqueles que permaneceram fiéis.

🟢 Apelo

Hoje é o momento de decisão:

Reconheça o sacrifício de Jesus;

Abandone o pecado;

Rompa com a estrutura de existência que te leva ao pecado — o orgulho e o olhar para si próprio;

Fixe seus olhos em Cristo e viva para Ele, fiel e transformado.

Faça a escolha agora, para retornar ao sistema de Deus, quebrando os grilhões do sistema do mundo, vivendo em liberdade espiritual, fidelidade e santidade, antes que o tempo termine para você. 



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domingo, 15 de fevereiro de 2026

A Presunção Que Mata

 

A Presunção Que Mata


📖 Texto base: Provérbios 3:7

"Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal."

Introdução

Existe um erro silencioso que acompanha o ser humano desde sempre: a presunção. Ela não se apresenta como fraqueza, mas como força. Não se manifesta como ignorância aparente, mas como falsa segurança.

A ignorância é proveniente do orgulho que o ser humano escolhe em detrimento da humildade. E essa escolha não é neutra. Ela determina direção, influencia decisões e produz consequências.

Muitos não percebem a gravidade dessa postura porque ela se disfarça de convicção. No entanto, quando o homem passa a confiar excessivamente em si mesmo, ele começa a se afastar da referência que deveria orientá-lo.

É sobre essa realidade que vamos tratar:

da raiz da presunção, do seu funcionamento na mente humana e das consequências que ela produz — especialmente quando o homem se torna sábio aos seus próprios olhos.

Se a humildade abre caminho para a verdade, a presunção fecha esse caminho. Compreender isso é vital.


Ponto 1 – A Raiz da Presunção: O Orgulho


Definição de Presunção

A presunção é um sentimento que nasce do orgulho.

É quando alguém fala a respeito do que não entende, defende aquilo que não é verdade e, assim, se opõe à própria verdade.

Não é apenas um erro de julgamento ou opinião: é uma postura que nasce da escolha de se colocar acima da referência divina e da verdade, criando justificativas próprias para validar o ego.

A Origem do Orgulho

O orgulho é a raiz da presunção. Ele é a opção por si próprio em detrimento de Deus, buscando exaltação própria e ignorando limites impostos pelo Criador.

Desde a criação, essa postura se manifestou. Um anjo de luz, chamado Lúcifer, escolheu a própria exaltação, colocando-se acima de Deus. Essa escolha é a essência do orgulho: colocar-se numa posição que não lhe pertence e afastar-se da ordem e da razão divina.

A Entrada do Mal na Humanidade

O orgulho de Lúcifer abriu caminho para que o mal se manifestasse na humanidade.

Adão e Eva, quando optaram pelo orgulho, escolheram agir segundo a própria vontade, rejeitando a orientação de Deus.

Com essa escolha:

O pecado entrou no mundo

A humanidade nasceu em condição de afastamento de Deus

O mundo passou a viver sob a influência do maligno

Essa condição gera um estado de engano e trevas no entendimento humano, tornando a mente suscetível à presunção e ao erro.

O Desenvolvimento da Presunção

A partir dessa raiz, a presunção surge como resultado natural do orgulho humano:

O homem não se submete à verdade

Ele cria suas próprias justificativas e interpretações

Busca status, reconhecimento ou segurança no próprio conhecimento

Fica cego para a realidade e para Deus, preso em seu próprio engano

A presunção, portanto, é uma extensão do orgulho: é o fruto do afastamento de Deus e da escolha de colocar-se como autoridade sobre a própria vida e entendimento.

Conclusão do Ponto 1

Em resumo, a presunção é quando alguém fala a respeito do que não entende, defende aquilo que não é verdade e se opõe a ela.

Essa definição sintetiza a manifestação do orgulho na humanidade e nos prepara para o próximo ponto: a rejeição da verdade, que é a consequência direta dessa postura.


Ponto 2 – A Rejeição da Verdade


Introdução do Ponto

A presunção, nascida do orgulho, conduz à rejeição da verdade.


Quando alguém se coloca como referência final do que é certo, ele fecha os olhos para a realidade, não apenas em questões espirituais, mas em qualquer decisão da vida.

A forma mais grave dessa rejeição se manifesta quando se trata da Palavra de Deus e da instrução espiritual recebida, pois é nesse momento que o coração é testado pelo temor e fidelidade a Deus.

Como a Rejeição se Manifesta

A pessoa não busca a verdade com interesse genuíno nem com desejo ardente de fidelidade a Deus.

Ela substitui a verdade por suas próprias opiniões ou convicções, construídas a partir da presunção.

Seus raciocínios são baseados em ilusões, desejos pessoais e conveniências, e não no discernimento e na luz da Palavra de Deus.

Isso acontece porque o orgulho se coloca acima do temor à Palavra, gerando falta de zelo, falta de submissão e ausência de reverência ao que Deus revelou.

💡 Exemplo prático realista:

Alguém ouve um ensinamento bíblico ou uma instrução de um irmão em Cristo. Em vez de submeter-se à verdade com humildade e temor a Deus, a pessoa opina, debate e rejeita o que foi dito, interpretando a Palavra para confirmar sua própria convicção, alimentada pelo ego e pelo orgulho.

Construção de Verdades Próprias

Como consequência da rejeição, a pessoa passa a construir suas próprias “verdades”:

Adapta os fatos e a Palavra de Deus àquilo que deseja acreditar, ignorando o que é correto.

Suas interpretações e julgamentos tornam-se subjetivos, medidos pelo ego e não pela verdade divina.

Essa construção gera heresia, falsos ensinos e confusão doutrinária, afastando a pessoa da comunhão e da ordem de Deus.

💡 Exemplo prático:

Alguém decide que determinado ensinamento “é correto” apenas porque combina com sua lógica pessoal ou conveniência, mesmo que a Escritura diga o contrário. Assim, cria uma “verdade própria” que o afasta da autoridade e do propósito de Deus.

Fundamento Espiritual da Presunção

A presunção se mantém porque o coração não está plenamente alinhado com Deus.

Ela não é apenas uma atitude intelectual ou emocional, mas um estado da alma que nasce do orgulho e da não submissão ao Senhor.

Enquanto a pessoa não colocar Deus acima de tudo,

Enquanto não morrer para o pecado, para o próprio ego e para o orgulho,

Enquanto não viver exclusivamente para a glória de Deus, a presunção continua ativa, porque o estado da alma não foi recriado em Cristo.

Somente quando o homem é transformado pela cruz, pelo sangue de Jesus e pela obediência ao Espírito, morrendo para o seu eu, para o orgulho e para o pecado, ele se torna uma nova criatura, e a presunção — fruto do orgulho — morre. 

Em resumo: a presunção é mantida pela condição do coração não regenerado, e sua destruição depende da submissão completa a Deus e da renovação da alma em Cristo. É sobre isso que vamos tratar no próximo ponto. 


Ponto 3 – A Necessidade de Destruir a Presunção

Introdução

A presunção, fruto do orgulho, não pode ser eliminada enquanto o coração estiver apegado à exaltação própria e à vontade do ego. Para superá-la, é necessário mudar a natureza do homem, permitindo que a luz e a verdade de Deus o alcancem.

Morte para o Orgulho

O orgulho é um sentimento que estrutura a natureza caída da humanidade e sustenta a própria estrutura do mundo para que o homem permaneça afastado de Deus.

O homem já nasce voltado para si mesmo, buscando sua própria glória, exaltação e uma suposta liberdade. Essa é a chamada presunção de liberdade, pois longe de Deus não existe liberdade verdadeira, nem verdade, nem justiça, nem algo bom.

O orgulho não é criado pelo homem, ele já faz parte da sua natureza caída e se mantém enquanto o coração não se submete a Deus, impedindo que a verdade, a justiça e a luz de Deus o alcancem.

A saída desse estado é a humildade, que não é apenas uma virtude moral, mas um modelo espiritual revelado por Jesus, que sendo Deus, se fez homem e humilhou a si mesmo, mostrando ao homem como se submeter à vontade de Deus e viver em alinhamento com a verdade divina.

O que a pessoa pensa, o que ela acha, o que ela quer acreditar, o que lhe é interessante já não tem mais valor. Tudo isso é substituído pela busca e aceitação irrevogável e insubstituível da verdade, pois a verdade é aquilo que Deus diz, e aquilo que Deus diz está infinitamente acima de tudo, porque Deus está acima de tudo na vida daquele que foi verdadeiramente regenerado pelo sangue de Jesus.

O orgulho não existe mais, a presunção foi eliminada, e o ser humano está liberto para ser plenamente alcançado pela verdade, agora ela é da verdade , ela é de Cristo. 

📌 Fundamento Bíblica da Mensagem


1) A Presunção e o Orgulho

Orgulho precede a ruína:

“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.” — Provérbios 16:18

Sábio aos seus próprios olhos:

“Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta‑te do mal.” — Provérbios 3:7

Quem se diz sábio se torna louco:

“Dizendo‑se sábios, tornaram‑se loucos…” — Romanos 1:22


2) A Rejeição da Verdade e Construção de “Verdades Próprias”

Rejeição da verdade e cegueira espiritual:

“…porque o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos…” — 2 Coríntios 4:4

Acumular mestres conforme seus desejos:

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, segundo os seus próprios desejos, ajuntarão para si… mestres…” — 2 Timóteo 4:3

Desviar os ouvidos da verdade:

“E desviarão os ouvidos da verdade…” — 2 Timóteo 4:4


3) O Orgulho e a Natureza Caída do Homem

O coração enganoso e corrupto:

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas…” — Jeremias 17:9


4) A Humildade — O Contrário da Presunção

Graça aos humildes:

“Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” — Tiago 4:6

“Humilhai‑vos, pois, sob a potente mão de Deus…” — 1 Pedro 5:6

Humildade em Cristo:

“…aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração…” — Mateus 11:29


5) O Sacrifício de Jesus e Novo Nascimento

Jesus como o Cordeiro de Deus:

“No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!’” — João 1:29

A morte e ressurreição libertam do pecado:

“Cristo nos libertou para que sejamos livres…” — Gálatas 5:1

Novo nascimento:

“…necessário vos é nascer de novo.” — João 3:7


6) O Homem Novo em Cristo

Morrer para si mesmo:

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.” — Gálatas 2:20

Renovar a mente:

“…e não vos conformeis com este mundo, mas transformai‑vos pela renovação do vosso entendimento…” — Romanos 12:2

Viver pela verdade:

“…conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” — João 8:32


📌 Apelo

Caro amigo leitor, o que você ouviu não é uma mensagem religiosa qualquer, algo que possa simplesmente ouvir e não inserir em sua vida. Esta é a verdade que define o seu destino eterno.

Você não pode continuar na presunção, confiando em si mesmo, no mundo, na religião, no diabo, nos seus desejos ou nas suas tradições. É preciso ouvir exclusivamente a Deus — a Palavra de Deus, que é Cristo, revelada nas Escrituras Sagradas da Bíblia.

Tome esta decisão em sua vida e coloque esta Palavra em prática enquanto ainda há tempo.



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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Maria e André

 

Maria e André

Maria tinha 19 anos. André, 24.

Era uma cidade pequena, dessas onde quase todo mundo se conhece pelo nome, onde as tardes têm cheiro de flores e as noites parecem mais estreladas do que em qualquer outro lugar do mundo.

No centro da cidade havia uma praça enorme. Com jardins bem cuidados, bancos de ferro pintados de branco, árvores antigas que faziam sombra fresca e, bem no meio, um chafariz — a água subia suave e caía em ondas delicadas, refletindo as luzes amareladas dos postes ao redor. À noite, a rádio da cidade tocava músicas românticas pelos alto-falantes espalhados pela praça. Era ali que as famílias passeavam, os idosos conversavam e os jovens se encontravam.

Foi ali que tudo começou.

Maria estava sentada com um grupo de amigas. Usava um vestido simples, azul-claro, que combinava com seus olhos atentos e sua postura recatada. Era tímida, doce, de fala baixa e sorriso discreto. Não era do tipo que chamava atenção pelo exagero, mas pela serenidade.

André chegou com alguns amigos. Alto, de olhar firme, mas sorriso gentil. Trabalhava desde cedo, era dedicado, educado, e havia nele uma sensibilidade rara. Não era apenas bonito — havia algo em sua postura que transmitia segurança e respeito.

Os olhares se cruzaram.

Não foi um olhar demorado. Foi rápido. Mas suficiente.

Maria desviou primeiro. André, porém, não conseguiu deixar de sorrir.

Um dos amigos de André, mais extrovertido, puxou conversa com o grupo das moças. Risadas surgiram, apresentações foram feitas, e logo os dois grupos estavam conversando como se já se conhecessem há tempos.

Era exatamente o que Maria e André queriam — uma oportunidade.

Eles começaram a conversar de maneira simples, natural. Falavam de assuntos diversos, do trabalho, dos estudos, das situações do dia, das histórias da cidade. Riam das pequenas coisas. Comentavam as músicas que tocavam na praça.

Tornaram-se amigos.

Pelo menos era assim que todos viam.

Mas, no coração, desde o primeiro olhar, já havia a ideia de algo maior. Não era declarado, não era assumido, mas estava ali. No fundo, no fundo, ambos tinham aquela sensação.

Continuaram se encontrando. Às vezes em grupo. Outras vezes, acabavam se afastando um pouco dos demais e ficavam sozinhos na praça, sentados próximos ao chafariz. Já pareciam um casal, mesmo antes de serem.

O namoro começou naturalmente.

André era atencioso. Gostava de estar perto dela. Fazia questão. Mandava flores — não grandes arranjos caros, mas flores escolhidas com cuidado. Deixava bilhetes simples, escritos à mão. Procurava sempre agradá-la com gestos discretos.

Ele pensava no futuro.

Começou a trabalhar com ainda mais dedicação. Estudava mais. Estava próximo de se formar e queria estruturar a vida, porque tinha em mente que queria casar com Maria. Não falava isso a todo momento, mas suas atitudes mostravam.

Formou-se.

O namoro avançou. As famílias já se conheciam bem. O respeito era evidente.

Casaram-se.

Um ano depois, já estavam na própria casa. Simples, mas organizada. Aos poucos foram prosperando. Maria foi parte essencial disso. Apoio, incentivo, equilíbrio. Com o apoio dela, André cresceu profissionalmente e tornou-se um excelente advogado, respeitado na cidade.

Viajaram algumas vezes. Fizeram planos. Construíram sonhos.

Vieram os filhos.

Maria engravidou. Tiveram o primeiro. Depois, o segundo. A rotina mudou completamente. A casa ficou cheia de vida, mas também de responsabilidades.

Os primeiros anos de casamento foram muito felizes. Havia carinho, parceria, admiração.

Mas, aos poucos, detalhes começaram a mudar.

Maria passou a dedicar quase todo o tempo às crianças. Entre cuidados, escola, casa, compromissos, foi deixando um pouco de lado o cuidado consigo mesma. Continuava bonita, mas já não tinha o mesmo tempo para se arrumar como antes.

André, por sua vez, mergulhou ainda mais no trabalho. O escritório exigia muito. Ele se envolvia com processos, clientes, responsabilidades. Às vezes saía com amigos para conversar depois do expediente.

Aquele romance intenso dos primeiros anos começou a esfriar.

Não houve traição. Não houve escândalos. André sempre foi fiel a Maria. Maria sempre foi fiel a André.

Mas a intensidade já não era a mesma.

As conversas passaram a girar em torno de contas, compromissos, problemas do dia a dia. Pequenos conflitos surgiam — nada grave, apenas diferenças, cansaço, desgaste.

O casamento se manteve.

Não havia grandes brigas. Também não havia mais aquela chama constante do início.

O amor esfriou. 

E assim, entre rotina, filhos e trabalho, os anos foram passando.

Eles continuaram casados por muitos anos. Unidos pela história, pelos filhos, pelo que construíram juntos.

Mas, em algum lugar da memória, ainda existia aquela praça, aquele chafariz… e o primeiro olhar que tinha sido suficiente para mudar tudo. Mas o amor....esfriou. 


Reflexão: A Aliança de Amor

A história de André e Maria é uma parábola que nos ensina sobre uma relação de amor necessária à vida de todos nós.

E não estamos falando de qualquer relação.

A relação de André e Maria é uma relação amorosa de um casamento. E esta relação que deve haver na vida de todos nós é exatamente uma relação de amor e de casamento, pois o amor leva ao casamento. André e Maria se casaram porque se amaram.

E a verdadeira relação de amor traz dentro de si uma relação de fidelidade. Quando duas pessoas se amam, elas são fiéis uma à outra. É uma relação de compromisso de vida a dois.

Além disso, o amor verdadeiro produz conhecimento. O amor entre André e Maria os levou a se aproximarem, a conversarem, a conviverem e, assim, a se conhecerem profundamente. O amor não é distante. Ele aproxima. Ele gera convivência. E a convivência gera conhecimento.

Da mesma forma, no casamento espiritual entre Cristo e a igreja, aquele que ama a Cristo se aproxima de Cristo, convive com Cristo, busca a sua presença e, portanto, passa a conhecê-lo. Não é um conhecimento superficial, mas um conhecimento que nasce da relação, da comunhão, da fidelidade.

Cristo, porém, já conhece a todos. Mas aquele que o ama demonstra esse amor permanecendo perto, ouvindo a sua voz e vivendo em aliança com Ele.

A Bíblia traz a história de um livro, o Cântico dos Cânticos, que apresenta o grande amor entre um homem e uma mulher. É a expressão de um amor profundo, exclusivo, intenso. Mas este amor também simboliza Cristo e a sua igreja, ou seja, aqueles que formam a sua igreja, aqueles que o amam e têm uma aliança com Ele.

A Escritura afirma:

Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.”

— Efésios 5:31-32

Perceba: o casamento é uma instituição divina, foi estabelecido por Deus e carrega em si um símbolo espiritual profundo.

Ele aponta para algo maior. Ele revela uma verdade espiritual. Ele expressa a relação entre Cristo e a igreja.

Assim como André e Maria entraram em uma aliança baseada em amor e fidelidade, assim também a relação com Deus é uma aliança. Não é apenas emoção. Não é apenas sentimento momentâneo. É compromisso.

O casamento exige exclusividade.

A aliança com Deus também.

O casamento exige fidelidade.

A aliança com Deus também.

O casamento começa com amor intenso, mas precisa ser sustentado por decisão diária.

A aliança com Deus também.

No casamento cristão, o marido é o cabeça do lar, é o provedor, é aquele que assume responsabilidade espiritual e material. E a mulher deve ser submissa ao marido, dentro da ordem estabelecida por Deus.

A Bíblia declara:

Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor.”

— Efésios 5:22

E também afirma:

Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela.”

— Efésios 5:25

Cristo é o exemplo perfeito do marido. Ele amou a sua igreja e se entregou por ela. Ele deu a sua vida. Ele proveu a nossa salvação. Ele é o provedor espiritual, porque proveu redenção.

A Escritura também declara:

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

— João 3:16

Assim como o marido deve amar sacrificialmente, Cristo já demonstrou esse amor. E assim como a esposa deve ser fiel e obediente ao marido, a igreja deve obedecer a Cristo.

É necessário fidelidade.

É necessário submissão à vontade de Deus.

É necessário amor que se prova por obediência.

Porque a verdadeira aliança exige amor, compromisso e fidelidade.

O Amor Esfriar e a Aliança Verdadeira

Uma verdadeira aliança é uma aliança de um amor verdadeiro. Sem compromisso, sem fidelidade, não há aliança.

Talvez essa história, se não houvesse um amor verdadeiro, não seria de um casamento; seria apenas um romance, um namoro, uma paixão amorosa. Mas o amor verdadeiro implica uma aliança de fidelidade. O casamento, na sua concepção divina, reflete uma relação de amor, acima de tudo, de amor verdadeiro.

Agora, este amor precisa ser alimentado. Se não há vigilância para manter as características de um casamento ou de uma relação de amor, o amor esfria. Na vida cristã, uma pessoa pode se entregar a Cristo, ter uma experiência sobrenatural com Ele, decidir segui‑lo, mas a aliança verdadeira com Deus — o “casamento” espiritual — só acontece dentro dos moldes da aliança de Deus.

No Velho Testamento, o povo de Israel era o povo de Deus, estava em aliança com Ele. Mas quando se desviou, quando quebrou os mandamentos e a vontade de Deus, foi chamado de adúltero. A falta de fidelidade que leva o povo a se afastar de Deus é uma forma de amor esfriar.

Da mesma forma, na vida cristã, quando a noiva — a igreja, ou cada crente — não permanece fiel ao Noivo, não mantém um relacionamento vivo e de adoração a Cristo, o amor esfria. Mas este amor frio não é o amor verdadeiro; não é o amor que salva; não é o amor que Cristo aceita; não é o amor que define a aliança.

A Bíblia alerta:

Por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará.”

— Mateus 24:12

Vemos que quem comete pecado ou iniquidade se afasta de Deus.

A Escritura também adverte claramente em Mateus:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres?

Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai‑vos de mim, vós que praticais iniquidade.”

— Mateus 7:21‑23

E a própria Bíblia define o pecado como iniquidade:

Qualquer que comete pecado também comete iniqüidade; porque o pecado é iniquidade.”

— 1 João 3:4

Nesta tradução, o pecado é claramente definido como iniquidade — isto é, rebeldia, transgressão da vontade de Deus. 

A iniquidade é a causa do amor esfriar, é a causa daqueles que não são fervorosos diante de Deus, é a causa daqueles que não vivem uma vida de abandono definitivo do pecado, uma vida de fidelidade completa a Deus. A iniquidade separa o homem de Deus, ainda que ele creia que esteja com Deus, como acreditava o povo de Israel desviado, mas alertado pelos profetas que eles não estavam com Deus e Deus não estava com eles.

O profeta Isaías declara:

Eis que a mão do Senhor não está encolhida para que não possa salvar, nem os seus ouvidos agravados para que não possa ouvir; mas os vossos pecados fazem separação entre vós e o vosso Deus, de maneira que não vos ouça.”

— Isaías 59:1‑2


Conclusão e Apelo: A Verdadeira Aliança de Amor

A história de André e Maria nos revela, de maneira clara, que o amor verdadeiro não é apenas sentimento, mas ação, compromisso e fidelidade diária. O amor sem cuidado se esfria; a negligência, ainda que sutil, corrói a relação. Assim como no casamento humano, a aliança com Deus exige vigilância constante, fidelidade e proximidade com Cristo.

O amor entre André e Maria se esfriou quando a rotina e os afazeres tomaram conta, e o cuidado mútuo deixou de ser prioridade. Na vida cristã, ocorre de forma similar: aqueles que não cultivam uma vida fervorosa e intensa com Deus vivem um amor frio, corrompido pela iniquidade, que é o pecado. A Bíblia afirma:

Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar‑te-ei da minha boca.”

— Apocalipse 3:16

Portanto, a lição é clara:

Não há salvação sem aliança com Cristo. O “casamento espiritual” só pode ser fundado em amor profundo. O amor verdadeiro gera fidelidade. Quem vive em pecado, por definição, não ama a Deus. A Escritura confirma:

Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. Mas quem guarda a sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus se manifesta. Aquele que me ama, guarda os meus mandamentos.”

— 1 João 2:4-5

Vigilância constante é necessária. Aqueles que fizeram aliança com Cristo devem proteger o amor e a fidelidade em suas vidas. As distrações do mundo, os anseios por coisas passageiras, podem desviar do propósito inicial: uma aliança de fidelidade a Cristo. Assim como a esposa deve viver para o marido, devemos viver para Cristo. A Escritura confirma:

Ele morreu por todos, para que os que vivem, não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.”

— 2 Coríntios 5:15

Maria representa a igreja, e André representa Cristo. Quando André propôs casamento a Maria, ofereceu-lhe uma aliança. Porém, se Maria não aceitasse essa proposta, mesmo com o desejo sincero de André, a aliança jamais se concretizaria. De forma semelhante, Deus está oferecendo a você uma aliança com Ele, um verdadeiro casamento espiritual. A pergunta é: você deseja ser a noiva de Cristo, a igreja que vive em fidelidade e compromisso com o Senhor?

Para que essa aliança se realize, é necessário viver em fidelidade a Deus, abandonando definitivamente o pecado. Um casamento verdadeiro não pode se sustentar em permissividade, nem em pequenas infidelidades ocasionais. Do mesmo modo, a verdadeira relação com Cristo exige fidelidade plena. Como a Bíblia declara:

Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça aumente? De modo nenhum. Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele?”

— Romanos 6:1‑2

Mais do que fidelidade, a aliança com Cristo demanda entrega total, dedicação exclusiva e uma vida fervorosa, sem permitir que o amor esfrie por causa da iniquidade. Amar a Deus implica servir, obedecer e permanecer vigilante, protegendo a aliança das distrações e seduções do mundo, assim como a esposa deve viver em devoção ao marido.

Você quer esta aliança com Cristo?

Diante de Ti, ó Pai, eu faço uma aliança com Cristo, uma aliança de fidelidade, em reconhecimento da autoridade de Cristo sobre a minha vida.

Te peço perdão por todos os meus pecados e declaro, diante de Ti, que seguirei a Cristo e as Suas palavras, conforme estão na Bíblia, custe o que custar, conhecendo e aplicando a Sua Palavra a cada dia em minha vida com fidelidade.

Declaro que o meu amor será fervoroso, e não permitirei que se desvie ou esfrie por causa da iniquidade, que é o pecado.

Recebe esta oração de todo o meu coração, em nome de Jesus. Amém.



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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

A Bíblia Diz Quem É Filho de Deus


A Bíblia Diz Quem É Filho de Deus


Versículo básico

Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai…”

(João 8:44 – ARC)


Introdução

Você não é filho de Deus, caso não compreenda e não pratique o conteúdo desta mensagem.

Muitas pessoas acreditam que todos são filhos de Deus.

Outras acreditam que nem todos são, mas que elas certamente seriam.

Porém, não é a opinião humana que define filiação espiritual.

É a Bíblia.

É Jesus, por meio da Sua Palavra revelada nas Escrituras, quem declara quem realmente é filho de Deus.

Este é um assunto de extrema importância. Não se trata de religião, tradição ou sentimento. Trata-se de destino eterno, de verdade espiritual, de vida ou condenação.

Muitos oram dizendo:

“Ó Deus, meu Pai.”

“Pai nosso.”

Contudo, não são filhos de Deus.

Erram por desconhecer a verdade, por negligenciá-la, por buscar enganar-se a si mesmos.

E esta mensagem trará entendimento àqueles que refletirem com honestidade.


Ponto 1 – Duas filiações e suas origens

Adão e Eva: filhos de Deus na sua origem

“E Enos gerou a Sete; Sete gerou a Noé; e Noé gerou a Sem; e Sem gerou a Arfaxade… de Adão, de Deus.”

(Lucas 3:38 – ARC)

A Bíblia afirma claramente: Adão e Eva foram chamados filhos de Deus na sua origem. Eles foram criados à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26-27), com a natureza de Deus, capazes de refletir o caráter do Pai, obedecer e exercer domínio sobre a criação.

O que é fundamental entender aqui é a semente: Adão e Eva foram criados pela Palavra de Deus. Essa Palavra é a semente que gera vida, caráter e natureza divina. Ou seja, eles tinham a semente de Deus dentro de si, que determinava sua filiação a Deus e a sua natureza.

Portanto, na sua origem, Adão e Eva eram filhos de Deus, com a natureza do Pai e a semente de Deus atuando dentro deles.

A mudança da natureza e a segunda filiação

Mas existe outra filiação, totalmente diferente. Jesus disse:

Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.”           (João 8:44 – ARC)

Quando Adão e Eva negligenciaram a Palavra de Deus, eles receberam a palavra do diabo. Ou seja, a semente do diabo entrou em seus corações, e a natureza deles mudou. A humanidade passou a nascer com a natureza caída, refletindo o caráter do diabo.

O filho reflete a natureza do pai:

Adão e Eva começaram com a natureza de Deus — filhos de Deus, gerados pela semente de Deus.

Depois da desobediência, a humanidade passou a ter a natureza do diabo — filhos do diabo, gerados pela semente do diabo.

Portanto, toda a humanidade nasce na filiação do diabo, até que alguém receba Jesus e a semente de Deus seja novamente plantada, restaurando a filiação a Deus.

Resumo 

Filhos de Deus na origem — Adão e Eva, criados com a natureza de Deus e a semente de Deus, em comunhão com Ele.

Filhos do diabo — toda a humanidade nasce com a natureza caída, gerada pela semente do diabo, até receber Jesus e ser restaurada à filiação divina.

A Bíblia é clara: quem você é espiritualmente depende da semente que você carrega dentro de si e de quem você escolhe ouvir e obedecer.


Ponto 2 – Tornando-se filho de Deus: recebendo Jesus

Todas as pessoas precisam se tornar filhos de Deus

Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome.”      (João 1:12 – ARC)

A Bíblia é clara: nenhuma pessoa nasce filha de Deus. Toda a humanidade nasce na filiação do diabo, com natureza caída, e só se torna filho de Deus quando recebe Jesus.

Quem não recebe Jesus está condenado, e continuará enganado espiritualmente. Até mesmo crianças que nascem em lar de pais que são filhos de Deus são levadas a Jesus pelos pais, mas quando atingirem maturidade, precisarão escolher individualmente recebê-lo.

O que significa receber Jesus?

No contexto de João 1:11-12, Jesus diz:

Veio para os seus, e os seus não o receberam. Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.”            (João 1:11-12 – ARC)

Aqui, “os seus” se refere ao povo judeu, que foi escolhido por Deus, mas não recebeu Jesus como Deus.

Receber Jesus significa:

Aceitá-lo como Deus, o Salvador prometido.

Reconhecer que Ele veio para salvar a humanidade, cumprindo todas as profecias.

A Bíblia já apontava para Jesus como Deus e Salvador:

Isaías 7:14 – “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.” (Deus conosco)

Isaías 9:6 – “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”

Miquéias 5:2 – O Messias viria de Belém, Deus Salvador.

Hoje, cada pessoa precisa receber Jesus como Deus que veio salvar, não apenas como homem.

Implicações de receber Jesus

Receber Jesus não é uma ação declaratória apenas; é uma declaração de vida, uma vida que reflete a fé e a obediência a Ele em atitudes, escolhas e comportamento.

Primeiro, aceitar o sacrifício de Jesus é se colocar sob a salvação que Ele trouxe. Aceitar Jesus como Salvador significa reconhecer que só há salvação por meio dele e pelo abandono do pecado, pois o pecado foi a causa da morte de Jesus e a causa da condenação do homem. Portanto, continuar no pecado seria continuar na condenação.

Segundo, submeter-se totalmente a Jesus como Deus, “como Senhor”, significa reconhecer a Sua autoridade sobre a sua vida, vivendo submisso à sua vontade, buscando conhecê-la e aplicá-la diariamente.

Quem realmente recebe Jesus passa a ter a natureza de Deus, uma natureza santa:

Sede santos, porque eu sou santo.”                      (1 Pedro 1:16 – ARC)

Essa natureza liberta do pecado, pois Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo:

No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”       (João 1:29 – ARC)

Ora, se Jesus não tirou o pecado da sua vida, você ainda não o recebeu de verdade.


Ponto 3 – Batismo nas águas e a relação com a nova filiação

Receber Jesus como Senhor e Salvador, abandonando o pecado e decidindo reconhecer Deus na sua vida, vivendo para conhecer e fazer a Sua vontade com fidelidade, produz um novo nascimento.

Jesus deixa isso claro em João 3:3-6:

“Respondendo Jesus, disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.

Nicodemos disse-lhe: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, entrar outra vez no ventre de sua mãe e nascer?

Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.

O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito.”

(João 3:3-6 – ARC)

Jesus está dizendo claramente que o novo nascimento não é físico, mas espiritual. O nascimento físico nos traz à vida com uma natureza caída, afastada de Deus, filhos do diabo. Somente recebendo Jesus como Senhor e Salvador, submetendo-se à Sua autoridade, é que o homem se torna realmente filho de Deus.

Essa submissão ao Senhor, como Aquele que manda na vida, implica fidelidade, santidade e abandono do pecado. A nova filiação é marcada pelo fato de que Jesus é o Cordeiro que tira o pecado do mundo (João 1:29).

O apóstolo Paulo explica que, por meio dessa entrega e obediência, a pessoa morre para o pecado que a tornava filho do diabo:

Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?

Fomos, pois, sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressuscitou dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.”

(Romanos 6:3-4 – ARC)

Isso está em perfeita consonância com João 3:36:

“Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”

(João 3:36 – ARC)

Paulo ainda declara:

“Porque outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz.”

(Efésios 5:8 – ARC)

O arrependimento dos pecados, a decisão de abandonar o pecado e receber Jesus como Deus e Senhor, marca o novo nascimento. O batismo nas águas é a expressão visível desse novo nascimento:

A pessoa é enterrada nas águas, simbolizando a morte para o pecado.

Ao emergir, ela ressurge como nova criatura, agora lavada e liberta do pecado.

Como Paulo explica novamente em Romanos:

Fomos, pois, sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressuscitou dentre os mortos, assim também andemos nós em novidade de vida.”

(Romanos 6:4 – ARC)

O batismo nas águas, portanto, não é apenas um ritual, mas o ato que simboliza e confirma a entrada da pessoa no Reino de Deus, a passagem da filiação do diabo para a filiação de Deus, por meio do novo nascimento espiritual em Cristo.

Jesus disse: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Marcos 16:15-16). 

Vejamos, o entendimento do evangelho é o que a Bíblia chama de crer, porque só crer de verdade quem entende. Se alguém crer em algo que não compreende, não está crendo na verdade. O batismo, portanto, está sempre ligado ao crer e à obediência. Alguém só pode ser batizado se entender o significado do novo nascimento, porque o batismo representa essa nova filiação. Quem não entende, não é batizado. Mas também existem aqueles que se batizam sem entender; nesse caso, mesmo tendo passado pela água, não houve nova filiação, porque sem entendimento não existe fé verdadeira. Por isso, para ser salvo, é necessário que a pessoa entenda o evangelho e se batize. O batismo é a expressão concreta da obediência à ordenança de Deus, e quem não se batiza está deixando de cumprir o que Deus mandou, permanecendo na condição de pecado e sem a nova filiação.

🔹 Conclusão e Apelo 

Caro leitor, agora é o momento de confrontar a sua própria vida. Qual é a sua filiação espiritual?

Talvez você acredite que já recebeu Jesus. Talvez você participe de cultos, leia a Bíblia, ore, estude a Palavra ou até pregue o evangelho. Todas essas são práticas legítimas de um cristão e fazem parte da vida daquele que quer seguir a Deus.

Mas atenção: praticar essas ações não garante que você nasceu de novo ou se tornou verdadeiramente filho de Deus. Para isso, é preciso uma decisão séria e definitiva diante de Deus.

Se você não abandonar o pecado definitivamente, se ainda alimentar o orgulho e buscar glória para si mesmo, se ainda não vive uma vida de transformação, santificação, temor da Palavra e fidelidade a Deus, você não nasceu de novo.

E este é o ponto crítico: se você não tomar esta decisão agora, se não reconhecer esta verdade e aplicá-la em sua vida, você se decepcionará no último dia. Não haverá mais volta. Não será possível apenas acreditar na Palavra de Deus depois e colocá-la em prática.

O destino eterno daqueles que rejeitam esta verdade será terrível. O tormento e o terror serão eternos. A vida pode acabar a qualquer momento, e você precisa levar a sério a realidade de que o destino da sua alma depende da sua decisão hoje.

Portanto, se você ainda não foi batizado, lembre-se: o batismo é a demonstração do entendimento da filiação a Deus mediante o verdadeiro recebimento de Jesus, gerando uma nova natureza — não mais uma natureza caída e pecadora, mas uma natureza de Deus, santa, fiel e liberta do pecado.

Se você já foi batizado, mas o fez sem compreender esta realidade, não é necessário ser batizado novamente, mas é preciso reconhecer esta verdade e colocá-la em prática na sua vida.

Decida agora, pois amanhã pode ser tarde demais.



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