Título:
Árvore, fruto, fogo e destino
Versículo base:
“E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.” — Mateus 3:10
Introdução
A Bíblia é a palavra de Deus, ou seja, é Deus falando. Mas a questão é como você a enxerga, como você a considera e qual efeito ela produz em sua vida. Porque a maneira como você percebe o que Deus fala é a maneira como você percebe Deus. E o efeito que a Bíblia tem em sua vida é o efeito que Deus tem. E essa maneira de enxergar e esse efeito são o que determinam quem você é e qual será o seu destino eterno. Este texto busca refletir sobre isso, porque a reflexão é a resposta de alguém que busca a verdade.
E o conteúdo que tratamos não é nada mais nada menos que Deus falando, ou seja, o Espírito de Deus falando através da Sua Palavra.
Ponto 1. Deus é tudo se a Bíblia for tudo
Há pessoas que dizem: “Deus é tudo na minha vida”.
Porém, a vida delas mostra o contrário, porque a Bíblia não é tudo em sua vida. A vida delas apresenta frutos que provam que Deus não é realmente tudo.
Deus não é uma foto, não é apenas um nome, não é uma ideia abstrata: Deus é uma pessoa. E toda pessoa se revela pelo que diz, porque aquilo que ela fala mostra quem ela é e qual é a sua vontade.
Portanto, se não houver uma conexão com o que Deus diz, não há Deus na vida de alguém. Existe apenas um conceito abstrato. Mas ninguém ama verdadeiramente um conceito abstrato; quem ama, ama uma pessoa, e uma pessoa se conhece pelo que fala.
No caso de Deus, aquilo que Ele fala na Bíblia é a sua vontade, a sua essência e a forma como Ele deseja ser conhecido. Considerar a Bíblia como tudo é considerar Deus como tudo, porque é pela Palavra que conhecemos, amamos e respondemos a Deus de forma real.
Portanto, não considerar Deus como tudo, ou seja, não considerar a Bíblia como tudo, não fundamentar a sua vida nela e não tomar a Palavra como base do seu pensar, sentir, falar e agir, é negar quem Ele é. É negar a Deus.
Fica claramente concluído que a importância que você dá à Bíblia é a importância que você dá a Deus.
Textos bíblicos:
📖 João 14:21 (Almeida Revista e Corrigida)
“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.”
Comentário:
Este versículo mostra que amar a Deus está diretamente ligado à obediência à Sua Palavra. Não basta apenas declarar amor a Deus; quem realmente ama guarda os Seus mandamentos. E Jesus afirma que quem guarda a Palavra de Deus é amado pelo Pai e terá a manifestação de Cristo em sua vida. Portanto, não há relacionamento verdadeiro com Deus sem fidelidade à Sua Palavra, porque a Palavra é a expressão da vontade e da essência de Deus.
📖 João 5:39 (Almeida Revista e Corrigida)
“Examinai as Escrituras, porque cuidais ter nelas a vida eterna; e são elas que testificam de mim.”
Comentário:
O “examinar” aqui vai muito além de simplesmente ler ou estudar a Bíblia. É uma disposição mental profunda, uma atenção consciente e deliberada que revela se a pessoa está espiritualmente viva. É reconhecer que a Bíblia é Deus falando de forma prática e frutífera, e permitir que isso transforme cada aspecto da vida: pensar, sentir, falar e agir passam a ser fundamentados na Palavra.
Ponto 2 : A Árvore, o Fruto e o Juízo da Palavra de Deus
Texto base: Mateus 3:10
“E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.”
O texto nos mostra uma verdade direta e inegável: o machado está posto à raiz das árvores. Este machado é a Palavra de Deus, que se coloca como juízo e condenação. Ele lança no inferno toda árvore que não produz o bom fruto que uma árvore de Deus deve produzir.
A partir dessa declaração, o próprio texto bíblico conduz a compreensão do leitor para o ponto central: o problema não está em analisar frutos isoladamente, mas em identificar que tipo de árvore está produzindo esses frutos. A Escritura não está tratando de aparência, quantidade ou grau de maturação do fruto, mas da natureza da árvore.
Jesus afirma que a árvore produz segundo a sua espécie:
“Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e a árvore má produz frutos maus.”
(Mateus 7:17)
Portanto, o fruto não é o critério em si mesmo, mas a manifestação inevitável daquilo que a árvore é. Uma árvore boa produz bom fruto porque é boa; uma árvore má produz mau fruto porque é má. Não há neutralidade, nem mistura de naturezas.
Diante disso, surge a pergunta inevitável que o texto impõe ao leitor:
qual é o mau fruto que caracteriza a árvore má?
A resposta bíblica é objetiva: o pecado.
O pecado é o fruto da árvore má porque ele procede de uma natureza que não morreu para o pecado. A Escritura ensina que quem morreu para o pecado não vive mais nele:
“De modo nenhum! Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?”
(Romanos 6:2)
Logo, a permanência no pecado revela que a árvore não foi transformada. O pecado não é apenas um erro pontual, mas a expressão de uma condição interior. Ele entrou no mundo, contaminou a humanidade e separou o homem de Deus:
“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus.” (Isaías 59:2)
“Porque o salário do pecado é a morte.” (Romanos 6:23)
Essa condição explica por que a Escritura afirma:
“Todas as coisas são puras para os puros; mas nada é puro para os contaminados e incrédulos.” (Tito 1:15)
Ou seja, quando a árvore é má, tudo o que ela produz é mau, porque procede de uma natureza não regenerada. Esse é o mau fruto que conduz ao juízo descrito em Mateus 3:10.
Assim, o texto deixa claro que o machado — a Palavra de Deus — não executa o juízo de forma arbitrária. Ele corta a árvore que, pelos seus frutos, demonstra permanecer no pecado. O destino eterno é definido pela natureza da árvore, e essa natureza se revela inevitavelmente pelos frutos que ela produz.
3 Ponto: A Raiz que Sustenta a Árvore
Se o fruto revela o tipo de árvore, é necessário ir ainda mais fundo: a raiz.
É a raiz que sustenta a árvore, que a forma e que determina o que ela será. Nenhuma árvore é definida primeiro pelo fruto, mas pela raiz que a alimenta.
Biblicamente, a raiz diz respeito à posição que a pessoa dá a Deus em sua vida. Não se trata de discurso religioso, nem de afirmação verbal, mas da centralidade real de Deus. Aquilo que ocupa o lugar mais profundo da vida do homem é o que o governa, o que o forma e o que produz a sua maneira de viver.
Quando a Palavra de Deus não está na raiz, quando Deus não ocupa o lugar absoluto, o pecado continua sendo alimentado. O pecado não é apenas um ato externo; ele nasce de uma raiz errada. É dessa raiz que brota uma árvore que permanece em rebelião, independentemente de aparência religiosa.
Por outro lado, quando a Palavra de Deus é colocada acima de tudo, quando Deus ocupa a posição suprema, a raiz é transformada. Essa raiz passa a ser a vontade de Deus, e não mais a vontade própria. É nesse sentido que a Escritura afirma:
“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.” (Gálatas 2:20)
Aqui não se fala ainda de fruto, mas de fundamento. Uma vida cuja raiz está na Palavra não é governada pelo “eu”, mas por Cristo. Essa raiz é que sustenta uma nova forma de existir, pensar, falar e agir.
Portanto, a raiz define a árvore.
E a raiz correta é aquela em que a Palavra de Deus ocupa o lugar absoluto.
Sem essa raiz, o pecado continua sendo a fonte.
Com essa raiz, toda a estrutura da vida é redefinida.
A árvore de Deus só pode existir quando a raiz é transformada. Essa raiz é firmada quando Deus é colocado acima de tudo e a Palavra de Deus ocupa o lugar absoluto na vida da pessoa.
Essa mudança atinge diretamente o orgulho, que é eliminado. A pessoa deixa de viver para si mesma: não busca exaltação, não procura glória própria, não se defende para justificar o ego, não tenta se promover nem se afirmar. Tudo o que alimenta o “eu” é abandonado. No lugar disso, nasce a humildade, que se submete à vontade de Deus.
Com a raiz transformada, a pessoa deixa de viver para fazer a própria vontade e passa a viver exclusivamente para conhecer, obedecer e fazer a vontade de Deus, custe o que custar. Há renúncia, há sacrifício, mas há fidelidade. A decisão é clara: não agradar a si mesmo, mas obedecer a Deus.
Quando alguém vive para conhecer e fazer a vontade de Deus, a Bíblia passa a ocupar o primeiro lugar, porque ela é a boca de Deus, é Deus falando. Não há como Deus ser tudo se a Bíblia não for tudo. Quando a Bíblia não ocupa o primeiro lugar, Deus também não ocupa, pois é por meio da Palavra que Deus se revela, fala e expressa a sua vontade.
A posição da pessoa em relação à Bíblia muda completamente. Ela não apenas lê a Bíblia, ela passa a viver a Bíblia. Abandona a religião vazia, abandona erros doutrinários, abandona heresias e rejeita tudo aquilo que contradiz a Palavra de Deus. Sua vida passa a ser moldada, governada e sustentada pela Escritura.
Assim, o pecado é eliminado porque a raiz agora é boa e não produzirá árvore má que produz mau fruto, que é o pecado. Ela produz inevitavelmente bom fruto, apenas bom fruto, porque a sua natureza foi transformada. (cf. Tito 1:15)
Conclusão e Apelo
Caro amigo leitor, a morte chega sem marcar hora. E quando ela chegar, o machado estará posto à raiz. A Palavra de Deus, que é o machado, cortará a árvore e a lançará no fogo, caso ainda esteja produzindo mau fruto, que é o pecado.
Essa é uma verdade inescapável. No inferno, muitos que rejeitam essa mensagem hoje passarão a aceitá-la, mas já será tarde. A Palavra de Deus não deixará de ser verdadeira porque foi rejeitada; ela continuará sendo verdade, mesmo quando for reconhecida apenas no juízo.
Esta mensagem é Deus lhe mostrando a verdade. A Palavra de Deus é a verdade, é a luz. Cabe a você decidir qual lugar ela ocupa em sua vida. Colocar a Bíblia — que é a boca de Deus — acima de tudo, é colocar o próprio Deus acima de tudo. Fora disso, não há relação real com Deus.
Deus jamais se submeterá a uma condição inferior à sua essência. Ele está acima de tudo.
Portanto, antes que a morte o encontre, antes que o machado o corte e o lance no fogo, abandone definitivamente o pecado, coloque Deus acima de tudo, colocando a sua Palavra como fundamento absoluto da sua vida, e passe a produzir os frutos que essa decisão inevitavelmente gera.
Ainda há tempo.
Depois, não haverá mais.
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