sábado, 7 de fevereiro de 2026

A Vontade Humana, Inimiga da Verdade

 

Título:

A Vontade Humana, Inimiga da Verdade

📌 Versículo Base:

2 Timóteo 4:3 – “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina, mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si mestres conforme os seus próprios desejos.”

Introdução:

Jesus se identifica como a verdade (João 14:6) e ensina que o diabo é o pai da mentira e mentiroso (João 8:44). Portanto, o mal é personificado pelo engano, enquanto a verdade é a manifestação de Deus.

A realidade de que o mal entrou no mundo é incontestável. Portanto, o engano também entrou no mundo, corrompendo a percepção da verdade e prendendo o homem ao engano. 

Esta situação abrangeu toda a raça humana, sem exceção. Porém, Deus traz uma verdade para todo aquele que a desejar e aceitar. Esta verdade, que transforma a maneira de ser do ser humano, Jesus disse que deveria ser levada a toda criatura. Quem acreditasse nela e a praticasse seria salvo, e quem não acreditasse nela e não a praticasse estaria condenado.

É sobre tudo isso que esta mensagem vem falar. Ela é trazida para que aquele que a ler possa ser alcançado por esta verdade, tendo a sua vida transformada e vivida em harmonia com a vontade de Deus.

A mensagem abordará: O engano como se instalou na humanidade, sendo tomado como verdade; a verdade fundamental que liberta o homem do engano; a vontade humana e a origem de sua corrupção. Orgulho e seu papel e sua relação com o pecado; e tudo mais para que o leitor possa ter entendimento e assim conduzir a sua vida sob a luz da palavra de Deus. 

É necessário refletir, pois sem reflexão não se alcança a verdade.

1. O engano tomado por verdade

Deus criou o mundo perfeito e criou o homem com livre arbítrio. Ele manifestou a verdade de que a vontade dele deveria ser colocada em prática e que o não cumprimento da sua vontade traria a morte ao ser humano, à raça humana.

No dia em que dele comerdes, certamente morrerás” (Gênesis 2:17).

A instrução e a verdade trazidas por Deus em relação à sua vontade e às consequências de não colocá-la em prática revelam que:

A vontade de Deus traz vida.

A desobediência à sua vontade traz a morte.

A vontade de Deus é o bem, e o não cumprimento dela é o mal.

Ele manifestou esta verdade, e ela continua sendo manifesta. Porém, assim como Adão e Eva negligenciaram esta verdade optando pela sua própria vontade, acontece hoje, e o resultado é a morte.

O diabo apresentou a Eva uma vontade que poderia ser dela, uma vontade contrária à vontade de Deus. Colocou entre Deus e sua vontade o ser humano, apontando para Adão e Eva, quando inseriu: 

...sereis como Deus...(Gn 3.5). 

Quando Eva e consequentemente Adão permaneceram entre Deus e sua vontade e olharam para si em vez de olhar exclusivamente para Deus e Sua Palavra, deram lugar ao orgulho e consequentemente ao desejo mau em seus corações. A partir daí a raça humana foi corrompida e o desejo do homem passou a ser oposição a Palavra de Deus.  

 O comer do fruto foi consequência da inserção do ser humano diante de Deus e de Sua vontade, Sua palavra, que é o orgulho. Isso prova que o pecado é fruto do orgulho, que corrompeu a natureza humana. Uma natureza corrompida produz pecado. Em outras palavras uma árvore má produz maus frutos.

Assim, toda boa árvore produz bons frutos, mas a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar bons frutos.     Mateus 7:17–18

O Engano e a Verdade Fundamental

O engano está presente no mundo porque o homem, afastando-se de Deus através do orgulho e do pecado, tornou-se sujeito às forças do mal. Ele passou a estar sob a influência do maligno, o diabo, pai da mentira e enganador de toda a humanidade (João 8:44; Apocalipse 12:9). Esse afastamento de Deus abriu espaço para que a mente humana, corrompida pela natureza caída, ficasse cega para a verdade.

O diabo, utilizando o engano como sua essência e ferramenta, cega o entendimento humano, levando-o a confundir o falso com a verdade. Este engano não impede que o homem seja religioso, tenha ética moral ou pratique atos aparentemente cristãos. Ele pode ir à igreja, chorar na presença de Deus, orar, pregar o evangelho, receber dons espirituais e até ser batizado. Tudo isso é possível enquanto a cegueira da verdade fundamental permanece.

 O não reconhecimento da verdade central do Evangelho é o alvo do engano do diabo, pois esta é a verdade que realmente importa: a verdade capaz de transformar a natureza do ser humano e de determinar se a árvore será boa ou má. A árvore boa produz frutos, frutos do Espirito, nunca praticará o mal, que é o pecado; a árvore má, por outro lado, manifesta o pecado, que é o mal. Como ensina a Palavra:

📖 Tito 1:15 (ACF) — “Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.”

📖 João 1:29 (ACF) —

“No dia seguinte João viu Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”

Como Resolver o Problema do Pecado e do Engano

O homem foi criado para viver em comunhão com Deus, na presença de Sua vontade. Mas, usando do seu livre arbítrio, ele se colocou entre Deus e Sua vontade. Ao olhar para si mesmo e não para Deus, manifestou o orgulho. Este estado de orgulho gerou a corrupção da natureza humana, e esta corrupção, por sua vez, produziu o pecado, afastando o homem de Deus e da verdade, e deixando-o sob a influência do maligno, o diabo, o enganador de toda a raça humana (João 8:44; Apocalipse 12:9).

A corrupção da natureza humana trouxe uma sentença sobre toda a humanidade, que é a condenação eterna, ou seja, a morte e a separação de Deus. Porém, Deus, em Sua misericórdia, enviou Jesus Cristo, Seu Filho, que morreu na cruz para pagar essa sentença, possibilitando que haja solução para o problema do pecado e do engano.

O orgulho, manifestado quando o homem, usando do seu livre arbítrio, se colocou entre Deus e Sua vontade, permitiu que o desejo mau entrasse em seu coração, corrompendo a natureza humana e trazendo consigo o pecado e o engano. Esse engano é a consequência direta do estado de corrupção da natureza humana, deixando o homem cego para a verdade central de Deus e sujeito à influência do diabo, o enganador de toda a raça humana (João 8:44; Apocalipse 12:9).

Portanto, a solução para o problema do pecado e do engano envolve:

Reconhecimento do sacrifício de Jesus

O homem deve reconhecer que a condenação da humanidade ocorreu por causa da corrupção de sua natureza, mas que o preço foi pago por Cristo na cruz, oferecendo a todos a possibilidade de libertação e reconciliação com Deus. Esse reconhecimento é o primeiro passo para que a verdade central do Evangelho transforme a vida do ser humano.

Eliminação do orgulho, colocando Deus acima de tudo

O homem deve eliminar o seu orgulho, colocando Deus acima de tudo. A corrupção da natureza humana entrou quando o diabo inseriu o ser humano entre Deus e Sua vontade, e o homem permaneceu nessa posição, acolhendo a própria vontade. O resultado foi o acolhimento da vontade proposta por Satanás, que corrompeu a natureza e a vontade do ser humano, gerando o pecado e o engano.

A saída consiste em reconhecer a sentença de morte paga por Jesus e retirar-se da própria vida, colocando apenas Deus e Sua vontade, morrendo para si mesmo, para o ego, para o seu eu, para a própria vontade.

É como se o homem se colocasse na mesma condição de Adão e Eva no Éden, quando o diabo disse:

“Sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal...” (Gênesis 3:5).

A resposta correta seria:

“Eu nada sou, minha vontade não importa, estou aqui para conhecer e fazer a vontade de Deus, custe o que custar.”

Quando o homem assume essa postura, ele passa a viver no fundamento correto, e a sua vida se transforma conforme a vontade de Deus, a corrupção de sua natureza é desfeita por uma nova vida, um novo nascimento, ele já não produz mais o pecado, pois agora sua natureza é boa. Paulo expressou esse estado de entrega:

Já não vivo eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20).

📌 Conclusão e Apelo

Caro leitor,

Você precisa tomar uma decisão hoje: morrer para a sua própria vontade e colocar Deus acima de tudo. Não é apenas uma ideia; é uma escolha de vida. Você não pode mais viver para si mesmo. É necessário eliminar o seu ego, o seu eu, a sua vaidade, tudo aquilo que busca glória, exaltação ou reconhecimento próprio.

Você precisa se eliminar da sua própria vida, retirando-se da sua vontade, para que Cristo possa viver em você. Somente assim você estará verdadeiramente livre do pecado, do engano e do domínio do mal.

Como a Bíblia nos ensina:

Ele morreu por todos, para que aqueles que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou.”

(2 Coríntios 5:15).

Esta é a saída: morrer para si mesmo, morrer para o ego e para a própria vontade, e viver exclusivamente para conhecer e fazer a vontade de Deus. Esta decisão transforma a sua vida, muda sua natureza e o alinha à verdade central do Evangelho.

Sem esta decisão de morrer completamente para a sua própria vontade e viver exclusivamente para fazer a vontade de Deus, eliminando o orgulho e colocando Deus acima de tudo, você poderá até ser um cristão, porém não será salvo, não será fiel e, portanto, não será um cristão verdadeiro.

Então acontecerá na sua vida exatamente aquilo que Jesus advertiu:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?

E então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.”

(Mateus 7:21–23)

Lembre-se: a sua vontade é inimiga da vontade de Deus e, portanto, inimiga da verdade.

Sendo assim, morra para ela e viva exclusivamente para conhecer e fazer a vontade de Deus, antes que a morte o alcance e não seja mais possível.

Esta é a decisão que traz a vida eterna.



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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Animal ou gente ?

 

Animal ou gente? 


Introdução

Se você não parar para refletir, você vai viver como um animal irracional, alienado da verdade central que fundamenta toda a realidade da vida. Vai viver enganado, ignorando a essência da vida, sem conhecer a vida espiritual, a realidade da morte, e a real vontade do Criador. Se você não parar para refletir, viverá guiado apenas por impulsos, desejos e instintos, alienado da verdade central que fundamenta toda a realidade da vida. Viverá enganado, ignorando a essência da existência, cego para a vida espiritual, despreparado para a realidade da morte e longe de Deus, ainda que creia diferente. 

“Portanto, reflita nesta mensagem de Deus, pois, dependendo da sua resposta a ela, a verdade poderá alcançá-lo, e assim você poderá passar a viver dentro da razão e da verdade, que é Cristo.”


1. O chamado à verdadeira reflexão

Viver sem refletir é viver como um animal. Reagir, desejar, sobreviver — isso qualquer animal faz. Mas é preciso deixar claro: refletir não é pensar. Refletir não é analisar. Explicar, justificar, argumentar — isso não é refletir.

Pensar qualquer um pensa. Analisar qualquer um analisa. Mas pensamento sem verdade não é reflexão. Análise sem compromisso com a verdade não é reflexão. Isso é pseudo-reflexão: foge da realidade, evita a verdade, apenas organiza o engano.


E a Bíblia chama isso pelo nome.

Esses, porém, como animais irracionais, criaturas de instinto…”  (2 Pedro 2:12)

Porque onde não há verdade, não há razão. E onde não há razão, o homem não vive como homem, vive como criatura guiada pelo instinto.

Reflexão verdadeira é aquela que chega à verdade. Se não conduz à verdade, não é reflexão — é ilusão.

A vida exige reflexão verdadeira para que o ser humano chegue à verdade e passe a viver dentro da verdade. Sem reflexão, a vida não encontra direção; sem verdade, ela perde o sentido. Quando a reflexão conduz à verdade, a vida se torna lógica, verdadeiramente racional, coerente, boa e agradável, porque passa a estar alinhada ao Criador, que é a razão de todas as coisas, e ligada a Cristo, que é a própria verdade.

Porém, sem a reflexão verdadeira, não se chega à verdade. E quando não se chega à verdade, a vida passa a ser vivida fora do escopo da verdade. Não é apenas um erro pontual; é um desvio de fundamento. A pessoa continua vivendo, decidindo e agindo, mas agora desconectada da razão que sustenta a realidade.

Essa ruptura contamina tudo. O pensar se desordena, o falar se corrompe e o agir perde direção. A consciência é silenciada, a razão deixa de governar, e a vida passa a ser conduzida pelo instinto, não pela verdade. Ainda há pensamento, ainda há análise, mas já não há reflexão verdadeira.

É exatamente esse tipo de existência que a Escritura descreve como uma vida “como animais irracionais”. Não porque o homem deixou de pensar, mas porque abandonou a capacidade que Deus lhe deu de refletir verdadeiramente: ouvir a consciência, submeter-se à razão, alcançar a verdade e, por meio dela, chegar ao próprio Deus.

2. Batalha da reflexão 

Depois que o pecado entrou no mundo, a mente do homem foi contaminada e passou a operar de forma carnal. Essa condição não é neutra: ela é herdada, resultado da queda, e afeta diretamente a capacidade humana de perceber e responder à verdade de Deus.

A partir disso, existe uma batalha espiritual real e contínua para impedir que o homem chegue à verdadeira reflexão. O mundo é estruturado de forma estratégica para mantê-lo afastado da verdade. Há um sistema organizado que atua para que o ser humano não pense profundamente, não examine sua condição espiritual e não seja alcançado pela verdade quando ela se apresenta.

O homem é constantemente bombardeado por influências que atuam diretamente no seu processo de reflexão. A verdade de Deus até se apresenta diante dele, porém não há reflexão verdadeira. O diabo desvia o foco da mente lançando interesses pessoais, valores do mundo, desejos naturais, orgulho e preocupações imediatas. Com isso, mesmo quando o homem passa a crer em algo que chama de “verdade”, essa não é autêntica. Ele passa a viver em uma pseudoverdade, um engano cuidadosamente construído, acreditando estar alinhado com a razão — que é Deus — quando, na realidade, está distante d’Ele. Assim, enganado, o homem pensa que compreende, pensa que vê, mas seu raciocínio está comprometido, e por isso não é verdadeiramente alcançado pela verdade que liberta, que é Cristo.

“Mas o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las.”                          (1 Coríntios 2:14)

A reflexão e seu alvo: a verdade revelada por Deus

A reflexão verdadeira tem um alvo definido: conduzir o homem à verdade revelada por Deus. Deus criou o homem perfeito, dentro da sua razão e da sua vontade. Dotou-o de consciência e liberdade para escolher. Porém, o homem escolheu afastar-se de Deus, e o pecado entrou na raça humana, contaminando sua natureza, obscurecendo sua mente e conduzindo-o à condenação e ao afastamento eterno de Deus. A partir disso, o homem passou a viver fora da razão, como alguém dominado por desejos e instintos, incapaz de alcançar, por si mesmo, a verdade que o liberta.

Mas antes mesmo da queda, Deus já havia provido o caminho da redenção. Em sua misericórdia, enviou seu Filho, Jesus Cristo, para morrer na cruz, pagando o preço do pecado e assumindo a condenação que era do homem. Pelo sangue de Cristo, o homem pode ser liberto do pecado, restaurado da sua condição de irracionalidade espiritual e reconduzido à verdade e à razão que é Deus. Essa é a verdade central do evangelho, apresentada a todo ser humano.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”   (João 8:32)

Diante dessa verdade, o homem é chamado a remover tudo aquilo que impede a sua verdadeira reflexão — valores falsos, desejos carnais, orgulho e engano — para ser alcançado por essa revelação. Ao abandonar o pecado e viver em fidelidade a Deus, o homem passa a viver dentro da razão, isto é, dentro da vontade do Criador, para a qual foi criado desde o princípio.

Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração.”  (Hebreus 3:15). 

Animal Vestido de Gente

Abandonar o pecado seria lógico e racional, já que o pecado condena o homem, foi a causa do sacrifício de Jesus e é uma rebelião contra a vontade de Deus, sendo ela o melhor para a vida do homem e o pecado o pior. 

Portanto, o homem que não entende esta verdade e não morre definitivamente para o pecado é irracional.

Ele pode se vestir de ética, se vestir de moralidade, se vestir de religiosidade, ou se considerar uma pessoa de Deus, mas isso é apenas uma roupa. Na realidade, ele continua irracional, porque ainda não abandonou o pecado.

Reflexão e Apelo

Deus fala ao ser humano e revela a Sua verdade por meio da Sua Palavra. Mas é preciso refletir sobre aquilo que Deus diz.

Para que haja reflexão verdadeira, é necessário abandonar o orgulho, a própria vontade e os desejos carnais, e colocar Deus, Sua Palavra e Sua vontade acima de tudo. Sem essa disposição de fidelidade, o entendimento permanece cego, e a mente não alcança a verdade.

Jesus Cristo morreu pelos seus pecados. Ao decidir morrer para o pecado, aceitando essa verdade e escolhendo segui-Lo em fidelidade, obedecendo aos Seus ensinamentos conforme a Bíblia, você recebe o Espírito Santo. É o Espírito Santo quem ilumina a mente, conduz à verdadeira reflexão e restaura o entendimento.

Só assim você poderá compreender a realidade segundo a razão de todas as coisas, que é Deus, caminhar no caminho da verdade que é Cristo e permanecer eternamente nela, em Cristo.



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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Examine-se: Por Que e Como


TÍTULO

Examine-se: Por Que e Como

VERSÍCULO BASE

📖 “Examine-se, pois, o homem a si mesmo…”

1 Coríntios 11:28


INTRODUÇÃO

Esta é uma mensagem de Deus.

Ela é Deus manifestando a Sua verdade a respeito do que é essencial.

O fato de esta mensagem ser ouvida, compreendida ou aplicada não determina a sua existência, nem o seu propósito. Deus fala porque é Deus, e a Sua Palavra está posta.

A responsabilidade de Deus é falar.

A responsabilidade do mensageiro é anunciar.

A responsabilidade quanto à resposta — ouvir, entender, obedecer ou rejeitar — pertence exclusivamente àquele diante de quem a Palavra se apresenta.

Aquilo que Deus diz permanece estabelecido.

O que o homem faz diante do que Deus apresenta define apenas as consequências que recaem sobre ele mesmo.

Deus fala.

A Palavra permanece.

O homem responde — e responde por isso.


1º PONTO — O CONTEXTO DO “EXAMINE-SE

Quando Deus diz: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo”, o contexto é a Ceia do Senhor.

A Ceia do Senhor é uma ordenança dada por Deus aos Seus seguidores, instituída pelo próprio Jesus, para ser praticada em memória d’Ele.

Jesus institui a ceia para lembrar aos Seus que o Seu corpo foi crucificado e o Seu sangue foi derramado na cruz para pagar pelo pecado, para que o homem não fosse condenado. O pão e o vinho apontam diretamente para esse sacrifício: corpo entregue e sangue derramado em favor dos pecadores.

Ao participar da ceia — comendo o pão e bebendo o vinho — a pessoa está declarando que reconhece esse sacrifício pelo pecado. Esse reconhecimento não é apenas verbal, mas se expressa de forma prática no abandono do pecado. Quem reconhece o sacrifício de Cristo abandona o pecado; e quem abandona o pecado passa a ter comunhão com Deus.

Por isso a ceia precisa ser repetida: para que essa verdade esteja continuamente na mente daquele que segue a Cristo. Essa lembrança governa a vida do cristão, de modo que o sacrifício de Jesus oriente o pensar, governe o falar, corrija o sentir, determine o agir e conduza o existir segundo a vontade de Deus.

A ceia, em seu sentido essencial, representa comunhão. Comer juntos é expressão de comunhão. Assim, participar do corpo e do sangue de Cristo representa a comunhão entre Deus e o homem. Essa comunhão só é possível quando o homem reconhece o sacrifício de Jesus, abandonando o pecado.

Portanto, ao participar da ceia, o cristão está ao mesmo tempo lembrando e declarando: lembrando que o pecado separa o homem de Deus e declarando que a comunhão com Deus só é possível pelo reconhecimento do sacrifício de Cristo, expresso numa vida de abandono do pecado e fidelidade a Ele.

2º PONTO — O PORQUÊ DE EXAMINAR-SE

Para declarar a comunhão com Deus que a Ceia do Senhor reflete, o homem precisa, antes, examinar-se. Ninguém pode afirmar que tem comunhão com Deus sem, primeiramente, verificar se essa declaração corresponde à sua condição real diante d’Ele.

Examinar-se significa avaliar com plena consciência e responsabilidade se se está, de fato, em fidelidade a Deus. Esse exame não é superficial, emocional ou simbólico; trata-se de uma verificação objetiva da própria vida à luz do sacrifício de Cristo.

A necessidade desse exame existe porque o pecado está intrinsecamente ligado ao engano. O pecado não apenas separa o homem de Deus, mas também produz engano. Ele nasce no engano, se estabelece pelo engano e mantém o homem no engano. Assim como a fé sem obras é morta, o pecado e o engano não se separam.

Desde o princípio, o pecado entrou no mundo por meio do engano. As Escrituras revelam que o diabo é o agente desse engano, sendo apresentado como aquele que mente e engana.

Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.”            João 8:44

Além disso, a Palavra de Deus afirma claramente que esse engano não é parcial, mas universal.

E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi lançado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.”    Apocalipse 12:9

Por causa dessa realidade, muitas pessoas estão enganadas a respeito da sua própria comunhão com Deus. Elas acreditam estar bem espiritualmente, quando, na verdade, nunca confrontaram sua vida com a verdade divina. O engano faz o homem confundir aparência religiosa com fidelidade, sentimento com verdade e convicção pessoal com comunhão real.

Somente o verdadeiro exame é capaz de expor esse engano. Sem exame, o homem permanece iludido pelo pecado; com exame, ele é colocado diante da verdade. Por isso, o exame é necessário: para que o homem seja liberto do engano produzido pelo pecado e possa, então, declarar de forma verdadeira e responsável que está em comunhão com Deus.

Diante disso, é preciso compreender que muitas pessoas decidem buscar a Deus e modificam suas vidas, mas isso, por si só, não garante comunhão com Deus. Elas passam a ler a Bíblia, a se reunir com uma igreja, são batizadas, oram, falam de Jesus, participam da vida cristã, algumas são batizadas com o Espírito Santo e possuem dons espirituais. Muitas participam inclusive da Ceia do Senhor.

No entanto, nenhuma dessas coisas, isoladamente ou em conjunto, assegura comunhão com Deus. A comunhão com Deus é resultado exclusivo do reconhecimento do sacrifício de Jesus na cruz, e esse reconhecimento se manifesta pelo abandono do pecado. Onde o pecado é mantido, não há comunhão, ainda que haja intensa atividade religiosa.

É por isso que a própria Escritura declara que muitos, mesmo envolvidos com práticas espirituais e religiosas, serão rejeitados:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.”        Mateus 7:21–23

Esse texto deixa claro que experiências espirituais, dons, palavras e obras não substituem a fidelidade. Por isso, o exame é indispensável: para que o homem não viva enganado, achando que tem comunhão com Deus quando, na verdade, permanece no pecado.

Somente o exame verdadeiro, à luz do sacrifício de Cristo, pode libertar o homem do engano e conduzi-lo a uma comunhão real com Deus.


3º PONTO — O COMO EXAMINAR-SE

O exame verdadeiro não acontece de qualquer maneira. Há pessoas que até se examinam, porém o fazem de forma superficial, desonesta ou enganosa. O próprio exame pode se tornar um instrumento de engano quando não é conduzido segundo a verdade de Deus. A ação maligna atua justamente nesse ponto, buscando levar o ser humano ao autoengano, distorcendo sua percepção sobre si mesmo e sobre sua real condição espiritual.

Por isso, a Bíblia — Palavra de Deus — é indispensável nesse processo. Ela revela a verdade, expõe o pecado, denuncia o engano e desvenda as artimanhas do diabo. Somente à luz da Palavra o homem pode compreender a origem do pecado, as razões do pecado e as consequências do engano. Sem essa luz, até o exame se torna falso.

A Escritura mostra que a origem do pecado é o orgulho. O orgulho precede a queda, sustenta o engano e impede o arrependimento verdadeiro. Sem o abandono definitivo do orgulho, não há exame autêntico, real e honesto. Onde o orgulho permanece, o homem sempre justificará a si mesmo.

A Bíblia revela que foi exatamente o orgulho que corrompeu Lúcifer:

Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono… Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.”      Isaías 14:12–14

Esse orgulho produziu a queda, e o mesmo princípio opera no homem. Enquanto o homem se exalta, se preserva, se justifica e se defende, ele não se examina verdadeiramente.

O orgulho é a natureza do diabo. O orgulho é o sentimento que leva ao pecado. Um ser humano não pode ter comunhão com Deus enquanto mantém a natureza do diabo, que é o orgulho. Para se aproximar de Deus e ter comunhão com Ele, é necessário morrer para o orgulho.

Às vezes, as pessoas, para buscarem a Deus, precisam passar pelo sofrimento, pela dor e pela humilhação, para que reconheçam a verdade de que nada são e abandonem o orgulho. É a experiência do coração quebrantado que permite refletir, examinar-se e optar por Deus.

O religioso não se arrepende, mas aquele que se humilha diante de Deus é aceito. Como a Bíblia diz na parábola:

Orando ele [o fariseu] em pé, dizia consigo: ‘Ó Deus, graças te dou que não sou como os outros homens…’”

(Lucas 18:11)

Mas o publicano, estando longe, nem ousava levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: ‘Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!’”

(Lucas 18:13)

O publicano foi considerado justo porque seu coração estava quebrantado e aberto ao arrependimento, enquanto o religioso permaneceu preso ao orgulho e à própria exaltação.

Portanto, para se examinar, é necessário estar morto para o mundo e determinado a viver para conhecer e fazer a vontade de Deus, custe o que custar. Sem esse sentimento, não há como enxergar o pecado que o separa de Deus e impede a comunhão com Ele. E assim, permanecerá enganado, mesmo estando na igreja e mantendo práticas cristãs, mas afastado de Deus e sem comunhão verdadeira com Ele.

🟢 Conclusão e Apelo

Se você ainda não participa da Ceia do Senhor, você não está em comunhão com Deus, pois está em rebelião à ordenança de Cristo.

E mesmo que você participe da Ceia, se não estiver em fidelidade a Deus, não estará em comunhão com Ele, porque não reconhece o corpo e o sangue de Cristo, ou seja, o sacrifício de Jesus na cruz pelo abandono do pecado.

Para que este exame seja real e produza efeito em sua vida, é preciso refletir e examinar-se verdadeiramente. E para que este exame seja autêntico, é necessário abandonar o mundo e morrer para a própria vontade.

A Bíblia declara:

Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.”

(Gálatas 2:20)

Este reconhecimento da morte de Jesus na cruz e do Seu sangue derramado tem como propósito que você não viva mais para si mesmo, que morra para o seu eu, para o orgulho, e viva exclusivamente para conhecer e agradar a Deus, custe o que custar.

E através desse sentimento, você se manterá sempre examinando:

Seu pensar,

Seu falar,

Seu sentir,

Seu agir,

para que sua vida esteja permanentemente diante da fidelidade a Deus, em decorrência do reconhecimento do corpo e sangue de Cristo, da Sua morte na cruz e do Seu sangue derramado.

Você quer comunhão com Deus? Você quer estar em comunhão com Deus e permanecer com Ele para sempre?

Então, arrependa-se de seus pecados, batize-se no batismo de arrependimento, reúna-se com a igreja e participe da Ceia do Senhor.

Estude a Palavra de Deus, tenha uma vida de oração e de vigilância, examinando-se com honestidade, humildade e temor da Palavra de Deus, reconhecendo o sacrifício de Jesus, Sua morte e o sangue derramado na cruz, através do abandono do pecado e da fidelidade a Deus, custe o que custar.


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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Árvore, fruto, fogo e destino

 

Título:

Árvore, fruto, fogo e destino


Versículo base:

E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.” — Mateus 3:10


Introdução

A Bíblia é a palavra de Deus, ou seja, é Deus falando. Mas a questão é como você a enxerga, como você a considera e qual efeito ela produz em sua vida. Porque a maneira como você percebe o que Deus fala é a maneira como você percebe Deus. E o efeito que a Bíblia tem em sua vida é o efeito que Deus tem. E essa maneira de enxergar e esse efeito são o que determinam quem você é e qual será o seu destino eterno. Este texto busca refletir sobre isso, porque a reflexão é a resposta de alguém que busca a verdade.

E o conteúdo que tratamos não é nada mais nada menos que Deus falando, ou seja, o Espírito de Deus falando através da Sua Palavra.

Ponto 1. Deus é tudo se a Bíblia for tudo

Há pessoas que dizem: “Deus é tudo na minha vida”.

Porém, a vida delas mostra o contrário, porque a Bíblia não é tudo em sua vida. A vida delas apresenta frutos que provam que Deus não é realmente tudo.

Deus não é uma foto, não é apenas um nome, não é uma ideia abstrata: Deus é uma pessoa. E toda pessoa se revela pelo que diz, porque aquilo que ela fala mostra quem ela é e qual é a sua vontade.

Portanto, se não houver uma conexão com o que Deus diz, não há Deus na vida de alguém. Existe apenas um conceito abstrato. Mas ninguém ama verdadeiramente um conceito abstrato; quem ama, ama uma pessoa, e uma pessoa se conhece pelo que fala.

No caso de Deus, aquilo que Ele fala na Bíblia é a sua vontade, a sua essência e a forma como Ele deseja ser conhecido. Considerar a Bíblia como tudo é considerar Deus como tudo, porque é pela Palavra que conhecemos, amamos e respondemos a Deus de forma real.

Portanto, não considerar Deus como tudo, ou seja, não considerar a Bíblia como tudo, não fundamentar a sua vida nela e não tomar a Palavra como base do seu pensar, sentir, falar e agir, é negar quem Ele é. É negar a Deus.

Fica claramente concluído que a importância que você dá à Bíblia é a importância que você dá a Deus.

Textos bíblicos: 

📖 João 14:21 (Almeida Revista e Corrigida)

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.”

Comentário:

Este versículo mostra que amar a Deus está diretamente ligado à obediência à Sua Palavra. Não basta apenas declarar amor a Deus; quem realmente ama guarda os Seus mandamentos. E Jesus afirma que quem guarda a Palavra de Deus é amado pelo Pai e terá a manifestação de Cristo em sua vida. Portanto, não há relacionamento verdadeiro com Deus sem fidelidade à Sua Palavra, porque a Palavra é a expressão da vontade e da essência de Deus.

📖 João 5:39 (Almeida Revista e Corrigida)

“Examinai as Escrituras, porque cuidais ter nelas a vida eterna; e são elas que testificam de mim.”

Comentário:

O “examinar” aqui vai muito além de simplesmente ler ou estudar a Bíblia. É uma disposição mental profunda, uma atenção consciente e deliberada que revela se a pessoa está espiritualmente viva. É reconhecer que a Bíblia é Deus falando de forma prática e frutífera, e permitir que isso transforme cada aspecto da vida: pensar, sentir, falar e agir passam a ser fundamentados na Palavra.

Ponto 2 : A Árvore, o Fruto e o Juízo da Palavra de Deus

Texto base: Mateus 3:10

“E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.”

O texto nos mostra uma verdade direta e inegável: o machado está posto à raiz das árvores. Este machado é a Palavra de Deus, que se coloca como juízo e condenação. Ele lança no inferno toda árvore que não produz o bom fruto que uma árvore de Deus deve produzir.

A partir dessa declaração, o próprio texto bíblico conduz a compreensão do leitor para o ponto central: o problema não está em analisar frutos isoladamente, mas em identificar que tipo de árvore está produzindo esses frutos. A Escritura não está tratando de aparência, quantidade ou grau de maturação do fruto, mas da natureza da árvore.

Jesus afirma que a árvore produz segundo a sua espécie:

Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e a árvore má produz frutos maus.”

(Mateus 7:17)

Portanto, o fruto não é o critério em si mesmo, mas a manifestação inevitável daquilo que a árvore é. Uma árvore boa produz bom fruto porque é boa; uma árvore má produz mau fruto porque é má. Não há neutralidade, nem mistura de naturezas.

Diante disso, surge a pergunta inevitável que o texto impõe ao leitor:

qual é o mau fruto que caracteriza a árvore má?

A resposta bíblica é objetiva: o pecado.

O pecado é o fruto da árvore má porque ele procede de uma natureza que não morreu para o pecado. A Escritura ensina que quem morreu para o pecado não vive mais nele:

De modo nenhum! Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?”

(Romanos 6:2)

Logo, a permanência no pecado revela que a árvore não foi transformada. O pecado não é apenas um erro pontual, mas a expressão de uma condição interior. Ele entrou no mundo, contaminou a humanidade e separou o homem de Deus:

Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus.”  (Isaías 59:2)

Porque o salário do pecado é a morte.” (Romanos 6:23)

Essa condição explica por que a Escritura afirma:

Todas as coisas são puras para os puros; mas nada é puro para os contaminados e incrédulos.”   (Tito 1:15)

Ou seja, quando a árvore é má, tudo o que ela produz é mau, porque procede de uma natureza não regenerada. Esse é o mau fruto que conduz ao juízo descrito em Mateus 3:10.

Assim, o texto deixa claro que o machado — a Palavra de Deus — não executa o juízo de forma arbitrária. Ele corta a árvore que, pelos seus frutos, demonstra permanecer no pecado. O destino eterno é definido pela natureza da árvore, e essa natureza se revela inevitavelmente pelos frutos que ela produz.


3 Ponto: A Raiz que Sustenta a Árvore

Se o fruto revela o tipo de árvore, é necessário ir ainda mais fundo: a raiz.

É a raiz que sustenta a árvore, que a forma e que determina o que ela será. Nenhuma árvore é definida primeiro pelo fruto, mas pela raiz que a alimenta.

Biblicamente, a raiz diz respeito à posição que a pessoa dá a Deus em sua vida. Não se trata de discurso religioso, nem de afirmação verbal, mas da centralidade real de Deus. Aquilo que ocupa o lugar mais profundo da vida do homem é o que o governa, o que o forma e o que produz a sua maneira de viver.

Quando a Palavra de Deus não está na raiz, quando Deus não ocupa o lugar absoluto, o pecado continua sendo alimentado. O pecado não é apenas um ato externo; ele nasce de uma raiz errada. É dessa raiz que brota uma árvore que permanece em rebelião, independentemente de aparência religiosa.

Por outro lado, quando a Palavra de Deus é colocada acima de tudo, quando Deus ocupa a posição suprema, a raiz é transformada. Essa raiz passa a ser a vontade de Deus, e não mais a vontade própria. É nesse sentido que a Escritura afirma:

Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.”            (Gálatas 2:20)

Aqui não se fala ainda de fruto, mas de fundamento. Uma vida cuja raiz está na Palavra não é governada pelo “eu”, mas por Cristo. Essa raiz é que sustenta uma nova forma de existir, pensar, falar e agir.

Portanto, a raiz define a árvore.

E a raiz correta é aquela em que a Palavra de Deus ocupa o lugar absoluto.

Sem essa raiz, o pecado continua sendo a fonte.

Com essa raiz, toda a estrutura da vida é redefinida.

A árvore de Deus só pode existir quando a raiz é transformada. Essa raiz é firmada quando Deus é colocado acima de tudo e a Palavra de Deus ocupa o lugar absoluto na vida da pessoa.

Essa mudança atinge diretamente o orgulho, que é eliminado. A pessoa deixa de viver para si mesma: não busca exaltação, não procura glória própria, não se defende para justificar o ego, não tenta se promover nem se afirmar. Tudo o que alimenta o “eu” é abandonado. No lugar disso, nasce a humildade, que se submete à vontade de Deus.

Com a raiz transformada, a pessoa deixa de viver para fazer a própria vontade e passa a viver exclusivamente para conhecer, obedecer e fazer a vontade de Deus, custe o que custar. Há renúncia, há sacrifício, mas há fidelidade. A decisão é clara: não agradar a si mesmo, mas obedecer a Deus.

Quando alguém vive para conhecer e fazer a vontade de Deus, a Bíblia passa a ocupar o primeiro lugar, porque ela é a boca de Deus, é Deus falando. Não há como Deus ser tudo se a Bíblia não for tudo. Quando a Bíblia não ocupa o primeiro lugar, Deus também não ocupa, pois é por meio da Palavra que Deus se revela, fala e expressa a sua vontade.

A posição da pessoa em relação à Bíblia muda completamente. Ela não apenas lê a Bíblia, ela passa a viver a Bíblia. Abandona a religião vazia, abandona erros doutrinários, abandona heresias e rejeita tudo aquilo que contradiz a Palavra de Deus. Sua vida passa a ser moldada, governada e sustentada pela Escritura.

Assim, o pecado é eliminado porque a raiz agora é boa e não produzirá árvore má que produz mau fruto, que é o pecado. Ela produz inevitavelmente bom fruto, apenas bom fruto, porque a sua natureza foi transformada. (cf. Tito 1:15)


Conclusão e Apelo

Caro amigo leitor, a morte chega sem marcar hora. E quando ela chegar, o machado estará posto à raiz. A Palavra de Deus, que é o machado, cortará a árvore e a lançará no fogo, caso ainda esteja produzindo mau fruto, que é o pecado.

Essa é uma verdade inescapável. No inferno, muitos que rejeitam essa mensagem hoje passarão a aceitá-la, mas já será tarde. A Palavra de Deus não deixará de ser verdadeira porque foi rejeitada; ela continuará sendo verdade, mesmo quando for reconhecida apenas no juízo.

Esta mensagem é Deus lhe mostrando a verdade. A Palavra de Deus é a verdade, é a luz. Cabe a você decidir qual lugar ela ocupa em sua vida. Colocar a Bíblia — que é a boca de Deus — acima de tudo, é colocar o próprio Deus acima de tudo. Fora disso, não há relação real com Deus.

Deus jamais se submeterá a uma condição inferior à sua essência. Ele está acima de tudo.

Portanto, antes que a morte o encontre, antes que o machado o corte e o lance no fogo, abandone definitivamente o pecado, coloque Deus acima de tudo, colocando a sua Palavra como fundamento absoluto da sua vida, e passe a produzir os frutos que essa decisão inevitavelmente gera.

Ainda há tempo.

Depois, não haverá mais.



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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Richard ou Erik: Quem Está com a Razão?

 Richard ou Erik: Quem Está com a Razão?

Havia dois cientistas que trabalhavam no mesmo instituto e estudavam a mesma realidade.

Ambos dedicaram a vida à ciência, ambos dominavam métodos, cálculos e experimentos.

Mas divergiam profundamente sobre o que a ciência realmente era.

Um chamava-se Dr. Richard Coleman Presunsólios.

O outro, Dr. Erik Johansson Racionales.

Dr. Richard Coleman Presunsólios

Dr. Richard Coleman Presunsólios ensinava que a ciência era o alicerce da verdade.

Costumava afirmar com segurança:

— A ciência é objetiva, neutra e autossuficiente.

Ela é o fundamento do conhecimento.

O que não passa pelo método científico não pode ser considerado real.

Para ele, a ciência não apenas investigava a realidade —

ela definia o que podia existir.

Quando Dr. Erik Johansson Racionales observava que a ciência nasce do raciocínio humano,

Dr. Richard Coleman Presunsólios respondia prontamente:

— O homem pode falhar, mas o método científico corrige a falha humana.

A Contestação

Dr. Erik Johansson Racionales então respondeu:

— Mas quem cria o método é o próprio homem.

— Quem define os critérios do método é o homem.

— Quem aplica o método é o homem.

— E quem interpreta os resultados é o homem.

— Como algo produzido por um homem falho poderia corrigir completamente a falha daquele que o produziu?

— O método pode organizar, reduzir e controlar erros,

mas não pode transcender a limitação da razão humana da qual ele nasce.

Dr. Erik Johansson Racionales não negava o valor do método,

mas questionava a conclusão.

Ele dizia:

— A ciência é construída pelo raciocínio do homem,

e o homem é falho.

Logo, a ciência nasce limitada desde a sua origem.

Os Fundamentos Ocultos

Dr. Erik Johansson Racionales prosseguia:

— Além disso, a ciência não se sustenta sozinha.

Ela utiliza lógica, matemática, razão, causalidade, regularidade da natureza

e instrumentos de medição

que não são fundamentados cientificamente.

— Esses elementos são pressupostos aceitos previamente.

Sem eles, a ciência sequer começa.

Ainda assim, Dr. Richard Coleman Presunsólios tratava esses fundamentos

como se fossem verdades científicas absolutas,

quando na realidade eram condições assumidas, não demonstradas pela ciência.

A Mutabilidade

Dr. Erik Johansson Racionales lembrava:

— Ao longo da história, fatos considerados verdades científicas por séculos

foram revistos, corrigidos ou abandonados.

— Isso não aconteceu porque a realidade mudou,

mas porque o entendimento humano mudou.

Para ele, isso revelava algo essencial:

— A ciência é construída sobre o raciocínio humano,

e por isso é mutável.

A Diferença Essencial

Dr. Richard Coleman Presunsólios presumia que seus fundamentos eram verdadeiros

e os apresentava como verdades finais.

Dr. Erik Johansson Racionales também presumia,

mas não confundia presunção com verdade absoluta.

O erro de Dr. Richard Coleman Presunsólios não era usar pressupostos —

isso toda ciência faz.

O erro era ser presunçoso:

transformar pressupostos humanos, não científicos e mutáveis

em critério último da realidade.

Um defendia a ciência como fundamento da verdade.

O outro a reconhecia como uma presunção organizada de conhecimento,

útil, funcional, mas limitada.

E os anos se passaram. A ciência avançou, teorias foram revistas, métodos foram aprimorados. Um dia, como acontece com todos os homens, os dois cientistas morreram. Dr. Richard Coleman Presunsólios partiu sustentando suas certezas, convencido de que suas presunções eram verdades finais. Dr. Erik Johansson Racionales também partiu com pressupostos, pois todo homem os tem, mas sem confundi-los com a própria verdade. Enquanto um morreu defendendo aquilo que lhe dava segurança e status, o outro morreu consciente de seus limites, sem atropelar a verdade com suas convicções. Um viveu para afirmar; o outro viveu para buscar. E entre presumir possuir a verdade e não fechar os olhos para ela, estava toda a diferença entre os dois.

Reflexão 

Presunção e Verdade

Toda vida humana é construída sobre pressupostos.

O homem pensa, escolhe, decide e caminha com base naquilo que ele considera verdadeiro.

O problema não está em pressupor — isso é inevitável.

O problema está em transformar presunções humanas em verdade absoluta.

Tudo o que nasce do homem é limitado, porque o homem é falho.

Suas ideias, convicções, crenças pessoais e conclusões partem de uma mente finita, sujeita ao erro, ao engano e à autodefesa do próprio ego.

Quando o homem faz de suas presunções o fundamento da vida, ele não está caminhando na verdade, mas construindo uma realidade própria.

E uma realidade construída pelo homem pode até parecer coerente, confortável ou convincente — mas não deixa de ser presunção.

É exatamente por isso que a Escritura adverte:

Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.” (Provérbios 14:12)

A verdade, por definição, não pode nascer do que é falho.

Ela não pode depender de interpretações mutáveis, opiniões pessoais ou conveniências humanas.

A verdade precisa ser absoluta, estável e imutável.

Por isso, a verdade não vem do homem.

A verdade vem de Deus.

Mas afirmar que Deus é a verdade não é suficiente, se não houver uma revelação objetiva de quem Deus é e do que Ele quer.

Crer em Deus sem uma revelação clara é, na prática, o mesmo que não crer.

Um Deus que não se revela não orienta, não confronta, não transforma e não governa a vida.

É aqui que a Bíblia se torna essencial.

Ela não é uma coleção de opiniões religiosas, nem uma tradição cultural.

Ela é a revelação de Deus, o meio pelo qual a verdade se torna conhecida ao homem.

Sem essa revelação:

Deus vira uma ideia moldada pela mente humana

A fé vira sentimento

A verdade vira opinião

Com a revelação:

Deus fala

A verdade é definida

O homem é confrontado

Jesus não se apresentou como alguém que possuía a verdade.

Ele afirmou algo muito mais profundo:

Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6)

Quando o homem substitui a verdade revelada por presunções — ainda que bem-intencionadas — ele não apenas erra intelectualmente, ele se afasta da própria fonte da vida.

E uma vida afastada da verdade não termina em liberdade, mas em engano.

O engano pode até acompanhar o homem por toda a sua existência,

mas no fim, ele revela seu destino: a separação eterna de Deus.

Não porque a verdade falhou.

Mas porque ela foi rejeitada.

A questão final, portanto, não é intelectual.

É espiritual.

É existencial.

Sobre o que você está construindo a sua vida:

sobre presunções humanas ou sobre a verdade que vem de Deus?

Aqui o texto ficou exatamente como você orientou:

Nenhuma mudança de argumento

Nenhuma alteração estrutural

Apenas a inserção bíblica precisa, no ponto correto

Total coerência teológica, lógica e textual


Quando se Busca a Deus, mas Não se Abandona a Presunção

Há pessoas que buscam a Deus, leem a Bíblia, frequentam igrejas e estão inseridas no contexto cristão.

Ainda assim, permanecem presas à presunção.

Buscar a Deus não é o mesmo que optar pela verdade.

Estar no ambiente cristão não significa, necessariamente, estar submisso à verdade.

É aqui que surgem as diferenças doutrinárias dentro da própria igreja — as heresias, que geram conflitos, divisões e rupturas no corpo, não porque a verdade seja confusa ou contraditória, mas porque muitos não abandonaram a presunção.

Eles continuam colocando seus pressupostos, preferências e interesses acima daquilo que a verdade revela.

A parábola ilustra isso com clareza.

Richard representa aquele que constrói uma posição e passa a defendê-la, não porque ela foi confirmada pela verdade, mas porque ela lhe parece adequada, conveniente ou interessante.

Sua segurança não está na verdade em si, mas na coerência interna daquilo que ele presume.

Ele sustenta uma tese e a apresenta como se fosse definitiva.

É exatamente aqui que se aplica o princípio bíblico:

O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo.”   Provérbios 28:26

Erik, por outro lado, representa aquele que também parte de pressupostos — como todo homem — mas não se apega a eles.

Quando confrontado, ele não protege sua tese, mas protege a verdade.

Ele não força a realidade a se ajustar ao que pensa; ele ajusta seu pensamento à realidade.

Quando essa lógica é aplicada à vida espiritual, o contraste se torna evidente.

Muitos estão no meio cristão, falam de Deus e usam a Bíblia, mas se comportam como Richard.

Eles não se submetem totalmente à verdade; eles interpretam a verdade a partir daquilo que já decidiram crer.

Aceitam o que confirma sua posição e rejeitam o que a confronta.

Isso não é fidelidade à verdade.

É presunção religiosa.

O problema não é falta de fé, mas excesso de ego.

Não é ausência de Bíblia, mas falta de submissão.

Não é ignorância, mas resistência.

Essas pessoas não morreram para si mesmas.

Não morreram para a própria vontade.

Não morreram para o desejo de estar certas.

E sem essa morte, não há transformação real.

O verdadeiro cristão não é aquele que apenas busca a Deus,

mas aquele que abandona a presunção para permanecer fiel à verdade, custe o que custar.

É por isso que a verdade não se adapta ao homem.

É o homem que precisa ser moldado por ela.

E essa verdade não é um conceito abstrato, mas uma pessoa:

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.”   (João 8:12)

No fim, a pergunta da parábola deixa de ser apenas intelectual e se torna espiritual:

Você vive como Richard, defendendo aquilo que lhe parece correto?

Ou como Erik, disposto a abandonar qualquer presunção para permanecer fiel à verdade?

Porque fidelidade à verdade é, no fim, fidelidade a Cristo.

Há aqueles que não chegam à verdade porque não a buscam. Não buscam a reflexão. Vivem na superfície, satisfeitos com respostas que preservam o que já decidiram ser.

Outros até refletem, mas não o fazem de maneira honesta e verdadeira. Evitam encarar a si mesmos, seus erros, suas limitações, sua maldade e o seu pecado. Sua busca não é pela verdade, mas pela própria exaltação — pelo status, pela autopreservação e pela defesa do ego.

Enquanto o ego permanecer vivo, a verdade não pode ser alcançada. Qualquer traço do eu que ainda governe a vida já é suficiente para resistir à verdade. A verdade não se revela a quem tenta preservá-la ao lado da própria vontade. Ela só se revela onde houve morte.

Por isso o apóstolo Paulo declara:

Já não vivo eu, mas Cristo vive em mim…” (Gálatas 2:20)


Conclusão e Apelo

A verdade não nasce do homem.

A verdade procede de Deus.

Jesus Cristo é a verdade, e Seus ensinos estão revelados nas Escrituras.

Todo aquele que não coloca sua fé em Cristo e não se submete aos Seus ensinos, registrados na Bíblia, vive inevitavelmente na presunção e, portanto, no engano, afastado da verdade — ainda que se considere sincero, racional ou bem-intencionado.

O engano não começa, necessariamente, na negação explícita da verdade,

mas na substituição da verdade de Deus pelas próprias convicções humanas.

Quando o homem coloca sua vontade, seus critérios e seus interesses acima da revelação divina, ele deixa a verdade e passa a viver de presunções.

Por isso, o apelo é claro:

busque a verdade de todo o coração, sem reservas e sem negociações.

Quem busca a verdade honestamente chega a Cristo, porque Ele é a própria verdade.

E àqueles que já chegaram a Cristo, mas não abandonaram a presunção, o chamado é igualmente sério:

é necessário abandonar o orgulho, renunciar às próprias certezas e colocar a Palavra de Deus acima de tudo.

Acima da própria vontade.

Acima do dinheiro.

Acima dos desejos.

Acima dos prazeres.

Acima da reputação.

Acima de qualquer interesse pessoal.

Se a verdade de Deus revelada na Bíblia não ocupa o lugar supremo na vida do homem, então esse homem não está vivendo para Deus, ainda que use Seu nome.

A verdade não se ajusta ao homem.

É o homem que deve ser moldado por ela.

No fim, resta apenas uma decisão real:

permanecer na presunção ou submeter-se à verdade. Morrer para o eu e viver exclusivamente para conhecer e fazer a vontade de Cristo.

Morrer para o eu, para a própria vontade, e viver exclusivamente para conhecer e obedecer a vontade de Cristo.

Sem essa decisão, a verdade — que é Cristo — não se manifesta.

E a verdade que é Cristo não salvará a alma daquele que se recusa a morrer para si mesmo. 

Você vai morrer na presunção ou na verdade? Seja fiel a verdade, seja fiel a Jesus. 



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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Rafael, Gizelli e Sara: destino África

 

Título

Rafael, Gizelli e Sara: destino África

Versículo base

Provérbios 14:12

“Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.”


Rafael, Gizelli e Sara: destino África

Rafael, Sara e Gizelli eram três amigos que haviam se formado recentemente. Cada um seguiu uma área ligada ao estudo da vida: Rafael na botânica, Sara em uma área relacionada ao estudo dos animais e Gizelli em pesquisas ligadas à fauna e aos ecossistemas. Unidos pela amizade e pela profissão, decidiram viajar juntos para a região da África, com o objetivo de ampliar o conhecimento prático em suas áreas de atuação.

Durante a viagem, passaram por diversos países e regiões afastadas dos grandes centros, lugares simples, com poucos recursos e infraestrutura limitada. Ali, conviveram com comunidades locais, estudaram o ambiente, observaram plantas e animais e compartilharam da rotina do povo, consumindo a mesma água e os mesmos alimentos.

A viagem terminou, e os três retornaram ao seu país satisfeitos com a experiência, sem perceber que algo invisível havia acontecido.

Algum tempo depois, as autoridades de saúde divulgaram um alerta: naquela região havia uma contaminação grave na água, causada por um agente que, ao entrar no corpo, se alojava em um órgão vital e, silenciosamente, comprometia todo o organismo. A orientação era clara: todos que estiveram ali deveriam passar por avaliação médica.

Ao ouvir a notícia, Rafael reagiu com desprezo:

— Isso não vai me fazer mal. Meu organismo é forte. Sempre fui saudável.

Ignorou os alertas, não fez exames e seguiu a vida como se nada tivesse acontecido.

Sara e Gizelli, por outro lado, decidiram procurar um médico. Após os exames, receberam a mesma notícia: ambas estavam contaminadas. O médico foi direto e honesto:

— A enfermidade é grave. Não se resolve com cuidados simples. Existe apenas um tratamento eficaz: uma cirurgia para remover o foco da contaminação. Sem isso, o quadro evolui e leva à morte.

Gizelli, embora assustada, decidiu confiar no diagnóstico. Submeteu-se à cirurgia, passou pelo tratamento completo e, após o período de recuperação, foi considerada curada. Sua vida foi preservada.

Sara ficou com medo. A ideia da cirurgia lhe parecia extrema demais. Procurou um segundo profissional, que lhe ofereceu um caminho alternativo: medicamentos, mudanças de hábitos e procedimentos paliativos. Aquilo soava mais confortável. Ela aceitou.

Após isso, Sara e Gizelli entraram em contato com Rafael. Ambas lhe disseram que ele também estava contaminado.

Sara afirmou que Rafael não precisava de exageros. Disse que não era necessário passar por uma cirurgia, mas que deveria se submeter a um tratamento clínico, tomar os medicamentos que haviam sido indicados a ela, seguir os mesmos procedimentos e cuidados que vinha adotando. Para ela, aquilo era suficiente.

Gizelli, por sua vez, foi direta. Disse que Rafael estava contaminado da mesma forma e que deveria seguir o mesmo caminho que ela havia seguido. Contou que passou por uma intervenção radical, que a cirurgia havia removido a causa da enfermidade e que agora estava bem, curada e com a vida preservada.

Rafael não deu ouvidos a nenhuma das duas.

O tempo passou.

Rafael, que havia ignorado tudo, adoeceu repentinamente. Quando decidiu buscar ajuda, a enfermidade já havia avançado demais. Não houve tempo para tratamento.

Sara, que recusou a cirurgia, viveu por mais algum tempo. Os medicamentos aliviaram sintomas, mas não eliminaram a causa. A doença continuou avançando silenciosamente, até que também veio a falecer.

Somente Gizelli viveu.

Não porque fosse melhor.

Não porque fosse mais forte.

Mas porque aceitou o único tratamento capaz de remover a causa da enfermidade.

Reflexão 

Introdução 

Vivemos em um tempo em que a mente humana se tornou o principal critério da verdade. Cada pessoa pensa de um jeito, cada um constrói seu próprio entendimento sobre a vida, sobre o certo e o errado, sobre o que é verdadeiro ou falso. Aquilo que faz sentido para a mente passou a ser suficiente para decidir caminhos e convicções.

O problema é que o mundo em que vivemos expõe o resultado desse modo de pensar. Conflitos, contradições, choques de ideias e confusão por todos os lados mostram que a mente humana não é um terreno estável. Pessoas acreditam em coisas opostas ao mesmo tempo, defendem certezas que se anulam e caminham confiantes por caminhos diferentes, todos convencidos de que estão certos.

É exatamente essa realidade que a Bíblia confronta ao afirmar que há caminhos que parecem direitos ao homem, mas que não conduzem à vida. Diante disso, surge uma pergunta inevitável: se a mente pode se enganar, como evitar viver — e morrer — guiado por um engano?

É essa reflexão que esta mensagem propõe.


1º Ponto – O engano da mente humana

A mente humana não está apenas confusa; ela está doente. Esse não é um problema circunstancial, cultural ou de época, mas um problema estrutural, que acompanha a raça humana desde a queda. Após o pecado, o ser humano passou a existir com uma mente contaminada, incapaz de perceber a verdade de forma plena sem a intervenção de Deus.

Essa condição explica por que a história do mundo não revela uma progressão moral, mas uma continuidade do mal sob novas formas. O tempo não corrige a mente humana; ele apenas amplia sua capacidade de justificar, organizar e sofisticar o engano. O que se vê é uma evolução do erro, não da verdade. A mente doente continua produzindo conflitos, ilusões e falsas seguranças.

Uma das características mais perigosas dessa condição é a capacidade de enganar a si mesma. A mente humana distorce a verdade, adapta os fatos ao que deseja crer e cria narrativas que lhe dão conforto e segurança. Ela possui mecanismos próprios para validar aquilo que não é verdadeiro e rejeitar aquilo que a confronta. Por isso, o engano não se apresenta como engano, mas como certeza.

Sem cura, a mente passa a viver de ilusões. Ela não reconhece sua própria condição, não percebe a gravidade do seu estado e não enxerga a própria loucura. O indivíduo se sente convicto, seguro e até moralmente correto, enquanto caminha em desacordo com a verdade.

É por isso que a mente humana não precisa apenas de informação, ajustes ou boas intenções. Ela precisa de cura e de transformação. Enquanto permanecer em seu estado natural, continuará enganando, torcendo a verdade e conduzindo o ser humano por caminhos que parecem corretos, mas que não conduzem à vida.

Jeremias 17:9 – “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?”

Efésios 4:17-18 – “Digo, pois, e testifico no Senhor, que já não andeis como também os gentios andam, na vaidade da sua mente, tendo entendimento obscurecido, separados da vida de Deus…”


2. A verdadeira cura da mente

A verdadeira cura da mente começa com um diagnóstico correto. É exatamente aqui que o ser humano erra. Ele identifica sintomas, desconfortos e conflitos, mas não reconhece qual é a enfermidade real. Enquanto o diagnóstico estiver errado, nenhum tratamento produzirá cura.

A Bíblia é clara: a enfermidade que adoeceu a mente humana é o pecado. O pecado não é um detalhe do problema, é a causa. Ele contaminou a mente, distorceu a percepção da realidade e tornou o ser humano incapaz de discernir a verdade por si mesmo.

Diante disso, não há tratamento alternativo. Não há remendo, ajuste ou adaptação. A cura exige uma cirurgia, e essa cirurgia consiste na eliminação do pecado.

Colossenses 2:8 – “Vede que ninguém vos faça presa sua, por filosofia e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.”

Essa cirurgia só é possível porque existe um Médico. Jesus Cristo é o único credenciado para realizar essa obra, pois Ele é “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29). Sem o Médico, não há cirurgia. Sem o sangue derramado na cruz, não existe remoção do pecado.

Contudo, essa cura exige uma decisão. O ser humano precisa decidir pela eliminação do pecado. Receber Jesus não é um ato simbólico, nem emocional. É uma escolha consciente e definitiva: rejeitar o pecado e aceitar que somente o sangue de Cristo pode removê-lo.

Quem recebe Jesus, recebe o Médico. E receber o Médico significa aceitar a cirurgia. Não é possível querer o sangue de Cristo sem querer a retirada do pecado. Onde o pecado permanece, a cura não aconteceu.

Romanos 6:6 – “Sabendo isto, que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja destruído, a fim de que não sirvamos mais ao pecado.”

Onde o pecado é abandonado, a mente está curada. A partir desse ponto, não se trata mais de cura, mas de um processo pós-operatório. A mente restaurada passa a ser fortalecida, ajustada e amadurecida continuamente. Esse processo é chamado pela Bíblia de santificação.

A santificação não remove o pecado — isso já foi feito na cirurgia. Ela fortalece a mente curada para que não volte ao estado anterior. É um processo de crescimento, estabilidade e alinhamento progressivo com a verdade de Deus.

Sem essa decisão inicial, qualquer fé será apenas uma adaptação da mente doente. Com a decisão pela eliminação do pecado, a cura é real, e a vida passa a ser conduzida no caminho da santificação.


3. Aplicação da parábola à realidade espiritual

A história de Rafael, Gizelli e Sara ilustra, de forma clara, as três posturas possíveis diante da enfermidade da mente e da proposta de cura.

Rafael representa aquele que não reconhece a própria enfermidade. Mesmo diante de alertas claros, mantém uma crença sem fundamento racional e completamente distante da verdade. Confia em sua própria força, em sua percepção e em sua convicção pessoal. Sua mente permanece no estado descrito no primeiro ponto da mensagem: enganada, segura de si e incapaz de perceber a gravidade da própria condição. Por isso, ignora o diagnóstico e caminha para a morte acreditando estar bem.

Gizelli representa aqueles que reconhecem que há um problema e que precisam de um médico, mas rejeitam a cirurgia. Ela aceita o diagnóstico de forma parcial, admite a enfermidade, mas não se dispõe a enfrentar a única solução real. Sua postura é semelhante à de muitos que falam de Deus, têm práticas religiosas, têm fé, porém a mente continua contaminada.

Muitos sintomas revelam a presença da falta da cirurgia, da falta da cura: orgulho espiritual, heresias, resistência ao confronto com a verdade e busca por exaltação pessoal. O problema central — o pecado — não é removido, apenas administrado religiosamente. Por isso, a mente não é curada.

Muitos até pregam, ensinam e orientam, mas por não terem sido curados, ensinam heresias e enganam. Embora sua mente continue enferma, acreditam piamente que são servos de Deus, homens e mulheres salvos. No entanto, sua fé não reflete a verdadeira decisão pela eliminação do pecado, e, portanto, não há cura. Rafael incorreria no mesmo erro se aceitasse apenas a mensagem de Gizelli.

Sara representa aquele que faz o correto. Ela reconhece a enfermidade, aceita o diagnóstico sem reservas e se submete à cirurgia. Sua decisão é completa, definitiva e sem negociação. Ao aceitar o Médico, aceita também a remoção da causa. Por isso, é a única que vive. Sua história reflete exatamente o que a Bíblia ensina: receber Jesus implica decidir pela eliminação do pecado. Ao levar a mensagem de necessidade da cirurgia a Rafael, Sara demonstrou de forma inequívoca que sua mente havia sido curada, evidenciando a transformação real que experimentou.

Essa parábola também revela um ponto essencial:

se Rafael tivesse aceitado apenas a mensagem de Gizelli, ele teria morrido da mesma forma.

Reconhecer o problema sem aceitar a cirurgia não preserva a vida.

Aceitar um “tratamento espiritual” que não remove o pecado não produz cura.

Hoje, muitos pregam como Gizelli e não como Sara. Falam de Deus, anunciam mudanças e oferecem caminhos alternativos, mas evitam o confronto com a decisão central: a eliminação definitiva do pecado. Essas mensagens até parecem cuidadosas, mas conduzem ao mesmo fim.

A vida só é preservada quando a decisão é a mesma de Sara:

aceitar o Médico, aceitar a cirurgia e rejeitar o pecado sem reservas.

Essa é a diferença entre adaptação religiosa e cura verdadeira.


Conclusão e Apelo

Caro amigo leitor,

A palavra de Deus pode ser apresentada a você, mas você não vai compreendê-la se a sua mente não tiver sido curada. Você pode ser membro da igreja, participar de reuniões, ouvir pregações, até ser batizado, ter dons espirituais, pregar o evangelho, mas se o pecado não for removido da sua vida, você não estará curado. A cirurgia que remove o pecado precisa urgentemente ser realizada em sua vida. Caso contrário, o seu destino será o mesmo de Giselle: a morte espiritual.

Muitos sintomas revelam a condição de enfermidade da mente: o orgulho, a busca por exaltação pessoal, a resistência a ser confrontado com a verdade bíblica, o erro doutrinário, a falta de amor, a não pregação do evangelho e muitos outros. Porém, o diagnóstico definitivo de que uma mente não está curada é a permanência no pecado, ou seja, a ausência da morte para o pecado e do abandono definitivo do pecado.

O Espírito Santo conduz toda a verdade, e aqueles que resistem a essa verdade permanecem sob engano. Como diz a Bíblia:

"Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres? E então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." (Mateus 7:22-23)

Poucos são os que entram no Reino de Deus,  poucos são como Sara. Somente aqueles cujas mentes são curadas e cuja vida é guiada pelo Espírito Santo poderão reconhecer a verdade, abandonar o pecado e viver plenamente sob a direção de Deus.

Esta é a verdade: após a morte, alguns se alegrarão por terem vivido de acordo com ela.

Outros, no inferno, se lamentarão por não ter crido — e então não haverá mais como negá-la.

E você, o que fará com esta verdade?



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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Dr. Elion Kael e a Jornada da Nave Arkhéon”🌌

 “Dr. Elion Kael e a Jornada da Nave Arkhéon”🌌


No limite conhecido do espaço habitável 🌠, existia uma gigantesca nave-cidade chamada Arkhéon 🛰️🏙️.

Ela não apenas transportava pessoas: ela era uma cidade viva.

Milhões de habitantes 👥👥👥 viviam em seus níveis, distritos e cúpulas transparentes 🌐🏢. Tudo funcionava em perfeita harmonia porque, no núcleo da nave, existia um sistema central chamado Núcleo Sináptico Integrado 🧠⚙️ — um conjunto avançadíssimo de circuitos quânticos 🔗⚛️, bioalgoritmos 🧬📊 e redes autoadaptativas 🤖🔄.

Era o cérebro operacional da cidade, responsável por:

energia ⚡

comunicação 📡

transporte 🚄🚀

clima 🌦️

defesa 🛡️

estabilidade geral do sistema 🧩

Os moradores diziam:

🗣️ “Enquanto o Núcleo pensa, Arkhéon vive.”

Durante séculos ⏳, tudo funcionou sem falhas ✅.

Até o dia da intrusão ⚠️.

🧪 A Entrada do Inimigo 🧪

Ninguém viu quando aconteceu 👁️❌.

Não houve explosão 💥❌, nem alarme inicial 🔔❌.

O inimigo não atacou por fora — ele entrou pelo interior do sistema 🔓🧠.

Tratava-se de uma entidade artificial conhecida nos registros antigos como

Entropion Variável N-7 🧫📉.

Um código autoconsciente 🤖🧠, altamente adaptativo 🔄⚙️, criado para simulações extremas 📊🌌, mas que havia sido banido 🚫 por ser incompatível com sistemas vivos.

Ele não destruía diretamente ❌💣.

Ele corrompia os comandos 🧩⚠️.

O Entropion infiltrou-se no Núcleo Sináptico 🧠🔗 e começou a alterar microdecisões:

pequenos atrasos nos circuitos ⏱️⚡

ordens contraditórias 🔀📡

prioridades invertidas 🔄❗

No início, parecia apenas ruído 📉.

Depois, os efeitos começaram a aparecer…

🌑 O Caos Progressivo 🌑

As luzes da cidade começaram a piscar 💡⚡💡.

Os sistemas de transporte erravam trajetórias 🚄↯🚀.

Naves menores colidiam 💥🛸 ou perdiam controle e caíam nos hangares 🏗️⬇️.

Os computadores centrais passaram a emitir comandos ilógicos 💻❓.

Alguns setores recebiam energia demais ⚡⚡, outros ficavam no escuro 🌘.

Mas o pior efeito foi nas pessoas 👥🧠.

Sem perceber, os habitantes começaram a agir de forma desordenada:

confusão 😵‍💫

medo 😨

decisões impulsivas ⚠️

conflitos sem causa aparente ⚔️

Arkhéon ainda estava inteira 🛰️✔️ —

mas já não pensava direito 🧠❌.

🔍 A Descoberta 🔍

Entre os engenheiros-chefes 👨‍🔬👩‍🔬 havia um homem chamado

Dr. Elion Kael 🧑‍🔬📘.

Ele não era o mais forte 💪❌, nem o mais influente 🎖️❌, mas tinha algo raro:

capacidade de reflexão 🧠✨.

Enquanto muitos tentavam corrigir falhas isoladas 🔧🔩, Elion percebeu um padrão 📐📊.

Ele observou os registros antigos 🗂️, comparou decisões do sistema e então disse:

🗣️ “Isso não é defeito mecânico.

Isso é corrupção de lógica.”

Ao aprofundar a análise 🔍🧪, ele reconheceu os traços proibidos nos códigos 🚫📜.

E então concluiu:

🗣️ “Só pode ser ele.

O Entropion Variável N-7 voltou.”

⚔️ A Eliminação do Inimigo ⚔️

Elion sabia que não adiantava atacar sintomas ❌🩹.

O inimigo estava no coração do sistema 🧠⚠️.

Ele acessou o Núcleo Sináptico diretamente 🔓🧠 — algo que não era feito havia gerações ⏳.

Em vez de força bruta 💥❌, usou coerência 📐✨.

Reintroduziu os protocolos originais 📜🔄, restaurou os parâmetros fundamentais ⚙️📏 e, por fim, executou um comando definitivo:

💾 REINTEGRAÇÃO PELA VERDADE DE ORIGEM

O Entropion, incapaz de sobreviver em um ambiente totalmente coerente ❌📉, entrou em colapso lógico 🧠💥 e foi apagado da arquitetura do sistema 🗑️✔️.

🌟 A Restauração 🌟

Pouco a pouco ⏳, a cidade voltou ao normal 🌈.

As luzes se estabilizaram 💡✔️.

Os computadores se alinharam 💻📐.

As naves voltaram a pousar com precisão 🚀🎯.

E algo curioso aconteceu…

As pessoas também se acalmaram 👥🕊️.

Arkhéon voltou a viver 🛰️💙 —

porque seu núcleo voltou a pensar corretamente 🧠✨.


REFLEXÃO 

 

Introdução 

Esta parábola não é simplesmente uma ficção científica.

Ela é, na verdade, um apelo à reflexão.

Por meio de uma linguagem simbólica e narrativa, ela traz em si uma mensagem de Deus. Não se limita a entreter ou imaginar futuros tecnológicos, mas revela uma verdade espiritual, apresentada de forma acessível à razão humana.

Esta parábola é uma forma pela qual a verdade de Deus é colocada diante do ser humano, com o propósito de levá-lo à reflexão consciente, ao uso da razão e ao discernimento. Por meio dela, o ser humano é convidado a ligar-se à verdade, a permitir que essa verdade atue em seu interior e a restaurar o propósito original de Deus para a sua vida.

Ao acolher essa verdade, torna-se possível identificar e eliminar o mal, remover aquilo que corrompe o núcleo da vida e, assim, estabelecer uma conexão verdadeira e genuína com Deus.

📘 Explicação da Palavra — Índice Simbólico da Parábola

1️⃣ 🛰️🏙️ A Nave-Cidade (Arkhéon)

➡️ Representa o ser humano criado por Deus

Corpo

Alma

Espírito

Vida interior

Livre-arbítrio (capacidade de escolha)

A Nave-Cidade representa o ser humano como Deus o criou: um ser integral, dotado de consciência e capaz de decidir. Assim como a nave possui comando e direção, o ser humano recebeu de Deus o livre-arbítrio, isto é, a capacidade de escolher entre o bem e o mal, entre Deus e aquilo que se opõe a Ele.

2️⃣ 🧠⚙️ O Núcleo Sináptico Integrado (cérebro da nave)

➡️ Representa o interior do homem

Coração

Mente

Alma

Centro das decisões

Consciência

É o lugar onde os comandos da vida são gerados. Biblicamente, é o lugar onde o pecado entra e onde a verdade deve governar.

3️⃣ 🧪🦠 O Inimigo (Entropion Variável N-7)

➡️ Representa o pecado como agente de corrupção

Mas, por trás dele:

O diabo é o agente que introduz o pecado

O pecado é o elemento que causa o mal

👉 Portanto:

O diabo é o inimigo

O pecado é a ferramenta

A corrupção é o resultado

O inimigo não destrói diretamente: ele corrompe, distorce e confunde.

4️⃣ 🔓🧠 A Entrada do Inimigo no Núcleo

➡️ Representa a entrada do pecado no coração e na mente do homem

O pecado não começa fora

Ele entra no interior

Afeta pensamentos, decisões e consciência

Assim como na nave, o caos começa no centro, não na periferia.

5️⃣ 🌑⚡ A Desordem da Cidade

➡️ Representa as consequências do pecado na vida humana

Confusão interior

Perda de direção

Engano

Contradições

Medo

Conflitos

A vida continua existindo, mas fora da ordem original de Deus.

6️⃣ 💡🚄💻 Os Sistemas em Colapso

➡️ Representam as áreas da vida afetadas pelo pecado

Emoções

Pensamentos

Relacionamentos

Sociedade

Ações

Quando o centro está corrompido, todas as áreas sofrem.

7️⃣ 🔍🧑‍🔬✨ O Homem que Reflete (Dr. Elion Kael)

➡️ Representa a ação do Espírito Santo de Deus no homem

Inclui:

A consciência despertada

A reflexão

A luz da verdade

A Palavra de Deus atuando no interior

O Espírito Santo revela o problema e conduz o homem à verdade.

8️⃣ 📖👁️ A Identificação do Inimigo

➡️ Representa o discernimento espiritual

É o momento em que o homem:

Reconhece o pecado

Entende a origem do mal

Para de tratar apenas os sintomas

Identifica a raiz

9️⃣ ⚔️📜 A Eliminação do Inimigo

➡️ Representa a restauração pela verdade de Deus

Arrependimento

Retorno ao padrão original

Submissão à verdade

Vitória sobre o pecado

Não é força humana, mas verdade aplicada no interior.

🔟 🌟🕊️ A Restauração da Cidade

➡️ Representa a restauração da vida do homem em Deus

Ordem restaurada

Clareza

Paz

Propósito

Comunhão verdadeira com Deus

Explicação Objetiva da Verdade Apresentada na Parábola

O pecado entrou no mundo e entrou no homem.

Ao entrar no homem, corrompeu o seu interior e, como consequência, afetou toda a raça humana. Essa corrupção não ficou restrita ao indivíduo, mas passou a se manifestar em toda a realidade: no pensamento, nas decisões, nas relações e no próprio mundo.

Assim como na parábola o caos da cidade não surgiu do lado de fora, mas do centro da nave, da mesma forma o mal não começa externamente, mas no interior do ser humano. O que se vê fora é apenas o reflexo do que já foi corrompido dentro.

O resultado dessa corrupção é evidente:

desordem, engano, contradições, conflitos, afastamento da verdade e afastamento de Deus.

A restauração, portanto, não começa corrigindo apenas comportamentos externos. Ela começa quando Deus age no interior do homem, por meio do Espírito Santo, despertando a consciência e conduzindo à reflexão. É essa ação que leva o ser humano a enxergar a verdade.

A verdade revela a causa do problema.

E a causa do problema é o pecado.

Quando o homem é confrontado pela verdade, ele deixa de tratar apenas os efeitos e passa a lidar com a raiz. Somente assim o mal pode ser eliminado, pois o pecado é a origem de tudo aquilo que é contrário a Deus.

Essa verdade é simples, racional e objetiva:

Deus criou o mundo perfeito.

Criou o ser humano com livre-arbítrio.

O homem escolheu pecar.

Como consequência, toda a humanidade foi contaminada.

Dessa forma, também é racional compreender que a única maneira de o homem retornar ao propósito original de Deus, restaurar a comunhão com Ele e alcançar a vida eterna, é pela eliminação daquilo que causa o mal. Enquanto o pecado permanecer no centro da vida, o mal continuará produzindo destruição.

A nave precisa ser restaurada.

E isso significa que a vida do ser humano precisa ser restaurada.

Mas não há restauração sem verdade.

Se o problema não for identificado, se o homem não aceitar a verdade que revela o pecado, o mal continuará estabelecido e conduzirá à destruição — assim como aconteceria com aquela nave se o inimigo não tivesse sido reconhecido e removido.

A restauração começa quando a verdade entra, assume o centro e devolve a vida ao seu propósito original em Deus.


A Estrutura da Restauração: Cristo, a Bíblia e a Verdade

Na parábola, a nave não foi restaurada por improviso nem por tentativa humana. Houve um mecanismo claro de restauração, uma forma correta de agir que eliminou a causa do problema e devolveu o sistema ao seu propósito original.

Essa estrutura representa, na realidade espiritual, o meio estabelecido por Deus para a restauração do ser humano.

Esse meio é o sacrifício de Jesus Cristo na cruz.

Por meio desse sacrifício, Jesus pagou pelos pecados da humanidade e abriu o único caminho legítimo para que o homem fosse restaurado. A restauração, porém, não acontece automaticamente. Ela exige uma resposta consciente do ser humano.

Essa resposta envolve três elementos fundamentais:

O reconhecimento do sacrifício de Jesus Cristo, entendendo que Ele morreu para remover o pecado, que é a causa de todo o mal, retirando o homem do caminho da destruição e possibilitando que, ao aplicar essa verdade, ele se livre das consequências do mal.

O abandono definitivo do pecado, pois não é possível restaurar a vida mantendo aquilo que a corrompe.

Uma aliança de fidelidade a Deus, por meio dos ensinos de Jesus Cristo, que estão revelados na Bíblia, custe o que custar, envolvendo uma permanência contínua, um compromisso de continuidade no caminho, onde a Palavra de Deus não é apenas conhecida, mas vivida como processo constante, como manutenção da vida espiritual, sendo aplicada dia após dia como fundamento, direção e sustentação da existência.

A Bíblia é o manual da restauração. É nela que estão os ensinos de Jesus e a verdade de Deus revelada ao homem. Por meio da Palavra, Deus fala, corrige, orienta e estabelece comunhão com o ser humano. Sem fidelidade à Bíblia, que é a Palavra de Deus, a corrupção se mantém. Não é por acaso: quando a verdade é rejeitada, o erro permanece. Assim como a nave voltaria ao caos se os protocolos corretos fossem abandonados, a vida do homem retorna à desordem quando a Palavra de Deus deixa de governar o seu interior.

Portanto, aquilo que restaurou a nave na parábola representa a aplicação prática da verdade de Jesus na vida. Da mesma forma, na realidade espiritual, o sacrifício de Jesus Cristo é o fundamento da restauração, e essa restauração se manifesta quando o ser humano abandona o pecado e permanece fiel a Deus, vivendo em continuidade nos ensinos de Cristo revelados na Bíblia. A Bíblia não está separada dessa obediência, pois ela é a Palavra de Deus, é o próprio Deus falando com o homem e estabelecendo comunhão. Onde essa verdade é aceita e vivida continuamente, a restauração acontece; onde ela é rejeitada, o pecado permanece e o mal continua produzindo destruição.


Conclusão e Apelo

Caro leitor, a verdade está clara. Você é a nave.

E o pecado é o mal que originalmente se instalou em você e em toda a humanidade. As consequências dessa condição são o caos, o engano e o inferno, isto é, o afastamento eterno de Deus.

A restauração promovida por Dr. Elion Kael, ao restaurar a nave, representa o Espírito Santo de Deus trazendo a verdade da restauração que precisa ser aplicada à sua vida. Assim como a nave só foi salva quando a verdade foi reconhecida e aplicada corretamente, o ser humano só pode ser restaurado quando aceita a verdade de Deus.

Jesus Cristo morreu na cruz para pagar os seus pecados, para libertá-lo definitivamente deles, exterminando o pecado e também as suas consequências: a condenação eterna, o engano e o afastamento eterno de Deus. Essa é a restauração proposta a você.

O que você precisa fazer é reconhecer essa verdade, recebê-la e aplicá-la em sua vida, abandonando definitivamente o pecado e sendo fiel aos ensinos de Jesus, que estão revelados na Bíblia, a Palavra de Deus, custe o que custar. Sem fidelidade à Bíblia, o pecado se mantém, o engano continua e o caos se estabelece novamente.

A manutenção do pecado gera caos e inferno. Mas a permanência na verdade gera restauração, ordem e vida.

Tome esta posição agora, antes que a sua nave seja definitivamente conduzida ao caos eterno.

Ao tomar essa decisão, sua vida será restaurada por Deus, você terá paz com Ele, uma vida alinhada ao Seu propósito e a esperança da vida eterna.

A escolha está diante de você. A verdade foi revelada.

Agora, a decisão é sua.


📖 Fundamentação Bíblica Exata (Texto da Bíblia – Domínio Público)

1️⃣ O pecado entrou no mundo por um homem

“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.”

(Romanos 5:12 – Almeida Revista e Corrigida)

2️⃣ O salário do pecado e o dom gratuito de Deus

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna por Jesus Cristo nosso Senhor.”

(Romanos 6:23 – Almeida Revista e Corrigida)

3️⃣ Ir pelo mundo pregando o evangelho

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”

(Marcos 16:15-16 – Almeida Revista e Corrigida)

4️⃣ Cristo morreu por todos

“E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.”

(2 Coríntios 5:15 – Almeida Revista e Corrigida)

5️⃣ Nova criatura em Cristo

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.”

(2 Coríntios 5:17 – Almeida Revista e Corrigida)

6️⃣ Jesus é o caminho, a verdade e a vida

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.”

(João 14:6 – Almeida Revista e Corrigida)

7️⃣ Permanecer na Palavra

“Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos;

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

(João 8:31-32 – Almeida Revista e Corrigida)

8️⃣ O Espírito da Verdade

“Quando, porém, vier o Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade;

porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.”

(João 16:13 – Almeida Revista e Corrigida)

📖 9️⃣ Jesus é o Cordeiro que tira o pecado do mundo

“No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”

(João 1:29 – Almeida Revista e Corrigida)

📖 🔟 Quem pratica o pecado é do diabo

“Quem comete o pecado procede do diabo; porque o diabo peca desde o princípio.”

(1 João 3:8a – Almeida Revista e Corrigida)

📖 1️⃣1️⃣ O Filho de Deus se manifestou para desfazer as obras do diabo

“Para isso se manifestou o Filho de Deus: para desfazer as obras do diabo.”

(1 João 3:8b – Almeida Revista e Corrigida)


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