terça-feira, 4 de agosto de 2026

Afonso, sua família, a Academia, as pessoas da Academia, e aquilo que ele ouviu - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - academia - vigir - orar




 Afonso, sua família, a Academia, as pessoas da Academia, e aquilo que ele ouviu. 


Naquela noite, Afonso saiu de casa com um objetivo bem definido. Ele precisava buscar um equipamento que havia comprado para sua academia, uma peça importante que tinha sido encomendada de um conhecido que morava próximo a uma igreja.

Era apenas mais um compromisso da sua rotina. Afonso tinha uma vida bastante movimentada, sempre envolvido com sua academia, seus negócios e as responsabilidades da família.

Quando chegou ao endereço, tocou a campainha e ficou aguardando o homem descer com o equipamento.

Enquanto esperava, percebeu que ao lado havia uma igreja. O movimento era grande: pessoas chegando, outras entrando pelas portas, vozes conversando, o som vindo de dentro do templo. As luzes estavam acesas e havia uma movimentação que chamou sua atenção.

Por curiosidade, Afonso olhou para dentro.

Naquele momento, o pastor estava pregando e sua voz podia ser ouvida por quem estava próximo à entrada. Afonso permaneceu ali por alguns instantes e acabou prestando atenção na mensagem.

Então ouviu o pastor ler:

"Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem." (Lucas 21:36)

Aquelas palavras chegaram aos seus ouvidos de maneira inesperada.

Mas Afonso não deu grande importância àquilo. Ele já tinha a sua própria religião, frequentava a igreja de vez em quando e seguia uma orientação diferente daquela corrente cristã. Por isso, embora tenha ouvido, sua mente não se deteve na mensagem.

Nesse momento, uma voz chamou sua atenção:

— Afonso! Afonso!

Era o homem que havia descido com o equipamento.

Afonso se aproximou, conferiu a mercadoria, verificou se estava tudo certo, fez o pagamento e colocou o equipamento no carro.

O compromisso estava resolvido.

Ele se despediu, entrou no veículo e voltou para casa.

No caminho, a vida voltou ao ritmo normal.

Afonso tinha muitos compromissos. No dia seguinte, como acontecia todos os dias, ele estaria novamente na sua academia, cuidando do seu negócio, dos seus clientes e das responsabilidades que havia construído ao longo dos anos.

E assim a vida de Afonso continuou.

Ele era um homem dedicado ao trabalho. A academia era sua principal fonte de sustento, o negócio que havia construído com esforço, dedicação e muitos anos de luta.

Ali ele passava grande parte dos seus dias.

Conhecia seus clientes pelo nome, acompanhava o funcionamento do local e fazia questão de manter tudo organizado.

Sua esposa participava da rotina da academia. Era uma mulher jovem, bonita, cheia de vida, companheira de muitos anos. Juntos, eles construíram uma família e uma história.

Seus filhos já eram adultos. Alguns já haviam formado suas próprias famílias. Afonso também tinha netos, crianças que alegravam seus dias, que gostavam de estar perto dele e que encontravam no avô alguém presente e carinhoso.

Sua casa era cheia de lembranças.

Sua família reconhecia nele um homem cuidadoso, alguém que trabalhava para proporcionar o melhor para aqueles que amava.

Afonso também era conhecido por muitas pessoas.

Tinha amigos, era respeitado na região e possuía uma boa reputação.

Era visto como um homem honesto, trabalhador, educado e responsável. Tratava bem as pessoas, cumpria seus compromissos e sempre procurava ajudar quando alguém precisava.

Ele tinha uma religião, acreditava em Deus e entendia que estava vivendo uma vida correta.

Para aqueles que conviviam com ele, Afonso era um exemplo de homem de família.

Os anos foram passando.

A academia continuava funcionando, os filhos seguiam suas vidas, os netos cresciam e Afonso continuava aproveitando aquilo que havia conquistado.

Ele fazia planos.

Pensava no futuro.

Imaginava muitos anos pela frente.

Até que um dia, algo inesperado aconteceu.

Em uma tarde comum, quando retornava para casa depois de mais um dia de trabalho, Afonso foi surpreendido por um veículo que vinha em alta velocidade na direção contrária.

O motorista perdeu o controle e invadiu a pista onde Afonso estava.

O impacto foi violento.

Pessoas que estavam próximas chamaram socorro, mas, apesar dos esforços, Afonso não resistiu.

Sua vida terminou de maneira inesperada.

A notícia se espalhou rapidamente.

Na academia, onde tantas pessoas haviam convivido com ele durante anos, o silêncio tomou conta do ambiente.

Clientes, amigos e funcionários lembravam das conversas, dos conselhos e da maneira respeitosa como Afonso tratava todos.

No dia do enterro, sua família estava reunida.

Sua esposa, seus filhos, seus netos e seus amigos sentiam profundamente aquela perda.

Muitos falavam sobre quem Afonso havia sido.

— Ele era um homem bom.

— Um trabalhador.

— Um excelente pai.

— Um marido dedicado.

— Um amigo de verdade.

— Um homem honesto.

A lembrança que ficou entre as pessoas era de alguém que havia construído uma vida admirável diante dos homens.

Todos reconheciam suas qualidades.

Todos lembravam suas atitudes.

Todos tinham uma imagem positiva daquele homem que havia partido.

Mas uma pergunta fica:

E aquela mensagem que Afonso ouviu?

Ela tinha algum sentido e significado para sua vida, ou foi apenas algo sem importância?

É sobre isso que vamos tratar.

Reflexão 

A verdade é que Afonso não estava ali por uma coincidência, um acontecimento comum ou uma simples ocasião sem importância.

A palavra que o pastor estava anunciando para a igreja também era dirigida a Afonso, embora ele não estivesse ali por vontade própria.

A Palavra de Deus permanece e nunca perde o seu propósito. Jesus disse:

"Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar." (Mateus 24:35)

Era propósito de Deus que Afonso ouvisse aquelas palavras. Deus tinha um propósito naquelas palavras para a vida de Afonso. 

Mas o que Deus queria dizer a Afonso através daquelas palavras?

Jesus estava falando sobre a necessidade de estar preparado diante dos acontecimentos futuros e diante da sua própria presença.

Os acontecimentos futuros são aqueles que o homem não consegue controlar nem prever. São as situações inesperadas da vida, as aflições, as perdas, os sofrimentos e até o momento da morte. Mas, acima de tudo, Jesus estava mostrando a necessidade de estar preparado para estar de pé diante dele, ou seja, aprovado diante do Filho do Homem.

Por isso Jesus disse:

"Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem." (Lucas 21:36)

Para estar preparado e ser aprovado diante de Deus, é necessário viver em vigilância e oração.

Mas o que significa vigiar?

A ideia bíblica de vigiar está relacionada ao ato de permanecer atento, como um sentinela que observa cuidadosamente para perceber qualquer ameaça antes que ela alcance o seu objetivo.

Nas cidades antigas, o vigia permanecia em posição de alerta, muitas vezes sobre os muros, observando a aproximação de qualquer perigo ou inimigo que pudesse entrar e trazer destruição.

Da mesma forma, Jesus ensina que o homem precisa manter uma vida de vigilância espiritual.

O maior inimigo da humanidade é o pecado. A Bíblia mostra que pelo pecado a morte entrou no mundo e, pelo pecado, veio a condenação.

Portanto, como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram" (Romanos 5:12).

Para estar aprovado diante de Jesus no final da vida, todo ser humano precisa, em algum momento da sua caminhada, reconhecer Deus verdadeiramente como Deus.

Isso implica o abandono definitivo do pecado, reconhecer verdadeiramente a Jesus Cristo, recebendo-o como Salvador e Senhor, através de uma vida marcada pelo abandono definitivo do pecado.

A partir desse momento, é necessário manter uma vida de vigilância e oração, permanecendo fiel a Cristo, para que o pecado não volte a entrar na vida daquele que decidiu segui-lo verdadeiramente.

A Palavra de Deus diz:

"De modo nenhum! Nós, que já estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?" (Romanos 6:2)

E também:

"Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida." (Apocalipse 2:10)


Era isso que Deus queria falar com Afonso.

Se ele tivesse ouvido e compreendido verdadeiramente aquela mensagem, sua vida seria completamente transformada.

Aquela palavra poderia romper com seus padrões religiosos, com suas tradições e com tudo aquilo que estava preso apenas a uma forma humana de compreender a vida com Deus.

Isso poderia trazer conflitos com aqueles que permaneciam arraigados às tradições religiosas e à maneira de viver deste mundo.

Mas, ao mesmo tempo, geraria para Afonso  experiências profindas com Deus: uma vida de oração, de comunhão e de verdadeira busca pela presença do Senhor, dons espirituais, certeza de salvação e muito mais. 

Poderia levá-lo a conhecer mais profundamente a Palavra de Deus e a viver aquilo que Deus desejava para sua vida.

Afonso não seria conhecido apenas como um homem bom, honesto e trabalhador, mas como um homem santo, transformado pela verdade de Deus e profundo conhecedor da sua Palavra, alguém usado para anunciar a mensagem do Senhor. 

Era isso que Deus queria falar com Afonso.

Afonso morreu com um conceito positivo diante do mundo.

As pessoas o reconheciam como um homem bom, honesto, trabalhador, dedicado à família e respeitado por todos.

Mas o mundo está afastado de Deus. O conceito do mundo não é o conceito de Deus.

Afonso precisava alcançar a aprovação de Jesus, para que, ao final da sua vida, pudesse estar de pé diante do Filho do Homem, conforme a palavra de Jesus:

"...e de estar em pé diante do Filho do homem." (Lucas 21:36)

Afonso não precisava ser reconhecido pelos homens. Precisava ser aprovado por Deus.

Um homem que abandona definitivamente o pecado, reconhece a Cristo como Salvador e Senhor, e mantém uma vida de vigilância e oração para que o pecado não volte a entrar em sua vida.

Conclusão

Caro leitor, a história de Afonso se aplica à vida de todos nós.

Deus tem falado à humanidade por meio da sua Palavra. Mas é preciso não fazer como Afonso fez. Não permitir que as tradições religiosas, as nossas próprias vontades e os padrões deste mundo impeçam que a Palavra de Deus seja ouvida, compreendida e aplicada à nossa vida.

É preciso ouvir, refletir e considerar a Palavra de Deus como o fundamento da vida, porque ouvir a Palavra de Deus é ouvir o próprio Deus.

Obedecer a Deus é reconhecer verdadeiramente o sacrifício de Jesus Cristo, recebendo-o como Salvador e Senhor, por meio de uma vida de abandono definitivo do pecado.

Sem obediência, sem fidelidade e sem o abandono definitivo do pecado, as pessoas podem considerar-se religiosas, boas e corretas diante dos homens, mas não estarão de pé diante de Jesus.

Por isso, Jesus nos chama a vigiar e orar. Esse chamado pressupõe que o homem já tenha abandonado definitivamente o pecado e feito uma aliança de fidelidade com Deus por meio de Jesus Cristo.

Vigiar significa permanecer em constante estado de alerta para que o pecado, que foi abandonado, não volte a entrar na vida daquele que decidiu seguir verdadeiramente a Cristo. A oração fortalece essa vigilância, sustentando o cristão em fidelidade até o fim.

Esta é a mensagem que Deus não falou apenas a Afonso, mas continua falando a cada um de nós.

Receba esta Palavra. Ouça a voz de Deus, reflita sobre ela e permita que ela transforme a sua vida. Não permita que as tradições religiosas, as suas próprias vontades ou os padrões deste mundo o impeçam de obedecer à vontade de Deus.

Abandone definitivamente o pecado, receba verdadeiramente Jesus Cristo como Salvador e Senhor, viva em vigilância e oração e permaneça fiel até o fim.

Assim, você estará preparado para enfrentar as tribulações que vierem e, ao final da sua vida, poderá estar de pé diante do Filho do Homem, aprovado diante de Jesus, conforme a sua própria Palavra.


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domingo, 2 de agosto de 2026

Dois Mundos Diferentes: Qual é a sua relação com eles? - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - reino de Deus - reino do mundo - luz - trevas


Dois Mundos Diferentes: Qual é a sua relação com eles?


Texto base: João 17:14-16

"Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou."


Introdução

Nós acordamos com os mesmos objetivos: conquistar sucesso, dinheiro, conhecimento, prazer e realização social. Ao longo da vida, o ser humano se depara com situações que o levam a estabelecer sua própria maneira de pensar, seus padrões de comportamento, seus próprios valores, seus próprios objetivos e a sua própria visão a respeito de Deus.

Porém, no final da sua jornada, ele se deparará com uma verdade que sempre clamou em alta voz, mas que a grande maioria não pôde ouvir: a realidade de dois mundos completamente antagônicos e a maneira como cada pessoa deveria viver em relação a eles.

Esta mensagem/reflexão tem por objetivo revelar esta verdade, para que você viva em consonância com o reino no qual, ao final da sua vida, você desejará estar. Porque, a qualquer momento, muitos se encontrarão diante da realidade de desejar entrar neste reino, mas descobrirão que, durante a vida, desconheceram a condição necessária para estar nele. Naquele momento, clamarão por uma mudança, mas não poderão alterar a realidade diante da qual estarão.


1. A realidade de dois mundos

Quando Deus criou todas as coisas, o mundo não era marcado pelo pecado. O homem foi criado para viver em comunhão com Deus, sob a sua autoridade e segundo a sua vontade. Porém, essa realidade foi alterada quando Adão e Eva escolheram desobedecer ao Criador.

O pecado trouxe uma mudança na natureza humana. Em Adão, toda a humanidade passou a nascer corrompida pelo pecado; por isso, todo ser humano nasce nessa condição e necessita ser salvo.

Então, essa é a primeira verdade que o Reino de Deus revela ao ser humano: a sua necessidade de salvação, de ser livre dessa condição natural e corrompida. 

Por isso, a Bíblia afirma:

"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus." (Romanos 3:23)

E também:

"Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram." (Romanos 5:12)

"Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo."  1 Coríntios 15:22. 

Diante da proposta do maligno, foi colocado diante de Adão e Eva aquilo que poderia satisfazer os seus próprios desejos, levando-os a voltar-se para aquilo que lhes agradava. Porém, ao voltar-se para si mesmos, afastaram-se do propósito de Deus, abraçando o orgulho que caracteriza o maligno e produzindo o pecado.

Essa mesma realidade continua presente no ser humano: quando ele volta-se para si mesmo, para seus próprios desejos e sua própria vontade, ele se afasta de Deus.

Por outro lado, aqueles que pertencem ao Reino de Deus são aqueles que morreram para si mesmos e vivem voltados para Deus e para a sua vontade. Não vivem mais buscando a satisfação do próprio eu, mas permanecem com os olhos voltados para Cristo, como está escrito:

"Olhando para Jesus, autor e consumador da fé..."    Hebreus 12:2

A entrada no Reino de Deus acontece através da morte do eu, da renúncia da própria vontade, para que Cristo viva naquele que pertence a Ele, como declarou o apóstolo Paulo:

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim..."            Gálatas 2:20

Jesus também ensinou:

"Porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á."      Mateus 16:25

E ainda:

"Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna."      João 12:25

Portanto, uma vida no Reino de Deus deve abandonar todo o orgulho e viver exclusivamente para a glória de Deus, em fidelidade completa a Ele.



2. A oposição entre o Reino de Deus e o reino deste mundo

A Bíblia revela que existem dois reinos: o Reino de Deus e o reino deste mundo, que está sob a influência das trevas. Aquele que sai do domínio das trevas e entra no Reino de Deus passa a viver uma nova realidade: ele deixa de pertencer ao sistema deste mundo e passa a viver em fidelidade a Deus.

Essa mudança estabelece uma oposição, porque os valores do Reino de Deus são contrários aos valores do mundo. Aquele que pertence a Cristo não apenas muda sua maneira de viver, mas passa a lutar contra tudo aquilo que se opõe à vontade de Deus.

Por isso, entrar no Reino de Deus significa assumir uma posição nessa batalha. O discípulo de Cristo passa a enfrentar a oposição do reino das trevas, pois aquele que decide viver para Deus encontrará resistência daqueles que permanecem presos ao sistema deste mundo.

Jesus ensinou:

"Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, me aborreceu a mim."                João 15:18

E também:

"Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa."  Mateus 5:11

A Palavra de Deus também afirma:

"E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições."            2 Timóteo 3:12

Portanto, permanecer no Reino de Deus exige fidelidade e perseverança. Aquele que pertence a Cristo precisa estar disposto a pagar o preço de seguir a verdade, mesmo diante das lutas, perseguições e oposição deste mundo.

A essência de pertencer ao Reino de Deus

Não basta desejar o Reino de Deus, falar sobre o Reino de Deus ou afirmar que pertence a ele. Para fazer parte desse Reino, é necessário ser transformado por Deus, receber uma nova condição espiritual e viver como cidadão do céu.

Aquele que pertence ao Reino de Deus manifesta essa realidade em sua vida: ele abandona a velha condição, busca a santidade e passa a viver de acordo com os valores e a vontade daquele Reino ao qual agora pertence.

Como Jesus ensinou:

"Necessário vos é nascer de novo."   João 3:7. 

"Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?"  Romanos 6:2

"Sabendo isto, que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado."   Romanos 6:6

Para nascer de novo, primeiro é necessário morrer. Morrer para si mesmo, para o orgulho e para aquilo que afasta o homem de Deus. Essa morte conduz à libertação do pecado e ao nascimento para uma nova vida: uma vida vivida exclusivamente para a glória de Deus e em fidelidade à sua vontade.

Aquele que nasceu de novo entrou no Reino de Deus e passa a viver uma nova realidade. Pelo batismo nas águas, demonstra publicamente essa nova vida e sua decisão de seguir a Cristo.

A partir desse momento, ele passa a buscar, através da Palavra de Deus, o conhecimento da vontade do Senhor e a transformação da sua vida, vivendo em santidade e em oposição aos valores deste mundo.



3. A impossibilidade de comunhão entre a luz e as trevas

O reino do mundo não está presente apenas naqueles que vivem completamente afastados de Deus e sem qualquer preocupação com a sua aprovação. Ele também atua naqueles que buscam uma aparência religiosa, desejam a aprovação de Deus e procuram não ser rejeitados por Ele, mas não aceitam viver segundo as condições do seu Reino.

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade."  Mateus 7:21-23

O reino do mundo também busca agir contra aqueles que conheceram a verdade, foram libertos do pecado e passaram a buscar o conhecimento da vontade de Deus e a viver em fidelidade a ela. Sua atuação é tentar afastá-los dessa posição, levando-os novamente aos valores e caminhos deste mundo.

"Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo."    1 Pedro 5:8-9

A guerra entre os dois reinos

Aquele que pertence ao Reino de Deus não vive em conformidade com o reino das trevas, mas se coloca em oposição a ele. Essa oposição acontece através da pregação da Palavra de Deus, pelo anúncio do Evangelho, pela transformação de vidas e pelo resgate daqueles que ainda estão presos ao domínio das trevas.

A Bíblia revela que não existe comunhão entre a luz e as trevas:

"E que comunhão tem a luz com as trevas?"

2 Coríntios 6:14

O mundo permanece sob a influência do maligno:

"Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno."    1 João 5:19

Por isso, aquele que pertence ao Reino de Deus não tem como objetivo transformar este mundo em um lugar governado pelos valores de Deus, mas anunciar a verdade para que pessoas sejam libertas do domínio das trevas e conduzidas ao Reino de Deus.

Essa batalha também acontece contra o engano religioso e contra aqueles que apresentam um falso cristianismo, afastado da verdade da Palavra de Deus. A própria história bíblica mostra que muitos servos de Deus foram perseguidos por aqueles que afirmavam conhecer a Deus. O apóstolo Paulo enfrentou oposição e perseguição até mesmo de pessoas que se apresentavam como religiosas, porque defendia a verdade do Evangelho.

A Palavra de Deus alerta que, nos últimos dias, muitos se afastariam da verdade:

"Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios."     1 Timóteo 4:1

E Jesus também advertiu:

"E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos."    Mateus 24:11

Por isso, aqueles que pertencem ao Reino de Deus enfrentam a oposição e as consequências dessa batalha, mas não se acovardam. O amor de Deus, o zelo pela sua Palavra e o amor pelas almas perdidas levam aquele que pertence ao Reino de Deus a permanecer firme.

As palavras de Jesus mostram a realidade dessa separação:

"Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada."

Mateus 10:34



Conclusão e apelo

Caro amigo leitor, você não pode continuar vivendo segundo os padrões deste mundo, pois este mundo jaz sob a influência do príncipe deste mundo, o diabo. É necessário que você adentre o Reino de Deus e passe a viver segundo os seus padrões.

É preciso romper com o mundo, romper com tudo aquilo que foi aprendido e estabelecido por ele, e entregar-se completamente a Cristo, vivendo de acordo com a sua vontade.

E você, que é cristão, que já foi batizado no batismo do arrependimento, frequenta uma igreja, ora, estuda a Bíblia, prega a Palavra de Deus e até possui dons espirituais; examine a sua vida diante da verdade de Deus. Pois, se ainda não morreu para a sua própria vontade, se não abandonou definitivamente o pecado, se ainda busca exaltação para si mesmo e ainda não abandonou essa busca de se engrandecer, se você ainda procura glória para si e o orgulho ainda permanece na sua vida, então precisa compreender a realidade revelada pela Palavra de Deus.

Portanto, caro amigo leitor, ouça aquilo que Deus está falando através da sua Palavra. A Bíblia é a Palavra de Deus e é ela quem deve dirigir a nossa vida. Não permita que, ao final da sua jornada, você se depare com uma verdade que não foi entendida, aceita e vivida.

Porque, após a morte, não haverá mais possibilidade de mudar a realidade diante da qual você estará. O reino que você viveu, ainda que enganado, determinará a sua eternidade.

Não ouca de Deus: 

Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.”   Mateus 25.41


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sábado, 1 de agosto de 2026

O QUE REALMENTE É A HERESIA ? QUAL O SEU PREÇO? VOCÊ PRECISA SABER - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - heresia - salvação



O que realmente é a heresia? Qual o seu preço? Você precisa saber.


Texto base: Gálatas 5:20-21

"...idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, pelejas, dissensões, heresias..." (Gálatas 5:20)

"...e coisas semelhantes a estas, acerca das quais eu vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus." (Gálatas 5:21)


Introdução

O assunto que vamos tratar diz respeito à vida, a Deus, à morte e ao destino eterno do ser humano. Se este não é considerado o tema mais importante da vida, é porque a razão foi abandonada.

É preciso saber quem é Deus e qual é a sua vontade. É preciso saber o que Ele diz a respeito da vida, da morte e do destino eterno. Caso contrário, abandona-se a verdade e abraça-se o engano. E o engano é sempre cruel e destruidor.

Por isso, ouça e reflita. Permita que a razão reine em sua vida e que a presença de Deus não seja rejeitada de forma definitiva pelo seu coração, para que, ao fim da caminhada, você encontre esperança; para que não tenha de passar a eternidade nos braços do mal e do sofrimento, mas viva para sempre na presença de Deus.


1. O que é heresia?

Biblicamente, heresia é um ensino, uma ideia ou uma posição que se afasta da verdade revelada por Deus e que, por permanecer contrária à Sua Palavra, produz divisão, facção e separação entre aqueles que deveriam permanecer unidos na verdade.

A heresia não consiste simplesmente na falta de conhecimento da verdade, pois a Palavra de Deus foi dada para conduzir o homem ao conhecimento da verdade. A característica do herege está em permanecer no erro, mesmo quando a verdade lhe é apresentada e ele é advertido.

Por isso, a heresia reúne dois elementos inseparáveis: o abandono da verdade e a persistência no erro. Como consequência, ela produz divisão no povo de Deus e conduz à condenação eterna. Não é por acaso que a Bíblia inclui as heresias entre as obras da carne e declara que os que praticam tais coisas não herdarão o Reino de Deus.

A Bíblia demonstra isso em Tito:

Tito 3:10-11

"Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o, sabendo que esse tal está pervertido e peca, estando já em si mesmo condenado."

Paulo chama esse homem de "herege" e mostra que, mesmo depois de ser advertido, ele permanece em sua posição contrária à verdade. Sua persistência no erro revela uma condição de rebeldia diante da Palavra de Deus, razão pela qual o apóstolo afirma que ele já está condenado por si mesmo.

Pedro faz a mesma advertência:

2 Pedro 2:1

"E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição..."

Observe que Pedro não fala apenas em "heresias", mas em "heresias de perdição". A própria expressão revela que o destino dessas doutrinas e daqueles que nelas permanecem é a perdição. Assim, a heresia não é apenas um desvio da verdade; é um caminho que afasta o homem de Deus, divide o Seu povo e conduz à condenação eterna.


🔴 2. Por que a heresia leva à condenação?

A heresia não leva à condenação apenas porque a Bíblia afirma que leva. Há uma razão para isso. Deus não condena a heresia de maneira arbitrária; Ele a condena por aquilo que ela representa.

A heresia é uma oposição à verdade revelada por Deus. Ela se levanta contra a Sua Palavra, rejeita a Sua vontade e substitui a verdade pelo engano. Por isso, a heresia não é apenas um ensino equivocado, mas uma expressão de rebelião contra Deus.

Quem permanece na heresia demonstra, por suas próprias escolhas, que prefere o engano à verdade, as trevas à luz e a sua própria vontade à vontade de Deus.

As Escrituras mostram esse princípio:

João 3:19-20

"E a condenação é esta: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas."

2 Tessalonicenses 2:10-12

"...porque não receberam o amor da verdade para se salvarem... para que sejam julgados todos os que não creram na verdade; antes, tiveram prazer na injustiça."

Esses textos revelam que a condenação não decorre simplesmente de um engano intelectual, mas da rejeição da verdade revelada por Deus. A heresia é a manifestação dessa rejeição. Ela substitui a verdade pelo engano, opõe-se à Palavra de Deus e conduz o homem para longe da vida, permanecendo debaixo da condenação.


🔴 3. A natureza da heresia

A heresia não é apenas um problema de entendimento. Ela revela uma condição espiritual. A Bíblia mostra que o homem só permanece na verdade quando é conduzido por Deus. Quando rejeita a verdade revelada, manifesta uma disposição contrária à vontade de Deus.

O Espírito Santo é quem conduz o homem à verdade.

João 16:13

"Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade..."

O Espírito Santo é concedido àqueles que obedecem a Deus.

Atos 5:32

"...e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem."

Por isso, a persistência na heresia revela resistência à ação de Deus. O herege rejeita a verdade revelada e, consequentemente, resiste ao Espírito da verdade, preferindo permanecer em suas próprias convicções.

Jesus também declarou:

João 8:47

"Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso vós não as ouvis, porque não sois de Deus."

A heresia também é alimentada pelo orgulho. O orgulho impede o homem de reconhecer o próprio erro e de submeter seu entendimento à Palavra de Deus. Em vez de permitir que a Escritura corrija suas convicções, procura adaptar a Escritura às suas próprias ideias.

O orgulho leva o homem a apegar-se ao patamar de conhecimento que acredita ter alcançado. Ele não quer descer desse lugar para reconhecer que estava errado. Busca a exaltação, a honra e o reconhecimento, utilizando até mesmo o conhecimento das Escrituras para a sua própria glória. Dessa forma, a Palavra de Deus deixa de ser obedecida e passa a ser deturpada para justificar aquilo em que já acredita.

A Bíblia declara:

Tiago 4:6

"Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes."

E também:

Provérbios 16:18

"A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda."

O orgulho, portanto, coloca o homem em oposição a Deus. Muitas vezes, até mesmo sua posição religiosa, seu prestígio ou sua tradição tornam-se obstáculos para receber a verdade. Convencido de que já conhece a Deus, ele fecha o coração para a correção da Palavra e permanece no engano.

Esse é um dos maiores perigos da heresia: ela é astuta. O homem pode acreditar sinceramente que está servindo a Deus, quando, na realidade, está se opondo a Ele ao rejeitar a Sua Palavra. A oposição à verdade revela a ausência da ação do Espírito da verdade na vida daquele que persiste no erro.

Por isso Jesus fez uma das mais solenes advertências das Escrituras:

Mateus 7:21-23

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas?

E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade."

Muitos descobrirão somente no último dia que estavam enganados. Pensavam servir a Deus, mas rejeitavam a Sua vontade. Julgavam conhecer a verdade, mas resistiam à Palavra. Essa é a tragédia da heresia: ela engana o homem durante a vida e, se não houver arrependimento, termina em condenação eterna.


🔴 4. A heresia nega a glória e a autoridade de Deus

A heresia tem sua origem em uma realidade espiritual: ela deixa de reconhecer Deus como Senhor absoluto. Quando Deus deixa de ocupar o primeiro lugar na vida do homem, a Sua Palavra também deixa de ocupar o lugar que lhe pertence.

A Palavra de Deus é a revelação da Sua vontade e o instrumento pelo qual Ele governa a vida humana. Por isso, quando a Palavra não é examinada com profundidade, buscada com sinceridade e obedecida com fidelidade, o homem passa a seguir seus próprios pensamentos, seus próprios desejos e suas próprias convicções.

O problema não está apenas em rejeitar abertamente a Palavra de Deus. Muitas pessoas leem as Escrituras, frequentam ambientes religiosos e até dedicam-se ao serviço religioso; porém, se a Palavra não possui autoridade para corrigir, transformar e conduzir a vida, o homem continua seguindo a si mesmo.

Por isso, a heresia não é apenas um problema doutrinário; ela revela uma relação incorreta com Deus. Ela demonstra que o homem não atribui ao Criador a glória, a honra e a autoridade que pertencem somente a Ele.

Deus não aceita ser colocado em segundo plano. Colocar Deus em segundo lugar significa não reconhecer Sua supremacia, Sua autoridade e Seu direito de governar a vida humana por meio da Sua vontade revelada nas Escrituras.

Quando Deus ocupa o primeiro lugar, nasce no homem o desejo de conhecer a Sua vontade. Por isso, a busca pelas Escrituras não é apenas uma busca por conhecimento; é uma demonstração de fidelidade a Deus.

Mas não basta conhecer a Palavra; é preciso estar disposto a obedecê-la. A verdadeira fidelidade exige humildade para abandonar tudo aquilo que a Palavra de Deus revelar como contrário à Sua vontade.

É possível dedicar toda uma vida ao serviço de Deus e, ainda assim, jamais servi-Lo segundo a Sua vontade.

O verdadeiro serviço a Deus não é medido apenas pela intensidade da dedicação, mas pela fidelidade à Sua Palavra. Não basta servir; é preciso servir como Deus ordena. Não basta adorar; é preciso adorar segundo a verdade revelada por Deus.

Jesus declarou:

João 4:23-24

"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade..."

Quem serve a Deus sem buscar conhecer profundamente a Sua vontade corre o risco de servir ao deus que imaginou, e não ao Deus que se revelou nas Escrituras.

O maior obstáculo para essa submissão é o orgulho. O orgulho impede o homem de reconhecer que pode estar errado. Ele faz o homem preservar suas próprias ideias, suas tradições e sua posição, em vez de se curvar diante da Palavra de Deus.

O Evangelho, porém, exige renúncia. O homem precisa deixar de viver para si mesmo para viver para Deus.

Paulo declarou:

Gálatas 2:20

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim..."

E também:

2 Coríntios 5:15

"E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou."

A heresia surge quando o homem permanece no centro da própria vida e não permite que a vontade de Deus governe seus pensamentos, suas escolhas e seus caminhos.

O orgulho conduz ao engano; o engano leva o homem a resistir à verdade; e a resistência à verdade mantém o homem afastado da vontade de Deus.

Por isso, a heresia é uma afronta à glória de Deus. Ela não é apenas um ensino contrário à verdade, mas uma demonstração de que o homem deixou de reconhecer a autoridade daquele que deveria ocupar o primeiro lugar em sua vida.



🔴 5. A heresia produz divisão e rompe a comunhão

A heresia não produz apenas um ensino contrário à verdade; ela também produz divisão. A verdade de Deus conduz à unidade, porque o Espírito Santo conduz aqueles que pertencem a Deus à comunhão na mesma fé e na mesma Palavra.

A divisão causada pelo afastamento da verdade revela uma ação contrária a Deus, pois o inimigo trabalha através do engano para afastar os homens da unidade que existe na verdade.

A Bíblia mostra que a comunhão verdadeira está ligada à permanência na luz da Palavra de Deus.

1 João 1:7

"Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado."

A luz representa a verdade revelada por Deus. Portanto, andar na luz significa permanecer na verdade. E João mostra que existe uma ligação entre a verdade, a comunhão e a purificação pelo sangue de Cristo.

Quando há afastamento da verdade, surgem caminhos diferentes, entendimentos diferentes e divisões. Por isso, não existe verdadeira comunhão espiritual separada da verdade de Deus. A união sem a verdade não é a unidade que Deus deseja.

Ao longo do tempo, essa divisão tem se manifestado também na formação de grupos religiosos fundamentados em linhas doutrinárias diferentes. Não se trata apenas de locais diferentes de congregação, mas de diferentes entendimentos sobre a fé e sobre a Palavra de Deus. Essas divisões revelam partidos religiosos, algo que a Bíblia apresenta como obra da carne:

Gálatas 5:20-21

"...dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus."

Por isso, a divisão doutrinária não deve ser tratada como algo sem importância. Ela revela um afastamento da unidade que deveria existir entre aqueles que seguem a mesma verdade.

A solução para as diferenças doutrinárias não é a imposição da vontade de um líder ou de um grupo, mas a busca humilde pela verdade da Palavra de Deus.

A Bíblia mostra esse princípio em Atos 15. Diante de uma divergência doutrinária, a questão foi examinada e a decisão envolveu a igreja, os apóstolos e os anciãos.

Atos 15:22

"Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, com toda a igreja, eleger varões dentre eles e enviá-los..."

A decisão foi tomada com a participação da igreja, juntamente com os apóstolos e anciãos, para que a verdade fosse preservada e transmitida aos irmãos.

Esse é o caminho bíblico: humildade, busca da Palavra de Deus e submissão à verdade. Quando o homem abandona esse caminho e passa a defender suas próprias posições, surgem divisões e a heresia encontra espaço.

Portanto, a heresia não apenas apresenta um ensino contrário à verdade; ela rompe a comunhão, cria divisões e afasta aqueles que deveriam permanecer unidos na mesma Palavra de Deus.



🔴 Conclusão e apelo

Caro amigo leitor, você precisa conhecer a Bíblia. Não existe verdadeira vida com Deus sem o conhecimento da Sua vontade revelada nas Escrituras.

Mas o verdadeiro conhecimento da Palavra de Deus não depende apenas da capacidade humana; é necessário que o Espírito Santo conduza o homem à verdade. Porém, para isso, é preciso uma vida de fidelidade a Deus, uma entrega sincera e uma disposição de submeter-se ao Seu governo.

A primeira decisão é colocar Deus no lugar que Lhe pertence: o primeiro lugar em sua vida. É preciso sair do centro da própria existência para que Deus governe a sua vida.

Como declarou o apóstolo Paulo:

Gálatas 2:20

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim..."

Quando essa realidade acontece, o homem passa a buscar continuamente, com zelo e cuidado, o conhecimento da Palavra de Deus. Ele não busca a Bíblia apenas para adquirir informação, mas para conhecer a vontade de Deus e obedecê-la.

Nada pode substituir essa necessidade. Nenhum serviço prestado a Deus, nenhuma forma de adoração, nenhuma vida de oração pode substituir a submissão à Palavra de Deus. Toda verdadeira devoção nasce da verdade revelada por Deus e deve estar de acordo com ela.

Por isso, é necessário compreender a gravidade do erro doutrinário. A heresia não é apenas um equívoco de entendimento; ela é a permanência em um caminho contrário à verdade de Deus. E aquele que permanece no erro, rejeitando a verdade revelada nas Escrituras, caminha para a condenação eterna.

Portanto, examine a sua vida. Coloque Deus acima de tudo. Busque a Sua Palavra com humildade, permita que o Espírito Santo conduza você à verdade e esteja disposto a abandonar tudo aquilo que estiver em oposição à vontade de Deus.

Porque a verdadeira segurança não está em uma religião, em uma tradição ou em uma posição humana, mas em permanecer na verdade de Deus até o fim.

A heresia é como uma joia falsa que representa a vida, entregue no final e rejeitada por Deus, por não ter nenhum valor.



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segunda-feira, 27 de julho de 2026

A VERDADE REJEITADA E IGNORADA - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - guerra - batalha - soldado - luta - vida eterna -

A verdade rejeitada e ignorada. 


ntrodução 

Há um assunto pelo qual muitas pessoas têm verdadeira aversão. Elas se sentem incomodadas apenas de ouvi-lo. Isso não tem origem natural. Embora a maioria não perceba, trata-se de uma influência maligna, porque o assunto é Deus.

Muitas pessoas fogem desse assunto de várias maneiras. Algumas dizem: “Deus é maravilhoso. Eu já creio em Deus. Já sou cristão. Não preciso ouvir isso.” No entanto, essa é uma das artimanhas que tem enganado a grande maioria das pessoas.


Por isso, eu faço um desafio a você: apesar da vontade de não ouvir, da insatisfação, da preguiça mental ou de qualquer outro argumento — inclusive da sua própria religiosidade, que possa tentar convencê-lo a não continuar — ouça atentamente o que Deus tem para lhe dizer.


A Guerra por sua alma 

Existe uma guerra espiritual pela sua alma. A Bíblia diz em 2 Timóteo 2:3-4: “Sofre, pois, comigo, como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, a fim de agradar aquele que o alistou.”

E o que Deus está a lhe falar é que é sobre essa guerra, para que sua alma não seja perdida. A primeira coisa é o alistamento para a guerra (2 Timóteo 2:4). Nela não existe posição neutra. Ou você é luz ou é trevas, ou serve a Deus ou ao diabo. Jesus afirmou em Mateus 12:30: “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha.”

Há um ponto que você precisa compreender: de que lado você está nesta guerra, segundo a Bíblia. Para estar do lado de Jesus é necessário se alistar para essa guerra. Ninguém nasce alistado; pelo contrário, todos nascemos afastados do senhorio de Cristo, sem tê-lo como nosso general. Nascemos pecadores. É preciso alcançar maturidade para compreender o que significa se alistar nessa guerra.

1. É preciso o arrependimento e o abandono definitivo do pecado em reconhecimento do sacrifício de Jesus na cruz. Reconhecer o sacrifício de Jesus, compreendê-lo e recebê-lo implica arrependimento e abandono definitivo do pecado, significando uma aliança de fidelidade a Deus, custe o que custar.

2. É necessário seguir cuidadosamente cada uma das ordens do seu General, que é Cristo. Essas ordens foram registradas na Sua Palavra. A Bíblia diz: "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho" (Salmo 119:105). Portanto, seguir o General é andar em fidelidade aos ensinos da Bíblia, permitindo que ela dirija cada decisão, cada atitude e todo o caminho da nossa vida.

3. Sofrimento. "Sofre, pois, comigo, como bom soldado de Cristo Jesus." (2 Timóteo 2:3). O mau soldado será derrotado. Perderá a batalha e a sua alma. Muitos querem servir ao General, mas não estão dispostos a pagar o preço da obediência. Esse sofrimento não é consequência da prática do mal ou do pecado, mas de servir fielmente a Cristo. A Bíblia diz: "Mas, se padece como cristão, não se envergonhe; antes glorifique a Deus nesta parte." (1 Pedro 4:16).

4. Nenhum soldado se envolve com os negócios desta vida... (2 Timóteo 2:4). Para agradar ao seu General, é preciso abandonar o mundo e as coisas do mundo. Essa decisão traz luta, renúncia e sofrimento. É preciso abrir mão de muitas coisas. Por causa de Cristo, o verdadeiro soldado será rejeitado, perseguido e até odiado. A Bíblia diz: "E sereis odiados de todos por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim será salvo." (Mateus 10:22).

2. A guerra se dá na mente

A batalha do soldado de Cristo acontece primeiro na mente. A mente humana pode ser alimentada pelo engano ou pela verdade.

O engano é tudo aquilo que procede dos pensamentos humanos distantes da vontade de Deus, das ideias e conceitos que não estão fundamentados na Palavra de Deus.

A verdade é tudo aquilo que a Bíblia ensina: seus princípios, seus fundamentos e tudo aquilo que Deus revelou através da Sua Palavra. 

Por isso Jesus Cristo disse:

"Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam." (João 5:39).

O zelo, o cuidado e a determinação em conhecer e praticar fielmente aquilo que a Bíblia ensina é o que levará o soldado de Cristo a vencer essa batalha e, assim, não perder a sua alma.

Aquele que acredita estar seguindo a Cristo, porém não abandonou o pecado de forma definitiva e não coloca o conhecimento e a prática da Bíblia como fundamento da sua vida, custe o que custar, está enganado. No fim, sofrerá a decepção da derrota, que é a perda da sua alma. 

A arma do inimigo e a arma do soldado de Cristo

A arma do inimigo é o engano. A Bíblia diz:

"E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama Diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo; sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos." (Apocalipse 12:9).

Mas o soldado de Cristo possui uma arma poderosa: a Palavra de Deus. A Bíblia diz:

"Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus." (Efésios 6:17).

É pela verdade da Palavra de Deus que o soldado de Cristo vence o engano do inimigo.

A disposição para a Palavra de Deus significa disposição para Deus. O conhecimento dessa Palavra e a fidelidade a ela não são apenas características do soldado de Cristo; elas determinam a vitória e, consequentemente, a salvação da alma. 


3. A constância do soldado de Cristo

A natureza transformada do verdadeiro cristão é o que faz com que ele permaneça fiel e constante em todos os momentos da sua vida, até o fim, ou seja, que ele não peque.

O bom soldado de Cristo não é aquele que é fiel apenas em algumas situações, mas aquele cuja nova natureza o conduz a permanecer fiel a Deus em todas as atitudes e circunstâncias da vida.

A Bíblia diz:

"Todo aquele que é nascido de Deus não peca, porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus." (1 João 3:9).

Aquele que oscila, que não é constante na fidelidade e peca, demonstra que não está permanecendo nessa condição de fidelidade. Ele não se apresenta como um bom soldado de Cristo, pois o verdadeiro soldado permanece firme na sua decisão de obedecer a Deus.

O inconstante não permanece firme naquilo que recebeu da Palavra de Deus. Ele é como aquele que olha para o espelho e logo se esquece daquilo que viu.

A Bíblia diz:

"Pois aquele que ouve a palavra e não a pratica é semelhante ao homem que contempla no espelho o seu rosto natural; porque se contempla, e se retira, e logo se esquece de como era a sua aparência." (Tiago 1:23-24).

A Bíblia também diz:

"O homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos." (Tiago 1:8).

A falta de constância revela uma condição de instabilidade diante de Deus. O verdadeiro soldado de Cristo permanece firme, pois sua fidelidade não depende das circunstâncias, mas da transformação que Deus realizou nele.

Por isso, a Bíblia ensina:

"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão." (1 Coríntios 15:58).

Ser firme e constante significa viver como cristão em todos os momentos da vida, todos os dias, até o fim.

A Bíblia diz:

"Se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes..." (Colossenses 1:23).

Essa firmeza e essa ausência de oscilação são caracterizadas pelo verdadeiro conhecimento da mensagem de salvação e pela decisão definitiva de permanecer nela, conhecendo e praticando fielmente a Palavra de Deus, custe o que custar.

O pecado é a saída dessa condição de fidelidade. Quando alguém abandona essa posição de constância e fidelidade, demonstra que deixou de permanecer naquilo que a Palavra de Deus ensina, necessitando retornar ao caminho da obediência e da fidelidade a Deus.

O verdadeiro nascimento é aquele que conduz o homem à fidelidade a Deus, ao desejo de conhecer, praticar e viver a Sua Palavra, custe o que custar.

O verdadeiro soldado de Cristo permanece fiel em todos os momentos da sua vida, porque essa fidelidade é resultado da sua nova natureza.


Conclusão

A vida do homem é marcada por uma guerra espiritual pela sua alma. Nessa guerra não existe neutralidade: ou ele está do lado de Cristo ou está contra Ele.

O verdadeiro soldado de Cristo precisa se alistar. Esse alistamento exige arrependimento, abandono definitivo do pecado, reconhecimento do sacrifício de Jesus, submissão ao comando de Cristo e fidelidade à Sua Palavra, custe o que custar.A VERDADE REJEITADA E IGNORADA

A batalha acontece na mente. O inimigo atua através do engano, mas o soldado de Cristo vence pela verdade da Palavra de Deus. A transformação da natureza produz fidelidade, constância e perseverança em todos os momentos da vida.

Não basta apenas iniciar a caminhada; é necessário permanecer fiel até o fim, como um verdadeiro soldado de Cristo.


Apelo

A sua vida é uma guerra. Você não pode fugir dessa realidade. Essa batalha está acontecendo, e o fim dela pode chegar a qualquer momento.


Por isso, é necessário tomar uma decisão: alistar-se no Exército de Cristo.

Mas esse alistamento não significa apenas dizer que acredita em Deus ou afirmar que é cristão. Alistar-se significa entregar o comando da sua vida a Cristo, abandonar o pecado, buscar conhecer e praticar fielmente a Sua Palavra, obedecendo ao seu General, custe o que custar.

Hoje você precisa decidir de que lado está. A batalha é real, e a eternidade está diante de você. Ninguém sabe quando chegará o fim da sua jornada nesta terra.

Aliste-se para Cristo. Permita que Ele seja o General da sua vida e lute para ser um bom soldado.

Existem bons soldados e maus soldados. Dentre muitos que se dizem soldados, você deve ser um bom soldado, pois, dentre muitos, poucos serão constantes, fiéis ou, entre aqueles que foram fiéis, nem todos permanecerão até o fim, alcançando a vitória, que é a vida eterna.


Digite no Google: Estudando a biblia com Pastor Rogerio. Acompanhe diariamente as mensagens de Deus. Compartilhe para que mais pessoas venham também ouvir a Deus.  

"Dica: Alguns celulares têm a opção ‘Áudio’, pelos três pontinhos no topo da tela, que permite ouvir e acompanhar a leitura do conteúdo do blog."

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terça-feira, 21 de julho de 2026

QUEM MANDA NA SUA VIDA? VOCÊ OU A BÍBLIA? - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - vida eterna - inferno


 Quem manda na sua vida? Você ou a Bíblia?

Texto base:

"E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos." (Tiago 1:22)

Introdução

Antes de morrer, todo ser humano precisa responder a algumas perguntas. Entre elas, três são fundamentais: Quem manda na sua vida? Como? E por quê?

Essas perguntas não podem ser ignoradas, porque a vida não surgiu do nada. Ela foi dada por Deus. E, se a vida foi dada por Deus, é lógico e racional concluir que, ao final dela, todo ser humano prestará contas ao seu Criador.

O homem pode até negar essa realidade. Mas, quando faz isso, não é porque a razão o conduz nessa direção. Pelo contrário, ele foge daquilo que a razão aponta, porque sua corrupção o leva a rejeitar a verdade e a viver segundo a sua própria vontade.

Se Deus é o Criador, então é natural que a criatura viva conforme a vontade do seu Criador. Esse é o propósito para o qual o homem existe.

Nesta mensagem, não queremos apenas fazer uma reflexão. Queremos colocar cada pessoa diante dessas perguntas e, à luz da Palavra de Deus, descobrir quem realmente governa a sua vida. Porque, no último dia, não será a nossa opinião que prevalecerá, mas o julgamento daquele que nos deu a vida.


Ponto 1 – Deus deve mandar na sua vida, porque foi Ele quem a criou.

A primeira resposta à pergunta desta mensagem é simples: quem deve mandar na sua vida é Deus. E a razão é igualmente simples: foi Deus quem lhe deu a vida.

Tudo o que é criado tem um propósito. Ninguém fabrica um objeto sem uma finalidade. Uma cadeira é feita para sustentar quem nela se senta. Se ela não cumpre esse propósito e, em vez de servir, machuca as pessoas, ela perde a sua utilidade.

Assim também acontece com o ser humano. Deus não nos criou por acaso. Ele nos criou com um propósito: viver para a sua glória, andar na sua vontade e refletir o seu caráter.

Quando o homem rejeita esse propósito, ele se torna aquilo que nunca deveria ser. Deus o criou para o bem, mas, ao abandonar a vontade do seu Criador, ele passa a praticar o mal. Não existe neutralidade. Quem não vive na verdade vive no engano. Quem não anda na luz anda nas trevas. Quem não obedece a Deus acaba obedecendo ao pecado.

Por isso, a Bíblia declara que o destino final do mal é o juízo. Se alguém insiste em permanecer no mal até o fim, também participará do destino reservado ao mal. Deus não criou o homem para a perdição, mas para a vida. Porém, quem rejeita o propósito para o qual foi criado escolhe permanecer separado daquele que lhe deu a existência.

A vontade de Deus não é conhecida pela opinião do homem, mas pela revelação que Ele deixou através da sua Palavra. É por meio da Bíblia que Deus revela aquilo que deseja para a vida humana, mostrando o caminho da verdade, da justiça e da obediência. Por isso, se Deus realmente governa a vida de uma pessoa, a sua vontade precisa estar submetida à autoridade das Escrituras.

A própria Palavra declara:

"Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra." (2 Timóteo 3:16-17)

Versículos de apoio:

Isaías 43:7 – "A todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para a minha glória..."

Eclesiastes 12:13 – "Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem."

Romanos 11:36 – "Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas..."

João 3:19 – "A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz..."

Apocalipse 20:15 – "E aquele que não foi achado inscrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo."


2. Qual é o propósito de Deus para o ser humano?

Se Deus criou o homem, então Ele também definiu como o homem deve viver.

Deus não criou o homem para o pecado, para a injustiça ou para viver segundo os seus próprios desejos. O propósito de Deus sempre foi que o ser humano refletisse o seu caráter, vivendo aquilo que é bom, justo, santo e agradável diante d'Ele.

A própria Escritura declara:

"E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:2)

A vontade de Deus nunca foi destruir o homem, mas conduzi-lo àquilo que é bom. Deus deseja que o homem viva em comunhão com Ele, porque somente em Deus há vida, paz, justiça, santidade e verdadeira felicidade.

Mas existe um problema.

Deus é santo. E, justamente por ser santo, não há comunhão entre a santidade e o pecado.

"Que comunhão tem a luz com as trevas?" (2 Coríntios 6:14)

Enquanto o homem permanece no pecado, permanece separado de Deus. E estar separado de Deus significa estar separado da fonte de todo bem.

Por isso, a condenação não é um ato arbitrário de Deus. Ela é a consequência inevitável de quem rejeita Aquele que é a fonte de toda vida, de toda justiça, de toda paz, de toda alegria, de todo amor e de todo bem.

É exatamente por isso que o inferno é um lugar de tormento eterno. Não existe ali nenhuma esperança, nenhum consolo, nenhuma paz, nenhuma alegria, porque tudo isso procede de Deus. Se toda boa dádiva vem de Deus, então a separação definitiva de Deus significa também a separação definitiva de tudo o que é bom. Resta apenas aquilo que o pecado produz. Por isso, o inferno é um estado de sofrimento que ultrapassa toda compreensão humana, porque representa a ausência eterna de Deus e a permanência eterna de todas as consequências do mal.

O próprio Senhor Jesus descreveu essa realidade dizendo:

"...onde o seu verme não morre, e o fogo nunca se apaga." (Marcos 9:48)

E também declarou:

"E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna." (Mateus 25:46)

Mas qual é o fruto que separa o homem de Deus?

A resposta é clara: o pecado.

Mas é preciso entender corretamente o que é o pecado.

O pecado não é apenas um conjunto de atos errados. Os atos pecaminosos são apenas a manifestação exterior de um problema muito mais profundo.

O pecado é um estado de corrupção da alma. É um estado de impureza moral e espiritual. É um estado de rebelião contra Deus.

A raiz do pecado é não colocar Deus acima de tudo. É negar, na prática, o direito absoluto que Deus tem de governar completamente a vida da criatura.

Por isso, o pecado não é apenas fazer o que Deus proibiu ou deixar de fazer o que Deus mandou. O pecado é um coração que se recusa a colocar Deus acima de tudo. Quando o homem não coloca Deus acima de tudo, ele nega, na prática, quem Deus é. Nega a sua soberania, nega o seu senhorio e nega o seu direito absoluto de governar completamente a sua vida.

Foi exatamente esse pecado que separou o homem de Deus desde o princípio. E foi por causa desse pecado que Deus enviou o seu Filho ao mundo.

João Batista declarou:

"Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." (João 1:29)

Jesus Cristo veio libertar o homem do domínio do pecado. Pelo seu sangue derramado na cruz, abriu o caminho para que o homem deixasse de viver em rebelião e voltasse a viver em comunhão com Deus.

Mas permanecer nessa comunhão exige uma decisão constante de fidelidade.

Permanecer morto para o pecado exige perseverança, renúncia e vigilância. Afastar-se dessa decisão é voltar a colocar a própria vontade acima da vontade de Deus. É voltar a negar, na prática, o seu senhorio.

Morrer para o pecado exige renúncia. Exige negar a si mesmo. Exige colocar Deus acima dos próprios desejos, dos próprios interesses, dos próprios prazeres, dos próprios projetos e até da própria vida.

Foi isso que fizeram os servos de Deus ao longo da história. Muitos foram perseguidos, presos, rejeitados, perderam seus bens e entregaram a própria vida, porque entenderam que permanecer fiéis a Deus vale infinitamente mais do que conservar qualquer coisa neste mundo.

Por isso, Jesus declarou:

"Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me." (Lucas 9:23)

Também disse:

"Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo aborrece a sua vida, conservá-la-á para a vida eterna." (João 12:25)

E ainda:

"Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim." (Mateus 10:37)

É exatamente isso que significa colocar Deus acima de tudo.

Não é obedecê-lo apenas quando isso é conveniente.

Não é servi-lo apenas quando isso não exige sacrifício.

É reconhecer que Deus é tão santo, tão soberano, tão excelso e tão digno, que nenhuma renúncia é grande demais para permanecer fiel a Ele.

Por isso, Jesus disse:

"Porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem." (Mateus 7:14)

E o apóstolo Pedro escreveu:

"E, se é com dificuldade que o justo se salva, onde aparecerá o ímpio e o pecador?" (1 Pedro 4:18)

Somente quem coloca Deus acima de tudo vence o pecado e permanece fiel até o fim. É essa vida de submissão que glorifica a Deus, porque declara, não apenas com palavras, mas com a própria existência, que Deus é o Senhor supremo, digno de toda honra, de toda obediência e de toda adoração.




3. Como acontece o comando da sua vida?

Depois de compreendermos que Deus criou o homem para viver segundo a sua vontade e que o pecado é a raiz da separação entre o homem e Deus, surge uma pergunta:

Como acontece, na prática, o comando da vida de uma pessoa?

A resposta começa no princípio de tudo.

Quando Deus criou Adão e Eva, eles viviam em perfeita comunhão com o seu Criador. Deus governava suas vidas, e o homem vivia em perfeita submissão à sua vontade.

Mas Satanás entrou em cena.

Pela ação maligna do diabo, e dentro do livre-arbítrio que Deus permitiu ao homem exercer, surgiu o orgulho. O orgulho levou o homem a uma escolha: permanecer completamente submetido à vontade de Deus ou permitir que o seu próprio "eu" interferisse na decisão de Deus.

Foi exatamente isso que aconteceu no Éden.

No momento em que o homem permitiu que o seu "eu" interferisse na vontade de Deus, o orgulho foi estabelecido em seu coração. E essa interferência na vontade de Deus é a manifestação do pecado, porque significa que a criatura deixa de se submeter completamente ao Criador.

O homem não precisa negar Deus em todas as coisas para pecar. Ele pode obedecer em muitas áreas, mas quando coloca a sua vontade acima da vontade de Deus em qualquer aspecto, ele nega, na prática, quem Deus é: o Senhor soberano, digno de governar completamente a vida do homem.

O orgulho é a natureza do diabo. Foi por orgulho que Satanás se rebelou contra Deus. E é por orgulho que o homem continua vivendo em rebelião contra o seu Criador.

É por isso que a vontade de Deus sempre foi exatamente o contrário: a humildade.

O maior exemplo disso é o próprio Senhor Jesus Cristo.

A Escritura declara:

"...humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz." (Filipenses 2:8)

Enquanto Satanás quis exaltar a si mesmo, Jesus humilhou-se para obedecer perfeitamente ao Pai.

É aqui que se revela quem realmente governa uma vida.

Quando o homem não reconhece o senhorio de Jesus Cristo mediante o abandono do pecado e o reconhecimento do seu sacrifício, ele continua permitindo que o pecado governe sua vida.

O pecado mantém o homem debaixo do domínio do orgulho, porque ele continua interferindo na vontade de Deus e colocando a sua própria vontade acima da vontade do Senhor.

Mas Cristo veio para libertar o homem do pecado.

João Batista declarou:

"Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." (João 1:29)

E a Palavra de Deus também declara:

"Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?" (Romanos 6:2)

Por isso, seguir a Cristo exige uma decisão definitiva de abandonar o pecado e reconhecer que Deus está acima de tudo.

Esse reconhecimento não acontece apenas por palavras, mas pela disposição de pagar qualquer preço pela fidelidade a Deus.

Foi assim que muitos servos de Deus demonstraram sua fé: enfrentaram perseguições, prisões, torturas e a própria morte, porque entenderam que Deus vale mais do que a própria vida.

Eles declararam, com suas vidas, que Deus está acima de tudo.

Por isso Jesus disse:

"Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me." (Lucas 9:23)

Aquele que realmente reconhece quem Deus é está disposto a renunciar a tudo que for necessário para permanecer fiel ao Senhor.

A Palavra de Deus também nos mostra:

"E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições." (2 Timóteo 3:12)

E Jesus declarou:

"Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim." (Mateus 10:37)

Também disse:

"E sereis odiados por todos por amor do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo." (Mateus 10:22)

Essas palavras mostram que reconhecer quem Deus é não pode permanecer apenas no campo das palavras. É uma declaração feita com a própria vida. Aquele que realmente reconhece a soberania de Deus está disposto a permanecer fiel, ainda que isso lhe custe sofrimento, perseguição, perdas ou até a própria vida.

Os servos de Deus ao longo da história demonstraram isso porque entenderam que Deus está acima de tudo e de todos. Eles provaram, com suas próprias vidas, que a vontade de Deus é superior aos seus próprios desejos, aos seus interesses, aos seus relacionamentos e à própria existência.

Portanto, o homem somente demonstra que Deus governa verdadeiramente a sua vida quando está disposto a declarar, não apenas com palavras, mas com a própria vida, que Deus é o Senhor supremo, através do abandono definitivo do pecado e de uma entrega completa à sua vontade.

Qualquer evangelho que não esteja em inteira concordância com essa verdade sobre o senhorio de Deus, o abandono do pecado e a entrega total da vida a Cristo é um evangelho falso, porque procura facilitar a vida do homem negando a Deus, negando quem Deus realmente é e fazendo com que a declaração de fé permaneça apenas no âmbito das palavras, e não seja manifestada na prática de uma vida entregue, submissa e fiel ao Senhor, que pague o preço pela declaração que Deus está acima de tudo. 


Conclusão e Apelo

Diante de tudo que foi apresentado, a pergunta permanece:

Quem manda na sua vida? Você ou a Bíblia?

Deus deve comandar a sua vida, porque você foi criado por Deus com um propósito: viver segundo a vontade daquele que o criou.

Se essa verdade for rejeitada, o homem se afasta do propósito de Deus e coloca-se em oposição ao seu Criador. Como consequência, afasta-se da fonte de todo bem, caminhando para a condenação eterna.

O pecado é o fruto que Deus não deseja que o homem produza. Ele é a declaração de que Deus não está acima de tudo na vida do homem. É quando o homem permite que a sua própria vontade interfira na vontade de Deus, negando, na prática, o seu senhorio e o seu direito de governar completamente a sua vida.

Por isso, a decisão de fidelidade a Deus, através do abandono definitivo do pecado, deve ser constante. Essa declaração não pode permanecer apenas nas palavras, mas precisa ser demonstrada pela própria vida.

Aquele que reconhece quem Deus é deve estar disposto a pagar o preço dessa declaração, porque é na prova que o homem demonstra se Deus realmente está acima de tudo.

Ao vencer toda e qualquer provação e teste, ao final da sua vida, o homem terá demonstrado, através da sua fidelidade, que Deus está acima de todas as coisas. Ele estará declarando, com a própria vida, quem Deus é: excelso, soberano, supremo, com todo o poder e todo o direito de governar a sua vida.

A aprovação final revelará que essa declaração foi verdadeira: que Deus foi reconhecido como Deus, acima de todas as coisas.

Por isso, o chamado é para que você permita que Deus governe completamente a sua vida. Abandone o pecado, submeta-se à vontade de Deus e permaneça fiel, declarando não apenas com palavras, mas com a própria vida, que Deus está acima de tudo e de todos.

Somente assim o homem será aprovado diante de Deus e alcançará a vida eterna. 

“Você está disposto a pagar o preço, vencendo as provações, as lutas e as tentações? A resposta a essa pergunta revelará quem realmente governa a sua vida e determinará o seu destino eterno diante de Deus.”



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sábado, 18 de julho de 2026

AS 3 VERDADES - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - vida eterna - inferno

 

AS 3 VERDADES 


Versículo-base

João 8:32

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará."

Introdução

"Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo."

O engano e a verdade não podem andar juntos. O bem e o mal também não. A luz e as trevas também não. Não podemos fazer a vontade de Deus e do diabo.

Há uma verdade: se você não aceitar a verdade, abraçará o engano.

A verdade é o bem, e o engano é o mal. O mal se estabelece pela ausência da verdade. A verdade é luz, e a falta dela são trevas.

Portanto, receba a verdade, livre-se das trevas, do mal e do engano.

Há três verdades que Deus quer lhe falar.


1ª Verdade: Jesus é o Senhor

O problema é que o engano se finge, se camufla como verdade. E muitos até confessam que Jesus é o Senhor sem, porém, entender a verdade que isso significa.

A palavra Senhor significa dono, aquele que tem autoridade sobre algo ou alguém.

Colossenses 1:16, referindo-se a Jesus, diz:

"Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele."

Jesus participa da criação do homem; portanto, o homem pertence a Ele.

O homem não pode ir contra a verdade, contra Deus. Precisa reconhecer Jesus como o seu Senhor, ou seja, o seu Dono.

O homem, o mundo e a vida foram criados para o propósito de Deus. Portanto, não podemos fazer o que queremos, mas somente a vontade de Deus.

Quando o ser humano pecou, ele negou Jesus como Senhor.

Se um dono de uma empresa dá uma ordem aos seus empregados e um empregado se nega a fazer aquilo que o dono diz, ele estará indo contra a autoridade, negando o senhorio daquele que tem autoridade.

Da mesma forma, quando o homem peca, ele revela a quebra do senhorio de Cristo, pois rejeita Jesus como Senhor, como Dono e como aquele que tem autoridade sobre sua vida.

Mateus 7:21-23:

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não fizemos muitos milagres? E então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade."

O pecado é justamente a quebra do princípio do senhorio de Cristo.

1 João 3:4 diz:

"Qualquer que comete pecado também comete iniquidade, pois o pecado é iniquidade."

Outras traduções dizem "transgressão da lei" e "rebeldia", mas também querem dizer a mesma coisa.

A Bíblia diz em 1 João 3:8:

"Quem comete pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio."

O texto fala do pecado no singular, pois trata do estado da alma que quebra o senhorio de Cristo. Esse estado da alma é o que produz ações pecaminosas. As ações pecaminosas são consequências dessa condição de rebeldia contra Deus.

A Bíblia diz em Tito 1:15 que:

"Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e descrentes; antes, o seu entendimento e consciência estão contaminados."

Ou seja, para aqueles que não têm Jesus verdadeiramente como Senhor, nada é puro, porque não estão vivendo debaixo da autoridade daquele que é o Senhor de suas vidas.

Por isso, em Apocalipse 22:11, está escrito:

"Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda."

Esse texto mostra a seriedade da condição espiritual do ser humano. A pessoa não pode se enganar, acreditando que um pecado de vez em quando não a separa de Deus.

Muitos irão dizer naquele dia:

"Senhor, Senhor..."

E irão argumentar:

"Senhor, nós fizemos muitas coisas em teu nome. Nós te obedecíamos, nós te seguimos, nós éramos cristãos. Nós íamos à igreja, nós orávamos, nós pregávamos o evangelho."

E poderão pensar:

"Será que é por causa de um pecado? Tudo aquilo que fizemos não tem valor?"

Mas Jesus responderá:

"Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade."

Porque o problema não é apenas uma ação praticada, mas aquilo que o pecado revela: a quebra do senhorio de Cristo. Quem peca está em pecado e não em Cristo, ainda que seja um "cristão", ou se é fiel ou infiel, não é possível ser os dois., não podem ocupar o mesmo espaço. 

O pecado revela que Jesus não está sendo reconhecido como Senhor, como Dono e como aquele que tem autoridade sobre a vida daquela pessoa.

Por isso, Jesus disse:

"Qualquer que me negar, eu o negarei."

Você precisa viver declarando e demonstrando, por meio da sua vida, que Jesus é o Senhor da sua vida.

Não basta apenas confessar com os lábios que Jesus é Senhor. É necessário viver debaixo do seu senhorio, fazendo a vontade de Deus.


2ª Verdade: A Bíblia é a Palavra de Deus

A segunda verdade que Deus quer lhe falar é que a Bíblia é a Palavra de Deus.

Mas como podemos saber que a Bíblia realmente é a Palavra de Deus?

A primeira questão é lógica: se Deus falou com o homem, era necessário que aquilo que Ele revelou fosse registrado para que essa mensagem não se perdesse com o passar do tempo.

Se não existisse um registro escrito, aquilo que Deus falou ficaria limitado apenas à memória das pessoas de uma determinada época e, com o passar das gerações, poderia ser alterado, esquecido ou perdido.

Por isso, Deus permitiu que sua revelação fosse registrada nas Escrituras. A Bíblia é o registro daquilo que Deus revelou ao homem.

Além disso, existem evidências históricas, arqueológicas e científicas que confirmam a preservação e a realidade dos textos bíblicos. A Bíblia atravessou séculos, foi preservada e continua sendo estudada em todo o mundo.

A própria Bíblia declara:

2 Timóteo 3:16

"Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir e para instruir em justiça."

A Palavra de Deus não é apenas um livro de informações; ela revela a vontade de Deus para o homem.

Mas existe uma questão fundamental: aquele que deseja fazer a vontade de Deus reconhecerá que a Bíblia é a Palavra de Deus. Porque quem tem o desejo de obedecer a Deus encontrará na Escritura a revelação da vontade do Senhor.

Por outro lado, se o homem não deseja fazer a vontade de Deus, nenhuma argumentação será suficiente para convencê-lo de que a Bíblia é realmente a Palavra de Deus, porque o problema não está apenas no entendimento, mas na disposição do coração em obedecer.

Jesus disse:

João 7:17

"Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus ou se eu falo de mim mesmo."

Portanto, não basta apenas afirmar que a Bíblia é a Palavra de Deus. É necessário analisar qual lugar a Palavra de Deus ocupa na vida daquele que faz essa declaração.

Muitos confessam que a Bíblia é a Palavra de Deus, mas suas vidas não são fundamentadas nela.

Se uma pessoa realmente entende que a Bíblia é a Palavra de Deus, sua vida será completamente guiada por ela. Ela verá como prioridade estudar, conhecer, compreender e viver os ensinamentos das Escrituras.

A Palavra de Deus não será apenas um conhecimento religioso, mas será o fundamento de sua vida.

Tudo será submetido à Bíblia: pensamentos, escolhas, atitudes e decisões.

Uma pessoa que realmente coloca Deus acima de tudo não ficará presa às tradições humanas, aos ensinamentos dos homens ou aos sistemas religiosos que contradizem a Palavra de Deus.

Ela buscará permanecer na verdade e terá comunhão com aqueles que também vivem fundamentados na Palavra.

Por isso, a questão principal não é apenas: "Você reconhece que a Bíblia é a Palavra de Deus?"

A pergunta mais importante é:

"Que lugar a Palavra de Deus ocupa na sua vida?"

Porque não basta reconhecer que a Bíblia é a Palavra de Deus. É necessário colocá-la acima de tudo e viver conforme aquilo que Deus revelou.



3ª Verdade: O inferno existe

A terceira verdade que Deus quer lhe falar é que o inferno existe.

Muitas pessoas rejeitam a ideia do inferno porque consideram difícil aceitar que exista um lugar de juízo eterno. Porém, a existência do inferno não depende da opinião humana, mas daquilo que a Bíblia revela.

Jesus falou mais sobre o inferno do que muitos outros personagens bíblicos. Ele não tratou o inferno como uma metáfora sem significado, mas como uma realidade de juízo.

Jesus disse em Mateus 10:28:

"E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo."

A Bíblia apresenta o inferno como uma realidade de separação definitiva de Deus e de sua presença.

A vida eterna é descrita como estar na presença de Deus, desfrutando de todas as bênçãos que procedem dEle. O inferno é exatamente o oposto: é a separação completa de Deus e, consequentemente, a ausência completa de todas as bênçãos que vêm de Deus.

Tudo aquilo que existe de bom, puro e perfeito tem sua origem em Deus. A paz, a alegria, o amor, a esperança, a justiça e todo bem verdadeiro procedem dEle.

Estar separado de Deus significa estar separado da fonte de tudo aquilo que torna a existência plena.

Por isso, o inferno não é apenas um lugar de sofrimento; é a condição de uma existência eternamente afastada daquele que é a fonte da vida.

Jesus declarou em Mateus 25:41:

"Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos."

Observe a expressão de Jesus:

"Apartai-vos de mim."

A maior tragédia do inferno não é apenas o sofrimento descrito nas Escrituras, mas a separação eterna daquele que é a fonte de toda vida e de todo bem.

Apocalipse 20:15 declara:

"E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo."

E Apocalipse 21:8 diz:

"Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte."

A Bíblia usa imagens fortes para mostrar a seriedade do juízo: fogo, trevas, sofrimento e separação.

Jesus falou em Mateus 25:46:

"E irão estes para o castigo eterno, porém os justos para a vida eterna."

O mesmo texto apresenta dois destinos eternos: vida eterna e castigo eterno.

A existência humana não termina na morte. Há uma realidade eterna diante de cada pessoa.

A maneira como vivemos nesta vida deve considerar não somente a realidade da vida eterna com Deus, mas também a realidade do inferno.

Muitas pessoas pensam que a única razão para buscar a Deus é o desejo de estar em comunhão com Ele e receber a vida eterna. Essa é uma verdade, pois estar na presença de Deus é a maior bênção que o homem pode receber.

Porém, isso não elimina nem exclui outra realidade revelada pela Palavra de Deus: o inferno existe, e essa verdade também deve influenciar a maneira como vivemos.

O homem precisa compreender a seriedade das suas escolhas, porque suas decisões nesta vida têm consequências eternas.

Por isso, o homem não pode tratar o pecado como algo pequeno. O pecado não é apenas uma falha moral; ele é uma rejeição ao senhorio de Cristo e conduz ao juízo de Deus.

O temor a Deus está relacionado ao reconhecimento da autoridade de Deus e à compreensão da seriedade de rejeitar o seu senhorio.

Quando o homem desconsidera Deus como Deus, rejeitando o senhorio de Cristo por meio do pecado, ele não está apenas cometendo uma falha moral; ele está se colocando contra aquele que possui toda autoridade.

Por isso, o temor do Senhor é essencial. O homem que teme a Deus compreende sua santidade, sua justiça e a realidade do juízo eterno.

A ausência do temor de Deus leva o homem a tratar o pecado como algo pequeno, como se fosse possível viver em rebeldia contra Deus e ainda assim permanecer debaixo da sua aprovação.

A Bíblia declara:

Provérbios 1:7

"O temor do Senhor é o princípio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução."

O louco, segundo a perspectiva bíblica, não é aquele que simplesmente não possui conhecimento, mas aquele que rejeita a sabedoria e a instrução que vêm de Deus.

Por isso, reconhecer que o inferno existe e que o pecado conduz ao juízo eterno não é uma mensagem de medo sem fundamento, mas uma demonstração da seriedade da justiça de Deus.

O inferno revela a seriedade de rejeitar a verdade, rejeitar a Palavra de Deus e rejeitar Jesus como Senhor.

O verdadeiro temor do Senhor leva o homem a abandonar o pecado, reconhecer Jesus como Senhor e viver de acordo com a vontade de Deus.

Deus revelou a verdade para que o homem abandone o engano, saia das trevas e receba a salvação que está em Cristo.

Porque o inferno existe. E justamente por essa razão, a decisão de reconhecer Jesus como Senhor não pode ser adiada.



Conclusão e Apelo

Esta mensagem nos apresentou três verdades que Deus quer que o homem conheça:

A primeira verdade é que Jesus é o Senhor. Ele é o Dono, aquele que possui toda autoridade, porque todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele. Portanto, o homem não pertence a si mesmo; ele pertence a Cristo e deve viver debaixo do seu senhorio.

A segunda verdade é que a Bíblia é a Palavra de Deus. Ela é a revelação da vontade de Deus para o homem. Não basta apenas reconhecer que a Bíblia é a Palavra de Deus; é necessário colocá-la como fundamento da vida, acima das vontades humanas, das tradições e dos pensamentos dos homens.

A terceira verdade é que o inferno existe. O juízo de Deus é uma realidade, e o homem precisa compreender a seriedade de rejeitar a verdade, rejeitar a Palavra de Deus e rejeitar o senhorio de Cristo.

A rejeição dessas verdades conduz o homem ao engano. E o engano é contrário à verdade; ele representa as trevas, e as trevas representam o afastamento de Deus e o caminho do mal.

Portanto, o homem não pode permanecer em uma posição neutra. Ou ele vive a verdade, ou ele vive o engano. Ou ele anda na luz, ou permanece nas trevas. Ou ele vive em fidelidade a Deus, ou vive em infidelidade. Ou ele caminha para a vida eterna, ou caminha para a condenação eterna.

A Palavra de Deus foi revelada para que o homem abandone o engano, reconheça a verdade e viva de acordo com a vontade do Senhor.

Por isso, não seja louco, não seja como aqueles que desprezam a sabedoria e a instrução.

A Bíblia declara:

Provérbios 1:7

"O temor do Senhor é o princípio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução."

Hoje Deus apresenta a verdade diante de você. Receba essa verdade. Reconheça Jesus como Senhor da sua vida. Submeta-se à Palavra de Deus. Abandone o caminho do engano e caminhe na luz.

Porque somente aquele que permanece na verdade está no caminho de Deus.




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