sábado, 28 de fevereiro de 2026

Duas Maneiras de Viver: Com a Eternidade em Vista ou Sem Pensar Nela

 

Duas Maneiras de Viver: Com a Eternidade em Vista ou Sem Pensar Nela

Texto Base:

“Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração.”

— Eclesiastes 7:2


Introdução

Vivemos em um tempo em que quase tudo nos empurra para distração. A sociedade nos ensina a buscar prazer, conquistas, entretenimento, estabilidade, sucesso. Fala-se muito sobre como viver melhor — mas quase não se fala sobre como morrer bem. E menos ainda sobre o que vem depois da morte.

O sábio, no livro de Eclesiastes, nos confronta com uma declaração surpreendente: é melhor estar na casa do luto do que na casa da alegria. Isso parece contraditório à primeira vista. Como pode o luto ser melhor que a celebração? A resposta está no que o texto revela: na casa do luto “se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração”.

Ou seja, é diante da realidade da morte que o homem é forçado a refletir sobre a vida.

Existem, essencialmente, duas maneiras de viver:

Há aqueles que vivem conscientes de que a vida é breve, que a morte é certa e que haverá prestação de contas diante de Deus. Esses aplicam ao coração a realidade da eternidade.

E há aqueles que vivem como se este mundo fosse tudo o que existe. Planejam, constroem, acumulam, divertem-se — mas evitam pensar no fim. Vivem apenas para o presente, sem considerar o juízo eterno.

Esta mensagem nos convida a uma reflexão profunda e necessária:

Como estamos vivendo? Com a eternidade em vista ou como se ela não existisse?

Porque a maneira como encaramos a morte determina a maneira como vivemos a vida. Por isso é preciso encarar a morte de uma maneira correta para que a vida também seja vivida de maneira correta.  

1️⃣ A Realidade da Morte no Discurso, Mas Não na Prática

Todo mundo diz que vai morrer. Isso é comum. Quando alguém morre, todos comentam: “A vida é assim mesmo”, “Um dia chega para todos”. Ninguém nega que a morte existe.

Mas há uma diferença entre dizer que sabe e viver como quem realmente acredita nisso.

Se uma pessoa realmente cresse que pode morrer a qualquer momento, a primeira coisa que ocuparia seus pensamentos não seria dinheiro, sucesso ou projetos terrenos. A primeira preocupação seria Deus e o seu destino eterno.

Ela se perguntaria:

Para onde eu vou?

Estou preparado?

Como posso ter certeza do meu destino?

O que Deus requer de mim?

Quando alguém sabe que vai fazer uma viagem, mas acredita que ainda falta muito tempo, ela deixa os preparativos para depois. Mas quando descobre que a viagem pode acontecer a qualquer momento, ela começa imediatamente a se preparar. Organiza documentos, separa o que é necessário, resolve pendências.

Assim é a vida.

Se alguém realmente acredita que pode morrer a qualquer momento, ela passa a se preparar para essa “viagem” inevitável. E essa preparação começa com Deus. Ela busca entender:

Qual é o propósito da vida.

O que vem depois da morte.

Como estar em paz com Deus.

Qual é o caminho para a vida eterna.

Seu foco muda. A vida deixa de girar em torno de coisas superficiais. O centro já não é mais apenas esta existência passageira. A prioridade passa a ser a eternidade. 

É exatamente isso que ensina Eclesiastes 7:2: na casa do luto “se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração”. Ou seja, quando a realidade da morte é levada a sério, ela é aplicada ao coração — e quando isso acontece, a vida muda.

Por que a maioria das pessoas não vive assim?

A verdade é que existe uma resistência natural em aceitar a morte. O homem não quer pensar na morte, porque pensar na morte confronta a sua vaidade, os seus desejos e a ilusão de controle sobre a própria vida.

Além disso, esta realidade não pode ser explicada apenas por lógica humana ou naturalidade; há uma dimensão espiritual: o mundo em que vivemos foi afetado pelo mal. As forças espirituais contrárias a Deus atuam para que o homem evite pensar seriamente sobre a morte e sobre a eternidade. Elas querem que ele viva distraído, ocupado apenas com o passageiro e o superficial.

De forma contrária, Deus deseja que o homem pense na morte. O texto de Eclesiastes 7:2 mostra isso claramente: Ele quer que o homem aplique ao coração a realidade do fim. Por quê? Porque Deus tem um propósito para essa verdade. Pensar na morte leva o homem a rever sua vida, a buscar o que é eterno, a corrigir prioridades, e a caminhar para o plano que Deus preparou — a vida eterna com Ele.

A morte e a condenação natural do homem

Como ensina Hebreus 9:26-28, a condição natural do homem é morrer e ser condenado. O versículo diz:

De outra maneira seria necessário que Cristo padecesse muitas vezes desde a fundação do mundo; mas agora, na consumação dos séculos, apareceu uma vez, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá a segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.”

O “como” aqui mostra que o sacrifício de Cristo é a solução para a condição natural do homem. Sem Cristo, o homem morre e é condenado. Mas através de Jesus, aquele que crê é tirado desse estado de morte e condenação, recebendo salvação e vida eterna.

Portanto, quando a realidade da morte é apenas um discurso e o homem rejeita aplicá-la em sua vida, isso revela que essa “certeza” não é realmente crida. É um comportamento comum àqueles que fogem da verdade quando ela não lhes é agradável.

2️⃣ Dois Tipos de Vida: Viver para a Eternidade ou para a Vida Passageira

Viver para a vida passageira

Viver para a vida passageira é uma característica da condição natural do homem, que nasce com a natureza de Adão e Eva. Como Hebreus 9:27 nos ensina:

E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo…”

Essa é a condição natural do homem: morrer e ser condenado. Quem vive para a vida passageira coloca o interesse e a ênfase da sua vida nesta existência terrena, vivendo para o mundo e para os próprios desejos, sem alcançar a verdadeira espiritualidade.

Mesmo que declare teoricamente sua fé, reconheça Deus, ou pratique religiosidade, isso não muda a essência da vida. Ele pode até parecer ligado à eternidade, mas enquanto não morrer para sua natureza carnal, não poderá viver para a eternidade.

Bíblicamente, isso é visto em Romanos 8:5-6:

“Porque os que vivem segundo a carne inclinam para as coisas da carne, mas os que vivem segundo o Espírito, para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte, mas a inclinação do Espírito é vida e paz.”

A vida passageira, portanto, é marcada por:

Foco em interesses próprios e terrenos;

Ênfase no presente passageiro, na glória do mundo, nos prazeres e nas conquistas humanas;

Aparência de religiosidade ou teorização sobre a eternidade, mas sem transformação real da essência;

Permanência na condição natural de morte e condenação, sem experimentar a salvação verdadeira que Cristo oferece.

Viver para a eternidade

Viver para a eternidade é o oposto: morrer para a própria natureza carnal e nascer como homem espiritual.

O homem espiritual morre para seus interesses pessoais, desejos e glória própria, e passa a buscar a glória de Deus.

Vive nesta vida com os olhos fixos na eternidade, mas não despreza responsabilidades terrenas — trabalha, estuda, constrói família — apenas não coloca essas coisas como essência da vida.

A vida eterna passa a ser a essência da existência, porque ele entende que esta vida é o tempo de decisão diante de Deus.

É a transformação que só é possível pela salvação em Cristo, que aniquila o pecado e tira o homem do estado natural de morte e condenação.

Em resumo:

Vida passageira = natureza carnal, foco no mundo, falsa religiosidade ou discurso sobre eternidade sem prática real;

Vida eterna = homem espiritual, foco em Deus e na eternidade, transformação pela salvação em Cristo.

3️⃣ O Engano de Quem Acredita Viver para a Eternidade

Muitas pessoas que se declaram cristãs, evangélicas, batizadas, pregam o Evangelho e até recebem dons do Espírito acreditam que já vivem para a eternidade. No entanto, elas permanecem presas à vida do mundo e à sua natureza carnal, porque se enganam a respeito do que a Bíblia realmente ensina para que uma pessoa se torne verdadeiramente espiritual e viva para a eternidade.

Esses indivíduos podem parecer espirituais, falar sobre Deus, frequentar templos e realizar boas obras, mas a sua vida continua centrada no mundo e nos próprios desejos, sem perceber que a verdadeira vida espiritual exige algo que ele desconhece.

Paulo explica de forma clara essa condição no capítulo 7 de Romanos, descrevendo o homem natural que ainda está preso ao pecado:

Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. Mas se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faço, mas o pecado que habita em mim.” (Romanos 7:19-20)

O homem descrito nesse capítulo está dividido, ainda vencido pelo pecado, e Paulo declara sobre ele:

Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7:24)

Aqui, Paulo está se referindo à sua velha natureza, enquanto ainda pecador, carnal, antes de experimentar a obra transformadora de Cristo. Ele se declara miserável, mostrando que esta condição não é a do homem nascido de novo, salvo em Cristo, mas do homem natural que precisa ser libertado e transformado.

Em contraste, o capítulo 8 de Romanos apresenta o homem espiritual, aquele que foi conduzido pelo Espírito de Deus, mostrando que:

Ele não mais vive segundo a carne, mas segundo o Espírito (Romanos 8:5-6).

Mortifica as obras da carne pelo Espírito e experimenta vida e paz (Romanos 8:12-13).

Todos os que são guiados pelo Espírito são filhos de Deus (Romanos 8:14).

Essa distinção evidencia o engano de muitos que acreditam estar vivendo para a eternidade: embora participem da vida religiosa e se considerem espirituais, ainda permanecem carnais, porque o pecado não foi aniquilado em suas vidas. Eles confundem religiosidade e conhecimento teórico com a verdadeira vida espiritual, que só acontece quando a obra de Cristo transforma o homem interior.

Essa realidade é confirmada em Hebreus 9:26-28, que mostra que Cristo veio aniquilar o pecado, tirando o homem da condição natural de morte e condenação, e abrindo o caminho para que ele viva de fato para a eternidade:

…uma vez, no fim dos tempos, se manifestou para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. E assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.” (Hebreus 9:26-28)

Portanto, aqueles que acreditam estar vivendo para a eternidade, mas permanecem presos à vida do mundo e à sua natureza carnal, estão enganados. Permanecem sob um falso evangelho, vivendo uma heresia doutrinária que os mantém afastados da verdade que liberta, salva e proporciona a vida eterna. Somente quando o homem morre para o pecado e é transformado pelo sacrifício de Cristo, ele passa a viver de fato para a eternidade, com a essência de sua vida voltada para Deus e preparado para a vida eterna.

Conclusão e Apelo: Priorize a Vida Eterna

Lembre-se: como diz a Bíblia,

"Que adianta ao homem ganhar o mundo todo e perder a sua alma?" (Marcos 8:36)

O que adianta realizar todos os seus prazeres, seguir sua vontade, conquistar glória neste mundo e, ao mesmo tempo, perder a salvação? Não se iluda acreditando que uma fé superficial ou um evangelho sem profundidade, uma vida cristã sem fervor e sem fidelidade absoluta, possa garantir a salvação.

É preciso esquecer esta vida passageira e priorizar a vida eterna, que está em Cristo. É necessário estar alerta ao engano do diabo, que faz acreditar que se vive espiritualmente quando, na realidade, se permanece preso à vida do mundo.

O orgulho, o pecado e a carnalidade mostram que não há espiritualidade verdadeira, e sem isso não há vida realmente voltada para a eternidade. Não há salvação sem colocar Deus acima de tudo e sem fidelidade ao Deus que se manifestou na pessoa de Seu Filho Jesus e se revela nas Escrituras Sagradas, a Bíblia.

Para viver para a eternidade, é preciso abrir mão da carnalidade, do desejo pelos prazeres momentâneos e daquilo que agrada ao coração humano, da própria vontade, permitindo que a verdade de Deus se imponha sobre os desejos que agradam e confortam.

O que está em jogo é a eternidade. A decisão de viver para a eternidade é infinitamente melhor do que se apegar a esta vida passageira. Este mundo é temporário, e abrir mão de seus prazeres momentâneos é nada diante de uma eternidade indescritível, maravilhosa e cheia da presença de Deus.

Quem vive apenas para esta vida passageira perde a essência de ser uma pessoa bela, forte e agradável a Deus, mantendo-se preso aos laços do diabo, que desviam do propósito divino.

Escolha a eternidade. Viva de acordo com a vontade de Deus revelada na Bíblia, custe o que custar. Abandone definitivamente o orgulho, o seu ego, a glória para si e viva exclusivamente para a glória de Deus. Abandone os desejos carnais, abandone a sua própria vontade e viva exclusivamente para conhecer e fazer a vontade de Deus, custe o que custar.

Essas palavras são palavras de Deus que podem salvar a sua alma. A decisão é sua. Não se lamente no inferno, não se lamente eternamente no inferno por ter olhado para este mundo, em vez de olhar para aquilo que Deus diz e para a vida eterna.



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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

A Crônica: A Água da Chuva e a Realidade da Cidade


A Crônica: A Água da Chuva e a Realidade da Cidade

Era o dia 23, por volta das 17 horas, Rogério dirigia-se de carro para uma clínica de reabilitação. 

 A chuva começou fina, quase tímida, como quem pede licença para cair. O céu foi escurecendo devagar, e logo as gotas ficaram grossas, pesadas, batendo no asfalto quente da rua e levantando aquele cheiro forte de terra molhada misturado com poeira antiga.

Ele parou o carro em uma vaga próxima a um restaurante. Saiu apressadamente do veículo, tentando não se molhar tanto, e procurou abrigo debaixo da marquise do estabelecimento. 

Ficou ali, observando as gotas caírem pesadas sobre a rua, o movimento dos carros, as pessoas correndo em busca de proteção, e o barulho da água batendo no asfalto. 

Era uma esquina comum da cidade. De um lado, o movimento dos carros tentando escapar antes que a água acumulasse. Do outro, um restaurante de portas abertas, luzes acesas, cheiro de comida quente escapando pela entrada. Naquele canto da rua, bem perto da guia, havia um bueiro antigo — desses que parecem engolir tudo o que a cidade quer esquecer.

Mas naquela noite, o bueiro não estava engolindo. Estava devolvendo.

A água começou a subir dentro dele, borbulhando como se algo estivesse inquieto lá embaixo. O fluxo da enxurrada encheu o buraco com força, e então, no meio da correnteza suja, surgiu o primeiro movimento: uma barata lutando contra a água, depois outra, depois várias. Subiam apressadas, desesperadas, procurando qualquer superfície seca para se agarrar.

Logo depois, algo maior. Um grande rato gordo.

Molhado, os pelos grudados ao corpo pesado, olhos atentos e brilhando sob a luz amarelada do poste. Ele emergiu do bueiro como quem foge de um mundo que já não o suporta. A água empurrava tudo para fora. Quando o esgoto transborda, aquilo que estava escondido aparece.

As baratas se espalharam pela calçada, buscando frestas, rachaduras, qualquer abrigo. O grande rato gordo, porém, ficou parado por um instante. Sacudiu o corpo, espalhando gotas sujas ao redor, como se tentasse se livrar não apenas da água, mas da própria sujeira que carregava. E então olhou.

Ali, a poucos metros, estava a porta do restaurante.

Aberta.

Lá dentro, mesas limpas, pessoas conversando, pratos sendo servidos, o cheiro de tempero fresco no ar. Um ambiente iluminado, aparentemente seguro, acolhedor. O contraste era quase cruel: do esgoto escuro para o salão claro; da água suja para o piso brilhante.

O grande rato gordo avançou alguns passos cautelosos. A enxurrada continuava correndo atrás dele, empurrando folhas, sacolas plásticas, restos esquecidos. As baratas se aproximavam da mesma direção. Não por maldade consciente, mas por instinto. Elas apenas seguiam o fluxo que as expulsou de onde estavam.

Se aquele rato atravessasse a soleira da porta, não entraria sozinho. Entrariam com ele as bactérias invisíveis, os germes carregados nas patas, as doenças escondidas no pelo encharcado. Entraria aquilo que estava oculto, agora trazido à luz pela tempestade.

Por fora, ele parecia apenas um animal assustado fugindo da chuva.

Por dentro, carregava contaminação.

Um funcionário do restaurante percebeu o  fechada com força. O grande rato gordo recuou. A chuva continuou caindo.

E a rua seguiu seu curso, como sempre faz.

Mas a cena permanecia como uma revelação silenciosa: a chuva não cria ratos nem baratas. A água que invade os bueiros apenas faz transbordar o que já estava ali, escondido, acumulado, ignorado. A cidade parece normal, bonita, tranquila, saudável — até que a chuva traz para fora a realidade que não é vista.


Reflexão: 

Muitas vezes, a vida nos leva a seguir correndo, presos à rotina, atentos apenas à aparência das coisas. Mas naquele dia, Rogério foi detido pela chuva. Ela o obrigou a parar, a permanecer naquele local, sob a marquise, e observar.

Ao parar, seus olhos se abriram para uma realidade que muitos não percebem na correria do dia a dia. Ele pôde contemplar o que estava oculto — a enxurrada que subia pelos bueiros, trazendo à superfície baratas, ratos e todo o risco invisível que se escondia na cidade. Algo que, normalmente, passa despercebido, mas que representa perigo real: contaminação, doenças e consequências invisíveis daquilo que ignoramos — uma cidade com aparência, uma cidade que parece linda e maravilhosa, mas que, ao ser confrontada com a água da chuva, mostra sua realidade, revela aquilo que muitos não veem.

A chuva, ao avançar sobre os bueiros, revelou o que estava escondido. E Rogério pôde perceber, diferentemente daqueles que apenas passam apressados pelas ruas, que aquilo que não se vê também é real e precisa ser observado. A água da chuva tornou visível o invisível, mostrando o risco e revelando uma verdade que muitos ignoram.

A Palavra de Deus é a água.

Ela traz revelação. Mostra a tristeza oculta, a sujeira, a impureza, a loucura, as ilusões que muitos constroem sem perceber. Aquilo que parece belo, limpo ou perfeito por fora, mas que por dentro precisa ser confrontado. Assim como a água da chuva revelou o que estava escondido nos bueiros, a Palavra de Deus ilumina a realidade e expõe o que está encoberto, trazendo purificação e verdade.

Versículos que atestam isso:

Efésios 5:26

“Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra.”

Explicação: Aqui a água representa a Palavra de Deus, que purifica ao revelar o que estava oculto, expondo o pecado, a sujeira e aquilo que precisa ser transformado.

Salmos 119:105

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho.”

Explicação: A Palavra ilumina o que está nas sombras, revela a verdade que muitos tentam esconder e mostra o caminho correto a seguir.

Hebreus 4:12

“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.”

Explicação: A Palavra penetra profundamente, revelando os pensamentos e intenções do coração, trazendo à luz aquilo que estava escondido e que muitos não querem ver.

Assim como a chuva expõe a sujeira da cidade, a Palavra de Deus revela aquilo que está oculto na vida das pessoas, confrontando aparência e realidade, para que haja transformação, purificação e clareza espiritual.

A Chuva Forte é a Palavra de Deus

A chuva forte é a Palavra de Deus. Ela não é suave, não se curva à vontade humana, e não vem para agradar o ego ou encobrir a realidade. Ela expõe a sujeira, revela a iniquidade, mostra a desconexão com Deus e confronta a ilusão que muitos alimentam em suas vidas.

Muitas pessoas rejeitam essa chuva intensa. Preferem a aparência, buscam palavras leves, suaves, que não tragam à tona aquilo que está escondido. Elas querem a ilusão do belo, do limpo, do perfeito por fora, mas sem enfrentar a verdade interna. O orgulho impede que aceitem a realidade nua e crua, e, assim, vivem fora da verdade de Deus, fora do Evangelho que confronta, purifica e transforma.

A chuva forte revela o que está oculto, mostrando aquilo que muitos tentam ignorar: a sujeira, a impureza, os erros, a falha espiritual. Só quando se aceita essa chuva, só quando se permite que a Palavra de Deus entre e exponha a verdade, é que pode haver transformação real, purificação e reconexão com Deus.

2 Timóteo 4:3‑4

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, ajuntarão para si mestres conforme os seus próprios desejos, e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.”

Explicação: Muitas pessoas rejeitam a Palavra que confronta, buscando apenas aquilo que agrada seus ouvidos — uma “chuva amena” que não revela a realidade de suas vidas.

Isaías 30:10

“Que dizem ao vidente: Não vejas; e ao profeta: Não profetizes-nos coisas retas; dize-nos coisas agradáveis, profetiza falsas alegrias.”

Explicação: Aqui vemos como o orgulho e a busca por aparência levam a rejeitar a Palavra verdadeira, preferindo ouvir mensagens que não confrontam sua condição ou falhas.

Mateus 23:27‑28

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.”

Explicação: A Palavra revela aquilo que está oculto: muitos vivem de aparência, enquanto a realidade interior é suja e precisa de transformação.

Apocalipse 3:15‑16

“Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, estou a ponto de vomitar‑te da minha boca.”

Explicação: A verdadeira Palavra confronta a mediocridade espiritual. Aqueles que buscam apenas palavras suaves e agradáveis — rejeitando o evangelho verdadeiro — não suportam a confrontação que leva à purificação.

A chuva forte e a eliminação total do pecado

Na crônica, a chuva intensa que invade os bueiros age com uma força vassaladora. Não há possibilidade de que uma única barata, um único rato, qualquer vestígio de vida impura permaneça. Tudo é levado, eliminado, purificado. Nada resiste à força da enxurrada.

Assim é o evangelho verdadeiro, autêntico. Quando o poder da Palavra de Deus — a “chuva forte” do Espírito — entra na vida do ser humano, o pecado é completamente eliminado.

Não há possibilidade para a ideia de que o cristão está sempre pedindo perdão pelos pecados, ou seja, uma contínua limpeza da sua vida. Essa é uma heresia que é eliminada pelo verdadeiro evangelho, porque a água que é Jesus elimina o pecado de uma vez por todas, como diz a Bíblia:

Romanos 6:2

“De modo algum! Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele?”

Explicação: Aqueles que receberam Cristo e se uniram a Ele já morreram para o pecado, não permanecem em ciclos contínuos de erro e perdão parcial.

1 João 3:8

“Quem comete pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo.”

Explicação: O verdadeiro evangelho elimina o pecado, não permitindo que ele permaneça no coração do salvo. Quem ainda vive no pecado não experimentou essa purificação radical.

João 3:36

“Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem, porém, não crê no Filho não verá a vida, mas sobre si permanece a ira de Deus.”

Explicação: A verdadeira vida eterna só é possível para aqueles que receberam a “chuva forte” do evangelho, que remove completamente o pecado e dá santidade total.

João 1:29

“No dia seguinte, João viu Jesus aproximando-se e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”

Explicação: Jesus é a Palavra de Deus, a chuva forte que provoca a enxurrada, eliminando o pecado da vida do ser humano. Ele não apenas cobre ou oculta o pecado; Ele o remove completamente, trazendo purificação total e santidade.

Portanto, quem ainda permanece no pecado — ou seja, quem ainda peca, quem ainda não morreu para o pecado, cujo pecado não foi extirpado da vida — não recebeu a chuva forte, que é o verdadeiro evangelho. Assim como a enxurrada elimina completamente os ratos e baratas do bueiro, o evangelho autêntico, em Cristo, elimina totalmente o pecado da vida humana, garantindo santidade, purificação completa e acesso ao Reino de Deus.

Marcos 16:15‑16

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”

Explicação:

O evangelho que você precisa crer e receber pelo batismo para ser salvo é este mesmo evangelho que está sendo pregado para você agora. É o evangelho onde o sangue de Jesus purifica de todo o pecado, onde Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo — ou seja, tira o pecado da sua vida.

Você precisa receber esta mensagem, ou seja, esta crônica da chuva forte. Ela é uma forma de Deus pregar o evangelho para você, abrindo sua mente e seu entendimento para a verdade: você precisa estar completamente limpo através da Palavra de Deus, que é a Bíblia Sagrada.

Esta Palavra traz o evangelho da água forte, que expulsa o pecado da sua vida. Este evangelho elimina toda heresia, todo engano que tenta fazer você acreditar que pode continuar pecando ou que o pecado, representado pelos ratos e baratas da crônica, ainda possa permanecer em você.

Não se iluda: se você não receber este evangelho das águas fortes, você sofrerá eternamente no inferno, por não ter se purificado, permanecendo longe e afastado de um Deus santo.


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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Quando a Bíblia Afasta Ainda Mais de Deus

 Quando a Bíblia Afasta Ainda Mais de Deus


Versículo Base

📖 2 Timóteo 3:6‑7

“Porque deste número são os que se introduzem pelas casas e levam cativas mulheres néscias, carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências, que aprendem sempre e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.”


Introdução 

A Bíblia é a Palavra de Deus, e é por meio dela que conhecemos o Criador, sua vontade e o caminho da salvação. Ela revela o pecado, conduz ao arrependimento e aponta para Cristo.

No entanto, há pessoas que buscam a Bíblia, desejam estar bem com Deus, servir a Deus e adorá-Lo, mas quando não têm o entendimento da verdade que salva, essas coisas — o conhecimento da Palavra, o ensino e o desejo de servir a Deus — afastam a pessoa da comunhão com Deus e da salvação.

E é isso que vamos tratar nessa mensagem: quando a Bíblia e muitos de seus ensinamentos afastam ainda mais de Deus e da salvação aqueles que não têm o pré-requisito fundamental para ser instruído na Palavra de Deus.

Por isso, reflita com temor: a vida é breve, e a salvação da alma é tudo o que importa nesta vida.


Ponto 1 – O Ingresso na Vida Cristã

Tudo na vida tem um desencadeamento e uma sequência lógica. Ninguém aprende algo complexo sem antes dominar os fundamentos que o sustentam. Por exemplo, ninguém se torna especialista em física quântica sem antes compreender os fundamentos básicos da matemática, da física clássica e da lógica. Sem esses alicerces, a pessoa pode até cursar as matérias, ser aprovada em algumas etapas, aprender certas coisas, mas estará inapta para realmente se tornar um especialista na área.

Na vida cristã, acontece algo semelhante. Hoje, nas igrejas ou nas religiões, muitas pessoas se envolvem com a Bíblia, com a igreja, com a oração, com o batismo, com a pregação da Palavra, e muitas vezes estão profundamente envolvidas. Mas tudo isso ocorre sem que tenham assimilado a essência da mensagem de salvação que transforma verdadeiramente uma pessoa no verdadeiro seguidor de Cristo, ou seja, salvo.

Quando entram neste caminho sem estarem seladas com o entendimento real daquilo que a mensagem de salvação traz, elas se distanciam cada vez mais do início, do fundamento daquilo que realmente pode salvá-las, e muitas vezes é um caminho sem volta. Por isso, a pior coisa que pode acontecer na vida de alguém é ser um cristão sem, contudo, ter o pré-requisito que o tornaria de verdade um cristão.

Portanto, o ingresso na vida cristã precisa de um pré-requisito. Caso contrário, este ingresso se tornará um caminho de confusão e ilusão, um laço do diabo que prende a pessoa em erro e a afasta da verdadeira salvação. De forma inevitável, o engano espiritual se consolida, se fortalece cada vez mais e mais à medida que a pessoa vai trilhando o suposto caminho cristão. Sua convicção de estar salvo e de estar correta em sua fé se consolida, muitas vezes se tornando um caminho sem volta, conduzindo a pessoa a uma grande decepção.

A Bíblia nos diz:

Há um caminho que parece certo ao homem, mas o fim dele conduz à morte.”                          📖 Provérbios 14:12

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? Então direi claramente a eles: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.”   📖 Mateus 7:21‑23

“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.”    📖 Colossenses 2:8

Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; antes, segundo os seus próprios desejos, ajuntarão muitos mestres para lhes coçarem os ouvidos; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.”    📖 2 Timóteo 4:3‑4

Ponto 2 – A causa da Caminhada Cristã sem o Verdadeiro Alicerce

O orgulho é a raiz que impede que as pessoas conheçam a verdade que salva, ou seja, o verdadeiro evangelho. O orgulho mantém as pessoas que se envolvem na vida cristã, participam de pregações, orações, atividades ministeriais, e até mesmo são batizadas com o Espírito Santo, recebem dons espirituais, falam em línguas, vêm milagres acontecendo (Mateus 7:21‑23), sem contudo terem assimilado a essência da salvação, o pré-requisito que as tornaria verdadeiramente cristãs.

Na medida em que aprofundam sua vivência nesta vida cristã aparente, o engano se fortalece, tornando-se cada vez mais difícil aceitar a correção do erro doutrinário a respeito da salvação e do pecado, pois isso exigiria humildade para reconhecerem que estavam num evangelho incorreto.

Portanto, quanto mais se fortalecem no caminho que trilham, mais difícil se torna o retorno, mais difícil se torna a correção da doutrina da salvação, que é a essência do evangelho e trata do sangue de Jesus, do pecado e do juízo. O conhecimento da mensagem de salvação em sua essência, de forma correta, produz uma vida santa, crescimento espiritual real e a verdadeira comunhão com Deus e com a Igreja. Ao mesmo tempo, evidencia a dissensão e a separação com aqueles que caminham numa vida cristã, mas não na vida cristã onde há o verdadeiro entendimento da salvação, que se refere ao sangue, ao pecado e ao juízo, por não possuírem o pré-requisito fundamental, que é o entendimento correto desses aspectos da mensagem de salvação.

O desconhecimento da autêntica mensagem de salvação, que trata do sacrifício de Jesus, do pecado e do juízo (inferno), produz controvérsia doutrinária, não apenas em relação à salvação, mas também nas demais doutrinas. Isso ocorre porque o verdadeiro conhecimento da salvação gera crescimento espiritual real, o verdadeiro entendimento da palavra de Deus e a correta aplicação da doutrina em todas as áreas da vida cristã.

Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”📖 1 João 1:7

**“Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?”📖 2 Coríntios 6:14

“Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: ‘Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.’”📖 João 8:31‑32

“Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade…”   📖 2 Tessalonicenses 2:3


Ponto 3: O pré-requisito para adentrar a verdadeira vida cristã

Aqueles que estão na vida cristã sem o pré-requisito que os define verdadeiramente como verdadeiros cristãos afirmam e atestam um entendimento incorreto a respeito da mensagem da salvação, que inclui o sacrifício de Jesus, o pecado e o juízo.

Eles declararam que todos os cristãos pecam ou são pecadores. Esta declaração testifica um entendimento incorreto da mensagem da salvação, pois o pecado é o centro da mensagem que leva à salvação.

O pecado não é a vontade de Deus, mas a vontade do diabo.

Portanto, quando uma pessoa diz “nós pecamos” ou “eu peco”, está declarando que faz a vontade do diabo. Assim, ao afirmar que faz a vontade do diabo, declara o diabo como senhor da sua vida, com a sua propria boca declara a sua condenação, ainda que também confesse Jesus como Senhor, ferindo o princípio  que não se pode servir a dois senhores. 

Porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado” (Mateus 12:37).

Esta declaração nega o sacrifício de Jesus, porque o sangue de Jesus foi derramado para tirar o pecado. A Bíblia nos diz que Jesus é o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

📖 João 1:29

“Eis o Cordeiro d2e Deus, que tira o pecado do mundo.”

A palavra traduzida por tira vem do verbo grego αἴρω (airō), que significa retirar, remover.

Por que o pecado precisa ser tirado?

Porque a Bíblia diz que o salário do pecado é a morte.

Porque o salário do pecado é a morte...”           📖 Romanos 6:23

E tambem diz: 

Mas as vossas iniquidades fizeram divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.”       📖 Isaías 59:2

“Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.”     📖 1 João 3:8

“Quem crê no Filho tem a vida eterna; mas quem desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”                    📖 João 3:36

“Porque o salário do pecado é a morte; mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.”    📖 Romanos 6:23

... se fiel até à morte e dar‑te‑ei a coroa da vida.  📖Apocalipse 2.10

Aqueles que estão no caminho cristão incorreto, sem o pré-requisito fundamental que é o entendimento da mensagem de salvação, afirmam de maneira equivocada que quem disser que não peca está fazendo Deus mentiroso (1 João 1.10).

Eles possuem um entendimento errado a respeito da mensagem de salvação, deturpando o texto bíblico. Na realidade, o texto de João está falando que aquele que tem pecado e afirma que não tem, nega a realidade do pecado diante de Deus, tornando Deus mentiroso.

Esses cristãos sem entendimento correto negam todo o contexto da Bíblia e toda a intenção da passagem, que é exortar aqueles que se dizem cristãos e que se dizem andar na luz a reconhecerem seu pecado, abandoná-lo e caminhar em santidade.

Porém, o texto é deturpado para que o pecado permaneça, permitindo que pessoas continuem em uma vida cristã sem o verdadeiro pré-requisito, que é o entendimento correto da salvação.

Aqueles que estão no caminho sem o pré-requisito para adentrar na vida cristã afirmam que a salvação é exclusivamente pela graça.

Eles interpretam incorretamente a palavra de Deus por falta de abandono do pecado, por falta de um compromisso de fidelidade a Deus, e assim não compreendem corretamente a mensagem da Bíblia.

O texto bíblico afirma:

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2.8-9)

A interpretação correta do texto mostra que o versículo não diz que a salvação é exclusivamente pela graça. O que o texto ensina é que a salvação começa pela graça, que é o início da ação de Deus na vida do homem.

No original grego, a palavra traduzida por “vem” é ἐστιν (estin), que indica o que procede de, que surge de, que é originado de. Portanto, a interpretação correta é que a salvação procede da graça de Deus, mas não exclui o pré-requisito do compromisso com Deus, a obediência e o abandono do pecado.

📖 Tiago 2:24

“Vedes então que o homem é justificado por obras, e não somente por fé.”

Essas obras significam as obras do Espírito, ou seja, a obediência a Deus e o abandono do pecado, evidências do verdadeiro entendimento da salvação que transforma.

Aqueles que trilham o caminho incorreto oram pedindo perdão a Deus pelos pecados.

No entanto, dentro de toda a doutrina bíblica, a Bíblia jamais ensina que o crente deve pedir perdão pelos pecados. O novo nascimento é a morte para o pecado e estabelece uma aliança de fidelidade a Cristo. Quando uma pessoa se torna cristã verdadeira, ela morre para o pecado. Portanto, se um cristão continua pedindo perdão pelos pecados, isso demonstra que ele não morreu para o pecado.

A oração do Pai Nosso deve ser compreendida dentro do contexto bíblico histórico, pois se refere aos judeus antes da morte e ressurreição de Jesus Cristo, ou seja, dentro da velha aliança. Após a morte e ressurreição de Cristo, a oração é feita em nome de Jesus, refletindo a nova aliança e a entrada na vida cristã verdadeira.

A prática da oração de perdão pelos pecados para o cristão contraria toda a Bíblia e é irracional, pois o sacrifício de Jesus tem a finalidade de tirar o pecado do homem. A morte para o pecado, conforme exposto na Epístola de Paulo aos Romanos, demonstra que aquele que morreu para o velho homem morreu para o pecado, e que quem morreu para o pecado não pode mais pecar.

Não se pode pedir perdão pelos pecados e continuar pecando. Portanto, o perdão verdadeiro consiste no abandono definitivo do pecado, que marca o início da verdadeira caminhada cristã e insere a pessoa no caminho cristão autêntico.

Portanto, aqueles que seguem o caminho cristão incorreto têm um entendimento distorcido sobre o pecado, o juízo e o sacrifício de Jesus. Embora estejam envolvidos com a Bíblia e com práticas cristãs, e mesmo participando de atividades religiosas, eles não possuem a essência do Evangelho. Isso impede que compreendam a verdadeira mensagem da salvação, fundamentada no sacrifício de Cristo, na morte para o pecado e no compromisso com a fidelidade a Deus, e também impede a comunhão com a verdadeira igreja.

Este é, infelizmente, o caminho da maioria, pois a Bíblia afirma que nos últimos dias haveria a apostasia, o afastamento da verdadeira fé:

“E este é o sinal da apostasia: que muitos se desviarão da verdade e se entregarão a doutrinas enganosas.” (2 Tessalonicenses 2.3)

🔹 Conclusão e Apelo

Há duas opções diante de cada pessoa:

Manter o orgulho – que impede o arrependimento e a conversão à verdadeira doutrina, buscando enganar a mente e permanecer na fé com fundamento incorreto. Esse caminho leva à decepção, conforme alerta o texto de Mateus 7.21-23, resultando em perda da salvação e sofrimento eterno.

Conhecer a verdade – agradecer a Deus pela Palavra, aplicar os ensinamentos em sua vida e caminhar no verdadeiro evangelho, na verdadeira vida cristã. Esse caminho conduz à comunhão com Deus, à vida santa e, ao final, à vida eterna.

A escolha é pessoal e determina o destino eterno. Muitos se decepcionarão no inferno porque adentraram na vida cristã sem o fundamento, sem o pré-requisito, sem a essência do Evangelho da mensagem de salvação. O orgulho, que gera o pecado, não foi removido, e aqueles que fecharam seus ouvidos à verdade prantearão, sofrerão e se desesperarão eternamente Mateus 7.21-23,



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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Vontade do Homem ou Vontade de Deus: Quem Deve Governar?


Vontade do Homem ou Vontade de Deus: Quem Deve Governar?

Introdução

Quem realmente governa sua vida: você ou Deus? Qual é a relação entre o pecado, a vontade do homem e a vontade de Deus?

Muitos cristãos se perguntam: “Será que posso ainda ter minha própria vontade e permanecer espiritual?” ou “Como posso saber quando meus desejos estão alinhados à vontade de Deus ou se tornam pecado?”

Mesmo desejos aparentemente legítimos, como casamento, carreira, segurança ou realizações pessoais, podem se tornar armadilhas se não forem direcionados pelo Espírito de Deus. Viver apenas guiado pelos próprios desejos afasta da verdadeira espiritualidade e gera pecado.

Nesta mensagem, vamos analisar profundamente a relação entre a vontade do homem, a vontade de Deus e o pecado, entender como identificar nossos desejos, aprender a viver guiados pelo Espírito e descobrir como manter propósito, alegria e fidelidade mesmo nas provações.

1. Morrer para a própria vontade e reconhecer Jesus como Senhor

O homem natural vive para si mesmo; sua vontade governa sua vida. Ao nascer de novo, o crente morre para seu próprio eu e passa a viver para fazer a vontade de Deus.

O sacrifício de Jesus na cruz não o tornou apenas Salvador, mas Senhor, aquele que tem autoridade sobre nossas vidas. É através de seus ensinamentos, que compõem a Bíblia, que o novo homem deve viver e seguir.

Paulo declara em Gálatas 2:20:

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.”

Submeter-se à autoridade de Jesus é morrer para a própria vontade e permitir que a vida seja conduzida segundo os princípios de Deus.

2. Identificação dos desejos do crente e sua origem

Mesmo após morrer para o eu, o crente ainda pode sentir desejos, mas eles têm origens distintas:

Antes de tudo, é preciso lembrar da tentação do diabo:

Mateus 4:9 – “Se te prostrares e me adorares, tudo isso te darei.”

O diabo apresenta a cobiça e a idolatria do poder como desejo inserido para desviar o homem da vontade de Deus.

Depois, os desejos se dividem em:

Desejos legítimos da humanidade: necessidades naturais como fome, sede, segurança, sexualidade.

Desejos do diabo: tentação, orgulho, querer dominar a vida de outros.

Desejos de Deus: operados pelo Espírito, que molda tanto o querer quanto o efetuar.

Cada desejo deve ser identificado quanto à sua origem, e a vontade de Deus deve sempre prevalecer.

3. Exemplos bíblicos de submissão à vontade de Deus e uso da Palavra

Jesus nos dá o exemplo perfeito de submissão à vontade de Deus, mesmo diante de desejos legítimos ou tentações espirituais. E Jesus combateu cada tentação usando a Palavra de Deus, mostrando que a Bíblia é o critério para identificar a vontade de Deus:

Primeira tentação: Fome (desejo humano legítimo)

No deserto, Jesus estava com fome após jejuar 40 dias (Mateus 4:1-4).

Tentação do diabo: transformar pedras em pão.

Resposta de Jesus: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.”

Lição: Mesmo desejos legítimos da humanidade devem ser submetidos à vontade de Deus, identificada através da Palavra.

Segunda tentação: Cobiça e domínio dos reinos do mundo

O diabo ofereceu a Jesus todos os reinos do mundo, dizendo que Ele poderia tê-los se o adorasse (Mateus 4:8-10).

Esse é um desejo do diabo, de cobiça e poder.

Jesus respondeu: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.”

Lição: Jesus resistiu usando a Palavra, mostrando que os desejos do diabo e da humanidade devem ser identificados pela Escritura.

Paulo e o espinho na carne (2 Coríntios 12:7-10)

Paulo desejava ser livre do espinho, mas submeteu-se à vontade de Deus, mostrando que mesmo desejos legítimos devem ser subordinados à direção divina.

Jó (Jó 1:21; 2:10)

Perdas e provações permitidas por Deus não afastaram sua fidelidade. Ele reconheceu a soberania de Deus e glorificou-O, mesmo sem que sua própria vontade fosse realizada.

Conclusão do ponto:

Somente pela Palavra de Deus e pela condução do Espírito Santo o crente pode identificar a vontade de Deus.

Quem ama a vontade de Deus terá fome e sede da Palavra, porque deseja obedecer e viver segundo o Espírito (Salmos 119:105).

Quem não tem esse desejo revela que ainda segue o caminho da própria vontade, oposto à direção de Deus.

4. O perigo de não nascer de novo e seguir a própria vontade

Aqueles que não nasceram de novo e são guiados pelo orgulho permitem que a própria vontade prevaleça em suas vidas.

Esse comportamento se estende quando a pessoa deseja que sua vontade seja imposta sobre outros, dominando, influenciando ou controlando a vida alheia.

A vontade do homem que se coloca acima da vontade de Deus gera pecado, orgulho e idolatria, refletindo o mesmo comportamento do diabo.

5. O crente guiado pelo Espírito

Os que são guiados pelo Espírito não pecam, pois a vontade do Espírito prevalece.

Se a pessoa é conduzida por Deus, não existe a opção de desobedecer ou ser guiada ao pecado.

Tampouco será conduzida a heresias que afrontem a vontade de Deus, porque o Espírito Santo conduz à verdade para que a vontade de Deus seja realizada.

Texto-chave: Romanos 8:14 – “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.”

6. Natureza do diabo, engano e oposição à vontade de Deus

O diabo se caracteriza pelo orgulho e desejo de dominar, querendo que a vontade própria prevaleça.

Quem ainda não morreu para a própria vontade tende a ouvir mensagens que agradam aos seus desejos, desviando-se da verdade.

2 Timóteo 4:3-4 adverte:

Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, segundo os seus próprios desejos, ajuntarão mestres conforme os seus ouvidos, e desviar-se-ão da verdade e se voltarão às fábulas.”

A morte para a própria vontade é condição para não ser enganado e para que o crente possa conhecer e obedecer à verdadeira doutrina.

7. Conclusão e apelo

Resumindo:

O homem natural vive segundo seus próprios desejos → pecado.

O crente nascido de novo morre para sua própria vontade e vive para a vontade de Deus.

Desejos podem existir (humanos ou tentação), mas a autoridade final é sempre da vontade de Deus, operada pelo Espírito Santo.

O crente submete-se à vontade de Deus mesmo quando sofre, porque reconhece que Deus permite provações para glorificar Seu nome, testar fé e fortalecer caráter.

A própria vontade do homem, quando colocada acima de Deus, reflete o orgulho do diabo.

Apelo final:

Reflita: sua vida é governada pela vontade de Deus ou pela sua própria vontade?

Quem deseja manter sua própria vontade, mesmo que pareça legítima, não experimenta a verdadeira espiritualidade.

É hora de morrer para o eu, reconhecer Jesus como Senhor e permitir que Deus, pelo Espírito Santo e por sua palavra (biblia),  verdadeiramente dirija sua vida, pois o Espirito leva as Escrituras e aqueles que são filhos de Deus são guiados pelo Espírito (Romanos 8:14). Viva para conhecer e fazer a vontade de Deus e assim tenha a vida eterna. 


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Deus é amor, Deus é bom — onde está o erro?


Deus é amor, Deus é bom — onde está o erro?


Versículo base

Isaías 5:20

“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem chamam mal; que fazem da escuridade luz e da luz escuridade; e fazem do amargo doce e do doce amargo.”


Introdução

O caminho de Deus é o caminho da verdade. O engano, por sua vez, é o caminho oposto, e muitas pessoas seguem-no sem perceber. Por isso, é essencial buscar a verdade acima de tudo.

E a verdade é Cristo. Quando Jesus declarou: “Eu sou a verdade”, o uso do artigo definido mostra algo profundo: Ele não é apenas uma verdade entre muitas, mas a verdade, a fonte de toda verdade.

Esta mensagem convida à reflexão sobre quem Deus realmente é. Somente conhecendo-O verdadeiramente podemos discernir corretamente o bem do mal e, assim, seguir o caminho da verdade — o caminho de Deus.

O versículo de Isaías 5:20 nos alerta sobre o perigo de distorcer o que é bom e o que é mal, mostrando que muitos, mesmo falando de Deus, confundem a bondade e o amor divinos com suas próprias concepções. O engano acontece quando se torce a Palavra, e é exatamente nisso que precisamos estar atentos.


Ponto 1 — O problema do engano humano

Hoje existe uma influência maligna que distorce a verdade.

Ela usa palavras corretas, mas com significado trocado.

Exemplos: amor, bondade, misericórdia, liberdade.

As palavras podem ser ditas, mas se o significado não for compreendido, surge o engano.

Quando aplicamos essas palavras com entendimento distorcido, nossa vida se afasta do que a Bíblia ensina.

Não basta repetir palavras corretas ou bíblicas.

É preciso entender e aplicar o seu significado conforme a verdade de Deus.

Dizer que Deus é amor ou Deus é bom, sem compreender corretamente, gera engano.

Mesmo usando as palavras corretas, a prática de vida se torna contrária à Palavra.

Algumas pessoas se casam alegando amar.

Depois de alguns anos, ou até menos, se separam.

E dizem: “Não era amor.”

Na verdade, era apenas empolgação, paixão ou ilusão.

Isso demonstra que é possível entender mal o significado das palavras, até sobre Deus.

E é isso que o inimigo faz: impede que as pessoas conheçam a Deus e obedeçam ao evangelho, levando à condenação.

📖 2 Tessalonicenses 1:8‑9 (Almeida Revista e Corrigida)

8 “Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo;”

9 “os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder.”

Quando as pessoas entendem mal o amor de Deus e a Sua vontade, passam a viver contrariamente à vontade de Deus, realizando ações que O desagradam.

Mesmo que o discurso seja formalmente bíblico, usando palavras e expressões da Bíblia, não há verdadeiro entendimento do que essas palavras significam.

Na realidade, elas aplicam essas palavras de forma contrária ao seu sentido, distorcendo o amor e a vontade de Deus e vivendo em engano e desobediência.

O verdadeiro amor e a bondade de Deus não permitem condescendência com o mal.

O amor de Deus implica odiar o mal e condená-lo.

A bondade de Deus exige justiça, pois se Deus não odiasse o mal, Ele não seria bom.

Quando o homem é mau, ou seja, produz o que é mau — o pecado —, ele será condenado.

Essa condenação é o afastamento eterno de Deus e o sofrimento eterno, consequência da justiça, bondade e amor perfeitos de Deus.

O amor de Deus não pode amar o mal, por isso Ele não se comove com o pecado.

O pecador que persiste na maldade está em oposição à natureza de Deus.

Portanto, conhecer o amor e a bondade de Deus significa entender que Ele odeia o mal e exige retidão de todos.

Quando o amor de Deus é entendido de forma incorreta, as pessoas chegam a acreditar que:

Deus não punirá o mal;

Deus aceita o pecado;

Deus não exige conduta santa e irrepreensível.

Elas invertem completamente a realidade.

Na verdade, o amor e a bondade de Deus exigem obediência plena e o afastamento completo do que é mau.

Esse amor foi demonstrado na cruz, no sacrifício de Jesus, que paga a condenação pelo pecado e liberta o homem do pecado.

A bondade e o amor de Deus levam à transformação da vida do homem.

Quando o homem aplica o caráter de Deus em sua vida, ele entende a verdade, reconhece o juízo de Deus contra o mal e vive afastado do pecado, na justiça e na retidão que Deus exige.


Ponto 2 — A natureza caída do homem e a distorção das Escrituras

O homem nasce com uma natureza caída e pecadora, e precisa assumir uma aliança de fidelidade a Deus, reconhecendo-O como soberano e supremo, digno de obediência.

O sacrifício de Jesus na cruz paga pelo pecado e dá ao homem liberdade para retornar à comunhão com Deus, mediante a obediência a Ele.

Porém, o homem que não nasce de novo, que não se torna uma nova criatura, que não estabelece essa aliança pelo sangue de Jesus, permanece num estado de pecado e trevas.

Quando esse homem se depara com a palavra de Deus, ele tenta justificar sua condição, defender um status de "bom" ou de não rebeldia a Deus, movido pelo orgulho e pela exaltação do ego.

Sem abandono do pecado e fidelidade a Deus, ele é enganado pelo diabo, torcendo o sentido das Escrituras.

Um exemplo claro na Bíblia é a tentação de Jesus:

O diabo levou Jesus ao pináculo do templo — o ponto mais alto do templo em Jerusalém — e disse:

Se és o Filho de Deus, atira-te daqui abaixo…

Jesus respondeu fielmente:

Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.”

Isso mostra que, sem o abandono do pecado e do orgulho, o ser humano irá torcer as Escrituras, enganado pelo diabo.

Somente a fidelidade a Deus possibilita entender corretamente a palavra de Deus.

Como Jesus disse:

Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, conhecerá a doutrina” (João 7:17).

Se Jesus tivesse se voltado para o orgulho de ser considerado o Filho de Deus, Ele teria cedido à tentação e se lançado do pináculo do templo.

Assim acontece com um homem que quer o status de amigo de Deus, ou de Filho de Deus, ou de citar Suas palavras, sem morrer para o pecado, sem renunciar à sua própria vontade e à sua natureza caída, sem abraçar o prazer do esforço, luta e compromisso.

É dessa forma que muitos na igreja dos últimos dias distorcem as Escrituras, porque não possuem um compromisso real com Deus.


Ponto 3 — A cegueira espiritual e o novo nascimento

O homem, desde o nascimento físico, nasce afastado de Deus, nas trevas, por causa de sua natureza caída.

Ele é chamado de homem natural, porque vive segundo sua própria vontade e sua carne, sem compreender as coisas de Deus.

A Bíblia diz claramente que o homem natural não entende as coisas de Deus:

📖 1 Coríntios 2:14 (Almeida Revista e Corrigida)

“Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê‑las, porque elas se discernem espiritualmente.”

Isso significa que, enquanto alguém não nasce de novo — isto é, não recebe uma nova natureza espiritual — ele não tem capacidade de compreender corretamente a Palavra de Deus.

O apóstolo Paulo explica a realidade da alma humana caída:

📖 Romanos 8:7‑8 (Almeida Revista e Corrigida)

“Porque as inclinações da carne são contra Deus, pois não sujeitam‑se à lei de Deus, nem mesmo o podem.

8 E os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus.”

Sem a nova natureza, o homem permanece nas trevas, preso ao pecado, e não compreende as verdades espirituais.

Além disso, a Bíblia mostra que o diabo cega o entendimento dos incrédulos para que eles não vejam a luz do evangelho:

📖 2 Coríntios 4:4 (Almeida Revista e Corrigida)

“nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que não lhes resplandecesse a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.”

Essa cegueira espiritual é resultado da opção do homem por permanecer no pecado, defendendo a sua própria natureza caída, buscando glória para si, sem morrer para o pecado e para o orgulho, vivendo segundo sua própria vontade, sem nova natureza e sem arrependimento da sua velha natureza.

Por outro lado, quando alguém decide abandonar o pecado, quando ele reconhece a verdade do evangelho de Cristo — que Jesus pagou a condenação pelo pecado e libertou o homem do pecado — então surge uma resposta de fidelidade a Deus.

A Bíblia ensina que o Espírito Santo é dado àqueles que obedecem a Deus:

📖 Atos 5:32 (Almeida Revista e Corrigida)

“E nós somos testemunhas destas coisas, e também o Espírito Santo, que Deus deu aos que Lhe obedecem.”

O Espírito Santo é quem guia o homem em toda a verdade:

📖 João 16:13 (Almeida Revista e Corrigida)

“Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará em toda a verdade...”

Assim, há duas situações espirituais distintas:

Um homem que não abandonou o pecado, que não renunciou ao orgulho e à própria vontade, que não se aliou a Cristo, permanece cegado espiritualmente. Ele interpreta as Escrituras segundo sua carne e é enganado pelo diabo.

Um homem que decide morrer para o pecado, que renuncia sua vontade própria, que aceita a fidelidade a Deus através do sangue de Cristo, recebe o Espírito Santo e passa a entender as Escrituras corretamente, sendo guiado em toda a verdade.

A escolha, portanto, é clara:

🔹 Continuar no engano e na cegueira (ao lado do diabo)

ou

🔹 Abandonar o pecado e receber entendimento verdadeiro (através do Espírito Santo de Deus).


Conclusão e Apelo

Cada leitor deve compreender que o amor e a bondade de Deus implicam no juízo contra o mal, na separação eterna entre santo e profano, e exigem vida santa, morte para o pecado, orgulho e própria vontade.

O homem só deve viver para exaltar a Deus, obedecer à vontade de Deus e manter fidelidade a Ele pelo sangue de Jesus.

Sem esta escolha, o homem será vítima do diabo, que o enganará, fazendo-o acreditar que é bom, sendo mau; limpo, estando sujo; salvo, estando condenado.

Somente a opção pela verdade, que é Cristo, pelo abandono definitivo do pecado, do orgulho, da própria vontade, da própria exaltação e pela fidelidade, custe o que custar, aos ensinos de Cristo que estão na Bíblia Sagrada, assegura a verdadeira comunhão com Deus e a vida eterna.

Se você permanecer no mal, que é o pecado, no orgulho, que é a natureza do diabo, ficará eternamente separado de Deus, no inferno, onde tudo o que é bom está ausente, vivendo um sofrimento insuportável que reflete a separação de Deus e tudo que esta separação implica na eternidade.


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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A Suficiência das Escrituras e a Incoerência do Pretexto Histórico

 


A Suficiência das Escrituras e a Incoerência do Pretexto Histórico

Versículos Base:

1 Coríntios 11:5–6

“Mas toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça, porque é uma e mesma coisa que se tivesse rapado. Porque se a mulher não se cobre, que também se corte o cabelo; e se é vergonhoso para a mulher ter o cabelo cortado ou rapado, que se cubra.”

E ainda: 

1 Coríntios 14:34–35

“Que as mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; antes, estejam submissas, como também ordena a lei. E se querem aprender alguma coisa, interroguem os seus próprios maridos em casa; porque é vergonhoso que uma mulher fale na igreja.”


Introdução:

A Bíblia contém princípios claros e universais, suficientes para instruir a igreja em toda verdade. Entretanto, muitos tentam reinterpretar instruções específicas, alegando contexto histórico, costumes da época ou limitações culturais. Essas tentativas distorcem a Palavra de Deus, criando argumentos ilógicos, contraditórios e condenatórios que desviam os fiéis da obediência.

Antes de analisarmos passagens específicas como o uso do véu ou o silêncio da mulher na igreja, precisamos compreender dois princípios fundamentais da interpretação bíblica: a universalidade da Palavra de Deus e a suficiência das Escrituras.


Princípios Fundamentais da Interpretação Bíblica

Quando falamos da Bíblia, estamos lidando com a Palavra de Deus, que não foi escrita como um livro humano, limitado por tempo, cultura ou lugar. A Escritura não é uma carta destinada a uma cidade ou época específica, que poderia ser entendida apenas por pessoas daquele contexto. Pelo contrário, ela foi escrita para guiar a igreja de todos os tempos, fornecendo instruções que permanecem válidas independentemente de época, cultura ou sociedade.

Se aceitássemos que certas partes da Bíblia foram feitas apenas para uma cultura específica, teríamos que assumir que outras partes poderiam não se aplicar a nós hoje. Isso seria incoerente, porque Deus não revela apenas fragmentos de sua vontade; Ele fala de maneira completa e universal. Aceitar uma parte e ignorar outra segundo critérios humanos seria desrespeitar a unidade da Palavra, levando a uma fé instável, baseada em preferências e conveniências humanas, e não na verdade de Deus.

Além disso, qualquer tentativa de interpretar a Bíblia inserindo elementos externos — seja contexto histórico, costumes antigos ou explicações culturais — para que o texto faça sentido é igualmente problemática. Quando adicionamos algo fora da Palavra de Deus como condição para compreender o texto, estamos negando a suficiência da Escritura. A Bíblia foi feita para ser clara e acessível, guiando qualquer pessoa que a leia com fé. Dependendo de algo extra-bíblico para entendê-la, perdemos a garantia de que a Palavra é completa e suficiente, e passamos a depender de interpretações humanas, que sempre estarão sujeitas a erro, engano e pretextos.

Portanto, os princípios são claros: a Bíblia é universalmente aplicável, válida para todos os tempos e lugares, e suficiente por si mesma, sem depender de elementos externos para que possamos compreender o que Deus deseja. Qualquer tentativa de relativizar instruções, alegando “contexto histórico” ou “costume cultural”, é ilógica, contraditória e condenatória, porque desconsidera esses fundamentos e tenta substituir a autoridade da Palavra de Deus pela lógica humana ou pela conveniência social.


Desmascarando a Distorção – O Uso do Véu e a submissão da Mulher. 

Paulo escreve à igreja de Corinto tratando de questões de adoração e conduta dos membros, instruindo sobre como a mulher deve se portar durante oração e profecia. Essa instrução não é apenas local ou cultural; ela reflete princípios universais, válidos para toda a igreja, em qualquer tempo.

Qualquer interpretação que limite esta instrução à época de Corinto é uma inserção irracional, que não tem base lógica ou bíblica. A tentativa de dizer que a instrução se aplicaria apenas a uma cultura específica:

Não tem critério consistente, pois se uma instrução pode ser cultural, como determinar qual texto é cultural e qual é universal?

Distorce a Bíblia, tornando-a parcial e incapaz de instruir a humanidade em todas as gerações.

Contradiz a razão, porque Deus não fala parcialmente ou seletivamente; suas ordens são universais e atemporais.

Em 1 Coríntios 11:5, Paulo afirma:

“Mas toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça.”

O texto é claro: a mulher deve cobrir a cabeça durante oração ou profecia, manifestando reverência, ordem e respeito à autoridade divina. Isso não depende de costumes ou tradições humanas, mas de princípios estabelecidos por Deus desde a criação.

Paulo explica o motivo da instrução:

O homem não deve cobrir a cabeça, porque ele é a imagem e glória de Deus; mas a mulher é a glória do homem.” (1 Coríntios 11:7)

Aqui vemos que a instrução está fundamentada na ordem da criação, que é universal. A mulher sendo a glória do homem se conecta diretamente com Gênesis 2:18, onde Deus cria a mulher como auxiliadora adequada do homem. Essa posição da mulher não é cultural, mas reflete a estrutura e hierarquia que Deus estabeleceu desde o princípio.

Paulo reforça:

Porque o homem não procede da mulher, mas a mulher do homem; e o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem.” (1 Coríntios 11:8–9)

Essa explicação textual mostra que a ordem de Deus na criação é a base para a instrução da cobertura da cabeça. A autoridade do homem e a posição da mulher são princípios universais, consistentes com toda a Escritura — de Gênesis até as epístolas de Paulo, incluindo outras partes de Coríntios e as instruções em Timóteo sobre liderança e conduta na igreja.

Finalmente, Paulo conclui:

Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de autoridade por causa dos anjos.” (1 Coríntios 11:10)

O véu é um sinal visível de autoridade e reverência, estabelecido por Deus. Essa instrução não depende de contexto cultural; é um princípio universal, aplicável a todas as mulheres da igreja em qualquer tempo. Qualquer interpretação que relativize essa instrução é irracional e contraditória, pois insere limitações humanas onde Deus estabeleceu princípios permanentes.

Assim, a instrução sobre o véu se coaduna com toda a Bíblia:

Desde Gênesis, com a criação da mulher como auxiliadora.

Com a ordem da criação e a glória de Deus refletida no homem e na mulher.

Com outras instruções de Paulo sobre liderança, conduta e adoração na igreja.

Negar isso seria inserir algo externo à Bíblia, distorcendo sua universalidade e seu propósito de orientar a humanidade em qualquer época.

Paulo prossegue dizendo:

A natureza mesma não vos ensina que, se o homem tiver cabelo comprido, é para ele desonra, mas se a mulher tiver cabelo comprido, é para ela honra? Porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu.” (1 Coríntios 11:14–15)

Aqui o apóstolo apela para a própria natureza como testemunha. Ele não invoca costume local, tradição cultural ou opinião social, mas algo universal e perceptível a todos: a distinção natural entre homem e mulher. Ao dizer que a natureza ensina, ele fundamenta o argumento em um princípio que não depende de época, sociedade ou cultura, mas da própria ordem da criação. Isso por si só elimina a hipótese de que a instrução trate de algo meramente circunstancial.

Quando afirma que o cabelo foi dado “em lugar de véu”, Paulo não está dizendo que o cabelo substitui o véu. O raciocínio dele é outro e segue uma lógica simples e coerente: o cabelo comprido já é um sinal natural que aponta para o princípio que o véu simboliza. Portanto, o sinal natural confirma o princípio; não o anula. Se o cabelo fosse substituto do véu, o argumento anterior perderia o sentido, pois ele havia dito que, se a mulher não quer usar véu, então deveria também cortar o cabelo. Essa construção mostra claramente que os dois elementos não são equivalentes nem intercambiáveis; um reforça o significado do outro.

Assim, o que Paulo estabelece é uma progressão lógica: Deus concedeu à mulher um sinal natural permanente, e o véu, usado na oração e na profecia, funciona como expressão visível e voluntária desse mesmo princípio diante da congregação. O natural confirma o simbólico, e o simbólico declara conscientemente o que o natural já indica. Interpretar que o cabelo elimina o véu rompe a coerência interna do argumento e introduz uma conclusão que o texto não apresenta.

Desse modo, a própria estrutura do raciocínio apostólico demonstra que não se trata de instrução cultural localizada, mas de orientação baseada na criação, portanto aplicável à igreja em qualquer tempo e lugar.

Paulo então conclui essa parte dizendo:

“Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus.” (1 Coríntios 11:16)

Essa frase costuma ser usada por alguns para afirmar que o uso do véu seria apenas um costume local e opcional. Porém, essa leitura não se sustenta quando se observa atentamente a construção do próprio versículo e sua conexão com o argumento anterior.

Note a sequência lógica do texto. Paulo vinha estabelecendo razões fundamentadas na criação, na ordem estabelecida por Deus, na distinção natural entre homem e mulher e no testemunho da própria natureza. Todo o raciocínio foi construído com base em princípios universais, não em práticas culturais locais. Seria incoerente que, após apresentar fundamentos dessa magnitude, ele encerrasse dizendo que tudo se tratava apenas de um costume regional. Isso quebraria a lógica interna do discurso.

Quando ele afirma “se alguém quiser ser contencioso”, a expressão central é ser contencioso, isto é, insistir em disputar, resistir ou contender contra o ensino apresentado. O foco gramatical da frase está na atitude de oposição, não no véu. A continuação — “nós não temos tal costume” — refere-se naturalmente ao elemento mais próximo e lógico da frase: o costume de contender contra a instrução apostólica. Em outras palavras, Paulo está dizendo que nem ele nem as igrejas de Deus têm o hábito de disputar contra o ensino estabelecido.

Essa leitura é confirmada pela frase final: “nem as igrejas de Deus.” Aqui ele amplia o alcance da afirmação. Não se trata de algo particular de Corinto, mas de uma prática comum a todas as igrejas. O argumento, portanto, não relativiza a instrução; ao contrário, universaliza a postura de submissão a ela. Se fosse um costume local, não faria sentido mencionar todas as igrejas.

Assim, a estrutura do versículo segue um fluxo coerente:

existe um ensino apostólico fundamentado em princípios universais;

alguém pode querer contestá-lo;

porém, não é costume das igrejas de Deus agir de modo contencioso contra o que foi estabelecido.

Interpretar que Paulo está dizendo “não temos o costume do véu” exige deslocar o sentido natural da frase, ignorar a progressão lógica do texto e romper a ligação entre as orações. Já entender que ele se refere ao costume de contender preserva a gramática, a lógica e a unidade do argumento.

Portanto, longe de relativizar a instrução, essa declaração final a reforça: ela mostra que a postura das igrejas não é discutir ou rejeitar o ensino apostólico, mas recebê-lo.

Conclui-se, portanto, que a razão de muitas igrejas não praticarem essas instruções não está no texto bíblico em si, mas no acúmulo histórico de interpretações e tradições humanas que, ao longo dos séculos, foram sendo incorporadas e normalizadas dentro do cristianismo institucional. A própria história da igreja mostra que ensinos não fundamentados diretamente nas Escrituras puderam se firmar por longos períodos, até serem confrontados por movimentos de retorno ao texto bíblico, como ocorreu no tempo em que se iniciou com Martinho Lutero e prosseguiu com outros reformadores como João Calvino, Ulrico Zuínglio e João Knox, quando houve forte reação contra doutrinas estabelecidas sem base textual clara. Dentro dessa perspectiva, entende-se que desvios coletivos não são algo inesperado, pois passagens bíblicas falam de um afastamento espiritual generalizado nos últimos tempos. Assim, para quem adota essa linha de entendimento, a conclusão lógica é que a verdade bíblica não deve ser medida pela maioria nem pela tradição histórica, mas examinada diretamente nas Escrituras, visto que a própria existência de períodos de afastamento já seria algo previsto.


Desmascarando a Distorção – A Conduta da Mulher na Igreja

Paulo continua instruindo a igreja de Corinto, agora tratando da conduta da mulher durante o ensino e a participação na congregação, especialmente sobre falar ou exercer autoridade na igreja. Assim como no primeiro texto, ele não está impondo regras culturais ou circunstanciais, mas princípios universais que refletem a ordem da criação e a estrutura de autoridade estabelecida por Deus.

Algumas interpretações modernas tentam minimizar este ensino, alegando que seria apenas uma orientação histórica, que as mulheres poderiam ensinar, ou que poderiam exercer liderança como pastoras. Essa leitura é incoerente com a universalidade da Palavra de Deus, distorce a Escritura e insere conceitos humanos que não constam do texto bíblico.

Paulo afirma claramente:

Que as mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; antes, estejam submissas, como também ordena a lei. E se querem aprender alguma coisa, interroguem os seus próprios maridos em casa; porque é vergonhoso que uma mulher fale na igreja.” (1 Coríntios 14:34–35)

A primeira questão importante é compreender o verbo grego “laleu”, traduzido como “falar”. Este termo não se refere a uma conversa casual ou troca de ideias, mas ao ato de falar com autoridade ou ensinar, assumindo posição de comando ou direção sobre a congregação. Portanto, Paulo não está proibindo a mulher de comunicar ou dialogar em sentido geral; ele proíbe que a mulher assuma autoridade doutrinária ou ensino público, que é reservado ao homem segundo a ordem divina.

O texto segue um padrão coerente com 1 Coríntios 11, onde a mulher é chamada à reverência, submissão e sinal de autoridade (o véu e o cabelo). Aqui, o princípio é o mesmo: a mulher deve se colocar em posição de modéstia, submissão e reconhecimento da autoridade do homem durante o ensino na igreja, respeitando a ordem estabelecida por Deus desde o princípio.

Algumas interpretações equivocadas afirmam que a instrução seria meramente cultural ou que a mulher poderia assumir funções de ensino. Essa visão é contraditória e ilógica:

Se a ordem fosse apenas cultural, como explicar que o mesmo princípio aparece em 1 Coríntios 11, fundamentado na criação, e em Timóteo, sobre liderança na igreja?

Se a mulher pudesse ensinar ou exercer autoridade, o próprio verbo “laleu” e a instrução de submissão seriam violados, contradizendo a Escritura.

Ignorar essa instrução é negar a suficiência e universalidade da Palavra de Deus, substituindo a autoridade divina por convenções humanas.

Controvérsias e Interpretações Equivocadas

Alguns tentam contestar a instrução de Paulo sobre a conduta da mulher na igreja, usando exemplos bíblicos fora do contexto ou interpretando de forma incorreta:

Rute como pastora

Alguns afirmam que Rute teria exercido autoridade ou liderança espiritual. Entretanto, a história de Rute não envolve pastorear pessoas, mas cuidar de animais e demonstrar fidelidade a Deus. Não há base para justificar liderança feminina a partir desse relato.

Débora como líder e profetisa

Débora profetizou e transmitiu a Palavra de Deus (Juízes 4–5). Alguns interpretam isso como autoridade feminina sobre a congregação. Contudo, o comando militar e estratégico ficou com Baraque, e a profecia de Débora é transmissão da Palavra de Deus, não autoridade de ensino ou liderança da igreja. Ela atuou como vaso de Deus, não como autoridade sobre os homens.

Febe e o título de “diaconisa”

Algumas pessoas afirmam que Febe (Romanos 16:1) seria “diaconisa”. O texto, entretanto, não atribui a ela esse cargo, apenas a descreve como serva/auxiliadora da igreja em Cencréia. Esse é um exemplo clássico de como interpretações humanas podem distorcer a Escritura, criando funções femininas que a Bíblia não reconhece.

Conclusão:

Todos esses exemplos mostram tentativas de relativizar a autoridade do homem e a submissão da mulher, mas nenhum deles altera o princípio universal e atemporal da Escritura: a mulher deve atuar com modéstia, submissão e reconhecimento da autoridade do homem na igreja, servindo como auxiliar e instrumento de Deus, sem assumir ensino ou autoridade sobre a congregação.

Da mesma forma, ao longo da história, a resistência a esses princípios não é novidade. Muitos desvios surgiram por meio de tradições humanas e interpretações que se afastaram da Escritura, criando normas e práticas que não têm fundamento bíblico. A própria Bíblia já alerta para esse tipo de afastamento: em 2 Timóteo 4:3–4, Paulo profetiza que chegaria o tempo em que “não suportarão a sã doutrina, antes, segundo os seus próprios desejos, ajuntarão mestres, tendo comichão nos ouvidos; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”.

Esse texto confirma que a tendência histórica de reinterpretar ou ignorar a instrução bíblica é um fenômeno previsto pelo próprio Deus, mostrando que a distorção da ordem divina é consequência direta do afastamento da Palavra. Movimentos de reforma, como o iniciado por Martinho Lutero e prosseguido por João Calvino, Ulrico Zuínglio e João Knox, surgiram exatamente para retornar à autoridade da Escritura, corrigindo práticas e interpretações humanas que haviam se consolidado sem base bíblica.

Assim, o testemunho das Escrituras é duplo: ele ensina os princípios universais sobre a conduta e autoridade na igreja, e ao mesmo tempo alerta sobre os desvios que surgem quando se busca seguir tradições humanas ou interpretações contrárias ao que Deus estabeleceu desde a criação.


🟢 Conclusão e Apelo

"Caro leitor(a), Paulo nos dá um exemplo que deve guiar nossa postura diante da Palavra de Deus:

Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda a avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim.”

— Atos 17:11

Ao longo da história, heresias e tradições humanas se firmaram dentro do cristianismo justamente porque muitos não examinaram a Bíblia como deveriam. Deixaram-se guiar por líderes ou guias espirituais sem confrontar suas instruções com a Escritura, desprezando o princípio que Paulo elogia nos crentes de Bereia.

O desvio do verdadeiro evangelho ocorreu porque a maioria, mesmo professando fé em Cristo, não se comprometeu com a fidelidade à Palavra de Deus. Hoje, essa realidade continua: textos bíblicos alertam que nos últimos dias haverá heresia, apostasia e afastamento da fé verdadeira.

Portanto, não são os renomados guias espirituais, pastores ou líderes de denominações específicas que determinam a verdade, nem mesmo a maioria dos que se dizem cristãos. A autoridade suprema é a Palavra de Deus, nada mais, nada menos. Ela é Cristo falando diretamente com você.

Ao longo da história, as reformas que se efetivaram surgiram justamente da não conformidade com a maioria, nem com as tradições humanas, nem com líderes religiosos. Elas nasceram do compromisso com a fidelidade ao texto bíblico, do exame cuidadoso e diário das Escrituras. Essas reformas marcaram a transição de uma postura que priorizava tradições e convenções humanas para uma postura de valorização e reconhecimento da autoridade suprema da Palavra de Deus.

Esse é o exemplo que você deve seguir hoje:

Assumir o compromisso de fidelidade à Palavra de Deus, acima de líderes, tradições ou convenções humanas.

Reconhecer que obedecer à Bíblia é obedecer a Cristo, pois Ele é a Palavra viva.

Entender que sem este compromisso, você pode acreditar que segue a Cristo, mas estará em desconformidade com Sua Palavra e, portanto, enganado.

Esta é uma decisão de extrema seriedade, que determina seu destino eterno. Escolher obedecer à Palavra de Deus com fidelidade, mesmo diante de contradições humanas, é escolher a vida eterna e a comunhão verdadeira com Cristo.

A questão do uso do véu na igreja e a proibição da mulher de ensinar, de autoridade ou de ser pastora na igreja não é uma questão de opção pessoal ou de preferência doutrinária. A fidelidade à doutrina bíblica e o entendimento correto dela definem o estado da alma da pessoa, pois o Espírito de Deus conduz à verdade. Aqueles cujo entendimento está cegado ou parcial demonstram, pela própria condição, um desalinhamento com a Palavra. Portanto, não se trata de escolher o que lhe agrada, mas de atestar na própria vida a fidelidade e o compromisso com a verdade divina, que é Cristo. Esta fidelidade e entendimento da doutrina definem quem você é e determinam o seu destino eterno.

Não confie seu destino eterno a uma religião, a uma denominação, a um guia espiritual, ou à maioria daqueles que se dizem cristãos. Mas apenas a Cristo, através do seu compromisso de fidelidade à vontade de Deus revelada na Bíblia Sagrada e de forma prática, pelo exame diário e profundo das Escrituras, meditação constante e vigilância da sua maneira de pensar, sentir e agir em conformidade com aquilo que a Bíblia ensina. Esta fidelidade e entendimento da doutrina definem quem você é e determinam o seu destino eterno.



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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Preso ao Sistema

 

Preso ao Sistema

📖 Texto base — Epístola aos Colossenses 2:8

“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo.”

🔶 Introdução

Vivemos em um tempo em que sistemas — sejam culturais, ideológicos ou religiosos — moldam pensamentos, valores e decisões sem que muitas pessoas percebam. Esse tema é de extrema importância porque aquilo que domina a mente acaba dirigindo a vida. As consequências de estar preso a um sistema contrário à verdade são sérias: perda de discernimento, afastamento da verdade e submissão a padrões que não vêm de Deus. Por isso, é indispensável refletir profundamente sobre esse assunto, examinando se nossas crenças e práticas vêm realmente de Cristo ou apenas de estruturas humanas que parecem corretas, mas aprisionam espiritualmente.


📍 Primeiro ponto — Do Sistema Divino ao Sistema do Mundo.

📖 Conceito de sistema 

Sistema é um conjunto organizado de princípios, regras, valores e práticas que orientam o funcionamento de algo. Todo sistema possui:

Uma fonte de autoridade (quem estabelece as regras)

Um padrão de funcionamento (como as coisas devem operar)

Um objetivo final (para onde tudo aponta)

Existem vários sistemas humanos — político, cultural, religioso, econômico — mas todos seguem essa mesma lógica estrutural.

📖 O sistema original: o sistema divino da criação

No princípio, Deus criou um sistema perfeito, ordenado e harmonioso. Esse sistema era:

centrado em Deus

governado pela verdade

sustentado pela obediência

A criação funcionava em perfeita ordem porque seguia a autoridade divina.

📖 Gênesis 1:31 — “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom.”

Isso mostra que o sistema original não tinha corrupção, conflito nem distorção.

📖 A quebra do sistema

O homem rompeu esse sistema ao desobedecer a Deus. Quando rejeitou a autoridade divina, criou um novo padrão independente do Criador.

📖 Epístola aos Romanos 5:12 —

“Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte.”

A partir daí, a humanidade passou a viver dentro de um sistema marcado pelo pecado.

📖 A origem do sistema mundano

A Bíblia ensina que esse sistema corrompido não é apenas humano — ele também tem influência espiritual maligna.

📖 Epístola aos Efésios 2:2 —

“…segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar…”

Isso revela que o sistema do mundo é:

influenciado por forças espirituais caídas

sustentado pela adesão humana

contrário à vontade de Deus

📖 O sistema do mundo hoje

O “sistema do mundo” é o conjunto de valores, ideias e padrões que operam independentemente de Deus e frequentemente contra Ele.

📖 Primeira Epístola de João 2:16 —

“Porque tudo o que há no mundo… não é do Pai, mas do mundo.”

Esse sistema promove:

orgulho em vez de humildade

desejo carnal em vez de santidade

autonomia em vez de submissão a Deus

✅ Resumo lógico

Deus criou um sistema perfeito.

O homem quebrou esse sistema pela desobediência.

Surgiu um sistema alternativo corrompido.

Esse sistema é o atual sistema do mundo.

Se quiser, já posso preparar o segundo ponto explicando como identificar se alguém está preso ao sistema mantendo o mesmo padrão didático.


📍 Segundo ponto — O Preço da Libertação do Sistema

A Bíblia ensina que a humanidade já nasce dentro de uma condição espiritual caída. Isso significa que o ser humano não se torna pecador apenas quando pratica o pecado — ele já nasce com uma natureza inclinada ao pecado, herdada desde a queda original.

📖 Salmos 51:5 — “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.”

Essa condição revela que a raça humana nasce presa ao sistema do mundo, isto é, uma estrutura espiritual e moral organizada em oposição a Deus, formada pelo pecado, sustentada por valores contrários à verdade divina e seguida pela própria humanidade.

📖 O que é o sistema do mundo

O sistema do mundo é:

uma estrutura espiritual de rebelião contra Deus, influenciada por forças malignas e alimentada pela participação humana pecadora.

A Escritura ensina que esse sistema não vem de Deus, mas opera sob influência espiritual maligna:

📖 Primeira Epístola de João 5:19 —

“Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno.”

📖 Apocalipse 12:9 —

“…o grande dragão, a antiga serpente, chamada Diabo e Satanás, que engana todo o mundo…”

📖 A consequência do sistema: condenação e separação

O pecado não apenas corrompeu a natureza humana — ele colocou a humanidade sob condenação e separação de Deus.

📖 Epístola aos Romanos 6:23 —

“Porque o salário do pecado é a morte…”

O pecado:

corrompe a natureza

escraviza a vontade

obscurece o entendimento

e separa o homem de Deus

📖 A provisão divina antes da queda

Deus, em sua onisciência e amor, já havia preparado o resgate antes mesmo da queda acontecer. O plano de redenção não foi improvisado — foi eterno.

📖 Primeira Epístola de Pedro 1:19–20 —

“…o precioso sangue de Cristo… conhecido ainda antes da fundação do mundo.”

✝️ O preço da libertação

Para libertar o ser humano desse sistema, era necessário um preço — e não qualquer preço, mas o maior possível: o sacrifício foi o preço da queda, foi a humilhação de Jesus Cristo de se fazer homem e a sua morte.

📖 Evangelho de João 3:16 —

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…”

Jesus veio para:

pagar a dívida do pecado

satisfazer a justiça divina

quebrar o poder do sistema mundano

abrir o caminho de retorno a Deus

📖 Epístola aos Colossenses 1:13–14 —

“O qual nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor; em quem temos a redenção pelo seu sangue…”

Síntese doutrinária do ponto

O homem nasce preso ao sistema do mundo.

Esse sistema nasce da rebelião contra Deus.

O pecado colocou a humanidade em condenação.

Deus já havia preparado o resgate.

Jesus pagou o preço com seu sangue.

Agora existe um caminho de libertação e retorno ao sistema de Deus.


📍 Terceiro ponto — A Quebra com o Sistema

A quebra com o sistema do mundo só acontece de uma única forma: pelo reconhecimento do sacrifício de Jesus e pelo abandono do pecado, já que foi o pecado que levou ao sistema e à condenação. Cristo morreu na cruz justamente por causa do pecado do homem. Então, nada mais óbvio do que abandonar de forma definitiva, já que o abandono é definitivo — não existe abandono parcial. Quem abandona, abandona definitivamente.

O abandono definitivo do pecado só acontece diante da pré-existência de uma motivação ou determinação em relação à própria essência do homem. Ou seja, o pecado é resultado de uma condição; ele é fruto de uma condição. Antes do homem pecar, foi inserido em seu coração o orgulho, e o orgulho produziu o pecado.

Para que o homem possa romper de forma definitiva com o pecado, nascer de novo e retornar ao sistema original da criação, ele precisa definir sua essência, definir seu propósito de vida, para que não gere mais pecado. É preciso reconhecer Deus como Deus, e dar a Ele aquilo que Lhe é devido — toda honra, toda glória, toda submissão, e o reconhecimento de que o homem foi criado por Deus e para Deus, para viver para Deus. Isso muda completamente o propósito de vida: ele não passa a viver para si, mas para Deus. Cumpre-se assim o que diz a Bíblia:

📖 Segunda Epístola aos Coríntios 5:15 — “E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.”

O sacrifício de Jesus foi o preço da queda, a humilhação de Cristo de se fazer homem e a sua morte, abrindo o caminho para a libertação do homem do sistema do mundo.

📖 Epístola aos Gálatas 2:20 — “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim…”

🕸️ O engano que mantém o homem preso

O sistema do mundo é sustentado pelo engano, que mantém o homem preso à sua natureza caída, à sua estrutura de personalidade natural e ao pecado. Mesmo aqueles que acreditam estar libertos podem permanecer escravos se não houver transformação da essência.

📖 Evangelho de João 8:34 —

“Na verdade, na verdade vos digo: todo aquele que comete pecado é escravo do pecado.”

Romper com o sistema do mundo exige quebrar a natureza que o diabo quer preservar, que se manifesta no orgulho e nos desejos naturais, caso contrário o homem permanece preso.

⚔️ Lutas e sofrimento

A Bíblia diz que a libertação não é fácil; é uma batalha ferrenha.

📖 Evangelho de Mateus 10:22 —

“E sereis odiados de todos por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.”

📖 Apocalipse 2:10 —

“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”

Muitos dos heróis da fé sofreram, foram perseguidos e até mortos por permanecerem fiéis. A nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra potências espirituais da maldade, contra sistemas de engano e estruturas religiosas que o diabo usa para manter o homem preso.

📖 Efésios 6:12 —

“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas contra os principados, contra as potestades, contra os governadores deste mundo de trevas, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.”

🏛️ Exemplo de sistema religioso

Mesmo dentro de sistemas que aparentam seguir o evangelho, o diabo age para preservar a natureza do orgulho, mantendo o homem ligado ao pecado e ao engano, se ele não transformar a sua essência. Só quem muda sua natureza e vive para Deus rompe definitivamente com o sistema.

📖 Evangelho de Mateus 7:21 —

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.”

🌿 Conclusão do ponto

Romper com o sistema exige reconhecer Cristo e abandonar o pecado.

O engano e a natureza caída mantêm o homem preso.

O orgulho é a raiz do pecado e do sistema.

Há uma guerra ferrenha, sofrimento e perseguição.

O sacrifício de Jesus como homem foi o preço da queda.

Quem transforma sua essência e vive para Deus nasce de novo e rompe definitivamente com o sistema.

🟢 Conclusão e Apelo

Caro amigo leitor, há dois sistemas: o sistema de Deus e o sistema do mundo. E você precisa optar. Para romper com o sistema do mundo, é necessário romper com a natureza caída, nascer de novo e mudar completamente sua essência.

A base dessa nova natureza é:

Colocar Deus acima de tudo;

Viver exclusivamente para Ele;

Abandonar definitivamente o orgulho;

Reconhecer que toda glória, honra e submissão pertencem a Deus.

Quando você faz isso, nasce uma fidelidade verdadeira a Deus e o abandono definitivo do pecado. Você não vive mais segundo sua vontade própria ou sua natureza caída, mas segundo a vontade de Deus, rompendo com a estrutura que te mantinha preso ao sistema do mundo.

Isso significa quebrar a estrutura que você nasceu, viver exclusivamente para a glória de Deus, e enfrentar o conflito com o sistema do mundo, suportando perseguições e retaliações, assim como aqueles que permaneceram fiéis.

🟢 Apelo

Hoje é o momento de decisão:

Reconheça o sacrifício de Jesus;

Abandone o pecado;

Rompa com a estrutura de existência que te leva ao pecado — o orgulho e o olhar para si próprio;

Fixe seus olhos em Cristo e viva para Ele, fiel e transformado.

Faça a escolha agora, para retornar ao sistema de Deus, quebrando os grilhões do sistema do mundo, vivendo em liberdade espiritual, fidelidade e santidade, antes que o tempo termine para você. 



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