Título
Dissonância Cognitiva, Orgulho e a Escolha Entre a Verdade e o Engano
Versículo base
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
— João 8:32
Introdução
Existe um fenômeno estudado pela psicologia que ajuda a explicar por que muitas pessoas têm extrema dificuldade de admitir que estavam erradas, mesmo quando as evidências são claras. Esse fenômeno foi descrito em 1957 pelo psicólogo Leon Festinger e recebeu o nome de dissonância cognitiva.
Esse conceito descreve o conflito que acontece dentro da mente quando uma pessoa descobre que a realidade contradiz aquilo em que ela acreditou durante muito tempo. Quando isso acontece, a reação lógica seria reconhecer o erro e aceitar a verdade. Porém, muitas vezes ocorre o contrário: a mente cria justificativas para preservar a crença antiga, mesmo que ela esteja claramente errada.
Festinger observou isso ao estudar um grupo que acreditava que o mundo acabaria em uma data específica. As pessoas venderam seus bens, abandonaram seus empregos e reorganizaram completamente suas vidas. Mas quando o dia chegou e nada aconteceu, em vez de reconhecerem que estavam enganadas, criaram uma nova explicação: disseram que suas orações haviam salvado o mundo.
Esse comportamento não é raro. Ele aparece na política, quando pessoas continuam defendendo líderes mesmo diante de evidências graves contra eles. Aparece também na religião, quando alguém permanece preso a tradições ou crenças simplesmente porque nasceu nelas, sem examinar se elas realmente estão de acordo com a verdade.
A Bíblia revela que esse problema não é apenas psicológico. Ele também é espiritual. As Escrituras mostram que o orgulho pode endurecer o coração humano, impedindo a pessoa de reconhecer a verdade. Quando o orgulho domina a mente, a pessoa passa a resistir à verdade e a justificar o erro.
Por isso, compreender esse fenômeno é extremamente importante. Não apenas para entender o comportamento humano, mas para proteger a própria alma. A forma como reagimos quando somos confrontados com a verdade pode determinar não apenas nossas decisões nesta vida, mas também nossas consequências eternas.
A Palavra de Deus ensina que a verdade liberta. Porém, para ser libertado, primeiro é necessário ter humildade suficiente para reconhecer quando estamos errados.
Nos próximos pontos, veremos como esse fenômeno se manifesta na mente humana, como ele aparece na política e na religião, e principalmente o que a Bíblia ensina sobre o perigo espiritual de rejeitar a verdade.
Ponto 1 — A dissonância cognitiva: quando a mente cria mecanismos para fugir da verdade
Adendo importante:
O conceito de dissonância cognitiva foi desenvolvido pelo psicólogo social Leon Festinger e apresentado formalmente em 1957 em sua obra A Theory of Cognitive Dissonance. Em pesquisas anteriores, relatadas no livro When Prophecy Fails, ele estudou um grupo que acreditava que o mundo terminaria em determinada data. Após o fracasso da previsão, alguns membros criaram novas explicações para justificar a crença.
Embora existam debates acadêmicos sobre detalhes daquele episódio específico, essa controvérsia não invalida nem compromete a teoria da dissonância cognitiva, que continua sendo amplamente reconhecida e estudada na psicologia moderna como um fenômeno real do funcionamento da mente humana.
1.1 Explicação psicológica
A dissonância cognitiva ocorre quando uma pessoa experimenta um conflito interno entre aquilo que acredita e os fatos que encontra na realidade.
Quando alguém defende uma ideia por muito tempo — investindo nela emoções, reputação, tempo e até relacionamentos — admitir que estava errado pode gerar um desconforto psicológico muito intenso.
Para aliviar esse conflito, a mente tende a fazer uma de duas coisas:
reconhecer o erro e corrigir a crença, ou
criar justificativas para preservar a crença antiga.
Muitas vezes o segundo caminho é escolhido porque ele protege o orgulho e a identidade pessoal. Assim, a pessoa passa a reinterpretar os fatos para que continuem encaixando naquilo em que ela já acredita.
1.2 Explicação científica
A psicologia entende esse processo como um mecanismo natural de defesa mental.
O cérebro humano busca constantemente coerência interna. Quando duas ideias entram em conflito — por exemplo, “eu estou certo” e “os fatos mostram que estou errado” — surge um estado de tensão psicológica.
Para reduzir essa tensão, a mente pode:
negar evidências
minimizar erros
reinterpretar fatos
criar novas explicações para justificar a crença original
Foi exatamente esse comportamento que Leon Festinger observou no grupo que aguardava o fim do mundo. Mesmo após a data prevista passar sem que nada acontecesse, alguns seguidores reinterpretaram o evento afirmando que suas ações espirituais teriam evitado a catástrofe.
Esse fenômeno continua sendo estudado hoje e aparece em diversas áreas da vida humana, como política, ideologias, religião e decisões pessoais.
1.3 Conexão com a Bíblia
Muito antes da psicologia moderna, a Bíblia já descrevia um problema semelhante no coração humano.
As Escrituras mostram que, quando o ser humano resiste à verdade, sua mente pode se tornar obscurecida.
“Porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus… antes se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, e o seu coração insensato se obscureceu.”
— Romanos 1:21
Esse texto revela algo profundo: quando a verdade é rejeitada, o raciocínio pode se tornar distorcido. A pessoa passa a justificar aquilo que deveria reconhecer como erro.
A Bíblia também alerta que o orgulho pode impedir o reconhecimento da verdade:
“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.”
— Provérbios 16:18
Assim, aquilo que a psicologia chama de dissonância cognitiva muitas vezes está ligado, espiritualmente, ao orgulho e ao endurecimento do coração.
1.4 Aplicação prática
Esse fenômeno pode ser observado em muitas áreas da vida.
Na política, por exemplo, algumas pessoas continuam defendendo líderes ou ideologias mesmo diante de evidências graves de erros ou corrupção. Admitir o erro significaria reconhecer que passaram anos defendendo algo equivocado.
Na religião também pode acontecer algo semelhante. Muitas pessoas permanecem em determinados sistemas religiosos simplesmente porque nasceram neles. Mesmo quando confrontadas com ensinamentos bíblicos diferentes, resistem a examiná-los, pois mudar significaria admitir que toda uma vida pode ter sido construída sobre algo que precisa ser corrigido.
O problema não está apenas na falta de informação. Muitas vezes está na resistência interior em aceitar a verdade.
Por isso Jesus declarou:
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
— João 8:32
A libertação começa quando a pessoa tem humildade suficiente para permitir que a verdade corrija suas crenças.
Ponto 2 — Orgulho e endurecimento do coração: a raiz espiritual da resistência à verdade
Se no primeiro ponto vimos o fenômeno psicológico da mente que cria mecanismos para evitar admitir o erro, aqui a Bíblia revela a raiz espiritual desse problema. O conflito não nasce apenas na mente humana; ele nasce em algo mais profundo: o orgulho do coração.
A resistência à verdade muitas vezes acontece porque reconhecer a verdade exige renunciar ao próprio ego.
2.1 A estrutura do mundo e a exaltação do ego
Todos nós nascemos dentro de uma estrutura de pensamento que coloca o ser humano no centro de tudo.
A cultura, a educação, a política, as ideologias e até muitos sistemas religiosos acabam reforçando a mesma ideia: o homem deve buscar a própria glória, a própria realização e a própria exaltação.
Essa lógica molda a forma como as pessoas pensam desde cedo. A vida passa a girar em torno de si mesmo:
minha opinião
minha reputação
minha posição
minha imagem
minha razão
Mas a Bíblia revela que essa estrutura já é, em si mesma, uma manifestação do orgulho humano.
A Escritura afirma:
“Porque tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a soberba da vida — não procede do Pai, mas procede do mundo.”
— 1 João 2:16
A “soberba da vida” é exatamente essa exaltação do ego que domina a mentalidade humana.
2.2 O orgulho como raiz do autoengano
Quando a pessoa vive dentro dessa lógica de autoexaltação, admitir o erro torna-se extremamente difícil.
Aceitar que estava enganado significa abrir mão da própria superioridade intelectual ou moral. Por isso o orgulho cria resistência interior à verdade.
A Bíblia alerta sobre esse perigo:
“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.”
— Provérbios 16:18
O orgulho não apenas produz erros; ele impede a correção dos erros.
Assim, a pessoa pode continuar defendendo ideias equivocadas simplesmente para preservar sua própria imagem.
2.3 A condição espiritual do ser humano
A Bíblia também revela que o problema do orgulho está ligado à própria condição espiritual da humanidade.
O ser humano nasceu afastado de Deus e inclinado ao pecado. Isso significa que sua tendência natural é viver voltado para si mesmo, e não para Deus.
A Escritura declara:
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.”
— Romanos 3:23
Quando o homem se afasta da glória de Deus, ele tenta preencher esse vazio buscando a própria glória.
Essa tentativa de autopromoção é justamente o terreno onde o orgulho cresce.
2.4 A cura bíblica para o orgulho da mente e da alma
Se o orgulho é a raiz do autoengano, a Bíblia apresenta também o caminho da cura.
Essa cura não envolve apenas a mente, mas também a alma, porque na perspectiva bíblica a mente faz parte da dimensão interior do ser humano. A forma como a pessoa pensa está profundamente ligada à condição espiritual da sua alma.
Quando a alma está afastada de Deus, a mente tende a se orientar pelo orgulho, pela autopreservação e pela defesa do próprio ego. Por isso, a transformação verdadeira precisa alcançar tanto a mente quanto a alma, restaurando a natureza interior da pessoa.
Essa cura começa quando o ser humano reconhece duas verdades fundamentais:
Tudo que é bom vem de Deus.
O homem precisa ser reconciliado com Deus.
A Escritura afirma:
“Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto.”
— Tiago 1:17
E revela que essa reconciliação foi possível através do sacrifício de Jesus Cristo.
Por meio de Cristo, o ser humano pode passar por uma transformação interior: a mente começa a ser renovada e a alma passa a viver uma nova realidade espiritual. A pessoa deixa de viver segundo a natureza caída — voltada para o orgulho e para a própria glória — e passa a viver segundo uma nova natureza, restaurada pela graça de Deus.
Essa transformação acontece quando há reconhecimento do sacrifício de Cristo e uma decisão de fidelidade a Ele. A partir desse compromisso, a mente é progressivamente renovada e a alma encontra cura e reconciliação com Deus.
Assim, o ser humano abandona a lógica do mundo — centrada na exaltação do ego — e passa a viver segundo a lógica do Reino de Deus, onde toda glória pertence exclusivamente a Deus.
2.5 A mudança de mentalidade
Quando alguém compreende essa verdade, ocorre uma transformação profunda na maneira de viver.
A pessoa deixa de viver para afirmar a própria razão ou defender o próprio ego e passa a buscar algo maior: a glória de Deus e a submissão à verdade.
A Bíblia resume esse princípio de forma clara:
“Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.”
— 1 Coríntios 10:31
Quando a vida passa a ser orientada pela glória de Deus, o orgulho perde força e o coração se torna mais disposto a reconhecer a verdade.
Ponto 3 — A distorção da realidade para proteger crenças: exemplos concretos
O fenômeno da dissonância cognitiva e do orgulho não é apenas teórico: ele se manifesta claramente na vida real. Quando a mente e a alma estão voltadas para si mesmas, a pessoa começa a distorcer a realidade para proteger aquilo em que acredita, mesmo que haja evidências contrárias.
3.1 Exemplos na política
Na esfera política, vemos pessoas defendendo líderes, ideologias ou partidos mesmo diante de graves evidências de corrupção ou erros.
O que acontece:
A mente cria justificativas para manter a crença.
Argumentos contrários são reinterpretados, ignorados ou minimizados.
A identidade da pessoa passa a depender da defesa dessa ideia, tornando impossível admitir o erro sem um impacto emocional intenso.
Isso não significa necessariamente ignorância; muitas vezes é um mecanismo de proteção psicológica e espiritual, enraizado no orgulho e na resistência à verdade.
“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
— Romanos 12:2
3.2 Exemplos na religião
Também acontece no campo religioso. Pessoas podem permanecer em tradições ou denominações sem examinar a verdade bíblica, simplesmente porque nasceram nesse ambiente ou construíram toda sua identidade em torno dele.
É comum ver pessoas que nasceram em certas igrejas ou sistemas religiosos resistindo a ensinamentos claros das Escrituras.
Mudar de crença seria reconhecer que anos de dedicação foram baseados em algo que precisa ser corrigido.
A resistência é reforçada pelo orgulho, medo ou influência do grupo.
A Bíblia alerta:
“E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi lançado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.”
— **Apocalipse 12:9
Liberdade espiritual só vem quando se permite que a verdade transforme a mente e a alma.
3.3 Exemplos históricos
O estudo de Leon Festinger sobre o grupo que esperava o fim do mundo ilustra um fenômeno antigo e recorrente:
As pessoas fizeram grandes mudanças na vida, baseadas em uma crença.
Quando a profecia falhou, em vez de admitir o erro, reinterpretaram os fatos para manter a crença.
A mente humana prefere criar justificativas a aceitar o desconforto da verdade.
Historicamente, grupos religiosos, ideológicos e sociais sempre apresentam essa tendência: a realidade é distorcida para proteger crenças profundas, e o orgulho impede a correção.
3.4 Aplicação prática
O ponto central para a vida diária é reconhecer:
Nossa mente e alma podem nos enganar quando o orgulho domina.
A verdade exige humildade e coragem para ser aceita.
O reconhecimento do erro é libertador, mesmo que doa inicialmente.
A Bíblia mostra que a mente e a alma mudadas em Cristo permitem enxergar a realidade sem distorção e agir segundo a verdade.
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.”
— **2 Coríntios 5:17
Ponto 4 — A dimensão espiritual: engano, diabo e rejeição da verdade
Além da mente e do orgulho, há uma dimensão espiritual que influencia fortemente como a pessoa se relaciona com a verdade.
O mundo foi criado perfeito por Deus, mas o pecado entrou, e desde então a Bíblia, como revelação de Deus ao homem, revela a influência de seres espirituais do mal que atuam no mundo e sobre a mente humana. Essa realidade é clara e visível, embora muitos não a compreendam ou a entendam apenas superficialmente, porque suas mentes não estão voltadas para a profundidade das coisas referentes a Deus.
Quando a pessoa não está voltada para Deus verdadeiramente e para a verdade, a alma se torna terreno fértil para mentiras e enganos espirituais.
“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira...”
— **João 8:44
4.1 A ação prática do diabo
O diabo age explorando o desconhecimento das pessoas sobre a realidade espiritual. Ele sabe como usar pensamentos e situações concretas para enganar, confundir e manter o homem preso ao erro.
Por exemplo, uma pessoa desesperada pode ouvir uma sugestão ou uma “ideia” negativa em sua mente, que a leva a tomar decisões destrutivas, como ferir a si mesma ou agir contra sua própria vida, sem perceber que forças malignas estão influenciando aquela mensagem.
Além de atuar diretamente na mente, o diabo fala através de outras pessoas, fazendo com que ideias, conselhos ou mensagens transmitidas pareçam normais ou corretas, mas na verdade têm o objetivo de enganar. A vítima, sem discernimento espiritual, aceita essas ideias como verdade.
Essa manipulação não é evidente, porque a pessoa desconhece as verdades espirituais reveladas na Bíblia, e por isso acredita estar agindo de forma racional ou seguindo sua própria vontade.
4.2 O objetivo do engano espiritual
A ação do diabo tem um propósito claro: manter o homem na sua natureza caída, orgulhosa e sem compromisso real com Cristo.
Ele alimenta o orgulho, reforça o autoengano e impede que a pessoa se submeta à verdade.
Seu objetivo é que a mente e a alma permaneçam desconectadas da vida espiritual verdadeira, sem fidelidade a Cristo.
Esse processo garante que o homem continue vivendo segundo sua própria vontade, repetindo padrões de erro e cegueira espiritual, enquanto a glória que deveria ser de Deus é transferida para o ego humano.
4.3 A saída e a proteção espiritual
A Bíblia mostra que há libertação dessa influência:
A mente e a alma devem ser entregues a Cristo, permitindo que Ele renove a natureza interior.
A pessoa precisa desenvolver discernimento espiritual, lendo a Palavra de Deus e vivendo em comunhão com Ele.
Somente assim a pessoa pode identificar as mentiras do diabo, resistir à sua influência e viver de acordo com a verdade.
“Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.”
— **Tiago 4:7
O objetivo final é que o homem abandone a natureza caída, seja restaurado em Cristo e passe a viver com humildade, fidelidade e alinhamento com a verdade de Deus.
Ponto 5 — Humildade, arrependimento e o exemplo de Cristo para a salvação
Todos nós nascemos afastados de Deus. Como disse o salmista Davi:
“Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.”
— **Salmo 51:5
Davi, sendo rei, reconheceu que nasceu perdido, em pecado, sem condição própria de salvação.
Jesus também deixou claro que este estado exige um novo nascimento:
“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.”
— **João 3:3
Esse estado é tão terrível que ninguém pode ser salvo sem morrer para sua velha natureza e nascer de novo.
5.1 Reconhecendo a própria condição de pecado
Reconhecer a própria condição de pecado exige humildade verdadeira. Mas como o homem pode enxergar que é mau e está perdido quando sua natureza exige ser exaltado?
O orgulho natural impede que ele se veja como nada.
A estrutura do mundo, manipulada pelo diabo, reforça constantemente essa ilusão: filosofia, ética, cultura e religião criam argumentos e cenários que impedem o reconhecimento do pecado.
Além disso, há flechas malignas que atingem a mente, apresentando contra-argumentações e distrações que tornam difícil reconhecer a verdade.
A honestidade espiritual do coração é decisiva: o que prevalecerá é aquilo que a pessoa é em essência — se pertence a Deus ou ao diabo. Sem humildade, sem arrependimento, o homem não pode compreender sua real condição.
5.2 O contraste entre orgulho e o exemplo de Cristo
O orgulho é a natureza do diabo, e ele mantém o homem cego à verdade. Por outro lado, Jesus mostrou o caminho da verdadeira humildade:
“Ele, subsistindo em forma de Deus, não considerou ser igual a Deus algo a que se devia apegar; mas esvaziou-se a si mesmo, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, sendo encontrado em aparência humana, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz.”
— **Filipenses 2:6-8
Mesmo sendo Deus, Jesus se humilhou, mostrando que a verdadeira grandeza é servir e obedecer.
O homem se encontra entre o orgulho diabólico e o exemplo de humilhação em Cristo.
Assimilar este exemplo é fundamental para exterminar o orgulho e permitir a transformação da alma.
5.3 O batismo como expressão do novo nascimento e entrega a Deus
O batismo simboliza a morte do velho homem e o nascimento de uma nova vida:
Reconhece-se que não há nada de bom na velha natureza.
É um ato de humilhação e entrega total a Deus, rompendo com a ilusão de autoexaltação e orgulho.
O batismo permite a transformação da mente, alma e natureza, tornando a pessoa capaz de viver para a glória de Deus e em obediência à Sua verdade.
“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”
— **Marcos 16:16
Muitas pessoas, infelizmente, negam a verdade de que a vida cristã começa pelo batismo do arrependimento. Em função do seu ego, orgulho, crença, religião, filosofia, ética ou qualquer outra influência, elas abrem mão desta verdade salvadora — que é que a vida cristã começa através da morte do velho homem, simbolizada pelo batismo nas águas.
Por isso a Bíblia diz claramente que quem crer e for batizado será salvo, mas essas pessoas deixam de lado esta única maneira de entrar na vida cristã verdadeira. Como resultado, vivem um engano que as faz sentir virtuosas e moralmente corretas, alimentando o próprio ego, mas mantendo a natureza diabólica do orgulho, permanecendo afastadas de Deus e condenadas ao inferno.
Além disso, muitos que já foram batizados, porém, sem um entendimento real do que o batismo representa, também estão na mesma condição. Eles precisam entender profundamente o significado do batismo e, consequentemente, sair do engano, entrar na vida cristã de fato e começar a viver verdadeiramente uma vida cristã.
Ponto 6 — A decisão final: morrer para si mesmo e viver para Cristo
Todos nascemos pecadores e afastados de Deus, portanto condenados por natureza. Nenhuma filosofia, ética, cultura ou religião pode salvar o homem. Nem a leitura da Bíblia, nem a oração, nem a opção por uma religião cristã, por si só, podem reverter a natureza caída e condenada do ser humano.
Somente o abandono completo do orgulho e uma vida voltada para a glória de Deus através do reconhecimento da verdade da salvação — o sacrifício de Jesus Cristo na cruz para pagar pelos pecados da humanidade — podem libertar a mente e a alma do homem.
A vida cristã começa com a decisão de ser fiel a Cristo, custe o que custar. Somente assim a mente humana poderá ser transformada e livre para conhecer e fazer a vontade de Deus. Caso o orgulho permaneça, o problema cognitivo — chamado de dissonância cognitiva por Festinger — continuará: as pessoas permanecerão enganadas, rejeitando a verdade e sustentando suas próprias crenças falsas.
A decisão é clara e radical:
Seguir o orgulho, que é a natureza do diabo, buscando autoexaltação, status, prazer próprio ou conformando-se à estrutura do mundo;
Ou seguir o exemplo de Jesus, vivendo uma vida de humildade, morte para si mesmo, renúncia à própria vontade e entrega total a Cristo, anulando a natureza má recebida desde o nascimento.
A grande maioria optará por si própria, porque naturalmente o homem deseja preservar a própria vontade e seu ego. Por isso, a decisão de seguir Cristo é uma morte do eu, uma escolha tão radical que exige humildade total e fidelidade completa a Deus, abandonando o orgulho e a natureza caída, e vivendo exclusivamente para a glória de Deus.
“Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa a encontrará.”
— **Mateus 16:25
Somente esta morte para o eu, para o orgulho e para o pecado, seguida da entrega total a Cristo, permite que a vida cristã comece de fato, e que a mente e a alma sejam verdadeiramente transformadas.
“Porque aquele que a si mesmo se exalta será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilha será exaltado.”
— **Mateus 23:12
Conclusão e Apelo
Caro leitor, estas palavras que você leu não são meras ideias humanas. Elas são palavras de Deus. Esta mensagem é uma mensagem de Deus. E, portanto, ela necessariamente precisa transformar a sua vida.
Você tem uma escolha diante de si: pode continuar vivendo a sua vida como está, na exaltação do próprio ego, sustentando seu orgulho, confiando em filosofias, ética, cultura ou religião que não salvam; ou pode receber estas palavras, reconhecer sua condição de pecado, abandonar o orgulho e entregar-se completamente a Deus.
Caso rejeite esta verdade, você estará rejeitando a palavra de Deus e a vontade de Deus para sua vida. E no dia da sua morte — que pode chegar a qualquer momento, pois ninguém sabe o dia de amanhã — você se lamentará eternamente, por não ter decidido, de maneira honesta e consciente, colocar sua vida sob a verdade de Deus.
A verdade é Jesus Cristo, e as palavras que você está ouvindo nesta mensagem são a própria verdade. Cabe a você sarar sua mente e sua alma, abandonando o espírito do orgulho, renunciando à própria vontade e submetendo-se completamente ao Deus revelado na Bíblia.
Somente esta decisão — radical, honesta, verdadeira — trará salvação, transformação da mente e da alma e o início de uma vida cristã autêntica.
“Portanto, arrependei-vos e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos de refrigério pela presença do Senhor.”
— **Atos 3:19
A escolha é sua. Não adie. Não negligencie. Não confunda a verdade com aparências, com status, com orgulho ou com ideias humanas. Jesus ofereceu o caminho, a verdade e a vida; você precisa decidir segui-lo, custe o que custar, ou você dirá no inferno: “Por que, por que não dei ouvidos ao que Deus falava comigo?”
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