quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

A Bíblia Diz Quem É Filho de Deus


A Bíblia Diz Quem É Filho de Deus


Versículo básico

Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai…”

(João 8:44 – ARC)


Introdução

Você não é filho de Deus, caso não compreenda e não pratique o conteúdo desta mensagem.

Muitas pessoas acreditam que todos são filhos de Deus.

Outras acreditam que nem todos são, mas que elas certamente seriam.

Porém, não é a opinião humana que define filiação espiritual.

É a Bíblia.

É Jesus, por meio da Sua Palavra revelada nas Escrituras, quem declara quem realmente é filho de Deus.

Este é um assunto de extrema importância. Não se trata de religião, tradição ou sentimento. Trata-se de destino eterno, de verdade espiritual, de vida ou condenação.

Muitos oram dizendo:

“Ó Deus, meu Pai.”

“Pai nosso.”

Contudo, não são filhos de Deus.

Erram por desconhecer a verdade, por negligenciá-la, por buscar enganar-se a si mesmos.

E esta mensagem trará entendimento àqueles que refletirem com honestidade.


Ponto 1 – Duas filiações e suas origens

Adão e Eva: filhos de Deus na sua origem

“E Enos gerou a Sete; Sete gerou a Noé; e Noé gerou a Sem; e Sem gerou a Arfaxade… de Adão, de Deus.”

(Lucas 3:38 – ARC)

A Bíblia afirma claramente: Adão e Eva foram chamados filhos de Deus na sua origem. Eles foram criados à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26-27), com a natureza de Deus, capazes de refletir o caráter do Pai, obedecer e exercer domínio sobre a criação.

O que é fundamental entender aqui é a semente: Adão e Eva foram criados pela Palavra de Deus. Essa Palavra é a semente que gera vida, caráter e natureza divina. Ou seja, eles tinham a semente de Deus dentro de si, que determinava sua filiação a Deus e a sua natureza.

Portanto, na sua origem, Adão e Eva eram filhos de Deus, com a natureza do Pai e a semente de Deus atuando dentro deles.

A mudança da natureza e a segunda filiação

Mas existe outra filiação, totalmente diferente. Jesus disse:

Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.”           (João 8:44 – ARC)

Quando Adão e Eva negligenciaram a Palavra de Deus, eles receberam a palavra do diabo. Ou seja, a semente do diabo entrou em seus corações, e a natureza deles mudou. A humanidade passou a nascer com a natureza caída, refletindo o caráter do diabo.

O filho reflete a natureza do pai:

Adão e Eva começaram com a natureza de Deus — filhos de Deus, gerados pela semente de Deus.

Depois da desobediência, a humanidade passou a ter a natureza do diabo — filhos do diabo, gerados pela semente do diabo.

Portanto, toda a humanidade nasce na filiação do diabo, até que alguém receba Jesus e a semente de Deus seja novamente plantada, restaurando a filiação a Deus.

Resumo 

Filhos de Deus na origem — Adão e Eva, criados com a natureza de Deus e a semente de Deus, em comunhão com Ele.

Filhos do diabo — toda a humanidade nasce com a natureza caída, gerada pela semente do diabo, até receber Jesus e ser restaurada à filiação divina.

A Bíblia é clara: quem você é espiritualmente depende da semente que você carrega dentro de si e de quem você escolhe ouvir e obedecer.


Ponto 2 – Tornando-se filho de Deus: recebendo Jesus

Todas as pessoas precisam se tornar filhos de Deus

Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome.”      (João 1:12 – ARC)

A Bíblia é clara: nenhuma pessoa nasce filha de Deus. Toda a humanidade nasce na filiação do diabo, com natureza caída, e só se torna filho de Deus quando recebe Jesus.

Quem não recebe Jesus está condenado, e continuará enganado espiritualmente. Até mesmo crianças que nascem em lar de pais que são filhos de Deus são levadas a Jesus pelos pais, mas quando atingirem maturidade, precisarão escolher individualmente recebê-lo.

O que significa receber Jesus?

No contexto de João 1:11-12, Jesus diz:

Veio para os seus, e os seus não o receberam. Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.”            (João 1:11-12 – ARC)

Aqui, “os seus” se refere ao povo judeu, que foi escolhido por Deus, mas não recebeu Jesus como Deus.

Receber Jesus significa:

Aceitá-lo como Deus, o Salvador prometido.

Reconhecer que Ele veio para salvar a humanidade, cumprindo todas as profecias.

A Bíblia já apontava para Jesus como Deus e Salvador:

Isaías 7:14 – “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.” (Deus conosco)

Isaías 9:6 – “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”

Miquéias 5:2 – O Messias viria de Belém, Deus Salvador.

Hoje, cada pessoa precisa receber Jesus como Deus que veio salvar, não apenas como homem.

Implicações de receber Jesus

Receber Jesus não é uma ação declaratória apenas; é uma declaração de vida, uma vida que reflete a fé e a obediência a Ele em atitudes, escolhas e comportamento.

Primeiro, aceitar o sacrifício de Jesus é se colocar sob a salvação que Ele trouxe. Aceitar Jesus como Salvador significa reconhecer que só há salvação por meio dele e pelo abandono do pecado, pois o pecado foi a causa da morte de Jesus e a causa da condenação do homem. Portanto, continuar no pecado seria continuar na condenação.

Segundo, submeter-se totalmente a Jesus como Deus, “como Senhor”, significa reconhecer a Sua autoridade sobre a sua vida, vivendo submisso à sua vontade, buscando conhecê-la e aplicá-la diariamente.

Quem realmente recebe Jesus passa a ter a natureza de Deus, uma natureza santa:

Sede santos, porque eu sou santo.”                      (1 Pedro 1:16 – ARC)

Essa natureza liberta do pecado, pois Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo:

No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”       (João 1:29 – ARC)

Ora, se Jesus não tirou o pecado da sua vida, você ainda não o recebeu de verdade.


Ponto 3 – Batismo nas águas e a relação com a nova filiação

Receber Jesus como Senhor e Salvador, abandonando o pecado e decidindo reconhecer Deus na sua vida, vivendo para conhecer e fazer a Sua vontade com fidelidade, produz um novo nascimento.

Jesus deixa isso claro em João 3:3-6:

“Respondendo Jesus, disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.

Nicodemos disse-lhe: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, entrar outra vez no ventre de sua mãe e nascer?

Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.

O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito.”

(João 3:3-6 – ARC)

Jesus está dizendo claramente que o novo nascimento não é físico, mas espiritual. O nascimento físico nos traz à vida com uma natureza caída, afastada de Deus, filhos do diabo. Somente recebendo Jesus como Senhor e Salvador, submetendo-se à Sua autoridade, é que o homem se torna realmente filho de Deus.

Essa submissão ao Senhor, como Aquele que manda na vida, implica fidelidade, santidade e abandono do pecado. A nova filiação é marcada pelo fato de que Jesus é o Cordeiro que tira o pecado do mundo (João 1:29).

O apóstolo Paulo explica que, por meio dessa entrega e obediência, a pessoa morre para o pecado que a tornava filho do diabo:

Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?

Fomos, pois, sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressuscitou dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.”

(Romanos 6:3-4 – ARC)

Isso está em perfeita consonância com João 3:36:

“Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”

(João 3:36 – ARC)

Paulo ainda declara:

“Porque outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz.”

(Efésios 5:8 – ARC)

O arrependimento dos pecados, a decisão de abandonar o pecado e receber Jesus como Deus e Senhor, marca o novo nascimento. O batismo nas águas é a expressão visível desse novo nascimento:

A pessoa é enterrada nas águas, simbolizando a morte para o pecado.

Ao emergir, ela ressurge como nova criatura, agora lavada e liberta do pecado.

Como Paulo explica novamente em Romanos:

Fomos, pois, sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressuscitou dentre os mortos, assim também andemos nós em novidade de vida.”

(Romanos 6:4 – ARC)

O batismo nas águas, portanto, não é apenas um ritual, mas o ato que simboliza e confirma a entrada da pessoa no Reino de Deus, a passagem da filiação do diabo para a filiação de Deus, por meio do novo nascimento espiritual em Cristo.

Jesus disse: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Marcos 16:15-16). 

Vejamos, o entendimento do evangelho é o que a Bíblia chama de crer, porque só crer de verdade quem entende. Se alguém crer em algo que não compreende, não está crendo na verdade. O batismo, portanto, está sempre ligado ao crer e à obediência. Alguém só pode ser batizado se entender o significado do novo nascimento, porque o batismo representa essa nova filiação. Quem não entende, não é batizado. Mas também existem aqueles que se batizam sem entender; nesse caso, mesmo tendo passado pela água, não houve nova filiação, porque sem entendimento não existe fé verdadeira. Por isso, para ser salvo, é necessário que a pessoa entenda o evangelho e se batize. O batismo é a expressão concreta da obediência à ordenança de Deus, e quem não se batiza está deixando de cumprir o que Deus mandou, permanecendo na condição de pecado e sem a nova filiação.

🔹 Conclusão e Apelo 

Caro leitor, agora é o momento de confrontar a sua própria vida. Qual é a sua filiação espiritual?

Talvez você acredite que já recebeu Jesus. Talvez você participe de cultos, leia a Bíblia, ore, estude a Palavra ou até pregue o evangelho. Todas essas são práticas legítimas de um cristão e fazem parte da vida daquele que quer seguir a Deus.

Mas atenção: praticar essas ações não garante que você nasceu de novo ou se tornou verdadeiramente filho de Deus. Para isso, é preciso uma decisão séria e definitiva diante de Deus.

Se você não abandonar o pecado definitivamente, se ainda alimentar o orgulho e buscar glória para si mesmo, se ainda não vive uma vida de transformação, santificação, temor da Palavra e fidelidade a Deus, você não nasceu de novo.

E este é o ponto crítico: se você não tomar esta decisão agora, se não reconhecer esta verdade e aplicá-la em sua vida, você se decepcionará no último dia. Não haverá mais volta. Não será possível apenas acreditar na Palavra de Deus depois e colocá-la em prática.

O destino eterno daqueles que rejeitam esta verdade será terrível. O tormento e o terror serão eternos. A vida pode acabar a qualquer momento, e você precisa levar a sério a realidade de que o destino da sua alma depende da sua decisão hoje.

Portanto, se você ainda não foi batizado, lembre-se: o batismo é a demonstração do entendimento da filiação a Deus mediante o verdadeiro recebimento de Jesus, gerando uma nova natureza — não mais uma natureza caída e pecadora, mas uma natureza de Deus, santa, fiel e liberta do pecado.

Se você já foi batizado, mas o fez sem compreender esta realidade, não é necessário ser batizado novamente, mas é preciso reconhecer esta verdade e colocá-la em prática na sua vida.

Decida agora, pois amanhã pode ser tarde demais.



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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

A LOUCURA EXTREMA É VIVER COMO SE A MORTE NÃO VIESSE AMANHÃ

 

A LOUCURA EXTREMA É VIVER COMO SE A MORTE NÃO VIESSE AMANHÃ

Versículo base:

“Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”

— Lucas 12:20


🔴 INTRODUÇÃO

Este texto trata de um assunto que muitos evitam: a morte e o destino eterno da alma.

Evitar ouvir e refletir profundamente sobre o que Deus diz na Bíblia a respeito da morte, do juízo e da vida eterna é loucura. Essa atitude é característica natural do ser humano sem vida espiritual, isto é, do mundo.

A gravidade desse tema é absoluta.

Porque a morte pode acontecer a qualquer momento.

E porque, depois dela, não existe mais possibilidade de mudança.

O que Deus revelou sobre o destino eterno da alma não pode ser revisto após a morte. As consequências são definitivas, eternas e irreversíveis.

Por isso, não ouvir, não refletir profundamente e não levar a sério o que será tratado neste texto é agir na loucura do mundo. Não é um simples descuido. É uma declaração de loucura que será lamentada eternamente no inferno.

Portanto, ouça.

Reflita.

Preste atenção no que Deus vai lhe falar.


🔴 PONTO 1 — A IMPREVISIBILIDADE DA MORTE

A morte é imprevisível.

Essa é uma verdade simples, objetiva e incontestável. Mesmo assim, ela não está viva na mente da maioria das pessoas.

A morte chega sem avisar independentemente da idade, da saúde, da segurança , do dinheiro ou qualquer outra condição. 

O ser humano natural, moldado pelo mundo — e o mundo é louco — não consegue manter essa verdade ativa no entendimento. Não porque ela não seja clara, mas porque a mente humana, dominada pelo sistema do mundo, é constantemente afetada por forças espirituais do mal que trabalham para neutralizar o impacto dessa realidade.

Se a verdade de que se pode morrer a qualquer momento estivesse realmente viva na mente das pessoas, a vida delas seria outra. Valores mudariam. Prioridades mudariam. Projetos seriam revistos. A maneira de viver seria profundamente diferente.

O problema é que muitas verdades são apenas declaradas, mas não são vividas. Há uma enorme distância entre dizer que acredita em algo e agir como alguém que realmente entendeu.

É como se alguém dissesse:

“Daqui a dois minutos, uma bomba vai explodir exatamente onde estamos.”

A pessoa pode até responder:

“Eu acredito em você. Isso é verdade.”

Mas, se ela continua parada no mesmo lugar, sem fugir e sem alertar os outros, fica claro que essa verdade não está viva nela. Se estivesse, sua atitude seria imediata e radical. Ela fugiria o mais rápido possível e tentaria salvar quem estivesse ao redor.

Da mesma forma, a verdade da imprevisibilidade da morte é conhecida, repetida e até aceita, mas não é vivida. E isso revela não falta de informação, mas cegueira, entorpecimento espiritual e a loucura característica do mundo.

🔴 PONTO 2 — COMO VIVE QUEM REALMENTE SABE QUE PODE MORRER A QUALQUER MOMENTO

Reconhecer, na prática, a verdade de que se pode morrer a qualquer momento é uma atitude racional. É um comportamento que foge à loucura que domina o mundo.

Porque o comportamento traduz, na prática, aquilo que realmente se crê e se entende.

Quem vive como se não fosse morrer amanhã demonstra que essa verdade não está viva em sua mente. Vive como se a morte fosse sempre um evento distante, improvável, quase inexistente.

Na prática, a mente dessa pessoa está distante do concebimento da realidade da morte iminente.

Ela pode até dizer: “podemos morrer a qualquer hora”.

Mas, no fundo do coração e no entendimento real, essa possibilidade está longe. Se estivesse próxima, se fosse realmente compreendida, o modo de viver seria outro.

A partir disso, é necessário tratar do comportamento de quem realmente entende essa verdade. A primeira consequência é clara: essa pessoa avaliaria a própria vida.

Ela olharia para si mesma. Para suas escolhas. Para seus caminhos. Para a forma como viveu diante de Deus. Essa avaliação não seria automática nem superficial. E aqui surge uma divisão inevitável.

Alguns, ao se avaliarem, sentiriam o peso real dos seus pecados. Reconheceriam culpa, erro e responsabilidade diante de Deus. Outros, porém, não sentiriam esse peso. Não porque estejam bem, mas porque continuam espiritualmente cegos.

Há pessoas que morrerão sem salvação exatamente por isso: não se avaliam. Continuam vivendo como se a morte não fosse iminente, como se essa realidade nunca fosse chegar a elas.

Há outras que até tentam fazer uma análise da própria vida, mas o estado espiritual em que se encontram impede uma avaliação verdadeira. A análise existe, mas não é honesta, não é justa, não é profunda. Falta temor. Falta verdade. Falta uma posição correta diante de Deus.

Assim, mesmo refletindo, continuam enganadas.

E o engano, nesse caso, não é intelectual — é espiritual.

Dessa reflexão decorre o segundo comportamento de quem realmente sabe que pode morrer a qualquer momento: a mudança de foco na vida e na relação com Deus.

Essa pessoa deixaria de lado, imediatamente, a maneira comum de viver. Dinheiro, prazeres, projetos terrenos, pessoas, status, rotina secular — tudo isso perderia centralidade. Essas coisas simplesmente não ocupariam mais a mente como antes.

O foco se voltaria para Deus.

Para o conhecimento de Deus.

Para a vontade de Deus.

Diante da possibilidade real da morte iminente, essa pessoa se abriria para conhecer o que Deus realmente diz, não o que é confortável, não o que agrada, não o que confirma seus desejos, que massageia o seu ego, mas a verdade.

Mas outras não.

Outras, ainda que buscassem a Deus e se desligassem das coisas do mundo, continuariam enganadas. E não por falta de busca, mas por causa de uma posição incorreta diante de Deus e de Sua vontade.


🔴 PONTO 3 — A POSIÇÃO CORRETA DIANTE DE DEUS E DE SUA VONTADE

Para alcançar a vida eterna, é indispensável uma posição correta diante de Deus e de Sua vontade.

Sem isso, o engano se faz presente, a ilusão domina, a avaliação da própria vida se torna incorreta, a busca por Deus e por Sua vontade acontece de forma errada e o resultado final é a decepção eterna.

A posição correta diante de Deus começa por um princípio absoluto: colocar Deus acima de tudo.

Não de forma apenas declaratória, verbal ou religiosa, como aqueles que dizem que podem morrer a qualquer momento, mas na prática não vivem como se fossem morrer amanhã.

Colocar Deus acima de tudo é colocar a Sua vontade acima de tudo.

Essa é a posição correta diante de Deus e de Sua vontade.

Essa disposição interior é o que torna possível o verdadeiro conhecimento da verdade.

E é a verdade que liberta do engano, do pecado e do juízo, que é a condenação eterna.

Quando essa disposição é real, ela conduz inevitavelmente a Jesus Cristo, conduz ao entendimento do sacrifício da cruz, produz gratidão verdadeira, e esse reconhecimento se manifesta de forma prática no abandono definitivo do pecado.

Em consequência desse conhecimento da verdade, a pessoa também é liberta do orgulho, que é a fonte de todo mal. Ela deixa de se exaltar, deixa de buscar honra para si e reconhece que toda honra pertence a Deus. 

Essa libertação do orgulho faz com que a pessoa passe a viver para transformar a própria vida, para a santificação. Trata-se de uma mudança constante, movida pela ausência do orgulho que antes encobria o seu estado de miséria, impossibilitando o arrependimento dos pecados e uma vida real de transformação e de santidade.

🛑 CONCLUSÃO E APELO

A morte é possível a qualquer instante. Hoje, agora, neste momento, você pode ser chamado a prestar contas a Deus. Essa é uma realidade que não pode ser ignorada.

Todas as coisas deste mundo — dinheiro, prazeres, status, projetos — são refugo diante da necessidade urgente de viver para conhecer e fazer a vontade de Deus. Nada deve ter mais valor.

A Bíblia, a Palavra de Deus, revela o sacrifício de Jesus e mostra a necessidade imediata de abandonar o pecado. Tenha dentro de si o desejo ardente de reconhecer o que está errado, o pecado, o que é impuro, a rebelião e a ignorância em sua vida — imediatamente. Reconheça tudo isso sem se defender, sem se exaltar, sem enganar a si mesmo, sem exaltar o ego, estando morto para o orgulho e abandone imediatamente.

A vida de fidelidade absoluta a Deus, santidade total e entrega completa é a posição que você precisa ter para alcançar a vida eterna. Morte para o pecado, morte para o orgulho, para a sua exaltação, para a sua própria vontade e vida exclusiva para glorificar a Deus, conhecer e fazer a sua vontade revelada na Bíblia.

Não queira estar no inferno, lamentando eternamente que reconhecia de boca que poderia morrer a qualquer instante, mas não viveu — sem viver verdadeiramente esta realidade. Pelo contrário, viva como se fosse morrer amanhã. Viva para conhecer e fazer a vontade de Deus como o fundamento da sua vida, sendo fiel a ela, custe o que custar. E isso como a única coisa importante nesta vida passageira. E assim, tenha a vida eterna.


📖 FUNDAMENTOS BÍBLICOS

Imprevisibilidade da morte e a vida como um sopro:

"E agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, passaremos um ano ali, negociaremos e teremos lucro; vós que não sabeis o que acontecerá amanhã. Pois, que é a vossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se desvanece."— Tiago 4:13-14

Reconhecimento da morte e prestação de contas:

"Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?" — Lucas 12:20

Necessidade de avaliação pessoal, arrependimento e abandono do pecado:

"Examinai-vos a vós mesmos, se estais na fé; provai-vos a vós mesmos." — 2 Coríntios 13:5

"Mas, se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça."  — 1 João 1:9

"Mas, se dissermos que não temos pecado, fazemos de Deus mentiroso, e a sua palavra não está em nós."  — 1 João 1:10

Morte para o orgulho e exaltação própria:

"Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes."

— Tiago 4:6

Foco em Deus e fidelidade à Sua vontade:

"Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."

— Mateus 6:33

Fidelidade absoluta a Deus e santidade total (morte para o pecado):

"Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele?"

— Romanos 6:2

Vida eterna através da obediência ao Filho:

"Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus."

— João 3:36

Recompensa da fidelidade até a morte:

"Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida."

— Apocalipse 2:10

Sede santos, buscar santificação e paz:

"Sede santos, porque eu sou santo."

— 1 Pedro 1:16

"Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor."

— Hebreus 12:14

Estejamos preparados para a morte. 

Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela se vê o fim de todos os homens; e os vivos o aplicam ao seu coração.”

(Eclesiastes 7:2 – Almeida Revista e Corrigida)

“Naqueles dias adoeceu Ezequias de morte; e o profeta Isaías, filho de Amoz, veio a ele e lhe disse: Assim diz o Senhor: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás.”

(2 Reis 20:1 – Almeida Revista e Corrigida)



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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

O Grande Muro


O Grande Muro.

Havia um tempo em que existia apenas um reino.

Um país inteiro, íntegro, próspero e alegre. Suas leis eram justas, seu povo vivia em segurança, e o rei governava com verdade. Ali havia vida, propósito e ordem. Nada faltava.

Mas surgiram homens maus.

Não vieram como inimigos declarados, e sim como salvadores aparentes. Usaram engano, corrupção e falsas promessas. Pouco a pouco, tomaram parte do território e dividiram o país. Assim, onde antes havia um só reino, passaram a existir dois.

Entre eles, os rebeldes construíram algo novo.

Não levantaram um muro estreito e simples, mas um muro largo e alto, tão largo que parecia uma grande área. No topo desse muro havia caminhos, mirantes, jardins e construções belas. De cima, a vista era impressionante: era possível enxergar os dois lados do país. O lugar parecia seguro, agradável e até nobre.

Os rebeldes o chamavam de área comum.

Diziam que não pertencia a nenhum dos reinos.

— “Aqui é neutro”, proclamavam.

— “Aqui não há extremismos.”

— “Aqui todos podem conviver.”

Construíram ali espaços de descanso, diversão e contemplação. Tudo foi pensado para que as pessoas quisessem permanecer. Era um lugar onde o tempo passava sem ser percebido, onde a consciência se acalmava e as decisões eram adiadas.

O rei do reino verdadeiro, porém, nunca reconheceu aquele lugar como neutro. Sabia que o muro havia sido construído pelos invasores e que, apesar da aparência bela, fazia parte do domínio rebelde. Por isso, alertava seu povo:

— “Não permaneçam ali.”

— “Não se assenteis no muro.”

— “Voltem para o reino.”

Mesmo assim, muitos começaram a frequentar o lugar.

Alguns iam apenas por curiosidade.

Subiam rapidamente, olhavam a vista e voltavam, dizendo:

— “Não há problema, fiquei pouco tempo.”

Outros passavam horas sobre o muro.

Gostavam da paisagem, da sensação de estar acima, do conforto de não precisar escolher. Diziam:

— “Não estou do lado de lá.”

— “Também não abandonei o reino.”

Havia aqueles que, do alto do muro, desciam para visitar a cidade rebelde e depois retornavam. Achavam que isso não tinha consequências. E havia os que, pouco a pouco, deixavam de voltar, atravessando definitivamente para o outro lado.

Também existiam os que abandonaram o reino de vez.

Desceram do território verdadeiro, subiram o muro e seguiram para a cidade dos rebeldes, convencidos de que haviam encontrado algo melhor.

A verdade era simples, embora muitos se recusassem a aceitá-la:

ninguém permanecia no muro por acaso.

Cada passo, cada permanência, cada visita moldava o coração.

O reino verdadeiro, desde o dia da divisão, aguardava o tempo da retomada. Nunca desistira. O rei era paciente, mas justo. E o dia chegou.

Quando a guerra começou, foi rápida e decisiva. O reino avançou para retomar tudo o que lhe pertencia. As defesas dos rebeldes caíram, e a falsa neutralidade foi desfeita.

O muro foi tomado junto com o território inimigo.

E então ficou claro o que sempre foi verdade: aqueles que estavam sobre o muro foram considerados do lado de quem o construiu. Não importava o que diziam. 

Não importava de onde vinham. Importava onde estavam quando o rei chegou. Os que haviam permanecido no reino foram preservados.

Os que atravessaram, colheram sua escolha.

E os que insistiram em viver no meio descobriram, tarde demais, que o meio nunca foi neutro.

Pois em tempos de guerra, o muro não é abrigo — é território inimigo. E assim o reino foi restaurado,e a verdade se revelou:

 Ou se vive inteiramente no reino de verdade, ou se permanece, mesmo sem perceber, sob o domínio do inimigo. 


🌿 REFLEXÃO — Leia com atenção

Amigo leitor,

esta parábola não é apenas uma história para ser considerada. Ela é uma forma clara e direta de Deus falar com você sobre algo essencial: a sua posição espiritual hoje e o seu destino eterno. Parábolas revelam verdades que não admitem neutralidade, e esta revela uma realidade que muitos preferem ignorar.

Os dois países da parábola representam duas realidades espirituais:

de um lado, aqueles que pertencem ao Reino de Deus;

do outro, aqueles que vivem em rebeldia contra Deus, nas trevas.

A questão central, porém, não são apenas os dois lados, mas o muro.

O muro representa a posição de pessoas que se declaram pertencentes ao Reino de Deus, mas não vivem completamente separadas do mundo. São pessoas que professam fé, falam de Deus, usam linguagem espiritual, mas permanecem em um lugar que, embora pareça neutro, não pertence ao Reino.

E aqui está a verdade que precisa ser dita com clareza:

👉 o muro nunca pertenceu ao Reino de Deus.

Ele foi construído pelo inimigo, sustentado pelo engano e adornado para parecer seguro.

A Palavra de Deus é objetiva:

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há” (1 João 2:15).

Muitos que estavam sobre o muro negavam o pecado. Diziam:

— “Isso não é pecado.”

— “Deus é amor.”

— “Liberdade.”

— “Não precisamos ser tão rígidos.”

Mas o pecado não deixa de ser pecado porque alguém o nega.

“O pecado é a transgressão da lei” (1 João 3:4).

Chamá-lo de virtude não o purifica. Apenas cega a consciência.

“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem chamam mal” (Isaías 5:20).

Esses mesmos, muitas vezes, combatiam a verdade usando argumentos emocionais: amor, amizade, convivência, tolerância. Contudo, a Escritura é clara:

“O amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade” (1 Coríntios 13:6).

A santidade que Deus requer não é parcial.

“Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1:16).

Por isso, a ordem divina permanece inalterada:

“Saí do meio deles e separai-vos” (2 Coríntios 6:17).

Quem permanece no muro não obedeceu completamente.

E quem não obedece completamente, já se afastou do Reino, ainda que continue usando o nome de Deus.

Quando o Rei retorna, intenções não serão avaliadas, mas posições.

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus” (Mateus 7:21).

O destino eterno daqueles que não se ausentaram completamente é advertido de forma severa:

“Porque és morno… estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (Apocalipse 3:16).

Cristo não chama pessoas para o muro.

Ele chama para seguimento, fidelidade e renúncia.

“Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim” (Mateus 10:38).

A parábola do Muro confronta cada leitor com uma pergunta inevitável:

onde você está?

Porque no dia da retomada, não haverá muro,

não haverá meio,

não haverá desculpas.

“Quem pratica a justiça é justo… quem pratica o pecado é do diabo” (1 João 3:7–8).

🔚 CONCLUSÃO —  A ESCOLHA

O que esta parábola revela de forma clara, direta e incontornável é isto: é necessário amor e fidelidade ao Reino de Deus. Não um amor teórico, emocional ou religioso, mas um amor que governa o coração, orienta as escolhas e define o modo de viver.

Quanto maior é o amor pelo Reino de Deus, mais distante a pessoa se torna do mundo, de seu sistema, de seus valores e de suas seduções.

“Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6:21).

O problema do muro é justamente a ausência desse amor pleno. Quem ama pouco o Reino, tolera o mundo. Quem ama pouco a verdade, relativiza o pecado. Quem ama pouco a Deus, aceita viver dividido.

A parábola do muro é análoga à história da mulher de Ló.

Ela saiu fisicamente de Sodoma, caminhava com Ló e com os anjos — assim como muitos hoje caminham com a Bíblia, frequentam ambientes religiosos e convivem com a verdade. Contudo, o coração dela ainda estava no mundo.

“Mas a mulher de Ló olhou para trás e tornou-se uma estátua de sal” (Gênesis 19:26).

“Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lucas 17:32).

Da mesma forma, muitos permaneceram no muro: próximos do Reino, usando a linguagem do Reino, mas sem ruptura total com o mundo.

Caso contrário, o destino será o mesmo da mulher de Ló e dos que frequentaram o muro.

É preciso tomar uma decisão de entrega total ao Reino de Deus, pois a vida é curta.

“Porque sois como neblina que aparece por um pouco e depois desaparece” (Tiago 4:14).

Este mundo nada tem de bom para oferecer à alma fiel.

O cristão verdadeiro anseia pelo Reino de Deus.

A alma do crente geme, aguardando a redenção final e a manifestação plena do Reino.

“Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora” (Romanos 8:22).

“Porque aqui não temos cidade permanente, mas buscamos a futura” (Hebreus 13:14).

No fim, há apenas uma pergunta decisiva, direta e eterna:

você abandonou completamente o pecado, o mundo e vive fervorosamente para o Reino de Deus?

Estar no muro, visitar o muro ou permanecer no muro representa aqueles que não abandonaram verdadeiramente as tradições do mundo, que não romperam definitivamente com a religião que outrora praticavam, quando ela contrariava a Palavra de Deus e introduzia doutrinas diferentes da Escritura, que é a revelação de Deus.

Representa também a manutenção de comunhão com práticas, com pessoas e com valores do mundo, afetos preservados e alianças emocionais e espirituais que impedem uma entrega plena.

São aqueles marcados pela falta de renúncia, pela ausência de compromisso completo com o Reino de Deus e com a sua implantação. Essa posição afastará eternamente do Reino de Deus, ainda que a pessoa se considere cristã, frequente ambientes religiosos, se reúna como igreja ou se identifique como pertencente ao Reino.

A verdade permanece inalterável:

não se entra no Reino de Deus flertando com o mundo.

No final, prevalecerão apenas aqueles que abandonaram definitivamente o pecado e o mundo, e se entregaram de forma completa e irrevogável ao Reino de Deus.



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sábado, 7 de fevereiro de 2026

A Vontade Humana, Inimiga da Verdade

 

Título:

A Vontade Humana, Inimiga da Verdade

📌 Versículo Base:

2 Timóteo 4:3 – “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina, mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si mestres conforme os seus próprios desejos.”

Introdução:

Jesus se identifica como a verdade (João 14:6) e ensina que o diabo é o pai da mentira e mentiroso (João 8:44). Portanto, o mal é personificado pelo engano, enquanto a verdade é a manifestação de Deus.

A realidade de que o mal entrou no mundo é incontestável. Portanto, o engano também entrou no mundo, corrompendo a percepção da verdade e prendendo o homem ao engano. 

Esta situação abrangeu toda a raça humana, sem exceção. Porém, Deus traz uma verdade para todo aquele que a desejar e aceitar. Esta verdade, que transforma a maneira de ser do ser humano, Jesus disse que deveria ser levada a toda criatura. Quem acreditasse nela e a praticasse seria salvo, e quem não acreditasse nela e não a praticasse estaria condenado.

É sobre tudo isso que esta mensagem vem falar. Ela é trazida para que aquele que a ler possa ser alcançado por esta verdade, tendo a sua vida transformada e vivida em harmonia com a vontade de Deus.

A mensagem abordará: O engano como se instalou na humanidade, sendo tomado como verdade; a verdade fundamental que liberta o homem do engano; a vontade humana e a origem de sua corrupção. Orgulho e seu papel e sua relação com o pecado; e tudo mais para que o leitor possa ter entendimento e assim conduzir a sua vida sob a luz da palavra de Deus. 

É necessário refletir, pois sem reflexão não se alcança a verdade.

1. O engano tomado por verdade

Deus criou o mundo perfeito e criou o homem com livre arbítrio. Ele manifestou a verdade de que a vontade dele deveria ser colocada em prática e que o não cumprimento da sua vontade traria a morte ao ser humano, à raça humana.

No dia em que dele comerdes, certamente morrerás” (Gênesis 2:17).

A instrução e a verdade trazidas por Deus em relação à sua vontade e às consequências de não colocá-la em prática revelam que:

A vontade de Deus traz vida.

A desobediência à sua vontade traz a morte.

A vontade de Deus é o bem, e o não cumprimento dela é o mal.

Ele manifestou esta verdade, e ela continua sendo manifesta. Porém, assim como Adão e Eva negligenciaram esta verdade optando pela sua própria vontade, acontece hoje, e o resultado é a morte.

O diabo apresentou a Eva uma vontade que poderia ser dela, uma vontade contrária à vontade de Deus. Colocou entre Deus e sua vontade o ser humano, apontando para Adão e Eva, quando inseriu: 

...sereis como Deus...(Gn 3.5). 

Quando Eva e consequentemente Adão permaneceram entre Deus e sua vontade e olharam para si em vez de olhar exclusivamente para Deus e Sua Palavra, deram lugar ao orgulho e consequentemente ao desejo mau em seus corações. A partir daí a raça humana foi corrompida e o desejo do homem passou a ser oposição a Palavra de Deus.  

 O comer do fruto foi consequência da inserção do ser humano diante de Deus e de Sua vontade, Sua palavra, que é o orgulho. Isso prova que o pecado é fruto do orgulho, que corrompeu a natureza humana. Uma natureza corrompida produz pecado. Em outras palavras uma árvore má produz maus frutos.

Assim, toda boa árvore produz bons frutos, mas a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar bons frutos.     Mateus 7:17–18

O Engano e a Verdade Fundamental

O engano está presente no mundo porque o homem, afastando-se de Deus através do orgulho e do pecado, tornou-se sujeito às forças do mal. Ele passou a estar sob a influência do maligno, o diabo, pai da mentira e enganador de toda a humanidade (João 8:44; Apocalipse 12:9). Esse afastamento de Deus abriu espaço para que a mente humana, corrompida pela natureza caída, ficasse cega para a verdade.

O diabo, utilizando o engano como sua essência e ferramenta, cega o entendimento humano, levando-o a confundir o falso com a verdade. Este engano não impede que o homem seja religioso, tenha ética moral ou pratique atos aparentemente cristãos. Ele pode ir à igreja, chorar na presença de Deus, orar, pregar o evangelho, receber dons espirituais e até ser batizado. Tudo isso é possível enquanto a cegueira da verdade fundamental permanece.

 O não reconhecimento da verdade central do Evangelho é o alvo do engano do diabo, pois esta é a verdade que realmente importa: a verdade capaz de transformar a natureza do ser humano e de determinar se a árvore será boa ou má. A árvore boa produz frutos, frutos do Espirito, nunca praticará o mal, que é o pecado; a árvore má, por outro lado, manifesta o pecado, que é o mal. Como ensina a Palavra:

📖 Tito 1:15 (ACF) — “Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.”

📖 João 1:29 (ACF) —

“No dia seguinte João viu Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”

Como Resolver o Problema do Pecado e do Engano

O homem foi criado para viver em comunhão com Deus, na presença de Sua vontade. Mas, usando do seu livre arbítrio, ele se colocou entre Deus e Sua vontade. Ao olhar para si mesmo e não para Deus, manifestou o orgulho. Este estado de orgulho gerou a corrupção da natureza humana, e esta corrupção, por sua vez, produziu o pecado, afastando o homem de Deus e da verdade, e deixando-o sob a influência do maligno, o diabo, o enganador de toda a raça humana (João 8:44; Apocalipse 12:9).

A corrupção da natureza humana trouxe uma sentença sobre toda a humanidade, que é a condenação eterna, ou seja, a morte e a separação de Deus. Porém, Deus, em Sua misericórdia, enviou Jesus Cristo, Seu Filho, que morreu na cruz para pagar essa sentença, possibilitando que haja solução para o problema do pecado e do engano.

O orgulho, manifestado quando o homem, usando do seu livre arbítrio, se colocou entre Deus e Sua vontade, permitiu que o desejo mau entrasse em seu coração, corrompendo a natureza humana e trazendo consigo o pecado e o engano. Esse engano é a consequência direta do estado de corrupção da natureza humana, deixando o homem cego para a verdade central de Deus e sujeito à influência do diabo, o enganador de toda a raça humana (João 8:44; Apocalipse 12:9).

Portanto, a solução para o problema do pecado e do engano envolve:

Reconhecimento do sacrifício de Jesus

O homem deve reconhecer que a condenação da humanidade ocorreu por causa da corrupção de sua natureza, mas que o preço foi pago por Cristo na cruz, oferecendo a todos a possibilidade de libertação e reconciliação com Deus. Esse reconhecimento é o primeiro passo para que a verdade central do Evangelho transforme a vida do ser humano.

Eliminação do orgulho, colocando Deus acima de tudo

O homem deve eliminar o seu orgulho, colocando Deus acima de tudo. A corrupção da natureza humana entrou quando o diabo inseriu o ser humano entre Deus e Sua vontade, e o homem permaneceu nessa posição, acolhendo a própria vontade. O resultado foi o acolhimento da vontade proposta por Satanás, que corrompeu a natureza e a vontade do ser humano, gerando o pecado e o engano.

A saída consiste em reconhecer a sentença de morte paga por Jesus e retirar-se da própria vida, colocando apenas Deus e Sua vontade, morrendo para si mesmo, para o ego, para o seu eu, para a própria vontade.

É como se o homem se colocasse na mesma condição de Adão e Eva no Éden, quando o diabo disse:

“Sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal...” (Gênesis 3:5).

A resposta correta seria:

“Eu nada sou, minha vontade não importa, estou aqui para conhecer e fazer a vontade de Deus, custe o que custar.”

Quando o homem assume essa postura, ele passa a viver no fundamento correto, e a sua vida se transforma conforme a vontade de Deus, a corrupção de sua natureza é desfeita por uma nova vida, um novo nascimento, ele já não produz mais o pecado, pois agora sua natureza é boa. Paulo expressou esse estado de entrega:

Já não vivo eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20).

📌 Conclusão e Apelo

Caro leitor,

Você precisa tomar uma decisão hoje: morrer para a sua própria vontade e colocar Deus acima de tudo. Não é apenas uma ideia; é uma escolha de vida. Você não pode mais viver para si mesmo. É necessário eliminar o seu ego, o seu eu, a sua vaidade, tudo aquilo que busca glória, exaltação ou reconhecimento próprio.

Você precisa se eliminar da sua própria vida, retirando-se da sua vontade, para que Cristo possa viver em você. Somente assim você estará verdadeiramente livre do pecado, do engano e do domínio do mal.

Como a Bíblia nos ensina:

Ele morreu por todos, para que aqueles que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou.”

(2 Coríntios 5:15).

Esta é a saída: morrer para si mesmo, morrer para o ego e para a própria vontade, e viver exclusivamente para conhecer e fazer a vontade de Deus. Esta decisão transforma a sua vida, muda sua natureza e o alinha à verdade central do Evangelho.

Sem esta decisão de morrer completamente para a sua própria vontade e viver exclusivamente para fazer a vontade de Deus, eliminando o orgulho e colocando Deus acima de tudo, você poderá até ser um cristão, porém não será salvo, não será fiel e, portanto, não será um cristão verdadeiro.

Então acontecerá na sua vida exatamente aquilo que Jesus advertiu:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?

E então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.”

(Mateus 7:21–23)

Lembre-se: a sua vontade é inimiga da vontade de Deus e, portanto, inimiga da verdade.

Sendo assim, morra para ela e viva exclusivamente para conhecer e fazer a vontade de Deus, antes que a morte o alcance e não seja mais possível.

Esta é a decisão que traz a vida eterna.



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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Animal ou gente ?

 

Animal ou gente? 


Introdução

Se você não parar para refletir, você vai viver como um animal irracional, alienado da verdade central que fundamenta toda a realidade da vida. Vai viver enganado, ignorando a essência da vida, sem conhecer a vida espiritual, a realidade da morte, e a real vontade do Criador. Se você não parar para refletir, viverá guiado apenas por impulsos, desejos e instintos, alienado da verdade central que fundamenta toda a realidade da vida. Viverá enganado, ignorando a essência da existência, cego para a vida espiritual, despreparado para a realidade da morte e longe de Deus, ainda que creia diferente. 

“Portanto, reflita nesta mensagem de Deus, pois, dependendo da sua resposta a ela, a verdade poderá alcançá-lo, e assim você poderá passar a viver dentro da razão e da verdade, que é Cristo.”


1. O chamado à verdadeira reflexão

Viver sem refletir é viver como um animal. Reagir, desejar, sobreviver — isso qualquer animal faz. Mas é preciso deixar claro: refletir não é pensar. Refletir não é analisar. Explicar, justificar, argumentar — isso não é refletir.

Pensar qualquer um pensa. Analisar qualquer um analisa. Mas pensamento sem verdade não é reflexão. Análise sem compromisso com a verdade não é reflexão. Isso é pseudo-reflexão: foge da realidade, evita a verdade, apenas organiza o engano.


E a Bíblia chama isso pelo nome.

Esses, porém, como animais irracionais, criaturas de instinto…”  (2 Pedro 2:12)

Porque onde não há verdade, não há razão. E onde não há razão, o homem não vive como homem, vive como criatura guiada pelo instinto.

Reflexão verdadeira é aquela que chega à verdade. Se não conduz à verdade, não é reflexão — é ilusão.

A vida exige reflexão verdadeira para que o ser humano chegue à verdade e passe a viver dentro da verdade. Sem reflexão, a vida não encontra direção; sem verdade, ela perde o sentido. Quando a reflexão conduz à verdade, a vida se torna lógica, verdadeiramente racional, coerente, boa e agradável, porque passa a estar alinhada ao Criador, que é a razão de todas as coisas, e ligada a Cristo, que é a própria verdade.

Porém, sem a reflexão verdadeira, não se chega à verdade. E quando não se chega à verdade, a vida passa a ser vivida fora do escopo da verdade. Não é apenas um erro pontual; é um desvio de fundamento. A pessoa continua vivendo, decidindo e agindo, mas agora desconectada da razão que sustenta a realidade.

Essa ruptura contamina tudo. O pensar se desordena, o falar se corrompe e o agir perde direção. A consciência é silenciada, a razão deixa de governar, e a vida passa a ser conduzida pelo instinto, não pela verdade. Ainda há pensamento, ainda há análise, mas já não há reflexão verdadeira.

É exatamente esse tipo de existência que a Escritura descreve como uma vida “como animais irracionais”. Não porque o homem deixou de pensar, mas porque abandonou a capacidade que Deus lhe deu de refletir verdadeiramente: ouvir a consciência, submeter-se à razão, alcançar a verdade e, por meio dela, chegar ao próprio Deus.

2. Batalha da reflexão 

Depois que o pecado entrou no mundo, a mente do homem foi contaminada e passou a operar de forma carnal. Essa condição não é neutra: ela é herdada, resultado da queda, e afeta diretamente a capacidade humana de perceber e responder à verdade de Deus.

A partir disso, existe uma batalha espiritual real e contínua para impedir que o homem chegue à verdadeira reflexão. O mundo é estruturado de forma estratégica para mantê-lo afastado da verdade. Há um sistema organizado que atua para que o ser humano não pense profundamente, não examine sua condição espiritual e não seja alcançado pela verdade quando ela se apresenta.

O homem é constantemente bombardeado por influências que atuam diretamente no seu processo de reflexão. A verdade de Deus até se apresenta diante dele, porém não há reflexão verdadeira. O diabo desvia o foco da mente lançando interesses pessoais, valores do mundo, desejos naturais, orgulho e preocupações imediatas. Com isso, mesmo quando o homem passa a crer em algo que chama de “verdade”, essa não é autêntica. Ele passa a viver em uma pseudoverdade, um engano cuidadosamente construído, acreditando estar alinhado com a razão — que é Deus — quando, na realidade, está distante d’Ele. Assim, enganado, o homem pensa que compreende, pensa que vê, mas seu raciocínio está comprometido, e por isso não é verdadeiramente alcançado pela verdade que liberta, que é Cristo.

“Mas o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las.”                          (1 Coríntios 2:14)

A reflexão e seu alvo: a verdade revelada por Deus

A reflexão verdadeira tem um alvo definido: conduzir o homem à verdade revelada por Deus. Deus criou o homem perfeito, dentro da sua razão e da sua vontade. Dotou-o de consciência e liberdade para escolher. Porém, o homem escolheu afastar-se de Deus, e o pecado entrou na raça humana, contaminando sua natureza, obscurecendo sua mente e conduzindo-o à condenação e ao afastamento eterno de Deus. A partir disso, o homem passou a viver fora da razão, como alguém dominado por desejos e instintos, incapaz de alcançar, por si mesmo, a verdade que o liberta.

Mas antes mesmo da queda, Deus já havia provido o caminho da redenção. Em sua misericórdia, enviou seu Filho, Jesus Cristo, para morrer na cruz, pagando o preço do pecado e assumindo a condenação que era do homem. Pelo sangue de Cristo, o homem pode ser liberto do pecado, restaurado da sua condição de irracionalidade espiritual e reconduzido à verdade e à razão que é Deus. Essa é a verdade central do evangelho, apresentada a todo ser humano.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”   (João 8:32)

Diante dessa verdade, o homem é chamado a remover tudo aquilo que impede a sua verdadeira reflexão — valores falsos, desejos carnais, orgulho e engano — para ser alcançado por essa revelação. Ao abandonar o pecado e viver em fidelidade a Deus, o homem passa a viver dentro da razão, isto é, dentro da vontade do Criador, para a qual foi criado desde o princípio.

Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração.”  (Hebreus 3:15). 

Animal Vestido de Gente

Abandonar o pecado seria lógico e racional, já que o pecado condena o homem, foi a causa do sacrifício de Jesus e é uma rebelião contra a vontade de Deus, sendo ela o melhor para a vida do homem e o pecado o pior. 

Portanto, o homem que não entende esta verdade e não morre definitivamente para o pecado é irracional.

Ele pode se vestir de ética, se vestir de moralidade, se vestir de religiosidade, ou se considerar uma pessoa de Deus, mas isso é apenas uma roupa. Na realidade, ele continua irracional, porque ainda não abandonou o pecado.

Reflexão e Apelo

Deus fala ao ser humano e revela a Sua verdade por meio da Sua Palavra. Mas é preciso refletir sobre aquilo que Deus diz.

Para que haja reflexão verdadeira, é necessário abandonar o orgulho, a própria vontade e os desejos carnais, e colocar Deus, Sua Palavra e Sua vontade acima de tudo. Sem essa disposição de fidelidade, o entendimento permanece cego, e a mente não alcança a verdade.

Jesus Cristo morreu pelos seus pecados. Ao decidir morrer para o pecado, aceitando essa verdade e escolhendo segui-Lo em fidelidade, obedecendo aos Seus ensinamentos conforme a Bíblia, você recebe o Espírito Santo. É o Espírito Santo quem ilumina a mente, conduz à verdadeira reflexão e restaura o entendimento.

Só assim você poderá compreender a realidade segundo a razão de todas as coisas, que é Deus, caminhar no caminho da verdade que é Cristo e permanecer eternamente nela, em Cristo.



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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Examine-se: Por Que e Como


TÍTULO

Examine-se: Por Que e Como

VERSÍCULO BASE

📖 “Examine-se, pois, o homem a si mesmo…”

1 Coríntios 11:28


INTRODUÇÃO

Esta é uma mensagem de Deus.

Ela é Deus manifestando a Sua verdade a respeito do que é essencial.

O fato de esta mensagem ser ouvida, compreendida ou aplicada não determina a sua existência, nem o seu propósito. Deus fala porque é Deus, e a Sua Palavra está posta.

A responsabilidade de Deus é falar.

A responsabilidade do mensageiro é anunciar.

A responsabilidade quanto à resposta — ouvir, entender, obedecer ou rejeitar — pertence exclusivamente àquele diante de quem a Palavra se apresenta.

Aquilo que Deus diz permanece estabelecido.

O que o homem faz diante do que Deus apresenta define apenas as consequências que recaem sobre ele mesmo.

Deus fala.

A Palavra permanece.

O homem responde — e responde por isso.


1º PONTO — O CONTEXTO DO “EXAMINE-SE

Quando Deus diz: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo”, o contexto é a Ceia do Senhor.

A Ceia do Senhor é uma ordenança dada por Deus aos Seus seguidores, instituída pelo próprio Jesus, para ser praticada em memória d’Ele.

Jesus institui a ceia para lembrar aos Seus que o Seu corpo foi crucificado e o Seu sangue foi derramado na cruz para pagar pelo pecado, para que o homem não fosse condenado. O pão e o vinho apontam diretamente para esse sacrifício: corpo entregue e sangue derramado em favor dos pecadores.

Ao participar da ceia — comendo o pão e bebendo o vinho — a pessoa está declarando que reconhece esse sacrifício pelo pecado. Esse reconhecimento não é apenas verbal, mas se expressa de forma prática no abandono do pecado. Quem reconhece o sacrifício de Cristo abandona o pecado; e quem abandona o pecado passa a ter comunhão com Deus.

Por isso a ceia precisa ser repetida: para que essa verdade esteja continuamente na mente daquele que segue a Cristo. Essa lembrança governa a vida do cristão, de modo que o sacrifício de Jesus oriente o pensar, governe o falar, corrija o sentir, determine o agir e conduza o existir segundo a vontade de Deus.

A ceia, em seu sentido essencial, representa comunhão. Comer juntos é expressão de comunhão. Assim, participar do corpo e do sangue de Cristo representa a comunhão entre Deus e o homem. Essa comunhão só é possível quando o homem reconhece o sacrifício de Jesus, abandonando o pecado.

Portanto, ao participar da ceia, o cristão está ao mesmo tempo lembrando e declarando: lembrando que o pecado separa o homem de Deus e declarando que a comunhão com Deus só é possível pelo reconhecimento do sacrifício de Cristo, expresso numa vida de abandono do pecado e fidelidade a Ele.

2º PONTO — O PORQUÊ DE EXAMINAR-SE

Para declarar a comunhão com Deus que a Ceia do Senhor reflete, o homem precisa, antes, examinar-se. Ninguém pode afirmar que tem comunhão com Deus sem, primeiramente, verificar se essa declaração corresponde à sua condição real diante d’Ele.

Examinar-se significa avaliar com plena consciência e responsabilidade se se está, de fato, em fidelidade a Deus. Esse exame não é superficial, emocional ou simbólico; trata-se de uma verificação objetiva da própria vida à luz do sacrifício de Cristo.

A necessidade desse exame existe porque o pecado está intrinsecamente ligado ao engano. O pecado não apenas separa o homem de Deus, mas também produz engano. Ele nasce no engano, se estabelece pelo engano e mantém o homem no engano. Assim como a fé sem obras é morta, o pecado e o engano não se separam.

Desde o princípio, o pecado entrou no mundo por meio do engano. As Escrituras revelam que o diabo é o agente desse engano, sendo apresentado como aquele que mente e engana.

Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.”            João 8:44

Além disso, a Palavra de Deus afirma claramente que esse engano não é parcial, mas universal.

E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi lançado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.”    Apocalipse 12:9

Por causa dessa realidade, muitas pessoas estão enganadas a respeito da sua própria comunhão com Deus. Elas acreditam estar bem espiritualmente, quando, na verdade, nunca confrontaram sua vida com a verdade divina. O engano faz o homem confundir aparência religiosa com fidelidade, sentimento com verdade e convicção pessoal com comunhão real.

Somente o verdadeiro exame é capaz de expor esse engano. Sem exame, o homem permanece iludido pelo pecado; com exame, ele é colocado diante da verdade. Por isso, o exame é necessário: para que o homem seja liberto do engano produzido pelo pecado e possa, então, declarar de forma verdadeira e responsável que está em comunhão com Deus.

Diante disso, é preciso compreender que muitas pessoas decidem buscar a Deus e modificam suas vidas, mas isso, por si só, não garante comunhão com Deus. Elas passam a ler a Bíblia, a se reunir com uma igreja, são batizadas, oram, falam de Jesus, participam da vida cristã, algumas são batizadas com o Espírito Santo e possuem dons espirituais. Muitas participam inclusive da Ceia do Senhor.

No entanto, nenhuma dessas coisas, isoladamente ou em conjunto, assegura comunhão com Deus. A comunhão com Deus é resultado exclusivo do reconhecimento do sacrifício de Jesus na cruz, e esse reconhecimento se manifesta pelo abandono do pecado. Onde o pecado é mantido, não há comunhão, ainda que haja intensa atividade religiosa.

É por isso que a própria Escritura declara que muitos, mesmo envolvidos com práticas espirituais e religiosas, serão rejeitados:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.”        Mateus 7:21–23

Esse texto deixa claro que experiências espirituais, dons, palavras e obras não substituem a fidelidade. Por isso, o exame é indispensável: para que o homem não viva enganado, achando que tem comunhão com Deus quando, na verdade, permanece no pecado.

Somente o exame verdadeiro, à luz do sacrifício de Cristo, pode libertar o homem do engano e conduzi-lo a uma comunhão real com Deus.


3º PONTO — O COMO EXAMINAR-SE

O exame verdadeiro não acontece de qualquer maneira. Há pessoas que até se examinam, porém o fazem de forma superficial, desonesta ou enganosa. O próprio exame pode se tornar um instrumento de engano quando não é conduzido segundo a verdade de Deus. A ação maligna atua justamente nesse ponto, buscando levar o ser humano ao autoengano, distorcendo sua percepção sobre si mesmo e sobre sua real condição espiritual.

Por isso, a Bíblia — Palavra de Deus — é indispensável nesse processo. Ela revela a verdade, expõe o pecado, denuncia o engano e desvenda as artimanhas do diabo. Somente à luz da Palavra o homem pode compreender a origem do pecado, as razões do pecado e as consequências do engano. Sem essa luz, até o exame se torna falso.

A Escritura mostra que a origem do pecado é o orgulho. O orgulho precede a queda, sustenta o engano e impede o arrependimento verdadeiro. Sem o abandono definitivo do orgulho, não há exame autêntico, real e honesto. Onde o orgulho permanece, o homem sempre justificará a si mesmo.

A Bíblia revela que foi exatamente o orgulho que corrompeu Lúcifer:

Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono… Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.”      Isaías 14:12–14

Esse orgulho produziu a queda, e o mesmo princípio opera no homem. Enquanto o homem se exalta, se preserva, se justifica e se defende, ele não se examina verdadeiramente.

O orgulho é a natureza do diabo. O orgulho é o sentimento que leva ao pecado. Um ser humano não pode ter comunhão com Deus enquanto mantém a natureza do diabo, que é o orgulho. Para se aproximar de Deus e ter comunhão com Ele, é necessário morrer para o orgulho.

Às vezes, as pessoas, para buscarem a Deus, precisam passar pelo sofrimento, pela dor e pela humilhação, para que reconheçam a verdade de que nada são e abandonem o orgulho. É a experiência do coração quebrantado que permite refletir, examinar-se e optar por Deus.

O religioso não se arrepende, mas aquele que se humilha diante de Deus é aceito. Como a Bíblia diz na parábola:

Orando ele [o fariseu] em pé, dizia consigo: ‘Ó Deus, graças te dou que não sou como os outros homens…’”

(Lucas 18:11)

Mas o publicano, estando longe, nem ousava levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: ‘Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!’”

(Lucas 18:13)

O publicano foi considerado justo porque seu coração estava quebrantado e aberto ao arrependimento, enquanto o religioso permaneceu preso ao orgulho e à própria exaltação.

Portanto, para se examinar, é necessário estar morto para o mundo e determinado a viver para conhecer e fazer a vontade de Deus, custe o que custar. Sem esse sentimento, não há como enxergar o pecado que o separa de Deus e impede a comunhão com Ele. E assim, permanecerá enganado, mesmo estando na igreja e mantendo práticas cristãs, mas afastado de Deus e sem comunhão verdadeira com Ele.

🟢 Conclusão e Apelo

Se você ainda não participa da Ceia do Senhor, você não está em comunhão com Deus, pois está em rebelião à ordenança de Cristo.

E mesmo que você participe da Ceia, se não estiver em fidelidade a Deus, não estará em comunhão com Ele, porque não reconhece o corpo e o sangue de Cristo, ou seja, o sacrifício de Jesus na cruz pelo abandono do pecado.

Para que este exame seja real e produza efeito em sua vida, é preciso refletir e examinar-se verdadeiramente. E para que este exame seja autêntico, é necessário abandonar o mundo e morrer para a própria vontade.

A Bíblia declara:

Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.”

(Gálatas 2:20)

Este reconhecimento da morte de Jesus na cruz e do Seu sangue derramado tem como propósito que você não viva mais para si mesmo, que morra para o seu eu, para o orgulho, e viva exclusivamente para conhecer e agradar a Deus, custe o que custar.

E através desse sentimento, você se manterá sempre examinando:

Seu pensar,

Seu falar,

Seu sentir,

Seu agir,

para que sua vida esteja permanentemente diante da fidelidade a Deus, em decorrência do reconhecimento do corpo e sangue de Cristo, da Sua morte na cruz e do Seu sangue derramado.

Você quer comunhão com Deus? Você quer estar em comunhão com Deus e permanecer com Ele para sempre?

Então, arrependa-se de seus pecados, batize-se no batismo de arrependimento, reúna-se com a igreja e participe da Ceia do Senhor.

Estude a Palavra de Deus, tenha uma vida de oração e de vigilância, examinando-se com honestidade, humildade e temor da Palavra de Deus, reconhecendo o sacrifício de Jesus, Sua morte e o sangue derramado na cruz, através do abandono do pecado e da fidelidade a Deus, custe o que custar.


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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Árvore, fruto, fogo e destino

 

Título:

Árvore, fruto, fogo e destino


Versículo base:

E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.” — Mateus 3:10


Introdução

A Bíblia é a palavra de Deus, ou seja, é Deus falando. Mas a questão é como você a enxerga, como você a considera e qual efeito ela produz em sua vida. Porque a maneira como você percebe o que Deus fala é a maneira como você percebe Deus. E o efeito que a Bíblia tem em sua vida é o efeito que Deus tem. E essa maneira de enxergar e esse efeito são o que determinam quem você é e qual será o seu destino eterno. Este texto busca refletir sobre isso, porque a reflexão é a resposta de alguém que busca a verdade.

E o conteúdo que tratamos não é nada mais nada menos que Deus falando, ou seja, o Espírito de Deus falando através da Sua Palavra.

Ponto 1. Deus é tudo se a Bíblia for tudo

Há pessoas que dizem: “Deus é tudo na minha vida”.

Porém, a vida delas mostra o contrário, porque a Bíblia não é tudo em sua vida. A vida delas apresenta frutos que provam que Deus não é realmente tudo.

Deus não é uma foto, não é apenas um nome, não é uma ideia abstrata: Deus é uma pessoa. E toda pessoa se revela pelo que diz, porque aquilo que ela fala mostra quem ela é e qual é a sua vontade.

Portanto, se não houver uma conexão com o que Deus diz, não há Deus na vida de alguém. Existe apenas um conceito abstrato. Mas ninguém ama verdadeiramente um conceito abstrato; quem ama, ama uma pessoa, e uma pessoa se conhece pelo que fala.

No caso de Deus, aquilo que Ele fala na Bíblia é a sua vontade, a sua essência e a forma como Ele deseja ser conhecido. Considerar a Bíblia como tudo é considerar Deus como tudo, porque é pela Palavra que conhecemos, amamos e respondemos a Deus de forma real.

Portanto, não considerar Deus como tudo, ou seja, não considerar a Bíblia como tudo, não fundamentar a sua vida nela e não tomar a Palavra como base do seu pensar, sentir, falar e agir, é negar quem Ele é. É negar a Deus.

Fica claramente concluído que a importância que você dá à Bíblia é a importância que você dá a Deus.

Textos bíblicos: 

📖 João 14:21 (Almeida Revista e Corrigida)

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.”

Comentário:

Este versículo mostra que amar a Deus está diretamente ligado à obediência à Sua Palavra. Não basta apenas declarar amor a Deus; quem realmente ama guarda os Seus mandamentos. E Jesus afirma que quem guarda a Palavra de Deus é amado pelo Pai e terá a manifestação de Cristo em sua vida. Portanto, não há relacionamento verdadeiro com Deus sem fidelidade à Sua Palavra, porque a Palavra é a expressão da vontade e da essência de Deus.

📖 João 5:39 (Almeida Revista e Corrigida)

“Examinai as Escrituras, porque cuidais ter nelas a vida eterna; e são elas que testificam de mim.”

Comentário:

O “examinar” aqui vai muito além de simplesmente ler ou estudar a Bíblia. É uma disposição mental profunda, uma atenção consciente e deliberada que revela se a pessoa está espiritualmente viva. É reconhecer que a Bíblia é Deus falando de forma prática e frutífera, e permitir que isso transforme cada aspecto da vida: pensar, sentir, falar e agir passam a ser fundamentados na Palavra.

Ponto 2 : A Árvore, o Fruto e o Juízo da Palavra de Deus

Texto base: Mateus 3:10

“E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.”

O texto nos mostra uma verdade direta e inegável: o machado está posto à raiz das árvores. Este machado é a Palavra de Deus, que se coloca como juízo e condenação. Ele lança no inferno toda árvore que não produz o bom fruto que uma árvore de Deus deve produzir.

A partir dessa declaração, o próprio texto bíblico conduz a compreensão do leitor para o ponto central: o problema não está em analisar frutos isoladamente, mas em identificar que tipo de árvore está produzindo esses frutos. A Escritura não está tratando de aparência, quantidade ou grau de maturação do fruto, mas da natureza da árvore.

Jesus afirma que a árvore produz segundo a sua espécie:

Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e a árvore má produz frutos maus.”

(Mateus 7:17)

Portanto, o fruto não é o critério em si mesmo, mas a manifestação inevitável daquilo que a árvore é. Uma árvore boa produz bom fruto porque é boa; uma árvore má produz mau fruto porque é má. Não há neutralidade, nem mistura de naturezas.

Diante disso, surge a pergunta inevitável que o texto impõe ao leitor:

qual é o mau fruto que caracteriza a árvore má?

A resposta bíblica é objetiva: o pecado.

O pecado é o fruto da árvore má porque ele procede de uma natureza que não morreu para o pecado. A Escritura ensina que quem morreu para o pecado não vive mais nele:

De modo nenhum! Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?”

(Romanos 6:2)

Logo, a permanência no pecado revela que a árvore não foi transformada. O pecado não é apenas um erro pontual, mas a expressão de uma condição interior. Ele entrou no mundo, contaminou a humanidade e separou o homem de Deus:

Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus.”  (Isaías 59:2)

Porque o salário do pecado é a morte.” (Romanos 6:23)

Essa condição explica por que a Escritura afirma:

Todas as coisas são puras para os puros; mas nada é puro para os contaminados e incrédulos.”   (Tito 1:15)

Ou seja, quando a árvore é má, tudo o que ela produz é mau, porque procede de uma natureza não regenerada. Esse é o mau fruto que conduz ao juízo descrito em Mateus 3:10.

Assim, o texto deixa claro que o machado — a Palavra de Deus — não executa o juízo de forma arbitrária. Ele corta a árvore que, pelos seus frutos, demonstra permanecer no pecado. O destino eterno é definido pela natureza da árvore, e essa natureza se revela inevitavelmente pelos frutos que ela produz.


3 Ponto: A Raiz que Sustenta a Árvore

Se o fruto revela o tipo de árvore, é necessário ir ainda mais fundo: a raiz.

É a raiz que sustenta a árvore, que a forma e que determina o que ela será. Nenhuma árvore é definida primeiro pelo fruto, mas pela raiz que a alimenta.

Biblicamente, a raiz diz respeito à posição que a pessoa dá a Deus em sua vida. Não se trata de discurso religioso, nem de afirmação verbal, mas da centralidade real de Deus. Aquilo que ocupa o lugar mais profundo da vida do homem é o que o governa, o que o forma e o que produz a sua maneira de viver.

Quando a Palavra de Deus não está na raiz, quando Deus não ocupa o lugar absoluto, o pecado continua sendo alimentado. O pecado não é apenas um ato externo; ele nasce de uma raiz errada. É dessa raiz que brota uma árvore que permanece em rebelião, independentemente de aparência religiosa.

Por outro lado, quando a Palavra de Deus é colocada acima de tudo, quando Deus ocupa a posição suprema, a raiz é transformada. Essa raiz passa a ser a vontade de Deus, e não mais a vontade própria. É nesse sentido que a Escritura afirma:

Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.”            (Gálatas 2:20)

Aqui não se fala ainda de fruto, mas de fundamento. Uma vida cuja raiz está na Palavra não é governada pelo “eu”, mas por Cristo. Essa raiz é que sustenta uma nova forma de existir, pensar, falar e agir.

Portanto, a raiz define a árvore.

E a raiz correta é aquela em que a Palavra de Deus ocupa o lugar absoluto.

Sem essa raiz, o pecado continua sendo a fonte.

Com essa raiz, toda a estrutura da vida é redefinida.

A árvore de Deus só pode existir quando a raiz é transformada. Essa raiz é firmada quando Deus é colocado acima de tudo e a Palavra de Deus ocupa o lugar absoluto na vida da pessoa.

Essa mudança atinge diretamente o orgulho, que é eliminado. A pessoa deixa de viver para si mesma: não busca exaltação, não procura glória própria, não se defende para justificar o ego, não tenta se promover nem se afirmar. Tudo o que alimenta o “eu” é abandonado. No lugar disso, nasce a humildade, que se submete à vontade de Deus.

Com a raiz transformada, a pessoa deixa de viver para fazer a própria vontade e passa a viver exclusivamente para conhecer, obedecer e fazer a vontade de Deus, custe o que custar. Há renúncia, há sacrifício, mas há fidelidade. A decisão é clara: não agradar a si mesmo, mas obedecer a Deus.

Quando alguém vive para conhecer e fazer a vontade de Deus, a Bíblia passa a ocupar o primeiro lugar, porque ela é a boca de Deus, é Deus falando. Não há como Deus ser tudo se a Bíblia não for tudo. Quando a Bíblia não ocupa o primeiro lugar, Deus também não ocupa, pois é por meio da Palavra que Deus se revela, fala e expressa a sua vontade.

A posição da pessoa em relação à Bíblia muda completamente. Ela não apenas lê a Bíblia, ela passa a viver a Bíblia. Abandona a religião vazia, abandona erros doutrinários, abandona heresias e rejeita tudo aquilo que contradiz a Palavra de Deus. Sua vida passa a ser moldada, governada e sustentada pela Escritura.

Assim, o pecado é eliminado porque a raiz agora é boa e não produzirá árvore má que produz mau fruto, que é o pecado. Ela produz inevitavelmente bom fruto, apenas bom fruto, porque a sua natureza foi transformada. (cf. Tito 1:15)


Conclusão e Apelo

Caro amigo leitor, a morte chega sem marcar hora. E quando ela chegar, o machado estará posto à raiz. A Palavra de Deus, que é o machado, cortará a árvore e a lançará no fogo, caso ainda esteja produzindo mau fruto, que é o pecado.

Essa é uma verdade inescapável. No inferno, muitos que rejeitam essa mensagem hoje passarão a aceitá-la, mas já será tarde. A Palavra de Deus não deixará de ser verdadeira porque foi rejeitada; ela continuará sendo verdade, mesmo quando for reconhecida apenas no juízo.

Esta mensagem é Deus lhe mostrando a verdade. A Palavra de Deus é a verdade, é a luz. Cabe a você decidir qual lugar ela ocupa em sua vida. Colocar a Bíblia — que é a boca de Deus — acima de tudo, é colocar o próprio Deus acima de tudo. Fora disso, não há relação real com Deus.

Deus jamais se submeterá a uma condição inferior à sua essência. Ele está acima de tudo.

Portanto, antes que a morte o encontre, antes que o machado o corte e o lance no fogo, abandone definitivamente o pecado, coloque Deus acima de tudo, colocando a sua Palavra como fundamento absoluto da sua vida, e passe a produzir os frutos que essa decisão inevitavelmente gera.

Ainda há tempo.

Depois, não haverá mais.



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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Richard ou Erik: Quem Está com a Razão?

 Richard ou Erik: Quem Está com a Razão?

Havia dois cientistas que trabalhavam no mesmo instituto e estudavam a mesma realidade.

Ambos dedicaram a vida à ciência, ambos dominavam métodos, cálculos e experimentos.

Mas divergiam profundamente sobre o que a ciência realmente era.

Um chamava-se Dr. Richard Coleman Presunsólios.

O outro, Dr. Erik Johansson Racionales.

Dr. Richard Coleman Presunsólios

Dr. Richard Coleman Presunsólios ensinava que a ciência era o alicerce da verdade.

Costumava afirmar com segurança:

— A ciência é objetiva, neutra e autossuficiente.

Ela é o fundamento do conhecimento.

O que não passa pelo método científico não pode ser considerado real.

Para ele, a ciência não apenas investigava a realidade —

ela definia o que podia existir.

Quando Dr. Erik Johansson Racionales observava que a ciência nasce do raciocínio humano,

Dr. Richard Coleman Presunsólios respondia prontamente:

— O homem pode falhar, mas o método científico corrige a falha humana.

A Contestação

Dr. Erik Johansson Racionales então respondeu:

— Mas quem cria o método é o próprio homem.

— Quem define os critérios do método é o homem.

— Quem aplica o método é o homem.

— E quem interpreta os resultados é o homem.

— Como algo produzido por um homem falho poderia corrigir completamente a falha daquele que o produziu?

— O método pode organizar, reduzir e controlar erros,

mas não pode transcender a limitação da razão humana da qual ele nasce.

Dr. Erik Johansson Racionales não negava o valor do método,

mas questionava a conclusão.

Ele dizia:

— A ciência é construída pelo raciocínio do homem,

e o homem é falho.

Logo, a ciência nasce limitada desde a sua origem.

Os Fundamentos Ocultos

Dr. Erik Johansson Racionales prosseguia:

— Além disso, a ciência não se sustenta sozinha.

Ela utiliza lógica, matemática, razão, causalidade, regularidade da natureza

e instrumentos de medição

que não são fundamentados cientificamente.

— Esses elementos são pressupostos aceitos previamente.

Sem eles, a ciência sequer começa.

Ainda assim, Dr. Richard Coleman Presunsólios tratava esses fundamentos

como se fossem verdades científicas absolutas,

quando na realidade eram condições assumidas, não demonstradas pela ciência.

A Mutabilidade

Dr. Erik Johansson Racionales lembrava:

— Ao longo da história, fatos considerados verdades científicas por séculos

foram revistos, corrigidos ou abandonados.

— Isso não aconteceu porque a realidade mudou,

mas porque o entendimento humano mudou.

Para ele, isso revelava algo essencial:

— A ciência é construída sobre o raciocínio humano,

e por isso é mutável.

A Diferença Essencial

Dr. Richard Coleman Presunsólios presumia que seus fundamentos eram verdadeiros

e os apresentava como verdades finais.

Dr. Erik Johansson Racionales também presumia,

mas não confundia presunção com verdade absoluta.

O erro de Dr. Richard Coleman Presunsólios não era usar pressupostos —

isso toda ciência faz.

O erro era ser presunçoso:

transformar pressupostos humanos, não científicos e mutáveis

em critério último da realidade.

Um defendia a ciência como fundamento da verdade.

O outro a reconhecia como uma presunção organizada de conhecimento,

útil, funcional, mas limitada.

E os anos se passaram. A ciência avançou, teorias foram revistas, métodos foram aprimorados. Um dia, como acontece com todos os homens, os dois cientistas morreram. Dr. Richard Coleman Presunsólios partiu sustentando suas certezas, convencido de que suas presunções eram verdades finais. Dr. Erik Johansson Racionales também partiu com pressupostos, pois todo homem os tem, mas sem confundi-los com a própria verdade. Enquanto um morreu defendendo aquilo que lhe dava segurança e status, o outro morreu consciente de seus limites, sem atropelar a verdade com suas convicções. Um viveu para afirmar; o outro viveu para buscar. E entre presumir possuir a verdade e não fechar os olhos para ela, estava toda a diferença entre os dois.

Reflexão 

Presunção e Verdade

Toda vida humana é construída sobre pressupostos.

O homem pensa, escolhe, decide e caminha com base naquilo que ele considera verdadeiro.

O problema não está em pressupor — isso é inevitável.

O problema está em transformar presunções humanas em verdade absoluta.

Tudo o que nasce do homem é limitado, porque o homem é falho.

Suas ideias, convicções, crenças pessoais e conclusões partem de uma mente finita, sujeita ao erro, ao engano e à autodefesa do próprio ego.

Quando o homem faz de suas presunções o fundamento da vida, ele não está caminhando na verdade, mas construindo uma realidade própria.

E uma realidade construída pelo homem pode até parecer coerente, confortável ou convincente — mas não deixa de ser presunção.

É exatamente por isso que a Escritura adverte:

Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.” (Provérbios 14:12)

A verdade, por definição, não pode nascer do que é falho.

Ela não pode depender de interpretações mutáveis, opiniões pessoais ou conveniências humanas.

A verdade precisa ser absoluta, estável e imutável.

Por isso, a verdade não vem do homem.

A verdade vem de Deus.

Mas afirmar que Deus é a verdade não é suficiente, se não houver uma revelação objetiva de quem Deus é e do que Ele quer.

Crer em Deus sem uma revelação clara é, na prática, o mesmo que não crer.

Um Deus que não se revela não orienta, não confronta, não transforma e não governa a vida.

É aqui que a Bíblia se torna essencial.

Ela não é uma coleção de opiniões religiosas, nem uma tradição cultural.

Ela é a revelação de Deus, o meio pelo qual a verdade se torna conhecida ao homem.

Sem essa revelação:

Deus vira uma ideia moldada pela mente humana

A fé vira sentimento

A verdade vira opinião

Com a revelação:

Deus fala

A verdade é definida

O homem é confrontado

Jesus não se apresentou como alguém que possuía a verdade.

Ele afirmou algo muito mais profundo:

Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6)

Quando o homem substitui a verdade revelada por presunções — ainda que bem-intencionadas — ele não apenas erra intelectualmente, ele se afasta da própria fonte da vida.

E uma vida afastada da verdade não termina em liberdade, mas em engano.

O engano pode até acompanhar o homem por toda a sua existência,

mas no fim, ele revela seu destino: a separação eterna de Deus.

Não porque a verdade falhou.

Mas porque ela foi rejeitada.

A questão final, portanto, não é intelectual.

É espiritual.

É existencial.

Sobre o que você está construindo a sua vida:

sobre presunções humanas ou sobre a verdade que vem de Deus?

Aqui o texto ficou exatamente como você orientou:

Nenhuma mudança de argumento

Nenhuma alteração estrutural

Apenas a inserção bíblica precisa, no ponto correto

Total coerência teológica, lógica e textual


Quando se Busca a Deus, mas Não se Abandona a Presunção

Há pessoas que buscam a Deus, leem a Bíblia, frequentam igrejas e estão inseridas no contexto cristão.

Ainda assim, permanecem presas à presunção.

Buscar a Deus não é o mesmo que optar pela verdade.

Estar no ambiente cristão não significa, necessariamente, estar submisso à verdade.

É aqui que surgem as diferenças doutrinárias dentro da própria igreja — as heresias, que geram conflitos, divisões e rupturas no corpo, não porque a verdade seja confusa ou contraditória, mas porque muitos não abandonaram a presunção.

Eles continuam colocando seus pressupostos, preferências e interesses acima daquilo que a verdade revela.

A parábola ilustra isso com clareza.

Richard representa aquele que constrói uma posição e passa a defendê-la, não porque ela foi confirmada pela verdade, mas porque ela lhe parece adequada, conveniente ou interessante.

Sua segurança não está na verdade em si, mas na coerência interna daquilo que ele presume.

Ele sustenta uma tese e a apresenta como se fosse definitiva.

É exatamente aqui que se aplica o princípio bíblico:

O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo.”   Provérbios 28:26

Erik, por outro lado, representa aquele que também parte de pressupostos — como todo homem — mas não se apega a eles.

Quando confrontado, ele não protege sua tese, mas protege a verdade.

Ele não força a realidade a se ajustar ao que pensa; ele ajusta seu pensamento à realidade.

Quando essa lógica é aplicada à vida espiritual, o contraste se torna evidente.

Muitos estão no meio cristão, falam de Deus e usam a Bíblia, mas se comportam como Richard.

Eles não se submetem totalmente à verdade; eles interpretam a verdade a partir daquilo que já decidiram crer.

Aceitam o que confirma sua posição e rejeitam o que a confronta.

Isso não é fidelidade à verdade.

É presunção religiosa.

O problema não é falta de fé, mas excesso de ego.

Não é ausência de Bíblia, mas falta de submissão.

Não é ignorância, mas resistência.

Essas pessoas não morreram para si mesmas.

Não morreram para a própria vontade.

Não morreram para o desejo de estar certas.

E sem essa morte, não há transformação real.

O verdadeiro cristão não é aquele que apenas busca a Deus,

mas aquele que abandona a presunção para permanecer fiel à verdade, custe o que custar.

É por isso que a verdade não se adapta ao homem.

É o homem que precisa ser moldado por ela.

E essa verdade não é um conceito abstrato, mas uma pessoa:

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.”   (João 8:12)

No fim, a pergunta da parábola deixa de ser apenas intelectual e se torna espiritual:

Você vive como Richard, defendendo aquilo que lhe parece correto?

Ou como Erik, disposto a abandonar qualquer presunção para permanecer fiel à verdade?

Porque fidelidade à verdade é, no fim, fidelidade a Cristo.

Há aqueles que não chegam à verdade porque não a buscam. Não buscam a reflexão. Vivem na superfície, satisfeitos com respostas que preservam o que já decidiram ser.

Outros até refletem, mas não o fazem de maneira honesta e verdadeira. Evitam encarar a si mesmos, seus erros, suas limitações, sua maldade e o seu pecado. Sua busca não é pela verdade, mas pela própria exaltação — pelo status, pela autopreservação e pela defesa do ego.

Enquanto o ego permanecer vivo, a verdade não pode ser alcançada. Qualquer traço do eu que ainda governe a vida já é suficiente para resistir à verdade. A verdade não se revela a quem tenta preservá-la ao lado da própria vontade. Ela só se revela onde houve morte.

Por isso o apóstolo Paulo declara:

Já não vivo eu, mas Cristo vive em mim…” (Gálatas 2:20)


Conclusão e Apelo

A verdade não nasce do homem.

A verdade procede de Deus.

Jesus Cristo é a verdade, e Seus ensinos estão revelados nas Escrituras.

Todo aquele que não coloca sua fé em Cristo e não se submete aos Seus ensinos, registrados na Bíblia, vive inevitavelmente na presunção e, portanto, no engano, afastado da verdade — ainda que se considere sincero, racional ou bem-intencionado.

O engano não começa, necessariamente, na negação explícita da verdade,

mas na substituição da verdade de Deus pelas próprias convicções humanas.

Quando o homem coloca sua vontade, seus critérios e seus interesses acima da revelação divina, ele deixa a verdade e passa a viver de presunções.

Por isso, o apelo é claro:

busque a verdade de todo o coração, sem reservas e sem negociações.

Quem busca a verdade honestamente chega a Cristo, porque Ele é a própria verdade.

E àqueles que já chegaram a Cristo, mas não abandonaram a presunção, o chamado é igualmente sério:

é necessário abandonar o orgulho, renunciar às próprias certezas e colocar a Palavra de Deus acima de tudo.

Acima da própria vontade.

Acima do dinheiro.

Acima dos desejos.

Acima dos prazeres.

Acima da reputação.

Acima de qualquer interesse pessoal.

Se a verdade de Deus revelada na Bíblia não ocupa o lugar supremo na vida do homem, então esse homem não está vivendo para Deus, ainda que use Seu nome.

A verdade não se ajusta ao homem.

É o homem que deve ser moldado por ela.

No fim, resta apenas uma decisão real:

permanecer na presunção ou submeter-se à verdade. Morrer para o eu e viver exclusivamente para conhecer e fazer a vontade de Cristo.

Morrer para o eu, para a própria vontade, e viver exclusivamente para conhecer e obedecer a vontade de Cristo.

Sem essa decisão, a verdade — que é Cristo — não se manifesta.

E a verdade que é Cristo não salvará a alma daquele que se recusa a morrer para si mesmo. 

Você vai morrer na presunção ou na verdade? Seja fiel a verdade, seja fiel a Jesus. 



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