domingo, 15 de fevereiro de 2026

A Presunção Que Mata

 

A Presunção Que Mata


📖 Texto base: Provérbios 3:7

"Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal."

Introdução

Existe um erro silencioso que acompanha o ser humano desde sempre: a presunção. Ela não se apresenta como fraqueza, mas como força. Não se manifesta como ignorância aparente, mas como falsa segurança.

A ignorância é proveniente do orgulho que o ser humano escolhe em detrimento da humildade. E essa escolha não é neutra. Ela determina direção, influencia decisões e produz consequências.

Muitos não percebem a gravidade dessa postura porque ela se disfarça de convicção. No entanto, quando o homem passa a confiar excessivamente em si mesmo, ele começa a se afastar da referência que deveria orientá-lo.

É sobre essa realidade que vamos tratar:

da raiz da presunção, do seu funcionamento na mente humana e das consequências que ela produz — especialmente quando o homem se torna sábio aos seus próprios olhos.

Se a humildade abre caminho para a verdade, a presunção fecha esse caminho. Compreender isso é vital.


Ponto 1 – A Raiz da Presunção: O Orgulho


Definição de Presunção

A presunção é um sentimento que nasce do orgulho.

É quando alguém fala a respeito do que não entende, defende aquilo que não é verdade e, assim, se opõe à própria verdade.

Não é apenas um erro de julgamento ou opinião: é uma postura que nasce da escolha de se colocar acima da referência divina e da verdade, criando justificativas próprias para validar o ego.

A Origem do Orgulho

O orgulho é a raiz da presunção. Ele é a opção por si próprio em detrimento de Deus, buscando exaltação própria e ignorando limites impostos pelo Criador.

Desde a criação, essa postura se manifestou. Um anjo de luz, chamado Lúcifer, escolheu a própria exaltação, colocando-se acima de Deus. Essa escolha é a essência do orgulho: colocar-se numa posição que não lhe pertence e afastar-se da ordem e da razão divina.

A Entrada do Mal na Humanidade

O orgulho de Lúcifer abriu caminho para que o mal se manifestasse na humanidade.

Adão e Eva, quando optaram pelo orgulho, escolheram agir segundo a própria vontade, rejeitando a orientação de Deus.

Com essa escolha:

O pecado entrou no mundo

A humanidade nasceu em condição de afastamento de Deus

O mundo passou a viver sob a influência do maligno

Essa condição gera um estado de engano e trevas no entendimento humano, tornando a mente suscetível à presunção e ao erro.

O Desenvolvimento da Presunção

A partir dessa raiz, a presunção surge como resultado natural do orgulho humano:

O homem não se submete à verdade

Ele cria suas próprias justificativas e interpretações

Busca status, reconhecimento ou segurança no próprio conhecimento

Fica cego para a realidade e para Deus, preso em seu próprio engano

A presunção, portanto, é uma extensão do orgulho: é o fruto do afastamento de Deus e da escolha de colocar-se como autoridade sobre a própria vida e entendimento.

Conclusão do Ponto 1

Em resumo, a presunção é quando alguém fala a respeito do que não entende, defende aquilo que não é verdade e se opõe a ela.

Essa definição sintetiza a manifestação do orgulho na humanidade e nos prepara para o próximo ponto: a rejeição da verdade, que é a consequência direta dessa postura.


Ponto 2 – A Rejeição da Verdade


Introdução do Ponto

A presunção, nascida do orgulho, conduz à rejeição da verdade.


Quando alguém se coloca como referência final do que é certo, ele fecha os olhos para a realidade, não apenas em questões espirituais, mas em qualquer decisão da vida.

A forma mais grave dessa rejeição se manifesta quando se trata da Palavra de Deus e da instrução espiritual recebida, pois é nesse momento que o coração é testado pelo temor e fidelidade a Deus.

Como a Rejeição se Manifesta

A pessoa não busca a verdade com interesse genuíno nem com desejo ardente de fidelidade a Deus.

Ela substitui a verdade por suas próprias opiniões ou convicções, construídas a partir da presunção.

Seus raciocínios são baseados em ilusões, desejos pessoais e conveniências, e não no discernimento e na luz da Palavra de Deus.

Isso acontece porque o orgulho se coloca acima do temor à Palavra, gerando falta de zelo, falta de submissão e ausência de reverência ao que Deus revelou.

💡 Exemplo prático realista:

Alguém ouve um ensinamento bíblico ou uma instrução de um irmão em Cristo. Em vez de submeter-se à verdade com humildade e temor a Deus, a pessoa opina, debate e rejeita o que foi dito, interpretando a Palavra para confirmar sua própria convicção, alimentada pelo ego e pelo orgulho.

Construção de Verdades Próprias

Como consequência da rejeição, a pessoa passa a construir suas próprias “verdades”:

Adapta os fatos e a Palavra de Deus àquilo que deseja acreditar, ignorando o que é correto.

Suas interpretações e julgamentos tornam-se subjetivos, medidos pelo ego e não pela verdade divina.

Essa construção gera heresia, falsos ensinos e confusão doutrinária, afastando a pessoa da comunhão e da ordem de Deus.

💡 Exemplo prático:

Alguém decide que determinado ensinamento “é correto” apenas porque combina com sua lógica pessoal ou conveniência, mesmo que a Escritura diga o contrário. Assim, cria uma “verdade própria” que o afasta da autoridade e do propósito de Deus.

Fundamento Espiritual da Presunção

A presunção se mantém porque o coração não está plenamente alinhado com Deus.

Ela não é apenas uma atitude intelectual ou emocional, mas um estado da alma que nasce do orgulho e da não submissão ao Senhor.

Enquanto a pessoa não colocar Deus acima de tudo,

Enquanto não morrer para o pecado, para o próprio ego e para o orgulho,

Enquanto não viver exclusivamente para a glória de Deus, a presunção continua ativa, porque o estado da alma não foi recriado em Cristo.

Somente quando o homem é transformado pela cruz, pelo sangue de Jesus e pela obediência ao Espírito, morrendo para o seu eu, para o orgulho e para o pecado, ele se torna uma nova criatura, e a presunção — fruto do orgulho — morre. 

Em resumo: a presunção é mantida pela condição do coração não regenerado, e sua destruição depende da submissão completa a Deus e da renovação da alma em Cristo. É sobre isso que vamos tratar no próximo ponto. 


Ponto 3 – A Necessidade de Destruir a Presunção

Introdução

A presunção, fruto do orgulho, não pode ser eliminada enquanto o coração estiver apegado à exaltação própria e à vontade do ego. Para superá-la, é necessário mudar a natureza do homem, permitindo que a luz e a verdade de Deus o alcancem.

Morte para o Orgulho

O orgulho é um sentimento que estrutura a natureza caída da humanidade e sustenta a própria estrutura do mundo para que o homem permaneça afastado de Deus.

O homem já nasce voltado para si mesmo, buscando sua própria glória, exaltação e uma suposta liberdade. Essa é a chamada presunção de liberdade, pois longe de Deus não existe liberdade verdadeira, nem verdade, nem justiça, nem algo bom.

O orgulho não é criado pelo homem, ele já faz parte da sua natureza caída e se mantém enquanto o coração não se submete a Deus, impedindo que a verdade, a justiça e a luz de Deus o alcancem.

A saída desse estado é a humildade, que não é apenas uma virtude moral, mas um modelo espiritual revelado por Jesus, que sendo Deus, se fez homem e humilhou a si mesmo, mostrando ao homem como se submeter à vontade de Deus e viver em alinhamento com a verdade divina.

O que a pessoa pensa, o que ela acha, o que ela quer acreditar, o que lhe é interessante já não tem mais valor. Tudo isso é substituído pela busca e aceitação irrevogável e insubstituível da verdade, pois a verdade é aquilo que Deus diz, e aquilo que Deus diz está infinitamente acima de tudo, porque Deus está acima de tudo na vida daquele que foi verdadeiramente regenerado pelo sangue de Jesus.

O orgulho não existe mais, a presunção foi eliminada, e o ser humano está liberto para ser plenamente alcançado pela verdade, agora ela é da verdade , ela é de Cristo. 

📌 Fundamento Bíblica da Mensagem


1) A Presunção e o Orgulho

Orgulho precede a ruína:

“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.” — Provérbios 16:18

Sábio aos seus próprios olhos:

“Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta‑te do mal.” — Provérbios 3:7

Quem se diz sábio se torna louco:

“Dizendo‑se sábios, tornaram‑se loucos…” — Romanos 1:22


2) A Rejeição da Verdade e Construção de “Verdades Próprias”

Rejeição da verdade e cegueira espiritual:

“…porque o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos…” — 2 Coríntios 4:4

Acumular mestres conforme seus desejos:

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, segundo os seus próprios desejos, ajuntarão para si… mestres…” — 2 Timóteo 4:3

Desviar os ouvidos da verdade:

“E desviarão os ouvidos da verdade…” — 2 Timóteo 4:4


3) O Orgulho e a Natureza Caída do Homem

O coração enganoso e corrupto:

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas…” — Jeremias 17:9


4) A Humildade — O Contrário da Presunção

Graça aos humildes:

“Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” — Tiago 4:6

“Humilhai‑vos, pois, sob a potente mão de Deus…” — 1 Pedro 5:6

Humildade em Cristo:

“…aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração…” — Mateus 11:29


5) O Sacrifício de Jesus e Novo Nascimento

Jesus como o Cordeiro de Deus:

“No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!’” — João 1:29

A morte e ressurreição libertam do pecado:

“Cristo nos libertou para que sejamos livres…” — Gálatas 5:1

Novo nascimento:

“…necessário vos é nascer de novo.” — João 3:7


6) O Homem Novo em Cristo

Morrer para si mesmo:

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.” — Gálatas 2:20

Renovar a mente:

“…e não vos conformeis com este mundo, mas transformai‑vos pela renovação do vosso entendimento…” — Romanos 12:2

Viver pela verdade:

“…conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” — João 8:32


📌 Apelo

Caro amigo leitor, o que você ouviu não é uma mensagem religiosa qualquer, algo que possa simplesmente ouvir e não inserir em sua vida. Esta é a verdade que define o seu destino eterno.

Você não pode continuar na presunção, confiando em si mesmo, no mundo, na religião, no diabo, nos seus desejos ou nas suas tradições. É preciso ouvir exclusivamente a Deus — a Palavra de Deus, que é Cristo, revelada nas Escrituras Sagradas da Bíblia.

Tome esta decisão em sua vida e coloque esta Palavra em prática enquanto ainda há tempo.



Digite no Google: Estudando a biblia com Pastor Rogerio. Acompanhe diariamente as mensagens de Deus. Compartilhe para que mais pessoas venham também ouvir a Deus. 

"Dica: Alguns celulares têm a opção ‘Áudio’, pelos três pontinhos no topo da tela, que permite ouvir e acompanhar a leitura do conteúdo do blog."





sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Maria e André

 

Maria e André

Maria tinha 19 anos. André, 24.

Era uma cidade pequena, dessas onde quase todo mundo se conhece pelo nome, onde as tardes têm cheiro de flores e as noites parecem mais estreladas do que em qualquer outro lugar do mundo.

No centro da cidade havia uma praça enorme. Com jardins bem cuidados, bancos de ferro pintados de branco, árvores antigas que faziam sombra fresca e, bem no meio, um chafariz — a água subia suave e caía em ondas delicadas, refletindo as luzes amareladas dos postes ao redor. À noite, a rádio da cidade tocava músicas românticas pelos alto-falantes espalhados pela praça. Era ali que as famílias passeavam, os idosos conversavam e os jovens se encontravam.

Foi ali que tudo começou.

Maria estava sentada com um grupo de amigas. Usava um vestido simples, azul-claro, que combinava com seus olhos atentos e sua postura recatada. Era tímida, doce, de fala baixa e sorriso discreto. Não era do tipo que chamava atenção pelo exagero, mas pela serenidade.

André chegou com alguns amigos. Alto, de olhar firme, mas sorriso gentil. Trabalhava desde cedo, era dedicado, educado, e havia nele uma sensibilidade rara. Não era apenas bonito — havia algo em sua postura que transmitia segurança e respeito.

Os olhares se cruzaram.

Não foi um olhar demorado. Foi rápido. Mas suficiente.

Maria desviou primeiro. André, porém, não conseguiu deixar de sorrir.

Um dos amigos de André, mais extrovertido, puxou conversa com o grupo das moças. Risadas surgiram, apresentações foram feitas, e logo os dois grupos estavam conversando como se já se conhecessem há tempos.

Era exatamente o que Maria e André queriam — uma oportunidade.

Eles começaram a conversar de maneira simples, natural. Falavam de assuntos diversos, do trabalho, dos estudos, das situações do dia, das histórias da cidade. Riam das pequenas coisas. Comentavam as músicas que tocavam na praça.

Tornaram-se amigos.

Pelo menos era assim que todos viam.

Mas, no coração, desde o primeiro olhar, já havia a ideia de algo maior. Não era declarado, não era assumido, mas estava ali. No fundo, no fundo, ambos tinham aquela sensação.

Continuaram se encontrando. Às vezes em grupo. Outras vezes, acabavam se afastando um pouco dos demais e ficavam sozinhos na praça, sentados próximos ao chafariz. Já pareciam um casal, mesmo antes de serem.

O namoro começou naturalmente.

André era atencioso. Gostava de estar perto dela. Fazia questão. Mandava flores — não grandes arranjos caros, mas flores escolhidas com cuidado. Deixava bilhetes simples, escritos à mão. Procurava sempre agradá-la com gestos discretos.

Ele pensava no futuro.

Começou a trabalhar com ainda mais dedicação. Estudava mais. Estava próximo de se formar e queria estruturar a vida, porque tinha em mente que queria casar com Maria. Não falava isso a todo momento, mas suas atitudes mostravam.

Formou-se.

O namoro avançou. As famílias já se conheciam bem. O respeito era evidente.

Casaram-se.

Um ano depois, já estavam na própria casa. Simples, mas organizada. Aos poucos foram prosperando. Maria foi parte essencial disso. Apoio, incentivo, equilíbrio. Com o apoio dela, André cresceu profissionalmente e tornou-se um excelente advogado, respeitado na cidade.

Viajaram algumas vezes. Fizeram planos. Construíram sonhos.

Vieram os filhos.

Maria engravidou. Tiveram o primeiro. Depois, o segundo. A rotina mudou completamente. A casa ficou cheia de vida, mas também de responsabilidades.

Os primeiros anos de casamento foram muito felizes. Havia carinho, parceria, admiração.

Mas, aos poucos, detalhes começaram a mudar.

Maria passou a dedicar quase todo o tempo às crianças. Entre cuidados, escola, casa, compromissos, foi deixando um pouco de lado o cuidado consigo mesma. Continuava bonita, mas já não tinha o mesmo tempo para se arrumar como antes.

André, por sua vez, mergulhou ainda mais no trabalho. O escritório exigia muito. Ele se envolvia com processos, clientes, responsabilidades. Às vezes saía com amigos para conversar depois do expediente.

Aquele romance intenso dos primeiros anos começou a esfriar.

Não houve traição. Não houve escândalos. André sempre foi fiel a Maria. Maria sempre foi fiel a André.

Mas a intensidade já não era a mesma.

As conversas passaram a girar em torno de contas, compromissos, problemas do dia a dia. Pequenos conflitos surgiam — nada grave, apenas diferenças, cansaço, desgaste.

O casamento se manteve.

Não havia grandes brigas. Também não havia mais aquela chama constante do início.

O amor esfriou. 

E assim, entre rotina, filhos e trabalho, os anos foram passando.

Eles continuaram casados por muitos anos. Unidos pela história, pelos filhos, pelo que construíram juntos.

Mas, em algum lugar da memória, ainda existia aquela praça, aquele chafariz… e o primeiro olhar que tinha sido suficiente para mudar tudo. Mas o amor....esfriou. 


Reflexão: A Aliança de Amor

A história de André e Maria é uma parábola que nos ensina sobre uma relação de amor necessária à vida de todos nós.

E não estamos falando de qualquer relação.

A relação de André e Maria é uma relação amorosa de um casamento. E esta relação que deve haver na vida de todos nós é exatamente uma relação de amor e de casamento, pois o amor leva ao casamento. André e Maria se casaram porque se amaram.

E a verdadeira relação de amor traz dentro de si uma relação de fidelidade. Quando duas pessoas se amam, elas são fiéis uma à outra. É uma relação de compromisso de vida a dois.

Além disso, o amor verdadeiro produz conhecimento. O amor entre André e Maria os levou a se aproximarem, a conversarem, a conviverem e, assim, a se conhecerem profundamente. O amor não é distante. Ele aproxima. Ele gera convivência. E a convivência gera conhecimento.

Da mesma forma, no casamento espiritual entre Cristo e a igreja, aquele que ama a Cristo se aproxima de Cristo, convive com Cristo, busca a sua presença e, portanto, passa a conhecê-lo. Não é um conhecimento superficial, mas um conhecimento que nasce da relação, da comunhão, da fidelidade.

Cristo, porém, já conhece a todos. Mas aquele que o ama demonstra esse amor permanecendo perto, ouvindo a sua voz e vivendo em aliança com Ele.

A Bíblia traz a história de um livro, o Cântico dos Cânticos, que apresenta o grande amor entre um homem e uma mulher. É a expressão de um amor profundo, exclusivo, intenso. Mas este amor também simboliza Cristo e a sua igreja, ou seja, aqueles que formam a sua igreja, aqueles que o amam e têm uma aliança com Ele.

A Escritura afirma:

Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.”

— Efésios 5:31-32

Perceba: o casamento é uma instituição divina, foi estabelecido por Deus e carrega em si um símbolo espiritual profundo.

Ele aponta para algo maior. Ele revela uma verdade espiritual. Ele expressa a relação entre Cristo e a igreja.

Assim como André e Maria entraram em uma aliança baseada em amor e fidelidade, assim também a relação com Deus é uma aliança. Não é apenas emoção. Não é apenas sentimento momentâneo. É compromisso.

O casamento exige exclusividade.

A aliança com Deus também.

O casamento exige fidelidade.

A aliança com Deus também.

O casamento começa com amor intenso, mas precisa ser sustentado por decisão diária.

A aliança com Deus também.

No casamento cristão, o marido é o cabeça do lar, é o provedor, é aquele que assume responsabilidade espiritual e material. E a mulher deve ser submissa ao marido, dentro da ordem estabelecida por Deus.

A Bíblia declara:

Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor.”

— Efésios 5:22

E também afirma:

Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela.”

— Efésios 5:25

Cristo é o exemplo perfeito do marido. Ele amou a sua igreja e se entregou por ela. Ele deu a sua vida. Ele proveu a nossa salvação. Ele é o provedor espiritual, porque proveu redenção.

A Escritura também declara:

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

— João 3:16

Assim como o marido deve amar sacrificialmente, Cristo já demonstrou esse amor. E assim como a esposa deve ser fiel e obediente ao marido, a igreja deve obedecer a Cristo.

É necessário fidelidade.

É necessário submissão à vontade de Deus.

É necessário amor que se prova por obediência.

Porque a verdadeira aliança exige amor, compromisso e fidelidade.

O Amor Esfriar e a Aliança Verdadeira

Uma verdadeira aliança é uma aliança de um amor verdadeiro. Sem compromisso, sem fidelidade, não há aliança.

Talvez essa história, se não houvesse um amor verdadeiro, não seria de um casamento; seria apenas um romance, um namoro, uma paixão amorosa. Mas o amor verdadeiro implica uma aliança de fidelidade. O casamento, na sua concepção divina, reflete uma relação de amor, acima de tudo, de amor verdadeiro.

Agora, este amor precisa ser alimentado. Se não há vigilância para manter as características de um casamento ou de uma relação de amor, o amor esfria. Na vida cristã, uma pessoa pode se entregar a Cristo, ter uma experiência sobrenatural com Ele, decidir segui‑lo, mas a aliança verdadeira com Deus — o “casamento” espiritual — só acontece dentro dos moldes da aliança de Deus.

No Velho Testamento, o povo de Israel era o povo de Deus, estava em aliança com Ele. Mas quando se desviou, quando quebrou os mandamentos e a vontade de Deus, foi chamado de adúltero. A falta de fidelidade que leva o povo a se afastar de Deus é uma forma de amor esfriar.

Da mesma forma, na vida cristã, quando a noiva — a igreja, ou cada crente — não permanece fiel ao Noivo, não mantém um relacionamento vivo e de adoração a Cristo, o amor esfria. Mas este amor frio não é o amor verdadeiro; não é o amor que salva; não é o amor que Cristo aceita; não é o amor que define a aliança.

A Bíblia alerta:

Por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará.”

— Mateus 24:12

Vemos que quem comete pecado ou iniquidade se afasta de Deus.

A Escritura também adverte claramente em Mateus:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres?

Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai‑vos de mim, vós que praticais iniquidade.”

— Mateus 7:21‑23

E a própria Bíblia define o pecado como iniquidade:

Qualquer que comete pecado também comete iniqüidade; porque o pecado é iniquidade.”

— 1 João 3:4

Nesta tradução, o pecado é claramente definido como iniquidade — isto é, rebeldia, transgressão da vontade de Deus. 

A iniquidade é a causa do amor esfriar, é a causa daqueles que não são fervorosos diante de Deus, é a causa daqueles que não vivem uma vida de abandono definitivo do pecado, uma vida de fidelidade completa a Deus. A iniquidade separa o homem de Deus, ainda que ele creia que esteja com Deus, como acreditava o povo de Israel desviado, mas alertado pelos profetas que eles não estavam com Deus e Deus não estava com eles.

O profeta Isaías declara:

Eis que a mão do Senhor não está encolhida para que não possa salvar, nem os seus ouvidos agravados para que não possa ouvir; mas os vossos pecados fazem separação entre vós e o vosso Deus, de maneira que não vos ouça.”

— Isaías 59:1‑2


Conclusão e Apelo: A Verdadeira Aliança de Amor

A história de André e Maria nos revela, de maneira clara, que o amor verdadeiro não é apenas sentimento, mas ação, compromisso e fidelidade diária. O amor sem cuidado se esfria; a negligência, ainda que sutil, corrói a relação. Assim como no casamento humano, a aliança com Deus exige vigilância constante, fidelidade e proximidade com Cristo.

O amor entre André e Maria se esfriou quando a rotina e os afazeres tomaram conta, e o cuidado mútuo deixou de ser prioridade. Na vida cristã, ocorre de forma similar: aqueles que não cultivam uma vida fervorosa e intensa com Deus vivem um amor frio, corrompido pela iniquidade, que é o pecado. A Bíblia afirma:

Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar‑te-ei da minha boca.”

— Apocalipse 3:16

Portanto, a lição é clara:

Não há salvação sem aliança com Cristo. O “casamento espiritual” só pode ser fundado em amor profundo. O amor verdadeiro gera fidelidade. Quem vive em pecado, por definição, não ama a Deus. A Escritura confirma:

Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. Mas quem guarda a sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus se manifesta. Aquele que me ama, guarda os meus mandamentos.”

— 1 João 2:4-5

Vigilância constante é necessária. Aqueles que fizeram aliança com Cristo devem proteger o amor e a fidelidade em suas vidas. As distrações do mundo, os anseios por coisas passageiras, podem desviar do propósito inicial: uma aliança de fidelidade a Cristo. Assim como a esposa deve viver para o marido, devemos viver para Cristo. A Escritura confirma:

Ele morreu por todos, para que os que vivem, não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.”

— 2 Coríntios 5:15

Maria representa a igreja, e André representa Cristo. Quando André propôs casamento a Maria, ofereceu-lhe uma aliança. Porém, se Maria não aceitasse essa proposta, mesmo com o desejo sincero de André, a aliança jamais se concretizaria. De forma semelhante, Deus está oferecendo a você uma aliança com Ele, um verdadeiro casamento espiritual. A pergunta é: você deseja ser a noiva de Cristo, a igreja que vive em fidelidade e compromisso com o Senhor?

Para que essa aliança se realize, é necessário viver em fidelidade a Deus, abandonando definitivamente o pecado. Um casamento verdadeiro não pode se sustentar em permissividade, nem em pequenas infidelidades ocasionais. Do mesmo modo, a verdadeira relação com Cristo exige fidelidade plena. Como a Bíblia declara:

Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça aumente? De modo nenhum. Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele?”

— Romanos 6:1‑2

Mais do que fidelidade, a aliança com Cristo demanda entrega total, dedicação exclusiva e uma vida fervorosa, sem permitir que o amor esfrie por causa da iniquidade. Amar a Deus implica servir, obedecer e permanecer vigilante, protegendo a aliança das distrações e seduções do mundo, assim como a esposa deve viver em devoção ao marido.

Você quer esta aliança com Cristo?

Diante de Ti, ó Pai, eu faço uma aliança com Cristo, uma aliança de fidelidade, em reconhecimento da autoridade de Cristo sobre a minha vida.

Te peço perdão por todos os meus pecados e declaro, diante de Ti, que seguirei a Cristo e as Suas palavras, conforme estão na Bíblia, custe o que custar, conhecendo e aplicando a Sua Palavra a cada dia em minha vida com fidelidade.

Declaro que o meu amor será fervoroso, e não permitirei que se desvie ou esfrie por causa da iniquidade, que é o pecado.

Recebe esta oração de todo o meu coração, em nome de Jesus. Amém.



Digite no Google: Estudando a biblia com Pastor Rogerio. Acompanhe diariamente as mensagens de Deus. Compartilhe para que mais pessoas venham também ouvir a Deus. 

"Dica: Alguns celulares têm a opção ‘Áudio’, pelos três pontinhos no topo da tela, que permite ouvir e acompanhar a leitura do conteúdo do blog."

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

A Bíblia Diz Quem É Filho de Deus


A Bíblia Diz Quem É Filho de Deus


Versículo básico

Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai…”

(João 8:44 – ARC)


Introdução

Você não é filho de Deus, caso não compreenda e não pratique o conteúdo desta mensagem.

Muitas pessoas acreditam que todos são filhos de Deus.

Outras acreditam que nem todos são, mas que elas certamente seriam.

Porém, não é a opinião humana que define filiação espiritual.

É a Bíblia.

É Jesus, por meio da Sua Palavra revelada nas Escrituras, quem declara quem realmente é filho de Deus.

Este é um assunto de extrema importância. Não se trata de religião, tradição ou sentimento. Trata-se de destino eterno, de verdade espiritual, de vida ou condenação.

Muitos oram dizendo:

“Ó Deus, meu Pai.”

“Pai nosso.”

Contudo, não são filhos de Deus.

Erram por desconhecer a verdade, por negligenciá-la, por buscar enganar-se a si mesmos.

E esta mensagem trará entendimento àqueles que refletirem com honestidade.


Ponto 1 – Duas filiações e suas origens

Adão e Eva: filhos de Deus na sua origem

“E Enos gerou a Sete; Sete gerou a Noé; e Noé gerou a Sem; e Sem gerou a Arfaxade… de Adão, de Deus.”

(Lucas 3:38 – ARC)

A Bíblia afirma claramente: Adão e Eva foram chamados filhos de Deus na sua origem. Eles foram criados à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26-27), com a natureza de Deus, capazes de refletir o caráter do Pai, obedecer e exercer domínio sobre a criação.

O que é fundamental entender aqui é a semente: Adão e Eva foram criados pela Palavra de Deus. Essa Palavra é a semente que gera vida, caráter e natureza divina. Ou seja, eles tinham a semente de Deus dentro de si, que determinava sua filiação a Deus e a sua natureza.

Portanto, na sua origem, Adão e Eva eram filhos de Deus, com a natureza do Pai e a semente de Deus atuando dentro deles.

A mudança da natureza e a segunda filiação

Mas existe outra filiação, totalmente diferente. Jesus disse:

Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.”           (João 8:44 – ARC)

Quando Adão e Eva negligenciaram a Palavra de Deus, eles receberam a palavra do diabo. Ou seja, a semente do diabo entrou em seus corações, e a natureza deles mudou. A humanidade passou a nascer com a natureza caída, refletindo o caráter do diabo.

O filho reflete a natureza do pai:

Adão e Eva começaram com a natureza de Deus — filhos de Deus, gerados pela semente de Deus.

Depois da desobediência, a humanidade passou a ter a natureza do diabo — filhos do diabo, gerados pela semente do diabo.

Portanto, toda a humanidade nasce na filiação do diabo, até que alguém receba Jesus e a semente de Deus seja novamente plantada, restaurando a filiação a Deus.

Resumo 

Filhos de Deus na origem — Adão e Eva, criados com a natureza de Deus e a semente de Deus, em comunhão com Ele.

Filhos do diabo — toda a humanidade nasce com a natureza caída, gerada pela semente do diabo, até receber Jesus e ser restaurada à filiação divina.

A Bíblia é clara: quem você é espiritualmente depende da semente que você carrega dentro de si e de quem você escolhe ouvir e obedecer.


Ponto 2 – Tornando-se filho de Deus: recebendo Jesus

Todas as pessoas precisam se tornar filhos de Deus

Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome.”      (João 1:12 – ARC)

A Bíblia é clara: nenhuma pessoa nasce filha de Deus. Toda a humanidade nasce na filiação do diabo, com natureza caída, e só se torna filho de Deus quando recebe Jesus.

Quem não recebe Jesus está condenado, e continuará enganado espiritualmente. Até mesmo crianças que nascem em lar de pais que são filhos de Deus são levadas a Jesus pelos pais, mas quando atingirem maturidade, precisarão escolher individualmente recebê-lo.

O que significa receber Jesus?

No contexto de João 1:11-12, Jesus diz:

Veio para os seus, e os seus não o receberam. Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.”            (João 1:11-12 – ARC)

Aqui, “os seus” se refere ao povo judeu, que foi escolhido por Deus, mas não recebeu Jesus como Deus.

Receber Jesus significa:

Aceitá-lo como Deus, o Salvador prometido.

Reconhecer que Ele veio para salvar a humanidade, cumprindo todas as profecias.

A Bíblia já apontava para Jesus como Deus e Salvador:

Isaías 7:14 – “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.” (Deus conosco)

Isaías 9:6 – “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”

Miquéias 5:2 – O Messias viria de Belém, Deus Salvador.

Hoje, cada pessoa precisa receber Jesus como Deus que veio salvar, não apenas como homem.

Implicações de receber Jesus

Receber Jesus não é uma ação declaratória apenas; é uma declaração de vida, uma vida que reflete a fé e a obediência a Ele em atitudes, escolhas e comportamento.

Primeiro, aceitar o sacrifício de Jesus é se colocar sob a salvação que Ele trouxe. Aceitar Jesus como Salvador significa reconhecer que só há salvação por meio dele e pelo abandono do pecado, pois o pecado foi a causa da morte de Jesus e a causa da condenação do homem. Portanto, continuar no pecado seria continuar na condenação.

Segundo, submeter-se totalmente a Jesus como Deus, “como Senhor”, significa reconhecer a Sua autoridade sobre a sua vida, vivendo submisso à sua vontade, buscando conhecê-la e aplicá-la diariamente.

Quem realmente recebe Jesus passa a ter a natureza de Deus, uma natureza santa:

Sede santos, porque eu sou santo.”                      (1 Pedro 1:16 – ARC)

Essa natureza liberta do pecado, pois Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo:

No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”       (João 1:29 – ARC)

Ora, se Jesus não tirou o pecado da sua vida, você ainda não o recebeu de verdade.


Ponto 3 – Batismo nas águas e a relação com a nova filiação

Receber Jesus como Senhor e Salvador, abandonando o pecado e decidindo reconhecer Deus na sua vida, vivendo para conhecer e fazer a Sua vontade com fidelidade, produz um novo nascimento.

Jesus deixa isso claro em João 3:3-6:

“Respondendo Jesus, disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.

Nicodemos disse-lhe: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, entrar outra vez no ventre de sua mãe e nascer?

Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.

O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito.”

(João 3:3-6 – ARC)

Jesus está dizendo claramente que o novo nascimento não é físico, mas espiritual. O nascimento físico nos traz à vida com uma natureza caída, afastada de Deus, filhos do diabo. Somente recebendo Jesus como Senhor e Salvador, submetendo-se à Sua autoridade, é que o homem se torna realmente filho de Deus.

Essa submissão ao Senhor, como Aquele que manda na vida, implica fidelidade, santidade e abandono do pecado. A nova filiação é marcada pelo fato de que Jesus é o Cordeiro que tira o pecado do mundo (João 1:29).

O apóstolo Paulo explica que, por meio dessa entrega e obediência, a pessoa morre para o pecado que a tornava filho do diabo:

Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?

Fomos, pois, sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressuscitou dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.”

(Romanos 6:3-4 – ARC)

Isso está em perfeita consonância com João 3:36:

“Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”

(João 3:36 – ARC)

Paulo ainda declara:

“Porque outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz.”

(Efésios 5:8 – ARC)

O arrependimento dos pecados, a decisão de abandonar o pecado e receber Jesus como Deus e Senhor, marca o novo nascimento. O batismo nas águas é a expressão visível desse novo nascimento:

A pessoa é enterrada nas águas, simbolizando a morte para o pecado.

Ao emergir, ela ressurge como nova criatura, agora lavada e liberta do pecado.

Como Paulo explica novamente em Romanos:

Fomos, pois, sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressuscitou dentre os mortos, assim também andemos nós em novidade de vida.”

(Romanos 6:4 – ARC)

O batismo nas águas, portanto, não é apenas um ritual, mas o ato que simboliza e confirma a entrada da pessoa no Reino de Deus, a passagem da filiação do diabo para a filiação de Deus, por meio do novo nascimento espiritual em Cristo.

Jesus disse: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Marcos 16:15-16). 

Vejamos, o entendimento do evangelho é o que a Bíblia chama de crer, porque só crer de verdade quem entende. Se alguém crer em algo que não compreende, não está crendo na verdade. O batismo, portanto, está sempre ligado ao crer e à obediência. Alguém só pode ser batizado se entender o significado do novo nascimento, porque o batismo representa essa nova filiação. Quem não entende, não é batizado. Mas também existem aqueles que se batizam sem entender; nesse caso, mesmo tendo passado pela água, não houve nova filiação, porque sem entendimento não existe fé verdadeira. Por isso, para ser salvo, é necessário que a pessoa entenda o evangelho e se batize. O batismo é a expressão concreta da obediência à ordenança de Deus, e quem não se batiza está deixando de cumprir o que Deus mandou, permanecendo na condição de pecado e sem a nova filiação.

🔹 Conclusão e Apelo 

Caro leitor, agora é o momento de confrontar a sua própria vida. Qual é a sua filiação espiritual?

Talvez você acredite que já recebeu Jesus. Talvez você participe de cultos, leia a Bíblia, ore, estude a Palavra ou até pregue o evangelho. Todas essas são práticas legítimas de um cristão e fazem parte da vida daquele que quer seguir a Deus.

Mas atenção: praticar essas ações não garante que você nasceu de novo ou se tornou verdadeiramente filho de Deus. Para isso, é preciso uma decisão séria e definitiva diante de Deus.

Se você não abandonar o pecado definitivamente, se ainda alimentar o orgulho e buscar glória para si mesmo, se ainda não vive uma vida de transformação, santificação, temor da Palavra e fidelidade a Deus, você não nasceu de novo.

E este é o ponto crítico: se você não tomar esta decisão agora, se não reconhecer esta verdade e aplicá-la em sua vida, você se decepcionará no último dia. Não haverá mais volta. Não será possível apenas acreditar na Palavra de Deus depois e colocá-la em prática.

O destino eterno daqueles que rejeitam esta verdade será terrível. O tormento e o terror serão eternos. A vida pode acabar a qualquer momento, e você precisa levar a sério a realidade de que o destino da sua alma depende da sua decisão hoje.

Portanto, se você ainda não foi batizado, lembre-se: o batismo é a demonstração do entendimento da filiação a Deus mediante o verdadeiro recebimento de Jesus, gerando uma nova natureza — não mais uma natureza caída e pecadora, mas uma natureza de Deus, santa, fiel e liberta do pecado.

Se você já foi batizado, mas o fez sem compreender esta realidade, não é necessário ser batizado novamente, mas é preciso reconhecer esta verdade e colocá-la em prática na sua vida.

Decida agora, pois amanhã pode ser tarde demais.



Digite no Google: Estudando a biblia com Pastor Rogerio. Acompanhe diariamente as mensagens de Deus. Compartilhe para que mais pessoas venham também ouvir a Deus. 

"Dica: Alguns celulares têm a opção ‘Áudio’, pelos três pontinhos no topo da tela, que permite ouvir e acompanhar a leitura do conteúdo do blog."

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

A LOUCURA EXTREMA É VIVER COMO SE A MORTE NÃO VIESSE AMANHÃ

 

A LOUCURA EXTREMA É VIVER COMO SE A MORTE NÃO VIESSE AMANHÃ

Versículo base:

“Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”

— Lucas 12:20


🔴 INTRODUÇÃO

Este texto trata de um assunto que muitos evitam: a morte e o destino eterno da alma.

Evitar ouvir e refletir profundamente sobre o que Deus diz na Bíblia a respeito da morte, do juízo e da vida eterna é loucura. Essa atitude é característica natural do ser humano sem vida espiritual, isto é, do mundo.

A gravidade desse tema é absoluta.

Porque a morte pode acontecer a qualquer momento.

E porque, depois dela, não existe mais possibilidade de mudança.

O que Deus revelou sobre o destino eterno da alma não pode ser revisto após a morte. As consequências são definitivas, eternas e irreversíveis.

Por isso, não ouvir, não refletir profundamente e não levar a sério o que será tratado neste texto é agir na loucura do mundo. Não é um simples descuido. É uma declaração de loucura que será lamentada eternamente no inferno.

Portanto, ouça.

Reflita.

Preste atenção no que Deus vai lhe falar.


🔴 PONTO 1 — A IMPREVISIBILIDADE DA MORTE

A morte é imprevisível.

Essa é uma verdade simples, objetiva e incontestável. Mesmo assim, ela não está viva na mente da maioria das pessoas.

A morte chega sem avisar independentemente da idade, da saúde, da segurança , do dinheiro ou qualquer outra condição. 

O ser humano natural, moldado pelo mundo — e o mundo é louco — não consegue manter essa verdade ativa no entendimento. Não porque ela não seja clara, mas porque a mente humana, dominada pelo sistema do mundo, é constantemente afetada por forças espirituais do mal que trabalham para neutralizar o impacto dessa realidade.

Se a verdade de que se pode morrer a qualquer momento estivesse realmente viva na mente das pessoas, a vida delas seria outra. Valores mudariam. Prioridades mudariam. Projetos seriam revistos. A maneira de viver seria profundamente diferente.

O problema é que muitas verdades são apenas declaradas, mas não são vividas. Há uma enorme distância entre dizer que acredita em algo e agir como alguém que realmente entendeu.

É como se alguém dissesse:

“Daqui a dois minutos, uma bomba vai explodir exatamente onde estamos.”

A pessoa pode até responder:

“Eu acredito em você. Isso é verdade.”

Mas, se ela continua parada no mesmo lugar, sem fugir e sem alertar os outros, fica claro que essa verdade não está viva nela. Se estivesse, sua atitude seria imediata e radical. Ela fugiria o mais rápido possível e tentaria salvar quem estivesse ao redor.

Da mesma forma, a verdade da imprevisibilidade da morte é conhecida, repetida e até aceita, mas não é vivida. E isso revela não falta de informação, mas cegueira, entorpecimento espiritual e a loucura característica do mundo.

🔴 PONTO 2 — COMO VIVE QUEM REALMENTE SABE QUE PODE MORRER A QUALQUER MOMENTO

Reconhecer, na prática, a verdade de que se pode morrer a qualquer momento é uma atitude racional. É um comportamento que foge à loucura que domina o mundo.

Porque o comportamento traduz, na prática, aquilo que realmente se crê e se entende.

Quem vive como se não fosse morrer amanhã demonstra que essa verdade não está viva em sua mente. Vive como se a morte fosse sempre um evento distante, improvável, quase inexistente.

Na prática, a mente dessa pessoa está distante do concebimento da realidade da morte iminente.

Ela pode até dizer: “podemos morrer a qualquer hora”.

Mas, no fundo do coração e no entendimento real, essa possibilidade está longe. Se estivesse próxima, se fosse realmente compreendida, o modo de viver seria outro.

A partir disso, é necessário tratar do comportamento de quem realmente entende essa verdade. A primeira consequência é clara: essa pessoa avaliaria a própria vida.

Ela olharia para si mesma. Para suas escolhas. Para seus caminhos. Para a forma como viveu diante de Deus. Essa avaliação não seria automática nem superficial. E aqui surge uma divisão inevitável.

Alguns, ao se avaliarem, sentiriam o peso real dos seus pecados. Reconheceriam culpa, erro e responsabilidade diante de Deus. Outros, porém, não sentiriam esse peso. Não porque estejam bem, mas porque continuam espiritualmente cegos.

Há pessoas que morrerão sem salvação exatamente por isso: não se avaliam. Continuam vivendo como se a morte não fosse iminente, como se essa realidade nunca fosse chegar a elas.

Há outras que até tentam fazer uma análise da própria vida, mas o estado espiritual em que se encontram impede uma avaliação verdadeira. A análise existe, mas não é honesta, não é justa, não é profunda. Falta temor. Falta verdade. Falta uma posição correta diante de Deus.

Assim, mesmo refletindo, continuam enganadas.

E o engano, nesse caso, não é intelectual — é espiritual.

Dessa reflexão decorre o segundo comportamento de quem realmente sabe que pode morrer a qualquer momento: a mudança de foco na vida e na relação com Deus.

Essa pessoa deixaria de lado, imediatamente, a maneira comum de viver. Dinheiro, prazeres, projetos terrenos, pessoas, status, rotina secular — tudo isso perderia centralidade. Essas coisas simplesmente não ocupariam mais a mente como antes.

O foco se voltaria para Deus.

Para o conhecimento de Deus.

Para a vontade de Deus.

Diante da possibilidade real da morte iminente, essa pessoa se abriria para conhecer o que Deus realmente diz, não o que é confortável, não o que agrada, não o que confirma seus desejos, que massageia o seu ego, mas a verdade.

Mas outras não.

Outras, ainda que buscassem a Deus e se desligassem das coisas do mundo, continuariam enganadas. E não por falta de busca, mas por causa de uma posição incorreta diante de Deus e de Sua vontade.


🔴 PONTO 3 — A POSIÇÃO CORRETA DIANTE DE DEUS E DE SUA VONTADE

Para alcançar a vida eterna, é indispensável uma posição correta diante de Deus e de Sua vontade.

Sem isso, o engano se faz presente, a ilusão domina, a avaliação da própria vida se torna incorreta, a busca por Deus e por Sua vontade acontece de forma errada e o resultado final é a decepção eterna.

A posição correta diante de Deus começa por um princípio absoluto: colocar Deus acima de tudo.

Não de forma apenas declaratória, verbal ou religiosa, como aqueles que dizem que podem morrer a qualquer momento, mas na prática não vivem como se fossem morrer amanhã.

Colocar Deus acima de tudo é colocar a Sua vontade acima de tudo.

Essa é a posição correta diante de Deus e de Sua vontade.

Essa disposição interior é o que torna possível o verdadeiro conhecimento da verdade.

E é a verdade que liberta do engano, do pecado e do juízo, que é a condenação eterna.

Quando essa disposição é real, ela conduz inevitavelmente a Jesus Cristo, conduz ao entendimento do sacrifício da cruz, produz gratidão verdadeira, e esse reconhecimento se manifesta de forma prática no abandono definitivo do pecado.

Em consequência desse conhecimento da verdade, a pessoa também é liberta do orgulho, que é a fonte de todo mal. Ela deixa de se exaltar, deixa de buscar honra para si e reconhece que toda honra pertence a Deus. 

Essa libertação do orgulho faz com que a pessoa passe a viver para transformar a própria vida, para a santificação. Trata-se de uma mudança constante, movida pela ausência do orgulho que antes encobria o seu estado de miséria, impossibilitando o arrependimento dos pecados e uma vida real de transformação e de santidade.

🛑 CONCLUSÃO E APELO

A morte é possível a qualquer instante. Hoje, agora, neste momento, você pode ser chamado a prestar contas a Deus. Essa é uma realidade que não pode ser ignorada.

Todas as coisas deste mundo — dinheiro, prazeres, status, projetos — são refugo diante da necessidade urgente de viver para conhecer e fazer a vontade de Deus. Nada deve ter mais valor.

A Bíblia, a Palavra de Deus, revela o sacrifício de Jesus e mostra a necessidade imediata de abandonar o pecado. Tenha dentro de si o desejo ardente de reconhecer o que está errado, o pecado, o que é impuro, a rebelião e a ignorância em sua vida — imediatamente. Reconheça tudo isso sem se defender, sem se exaltar, sem enganar a si mesmo, sem exaltar o ego, estando morto para o orgulho e abandone imediatamente.

A vida de fidelidade absoluta a Deus, santidade total e entrega completa é a posição que você precisa ter para alcançar a vida eterna. Morte para o pecado, morte para o orgulho, para a sua exaltação, para a sua própria vontade e vida exclusiva para glorificar a Deus, conhecer e fazer a sua vontade revelada na Bíblia.

Não queira estar no inferno, lamentando eternamente que reconhecia de boca que poderia morrer a qualquer instante, mas não viveu — sem viver verdadeiramente esta realidade. Pelo contrário, viva como se fosse morrer amanhã. Viva para conhecer e fazer a vontade de Deus como o fundamento da sua vida, sendo fiel a ela, custe o que custar. E isso como a única coisa importante nesta vida passageira. E assim, tenha a vida eterna.


📖 FUNDAMENTOS BÍBLICOS

Imprevisibilidade da morte e a vida como um sopro:

"E agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, passaremos um ano ali, negociaremos e teremos lucro; vós que não sabeis o que acontecerá amanhã. Pois, que é a vossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se desvanece."— Tiago 4:13-14

Reconhecimento da morte e prestação de contas:

"Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?" — Lucas 12:20

Necessidade de avaliação pessoal, arrependimento e abandono do pecado:

"Examinai-vos a vós mesmos, se estais na fé; provai-vos a vós mesmos." — 2 Coríntios 13:5

"Mas, se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça."  — 1 João 1:9

"Mas, se dissermos que não temos pecado, fazemos de Deus mentiroso, e a sua palavra não está em nós."  — 1 João 1:10

Morte para o orgulho e exaltação própria:

"Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes."

— Tiago 4:6

Foco em Deus e fidelidade à Sua vontade:

"Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."

— Mateus 6:33

Fidelidade absoluta a Deus e santidade total (morte para o pecado):

"Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele?"

— Romanos 6:2

Vida eterna através da obediência ao Filho:

"Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus."

— João 3:36

Recompensa da fidelidade até a morte:

"Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida."

— Apocalipse 2:10

Sede santos, buscar santificação e paz:

"Sede santos, porque eu sou santo."

— 1 Pedro 1:16

"Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor."

— Hebreus 12:14

Estejamos preparados para a morte. 

Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela se vê o fim de todos os homens; e os vivos o aplicam ao seu coração.”

(Eclesiastes 7:2 – Almeida Revista e Corrigida)

“Naqueles dias adoeceu Ezequias de morte; e o profeta Isaías, filho de Amoz, veio a ele e lhe disse: Assim diz o Senhor: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás.”

(2 Reis 20:1 – Almeida Revista e Corrigida)



Digite no Google: Estudando a biblia com Pastor Rogerio. Acompanhe diariamente as mensagens de Deus. Compartilhe para que mais pessoas venham também ouvir a Deus. 

"Dica: Alguns celulares têm a opção ‘Áudio’, pelos três pontinhos no topo da tela, que permite ouvir e acompanhar a leitura do conteúdo do blog."

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

O Grande Muro


O Grande Muro.

Havia um tempo em que existia apenas um reino.

Um país inteiro, íntegro, próspero e alegre. Suas leis eram justas, seu povo vivia em segurança, e o rei governava com verdade. Ali havia vida, propósito e ordem. Nada faltava.

Mas surgiram homens maus.

Não vieram como inimigos declarados, e sim como salvadores aparentes. Usaram engano, corrupção e falsas promessas. Pouco a pouco, tomaram parte do território e dividiram o país. Assim, onde antes havia um só reino, passaram a existir dois.

Entre eles, os rebeldes construíram algo novo.

Não levantaram um muro estreito e simples, mas um muro largo e alto, tão largo que parecia uma grande área. No topo desse muro havia caminhos, mirantes, jardins e construções belas. De cima, a vista era impressionante: era possível enxergar os dois lados do país. O lugar parecia seguro, agradável e até nobre.

Os rebeldes o chamavam de área comum.

Diziam que não pertencia a nenhum dos reinos.

— “Aqui é neutro”, proclamavam.

— “Aqui não há extremismos.”

— “Aqui todos podem conviver.”

Construíram ali espaços de descanso, diversão e contemplação. Tudo foi pensado para que as pessoas quisessem permanecer. Era um lugar onde o tempo passava sem ser percebido, onde a consciência se acalmava e as decisões eram adiadas.

O rei do reino verdadeiro, porém, nunca reconheceu aquele lugar como neutro. Sabia que o muro havia sido construído pelos invasores e que, apesar da aparência bela, fazia parte do domínio rebelde. Por isso, alertava seu povo:

— “Não permaneçam ali.”

— “Não se assenteis no muro.”

— “Voltem para o reino.”

Mesmo assim, muitos começaram a frequentar o lugar.

Alguns iam apenas por curiosidade.

Subiam rapidamente, olhavam a vista e voltavam, dizendo:

— “Não há problema, fiquei pouco tempo.”

Outros passavam horas sobre o muro.

Gostavam da paisagem, da sensação de estar acima, do conforto de não precisar escolher. Diziam:

— “Não estou do lado de lá.”

— “Também não abandonei o reino.”

Havia aqueles que, do alto do muro, desciam para visitar a cidade rebelde e depois retornavam. Achavam que isso não tinha consequências. E havia os que, pouco a pouco, deixavam de voltar, atravessando definitivamente para o outro lado.

Também existiam os que abandonaram o reino de vez.

Desceram do território verdadeiro, subiram o muro e seguiram para a cidade dos rebeldes, convencidos de que haviam encontrado algo melhor.

A verdade era simples, embora muitos se recusassem a aceitá-la:

ninguém permanecia no muro por acaso.

Cada passo, cada permanência, cada visita moldava o coração.

O reino verdadeiro, desde o dia da divisão, aguardava o tempo da retomada. Nunca desistira. O rei era paciente, mas justo. E o dia chegou.

Quando a guerra começou, foi rápida e decisiva. O reino avançou para retomar tudo o que lhe pertencia. As defesas dos rebeldes caíram, e a falsa neutralidade foi desfeita.

O muro foi tomado junto com o território inimigo.

E então ficou claro o que sempre foi verdade: aqueles que estavam sobre o muro foram considerados do lado de quem o construiu. Não importava o que diziam. 

Não importava de onde vinham. Importava onde estavam quando o rei chegou. Os que haviam permanecido no reino foram preservados.

Os que atravessaram, colheram sua escolha.

E os que insistiram em viver no meio descobriram, tarde demais, que o meio nunca foi neutro.

Pois em tempos de guerra, o muro não é abrigo — é território inimigo. E assim o reino foi restaurado,e a verdade se revelou:

 Ou se vive inteiramente no reino de verdade, ou se permanece, mesmo sem perceber, sob o domínio do inimigo. 


🌿 REFLEXÃO — Leia com atenção

Amigo leitor,

esta parábola não é apenas uma história para ser considerada. Ela é uma forma clara e direta de Deus falar com você sobre algo essencial: a sua posição espiritual hoje e o seu destino eterno. Parábolas revelam verdades que não admitem neutralidade, e esta revela uma realidade que muitos preferem ignorar.

Os dois países da parábola representam duas realidades espirituais:

de um lado, aqueles que pertencem ao Reino de Deus;

do outro, aqueles que vivem em rebeldia contra Deus, nas trevas.

A questão central, porém, não são apenas os dois lados, mas o muro.

O muro representa a posição de pessoas que se declaram pertencentes ao Reino de Deus, mas não vivem completamente separadas do mundo. São pessoas que professam fé, falam de Deus, usam linguagem espiritual, mas permanecem em um lugar que, embora pareça neutro, não pertence ao Reino.

E aqui está a verdade que precisa ser dita com clareza:

👉 o muro nunca pertenceu ao Reino de Deus.

Ele foi construído pelo inimigo, sustentado pelo engano e adornado para parecer seguro.

A Palavra de Deus é objetiva:

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há” (1 João 2:15).

Muitos que estavam sobre o muro negavam o pecado. Diziam:

— “Isso não é pecado.”

— “Deus é amor.”

— “Liberdade.”

— “Não precisamos ser tão rígidos.”

Mas o pecado não deixa de ser pecado porque alguém o nega.

“O pecado é a transgressão da lei” (1 João 3:4).

Chamá-lo de virtude não o purifica. Apenas cega a consciência.

“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem chamam mal” (Isaías 5:20).

Esses mesmos, muitas vezes, combatiam a verdade usando argumentos emocionais: amor, amizade, convivência, tolerância. Contudo, a Escritura é clara:

“O amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade” (1 Coríntios 13:6).

A santidade que Deus requer não é parcial.

“Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1:16).

Por isso, a ordem divina permanece inalterada:

“Saí do meio deles e separai-vos” (2 Coríntios 6:17).

Quem permanece no muro não obedeceu completamente.

E quem não obedece completamente, já se afastou do Reino, ainda que continue usando o nome de Deus.

Quando o Rei retorna, intenções não serão avaliadas, mas posições.

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus” (Mateus 7:21).

O destino eterno daqueles que não se ausentaram completamente é advertido de forma severa:

“Porque és morno… estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (Apocalipse 3:16).

Cristo não chama pessoas para o muro.

Ele chama para seguimento, fidelidade e renúncia.

“Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim” (Mateus 10:38).

A parábola do Muro confronta cada leitor com uma pergunta inevitável:

onde você está?

Porque no dia da retomada, não haverá muro,

não haverá meio,

não haverá desculpas.

“Quem pratica a justiça é justo… quem pratica o pecado é do diabo” (1 João 3:7–8).

🔚 CONCLUSÃO —  A ESCOLHA

O que esta parábola revela de forma clara, direta e incontornável é isto: é necessário amor e fidelidade ao Reino de Deus. Não um amor teórico, emocional ou religioso, mas um amor que governa o coração, orienta as escolhas e define o modo de viver.

Quanto maior é o amor pelo Reino de Deus, mais distante a pessoa se torna do mundo, de seu sistema, de seus valores e de suas seduções.

“Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6:21).

O problema do muro é justamente a ausência desse amor pleno. Quem ama pouco o Reino, tolera o mundo. Quem ama pouco a verdade, relativiza o pecado. Quem ama pouco a Deus, aceita viver dividido.

A parábola do muro é análoga à história da mulher de Ló.

Ela saiu fisicamente de Sodoma, caminhava com Ló e com os anjos — assim como muitos hoje caminham com a Bíblia, frequentam ambientes religiosos e convivem com a verdade. Contudo, o coração dela ainda estava no mundo.

“Mas a mulher de Ló olhou para trás e tornou-se uma estátua de sal” (Gênesis 19:26).

“Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lucas 17:32).

Da mesma forma, muitos permaneceram no muro: próximos do Reino, usando a linguagem do Reino, mas sem ruptura total com o mundo.

Caso contrário, o destino será o mesmo da mulher de Ló e dos que frequentaram o muro.

É preciso tomar uma decisão de entrega total ao Reino de Deus, pois a vida é curta.

“Porque sois como neblina que aparece por um pouco e depois desaparece” (Tiago 4:14).

Este mundo nada tem de bom para oferecer à alma fiel.

O cristão verdadeiro anseia pelo Reino de Deus.

A alma do crente geme, aguardando a redenção final e a manifestação plena do Reino.

“Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora” (Romanos 8:22).

“Porque aqui não temos cidade permanente, mas buscamos a futura” (Hebreus 13:14).

No fim, há apenas uma pergunta decisiva, direta e eterna:

você abandonou completamente o pecado, o mundo e vive fervorosamente para o Reino de Deus?

Estar no muro, visitar o muro ou permanecer no muro representa aqueles que não abandonaram verdadeiramente as tradições do mundo, que não romperam definitivamente com a religião que outrora praticavam, quando ela contrariava a Palavra de Deus e introduzia doutrinas diferentes da Escritura, que é a revelação de Deus.

Representa também a manutenção de comunhão com práticas, com pessoas e com valores do mundo, afetos preservados e alianças emocionais e espirituais que impedem uma entrega plena.

São aqueles marcados pela falta de renúncia, pela ausência de compromisso completo com o Reino de Deus e com a sua implantação. Essa posição afastará eternamente do Reino de Deus, ainda que a pessoa se considere cristã, frequente ambientes religiosos, se reúna como igreja ou se identifique como pertencente ao Reino.

A verdade permanece inalterável:

não se entra no Reino de Deus flertando com o mundo.

No final, prevalecerão apenas aqueles que abandonaram definitivamente o pecado e o mundo, e se entregaram de forma completa e irrevogável ao Reino de Deus.



Digite no Google: Estudando a biblia com Pastor Rogerio. Acompanhe diariamente as mensagens de Deus. Compartilhe para que mais pessoas venham também ouvir a Deus. 

"Dica: Alguns celulares têm a opção ‘Áudio’, pelos três pontinhos no topo da tela, que permite ouvir e acompanhar a leitura do conteúdo do blog."

sábado, 7 de fevereiro de 2026

A Vontade Humana, Inimiga da Verdade

 

Título:

A Vontade Humana, Inimiga da Verdade

📌 Versículo Base:

2 Timóteo 4:3 – “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina, mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si mestres conforme os seus próprios desejos.”

Introdução:

Jesus se identifica como a verdade (João 14:6) e ensina que o diabo é o pai da mentira e mentiroso (João 8:44). Portanto, o mal é personificado pelo engano, enquanto a verdade é a manifestação de Deus.

A realidade de que o mal entrou no mundo é incontestável. Portanto, o engano também entrou no mundo, corrompendo a percepção da verdade e prendendo o homem ao engano. 

Esta situação abrangeu toda a raça humana, sem exceção. Porém, Deus traz uma verdade para todo aquele que a desejar e aceitar. Esta verdade, que transforma a maneira de ser do ser humano, Jesus disse que deveria ser levada a toda criatura. Quem acreditasse nela e a praticasse seria salvo, e quem não acreditasse nela e não a praticasse estaria condenado.

É sobre tudo isso que esta mensagem vem falar. Ela é trazida para que aquele que a ler possa ser alcançado por esta verdade, tendo a sua vida transformada e vivida em harmonia com a vontade de Deus.

A mensagem abordará: O engano como se instalou na humanidade, sendo tomado como verdade; a verdade fundamental que liberta o homem do engano; a vontade humana e a origem de sua corrupção. Orgulho e seu papel e sua relação com o pecado; e tudo mais para que o leitor possa ter entendimento e assim conduzir a sua vida sob a luz da palavra de Deus. 

É necessário refletir, pois sem reflexão não se alcança a verdade.

1. O engano tomado por verdade

Deus criou o mundo perfeito e criou o homem com livre arbítrio. Ele manifestou a verdade de que a vontade dele deveria ser colocada em prática e que o não cumprimento da sua vontade traria a morte ao ser humano, à raça humana.

No dia em que dele comerdes, certamente morrerás” (Gênesis 2:17).

A instrução e a verdade trazidas por Deus em relação à sua vontade e às consequências de não colocá-la em prática revelam que:

A vontade de Deus traz vida.

A desobediência à sua vontade traz a morte.

A vontade de Deus é o bem, e o não cumprimento dela é o mal.

Ele manifestou esta verdade, e ela continua sendo manifesta. Porém, assim como Adão e Eva negligenciaram esta verdade optando pela sua própria vontade, acontece hoje, e o resultado é a morte.

O diabo apresentou a Eva uma vontade que poderia ser dela, uma vontade contrária à vontade de Deus. Colocou entre Deus e sua vontade o ser humano, apontando para Adão e Eva, quando inseriu: 

...sereis como Deus...(Gn 3.5). 

Quando Eva e consequentemente Adão permaneceram entre Deus e sua vontade e olharam para si em vez de olhar exclusivamente para Deus e Sua Palavra, deram lugar ao orgulho e consequentemente ao desejo mau em seus corações. A partir daí a raça humana foi corrompida e o desejo do homem passou a ser oposição a Palavra de Deus.  

 O comer do fruto foi consequência da inserção do ser humano diante de Deus e de Sua vontade, Sua palavra, que é o orgulho. Isso prova que o pecado é fruto do orgulho, que corrompeu a natureza humana. Uma natureza corrompida produz pecado. Em outras palavras uma árvore má produz maus frutos.

Assim, toda boa árvore produz bons frutos, mas a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar bons frutos.     Mateus 7:17–18

O Engano e a Verdade Fundamental

O engano está presente no mundo porque o homem, afastando-se de Deus através do orgulho e do pecado, tornou-se sujeito às forças do mal. Ele passou a estar sob a influência do maligno, o diabo, pai da mentira e enganador de toda a humanidade (João 8:44; Apocalipse 12:9). Esse afastamento de Deus abriu espaço para que a mente humana, corrompida pela natureza caída, ficasse cega para a verdade.

O diabo, utilizando o engano como sua essência e ferramenta, cega o entendimento humano, levando-o a confundir o falso com a verdade. Este engano não impede que o homem seja religioso, tenha ética moral ou pratique atos aparentemente cristãos. Ele pode ir à igreja, chorar na presença de Deus, orar, pregar o evangelho, receber dons espirituais e até ser batizado. Tudo isso é possível enquanto a cegueira da verdade fundamental permanece.

 O não reconhecimento da verdade central do Evangelho é o alvo do engano do diabo, pois esta é a verdade que realmente importa: a verdade capaz de transformar a natureza do ser humano e de determinar se a árvore será boa ou má. A árvore boa produz frutos, frutos do Espirito, nunca praticará o mal, que é o pecado; a árvore má, por outro lado, manifesta o pecado, que é o mal. Como ensina a Palavra:

📖 Tito 1:15 (ACF) — “Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.”

📖 João 1:29 (ACF) —

“No dia seguinte João viu Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”

Como Resolver o Problema do Pecado e do Engano

O homem foi criado para viver em comunhão com Deus, na presença de Sua vontade. Mas, usando do seu livre arbítrio, ele se colocou entre Deus e Sua vontade. Ao olhar para si mesmo e não para Deus, manifestou o orgulho. Este estado de orgulho gerou a corrupção da natureza humana, e esta corrupção, por sua vez, produziu o pecado, afastando o homem de Deus e da verdade, e deixando-o sob a influência do maligno, o diabo, o enganador de toda a raça humana (João 8:44; Apocalipse 12:9).

A corrupção da natureza humana trouxe uma sentença sobre toda a humanidade, que é a condenação eterna, ou seja, a morte e a separação de Deus. Porém, Deus, em Sua misericórdia, enviou Jesus Cristo, Seu Filho, que morreu na cruz para pagar essa sentença, possibilitando que haja solução para o problema do pecado e do engano.

O orgulho, manifestado quando o homem, usando do seu livre arbítrio, se colocou entre Deus e Sua vontade, permitiu que o desejo mau entrasse em seu coração, corrompendo a natureza humana e trazendo consigo o pecado e o engano. Esse engano é a consequência direta do estado de corrupção da natureza humana, deixando o homem cego para a verdade central de Deus e sujeito à influência do diabo, o enganador de toda a raça humana (João 8:44; Apocalipse 12:9).

Portanto, a solução para o problema do pecado e do engano envolve:

Reconhecimento do sacrifício de Jesus

O homem deve reconhecer que a condenação da humanidade ocorreu por causa da corrupção de sua natureza, mas que o preço foi pago por Cristo na cruz, oferecendo a todos a possibilidade de libertação e reconciliação com Deus. Esse reconhecimento é o primeiro passo para que a verdade central do Evangelho transforme a vida do ser humano.

Eliminação do orgulho, colocando Deus acima de tudo

O homem deve eliminar o seu orgulho, colocando Deus acima de tudo. A corrupção da natureza humana entrou quando o diabo inseriu o ser humano entre Deus e Sua vontade, e o homem permaneceu nessa posição, acolhendo a própria vontade. O resultado foi o acolhimento da vontade proposta por Satanás, que corrompeu a natureza e a vontade do ser humano, gerando o pecado e o engano.

A saída consiste em reconhecer a sentença de morte paga por Jesus e retirar-se da própria vida, colocando apenas Deus e Sua vontade, morrendo para si mesmo, para o ego, para o seu eu, para a própria vontade.

É como se o homem se colocasse na mesma condição de Adão e Eva no Éden, quando o diabo disse:

“Sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal...” (Gênesis 3:5).

A resposta correta seria:

“Eu nada sou, minha vontade não importa, estou aqui para conhecer e fazer a vontade de Deus, custe o que custar.”

Quando o homem assume essa postura, ele passa a viver no fundamento correto, e a sua vida se transforma conforme a vontade de Deus, a corrupção de sua natureza é desfeita por uma nova vida, um novo nascimento, ele já não produz mais o pecado, pois agora sua natureza é boa. Paulo expressou esse estado de entrega:

Já não vivo eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20).

📌 Conclusão e Apelo

Caro leitor,

Você precisa tomar uma decisão hoje: morrer para a sua própria vontade e colocar Deus acima de tudo. Não é apenas uma ideia; é uma escolha de vida. Você não pode mais viver para si mesmo. É necessário eliminar o seu ego, o seu eu, a sua vaidade, tudo aquilo que busca glória, exaltação ou reconhecimento próprio.

Você precisa se eliminar da sua própria vida, retirando-se da sua vontade, para que Cristo possa viver em você. Somente assim você estará verdadeiramente livre do pecado, do engano e do domínio do mal.

Como a Bíblia nos ensina:

Ele morreu por todos, para que aqueles que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou.”

(2 Coríntios 5:15).

Esta é a saída: morrer para si mesmo, morrer para o ego e para a própria vontade, e viver exclusivamente para conhecer e fazer a vontade de Deus. Esta decisão transforma a sua vida, muda sua natureza e o alinha à verdade central do Evangelho.

Sem esta decisão de morrer completamente para a sua própria vontade e viver exclusivamente para fazer a vontade de Deus, eliminando o orgulho e colocando Deus acima de tudo, você poderá até ser um cristão, porém não será salvo, não será fiel e, portanto, não será um cristão verdadeiro.

Então acontecerá na sua vida exatamente aquilo que Jesus advertiu:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?

E então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.”

(Mateus 7:21–23)

Lembre-se: a sua vontade é inimiga da vontade de Deus e, portanto, inimiga da verdade.

Sendo assim, morra para ela e viva exclusivamente para conhecer e fazer a vontade de Deus, antes que a morte o alcance e não seja mais possível.

Esta é a decisão que traz a vida eterna.



Digite no Google: Estudando a biblia com Pastor Rogerio. Acompanhe diariamente as mensagens de Deus. Compartilhe para que mais pessoas venham também ouvir a Deus. 

"Dica: Alguns celulares têm a opção ‘Áudio’, pelos três pontinhos no topo da tela, que permite ouvir e acompanhar a leitura do conteúdo do blog."



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Animal ou gente ?

 

Animal ou gente? 


Introdução

Se você não parar para refletir, você vai viver como um animal irracional, alienado da verdade central que fundamenta toda a realidade da vida. Vai viver enganado, ignorando a essência da vida, sem conhecer a vida espiritual, a realidade da morte, e a real vontade do Criador. Se você não parar para refletir, viverá guiado apenas por impulsos, desejos e instintos, alienado da verdade central que fundamenta toda a realidade da vida. Viverá enganado, ignorando a essência da existência, cego para a vida espiritual, despreparado para a realidade da morte e longe de Deus, ainda que creia diferente. 

“Portanto, reflita nesta mensagem de Deus, pois, dependendo da sua resposta a ela, a verdade poderá alcançá-lo, e assim você poderá passar a viver dentro da razão e da verdade, que é Cristo.”


1. O chamado à verdadeira reflexão

Viver sem refletir é viver como um animal. Reagir, desejar, sobreviver — isso qualquer animal faz. Mas é preciso deixar claro: refletir não é pensar. Refletir não é analisar. Explicar, justificar, argumentar — isso não é refletir.

Pensar qualquer um pensa. Analisar qualquer um analisa. Mas pensamento sem verdade não é reflexão. Análise sem compromisso com a verdade não é reflexão. Isso é pseudo-reflexão: foge da realidade, evita a verdade, apenas organiza o engano.


E a Bíblia chama isso pelo nome.

Esses, porém, como animais irracionais, criaturas de instinto…”  (2 Pedro 2:12)

Porque onde não há verdade, não há razão. E onde não há razão, o homem não vive como homem, vive como criatura guiada pelo instinto.

Reflexão verdadeira é aquela que chega à verdade. Se não conduz à verdade, não é reflexão — é ilusão.

A vida exige reflexão verdadeira para que o ser humano chegue à verdade e passe a viver dentro da verdade. Sem reflexão, a vida não encontra direção; sem verdade, ela perde o sentido. Quando a reflexão conduz à verdade, a vida se torna lógica, verdadeiramente racional, coerente, boa e agradável, porque passa a estar alinhada ao Criador, que é a razão de todas as coisas, e ligada a Cristo, que é a própria verdade.

Porém, sem a reflexão verdadeira, não se chega à verdade. E quando não se chega à verdade, a vida passa a ser vivida fora do escopo da verdade. Não é apenas um erro pontual; é um desvio de fundamento. A pessoa continua vivendo, decidindo e agindo, mas agora desconectada da razão que sustenta a realidade.

Essa ruptura contamina tudo. O pensar se desordena, o falar se corrompe e o agir perde direção. A consciência é silenciada, a razão deixa de governar, e a vida passa a ser conduzida pelo instinto, não pela verdade. Ainda há pensamento, ainda há análise, mas já não há reflexão verdadeira.

É exatamente esse tipo de existência que a Escritura descreve como uma vida “como animais irracionais”. Não porque o homem deixou de pensar, mas porque abandonou a capacidade que Deus lhe deu de refletir verdadeiramente: ouvir a consciência, submeter-se à razão, alcançar a verdade e, por meio dela, chegar ao próprio Deus.

2. Batalha da reflexão 

Depois que o pecado entrou no mundo, a mente do homem foi contaminada e passou a operar de forma carnal. Essa condição não é neutra: ela é herdada, resultado da queda, e afeta diretamente a capacidade humana de perceber e responder à verdade de Deus.

A partir disso, existe uma batalha espiritual real e contínua para impedir que o homem chegue à verdadeira reflexão. O mundo é estruturado de forma estratégica para mantê-lo afastado da verdade. Há um sistema organizado que atua para que o ser humano não pense profundamente, não examine sua condição espiritual e não seja alcançado pela verdade quando ela se apresenta.

O homem é constantemente bombardeado por influências que atuam diretamente no seu processo de reflexão. A verdade de Deus até se apresenta diante dele, porém não há reflexão verdadeira. O diabo desvia o foco da mente lançando interesses pessoais, valores do mundo, desejos naturais, orgulho e preocupações imediatas. Com isso, mesmo quando o homem passa a crer em algo que chama de “verdade”, essa não é autêntica. Ele passa a viver em uma pseudoverdade, um engano cuidadosamente construído, acreditando estar alinhado com a razão — que é Deus — quando, na realidade, está distante d’Ele. Assim, enganado, o homem pensa que compreende, pensa que vê, mas seu raciocínio está comprometido, e por isso não é verdadeiramente alcançado pela verdade que liberta, que é Cristo.

“Mas o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las.”                          (1 Coríntios 2:14)

A reflexão e seu alvo: a verdade revelada por Deus

A reflexão verdadeira tem um alvo definido: conduzir o homem à verdade revelada por Deus. Deus criou o homem perfeito, dentro da sua razão e da sua vontade. Dotou-o de consciência e liberdade para escolher. Porém, o homem escolheu afastar-se de Deus, e o pecado entrou na raça humana, contaminando sua natureza, obscurecendo sua mente e conduzindo-o à condenação e ao afastamento eterno de Deus. A partir disso, o homem passou a viver fora da razão, como alguém dominado por desejos e instintos, incapaz de alcançar, por si mesmo, a verdade que o liberta.

Mas antes mesmo da queda, Deus já havia provido o caminho da redenção. Em sua misericórdia, enviou seu Filho, Jesus Cristo, para morrer na cruz, pagando o preço do pecado e assumindo a condenação que era do homem. Pelo sangue de Cristo, o homem pode ser liberto do pecado, restaurado da sua condição de irracionalidade espiritual e reconduzido à verdade e à razão que é Deus. Essa é a verdade central do evangelho, apresentada a todo ser humano.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”   (João 8:32)

Diante dessa verdade, o homem é chamado a remover tudo aquilo que impede a sua verdadeira reflexão — valores falsos, desejos carnais, orgulho e engano — para ser alcançado por essa revelação. Ao abandonar o pecado e viver em fidelidade a Deus, o homem passa a viver dentro da razão, isto é, dentro da vontade do Criador, para a qual foi criado desde o princípio.

Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração.”  (Hebreus 3:15). 

Animal Vestido de Gente

Abandonar o pecado seria lógico e racional, já que o pecado condena o homem, foi a causa do sacrifício de Jesus e é uma rebelião contra a vontade de Deus, sendo ela o melhor para a vida do homem e o pecado o pior. 

Portanto, o homem que não entende esta verdade e não morre definitivamente para o pecado é irracional.

Ele pode se vestir de ética, se vestir de moralidade, se vestir de religiosidade, ou se considerar uma pessoa de Deus, mas isso é apenas uma roupa. Na realidade, ele continua irracional, porque ainda não abandonou o pecado.

Reflexão e Apelo

Deus fala ao ser humano e revela a Sua verdade por meio da Sua Palavra. Mas é preciso refletir sobre aquilo que Deus diz.

Para que haja reflexão verdadeira, é necessário abandonar o orgulho, a própria vontade e os desejos carnais, e colocar Deus, Sua Palavra e Sua vontade acima de tudo. Sem essa disposição de fidelidade, o entendimento permanece cego, e a mente não alcança a verdade.

Jesus Cristo morreu pelos seus pecados. Ao decidir morrer para o pecado, aceitando essa verdade e escolhendo segui-Lo em fidelidade, obedecendo aos Seus ensinamentos conforme a Bíblia, você recebe o Espírito Santo. É o Espírito Santo quem ilumina a mente, conduz à verdadeira reflexão e restaura o entendimento.

Só assim você poderá compreender a realidade segundo a razão de todas as coisas, que é Deus, caminhar no caminho da verdade que é Cristo e permanecer eternamente nela, em Cristo.



Digite no Google: Estudando a biblia com Pastor Rogerio. Acompanhe diariamente as mensagens de Deus. Compartilhe para que mais pessoas venham também ouvir a Deus. 

"Dica: Alguns celulares têm a opção ‘Áudio’, pelos três pontinhos no topo da tela, que permite ouvir e acompanhar a leitura do conteúdo do blog."



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Examine-se: Por Que e Como


TÍTULO

Examine-se: Por Que e Como

VERSÍCULO BASE

📖 “Examine-se, pois, o homem a si mesmo…”

1 Coríntios 11:28


INTRODUÇÃO

Esta é uma mensagem de Deus.

Ela é Deus manifestando a Sua verdade a respeito do que é essencial.

O fato de esta mensagem ser ouvida, compreendida ou aplicada não determina a sua existência, nem o seu propósito. Deus fala porque é Deus, e a Sua Palavra está posta.

A responsabilidade de Deus é falar.

A responsabilidade do mensageiro é anunciar.

A responsabilidade quanto à resposta — ouvir, entender, obedecer ou rejeitar — pertence exclusivamente àquele diante de quem a Palavra se apresenta.

Aquilo que Deus diz permanece estabelecido.

O que o homem faz diante do que Deus apresenta define apenas as consequências que recaem sobre ele mesmo.

Deus fala.

A Palavra permanece.

O homem responde — e responde por isso.


1º PONTO — O CONTEXTO DO “EXAMINE-SE

Quando Deus diz: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo”, o contexto é a Ceia do Senhor.

A Ceia do Senhor é uma ordenança dada por Deus aos Seus seguidores, instituída pelo próprio Jesus, para ser praticada em memória d’Ele.

Jesus institui a ceia para lembrar aos Seus que o Seu corpo foi crucificado e o Seu sangue foi derramado na cruz para pagar pelo pecado, para que o homem não fosse condenado. O pão e o vinho apontam diretamente para esse sacrifício: corpo entregue e sangue derramado em favor dos pecadores.

Ao participar da ceia — comendo o pão e bebendo o vinho — a pessoa está declarando que reconhece esse sacrifício pelo pecado. Esse reconhecimento não é apenas verbal, mas se expressa de forma prática no abandono do pecado. Quem reconhece o sacrifício de Cristo abandona o pecado; e quem abandona o pecado passa a ter comunhão com Deus.

Por isso a ceia precisa ser repetida: para que essa verdade esteja continuamente na mente daquele que segue a Cristo. Essa lembrança governa a vida do cristão, de modo que o sacrifício de Jesus oriente o pensar, governe o falar, corrija o sentir, determine o agir e conduza o existir segundo a vontade de Deus.

A ceia, em seu sentido essencial, representa comunhão. Comer juntos é expressão de comunhão. Assim, participar do corpo e do sangue de Cristo representa a comunhão entre Deus e o homem. Essa comunhão só é possível quando o homem reconhece o sacrifício de Jesus, abandonando o pecado.

Portanto, ao participar da ceia, o cristão está ao mesmo tempo lembrando e declarando: lembrando que o pecado separa o homem de Deus e declarando que a comunhão com Deus só é possível pelo reconhecimento do sacrifício de Cristo, expresso numa vida de abandono do pecado e fidelidade a Ele.

2º PONTO — O PORQUÊ DE EXAMINAR-SE

Para declarar a comunhão com Deus que a Ceia do Senhor reflete, o homem precisa, antes, examinar-se. Ninguém pode afirmar que tem comunhão com Deus sem, primeiramente, verificar se essa declaração corresponde à sua condição real diante d’Ele.

Examinar-se significa avaliar com plena consciência e responsabilidade se se está, de fato, em fidelidade a Deus. Esse exame não é superficial, emocional ou simbólico; trata-se de uma verificação objetiva da própria vida à luz do sacrifício de Cristo.

A necessidade desse exame existe porque o pecado está intrinsecamente ligado ao engano. O pecado não apenas separa o homem de Deus, mas também produz engano. Ele nasce no engano, se estabelece pelo engano e mantém o homem no engano. Assim como a fé sem obras é morta, o pecado e o engano não se separam.

Desde o princípio, o pecado entrou no mundo por meio do engano. As Escrituras revelam que o diabo é o agente desse engano, sendo apresentado como aquele que mente e engana.

Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.”            João 8:44

Além disso, a Palavra de Deus afirma claramente que esse engano não é parcial, mas universal.

E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi lançado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.”    Apocalipse 12:9

Por causa dessa realidade, muitas pessoas estão enganadas a respeito da sua própria comunhão com Deus. Elas acreditam estar bem espiritualmente, quando, na verdade, nunca confrontaram sua vida com a verdade divina. O engano faz o homem confundir aparência religiosa com fidelidade, sentimento com verdade e convicção pessoal com comunhão real.

Somente o verdadeiro exame é capaz de expor esse engano. Sem exame, o homem permanece iludido pelo pecado; com exame, ele é colocado diante da verdade. Por isso, o exame é necessário: para que o homem seja liberto do engano produzido pelo pecado e possa, então, declarar de forma verdadeira e responsável que está em comunhão com Deus.

Diante disso, é preciso compreender que muitas pessoas decidem buscar a Deus e modificam suas vidas, mas isso, por si só, não garante comunhão com Deus. Elas passam a ler a Bíblia, a se reunir com uma igreja, são batizadas, oram, falam de Jesus, participam da vida cristã, algumas são batizadas com o Espírito Santo e possuem dons espirituais. Muitas participam inclusive da Ceia do Senhor.

No entanto, nenhuma dessas coisas, isoladamente ou em conjunto, assegura comunhão com Deus. A comunhão com Deus é resultado exclusivo do reconhecimento do sacrifício de Jesus na cruz, e esse reconhecimento se manifesta pelo abandono do pecado. Onde o pecado é mantido, não há comunhão, ainda que haja intensa atividade religiosa.

É por isso que a própria Escritura declara que muitos, mesmo envolvidos com práticas espirituais e religiosas, serão rejeitados:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.”        Mateus 7:21–23

Esse texto deixa claro que experiências espirituais, dons, palavras e obras não substituem a fidelidade. Por isso, o exame é indispensável: para que o homem não viva enganado, achando que tem comunhão com Deus quando, na verdade, permanece no pecado.

Somente o exame verdadeiro, à luz do sacrifício de Cristo, pode libertar o homem do engano e conduzi-lo a uma comunhão real com Deus.


3º PONTO — O COMO EXAMINAR-SE

O exame verdadeiro não acontece de qualquer maneira. Há pessoas que até se examinam, porém o fazem de forma superficial, desonesta ou enganosa. O próprio exame pode se tornar um instrumento de engano quando não é conduzido segundo a verdade de Deus. A ação maligna atua justamente nesse ponto, buscando levar o ser humano ao autoengano, distorcendo sua percepção sobre si mesmo e sobre sua real condição espiritual.

Por isso, a Bíblia — Palavra de Deus — é indispensável nesse processo. Ela revela a verdade, expõe o pecado, denuncia o engano e desvenda as artimanhas do diabo. Somente à luz da Palavra o homem pode compreender a origem do pecado, as razões do pecado e as consequências do engano. Sem essa luz, até o exame se torna falso.

A Escritura mostra que a origem do pecado é o orgulho. O orgulho precede a queda, sustenta o engano e impede o arrependimento verdadeiro. Sem o abandono definitivo do orgulho, não há exame autêntico, real e honesto. Onde o orgulho permanece, o homem sempre justificará a si mesmo.

A Bíblia revela que foi exatamente o orgulho que corrompeu Lúcifer:

Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono… Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.”      Isaías 14:12–14

Esse orgulho produziu a queda, e o mesmo princípio opera no homem. Enquanto o homem se exalta, se preserva, se justifica e se defende, ele não se examina verdadeiramente.

O orgulho é a natureza do diabo. O orgulho é o sentimento que leva ao pecado. Um ser humano não pode ter comunhão com Deus enquanto mantém a natureza do diabo, que é o orgulho. Para se aproximar de Deus e ter comunhão com Ele, é necessário morrer para o orgulho.

Às vezes, as pessoas, para buscarem a Deus, precisam passar pelo sofrimento, pela dor e pela humilhação, para que reconheçam a verdade de que nada são e abandonem o orgulho. É a experiência do coração quebrantado que permite refletir, examinar-se e optar por Deus.

O religioso não se arrepende, mas aquele que se humilha diante de Deus é aceito. Como a Bíblia diz na parábola:

Orando ele [o fariseu] em pé, dizia consigo: ‘Ó Deus, graças te dou que não sou como os outros homens…’”

(Lucas 18:11)

Mas o publicano, estando longe, nem ousava levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: ‘Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!’”

(Lucas 18:13)

O publicano foi considerado justo porque seu coração estava quebrantado e aberto ao arrependimento, enquanto o religioso permaneceu preso ao orgulho e à própria exaltação.

Portanto, para se examinar, é necessário estar morto para o mundo e determinado a viver para conhecer e fazer a vontade de Deus, custe o que custar. Sem esse sentimento, não há como enxergar o pecado que o separa de Deus e impede a comunhão com Ele. E assim, permanecerá enganado, mesmo estando na igreja e mantendo práticas cristãs, mas afastado de Deus e sem comunhão verdadeira com Ele.

🟢 Conclusão e Apelo

Se você ainda não participa da Ceia do Senhor, você não está em comunhão com Deus, pois está em rebelião à ordenança de Cristo.

E mesmo que você participe da Ceia, se não estiver em fidelidade a Deus, não estará em comunhão com Ele, porque não reconhece o corpo e o sangue de Cristo, ou seja, o sacrifício de Jesus na cruz pelo abandono do pecado.

Para que este exame seja real e produza efeito em sua vida, é preciso refletir e examinar-se verdadeiramente. E para que este exame seja autêntico, é necessário abandonar o mundo e morrer para a própria vontade.

A Bíblia declara:

Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.”

(Gálatas 2:20)

Este reconhecimento da morte de Jesus na cruz e do Seu sangue derramado tem como propósito que você não viva mais para si mesmo, que morra para o seu eu, para o orgulho, e viva exclusivamente para conhecer e agradar a Deus, custe o que custar.

E através desse sentimento, você se manterá sempre examinando:

Seu pensar,

Seu falar,

Seu sentir,

Seu agir,

para que sua vida esteja permanentemente diante da fidelidade a Deus, em decorrência do reconhecimento do corpo e sangue de Cristo, da Sua morte na cruz e do Seu sangue derramado.

Você quer comunhão com Deus? Você quer estar em comunhão com Deus e permanecer com Ele para sempre?

Então, arrependa-se de seus pecados, batize-se no batismo de arrependimento, reúna-se com a igreja e participe da Ceia do Senhor.

Estude a Palavra de Deus, tenha uma vida de oração e de vigilância, examinando-se com honestidade, humildade e temor da Palavra de Deus, reconhecendo o sacrifício de Jesus, Sua morte e o sangue derramado na cruz, através do abandono do pecado e da fidelidade a Deus, custe o que custar.


Digite no Google: Estudando a biblia com Pastor Rogerio. Acompanhe diariamente as mensagens de Deus. Compartilhe para que mais pessoas venham também ouvir a Deus. 

"Dica: Alguns celulares têm a opção ‘Áudio’, pelos três pontinhos no topo da tela, que permite ouvir e acompanhar a leitura do conteúdo do blog."