terça-feira, 23 de junho de 2026

Na Cidade à Beira-Mar: A Praia e o Mar Falando -,o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - praia mar - divertimento


Na Cidade à Beira-Mar: A Praia e o Mar Falando


O dia claro, o mar calmo, e a praia tomada por pessoas.

Famílias na areia, crianças brincando perto da água, grupos entrando e saindo do mar. Mais ao lado, pranchas de surf cortando as ondas, caiaques avançando mais longe, pessoas praticando esportes, cada uma à sua maneira, ocupando o mesmo espaço.

O lugar parece vivo, cheio de movimento, como se tudo estivesse em harmonia.

Há uma sensação de liberdade ali.

De espaço aberto.

De possibilidade.

O ambiente, no entanto, permanece o mesmo.

O mar não muda por causa da presença das pessoas.

Ele continua com suas correntes, suas mudanças de profundidade, suas áreas mais rasas e outras inesperadamente profundas. Há também a vida marinha, em suas diferentes formas, circulando naquele ambiente sem depender da presença humana.

Nada disso desaparece porque o lugar está cheio.

Mas a experiência faz parecer que tudo está sob controle.

A praia se torna, aos poucos, um lugar de permanência.

As pessoas se acostumam.

Voltam.

Avançam um pouco mais.

Ficam mais tempo na água.

E aquilo que antes era cuidado começa a ser apenas parte da paisagem.

O risco não desaparece.

Ele apenas deixa de ser lembrado o tempo todo.

Até que a tragédia acontece.

Em alguns casos de forma visível e imediata.

Um surfista é abocanhado por um tubarão, podendo perder a perna ou até mesmo a vida.

Uma pessoa é atingida por um jet ski e não resiste.

Em outros casos, não há percepção no momento.

Uma pessoa se afoga sem que muitos percebam.

Uma criança desaparece na praia sem que se note a tempo.

Um pescador avança até as pedras e é surpreendido pela maré que sobe rapidamente.

E para esses, não há como voltar mais.

Não há como enxergar a realidade que não foi vista.

Não há como recuperar a verdade que foi desconsiderada em favor da satisfação do desejo. Foram alcançados pela tragédia por estarem desconectados da verdade e da realidade, cegados pelo desejo de satisfação do prazer e da própria vontade.

E isso passa a ser visto como fatalidade.

O ocorrido não altera o lugar. O ambiente continua, o movimento retorna e a vida segue como antes. O que aconteceu é absorvido como parte do cenário.

Com o tempo, isso se mantém e se repete. Não como exceção, mas como padrão.

Há uma consolidação de uma forma de pensar e viver, que não se altera com os acontecimentos. Uma estrutura que permanece no mundo, constante, repetida e imutável.

Dentro dessa estrutura, eventos são absorvidos sem ruptura. A vida segue, e o que ocorre não redefine o modo como se vive.

Porém, há alguns que poderão ser resgatados dessa forma de ver, sentir e agir, desse envolvimento contínuo que prende a percepção dentro desse padrão ao qual pertence o mundo.

E isso passa a ser visto como fatalidade.

O ocorrido não altera o lugar. O ambiente continua, o movimento retorna e a vida segue como antes. O que aconteceu é absorvido como parte do cenário.

Com o tempo, isso se mantém e se repete, não como exceção, mas como padrão dentro de uma estrutura que permanece no mundo.

Ou seja, as pessoas passam a se comportar de maneira semelhante, movidas pela busca de satisfação da vontade, dos prazeres e do próprio interesse, sem que a verdade, a justiça e um propósito maior de vida ocupem o centro de suas referências.

Nesse movimento, a possibilidade de tragédia não é ignorada por completo, mas é tratada como algo distante, como uma possibilidade dentro de um universo maior da vida, e não como algo que exige mudança real de postura.

Há ainda a percepção de que aquilo não chegará a si mesmas, ou de que estarão imunes a esse tipo de acontecimento, o que reforça a continuidade do mesmo modo de viver sem alteração de comportamento.

A tragédia, quando ocorre, é então enquadrada como fatalidade.

Algo que pode acontecer.

Algo que faz parte do cenário mais amplo da existência.

E assim, o que deveria gerar confronto com a verdade acaba sendo absorvido dentro da continuidade da vida, sem ruptura real na forma de viver.

E o mal não está na fatalidade.

A fatalidade pode ocorrer em diferentes circunstâncias da vida, sem que isso, por si só, represente o mal.

O mal está antes disso.

O mal é o estado em que a vontade, os desejos e a busca por satisfação e prazer passam a conduzir a vida, enquanto a verdade, a justiça e o propósito maior são desconsiderados.

É uma forma de viver influenciada e sustentada por uma estrutura do mundo que reforça esse movimento, alimentando continuamente a centralidade do desejo próprio e afastando a verdade como fundamento de vida. 

A morte virá a todos.

Porém, há aqueles que morrerão no mal, ou seja, vivendo na busca da satisfação dos próprios desejos, da vontade e dos prazeres pessoais, acima da verdade, da justiça e do propósito de vida fundamentado na verdade de Deus.

E há aqueles que serão alcançados pela fatalidade da morte simplesmente porque a vida humana, em si, chega ao seu fim.

🧭 Reflexão

Ao refletirmos sobre esta mensagem, identificamos uma estrutura de vida, de pensamento e de ação que se opõe à realidade, por estar desprovida da verdade que é fundamental.

Essa realidade exige atenção, cuidado e zelo na maneira de pensar e de viver, pois traz consequências que não podem ser ignoradas.

O exemplo da praia foi utilizado para demonstrar que existe uma realidade com riscos reais, onde o perigo e a possibilidade de tragédia estão presentes, mas muitas vezes não são percebidos ou são conscientemente desconsiderados.

Em muitos casos, isso ocorre porque a atenção das pessoas está voltada para a satisfação dos próprios desejos, da própria vontade e da busca por prazer e realização pessoal, ficando alheias à verdade, à justiça e ao propósito real da vida estabelecido por Deus.

Assim, a realidade deixa de ser enfrentada com seriedade e passa a ser relativizada, mesmo quando ela se manifesta de forma evidente.

Tanto na praia quanto em qualquer outra área da vida, o princípio permanece o mesmo: a verdade deve estar acima dos nossos desejos.

Na praia, o desejo de desfrutar, relaxar e buscar prazer.

Porém, em toda a área da vida, quando os desejos passam a ocupar o lugar acima da verdade, da justiça e do propósito de vida fundamentado na verdade de Deus, cria-se uma cegueira à realidade.

Jesus é a verdade, a luz que deve estar presente e guiar-nos em todas as áreas da nossa vida.

Quando Ele não ocupa esse lugar, e quando a vida passa a ser conduzida pela própria vontade, pela satisfação pessoal, pelos desejos, pelo prazer e pela direção do mundo, a cegueira espiritual prevalece pela ausência da luz.

Sem plena percepção da verdade, o ser humano caminha em direção à tragédia.

São aqueles que serão alcançados por ela por viverem de forma inconsequente, descuidada, relaxada e imprudente quanto à realidade do mal que os cerca, assim como no exemplo daqueles que, na praia, são descuidados com os perigos que ali existem.

Sem a presença de Jesus, sem a verdade ocupando o lugar acima dos desejos, dos prazeres, da realização pessoal e da direção do mundo, o ser humano caminha na direção da tragédia.

Esses serão alcançados por ela, mais cedo ou mais tarde, por viverem dessa forma. E essa realidade se manifesta de maneira definitiva, assim como a morte alcança todos aqueles que foram descuidados com ela.

🧭 Conclusão e Apelo

Caro amigo leitor, o exemplo da praia mostra que na vida existem perigos reais e inevitáveis, e que muitos são alcançados por eles quando estão seduzidos pelo desejo de satisfação pessoal, de realização própria e de viver para si mesmos, sem uma vida fundamentada na verdade, na justiça e no propósito de vida revelado na Palavra de Deus, que é Cristo.

Assim como na praia alguns são alcançados pela tragédia, na vida muitos também o são, porque ignoram a realidade e caminham sem perceber os riscos da própria existência.

A tragédia, portanto, não é um evento isolado, mas uma realidade que alcança aqueles que vivem dessa forma.

E assim é a vida: a morte virá a todos.

Hoje ela ainda não te alcançou, mas amanhã ela te alcançará.

A questão não é apenas quando ela virá, mas em que condição ela te encontrará.

Que não te encontre no estado que a Bíblia chama de mal — isto é, uma vida conduzida pela própria vontade, pelos próprios desejos, pela satisfação pessoal e pelos prazeres, com a direção do mundo acima da Palavra de Deus.

Pois esse é o mal: viver sem que a verdade que é Cristo e a sua Palavra revelada nas Escrituras sejam o fundamento da vida, da maneira de pensar, agir e viver.

A morte em si não é tragédia para aquele que está em Cristo, pois nela há vida e esperança.

Mas ela se torna tragédia quando alcança aquele que viveu afastado da verdade, guiado pela própria vontade e pela ilusão dos desejos.

Por isso, enquanto há tempo, que a vida seja colocada sob o governo de Cristo, através da Sua Palavra, das Escrituras Sagradas, para que vivamos com prudência, afastados da tragédia que alcançará, mais cedo ou mais tarde, aqueles que vivem fora do governo de Cristo, ou seja, fora da fidelidade à Palavra de Deus.


🧭 Conclusão e Apelo

Caro amigo leitor, o exemplo da praia mostra que na vida existem perigos reais e inevitáveis, e que muitos são alcançados por eles quando estão seduzidos pelo desejo de satisfação pessoal, de realização própria e de viver para si mesmos, sem uma vida fundamentada na verdade, na justiça e no propósito de vida revelado na Palavra de Deus, que é Cristo.


Assim como na praia alguns são alcançados pela tragédia, na vida muitos também o são, porque ignoram a realidade e caminham sem perceber os riscos da própria existência.


A tragédia, portanto, não é um evento isolado, mas uma realidade que alcança aqueles que vivem dessa forma.


E assim é a vida: a morte virá a todos.


Hoje ela ainda não te alcançou, mas amanhã ela te alcançará.


A questão não é apenas quando ela virá, mas em que condição ela te encontrará.


Que não te encontre no estado que a Bíblia chama de mal — isto é, uma vida conduzida pela própria vontade, pelos próprios desejos, pela satisfação pessoal e pelos prazeres, com a direção do mundo acima da Palavra de Deus.


Pois esse é o mal: viver sem que a verdade que é Cristo e a sua Palavra revelada nas Escrituras sejam o fundamento da vida, da maneira de pensar, agir e viver.


A morte em si não é tragédia para aquele que está em Cristo, pois nela há vida e esperança.


Mas ela se torna tragédia quando alcança aquele que viveu afastado da verdade, guiado pela própria vontade e pela ilusão dos desejos.


Por isso, enquanto há tempo, que a vida seja colocada sob o governo de Cristo, através da Sua Palavra, das Escrituras Sagradas, para que vivamos com prudência, afastados da tragédia que alcançará, mais cedo ou mais tarde, aqueles que vivem fora do governo de Cristo, ou seja, fora da fidelidade à Palavra de Deus.



📖 Fundamentação Bíblica

João 14:6

"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim."

Jesus é a verdade que deve dirigir a nossa vida e a nossa maneira de viver. Sem Ele, o ser humano caminha segundo os seus próprios caminhos, em direção à condenação eterna.

Salmo 119:105

"Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho."

A Bíblia Sagrada, que é a Palavra de Deus, que é Deus falando conosco, nos protege dos enganos do coração e nos mostra o caminho que devemos seguir.

2 Coríntios 4:4

"O deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus."

O mundo afasta o homem da verdade de Deus, cegando o seu entendimento e impedindo-o de enxergar a realidade espiritual que o cerca.

Efésios 5:15-17

"Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus. Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor."

A prudência consiste em viver segundo a vontade de Deus e não segundo os desejos do coração e a direção deste mundo.

2 Coríntios 5:15

"E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou."

A raiz do problema apresentado nesta mensagem está em viver para si mesmo, guiado pelos próprios desejos, pela própria vontade e pela direção deste mundo. Cristo morreu para que não vivamos mais dessa maneira. Somente quando deixamos de viver para nós mesmos e passamos a viver para Cristo é que somos libertos do caminho que conduz à tragédia eterna.


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domingo, 21 de junho de 2026

O que Jesus quis dizer? “Aquele a quem pouco é perdoado, pouco ama”- o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - arrependimento - perdao


 O que Jesus quis dizer? “Aquele a quem pouco é perdoado, pouco ama”


Texto base

“Portanto, te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.” (Lucas 7:47)

Introdução

O entendimento daquilo que Jesus Cristo diz é necessário para que não sejamos enganados a respeito de Deus, da vida que devemos viver e do destino eterno.

Esta mensagem, através da reflexão, com dedicação e com o devido valor às palavras de Jesus, traz esse entendimento indispensável, resgatando o ser humano das trevas do engano.

Hoje, o ser humano vive usufruindo das bênçãos de Deus, independentemente de quem ele seja. Porém, ao final da sua vida, aqueles que desprezaram a Deus e a sua palavra estarão definitivamente afastados de Deus e de tudo aquilo que é bom.

Por isso, o destino eterno é a separação daqueles que rejeitaram a verdade e a justiça, que não foram honestos na forma de pensar, de viver e de agir, e que não viveram para o propósito para o qual foram criados.

Tudo o que é bom vem de Deus. O viver eternamente separado de Deus, e consequentemente separado de tudo o que é bom, resulta no inferno.



1. Só ama a Deus aquele que foi perdoado

A natureza humana e a necessidade de perdão para amar a Deus é uma verdade clara: só ama a Deus aquele que foi perdoado.

O homem foi criado em comunhão com Deus, porém, através da queda pelo pecado, essa natureza foi corrompida e transmitida a todos os homens por meio do nascimento natural. Assim, todos que nascem, nascem com a natureza afastada de Deus.

Dessa forma, nessa condição, o homem não apenas está distante de Deus, mas está separado de Deus, incapaz de amá-Lo e, em consequência, de ser amado por Deus.

Jesus afirma: “Aquele que me ama guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (João 14:23).

O texto afirma categoricamente que só ama a Deus aquele que guarda a Sua palavra, isto é, aquele que abandonou o pecado de forma definitiva e vive uma vida de obediência a Deus, demonstrando assim uma mudança de natureza.

Será amado por Deus somente aquele que teve sua natureza transformada e passou a amar a Deus e, portanto, obedecer a Deus. Isso ocorre através do perdão, manifestado no abandono definitivo do pecado e na nova vida com Deus.

Você já foi perdoado por Deus ou continua sendo perdoado?

O perdão bíblico está ligado ao arrependimento não de atos isolados, mas ao arrependimento de pecar, indicando abandono do pecado e uma nova vida para com Deus.

A Escritura afirma:

Todo aquele que comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para desfazer as obras do diabo.” (1 João 3:8)

No texto, João não fala de “pecados” no plural nem de atos específicos. A expressão “comete o pecado” traduz uma construção com artigo definido singular, apontando para a desobediência como princípio ou condição. O foco não está em pecados isolados, mas no ato de desobedecer a Deus. Assim, a questão central não é a quantidade ou o tipo de pecado, mas a natureza que produz a desobediência.

Por isso, quem ainda pratica a desobediência demonstra uma natureza ainda sujeita ao pecado. Cristo, porém, veio justamente para desfazer as obras do diabo e libertar o homem dessa condição.

Ao concluir o pensamento de 1 João 3:8, fica claro que aquele que é do diabo não é definido por cometer muitos pecados ou pecados considerados grandes aos olhos dos homens, mas simplesmente por pecar. O contraste apresentado pelo apóstolo não é entre quem peca muito e quem peca pouco, mas entre quem peca e quem é nascido de Deus. O problema fundamental está no próprio pecado, pois ele revela a natureza da qual a pessoa participa.

Esse entendimento se conecta ao ensino de Jesus:

“Mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.” (Lucas 7:47)

Jesus não está ensinando que algumas pessoas têm pouco pecado e outras muito pecado diante de Deus. Ele está mostrando que o problema não é medir pecados, mas reconhecer a própria condição. Todos os homens, em sua natureza humana corrompida, necessitam igualmente da graça e do perdão de Deus.

A Escritura também declara:

“Todas as coisas são puras para os puros; mas para os contaminados e incrédulos nada é puro; antes, tanto a sua mente como a sua consciência estão contaminadas.” (Tito 1:15)

Esse texto mostra que a questão está na natureza da pessoa. Para aquele que permanece contaminado pelo pecado, tudo o que procede dele está contaminado, porque sua mente e sua consciência continuam corrompidas.

Em contraste, João declara:

“Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.” (1 João 3:9)

O ensino é que aquele que verdadeiramente nasceu de Deus teve sua natureza transformada. Ele não mais peca, porque a semente de Deus permanece nele e por isso, não pode pecar. Sendo participante da natureza de Deus, não pode participar daquilo que é da natureza do diabo. 

A própria Escritura confirma:

“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” (Romanos 8:14)

Quem é nascido de Deus é guiado pelo Espírito de Deus. O Espírito de Deus não interage com o pecado. Quando Deus governa a vida de uma pessoa, essa pessoa não produz mais o pecado porque sua natureza é divina, voltando ao estado original da criação por meio do sangue de Jesus. 

Assim, os textos se harmonizam: o contaminado produz aquilo que corresponde à sua natureza contaminada, enquanto o nascido de Deus produz aquilo que corresponde à nova natureza recebida de Deus.

Portanto, a obra de Cristo não trata apenas do perdão de atos isolados, mas da libertação da própria condição de desobediência. Ele veio para desfazer as obras do diabo, transformar a natureza do homem e conduzi-lo a uma vida guiada pelo Espírito de Deus.

Cristo não veio para libertar o homem de praticar muitos pecados ou grandes pecados, mas sim da natureza que produz pecado. Caso contrário,  não daríamos ao sangue de Cristo o seu real poder.



2. O verdadeiro arrependimento para verdadeiramente amar a Deus

Quando Jesus afirma: “mas aquele a quem  é perdoado, pouco ama” (Lucas 7:47), Ele não está estabelecendo níveis de amor verdadeiro diante de Deus.

A Escritura é categórica ao estabelecer o único padrão do amor a Deus:

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.” (Mateus 22:37)

Não existe divisão nesse mandamento. O amor que procede de Deus não é fragmentado, não é parcial e não admite variações de medida. Ou corresponde ao padrão estabelecido por Deus ou não corresponde.

Dessa forma, o “pouco ama” de Lucas 7:47 não se refere ao amor verdadeiro em menor intensidade. Trata-se de uma expressão que aponta para um amor que não procede da natureza transformada por Deus, mas permanece na condição humana.

Esse mesmo princípio é visto em:

“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.” (Mateus 24:12)

Aqui, Jesus está dizendo que o amor característico dos homens esfriará ao final dos últimos dias. Isso corresponde a uma degradação progressiva da condição moral da humanidade, como resultado direto da multiplicação da iniquidade no mundo. Esse esfriamento não é a perda do amor de Deus, mas a manifestação mais evidente de um amor humano deteriorado, acompanhando o aumento da maldade e da corrupção na terra.

Portanto, o problema não está na intensidade do amor, mas na sua origem. Há apenas duas condições: aquilo que procede de Deus e aquilo que procede do homem.

O amor que procede do homem não corresponde ao amor exigido por Deus. O amor que procede de Deus corresponde exatamente ao caráter de Deus.

Por isso, quando Jesus diz “pouco ama”, Ele está descrevendo a condição de quem ainda permanece na expressão humana de amor, que não corresponde à natureza revelada no perdão.

O ponto central não é medir amor, mas identificar a natureza de onde ele procede. Ou é de Deus ou não é de Deus. Não há outra condição.

Dando continuidade ao entendimento de que o amor a Deus não se trata de intensidade, mas de natureza, a Escritura também revela que o arrependimento não está ligado à ideia de “muito ou pouco pecado”, nem à comparação entre pecadores.

A Palavra de Deus é clara ao estabelecer a igualdade da condição humana diante do juízo:

Não; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.” (Lucas 13:3)

E também:

Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? Não, vos digo.” (Lucas 13:4-5)

O ensino de Jesus elimina qualquer interpretação de superioridade ou inferioridade moral entre os homens. O ponto não está em graus de pecado, mas na condição comum de todos diante de Deus. A mensagem é objetiva: não existe distinção entre “mais pecador” ou “menos pecador” no sentido de responsabilidade diante do arrependimento.

Todos estão sob a mesma condição e todos necessitam do mesmo chamado: arrependimento.

Nesse sentido, o arrependimento não é ajuste de comportamento, nem tentativa de redução de erros, mas mudança de natureza diante de Deus. Não se trata de melhorar ações isoladas, mas de uma transformação da condição interior do homem.

Essa ideia é reforçada na Escritura:

Todas as coisas são puras para os puros; mas para os contaminados e incrédulos nada é puro; antes, tanto a sua mente como a sua consciência estão contaminadas.” (Tito 1:15)

O texto mostra que o problema não está no ato isolado, mas na condição da natureza. O homem contaminado pelo pecado produz aquilo que corresponde à sua própria condição.

Essa mesma realidade é exposta por Jesus na parábola do fariseu e do publicano:

Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro publicano. O fariseu, em pé, orava de si para si mesmo, exaltando sua própria conduta religiosa. O publicano, porém, estando em pé, batia no peito e dizia: ‘Senhor, tem misericórdia de mim, que sou pecador.’” (Lucas 18:10-13)

Jesus mostra, de forma direta, dois posicionamentos diante de Deus: um homem que se apoia na sua prática religiosa e se justifica por aquilo que faz, e outro que reconhece sua condição diante de Deus, sem defesa, sem comparação e sem justificativa própria, apenas clamando por misericórdia.

A Escritura também afirma:

“Continue o injusto praticando injustiça, e continue o imundo na sua impureza; e o justo continue praticando justiça, e o santo continue se santificando.” (Apocalipse 22:11)

O texto não trata de quantidade de atos, mas de condição. Quem pratica injustiça permanece na condição de injusto, independentemente da quantidade de ações, porque o que define não é o número de atos, mas a natureza que os produz. Da mesma forma, o justo e o santo permanecem em um processo contínuo de santificação, porque pertencem a uma condição diferente. 

Nesse sentido, condutas religiosas ou morais podem se tornar um obstáculo quando levam o homem a se perceber como “menos pecador” ou mais aceitável diante de Deus. Isso impede o reconhecimento correto da própria condição e bloqueia o verdadeiro arrependimento.

Por isso, muitos daqueles que eram marginalizados socialmente foram os que mais se aproximaram de Jesus, porque não estavam sustentados por uma falsa percepção de justiça própria.  

A própria Escritura demonstra a importância de o homem reconhecer sua verdadeira condição diante de Deus. Ao tratar de alguém que permanecia no pecado, o apóstolo Paulo orientou a igreja a afastá-lo da comunhão, visando não a sua destruição, mas a sua futura salvação:

“Seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus.” (1 Coríntios 5:5)

A exclusao da igreja ou seja, do convivio cristão, mostra o princípio apresentado é que a falsa segurança espiritual pode impedir o arrependimento verdadeiro. Por isso, é melhor que o homem abandone qualquer prática, posição ou identificação que o faça considerar-se salvo enquanto permanece no pecado, do que sustentar uma confiança que o afaste do reconhecimento da sua real condição diante de Deus. Somente quando a verdade sobre sua condição é reconhecida é que o arrependimento pode produzir a transformação que conduz à salvação.

Essa mesma verdade aparece em Lucas 7:

Portanto te digo: os seus muitos pecados lhe são perdoados porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.” (Lucas 7:47)

Nesse texto, “muitos pecados” não indica uma comparação de graus ou tipos de pecado, mas a realidade da condição humana diante de Deus. O homem, estando em pecado, está em uma única condição diante de Deus: afastado dEle, e tudo o que procede dessa condição pertence a ela.

A mulher reconhece essa condição e, diante do perdão, responde com amor correspondente ao reconhecimento do que recebeu. Já aquele que não reconhece sua condição real diante de Deus, mas se percebe como “pouco devedor”, não compreende a profundidade do perdão e, por isso, pouco ama.

Síntese final

Portanto, aquele que não entende a gravidade da sua própria natureza e passa a se comparar com outros, considerando-se “menos pecador” ou em posição mais favorável diante de Deus, está em engano espiritual.

Esse engano distorce a realidade do pecado como condição e não como gradação de atos, e impede o reconhecimento correto do arrependimento.

Por isso, o batismo declara a mesma sentença a todos: morte. Não existe distinção entre homem mais ou menos pecador. Todos são conduzidos à morte da velha natureza de igual modo.

Quando o homem mantém a ideia de que é apenas “menos pecador”, ele preserva a antiga natureza e cria um entrave para o entendimento do arrependimento verdadeiro, que é a morte total do velho homem e o nascimento de uma nova vida em Deus, ficando assim impossibilidade da entrada mo reino de Deus.  

Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” (João 3:3)


Conclusão

As palavras de Jesus revelam uma verdade que o homem natural dificilmente aceita: o problema da humanidade não está na quantidade ou na qualidade dos pecados que pratica, mas na própria condição de pecado em que se encontra. Pois tudo o que faz, estando nesta condição, procede dessa natureza e, por isso, tudo o que faz é pecado.

Por isso, o arrependimento ensinado por Cristo não é um arrependimento contínuo da permanência no pecado, mas uma ruptura com essa condição. Quando Jesus declara: “se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis”, Ele não está chamando o homem a conviver com o pecado, mas a abandonar definitivamente aquilo que o separa de Deus.

A obra de Cristo não foi realizada para que o homem continuasse escravo do pecado, mas para desfazer as obras do diabo. E a principal obra do diabo é justamente o pecado, pois foi por meio dele que a natureza humana caiu, afastou-se de Deus e passou a produzir todos os demais males que existem no mundo.

Por essa razão, o grande engano não está apenas em pecar, mas em acreditar que se pode permanecer nessa condição e ainda assim estar em paz com Deus. Foi esse engano que Jesus combateu ao longo de todo o seu ministério.

Aquele que se considera “pouco pecador” não compreende a gravidade da sua condição. E justamente por não compreender sua condição, não reconhece a necessidade da transformação que Deus exige. Por isso, pouco ama. Quando se fala em amar pouco, isso implica estar separado da realidade do verdadeiro amor; significa não participar do amor que procede de Deus, mas permanecer em uma expressão de amor distorcida, de origem humana, e não naquilo que Deus define como verdadeiro amor a Ele.

A conclusão das palavras de Jesus é clara: o homem precisa abandonar o pecado, morrer para a velha natureza e nascer de novo. Esta não é uma opção para alguns, mas a exigência de Deus para todos os que desejam entrar no Reino dos Céus.

Ignorar essa verdade não altera a realidade. O homem pode rejeitá-la, discuti-la ou tentar substituí-la por conceitos humanos, mas permanecerá sujeito às consequências estabelecidas pelo próprio Deus. E a consequência final da permanência no pecado é a condenação eterna.

Por isso, a mensagem de Cristo continua sendo urgente, verdadeira e indispensável: arrependei-vos.

E esse arrependimento não se aplica apenas àquele que se reconhece abertamente distante de Deus, mas também ao religioso, ao que frequenta a igreja, ao que possui aparência de piedade, dons espirituais, conhecimento bíblico ou até mesmo se considera salvo. Pois não são as obras exteriores nem as declarações religiosas que definem o verdadeiro relacionamento com Deus, mas a condição real do coração diante dEle.

Por isso, a própria palavra de Cristo adverte:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? E então lhes direi abertamente: nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mateus 7:21-23)

“Qualquer que comete o pecado também comete iniquidade, porque o pecado é iniquidade.” (1 João 3:4 — Almeida Revista e Corrigida)



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quinta-feira, 18 de junho de 2026

O Que Diz o Deus da Bíblia e o Que Dizem as Pessoas Sobre a Morte e o Destino Eterno - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - diabo- inferno, morte

 


O Que Diz o Deus da Bíblia e o Que Dizem as Pessoas Sobre a Morte e o Destino Eterno

Versículo Base

"Disse-lhe Abraão: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite."

Lucas 16:31

Introdução

A maioria das pessoas evita ouvir, refletir e falar sobre Deus Pai, Filho e Espírito Santo, sobre a Bíblia, sobre o pecado, sobre a santidade, sobre o inferno e sobre o destino eterno da alma. Fazem isso porque esses assuntos confrontam seus desejos, suas escolhas e sua maneira de viver.

Mas existe um problema: a morte.

A morte virá. Não importa quem você seja, o que pense, no que acredite ou quanto tente fugir desses assuntos. A morte virá. E quando ela vier, compulsoriamente fará você encarar a realidade da qual passou a vida fugindo.

Hoje você pode rejeitar. Pode ignorar. Pode zombar. Pode mudar de assunto. Pode dizer que pensará nisso depois. Mas a morte encerrará todas essas possibilidades.

Aquilo que hoje muitos se recusam a ouvir, refletir e considerar tornar-se-á uma realidade da qual não poderão escapar.

Esta mensagem foi preparada para evitar que isso aconteça com você. Ela lhe oferece a oportunidade de examinar agora aquilo que inevitavelmente encontrará depois da morte.

Antes que a eternidade confirme aquilo que você escolheu nesta vida, examine a verdade.

Antes que seja tarde demais, considere o que diz o Deus da Bíblia sobre a morte e o destino eterno.

E não continue optando pelo que dizem os homens a respeito dessas coisas


I. O Que Dizem as Pessoas Sobre a Morte e o Destino Eterno

Quando o assunto é a morte e o destino eterno, raramente as pessoas consultam cuidadosamente as Escrituras para descobrir o que Deus revelou. Na maioria das vezes, preferem construir suas próprias conclusões. Muitas sequer gostam de ouvir sobre o assunto e, sempre que possível, evitam pensar nele.

Além disso, muitos não dão a devida importância a essa questão. De forma irracional, dedicam sua atenção quase exclusivamente às coisas passageiras desta vida, tratando como secundário justamente o assunto mais importante de todos: o destino eterno da alma.

A Bíblia já alertava sobre essa tendência humana:

"Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte." Provérbios 14:12

Esse caminho que parece direito ao homem inclui suas opiniões, suas crenças, suas conclusões e sua maneira de pensar sobre Deus, sobre a morte e sobre o destino eterno. Aos seus próprios olhos, essas ideias parecem corretas, razoáveis e suficientes. Porém, Deus adverte que o fim desses caminhos é a morte.

O texto não está se referindo à morte física, pois ela alcançará tanto os justos quanto os injustos. A morte mencionada aqui aponta para a condenação eterna, a separação definitiva de Deus, o destino final daqueles que rejeitam Sua verdade.

Alguns afirmam que todos irão para o céu.

Outros dizem que um Deus de amor jamais condenaria alguém eternamente.

Há os que acreditam que uma vida moralmente aceitável é suficiente para garantir a salvação.

Outros acreditam que, após a morte, ainda haverá um período de purificação antes da entrada no céu, ideia geralmente associada ao purgatório.

Há os que defendem a reencarnação como uma nova oportunidade de aperfeiçoamento espiritual.

Muitos acreditam que depois da morte acaba tudo, que não existe céu, inferno, juízo ou qualquer prestação de contas diante de Deus.

Outros simplesmente afirmam que não haverá sofrimento eterno para ninguém.

Há ainda aqueles que dizem não saber exatamente o que acontecerá, mas escolhem acreditar naquilo que lhes parece mais agradável.

Muitas dessas ideias não surgem das Escrituras. Elas nascem de uma mistura de conceitos religiosos, opiniões pessoais, tradições humanas, sentimentos, desejos, experiências pessoais interpretadas sem o devido cuidado e interpretações distorcidas da Palavra de Deus.

O apóstolo Paulo descreveu exatamente essa realidade:

"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas." 2 Timóteo 4:3-4

As pessoas retiram determinados textos bíblicos de seu contexto, ignoram outros que confrontam suas crenças e selecionam apenas aquilo que parece confirmar o que já desejam acreditar.

Muitas vezes não existe um interesse sincero em descobrir o que Deus realmente disse. Existe apenas o desejo de encontrar uma interpretação que permita continuar vivendo sem a necessidade de arrependimento, conversão e submissão à vontade de Deus.

Jesus denunciou essa postura ao declarar:

"E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens." Marcos 7:7

O resultado é um sincretismo religioso: uma mistura entre verdades bíblicas, tradições religiosas, opiniões humanas, experiências pessoais e interpretações particulares.

Mas existe um problema que nenhuma opinião humana poderá resolver.

A morte não se submeterá às crenças das pessoas.

A eternidade não será determinada pelo que alguém prefere acreditar.

O destino eterno não será definido por sentimentos, tradições, experiências ou opiniões pessoais.

A questão decisiva não é o que dizem os homens sobre a morte e o destino eterno.

A questão decisiva é: o que diz o Deus da Bíblia sobre essas coisas?

É exatamente isso que passaremos a examinar.



II. Por Que Devemos Ouvir o Deus da Bíblia e Não os Homens

Chegamos agora a uma questão fundamental.

Se existem tantas opiniões sobre a morte e o destino eterno, como saber em quem acreditar?

A resposta depende de outra pergunta: quem possui autoridade para falar sobre essas coisas?

Os homens possuem opiniões.

Deus possui a verdade.

Por isso, a questão decisiva não é o que dizem os homens sobre a morte e o destino eterno, mas o que diz o Deus da Bíblia.

E por que o Deus da Bíblia?

Porque o Deus da Bíblia é o Deus verdadeiro. É o Deus que Se revelou aos homens por meio das Escrituras.

Muitos falam sobre Deus sem realmente conhecê-Lo. Outros possuem apenas um conhecimento parcial ou distorcido a Seu respeito. Não porque Deus não tenha Se revelado, mas porque suas crenças foram formadas sem um exame sério, cuidadoso e aprofundado das Escrituras.

Assim, acabam acreditando em um Deus moldado por opiniões humanas, tradições religiosas, sentimentos pessoais, experiências particulares ou interpretações superficiais da Palavra de Deus.

Quando tratamos da morte e do destino eterno, existem apenas duas possibilidades: crer naquilo que o Deus da Bíblia revelou ou permanecer acreditando naquilo que os homens dizem.

A verdade sobre a morte e o destino eterno não está nas opiniões humanas.

Não está nas tradições religiosas.

Não está nos sentimentos.

Não está nas experiências pessoais.

Não está naquilo que parece correto aos homens.

Ela está naquilo que Deus revelou nas Escrituras.

E mesmo quando uma crença utiliza partes da Bíblia, se ela mistura a Palavra de Deus com opiniões humanas, tradições, sentimentos ou interpretações que não resistem a um exame sério das Escrituras, ela deixa de ter a Bíblia como sua única autoridade.

Sem a Bíblia, nada saberíamos sobre a criação, sobre a origem do pecado, sobre o propósito da vida, sobre a santidade de Deus, sobre a salvação, sobre o céu, sobre o inferno ou sobre o destino eterno da alma.

Se Deus não tivesse deixado Sua revelação registrada, todo conhecimento a Seu respeito teria sido distorcido, misturado ou perdido ao longo das gerações.

A própria Bíblia declara:

"Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça." 2 Timóteo 3:16

Além disso, a Bíblia apresenta evidências únicas de sua origem divina.

Foi escrita por dezenas de autores ao longo de aproximadamente mil e quinhentos anos, em diferentes épocas, culturas e circunstâncias, mas mantém uma unidade impressionante em sua mensagem central.

Suas profecias cumpridas demonstram conhecimento antecipado de acontecimentos impossíveis de serem previstos por meios humanos.

Sua mensagem permanece preservada através dos séculos.

Seu poder transformador continua mudando vidas, libertando pessoas do pecado e conduzindo-as a uma nova maneira de viver.

Por isso, quando a Bíblia fala, não estamos diante de meras opiniões humanas, mas diante da revelação do Deus verdadeiro.

Tendo estabelecido a autoridade das Escrituras, resta agora examinar o que o Deus da Bíblia efetivamente diz sobre a morte e o destino eterno.



III. O Que Diz o Deus da Bíblia Sobre a Morte e o Destino Eterno

Deus criou o homem para a vida eterna.

"E disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, pois, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente." Gênesis 3:22

"E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida." Gênesis 3:24

Porém, o pecado (a desobediência a Deus) destinou o homem à morte física e espiritual.

"Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram." Romanos 5:12

"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna por Cristo Jesus, nosso Senhor." Romanos 6:23

Quanto à morte física, após o pecado, Deus pronunciou a sentença que revelou uma das consequências da desobediência:

"No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás." Gênesis 3:19

O próprio contexto mostra que Deus está anunciando as consequências do pecado cometido pelo homem. A morte física passa a fazer parte da condição humana como resultado da sua rebelião contra Deus.

Quanto à morte espiritual, a Palavra de Deus declara:

"E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados." Efésios 2:1

Assim, o pecado separou o homem de Deus, trouxe a morte espiritual imediatamente e o destinou também à morte física, realidade que passou a alcançar toda a humanidade.

Deus proveu ao homem a possibilidade de optar pela vida eterna através de Jesus Cristo.

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." João 3:16

Jesus Cristo veio ao mundo em forma humana.

"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós..." João 1:14

Viveu sem pecado.

"O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano." 1 Pedro 2:22

E entregou Sua vida na cruz para pagar a condenação devida aos pecadores.

"Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores." Romanos 5:8

Por Sua morte e derramamento de sangue, Jesus pagou o preço da condenação que era devida aos homens.

"Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados." Colossenses 1:14

Ressuscitou dentre os mortos para a justificação daqueles que creem.

"O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação." Romanos 4:25

Assim, por meio de Jesus Cristo, Deus oferece ao homem a possibilidade de optar pela vida eterna em lugar da condenação produzida pelo pecado.

"Disse-lhe Abraão: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite."Lucas 16:31



Conclusão e Apelo 

A verdade é aquilo que a Bíblia diz.

Ela afirma que o ser humano foi criado em condição perfeita, mas caiu pelo pecado, e toda a humanidade nasce com essa natureza.

Jesus Cristo é Deus que se fez carne e morreu na cruz para dar ao homem a possibilidade de mudança de natureza, de vida e de conduta diante de Deus.

Você está diante dessa verdade.

E essa verdade vai decidir o seu destino eterno.

Se você a recebe, terá a vida eterna.

Se você a rejeita, negligencia e permanece no pecado, terá a condenação eterna.

E a Escritura mostra que o homem não se perde por falta de aviso, mas por recusa da verdade.

Ainda que tenha ouvido, ainda que tenha sido advertido, ainda que tenha tido oportunidade, a escolha pela rejeição se torna definitiva.

Por isso, não resista a Deus.

Não adie essa decisão.

Não permaneça no pecado.

A morte não negocia tempo, não espera preparo e não respeita adiamento.

Ela chega e encerra toda possibilidade de mudança.

E chegará um momento em que muitos poderão dizer: “eu fui enganado”, “eu estava louco”, “eu não acredito que estou aqui”, “como eu ignorei tudo o que vi”.

E o pior de tudo é que não haverá como retroceder, não haverá como corrigir, não haverá possibilidade de mudança.

Estarão diante de uma realidade insuportável e definitiva, que confronta tudo aquilo que foi ignorado em vida.

E é exatamente isso que a parábola quer que você compreenda.

Ela aponta para uma realidade que se apresentará de forma definitiva àqueles que rejeitaram a verdade.

Por isso, enquanto você ainda ouve, decida agora.

Agora.

Entre Cristo e o pecado.

Entre a vida e a condenação.

Entre a verdade e o engano.

A escolha é sua.


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sábado, 13 de junho de 2026

O QUE VOCÊ NÃO SABE SOBRE O DIABO QUE PODE CONDENÁ-LO - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - diabo- inferno

 

O QUE VOCÊ NÃO SABE SOBRE O DIABO QUE PODE CONDENÁ-LO

Versículo Base 

 "Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar." (1 Pedro 5:8)


INTRODUÇÃO 

O diabo existe, quer você acredite nele ou não. Sua existência não depende da opinião humana, mas da revelação de Deus. Jesus falou sobre ele, os apóstolos falaram sobre ele e as Escrituras o apresentam como um inimigo real, ativo e extremamente perigoso. Mas existe uma pergunta que poucos fazem: o que você não sabe a respeito do diabo que pode levá-lo à condenação eterna?

Você tem certeza de que reconheceria suas armadilhas? Tem certeza de que suas crenças, convicções e certezas não foram influenciadas por aquele cujo propósito é afastar os homens de Deus? Quantas pessoas acreditam estar no caminho da vida enquanto caminham para a perdição? Quantas imaginam estar servindo a Deus enquanto seguem caminhos que Ele nunca aprovou? Quantas foram enganadas sem jamais perceber que estavam sendo enganadas? Quantas estão condenadas ao inferno, enganadas pelo enganador? E se você for uma delas?

Esta mensagem tratará de uma realidade que não pode ser ignorada. Ela o levará a examinar, à luz das Escrituras, quem é esse inimigo, como ele atua, quais são suas estratégias e por que Deus adverte tão seriamente a seu respeito. O assunto não poderia ser mais grave, porque não estamos falando apenas de enganos temporários ou prejuízos terrenos. Estamos falando da alma, da verdade, da salvação e da eternidade. Por isso, leia cada palavra com atenção, pois aquilo que você não sabe sobre o diabo pode ser exatamente o que ele deseja que você continue sem saber.

O encerramento da introdução com "aquilo que você não sabe sobre o diabo pode ser exatamente o que ele deseja que você continue sem saber" cria uma ligação forte com o título e prepara o leitor para os tópicos seguintes.


PONTO 1 

O QUE O DIABO FEZ, COMO AGE E QUAL É O SEU OBJETIVO FINAL

Para compreender verdadeiramente como o diabo age hoje, é necessário compreender com profundidade o que ele fez no princípio.

As Escrituras apresentam Satanás como alguém que se rebelou contra Deus. Sua natureza passou a ser marcada pela exaltação de si mesmo, pela oposição a Deus e pelo engano. Quando se aproximou do homem no Éden, seu objetivo foi implantar no coração humano o mesmo princípio que produziu sua própria queda: o orgulho.

Ao implantar o orgulho no coração humano, Satanás levou o homem a seguir seus próprios desejos e decisões, desobedecendo a Deus. Foi dessa desobediência que nasceu o pecado. O homem deixou de viver em plena submissão ao Senhor e passou a trilhar seu próprio caminho, trazendo sobre si a separação de Deus e a morte.

Mas o pecado entrou por uma porta específica: o engano. O homem acreditou na mentira e, por meio dela, afastou-se da verdade. O orgulho produziu a desobediência, a desobediência produziu o pecado, e o pecado mergulhou o homem no engano.

Por isso as Escrituras afirmam que "o mundo inteiro jaz no maligno" (1 João 5:19). Também por isso Jesus chamou Satanás de "príncipe deste mundo" (João 12:31; João 14:30). A humanidade passou a viver sob a influência de um sistema contrário à vontade de Deus, marcado pelo orgulho, pelo pecado e pelo engano.

Seu objetivo continua sendo o mesmo desde o princípio: manter o homem no orgulho. O orgulho leva o homem a seguir a própria vontade, produzindo desobediência a Deus. Dessa desobediência nasce o pecado, e por meio do pecado o diabo mantém o homem no engano, cegando seu entendimento e impedindo-o de reconhecer sua verdadeira condição diante de Deus.

Satanás sabe que sua condenação está determinada. Por isso procura manter o maior número possível de pessoas nessa mesma condição de rebelião, orgulho, pecado e engano. Seu objetivo é impedir que o homem enxergue sua necessidade de arrependimento, de santificação e de fidelidade a Deus.

Entretanto, Deus providenciou um caminho de libertação. Por meio do sacrifício de Jesus Cristo, o homem pode ser perdoado, reconciliado com Deus e liberto do domínio do pecado. Em Cristo, o ser humano pode renunciar ao orgulho, abandonar sua própria direção e decidir viver para cumprir a vontade de Deus.

Esta é a grande batalha travada pela alma humana. De um lado está o engano, sustentando o orgulho, produzindo o pecado e afastando o homem de Deus. Do outro está Jesus Cristo, chamando o homem ao arrependimento, à verdade e à reconciliação com Deus.

Compreender essa realidade não é apenas uma questão de conhecimento. É uma questão de destino eterno.

CAPÍTULO 2 

— COMO O DIABO AGE

1. O DIABO PROCURA MANTER O HONEM EM SUA NATUREZA CAÍDA 

Desde o princípio, Satanás procura manter vivo no homem o mesmo princípio que produziu a queda: o orgulho.

Seu objetivo não é simplesmente produzir determinados pecados, mas conservar o homem na condição que produz o pecado. Enquanto a natureza permanecer a mesma, os frutos continuarão sendo os mesmos.

Por isso sua atuação está voltada para impedir a verdadeira transformação do homem. Ele procura manter o ser humano governado pela própria vontade, resistente à plena vontade de Deus e preso ao engano que o impede de enxergar sua real condição espiritual.

O pecado é consequência dessa condição. Assim como uma árvore produz frutos segundo sua natureza, o homem produz obras segundo aquilo que é. Por isso a necessidade do novo nascimento. Deus não veio apenas mudar o comportamento do homem, mas transformar sua natureza.

Satanás sabe disso. Por essa razão, sua luta é para impedir essa transformação, mantendo o homem satisfeito consigo mesmo, preso ao orgulho e distante da obra que Deus deseja realizar em sua vida.


2. O DIABO AGE ATRAVÉS DA ESTRUTURA DO MUNDO

O diabo não atua apenas por meio de tentações individuais. Ele também age através da própria estrutura do mundo.

As Escrituras afirmam que "o mundo inteiro jaz no maligno" (1 João 5:19) e que Satanás é chamado por Jesus de "príncipe deste mundo" (João 12:31). Por isso, o mundo funciona segundo uma lógica que favorece seus propósitos e mantém o homem distante da verdade.

Desde que nasce, o homem é inserido nessa estrutura. Ele aprende a viver segundo os valores do mundo, a buscar aquilo que o mundo valoriza e a organizar sua vida em torno dos objetivos que o mundo apresenta como importantes.

O mundo ensina o homem a construir sua própria existência. Alguns buscam riqueza, outros reconhecimento, outros realização profissional, outros aprovação das pessoas e outros a imagem de serem moralmente corretos. Cada indivíduo passa a dedicar sua vida à construção dos seus próprios objetivos, valores e realizações.

Dessa forma, o homem permanece ocupado com os interesses desta vida e raramente para para examinar sua verdadeira condição espiritual diante de Deus.

Além disso, o diabo utiliza a própria dinâmica do mundo para ocupar continuamente o tempo e a atenção das pessoas. Preocupações, responsabilidades, entretenimentos, projetos, informações e distrações constantes mantêm a mente ocupada e dificultam a reflexão sobre as questões eternas.

Assim, os anos passam, a vida segue seu curso e muitos nunca chegam a considerar seriamente a verdade sobre si mesmos, sobre Deus e sobre o seu destino eterno.

Quando a questão de Deus lhes é apresentada, Satanás também procura distorcê-la. Em vez da verdade revelada nas Escrituras, apresenta uma versão adaptada aos interesses humanos. Um evangelho que não confronta o pecado, não exige arrependimento e não tira o homem do centro da sua própria vida.

Dessa maneira, o diabo mantém o homem preso ao mesmo ciclo que iniciou no princípio: orgulho, pecado e engano.

Seu objetivo é impedir que o homem reconheça sua verdadeira condição, permaneça afastado da verdade e siga nesse caminho até a morte.

Por isso, uma das maiores estratégias de Satanás não é apenas levar o homem ao erro, mas mantê-lo ocupado, distraído e convencido de que está no caminho certo, quando na realidade caminha para a condenação.

3. COMO O DIABO AGE DIRETAMENTE SOBRE AS PESSOAS


Além de atuar através da estrutura do mundo, o diabo também age diretamente sobre as pessoas.

As Escrituras o apresentam como um ser real, ativo e atuante. Ele não apenas influencia sistemas, culturas e valores, mas também procura agir diretamente na vida dos indivíduos.

Uma das formas mais evidentes dessa atuação é através da influência sobre a mente. Desde o princípio, Satanás aparece falando. No jardim do Éden, ele se aproximou de Eva e lhe apresentou uma mensagem contrária à Palavra de Deus. Seu objetivo era levá-la ao engano e à desobediência.

Essa forma de atuação continua aparecendo ao longo das Escrituras.

"Tendo o diabo já posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse." (João 13:2)

"Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo?" (Atos 5:3)

"Então Satanás se levantou contra Israel e incitou Davi a levantar o censo de Israel." (1 Crônicas 21:1)

Esses textos mostram Satanás atuando diretamente sobre as pessoas, influenciando a mente, as decisões e as atitudes.

Seu objetivo permanece o mesmo: manter o homem no orgulho, no pecado e no engano. Para isso, ele apresenta ideias, pensamentos, desejos e justificativas que mantêm a pessoa nessa condição, impedindo-a de reconhecer a verdade e de enxergar sua real situação diante de Deus.

Muitas dessas ideias fortalecem exatamente aquilo que sustenta o sistema do mundo: a exaltação do próprio homem, a busca dos seus interesses, a condução da vida segundo a própria vontade e a permanência nos valores e objetivos deste mundo.

As Escrituras também mostram que, em alguns casos, sua atuação pode ir além dessa influência.

"E, após o bocado, entrou nele Satanás." (João 13:27)

Os Evangelhos registram diversos episódios de pessoas possuídas por espíritos malignos, demonstrando que existe uma forma de atuação ainda mais intensa da ação demoníaca.

Entretanto, a principal atuação de Satanás apresentada nas Escrituras ocorre através do engano, influenciando a mente e mantendo o homem no caminho em que já se encontra, preso ao orgulho, ao pecado e ao engano.

Por fora existe aparência de piedade. Por dentro permanece a mesma estrutura. O homem continua sendo o centro da própria vida. Continua buscando sua própria glória, sua própria justiça e sua própria exaltação.

Dessa forma, o orgulho permanece vivo, o pecado continua sendo produzido e o engano continua sustentando toda essa estrutura.

Esse é um dos enganos mais perigosos de Satanás, porque a pessoa acredita que possui uma relação com Deus, quando na realidade continua presa à mesma condição que o diabo sempre procurou preservar.

Essa condição pode ser tão convincente que leva muitos a terem experiências relacionadas às coisas de Deus. Algumas pessoas podem testemunhar curas, transformações marcantes de vida, libertações aparentes, manifestar dons espirituais, envolver-se intensamente na obra de Deus e participar ativamente de atividades espirituais. Em muitos casos, essas experiências parecem fornecer uma forte evidência de que existe um relacionamento correto com Deus.

Afinal, é possível encontrar pessoas que abandonaram antigos vícios, mudaram completamente seu estilo de vida, passaram a demonstrar disciplina religiosa, receberam reconhecimento espiritual e até exerceram ministérios que impactaram outras pessoas. Aos olhos humanos, tudo isso pode parecer uma confirmação quase incontestável de aprovação divina.

Contudo, nenhuma dessas experiências, por si só, é a base estabelecida por Deus para confirmar que alguém realmente O conhece. Transformações externas, manifestações espirituais, curas, dons ou realizações ministeriais não substituem aquilo que Deus exige no fundamento da vida espiritual.

O próprio Senhor Jesus fez um alerta solene sobre essa realidade:

"Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." (Mateus 7:22-23)

Observe que essas pessoas não apresentaram argumentos ligados ao mundo ou à rebeldia aberta contra Deus. Elas apresentaram experiências espirituais, obras realizadas em nome de Deus, manifestações de poder e atividades religiosas. Ainda assim, ouviram as palavras mais assustadoras que alguém pode ouvir: "Nunca vos conheci".

Isso demonstra que alguém pode possuir experiências impressionantes, testemunhos impactantes, dons espirituais e até reconhecimento religioso, sem que tenha sido verdadeiramente estabelecido naquilo que Deus requer.

Enquanto o orgulho permanece governando o coração, o pecado continua sendo produzido e o engano continua sustentando a falsa segurança espiritual. Assim, mesmo cercada por experiências religiosas ou espirituais, a pessoa permanece presa ao mesmo tripé que Satanás procura preservar: orgulho, pecado e engano.


4. COMO ESCAPAR DO ENGANO DE SATANÁS


As Escrituras deixam claro que a maioria das pessoas não escapará do engano de Satanás.

"Muitos são chamados, mas poucos escolhidos." (Mateus 22:14)

"Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela." (Mateus 7:13)

Diante disso, a pergunta permanece: como escapar do engano de Satanás?

Essa questão não pode ser compreendida sem voltar ao princípio da queda.

No Éden, Deus estabeleceu a Sua vontade e revelou ao homem o caminho da vida. O diabo, porém, se aproximou de Eva e de Adão e desviou o foco da Palavra de Deus, levando o homem a olhar para si mesmo e para a sua própria vontade.

Quando foi apresentada a ideia de "ser como Deus, conhecendo o bem e o mal", o homem passou a escolher entre duas direções: viver para Deus e para a Sua vontade, ou viver para si mesmo e para a sua própria vontade.

A decisão tomada foi a de olhar para si, buscar a si mesmo e viver para si mesmo. O orgulho entrou exatamente nesse ponto: o homem abandonou a dependência de Deus e passou a viver segundo a sua própria vontade.

Essa é a raiz da queda. O orgulho gerou o pecado, e o pecado abriu espaço para o engano.

Por isso, escapar do engano de Satanás exige uma troca radical: o “eu” precisa morrer, e Deus precisa ocupar completamente o lugar que antes era do eu.

Não se trata de dividir a vida entre Deus e o próprio homem, mas de uma substituição total de governo interior. O homem deixa de viver para si mesmo e passa a viver exclusivamente para Deus.

Isso significa não mais buscar a própria glória, não mais realizar a própria vontade e não mais exaltar a si mesmo. Significa reconhecer que o homem não foi criado para si, mas para a glória de Deus.

Essa transformação só é possível por meio de Cristo e do Seu sacrifício na cruz.

O homem é reconhecido como pecador, afastado de Deus, e incapaz de se salvar por si mesmo. O salário do pecado é a morte, mas Jesus Cristo morreu em nosso lugar, oferecendo perdão e reconciliação com Deus.

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou por mim." (Gálatas 2:20)

"E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou." (2 Coríntios 5:15)

Morrer para o “eu” é morrer para o orgulho, para a autonomia da própria vontade e para a exaltação pessoal. É receber a verdade de Deus: que o homem depende inteiramente de Cristo para ser salvo e transformado.

A partir disso, o homem deixa de viver a suaprópria vida e passa a viver a vida de Cristo. Seus pensamentos, suas escolhas, suas atitudes e seus desejos passam a ser submetidos à vontade de Deus.

Cristo passa a governar toda a vida, e não apenas uma parte dela. O homem não vive mais para si, mas para Deus, em Cristo.

E essa nova vida não é perda, mas cumprimento do propósito original: viver para a glória de Deus e ser conduzido à vida eterna.

5. CONCLUSÃO E APELO

Caro leitor,

A realidade final apresentada pelas Escrituras é dura e inevitável: a maioria das pessoas não escapará do engano de Satanás.

Ao longo da vida, o homem pode ser conduzido por diferentes formas de engano, mas todas levam ao mesmo destino.

Muitos são conduzidos por uma vida centrada no mundo, nas suas tradições e nos seus próprios projetos, vivendo para si mesmos e para a realização da própria vontade. Outros são levados por religiões que não confrontam as Escrituras, por denominações que não conduzem à verdade, e por avaliações pessoais que parecem corretas aos próprios olhos.

Há também os que se apoiam em experiências espirituais, manifestações, dons e acontecimentos sobrenaturais, ou até mesmo em transformações externas de comportamento, sem que isso tenha produzido uma verdadeira ruptura interior. Outros ainda interpretam encontros e momentos com Deus como confirmação de vida espiritual, sem jamais terem respondido corretamente à verdade revelada.

E em todos esses casos, um ponto permanece inalterado: o orgulho, o pecado e o engano continuam atuando.

O resultado final dessa condição será a eternidade fora de Deus.

Diante da morte, o homem não encontrará neutralidade nem cessação da consciência. Encontrará uma realidade eterna, insuportável, irreversível e consciente. E a maior dor será a percepção clara de que toda a vida foi conduzida sob engano.

Diante disso, surge a única pergunta decisiva: como escapar?

A resposta começa na raiz da condição humana.

O tripé que sustenta o afastamento de Deus é composto por orgulho, pecado e engano. O orgulho é quando o homem deixa de olhar para Deus e para a Sua vontade e passa a olhar para si mesmo e para a sua própria vontade. O pecado nasce dessa direção, quando o homem passa a viver e agir segundo a sua própria vontade. E o engano se mantém enquanto o homem continua voltado para si mesmo, interpretando a vida a partir de si e não da verdade de Deus.

Quando isso é compreendido, torna-se claro que a saída não está em ajustes superficiais, mas em uma mudança de direção.

Quando o homem deixa de olhar para si e volta o seu olhar para Deus, ele deixa de viver segundo a própria vontade e passa a se submeter à vontade de Deus. Ao olhar para Deus, ele enxerga a verdade, porque Deus é a fonte de toda a verdade.

Nisto quebra-se o tripé: orgulho, pecado e engano.

Nesse ponto, os olhos do homem se fixam em Deus, e o poder do engano é quebrado.

Ele encontra Jesus Cristo como Salvador, reconhecendo o valor do Seu sacrifício na cruz, onde Seu sangue foi derramado para a remissão dos pecados e para a reconciliação com Deus.

E recebe a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, como direção para sua vida, entendendo que ali está a verdade que conduz ao caminho correto.

A partir disso, ele abandona o pecado e passa a viver uma nova vida em fidelidade a Deus.

Mas essa vida não é neutra nem automática. Ela exige vigilância constante.

A existência humana se torna um campo contínuo de decisão, onde a cada instante o homem precisa escolher entre permanecer em si mesmo ou permanecer em Deus.

Não existe neutralidade. Não existe pausa. Não existe descanso espiritual neste sentido.

Quem relaxa retorna ao engano. Quem abandona a vigilância volta ao orgulho. Quem deixa de obedecer retorna ao pecado.

Por isso, a vida aqui é breve, mas a eternidade é definitiva.

E é nesse breve tempo que a decisão eterna é formada.

O chamado é direto: abandone o orgulho, rejeite o pecado e saia do engano.

E viva inteiramente para Deus, enquanto ainda há tempo.

O diabo é real, ele trabalha o tempo todo, sem parar, e você precisa entender que está em guerra contra ele. Você precisa saber qual é o objetivo dele, como ele atua e como ele age para manter o homem no orgulho, no pecado e no engano. E a única forma de não ser vencido é olhar para a verdade e abandonar esse tripé: orgulho, pecado e engano. Portanto, viva exclusivamente para a glória de Deus. Seja fiel, custe o que custar, e examine a sua vida de acordo com a Palavra de Deus.




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sábado, 6 de junho de 2026

NO INFERNO CLAMARÃO : ME DÁ MAIS UMA CHANCE - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico.

NO INFERNO CLAMARÃO : ME DÁ MAIS UMA CHANCE


VERSÍCULO BASE

"E fechou-se a porta."(Mateus 25:10)


INTRODUÇÃO

Existe uma pergunta que pode mudar o destino eterno de uma pessoa.

Se você soubesse que esta poderia ser a última mensagem que leria em sua vida, continuaria a leitura?

Se você soubesse exatamente o dia da sua morte, o que mudaria hoje?

Por que tantas pessoas se preocupam em preparar o futuro nesta terra, mas dedicam tão pouco tempo para pensar no que acontecerá depois da morte?

Será que existe algo mais assustador do que descobrir uma verdade quando já não é mais possível voltar atrás?

E se alguém recebesse apenas mais uma oportunidade, o que faria com ela?

Ao longo desta mensagem, refletiremos sobre uma realidade que muitos preferem ignorar, mas que ninguém conseguirá evitar. Uma realidade que alcança ricos e pobres, jovens e idosos, religiosos e não religiosos.

Antes de continuar, responda a si mesmo: se você morresse hoje, qual seria o seu destino eterno?

Você estaria salvo? Estaria livre da condenação eterna?

Mas existe uma pergunta ainda mais importante: a sua resposta está fundamentada nas Escrituras Sagradas ou apenas naquilo que você acredita?

É isso que vamos tratar a seguir.


1. O ARREPENDIMENTO: A PRIMEIRA NECESSIDADE DO HOMEM


Deus criou o homem para viver em comunhão com Ele. Mas o pecado entrou no mundo pela desobediência, e toda a humanidade passou a compartilhar da mesma condição.

"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus."(Romanos 3:23)

Deus é santo, justo e perfeito. Por isso, o pecado separa o homem de Deus. O homem não pode remover sua própria culpa, porque a justiça de Deus exige que a sentença contra o pecado seja cumprida.

Mas Deus, em seu amor, providenciou a solução. Jesus Cristo morreu na cruz para salvar os pecadores.

Entretanto, existe uma condição indispensável para a salvação: o arrependimento.

Jesus disse:

"Se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis."(Lucas 13:3)

Pedro também declarou:

"Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados."(Atos 3:19)

Sem arrependimento não há salvação.

Mas o arrependimento bíblico não é apenas tristeza pelos pecados praticados. É o reconhecimento da própria condição diante de Deus. É admitir que nasceu pecador, separado de Deus e necessitado de salvação. Se o homem não estivesse perdido, não precisaria arrepender-se. 

Ninguém será salvo do inferno sem reconhecer que está perdido. Ninguém será perdoado sem reconhecer sua culpa. Ninguém poderá ser reconciliado com Deus sem reconhecer sua verdadeira condição diante d'Ele.

Por essa razão, o batismo nas águas foi ordenado por Deus como testemunho desse arrependimento. Ao descer às águas, o cristão declara a morte do velho homem, da natureza pecadora que o conduzia à condenação. Ao levantar-se das águas, declara o início de uma nova vida, agora reconciliada com Deus e comprometida em seguir a Cristo.

O batismo é a declaração pública de que o homem reconheceu sua condição, arrependeu-se e decidiu abandonar o caminho que conduz à perdição para seguir o caminho da vida.

Por isso, a Bíblia exige não apenas a fé, mas também o batismo:

"Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado." (Marcos 16:16)

O arrependimento é o reconhecimento dessa realidade e a decisão de abandonar o pecado para submeter-se a Deus.

Essa verdade é combatida continuamente. O diabo trabalha para impedir que o homem reconheça sua condição espiritual e sua necessidade de arrependimento. O orgulho produz o mesmo efeito, levando o homem a justificar-se em vez de reconhecer sua culpa.

Além disso, a estrutura deste mundo conduz as pessoas na direção oposta. O homem é colocado no centro, seus desejos são exaltados, sua vontade é apresentada como autoridade e sua satisfação é tratada como prioridade. Quando isso acontece, a visão do homem em relação a Deus torna-se distorcida. Ele passa a enxergar Deus como alguém que existe para servi-lo, quando na realidade é o homem quem foi criado para servir e glorificar a Deus.

"E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou."                                 2 Coríntios 5:

"Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém."    Romanos 11:36

As Escrituras ensinam que o centro de todas as coisas não é o homem, mas Deus. Tudo existe por Sua vontade e para Sua glória. Quando essa verdade é compreendida, o homem passa a enxergar corretamente sua posição diante do Criador. Ele reconhece sua pequenez, sua dependência e sua necessidade de misericórdia.

O verdadeiro arrependimento começa quando essa falsa centralidade do homem é destruída. O homem deixa de viver para si mesmo e passa a viver para Deus. Sua vontade deixa de ocupar o primeiro lugar. Sua busca passa a ser a vontade de Deus, a honra de Deus e a glória de Deus.

É essa mudança que leva o homem a abandonar o pecado e a tornar-se uma nova criatura.

Sem arrependimento não há conversão.

Sem arrependimento não há nova vida.

Sem arrependimento não há salvação.


2. O PECADO: O FRUTO DE UMA NATUREZA CORROMPIDA


O pecado não é a causa principal do problema do homem, mas a sua consequência.

Antes do pecado existir nas atitudes, ele já existia no coração. O orgulho levou a criatura a afastar-se de Deus e a colocar a si mesma no centro. Dessa corrupção nasceu o pecado.

Foi exatamente isso que aconteceu com Adão e Eva. Eles olharam para si mesmos e para aquilo que julgavam ganhar ao comer do fruto proibido, em vez de permanecerem submissos à vontade de Deus. Quando a vontade da criatura ocupou o lugar da vontade do Criador, o pecado entrou no mundo.

O pecado ofende a santidade de Deus, separa o homem do seu Criador e conduz à condenação eterna.

Por isso, a solução não está apenas em abandonar determinados pecados, mas em mudar a própria natureza.

Uma árvore má produz maus frutos. Da mesma forma, uma natureza corrompida produz pecado.

É por essa razão que Jesus falou sobre a necessidade de nascer de novo.

A mudança que Deus oferece não é apenas de comportamento, mas de natureza.

Quem nasce de Deus recebe uma nova vida, e essa nova vida entra em conflito com o pecado.

"Qualquer que é nascido de Deus não peca, porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus."

(1 João 3:9)

O texto mostra que o novo nascimento produz uma nova natureza. Aquele que nasce de Deus recebe a Sua semente e, por isso, não pode permanecer em desobediência. O pecado pertence à velha natureza. A obediência pertence à nova natureza.

Controlar comportamentos não resolve o problema do pecado. No máximo, produz mudanças externas e temporárias. Mais cedo ou mais tarde, aquilo que está na natureza voltará a manifestar-se.

Por isso, a solução não é apenas deixar de praticar determinados pecados, mas receber uma nova natureza. Quando a natureza permanece a mesma, o pecado permanece. Quando a natureza é transformada por Deus, a obediência torna-se o fruto dessa transformação.

É por isso que Jesus não falou apenas de mudança de comportamento, mas de novo nascimento.

Essa transformação acontece quando o homem deixa de viver para si mesmo. Ele abandona a busca da própria glória, da própria vontade e dos próprios interesses para viver para Deus.

O homem sai do centro.

Deus ocupa o centro.

E onde Deus governa, o pecado perde o seu domínio.


3. O CRESCIMENTO ESPIRITUAL: O FRUTO DA NOVA NATUREZA


O novo nascimento não é o fim da caminhada. É o começo.

Aquele que recebeu uma nova natureza passa a crescer espiritualmente. Seu desejo é conhecer mais a Deus, compreender Sua Palavra e obedecer à Sua vontade.

Por isso, as Escrituras declaram:

"Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito."

(Provérbios 4:18)

Aquele que nasceu de Deus cresce no conhecimento de Deus, na compreensão da Sua Palavra e na comunhão com o Senhor.

Esse crescimento produz frutos.

Quanto mais conhece a Deus, mais abandona aquilo que pertence à velha vida. Quanto mais compreende a Sua vontade, mais deseja praticá-la.

A nova natureza produz uma nova maneira de pensar, uma nova maneira de agir e uma nova maneira de viver.

Por isso, o cristão deve permanecer firme na Palavra de Deus, na oração, na comunhão e em tudo aquilo que fortalece sua vida espiritual.

Para aqueles que já se arrependeram de seus pecados, reconheceram que foram salvos do inferno por Jesus Cristo e foram batizados, declarando a morte do velho homem e o nascimento de uma nova criatura para conhecer e obedecer a Deus, entretanto, existe uma luta constante.

O objetivo do inimigo é fazer o homem retornar à velha condição que abandonou no arrependimento: uma vida centrada em si mesmo, em sua própria vontade e não na vontade de Deus.

Foi exatamente essa condição que produziu a queda. Adão e Eva olharam para si mesmos, para aquilo que julgavam ganhar, e deixaram de olhar para Deus. Quando o homem olha para si mesmo, afasta-se de Deus. Quando olha para Deus, afasta-se do pecado.

Por isso, o cristão deve manter os olhos fixos em Cristo.

"Olhando para Jesus, autor e consumador da fé."

(Hebreus 12:2)

A vida cristã consiste em permanecer nessa nova realidade. O homem deixa de viver para si mesmo e passa a viver para Deus. Sua vida agora tem um propósito: conhecer a vontade de Deus e praticá-la.

Por isso Paulo declarou:

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim."

(Gálatas 2:20)

Essa é a vigilância que o cristão deve manter. O velho homem deve permanecer crucificado. A velha vida deve permanecer sepultada. Os olhos devem permanecer voltados para Cristo, para Sua Palavra, para Sua obra e para a vida eterna.

O crescimento espiritual não é uma opção para o cristão. É a evidência natural de uma vida transformada.

Quem nasceu de Deus deseja conhecê-Lo mais.

Quem conhece mais a Deus deseja obedecer à Sua Palavra.

E quem permanece nesse caminho cresce continuamente, até o dia em que estará para sempre na presença do Senhor.

Essa formulação fica mais enxuta e mantém o foco na ideia central: viver para conhecer e fazer a vontade de Deus.


CONCLUSÃO E APELO

Caro leitor, depois de tudo o que foi exposto nesta mensagem, existe uma pergunta que você precisa responder.

Você já reconheceu que nasceu pecador, afastado de Deus e caminhando para a condenação eterna?

Você já se arrependeu não apenas dos pecados que praticou, mas da própria condição pecadora em que nasceu?

Você já reconheceu o sacrifício de Jesus Cristo e decidiu abandonar definitivamente o pecado para viver em fidelidade a Deus?

Você já compreendeu que ninguém será salvo sem reconhecer que está perdido?

Você já foi batizado, declarando a morte do velho homem e o nascimento de uma nova criatura para viver em obediência a Deus?

Você já entendeu que o problema do homem não está apenas nos pecados que pratica, mas na natureza que produz esses pecados?

Você já compreendeu que a velha natureza é centrada em si mesma, em sua própria vontade, em seu próprio orgulho e em seus próprios interesses?

Você já compreendeu que foi exatamente isso que produziu a queda de Adão e Eva e continua produzindo o pecado até hoje?

E, acima de tudo, você deseja abandonar essa velha natureza?

Você deseja morrer para si mesmo?

Você deseja abandonar a busca da própria glória para viver exclusivamente para a glória de Deus?

Você deseja viver em fidelidade ao Senhor que morreu na cruz para salvá-lo?

Você deseja viver para conhecer e fazer a vontade de Deus, sendo transformado e santificado a cada dia?

Essa é a decisão que está diante de você.

O homem foi criado para a glória de Deus.

Foi criado para servir a Deus.

Foi criado para viver para Deus.

Por isso, a vida cristã não consiste em acrescentar Deus aos próprios planos, mas em abandonar a própria vida para viver para Ele.

Por isso Paulo declarou:

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim."

(Gálatas 2:20)

O arrependimento precisa acontecer agora. A mudança de natureza precisa acontecer agora. A vida exclusivamente para Cristo precisa acontecer agora. Porque a morte pode chegar a qualquer momento.

E será exatamente como diz o título desta mensagem: no inferno, muitos irão clamar: “me dá mais uma chance”, porém a porta estará fechada.

"Buscareis a mim, e não me achareis; e onde eu estiver não podereis vir." (João 7:34)

Lá, fora da presença de Deus, permanecerá eternamente o sofrimento insuportável, sem qualquer possibilidade de retorno.

Por isso, tome a decisão que conduz à vida eterna com Deus.

E aplique esta Palavra de Deus à sua vida, enquanto há tempo, e receba a promessa da vida eterna em Cristo Jesus.


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