TÍTULO
Examine-se: Por Que e Como
VERSÍCULO BASE
📖 “Examine-se, pois, o homem a si mesmo…”
1 Coríntios 11:28
INTRODUÇÃO
Esta é uma mensagem de Deus.
Ela é Deus manifestando a Sua verdade a respeito do que é essencial.
O fato de esta mensagem ser ouvida, compreendida ou aplicada não determina a sua existência, nem o seu propósito. Deus fala porque é Deus, e a Sua Palavra está posta.
A responsabilidade de Deus é falar.
A responsabilidade do mensageiro é anunciar.
A responsabilidade quanto à resposta — ouvir, entender, obedecer ou rejeitar — pertence exclusivamente àquele diante de quem a Palavra se apresenta.
Aquilo que Deus diz permanece estabelecido.
O que o homem faz diante do que Deus apresenta define apenas as consequências que recaem sobre ele mesmo.
Deus fala.
A Palavra permanece.
O homem responde — e responde por isso.
1º PONTO — O CONTEXTO DO “EXAMINE-SE”
Quando Deus diz: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo”, o contexto é a Ceia do Senhor.
A Ceia do Senhor é uma ordenança dada por Deus aos Seus seguidores, instituída pelo próprio Jesus, para ser praticada em memória d’Ele.
Jesus institui a ceia para lembrar aos Seus que o Seu corpo foi crucificado e o Seu sangue foi derramado na cruz para pagar pelo pecado, para que o homem não fosse condenado. O pão e o vinho apontam diretamente para esse sacrifício: corpo entregue e sangue derramado em favor dos pecadores.
Ao participar da ceia — comendo o pão e bebendo o vinho — a pessoa está declarando que reconhece esse sacrifício pelo pecado. Esse reconhecimento não é apenas verbal, mas se expressa de forma prática no abandono do pecado. Quem reconhece o sacrifício de Cristo abandona o pecado; e quem abandona o pecado passa a ter comunhão com Deus.
Por isso a ceia precisa ser repetida: para que essa verdade esteja continuamente na mente daquele que segue a Cristo. Essa lembrança governa a vida do cristão, de modo que o sacrifício de Jesus oriente o pensar, governe o falar, corrija o sentir, determine o agir e conduza o existir segundo a vontade de Deus.
A ceia, em seu sentido essencial, representa comunhão. Comer juntos é expressão de comunhão. Assim, participar do corpo e do sangue de Cristo representa a comunhão entre Deus e o homem. Essa comunhão só é possível quando o homem reconhece o sacrifício de Jesus, abandonando o pecado.
Portanto, ao participar da ceia, o cristão está ao mesmo tempo lembrando e declarando: lembrando que o pecado separa o homem de Deus e declarando que a comunhão com Deus só é possível pelo reconhecimento do sacrifício de Cristo, expresso numa vida de abandono do pecado e fidelidade a Ele.
2º PONTO — O PORQUÊ DE EXAMINAR-SE
Para declarar a comunhão com Deus que a Ceia do Senhor reflete, o homem precisa, antes, examinar-se. Ninguém pode afirmar que tem comunhão com Deus sem, primeiramente, verificar se essa declaração corresponde à sua condição real diante d’Ele.
Examinar-se significa avaliar com plena consciência e responsabilidade se se está, de fato, em fidelidade a Deus. Esse exame não é superficial, emocional ou simbólico; trata-se de uma verificação objetiva da própria vida à luz do sacrifício de Cristo.
A necessidade desse exame existe porque o pecado está intrinsecamente ligado ao engano. O pecado não apenas separa o homem de Deus, mas também produz engano. Ele nasce no engano, se estabelece pelo engano e mantém o homem no engano. Assim como a fé sem obras é morta, o pecado e o engano não se separam.
Desde o princípio, o pecado entrou no mundo por meio do engano. As Escrituras revelam que o diabo é o agente desse engano, sendo apresentado como aquele que mente e engana.
“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” João 8:44
Além disso, a Palavra de Deus afirma claramente que esse engano não é parcial, mas universal.
“E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi lançado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.” Apocalipse 12:9
Por causa dessa realidade, muitas pessoas estão enganadas a respeito da sua própria comunhão com Deus. Elas acreditam estar bem espiritualmente, quando, na verdade, nunca confrontaram sua vida com a verdade divina. O engano faz o homem confundir aparência religiosa com fidelidade, sentimento com verdade e convicção pessoal com comunhão real.
Somente o verdadeiro exame é capaz de expor esse engano. Sem exame, o homem permanece iludido pelo pecado; com exame, ele é colocado diante da verdade. Por isso, o exame é necessário: para que o homem seja liberto do engano produzido pelo pecado e possa, então, declarar de forma verdadeira e responsável que está em comunhão com Deus.
Diante disso, é preciso compreender que muitas pessoas decidem buscar a Deus e modificam suas vidas, mas isso, por si só, não garante comunhão com Deus. Elas passam a ler a Bíblia, a se reunir com uma igreja, são batizadas, oram, falam de Jesus, participam da vida cristã, algumas são batizadas com o Espírito Santo e possuem dons espirituais. Muitas participam inclusive da Ceia do Senhor.
No entanto, nenhuma dessas coisas, isoladamente ou em conjunto, assegura comunhão com Deus. A comunhão com Deus é resultado exclusivo do reconhecimento do sacrifício de Jesus na cruz, e esse reconhecimento se manifesta pelo abandono do pecado. Onde o pecado é mantido, não há comunhão, ainda que haja intensa atividade religiosa.
É por isso que a própria Escritura declara que muitos, mesmo envolvidos com práticas espirituais e religiosas, serão rejeitados:
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” Mateus 7:21–23
Esse texto deixa claro que experiências espirituais, dons, palavras e obras não substituem a fidelidade. Por isso, o exame é indispensável: para que o homem não viva enganado, achando que tem comunhão com Deus quando, na verdade, permanece no pecado.
Somente o exame verdadeiro, à luz do sacrifício de Cristo, pode libertar o homem do engano e conduzi-lo a uma comunhão real com Deus.
3º PONTO — O COMO EXAMINAR-SE
O exame verdadeiro não acontece de qualquer maneira. Há pessoas que até se examinam, porém o fazem de forma superficial, desonesta ou enganosa. O próprio exame pode se tornar um instrumento de engano quando não é conduzido segundo a verdade de Deus. A ação maligna atua justamente nesse ponto, buscando levar o ser humano ao autoengano, distorcendo sua percepção sobre si mesmo e sobre sua real condição espiritual.
Por isso, a Bíblia — Palavra de Deus — é indispensável nesse processo. Ela revela a verdade, expõe o pecado, denuncia o engano e desvenda as artimanhas do diabo. Somente à luz da Palavra o homem pode compreender a origem do pecado, as razões do pecado e as consequências do engano. Sem essa luz, até o exame se torna falso.
A Escritura mostra que a origem do pecado é o orgulho. O orgulho precede a queda, sustenta o engano e impede o arrependimento verdadeiro. Sem o abandono definitivo do orgulho, não há exame autêntico, real e honesto. Onde o orgulho permanece, o homem sempre justificará a si mesmo.
A Bíblia revela que foi exatamente o orgulho que corrompeu Lúcifer:
“Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono… Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.” Isaías 14:12–14
Esse orgulho produziu a queda, e o mesmo princípio opera no homem. Enquanto o homem se exalta, se preserva, se justifica e se defende, ele não se examina verdadeiramente.
O orgulho é a natureza do diabo. O orgulho é o sentimento que leva ao pecado. Um ser humano não pode ter comunhão com Deus enquanto mantém a natureza do diabo, que é o orgulho. Para se aproximar de Deus e ter comunhão com Ele, é necessário morrer para o orgulho.
Às vezes, as pessoas, para buscarem a Deus, precisam passar pelo sofrimento, pela dor e pela humilhação, para que reconheçam a verdade de que nada são e abandonem o orgulho. É a experiência do coração quebrantado que permite refletir, examinar-se e optar por Deus.
O religioso não se arrepende, mas aquele que se humilha diante de Deus é aceito. Como a Bíblia diz na parábola:
“Orando ele [o fariseu] em pé, dizia consigo: ‘Ó Deus, graças te dou que não sou como os outros homens…’”
(Lucas 18:11)
“Mas o publicano, estando longe, nem ousava levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: ‘Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!’”
(Lucas 18:13)
O publicano foi considerado justo porque seu coração estava quebrantado e aberto ao arrependimento, enquanto o religioso permaneceu preso ao orgulho e à própria exaltação.
Portanto, para se examinar, é necessário estar morto para o mundo e determinado a viver para conhecer e fazer a vontade de Deus, custe o que custar. Sem esse sentimento, não há como enxergar o pecado que o separa de Deus e impede a comunhão com Ele. E assim, permanecerá enganado, mesmo estando na igreja e mantendo práticas cristãs, mas afastado de Deus e sem comunhão verdadeira com Ele.
🟢 Conclusão e Apelo
Se você ainda não participa da Ceia do Senhor, você não está em comunhão com Deus, pois está em rebelião à ordenança de Cristo.
E mesmo que você participe da Ceia, se não estiver em fidelidade a Deus, não estará em comunhão com Ele, porque não reconhece o corpo e o sangue de Cristo, ou seja, o sacrifício de Jesus na cruz pelo abandono do pecado.
Para que este exame seja real e produza efeito em sua vida, é preciso refletir e examinar-se verdadeiramente. E para que este exame seja autêntico, é necessário abandonar o mundo e morrer para a própria vontade.
A Bíblia declara:
“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.”
(Gálatas 2:20)
Este reconhecimento da morte de Jesus na cruz e do Seu sangue derramado tem como propósito que você não viva mais para si mesmo, que morra para o seu eu, para o orgulho, e viva exclusivamente para conhecer e agradar a Deus, custe o que custar.
E através desse sentimento, você se manterá sempre examinando:
Seu pensar,
Seu falar,
Seu sentir,
Seu agir,
para que sua vida esteja permanentemente diante da fidelidade a Deus, em decorrência do reconhecimento do corpo e sangue de Cristo, da Sua morte na cruz e do Seu sangue derramado.
Você quer comunhão com Deus? Você quer estar em comunhão com Deus e permanecer com Ele para sempre?
Então, arrependa-se de seus pecados, batize-se no batismo de arrependimento, reúna-se com a igreja e participe da Ceia do Senhor.
Estude a Palavra de Deus, tenha uma vida de oração e de vigilância, examinando-se com honestidade, humildade e temor da Palavra de Deus, reconhecendo o sacrifício de Jesus, Sua morte e o sangue derramado na cruz, através do abandono do pecado e da fidelidade a Deus, custe o que custar.
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