O QUE É, O QUE É : Tem o nome de Deus, mas não é Deus.
Versículo base: João 17:3
«“E a vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”»
Introdução
Há pessoas que dizem ter Deus, mas qual é o Deus que elas têm? Será o Deus verdadeiro, o Deus da Bíblia? Ou será um Deus criado, transmitido a elas pelos homens? Ou um Deus imaginado por elas? Um Deus desejado por elas?
A Bíblia diz, no primeiro mandamento: “Não terás outros deuses diante de mim.”
Qual é o deus da sua vida? O deus que não fala? O deus que você deseja? Ou o Deus da Bíblia?
Esta mensagem vai mostrar para você a verdade em relação ao Deus ou deus em que você crê.
É preciso que você ouça e reflita sobre aquilo que Deus está lhe falando, pois amanhã poderá haver uma situação em que você não possa mais ouvir, refletir e decidir.
PRIMEIRO PONTO: O DEUS DIFERENTE DA BÍBLIA
A Bíblia nos mostra de forma clara como o ser humano pode criar um deus diferente daquele que Se revela nas Escrituras, movido por seus próprios desejos.
Exemplo bíblico — Êxodo 32:1–6
«Vendo o povo que Moisés demorava a descer do monte, reuniu-se em volta de Arão e lhe disse: “Faze-nos deuses que caminhem adiante de nós; pois não sabemos o que aconteceu a esse Moisés, que nos tirou da terra do Egito.” Arão respondeu: “Tirai os brincos de ouro das orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e de vossas filhas, e trazei-mos.” Todo o povo tirou os brincos de ouro e os levou a Arão. Ele os recebeu, fundiu o ouro e fez dele um bezerro de metal fundido. Então disseram: “Eis aqui os teus deuses, ó Israel, que te fizeram sair da terra do Egito!” Arão edificou um altar diante dele e proclamou: “Amanhã haverá festa ao Senhor.”»
Explicação
Moisés subiu ao monte para receber a palavra de Deus e demorou a voltar. O povo, impaciente, foi até Arão e pediu: — Faze-nos deuses que vão à nossa frente! Eles queriam ter um deus visível, que agisse do jeito que eles desejavam, que lhes acompanhasse conforme a sua vontade, e não conforme a vontade de Deus. Arão atendeu: recolheu o ouro, fez uma estátua em forma de bezerro, e o povo exclamou: — Estes são os deuses que nos tiraram do Egito! Deram àquela imagem o nome do Deus verdadeiro. Até Arão proclamou: — Festa ao SENHOR! Mas aquilo não era o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Era uma criação humana, feita segundo o desejo do coração do povo — e Deus reprovou severamente aquela ação.
Assim acontece também hoje. Muitas pessoas querem que Deus aja conforme elas acham que deveria agir. Em vez de se apegarem àquilo que Deus realmente diz em Sua Palavra, seguem o desejo de seus próprios corações. Criam um deus à sua semelhança e dão-lhe o nome de Deus. Usam o nome do Deus verdadeiro, mas a ideia que têm d'Ele não corresponde ao Deus da Bíblia. Têm o nome, mas não o Deus que Se revelou.
Mateus 15:7–9
«Hipócritas! Bem profetizou Isaías a respeito de vós, dizendo:
“Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
Em vão, porém, me adoram, ensinando como doutrina mandamentos de homens.”»
Explicação
Jesus mostra aqui uma realidade grave: as pessoas tomam regras, ideias e tradições criadas por homens e as apresentam como se fossem ensinamentos de Deus. Atribuem autoridade divina àquilo que é apenas invenção humana. Isso acontece quando se constrói um deus que se encaixa nas preferências, nos costumes e nos desejos do coração — e ensina isso como se viesse do próprio Deus. O Deus verdadeiro fala pela Sua Palavra; o deus desejado não fala — ele é moldado.
Notem bem: o texto diz “este povo me honra com os lábios”. E hoje acontece da mesma forma: é usado o nome do Deus verdadeiro. Dizem “graças a Deus”, “obrigado, Deus”, “Deus é tudo”, cantam louvores e participam de cultos. Tudo isso com os lábios, mas o coração não está voltado para o Deus da Bíblia. Dão o nome do Deus verdadeiro àquilo que eles mesmos criaram, trocando a vontade de Deus por ideias próprias — e chamam a isso “fé”. Usam o nome, mas não conhecem Aquele cujo nome proclamam.
Marcos 7:8–13
«Porque deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus, para guardardes a vossa tradição. Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser ao pai ou à mãe, morrerá certamente. Mas vós dizeis: Qualquer que disser ao pai ou à mãe: É oferta tudo quanto da minha parte pudestes receber, já não é obrigado a honrar a seu pai ou a sua mãe. E assim invalidastes a palavra de Deus pela vossa tradição; e fazeis muitas coisas semelhantes a estas.»
Explicação
Jesus mostra aqui uma verdade clara: as pessoas podem deixar de lado o mandamento de Deus para se apegar àquilo que os homens inventaram. Em vez de submeterem-se à vontade de Deus, criam regras e costumes que lhes agradam — e ainda assim dizem que estão servindo a Deus.
Veja o exemplo: Deus ordenou “honra a teu pai e a tua mãe”. Mas os líderes inventaram uma forma de fugir a isso — diziam que se alguém declarasse “é oferta a Deus” o que daria aos pais, já não precisava ajudá-los. Usavam a própria religião para desobedecer a Deus. É exatamente isso que acontece quando se constrói um deus desejado: troca-se a ordem de Deus por uma ideia própria, e a tradição humana passa a valer mais que a Palavra de Deus.
Assim também hoje: muitos anulam o que a Bíblia diz com desculpas como "Deus conhece o meu coração ", Deus é pai nao é padrasto", "Deus é amor", “sempre foi assim”, “nós fazemos desse jeito” ou “Deus entende”, "cada um tem sua interpretação, sua igreja". Mas o Deus verdadeiro não aceita substitutos — Ele quer obediência à Sua Palavra, não invenções humanas. O deus desejado aprova as tradições dos homens; o Deus verdadeiro chama à obediência.
Romanos 1:21–25
«Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. [...] Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.»
Explicação
O apóstolo Paulo mostra aqui algo profundo: as pessoas conhecem a Deus, sabem que Ele existe — mas não O glorificam como Deus. Em vez de se curvarem à verdade de Deus, inventam a sua própria.
O texto diz claramente: “mudaram a verdade de Deus em mentira”. Trocaram o Deus que Se revelou pela Palavra por um deus feito à imagem do homem — um deus que se ajusta aos desejos, que aprova o que a carne quer, que não cobra obediência. É o mesmo que acontece hoje: muitos conhecem o nome de Deus, sabem o que a Bíblia diz, mas preferem um deus que lhes agrade. Serviram àquilo que eles mesmos escolheram, em lugar de submeterem-se ao Criador.
Notem a gravidade: não é que não conheciam — conheciam, mas rejeitaram a verdade para seguir a mentira que o próprio coração criou. O Deus verdadeiro tem autoridade, fala e corrige; o deus desejado cala-se quando a pessoa não quer ouvir. Quem troca a verdade de Deus por um deus que agrade, não está servindo a Deus — está adorando a si mesmo.
2ª Timóteo 4:3–4
«Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.»
Explicação
O apóstolo Paulo adverte que chegaria o tempo — e esse tempo chegou — em que as pessoas não querem ouvir a verdade. Não é que não a conheçam: é que não a suportam. A Palavra de Deus corrige, repreende e aponta o que precisa mudar — e isso incomoda quem prefere seguir os próprios desejos.
Então fazem algo decisivo: buscam mestres que digam o que elas querem ouvir. E criam, elas mesmas, regras e princípios que parecem certos, mas são apenas invenções humanas. Estabelecem normas, costumes e exigências que não vêm de Deus — e ensinam isso como se fosse a vontade divina. Em vez de submeterem-se à Palavra, moldam ensinamentos próprios para justificar o próprio caminho.
Assim desviam os ouvidos da verdade e passam a crer em fábulas — ideias que não estão na Bíblia, mas que agradam ao coração. É exatamente aqui que nasce o deus desejado: quando a pessoa deixa de ouvir o que Deus realmente diz e passa a construir um deus segundo os seus próprios critérios, com regras que ela mesma criou. O Deus verdadeiro fala pela Sua Palavra e nem sempre diz o que queremos ouvir; o deus que as pessoas criam nunca contraria — porque foi feito à sua imagem. Quem rejeita a Palavra de Deus para seguir ensinamentos humanos, não está apenas trocando uma verdade por outra — está escolhendo a quem servir: ao Deus que Se revelou, ou a um deus fabricado por si mesmo.
2. O DEUS VERDADEIRO
Desde o início, Deus chama o homem a se concentrar nEle, e não em outros deuses. O primeiro mandamento é claro:
«Não terás outros deuses diante de mim.» — Êxodo 20:3
Deus não apenas ordena que o homem não tenha outros deuses; Ele também Se revela para que o homem possa conhecê-Lo como Ele realmente é. Por isso, é necessário permanecer fiel àquilo que Deus revelou. Se o homem distorce, altera ou modifica aquilo que Deus revelou, passa a ter diante de si uma imagem diferente de Deus. Um Deus distorcido deixa de ser o Deus verdadeiro.
Deus foi Se revelando ao longo da história e deixou essa revelação registrada nas Escrituras, para que aquilo que Ele revelou não ficasse restrito a uma geração, mas pudesse chegar a todos.
E essa revelação alcançou sua expressão máxima em Jesus Cristo.
Hebreus 1:1–2 diz:
«Havendo Deus, antigamente, falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho.»
Jesus Cristo, portanto, não apresenta um Deus diferente do Deus revelado anteriormente. Ele revela o Pai e nos permite conhecê-Lo. Como está escrito:
«Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este O fez conhecer.» — João 1:18
E Jesus também confirmou que as Escrituras testificam dEle. Ele disse:
«Vós examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam.» — João 5:39
Testificar significa dar testemunho, apresentar aquilo que declara ou comprova algo. As Escrituras, portanto, dão testemunho de Jesus e revelam quem Ele é.
Por isso, aqueles que não têm zelo pela Palavra de Deus e não são fiéis às Escrituras podem distorcer aquilo que Deus revelou. Distorcer as Escrituras leva a distorcer o Deus verdadeiro, criando um deus diferente daquele que Se revela na Bíblia.
Assim, para identificar o Deus verdadeiro, não devemos procurar um deus conforme aquilo que desejamos que Ele seja. Precisamos conhecer Aquele que Deus revelou ser — e essa revelação encontra em Jesus Cristo sua manifestação plena.
3. COMO CONHECER O DEUS VERDADEIRO
Deus tem Se revelado ao homem, mostrando quem Ele é e o que deseja. Através da Sua revelação nas Escrituras e plenamente em Jesus Cristo, Deus permite que O conheçamos como Ele realmente é — e não como imaginamos que Ele seja.
Mesmo assim, muitos rejeitam o Deus verdadeiro e criam um deus próprio: o deus desejado, que corresponde àquilo que querem que Ele seja; e o deus que não fala, que não confronta, não corrige e não pede mudança. Este não é o Deus da Bíblia — é uma invenção do coração humano.
Mas por que o ser humano não aceita o Deus verdadeiro?
Porque a vontade do homem se coloca entre Deus e a verdade. Os desejos não morreram, o orgulho não morreu, a busca de exaltação também não. Enquanto a vontade, os desejos e o orgulho do homem permanecem entre Deus e aquilo que Ele revelou, a pessoa molda Deus à sua imagem em vez de moldar-se à vontade de Deus. Quando a vontade humana interfere na revelação divina, o que surge não é mais o Deus verdadeiro — é um deus fabricado para agradar.
Por isso, o que deve prevalecer não é a vontade do homem, mas somente Deus e a Sua vontade.
João Batista expressou este princípio:
«É necessário que Ele cresça e que eu diminua.» — João 3:30
Este é o caminho da fidelidade: Deus crescer e o homem diminuir. Conhecer o Deus verdadeiro exige abrir mão de si mesmo — da própria vontade, dos desejos que contrariam Deus, do orgulho e da busca de reconhecimento pessoal. Quem não diminui diante de Deus não O pode conhecer verdadeiramente, porque coloca a si mesmo no lugar que pertence somente a Ele.
Jesus também ensinou:
«Se alguém quiser fazer a vontade dEle, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus ou se Eu falo de Mim mesmo.» — João 7:17
Existe uma ligação direta entre querer fazer a vontade de Deus e conhecer a Sua verdade. A disposição do coração determina se você reconhece ou não a Palavra de Deus. Quem não quer obedecer sempre achará um motivo para duvidar ou para criar uma versão mais conveniente de Deus.
E também está escrito:
«E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que Lhe obedecem.» — Atos 5:32
O Espírito de Deus, que guia à verdade, é dado aos que obedecem. Sem obediência, sem entrega, sem submissão da própria vontade, não há como conhecer o Deus verdadeiro — restará apenas o deus que se deseja.
Portanto, para haver fidelidade a Deus, a vontade do homem precisa diminuir para que prevaleça a vontade de Deus. Enquanto a sua vontade, os seus desejos e o seu orgulho permanecerem entre você e Deus, haverá espaço para alterar a Sua revelação e criar um deus diferente do Deus verdadeiro. Mas quando você diminui, quando diz:
— Não a minha vontade, mas a Tua.
— Não a minha exaltação, mas somente a Tua.
então o Deus verdadeiro Se revela — e O conheceis como Ele é, e não como gostaríeis que fosse.
CONCLUSÃO E APELO
Caríssimo amigo, é hora de rever o seu coração. Pergunte-se: ainda existe em mim o desejo de ser exaltado? A minha vontade ainda permanece na minha vida?
Estas duas coisas andam juntas: a vontade do homem e a sua exaltação. O desejo de fazer a própria vontade nasce do querer ser visto, reconhecido, destacado — de buscar glória para si. É a presença do orgulho. Enquanto o orgulho não desaparece, permanece o desejo de ser exaltado, de ser reconhecido, de buscar glória para si, quando toda honra e toda glória pertencem a Deus.
Enquanto isto permanecer em você, você acabará por formar um deus que não existe. Será um deus feito à sua medida, no qual:
- a santidade de Deus será manchada;
- a soberania de Deus será ignorada;
- a grandiosidade de Deus será reduzida — porque o orgulho faz com que a vontade e a exaltação do homem permaneçam no lugar que pertence somente a Deus.
Foi assim que o mal entrou: quando o homem preferiu a sua vontade à de Deus, buscando glória para si. E é da mesma forma que o mal precisa sair da sua vida: quando o orgulho desaparece. Quando você deixa de buscar a própria vontade e a própria glória, para reconhecer que tudo pertence a Deus.
É exatamente isto que João Batista disse:
«É necessário que Ele cresça e que eu diminua.» — João 3:30
Diminuir é deixar de buscar a própria exaltação. É renunciar à glória para si. Enquanto o homem não buscar diminuir-se para que Deus cresça nele, estará no caminho errado — no caminho da ilusão, do engano — e não encontrará o Deus verdadeiro.
Só assim você nasce de novo, torna-se nova criatura e encontra a vida eterna. Só assim conhece o Deus verdadeiro e passa a viver guiado pelo Espírito Santo — que conduz sempre à verdade e ao Deus que Se revelou na Bíblia.
Decida-se agora, para que no último dia não haja a maior decepção de todas: perceber que você serviu, adorou, exaltou e creu num deus que não era o verdadeiro. Entregue-se ao Deus que fala, que é Santo e Soberano — e não ao deus que você deseja. Diga de coração: não a minha vontade, não a minha glória — mas a Tua, somente a Tua. Conheça o Deus verdadeiro, e a vida eterna será sua.
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