Por que as pessoas vão para o inferno?
Texto-base
2ª Tessalonicenses 1:8–9
“Em chama de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder.”
Introdução
A verdade não procede do homem, nem nasce da opinião humana, da cultura ou do pensamento religioso. A verdade procede de Deus, que é o Criador de todas as coisas. Sendo Deus o Criador do céu, da terra e do próprio homem, é somente Ele quem tem autoridade para definir o que é real, o que é verdadeiro e qual é o destino eterno da humanidade.
Sendo assim, a existência do inferno não depende do que o homem pensa ou aceita. Não é o homem quem define se o inferno existe, como ele é ou quem vai para lá. Essa definição pertence a Deus, porque tudo o que existe procede d’Ele, inclusive a própria verdade. O inferno é uma realidade estabelecida por Deus, independentemente de alguém crer ou não nela.
Muitos preferem não conhecer essa verdade, não pensar sobre o destino eterno e não saber para onde irão após a morte. Porém, fechar os olhos para a verdade, esconder-se dela ou tapar os ouvidos não livra ninguém do inferno. A rejeição da verdade não altera a realidade; apenas mantém a pessoa perdida nela.
O Deus verdadeiro se revela por meio da Bíblia e por meio de Jesus Cristo; não há outra revelação de Deus fora da Sua Palavra e do Seu Filho. A Bíblia é a revelação de Deus à humanidade, e Jesus Cristo é a verdade que liberta do engano e da condenação eterna. Recusar-se a ouvir a verdade sobre para onde irá após a morte e o porquê disso é determinante para que o destino final seja o inferno.
1º Ponto — As pessoas vão para o inferno porque se opõem a Deus
A verdade de Deus, quer o homem aceite ou não, é que Ele é Deus, e a Sua vontade deve prevalecer sobre todas as coisas. Deus não é uma ideia humana nem está sujeito à vontade do homem. Ele é o Senhor absoluto, e tudo existe sob a Sua autoridade.
Diante de Deus, não existe neutralidade. O homem ou se submete totalmente à vontade de Deus, ou se opõe a ela. Não há meio-termo. Aquele que não se sujeita a Deus, automaticamente, se coloca em oposição a Deus. Portanto, a oposição a Deus não é uma escolha extrema de alguns, mas a condição de todo aquele que não vive em obediência à Sua vontade.
Quando o homem se levanta contra a vontade de Deus, ele se rebela contra o próprio Deus. Essa rebeldia não é apenas um comportamento externo, mas uma posição espiritual. Quem rejeita a autoridade de Deus passa a viver em resistência a Ele, tornando-se, na prática, oposição a Deus.
Como essa oposição acontece
Essa oposição acontece quando a pessoa não possui o conceito correto de Deus. Quando Deus não é conhecido como Ele verdadeiramente é, a Sua vontade não é reconhecida, nem buscada, nem praticada. Conhecer a Deus, biblicamente, não é apenas saber que Ele existe, mas viver de modo que a Sua vontade governe a vida.
Quando a vontade de Deus não é conhecida e praticada, o homem passa a viver segundo a própria vontade. E a vontade humana, por natureza, entra em conflito com a vontade de Deus. Esse conflito revela a posição real do homem: oposição a Deus.
É por isso que o texto base afirma que Deus tomará vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de Jesus Cristo. A falta do verdadeiro conhecimento de Deus conduz à desobediência, e a desobediência evidencia uma postura clara de rebeldia contra Deus. Ainda que o ser humano crie a sua própria versão de Deus para se adequar à sua vontade, consciente ou inconscientemente.”
2º Ponto — As pessoas vão para o inferno porque não dão o devido valor à vontade de Deus
Esta realidade se manifesta de forma muito clara na vida da maioria das pessoas que se declaram cristãs. A grande maioria afirma crer em Deus, declara aceitar a Bíblia como a revelação de Deus e confessa que Jesus Cristo é o Filho de Deus que veio ao mundo em carne e derramou o Seu sangue na cruz pelos pecados. Formalmente, essas pessoas dizem receber o Deus da Bíblia e a obra de Cristo.
Porém, na grande maioria desses casos, essa aceitação é apenas declaratória, e não essencial. A essência do evangelho, a verdade de quem Deus é e o que Ele exige do homem, permanece desconhecida. A própria Bíblia afirma que essa seria uma característica dos últimos dias, e não há dúvidas de que estamos vivendo esse tempo.
Dentro dessa realidade, existe uma ampla variação de comportamentos. Alguns se envolvem mais com as coisas relacionadas a Deus, outros menos. Alguns leem a Bíblia, outros apenas a citam. Alguns participam de atividades religiosas, outros apenas mantêm uma confissão verbal. No entanto, independentemente do nível de envolvimento, a grande maioria não possui a concepção correta de Deus, da Sua vontade e daquilo que Ele requer.
Quando o homem não conhece a Deus como Ele verdadeiramente é, não conhece a Sua vontade como ela é revelada na Palavra. E quando a vontade de Deus não é corretamente conhecida e valorizada, ela não é praticada. Essa falta de valor à vontade de Deus conduz inevitavelmente ao pecado, que nada mais é do que oposição a Deus.
Assim, mesmo declarando fé, mesmo afirmando aceitar a Bíblia e Jesus Cristo, muitos vivem em pecado porque não conhecem a verdadeira identidade de Deus nem a essência do evangelho. Essa ignorância espiritual não é neutra; ela produz desobediência e mantém o homem em oposição à vontade de Deus, conduzindo-o à condenação.
3º Ponto — A vontade do homem impede que ele conheça verdadeiramente a vontade de Deus
O impedimento para que o homem conheça verdadeiramente a vontade de Deus está dentro dele. Não está nas circunstâncias, não está na falta de acesso à Bíblia, nem em fatores externos. Está na própria vontade humana.
Enquanto a vontade do homem permanecer viva, ele não pode conhecer a vontade de Deus como deveria. Se o homem não morre para a sua própria vontade e para a sua própria exaltação, o Espírito Santo não pode habitar nele, porque isso implicaria Deus dividir o governo da vida com o homem. E Deus não divide a Sua soberania. Dividir o governo é negar Deus como soberano, é negar quem Deus realmente é.
Quando a vontade humana permanece viva, o ser humano, consciente ou inconscientemente, passa a se enganar a respeito de Deus e da Sua vontade. Ele cria uma concepção distorcida de Deus, reduzindo a Sua soberania e relativizando a Sua autoridade. E, como vimos no texto base, aquele que não conhece a Deus e não obedece ao evangelho está condenado. Manter a própria vontade viva não é conhecer a Deus; é, pelo contrário, negar quem Deus é.
Negar a soberania de Deus é negar a Sua autoridade de dirigir a vida por completo. Na mente humana, isso pode parecer exagero, mas considerar a soberania de Deus exagerada é negar quem Deus é. Rebaixar a autoridade de Deus é se opor à Sua vontade e tentar subordinar Deus ao homem.
Assim, muitos morrerão acreditando no engano, pensando que é possível viver para si mesmos, mantendo Deus fora da posição que Lhe é devida, ainda buscando as coisas do mundo e satisfazendo a própria vontade. Porém, no inferno, a realidade se manifestará de forma incontestável: quem Deus é, qual é a Sua soberania e como o homem deveria ter vivido em relação à vontade de Deus.
4° Ponto. Uma falsa conversão
O problema que gera e mantém muitas pessoas afastadas da verdade é o fato de elas se tornarem “cristãs” sem jamais terem passado pela verdadeira mensagem de salvação. Não houve entendimento do novo nascimento, não houve morte para o pecado, não houve morte para a própria vontade nem para a própria exaltação. Essas pessoas não receberam Deus verdadeiramente como Deus em suas vidas. O que possuem é um conceito errado a respeito de Deus e do Evangelho.
A partir disso, passam a adotar hábitos cristãos, linguagem cristã e comportamentos externos associados à fé, sem que tenha ocorrido qualquer transformação interior. Ainda assim, são ensinadas, tratadas e reconhecidas como cristãs, o que estabelece nelas um estado religioso enganoso. Esse estado cria uma falsa segurança espiritual e impede que a pessoa perceba sua real condição diante de Deus.
Esse engano é sustentado por algo extremamente sério: o orgulho que nunca morreu. A pessoa não morreu para si mesma, não morreu para sua própria vontade, não morreu para sua própria exaltação. A religiosidade passa a servir como instrumento de autoafirmação espiritual. Dessa forma, cria-se a maior barreira possível para o arrependimento verdadeiro, pois a pessoa não se vê como alguém que precisa nascer de novo — ela acredita que já pertence a Deus.
Esse engano religioso endurece o coração e impede o verdadeiro arrependimento, de modo que, ao final da vida, se cumpre exatamente o alerta solene pronunciado por Jesus. Pessoas profundamente envolvidas com práticas religiosas, com linguagem espiritual e até com obras feitas “em nome de Deus” descobrirão tarde demais que nunca O conheceram de fato.
Texto bíblico
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” Mateus 7:21–23
Conclusão e Apelo
Caro amigo leitor, você não pode ir contra aquilo que Deus diz. Você não pode deixar de fazer o que Deus manda e não pode fazer aquilo que contraria a vontade de Deus. De modo algum. Deus não negocia a Sua vontade com o homem, e a desobediência sempre conduz à condenação.
Para que isso não aconteça na sua vida, é necessário colocar Deus na posição que Lhe é devida. E qual é essa posição? Deus é tudo. Deus deve ser a razão da sua vida, o objetivo da sua vida e o propósito da sua vida. Viver para conhecer e fazer a vontade de Deus exige que você morra completamente para a sua própria vontade e para a sua própria exaltação.
Isso não é um projeto de longo prazo, não é algo para ser decidido mais adiante. É uma decisão hoje. É uma decisão imediata, porque somente assim você estará no caminho da salvação. Enquanto a sua vontade estiver viva, você não estará submetido a Deus.
A Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, precisa ser conhecida por você. Você não pode ir contra aquilo que o Espírito Santo de Deus diz, nem se negar a obedecer à Sua direção. Para isso, é necessária uma aliança de fidelidade com Deus. Fidelidade real, prática, diária.
Essa decisão envolve guerra. Guerra contra o mundo, contra as tradições, contra os costumes e contra todos aqueles que se levantarão contra você no dia em que você reconhecer quem Deus realmente é e se submeter totalmente à Sua vontade. Não existe fidelidade a Deus sem oposição.
A sua vontade precisa estar morta — e permanecer morta todos os dias. Você precisa se alimentar da verdade, praticar a verdade e viver na verdade. A fidelidade a Deus deve ser o propósito da sua vida e a condição para que você esteja eternamente com Deus. Somente assim você não será lançado no inferno, mas permanecerá na vida eterna, em comunhão com o Deus verdadeiro.
Portanto, é necessário ter temor de Deus para não se levantar contra aquele que fala a Palavra de Deus pelo Espírito de Deus. Pois rejeitar a Palavra, opor-se a ela ou levantar-se contra aquele que a anuncia segundo o Espírito não é ir contra um homem, mas ir contra o próprio Deus. Agir assim é rebelar-se contra Deus, resistir à Sua autoridade e rejeitar o Seu governo. O destino dessa rebelião é inevitável: o afastamento eterno de Deus.
Fundamentos Bíblicos
1. Fidelidade — Ou se é fiel, ou se é infiel
“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” Apocalipse 2:10
“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não obedece ao Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.” João 3:36
“Aquele que comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.” 1 João 3:8
2. Conhecer a Deus implica obedecer
“E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.” 1 João 2:3–4
3. A vontade humana precisa morrer, não pode existir.
“E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.” Lucas 9:23
“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.” Gálatas 2:20
4. Não viver para agradar a si mesmo nem aos homens, mas fazer tudo exclusivamente para Cristo
“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor, e não para homens.” Colossenses 3:23
“Porventura procuro eu agora o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo.” Gálatas 1:10
5. O temor do Senhor conduz ao conhecimento da verdade
“O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.” Provérbios 1:7
“Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo de mim mesmo.” João 7:17
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