sábado, 6 de dezembro de 2025

OS MAUS NÃO RECEBERÃO A MISERICÓRDIA DE DEUS


OS MAUS NÃO  RECEBERÃO A MISERICÓRDIA DE DEUS 


Texto base: Jonas 2:8 (ARA)

 “Os que se apegam a vaidades vãs afastam de si a misericórdia.”


INTRODUÇÃO


A maior parte das pessoas constrói uma imagem própria de Deus — uma imagem moldada pela cultura, pelas emoções ou por tradições humanas que nada têm a ver com a revelação divina. Entretanto, o Deus verdadeiro não é o Deus que a sociedade imagina; o Deus verdadeiro é o Deus que a Bíblia apresenta.


E quando abrimos as Escrituras, encontramos um Deus infinitamente misericordioso, mas também absolutamente santo, justo e firme no trato com o mal. A cultura contemporânea rejeita essa realidade. O mundo prefere suavizar o pecado, relativizar o mal e promover a ideia de que Deus terá misericórdia de todos, independentemente de sua condição espiritual.


No entanto, a Bíblia mostra outra verdade: há pessoas que rejeitam a autoridade de Deus sobre suas vidas, pecam, são infiéis, preferem  idolatria, seguem suas próprias vontades, buscsm sua própria glória, são obsstinadas no erro, dessa forma rejeitam o sacrifício de Cristo. E quando o homem faz isso, ele se afasta da misericórdia divina.


Compreender essa realidade não é apenas um exercício teológico; é uma questão urgente. Um dia todos nós morreremos, e quando estivermos diante de Deus, a pergunta mais séria de todas será:


A misericórdia de Deus estará sobre mim ou não?”


Por isso, é essencial entender o que a Bíblia realmente diz sobre a misericórdia e sobre aqueles que não a receberão.


1OS QUE PROMETEM A MISERICÓRDIA DE DEUS AOS QUE NÃO SE ARREPENDEM SÃO FALSOS PROFETAS.


A Bíblia é absolutamente clara: qualquer pessoa que promete paz, salvação ou misericórdia para quem vive no pecado e não se arrepende está mentindo em nome de Deus.

Esses são os falsos profetas que Deus denuncia em toda a Escritura — homens que oferecem falsa segurança, distorcem o caráter de Deus e encobrem o pecado, como se o mal não tivesse consequências.


A Palavra de Deus declara:


Jeremias 23.17

 “Dizem continuamente aos que me desprezam: ‘O Senhor disse: Paz tereis’; ainda que andem na obstinação do seu coração.”


Jeremias 6.14

 “Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz.”


Ezequiel 13.8–10

 “Portanto, assim diz o Senhor Deus: Visto que falais vaidade e vedes a mentira, por isso eu sou contra vós, diz o Senhor Deus. (…) Pois, visto que desviam o meu povo, dizendo: Paz, quando não há paz…”


Malaquias 3.18

 “Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não o serve.”


Isaías 48.22 

 “Para os ímpios, diz o Senhor, não há paz.”


Salmo 7.11–12

“Deus é juiz justo, um Deus que se ira todos os dias. Se o homem não se converter, Deus afiará a sua espada…”


Salmo 5.5

“Os arrogantes não permanecerão diante dos teus olhos; tu odeias todos os que praticam a iniquidade.”


Judas 4

“Pois certos homens se infiltraram com dissimulação, (…) ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.”


2 Pedro 2.1–3

 “Assim como houve falsos profetas no meio do povo, também haverá entre vós falsos mestres…

E muitos seguirão as suas práticas libertinas…

E, por causa deles, o caminho da verdade será blasfemado.”


1 Timóteo 4.1

 “O Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios.”


Romanos 1.18

 “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça.”


Apocalipse 21.8

 “Mas, quanto aos covardes, incrédulos, abomináveis, assassinos, impuros, feiticeiros, idólatras e todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.”


2. POR QUE NÃO HÁ MISERICÓRDIA SOBRE O QUE CONTINUA NO PECADO


A Escritura é clara: Deus é santo (Lv 11.44; 1 Pe 1.15-16), e Sua santidade torna impossível qualquer comunhão entre Ele e aquele que permanece no pecado. A comunhão entre luz e trevas é incompatível por natureza, como afirma Paulo

“Que comunhão há entre luz e trevas?” (2 Co 6.14). 

Assim, quem permanece nas trevas — isto é, quem não abandona definitivamente o pecado, quem continua amando o mal, quem não se arrepende verdadeiramente — se mantém separado de Deus.


Deus não pode ter comunhão com aquilo que contradiz Seu caráter. A santidade dEle não é apenas um atributo, mas a essência de quem Deus é. Por isso, enquanto o homem permanece sujo, contaminado pelo pecado, preso às trevas e sem arrependimento, ele se mantém como inimigo de Deus (Rm 8.7).


Mais do que isso, as Escrituras afirmam de maneira cristalina que Deus odeia o mal — e se o homem é mau, se ele ainda peca, ele é objeto desse ódio divino. A Bíblia não diz apenas que Deus odeia o pecado; diz também que Ele odeia o pecador. 


Amei Jacó, porém odiei Esaú.” (Ml 1.2-3; Rm 9.13)


Os arrogantes não permanecerão diante dos teus olhos; odeias a todos os que praticam a maldade.” (Sl 5.5)


O Senhor é juiz justo, um Deus que se ira todos os dias. Se o homem não se converter, afiará a sua espada.” (Sl 7.11-12)


Essas declarações bíblicas são completamente opostas ao falso evangelho moderno, que apresenta um “deus” tolerante, complacente, que aceita o pecador. Esse não é o Deus das Escrituras; é um ídolo construído pela cultura, pelos sentimentos humanos e pelos falsos profetas (como já exposto no ponto anterior).


O Deus verdadeiro é santo, justo e puro, e portanto não derrama misericórdia sobre quem persiste no mal. A misericórdia de Deus é real — mas ela não é dada ao rebelde que rejeita o senhorio de Deus e ama o pecado. A misericórdia é oferecida somente ao que abandona o mal, ao que se arrepende, ao que deixa as trevas para viver na luz (Is 55.7; Pv 28.13; At 3.19).


Assim, a conclusão inevitável é simples e bíblica:

Se o homem não abandona o mal, ele não recebe a misericórdia de Deus.

E se ele não recebe misericórdia, permanece debaixo da ira, do ódio e do juízo inevitável do Deus santo.

3. A ÚNICA CONDIÇÃO PARA RECEBER A MISERICÓRDIA DE DEUS


A misericórdia de Deus foi revelada ao mundo em Jesus Cristo. Foi na cruz, quando o Filho de Deus entregou Sua vida, que a porta da misericórdia foi aberta para a humanidade caída. O pecado trouxe trevas, corrupção, condenação e separação total entre o homem e o Criador. Nada contamina mais profundamente o ser humano do que o pecado, e nada o afasta mais de Deus do que a sua persistência no mal.


Por isso, a única condição para que o pecador receba a misericórdia de Deus é o arrependimento sincero, acompanhado do abandono definitivo do pecado. A misericórdia de Deus não é dada ao homem para que ele permaneça nas trevas, mas para que ele seja liberto delas. Somente quando o homem renuncia ao pecado, rejeita a vida antiga e abraça o senhorio de Cristo é que ele recebe a graça revelada no sangue de Jesus.


A obra de Cristo não age sobre aquele que continua cedendo ao pecado. O sangue de Jesus só purifica aquele que abandona o mal, pois Cristo é o Cordeiro que tira o pecado do mundo.


Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” — João 1.29


Se o pecado não foi tirado da vida de alguém, essa pessoa não está debaixo da misericórdia de Deus, mas sim debaixo da Sua ira.


A Bíblia declara:


Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não obedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” — João 3.36


A Palavra é clara: não basta dizer que “crê”; é preciso obedecer. Quem não obedece ao Filho permanece sob a ira de Deus, mesmo que declare verbalmente que tem fé.


Por isso, a mensagem do Evangelho é essencialmente um chamado ao arrependimento e à obediência. A Escritura ordena:


Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados.” — Atos 3.19


O arrependimento verdadeiro leva inevitavelmente à obediência ao senhorio de Cristo. E quem recebe o Evangelho é batizado, pois o batismo demonstra a morte do velho homem e o nascimento de uma nova vida liberta do pecado (Romanos 6.3-6). Onde não há mudança, onde não há ruptura com o pecado, onde não há morte da velha natureza, não há salvação.


A Palavra de Deus também declara com clareza absoluta:


Aquele que comete pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio.” — 1 João 3.8


E ainda:

Todo aquele que é nascido de Deus não peca; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.” — 1 João 3.9

Quando a pessoa decide abandonar o pecado e ser fiel a Deus, custe o que custar, ela passa a aprender aquilo que é certo. Ela passa a aprender a vontade de Deus e sua vida vai sendo transformada na medida em que ela vai conhecendo a Palavra de Deus. Ela vai sendo santificada — este é o processo de transformação.


Mas para isso é preciso fidelidade a Deus, um compromisso firme de obedecer a Jesus Cristo. Essa fidelidade abre os olhos, ilumina a mente e permite que a pessoa entenda a vontade de Deus. Sem essa aliança, sem esse compromisso de fidelidade ao Senhor, o homem permanece no pecado, não tem entendimento espiritual e a misericórdia de Deus não está sobre ele.


Ainda que essa pessoa seja religiosa, ainda que pratique comportamentos cristãos, sem fidelidade não há aliança com Deus.

Aqueles que decidem ser fiéis a Deus recebem o Espírito Santo de Deus, e é o Espírito Santo quem passa a orientar, ensinar e guiar a pessoa em toda a verdade.

Quando vier o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade.” — João 16.13

“E nós somos testemunhas destas coisas, e também o Espírito Santo, que Deus deu aos que lhe obedecem.” — Atos 5.32

O Espírito Santo de Deus guia a toda a verdade para que a vontade de Deus seja conhecida e praticada, impedindo que o homem se engane quanto à doutrina, isto é, quanto à vontade revelada de Deus. Portanto, não há desculpa para que alguém se engane em relação ao que está escrito na Bíblia. O que o homem precisa é de uma aliança de fidelidade, e assim o Espírito Santo abrirá seu entendimento para compreender a Palavra de Deus, conhecer a vontade de Deus e, somente então, terá condições de cumpri-la.

Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.” — Romanos 8.14


CONCLUSÃO 

A misericórdia de Deus é real, profunda e transformadora. Mas ela nunca foi um incentivo ao pecado — ela é um chamado ao arrependimento. Em toda a Bíblia, vemos que Deus estende a Sua misericórdia àqueles que O buscam com sinceridade, que abandonam o pecado e escolhem trilhar o caminho da fidelidade. A misericórdia não é automática, nem genérica; ela é derramada sobre aqueles que decidem voltar-se para Deus e obedecer à Sua Palavra. Por isso, hoje é o tempo da decisão. A vida é breve, frágil e incerta. Cada segundo é uma oportunidade concedida por Deus para que você se volte para Ele.


APELO

Meu amigo, minha amiga, você não sabe quanto tempo ainda tem. A morte pode chegar a qualquer momento — e ela chega para todos. A única segurança verdadeira é estar debaixo da misericórdia de Deus. Mas a misericórdia de Deus não está sobre aqueles que permanecem no pecado. Ela repousa sobre quem toma a decisão de abandonar a vida velha, arrepender-se, e entrar no caminho de Jesus Cristo.

Por isso, hoje, tome a decisão certa:


Arrependa-se do seu pecado.

Decida seguir os ensinos de Jesus com fidelidade.

Seja batizado, conforme Cristo ordenou.

Reúna-se com a igreja.

Estude a Palavra de Deus com dedicação e seja ensinado. 

Tenha no coração o propósito firme de conhecer e cumprir a vontade de Deus.


Só existe um único caminho que conduz à salvação — o caminho da Bíblia, o caminho de Jesus Cristo. Entre nele hoje. Receba a misericórdia de Deus enquanto ainda há tempo.

As pessoas estão morrendo e indo para o inferno, onde clamarão desesperadamente: “Misericórdia, misericórdia!”, mas não haverá misericórdia. Lá, o clamor será eterno, e o sofrimento será sem fim, porque não existe misericórdia para aqueles que rejeitam a Palavra de Deus e não são fiéis a ela.



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Um comentário:

  1. A misericórdia de Deus é para os filhos, logo quem é filho de Deus não vive no pecado, mas quem ainda peça tem por pai o diabo.(1Joao 3:8.). Filhos de verdade reconhecem e são participantes do sacrifício na Cruz do Calvário, porque sabem que na Cruz o diabo foi aniquilado, e sabendo os filhos que Cristo venceu a morte, pois não mais temem a morte, porque sabem que o viver em CRISTO é ter a certeza da vida eterna.( Hebreus 2:14-15.).

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