Parábola do Castelo, do Puxadinho e das Raízes
Havia um castelo grandioso, admirado por toda a cidade. Dentro dele vivia um homem poderoso, dono de rios e tesouros infinitos, e uma mulher que cuidava do castelo e do próprio homem: preparava suas roupas, organizava sua vida e zelava por tudo que mantinha a torre funcionando.
Eles tinham uma sociedade nova, pois ambos vinham de sociedades anteriores que não deram certo. A mulher mantinha essa sociedade porque lhe conferia sustento, recebendo uma pequena ajuda de custo. Mas essa ajuda era insuficiente para sustentar o puxadinho que possuia ao lado do Palacio que não tinha recursos próprios e precisava de constantes reformas.
O puxadinho pertencia à mulher, ficava fora do castelo e não tinha ligação direta com ele. O contrato com o homem poderoso não estabelecia amparo legal para que ele ajudasse nessa extensão, e ele oferecia apenas migalhas, acreditando que isso o tornava generoso, cumprindo apenas o que seu contrato formal estipulava.
Para manter o puxadinho, a mulher recorria às suas raízes, que eram pequenas, mas se adequavam à realidade de que o fruto do puxadinho recebesse alguma ajuda para que fosse mantido.. Ela retirava delas uma quantidade significativa em vista da realidade delas, fazendo esforço dentro das limitações para sustentar a vida no puxadinho, já que o sócio não considerava aquilo sua responsabilidade.
A comunidade via aquela sociedade e dizia:
— “Que bela parceria! Que mulher dedicada! Que homem generoso!”. Porém não tinham conhecimento da realidade.
Mas a realidade era absurda:
O homem mantinha apenas aparência e status, sem cumprir sua função de sócio fora da formalidade;
A mulher sustentava tudo, inclusive o puxadinho, sem receber nada por ele; embora o puxadinho fosse simples, mas sua importância era valiosíssima.
Quem não sabia da realidade via apenas o castelo grandioso e o status de sociedade, sem perceber que a mulher não era realmente sócia e que o homem não assumia responsabilidades pelo puxadinho;
O status era de sociedade, porém na realidade tratava-se de prestação de serviços e a relação entre ambos fundamentava-se no cuidado de homem com suas raízes, e com a mulher apenas a formalidade do contrato estabelecido e o pagamento pelos serviços prestados. O que feria a definição de contrato de sociedade estabelecido pelo suprema corte.
Quem sabia desta realidade era as raízes — que ajudava, mesmo com recursos limitados, fazendo o máximo possível dentro de suas capacidades, para manter o puxadinho, enquanto o homem poderoso acreditava que migalhas eram suficientes. O puxadinho era fundamental para a mulher e suas raízes. Já para o homem poderoso, apesar da "sócia" precisar manter o puxadinho deveria fazê-lo com seus próprios recursos ou com a ajuda de suas raízes.
Diante da comunidade a relação era chamada de sociedade, mas na prática o contrato embora chamado de contrato de sociedade, tinha suas cláusulas que o tornava como prestação de serviços. Mas a comunidade não tinha conhecimento dessas informações, acreditando-se tratar de um contrato de sociedade.
As raízes da mulher se satisfaziam, vendo a mulher com os recursos advindos do contrato que ela possuía.
Essa satisfação as induzia e corrompia, levando-as a declarar que o contrato era de sociedade, mesmo que a prática mostrasse o contrário.
Na realidade, as cláusulas do contrato, embora chamassem o acordo de “sociedade”, configuravam-no como contrato de prestação de serviços.
Ainda assim, as raízes da mulher, satisfeitas com os recursos obtidos por ela , mantinham-se caladas, conscientes da realidade, mas esquecendo-a ou ignorando-a, porque a narrativa de sociedade lhes era agradável e conveniente.
Havia outro porém,
“Além da questão do pagamento das necessidades da mulher, que provinham dos serviços prestados no âmbito da relação contratual e de suas próprias origens, havia também a nulidade potencial deste contrato. O Palácio, sua Escritura e suas relações com o sócio anterior tornavam o contrato nulo, pois contratos anteriores haviam sido quebrados e comprometiam a validade do acordo atual.
Diante disso, esta era a realidade da lei. A lei, conforme estabelecido pela Suprema Corte, assim admitia e atestava a nulidade, reconhecendo que contratos fundados em obrigações descumpridas ou pendentes não podiam ser juridicamente válidos.”
Anos depois, a Suprema Corte teve conhecimento de todo o embrolho, do engano que se sustentava sob o falso status de sociedade.
Após análise, a Corte condenou e confiscou o Palácio, responsabilizando o homem, a mulher e suas raízes.
Todos foram punidos por fraude e engano na sociedade, e as raízes da mulher foram especificamente condenadas por cumplicidade no embrolho, por terem, consciente ou inconscientemente, sustentado a falsa narrativa.
Assim, a parábola mostrava:
Status e aparência enganam;
A maldade está na falta de verdade;
A falta de conhecimento em relação ao certo leva à loucura;
Os contratos não podem ser quebrados e estabelecidos novos contratos, ainda que sejam de sociedade.
A condenação vem mais cedo ou mais tarde sobre tudo aquilo que infringe a lei, independentemente do tempo ou das aparências.
Reflexão da Parábola: A Realidade do Engano e a Lei de Deus
A parábola mostra ao leitor a realidade do engano que prevalece quando os interesses estão acima dos valores estabelecidos por Deus.
Muitas pessoas mantêm relações umas com as outras que, na superfície, parecem sólidas, fundamentadas em amizade, parceria ou sociedade. No entanto, essas relações frequentemente se baseiam no interesse pessoal, na aparência e nas necessidades sociais, e não na verdade e nos princípios da palavra de Deus.
Amizades muitas vezes são mantidas por conveniência, companhia ou benefícios mútuos, mas carecem da amizade bíblica verdadeira, que se fundamenta na fidelidade, na honestidade e no amor segundo Deus.
Casamentos podem ser sustentados por interesses econômicos, paixões da carne, beleza ou status social, mas se não estão alicerçados nos princípios divinos, tornam-se frágeis e enganosos.
Além disso, negócios e acordos podem ser fundados em interesses financeiros, interesses sociais ou outros interesses humanos.
Porém, se não estiverem alicerçados na Palavra de Deus, ou feitos conforme os princípios bíblicos, esses negócios não passam de laços, engano, injustiça e consequente condenação.
A narrativa da parábola evidencia que status e aparência podem sustentar falsos fundamentos, fazendo parecer que tudo está bem. Mas a realidade do engano e da falta de alinhamento com a palavra de Deus gera consequências inevitáveis.
Toda vida que não estiver fundamentada nos valores e na lei de Deus, seja em contratos, relações ou decisões pessoais, estará sujeita à condenação, pois a justiça divina não pode ser enganada por aparências ou interesses passageiro.
A lição central é clara: interesses, status ou conveniências humanas nunca substituem a verdade, a fidelidade e a obediência aos princípios de Deus. Quem constrói sua vida sobre valores superficiais encontrará engano e condenação; quem alicerça sua vida na palavra de Deus encontrará justiça, verdade e segurança eterna.
Mateus 7:24-27
“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com força contra aquela casa, e ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.
Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com força contra aquela casa, e ela caiu, e grande foi a sua queda.”
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Deus é fiel para cumprir com sua promessas, pois é o que nos fala em NÚMEROS 19:23. Deus como Um Pai fiel, sempre tem o melhor para seus filhos, pois todos os pais sempre deixam heranças para Deus filhos, mas pra quem são a herança de vida eterna do Pai? É Claro que , a herança é só para os filhos! E quem são os filhos?? No livro de ROMANOS 8:14 fala que filhos são aqueles que são guiados pelo Espírito santo, ou seja, a herança do Pai de vida eterna, é só para os que obedecem A Palavra, logo , quem obedecem a Palavra só Pai, não vive na prática do pecado, porque a prática do pecado nos impede de ser salvos, pois isso é o que nos fala no livro de ISAÍAS 59:1;2.
ResponderExcluirMe perdoe os erros ortográficos!
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