OS MAUS NÃO RECEBERÃO A MISERICÓRDIA DE DEUS
Texto base: Jonas 2:8 (ARA)
“Os que se apegam a vaidades vãs afastam de si a misericórdia.”
INTRODUÇÃO
A maior parte das pessoas constrói uma imagem própria de Deus — uma imagem moldada pela cultura, pelas emoções ou por tradições humanas que nada têm a ver com a revelação divina. Entretanto, o Deus verdadeiro não é o Deus que a sociedade imagina; o Deus verdadeiro é o Deus que a Bíblia apresenta.
E quando abrimos as Escrituras, encontramos um Deus infinitamente misericordioso, mas também absolutamente santo, justo e firme no trato com o mal. A cultura contemporânea rejeita essa realidade. O mundo prefere suavizar o pecado, relativizar o mal e promover a ideia de que Deus terá misericórdia de todos, independentemente de sua condição espiritual.
No entanto, a Bíblia mostra outra verdade: há pessoas que rejeitam a autoridade de Deus sobre suas vidas, pecam, são infiéis, preferem idolatria, seguem suas próprias vontades, buscsm sua própria glória, são obsstinadas no erro, dessa forma rejeitam o sacrifício de Cristo. E quando o homem faz isso, ele se afasta da misericórdia divina.
Compreender essa realidade não é apenas um exercício teológico; é uma questão urgente. Um dia todos nós morreremos, e quando estivermos diante de Deus, a pergunta mais séria de todas será:
“A misericórdia de Deus estará sobre mim ou não?”
Por isso, é essencial entender o que a Bíblia realmente diz sobre a misericórdia e sobre aqueles que não a receberão.
1) OS QUE PROMETEM A MISERICÓRDIA DE DEUS AOS QUE NÃO SE ARREPENDEM SÃO FALSOS PROFETAS.
A Bíblia é absolutamente clara: qualquer pessoa que promete paz, salvação ou misericórdia para quem vive no pecado e não se arrepende está mentindo em nome de Deus.
Esses são os falsos profetas que Deus denuncia em toda a Escritura — homens que oferecem falsa segurança, distorcem o caráter de Deus e encobrem o pecado, como se o mal não tivesse consequências.
A Palavra de Deus declara:
Jeremias 23.17
“Dizem continuamente aos que me desprezam: ‘O Senhor disse: Paz tereis’; ainda que andem na obstinação do seu coração.”
Jeremias 6.14
“Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz.”
Ezequiel 13.8–10
“Portanto, assim diz o Senhor Deus: Visto que falais vaidade e vedes a mentira, por isso eu sou contra vós, diz o Senhor Deus. (…) Pois, visto que desviam o meu povo, dizendo: Paz, quando não há paz…”
Malaquias 3.18
“Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não o serve.”
Isaías 48.22
“Para os ímpios, diz o Senhor, não há paz.”
Salmo 7.11–12
“Deus é juiz justo, um Deus que se ira todos os dias. Se o homem não se converter, Deus afiará a sua espada…”
Salmo 5.5
“Os arrogantes não permanecerão diante dos teus olhos; tu odeias todos os que praticam a iniquidade.”
Judas 4
“Pois certos homens se infiltraram com dissimulação, (…) ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.”
2 Pedro 2.1–3
“Assim como houve falsos profetas no meio do povo, também haverá entre vós falsos mestres…
E muitos seguirão as suas práticas libertinas…
E, por causa deles, o caminho da verdade será blasfemado.”
1 Timóteo 4.1
“O Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios.”
Romanos 1.18
“A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça.”
Apocalipse 21.8
“Mas, quanto aos covardes, incrédulos, abomináveis, assassinos, impuros, feiticeiros, idólatras e todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.”
2. POR QUE NÃO HÁ MISERICÓRDIA SOBRE O QUE CONTINUA NO PECADO
A Escritura é clara: Deus é santo (Lv 11.44; 1 Pe 1.15-16), e Sua santidade torna impossível qualquer comunhão entre Ele e aquele que permanece no pecado. A comunhão entre luz e trevas é incompatível por natureza, como afirma Paulo:
“Que comunhão há entre luz e trevas?” (2 Co 6.14).
Assim, quem permanece nas trevas — isto é, quem não abandona definitivamente o pecado, quem continua amando o mal, quem não se arrepende verdadeiramente — se mantém separado de Deus.
Deus não pode ter comunhão com aquilo que contradiz Seu caráter. A santidade dEle não é apenas um atributo, mas a essência de quem Deus é. Por isso, enquanto o homem permanece sujo, contaminado pelo pecado, preso às trevas e sem arrependimento, ele se mantém como inimigo de Deus (Rm 8.7).
Mais do que isso, as Escrituras afirmam de maneira cristalina que Deus odeia o mal — e se o homem é mau, se ele ainda peca, ele é objeto desse ódio divino. A Bíblia não diz apenas que Deus odeia o pecado; diz também que Ele odeia o pecador.
“Amei Jacó, porém odiei Esaú.” (Ml 1.2-3; Rm 9.13)
“Os arrogantes não permanecerão diante dos teus olhos; odeias a todos os que praticam a maldade.” (Sl 5.5)
“O Senhor é juiz justo, um Deus que se ira todos os dias. Se o homem não se converter, afiará a sua espada.” (Sl 7.11-12)
Essas declarações bíblicas são completamente opostas ao falso evangelho moderno, que apresenta um “deus” tolerante, complacente, que aceita o pecador. Esse não é o Deus das Escrituras; é um ídolo construído pela cultura, pelos sentimentos humanos e pelos falsos profetas (como já exposto no ponto anterior).
O Deus verdadeiro é santo, justo e puro, e portanto não derrama misericórdia sobre quem persiste no mal. A misericórdia de Deus é real — mas ela não é dada ao rebelde que rejeita o senhorio de Deus e ama o pecado. A misericórdia é oferecida somente ao que abandona o mal, ao que se arrepende, ao que deixa as trevas para viver na luz (Is 55.7; Pv 28.13; At 3.19).
Assim, a conclusão inevitável é simples e bíblica:
Se o homem não abandona o mal, ele não recebe a misericórdia de Deus.
E se ele não recebe misericórdia, permanece debaixo da ira, do ódio e do juízo inevitável do Deus santo.
3. A ÚNICA CONDIÇÃO PARA RECEBER A MISERICÓRDIA DE DEUS
A misericórdia de Deus foi revelada ao mundo em Jesus Cristo. Foi na cruz, quando o Filho de Deus entregou Sua vida, que a porta da misericórdia foi aberta para a humanidade caída. O pecado trouxe trevas, corrupção, condenação e separação total entre o homem e o Criador. Nada contamina mais profundamente o ser humano do que o pecado, e nada o afasta mais de Deus do que a sua persistência no mal.
Por isso, a única condição para que o pecador receba a misericórdia de Deus é o arrependimento sincero, acompanhado do abandono definitivo do pecado. A misericórdia de Deus não é dada ao homem para que ele permaneça nas trevas, mas para que ele seja liberto delas. Somente quando o homem renuncia ao pecado, rejeita a vida antiga e abraça o senhorio de Cristo é que ele recebe a graça revelada no sangue de Jesus.
A obra de Cristo não age sobre aquele que continua cedendo ao pecado. O sangue de Jesus só purifica aquele que abandona o mal, pois Cristo é o Cordeiro que tira o pecado do mundo.
“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” — João 1.29
Se o pecado não foi tirado da vida de alguém, essa pessoa não está debaixo da misericórdia de Deus, mas sim debaixo da Sua ira.
A Bíblia declara:
“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não obedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” — João 3.36
A Palavra é clara: não basta dizer que “crê”; é preciso obedecer. Quem não obedece ao Filho permanece sob a ira de Deus, mesmo que declare verbalmente que tem fé.
Por isso, a mensagem do Evangelho é essencialmente um chamado ao arrependimento e à obediência. A Escritura ordena:
“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados.” — Atos 3.19
O arrependimento verdadeiro leva inevitavelmente à obediência ao senhorio de Cristo. E quem recebe o Evangelho é batizado, pois o batismo demonstra a morte do velho homem e o nascimento de uma nova vida liberta do pecado (Romanos 6.3-6). Onde não há mudança, onde não há ruptura com o pecado, onde não há morte da velha natureza, não há salvação.
A Palavra de Deus também declara com clareza absoluta:
“Aquele que comete pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio.” — 1 João 3.8
E ainda:
“Todo aquele que é nascido de Deus não peca; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.” — 1 João 3.9
Quando a pessoa decide abandonar o pecado e ser fiel a Deus, custe o que custar, ela passa a aprender aquilo que é certo. Ela passa a aprender a vontade de Deus e sua vida vai sendo transformada na medida em que ela vai conhecendo a Palavra de Deus. Ela vai sendo santificada — este é o processo de transformação.
Mas para isso é preciso fidelidade a Deus, um compromisso firme de obedecer a Jesus Cristo. Essa fidelidade abre os olhos, ilumina a mente e permite que a pessoa entenda a vontade de Deus. Sem essa aliança, sem esse compromisso de fidelidade ao Senhor, o homem permanece no pecado, não tem entendimento espiritual e a misericórdia de Deus não está sobre ele.
Ainda que essa pessoa seja religiosa, ainda que pratique comportamentos cristãos, sem fidelidade não há aliança com Deus.
Aqueles que decidem ser fiéis a Deus recebem o Espírito Santo de Deus, e é o Espírito Santo quem passa a orientar, ensinar e guiar a pessoa em toda a verdade.
“Quando vier o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade.” — João 16.13
“E nós somos testemunhas destas coisas, e também o Espírito Santo, que Deus deu aos que lhe obedecem.” — Atos 5.32
O Espírito Santo de Deus guia a toda a verdade para que a vontade de Deus seja conhecida e praticada, impedindo que o homem se engane quanto à doutrina, isto é, quanto à vontade revelada de Deus. Portanto, não há desculpa para que alguém se engane em relação ao que está escrito na Bíblia. O que o homem precisa é de uma aliança de fidelidade, e assim o Espírito Santo abrirá seu entendimento para compreender a Palavra de Deus, conhecer a vontade de Deus e, somente então, terá condições de cumpri-la.
“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.” — Romanos 8.14
CONCLUSÃO
A misericórdia de Deus é real, profunda e transformadora. Mas ela nunca foi um incentivo ao pecado — ela é um chamado ao arrependimento. Em toda a Bíblia, vemos que Deus estende a Sua misericórdia àqueles que O buscam com sinceridade, que abandonam o pecado e escolhem trilhar o caminho da fidelidade. A misericórdia não é automática, nem genérica; ela é derramada sobre aqueles que decidem voltar-se para Deus e obedecer à Sua Palavra. Por isso, hoje é o tempo da decisão. A vida é breve, frágil e incerta. Cada segundo é uma oportunidade concedida por Deus para que você se volte para Ele.
APELO
Meu amigo, minha amiga, você não sabe quanto tempo ainda tem. A morte pode chegar a qualquer momento — e ela chega para todos. A única segurança verdadeira é estar debaixo da misericórdia de Deus. Mas a misericórdia de Deus não está sobre aqueles que permanecem no pecado. Ela repousa sobre quem toma a decisão de abandonar a vida velha, arrepender-se, e entrar no caminho de Jesus Cristo.
Por isso, hoje, tome a decisão certa:
Arrependa-se do seu pecado.
Decida seguir os ensinos de Jesus com fidelidade.
Seja batizado, conforme Cristo ordenou.
Reúna-se com a igreja.
Estude a Palavra de Deus com dedicação e seja ensinado.
Tenha no coração o propósito firme de conhecer e cumprir a vontade de Deus.
Só existe um único caminho que conduz à salvação — o caminho da Bíblia, o caminho de Jesus Cristo. Entre nele hoje. Receba a misericórdia de Deus enquanto ainda há tempo.
As pessoas estão morrendo e indo para o inferno, onde clamarão desesperadamente: “Misericórdia, misericórdia!”, mas não haverá misericórdia. Lá, o clamor será eterno, e o sofrimento será sem fim, porque não existe misericórdia para aqueles que rejeitam a Palavra de Deus e não são fiéis a ela.
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A misericórdia de Deus é para os filhos, logo quem é filho de Deus não vive no pecado, mas quem ainda peça tem por pai o diabo.(1Joao 3:8.). Filhos de verdade reconhecem e são participantes do sacrifício na Cruz do Calvário, porque sabem que na Cruz o diabo foi aniquilado, e sabendo os filhos que Cristo venceu a morte, pois não mais temem a morte, porque sabem que o viver em CRISTO é ter a certeza da vida eterna.( Hebreus 2:14-15.).
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