sábado, 28 de fevereiro de 2026

Duas Maneiras de Viver: Com a Eternidade em Vista ou Sem Pensar Nela

 

Duas Maneiras de Viver: Com a Eternidade em Vista ou Sem Pensar Nela

Texto Base:

“Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração.”

— Eclesiastes 7:2


Introdução

Vivemos em um tempo em que quase tudo nos empurra para distração. A sociedade nos ensina a buscar prazer, conquistas, entretenimento, estabilidade, sucesso. Fala-se muito sobre como viver melhor — mas quase não se fala sobre como morrer bem. E menos ainda sobre o que vem depois da morte.

O sábio, no livro de Eclesiastes, nos confronta com uma declaração surpreendente: é melhor estar na casa do luto do que na casa da alegria. Isso parece contraditório à primeira vista. Como pode o luto ser melhor que a celebração? A resposta está no que o texto revela: na casa do luto “se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração”.

Ou seja, é diante da realidade da morte que o homem é forçado a refletir sobre a vida.

Existem, essencialmente, duas maneiras de viver:

Há aqueles que vivem conscientes de que a vida é breve, que a morte é certa e que haverá prestação de contas diante de Deus. Esses aplicam ao coração a realidade da eternidade.

E há aqueles que vivem como se este mundo fosse tudo o que existe. Planejam, constroem, acumulam, divertem-se — mas evitam pensar no fim. Vivem apenas para o presente, sem considerar o juízo eterno.

Esta mensagem nos convida a uma reflexão profunda e necessária:

Como estamos vivendo? Com a eternidade em vista ou como se ela não existisse?

Porque a maneira como encaramos a morte determina a maneira como vivemos a vida. Por isso é preciso encarar a morte de uma maneira correta para que a vida também seja vivida de maneira correta.  

1️⃣ A Realidade da Morte no Discurso, Mas Não na Prática

Todo mundo diz que vai morrer. Isso é comum. Quando alguém morre, todos comentam: “A vida é assim mesmo”, “Um dia chega para todos”. Ninguém nega que a morte existe.

Mas há uma diferença entre dizer que sabe e viver como quem realmente acredita nisso.

Se uma pessoa realmente cresse que pode morrer a qualquer momento, a primeira coisa que ocuparia seus pensamentos não seria dinheiro, sucesso ou projetos terrenos. A primeira preocupação seria Deus e o seu destino eterno.

Ela se perguntaria:

Para onde eu vou?

Estou preparado?

Como posso ter certeza do meu destino?

O que Deus requer de mim?

Quando alguém sabe que vai fazer uma viagem, mas acredita que ainda falta muito tempo, ela deixa os preparativos para depois. Mas quando descobre que a viagem pode acontecer a qualquer momento, ela começa imediatamente a se preparar. Organiza documentos, separa o que é necessário, resolve pendências.

Assim é a vida.

Se alguém realmente acredita que pode morrer a qualquer momento, ela passa a se preparar para essa “viagem” inevitável. E essa preparação começa com Deus. Ela busca entender:

Qual é o propósito da vida.

O que vem depois da morte.

Como estar em paz com Deus.

Qual é o caminho para a vida eterna.

Seu foco muda. A vida deixa de girar em torno de coisas superficiais. O centro já não é mais apenas esta existência passageira. A prioridade passa a ser a eternidade. 

É exatamente isso que ensina Eclesiastes 7:2: na casa do luto “se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração”. Ou seja, quando a realidade da morte é levada a sério, ela é aplicada ao coração — e quando isso acontece, a vida muda.

Por que a maioria das pessoas não vive assim?

A verdade é que existe uma resistência natural em aceitar a morte. O homem não quer pensar na morte, porque pensar na morte confronta a sua vaidade, os seus desejos e a ilusão de controle sobre a própria vida.

Além disso, esta realidade não pode ser explicada apenas por lógica humana ou naturalidade; há uma dimensão espiritual: o mundo em que vivemos foi afetado pelo mal. As forças espirituais contrárias a Deus atuam para que o homem evite pensar seriamente sobre a morte e sobre a eternidade. Elas querem que ele viva distraído, ocupado apenas com o passageiro e o superficial.

De forma contrária, Deus deseja que o homem pense na morte. O texto de Eclesiastes 7:2 mostra isso claramente: Ele quer que o homem aplique ao coração a realidade do fim. Por quê? Porque Deus tem um propósito para essa verdade. Pensar na morte leva o homem a rever sua vida, a buscar o que é eterno, a corrigir prioridades, e a caminhar para o plano que Deus preparou — a vida eterna com Ele.

A morte e a condenação natural do homem

Como ensina Hebreus 9:26-28, a condição natural do homem é morrer e ser condenado. O versículo diz:

De outra maneira seria necessário que Cristo padecesse muitas vezes desde a fundação do mundo; mas agora, na consumação dos séculos, apareceu uma vez, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá a segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.”

O “como” aqui mostra que o sacrifício de Cristo é a solução para a condição natural do homem. Sem Cristo, o homem morre e é condenado. Mas através de Jesus, aquele que crê é tirado desse estado de morte e condenação, recebendo salvação e vida eterna.

Portanto, quando a realidade da morte é apenas um discurso e o homem rejeita aplicá-la em sua vida, isso revela que essa “certeza” não é realmente crida. É um comportamento comum àqueles que fogem da verdade quando ela não lhes é agradável.

2️⃣ Dois Tipos de Vida: Viver para a Eternidade ou para a Vida Passageira

Viver para a vida passageira

Viver para a vida passageira é uma característica da condição natural do homem, que nasce com a natureza de Adão e Eva. Como Hebreus 9:27 nos ensina:

E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo…”

Essa é a condição natural do homem: morrer e ser condenado. Quem vive para a vida passageira coloca o interesse e a ênfase da sua vida nesta existência terrena, vivendo para o mundo e para os próprios desejos, sem alcançar a verdadeira espiritualidade.

Mesmo que declare teoricamente sua fé, reconheça Deus, ou pratique religiosidade, isso não muda a essência da vida. Ele pode até parecer ligado à eternidade, mas enquanto não morrer para sua natureza carnal, não poderá viver para a eternidade.

Bíblicamente, isso é visto em Romanos 8:5-6:

“Porque os que vivem segundo a carne inclinam para as coisas da carne, mas os que vivem segundo o Espírito, para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte, mas a inclinação do Espírito é vida e paz.”

A vida passageira, portanto, é marcada por:

Foco em interesses próprios e terrenos;

Ênfase no presente passageiro, na glória do mundo, nos prazeres e nas conquistas humanas;

Aparência de religiosidade ou teorização sobre a eternidade, mas sem transformação real da essência;

Permanência na condição natural de morte e condenação, sem experimentar a salvação verdadeira que Cristo oferece.

Viver para a eternidade

Viver para a eternidade é o oposto: morrer para a própria natureza carnal e nascer como homem espiritual.

O homem espiritual morre para seus interesses pessoais, desejos e glória própria, e passa a buscar a glória de Deus.

Vive nesta vida com os olhos fixos na eternidade, mas não despreza responsabilidades terrenas — trabalha, estuda, constrói família — apenas não coloca essas coisas como essência da vida.

A vida eterna passa a ser a essência da existência, porque ele entende que esta vida é o tempo de decisão diante de Deus.

É a transformação que só é possível pela salvação em Cristo, que aniquila o pecado e tira o homem do estado natural de morte e condenação.

Em resumo:

Vida passageira = natureza carnal, foco no mundo, falsa religiosidade ou discurso sobre eternidade sem prática real;

Vida eterna = homem espiritual, foco em Deus e na eternidade, transformação pela salvação em Cristo.

3️⃣ O Engano de Quem Acredita Viver para a Eternidade

Muitas pessoas que se declaram cristãs, evangélicas, batizadas, pregam o Evangelho e até recebem dons do Espírito acreditam que já vivem para a eternidade. No entanto, elas permanecem presas à vida do mundo e à sua natureza carnal, porque se enganam a respeito do que a Bíblia realmente ensina para que uma pessoa se torne verdadeiramente espiritual e viva para a eternidade.

Esses indivíduos podem parecer espirituais, falar sobre Deus, frequentar templos e realizar boas obras, mas a sua vida continua centrada no mundo e nos próprios desejos, sem perceber que a verdadeira vida espiritual exige algo que ele desconhece.

Paulo explica de forma clara essa condição no capítulo 7 de Romanos, descrevendo o homem natural que ainda está preso ao pecado:

Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. Mas se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faço, mas o pecado que habita em mim.” (Romanos 7:19-20)

O homem descrito nesse capítulo está dividido, ainda vencido pelo pecado, e Paulo declara sobre ele:

Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7:24)

Aqui, Paulo está se referindo à sua velha natureza, enquanto ainda pecador, carnal, antes de experimentar a obra transformadora de Cristo. Ele se declara miserável, mostrando que esta condição não é a do homem nascido de novo, salvo em Cristo, mas do homem natural que precisa ser libertado e transformado.

Em contraste, o capítulo 8 de Romanos apresenta o homem espiritual, aquele que foi conduzido pelo Espírito de Deus, mostrando que:

Ele não mais vive segundo a carne, mas segundo o Espírito (Romanos 8:5-6).

Mortifica as obras da carne pelo Espírito e experimenta vida e paz (Romanos 8:12-13).

Todos os que são guiados pelo Espírito são filhos de Deus (Romanos 8:14).

Essa distinção evidencia o engano de muitos que acreditam estar vivendo para a eternidade: embora participem da vida religiosa e se considerem espirituais, ainda permanecem carnais, porque o pecado não foi aniquilado em suas vidas. Eles confundem religiosidade e conhecimento teórico com a verdadeira vida espiritual, que só acontece quando a obra de Cristo transforma o homem interior.

Essa realidade é confirmada em Hebreus 9:26-28, que mostra que Cristo veio aniquilar o pecado, tirando o homem da condição natural de morte e condenação, e abrindo o caminho para que ele viva de fato para a eternidade:

…uma vez, no fim dos tempos, se manifestou para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. E assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.” (Hebreus 9:26-28)

Portanto, aqueles que acreditam estar vivendo para a eternidade, mas permanecem presos à vida do mundo e à sua natureza carnal, estão enganados. Permanecem sob um falso evangelho, vivendo uma heresia doutrinária que os mantém afastados da verdade que liberta, salva e proporciona a vida eterna. Somente quando o homem morre para o pecado e é transformado pelo sacrifício de Cristo, ele passa a viver de fato para a eternidade, com a essência de sua vida voltada para Deus e preparado para a vida eterna.

Conclusão e Apelo: Priorize a Vida Eterna

Lembre-se: como diz a Bíblia,

"Que adianta ao homem ganhar o mundo todo e perder a sua alma?" (Marcos 8:36)

O que adianta realizar todos os seus prazeres, seguir sua vontade, conquistar glória neste mundo e, ao mesmo tempo, perder a salvação? Não se iluda acreditando que uma fé superficial ou um evangelho sem profundidade, uma vida cristã sem fervor e sem fidelidade absoluta, possa garantir a salvação.

É preciso esquecer esta vida passageira e priorizar a vida eterna, que está em Cristo. É necessário estar alerta ao engano do diabo, que faz acreditar que se vive espiritualmente quando, na realidade, se permanece preso à vida do mundo.

O orgulho, o pecado e a carnalidade mostram que não há espiritualidade verdadeira, e sem isso não há vida realmente voltada para a eternidade. Não há salvação sem colocar Deus acima de tudo e sem fidelidade ao Deus que se manifestou na pessoa de Seu Filho Jesus e se revela nas Escrituras Sagradas, a Bíblia.

Para viver para a eternidade, é preciso abrir mão da carnalidade, do desejo pelos prazeres momentâneos e daquilo que agrada ao coração humano, da própria vontade, permitindo que a verdade de Deus se imponha sobre os desejos que agradam e confortam.

O que está em jogo é a eternidade. A decisão de viver para a eternidade é infinitamente melhor do que se apegar a esta vida passageira. Este mundo é temporário, e abrir mão de seus prazeres momentâneos é nada diante de uma eternidade indescritível, maravilhosa e cheia da presença de Deus.

Quem vive apenas para esta vida passageira perde a essência de ser uma pessoa bela, forte e agradável a Deus, mantendo-se preso aos laços do diabo, que desviam do propósito divino.

Escolha a eternidade. Viva de acordo com a vontade de Deus revelada na Bíblia, custe o que custar. Abandone definitivamente o orgulho, o seu ego, a glória para si e viva exclusivamente para a glória de Deus. Abandone os desejos carnais, abandone a sua própria vontade e viva exclusivamente para conhecer e fazer a vontade de Deus, custe o que custar.

Essas palavras são palavras de Deus que podem salvar a sua alma. A decisão é sua. Não se lamente no inferno, não se lamente eternamente no inferno por ter olhado para este mundo, em vez de olhar para aquilo que Deus diz e para a vida eterna.



Digite no Google: Estudando a biblia com Pastor Rogerio. Acompanhe diariamente as mensagens de Deus. Compartilhe para que mais pessoas venham também ouvir a Deus. 

"Dica: Alguns celulares têm a opção ‘Áudio’, pelos três pontinhos no topo da tela, que permite ouvir e acompanhar a leitura do conteúdo do blog."









Nenhum comentário:

Postar um comentário

Nome opcional