sábado, 21 de fevereiro de 2026

Deus é amor, Deus é bom — onde está o erro?


Deus é amor, Deus é bom — onde está o erro?


Versículo base

Isaías 5:20

“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem chamam mal; que fazem da escuridade luz e da luz escuridade; e fazem do amargo doce e do doce amargo.”


Introdução

O caminho de Deus é o caminho da verdade. O engano, por sua vez, é o caminho oposto, e muitas pessoas seguem-no sem perceber. Por isso, é essencial buscar a verdade acima de tudo.

E a verdade é Cristo. Quando Jesus declarou: “Eu sou a verdade”, o uso do artigo definido mostra algo profundo: Ele não é apenas uma verdade entre muitas, mas a verdade, a fonte de toda verdade.

Esta mensagem convida à reflexão sobre quem Deus realmente é. Somente conhecendo-O verdadeiramente podemos discernir corretamente o bem do mal e, assim, seguir o caminho da verdade — o caminho de Deus.

O versículo de Isaías 5:20 nos alerta sobre o perigo de distorcer o que é bom e o que é mal, mostrando que muitos, mesmo falando de Deus, confundem a bondade e o amor divinos com suas próprias concepções. O engano acontece quando se torce a Palavra, e é exatamente nisso que precisamos estar atentos.


Ponto 1 — O problema do engano humano

Hoje existe uma influência maligna que distorce a verdade.

Ela usa palavras corretas, mas com significado trocado.

Exemplos: amor, bondade, misericórdia, liberdade.

As palavras podem ser ditas, mas se o significado não for compreendido, surge o engano.

Quando aplicamos essas palavras com entendimento distorcido, nossa vida se afasta do que a Bíblia ensina.

Não basta repetir palavras corretas ou bíblicas.

É preciso entender e aplicar o seu significado conforme a verdade de Deus.

Dizer que Deus é amor ou Deus é bom, sem compreender corretamente, gera engano.

Mesmo usando as palavras corretas, a prática de vida se torna contrária à Palavra.

Algumas pessoas se casam alegando amar.

Depois de alguns anos, ou até menos, se separam.

E dizem: “Não era amor.”

Na verdade, era apenas empolgação, paixão ou ilusão.

Isso demonstra que é possível entender mal o significado das palavras, até sobre Deus.

E é isso que o inimigo faz: impede que as pessoas conheçam a Deus e obedeçam ao evangelho, levando à condenação.

📖 2 Tessalonicenses 1:8‑9 (Almeida Revista e Corrigida)

8 “Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo;”

9 “os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder.”

Quando as pessoas entendem mal o amor de Deus e a Sua vontade, passam a viver contrariamente à vontade de Deus, realizando ações que O desagradam.

Mesmo que o discurso seja formalmente bíblico, usando palavras e expressões da Bíblia, não há verdadeiro entendimento do que essas palavras significam.

Na realidade, elas aplicam essas palavras de forma contrária ao seu sentido, distorcendo o amor e a vontade de Deus e vivendo em engano e desobediência.

O verdadeiro amor e a bondade de Deus não permitem condescendência com o mal.

O amor de Deus implica odiar o mal e condená-lo.

A bondade de Deus exige justiça, pois se Deus não odiasse o mal, Ele não seria bom.

Quando o homem é mau, ou seja, produz o que é mau — o pecado —, ele será condenado.

Essa condenação é o afastamento eterno de Deus e o sofrimento eterno, consequência da justiça, bondade e amor perfeitos de Deus.

O amor de Deus não pode amar o mal, por isso Ele não se comove com o pecado.

O pecador que persiste na maldade está em oposição à natureza de Deus.

Portanto, conhecer o amor e a bondade de Deus significa entender que Ele odeia o mal e exige retidão de todos.

Quando o amor de Deus é entendido de forma incorreta, as pessoas chegam a acreditar que:

Deus não punirá o mal;

Deus aceita o pecado;

Deus não exige conduta santa e irrepreensível.

Elas invertem completamente a realidade.

Na verdade, o amor e a bondade de Deus exigem obediência plena e o afastamento completo do que é mau.

Esse amor foi demonstrado na cruz, no sacrifício de Jesus, que paga a condenação pelo pecado e liberta o homem do pecado.

A bondade e o amor de Deus levam à transformação da vida do homem.

Quando o homem aplica o caráter de Deus em sua vida, ele entende a verdade, reconhece o juízo de Deus contra o mal e vive afastado do pecado, na justiça e na retidão que Deus exige.


Ponto 2 — A natureza caída do homem e a distorção das Escrituras

O homem nasce com uma natureza caída e pecadora, e precisa assumir uma aliança de fidelidade a Deus, reconhecendo-O como soberano e supremo, digno de obediência.

O sacrifício de Jesus na cruz paga pelo pecado e dá ao homem liberdade para retornar à comunhão com Deus, mediante a obediência a Ele.

Porém, o homem que não nasce de novo, que não se torna uma nova criatura, que não estabelece essa aliança pelo sangue de Jesus, permanece num estado de pecado e trevas.

Quando esse homem se depara com a palavra de Deus, ele tenta justificar sua condição, defender um status de "bom" ou de não rebeldia a Deus, movido pelo orgulho e pela exaltação do ego.

Sem abandono do pecado e fidelidade a Deus, ele é enganado pelo diabo, torcendo o sentido das Escrituras.

Um exemplo claro na Bíblia é a tentação de Jesus:

O diabo levou Jesus ao pináculo do templo — o ponto mais alto do templo em Jerusalém — e disse:

Se és o Filho de Deus, atira-te daqui abaixo…

Jesus respondeu fielmente:

Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.”

Isso mostra que, sem o abandono do pecado e do orgulho, o ser humano irá torcer as Escrituras, enganado pelo diabo.

Somente a fidelidade a Deus possibilita entender corretamente a palavra de Deus.

Como Jesus disse:

Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, conhecerá a doutrina” (João 7:17).

Se Jesus tivesse se voltado para o orgulho de ser considerado o Filho de Deus, Ele teria cedido à tentação e se lançado do pináculo do templo.

Assim acontece com um homem que quer o status de amigo de Deus, ou de Filho de Deus, ou de citar Suas palavras, sem morrer para o pecado, sem renunciar à sua própria vontade e à sua natureza caída, sem abraçar o prazer do esforço, luta e compromisso.

É dessa forma que muitos na igreja dos últimos dias distorcem as Escrituras, porque não possuem um compromisso real com Deus.


Ponto 3 — A cegueira espiritual e o novo nascimento

O homem, desde o nascimento físico, nasce afastado de Deus, nas trevas, por causa de sua natureza caída.

Ele é chamado de homem natural, porque vive segundo sua própria vontade e sua carne, sem compreender as coisas de Deus.

A Bíblia diz claramente que o homem natural não entende as coisas de Deus:

📖 1 Coríntios 2:14 (Almeida Revista e Corrigida)

“Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê‑las, porque elas se discernem espiritualmente.”

Isso significa que, enquanto alguém não nasce de novo — isto é, não recebe uma nova natureza espiritual — ele não tem capacidade de compreender corretamente a Palavra de Deus.

O apóstolo Paulo explica a realidade da alma humana caída:

📖 Romanos 8:7‑8 (Almeida Revista e Corrigida)

“Porque as inclinações da carne são contra Deus, pois não sujeitam‑se à lei de Deus, nem mesmo o podem.

8 E os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus.”

Sem a nova natureza, o homem permanece nas trevas, preso ao pecado, e não compreende as verdades espirituais.

Além disso, a Bíblia mostra que o diabo cega o entendimento dos incrédulos para que eles não vejam a luz do evangelho:

📖 2 Coríntios 4:4 (Almeida Revista e Corrigida)

“nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que não lhes resplandecesse a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.”

Essa cegueira espiritual é resultado da opção do homem por permanecer no pecado, defendendo a sua própria natureza caída, buscando glória para si, sem morrer para o pecado e para o orgulho, vivendo segundo sua própria vontade, sem nova natureza e sem arrependimento da sua velha natureza.

Por outro lado, quando alguém decide abandonar o pecado, quando ele reconhece a verdade do evangelho de Cristo — que Jesus pagou a condenação pelo pecado e libertou o homem do pecado — então surge uma resposta de fidelidade a Deus.

A Bíblia ensina que o Espírito Santo é dado àqueles que obedecem a Deus:

📖 Atos 5:32 (Almeida Revista e Corrigida)

“E nós somos testemunhas destas coisas, e também o Espírito Santo, que Deus deu aos que Lhe obedecem.”

O Espírito Santo é quem guia o homem em toda a verdade:

📖 João 16:13 (Almeida Revista e Corrigida)

“Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará em toda a verdade...”

Assim, há duas situações espirituais distintas:

Um homem que não abandonou o pecado, que não renunciou ao orgulho e à própria vontade, que não se aliou a Cristo, permanece cegado espiritualmente. Ele interpreta as Escrituras segundo sua carne e é enganado pelo diabo.

Um homem que decide morrer para o pecado, que renuncia sua vontade própria, que aceita a fidelidade a Deus através do sangue de Cristo, recebe o Espírito Santo e passa a entender as Escrituras corretamente, sendo guiado em toda a verdade.

A escolha, portanto, é clara:

🔹 Continuar no engano e na cegueira (ao lado do diabo)

ou

🔹 Abandonar o pecado e receber entendimento verdadeiro (através do Espírito Santo de Deus).


Conclusão e Apelo

Cada leitor deve compreender que o amor e a bondade de Deus implicam no juízo contra o mal, na separação eterna entre santo e profano, e exigem vida santa, morte para o pecado, orgulho e própria vontade.

O homem só deve viver para exaltar a Deus, obedecer à vontade de Deus e manter fidelidade a Ele pelo sangue de Jesus.

Sem esta escolha, o homem será vítima do diabo, que o enganará, fazendo-o acreditar que é bom, sendo mau; limpo, estando sujo; salvo, estando condenado.

Somente a opção pela verdade, que é Cristo, pelo abandono definitivo do pecado, do orgulho, da própria vontade, da própria exaltação e pela fidelidade, custe o que custar, aos ensinos de Cristo que estão na Bíblia Sagrada, assegura a verdadeira comunhão com Deus e a vida eterna.

Se você permanecer no mal, que é o pecado, no orgulho, que é a natureza do diabo, ficará eternamente separado de Deus, no inferno, onde tudo o que é bom está ausente, vivendo um sofrimento insuportável que reflete a separação de Deus e tudo que esta separação implica na eternidade.


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