Deus é amor, Deus é bom — onde está o erro?
Versículo base
Isaías 5:20
“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem chamam mal; que fazem da escuridade luz e da luz escuridade; e fazem do amargo doce e do doce amargo.”
Introdução
O caminho de Deus é o caminho da verdade. O engano, por sua vez, é o caminho oposto, e muitas pessoas seguem-no sem perceber. Por isso, é essencial buscar a verdade acima de tudo.
E a verdade é Cristo. Quando Jesus declarou: “Eu sou a verdade”, o uso do artigo definido mostra algo profundo: Ele não é apenas uma verdade entre muitas, mas a verdade, a fonte de toda verdade.
Esta mensagem convida à reflexão sobre quem Deus realmente é. Somente conhecendo-O verdadeiramente podemos discernir corretamente o bem do mal e, assim, seguir o caminho da verdade — o caminho de Deus.
O versículo de Isaías 5:20 nos alerta sobre o perigo de distorcer o que é bom e o que é mal, mostrando que muitos, mesmo falando de Deus, confundem a bondade e o amor divinos com suas próprias concepções. O engano acontece quando se torce a Palavra, e é exatamente nisso que precisamos estar atentos.
Ponto 1 — O problema do engano humano
Hoje existe uma influência maligna que distorce a verdade.
Ela usa palavras corretas, mas com significado trocado.
Exemplos: amor, bondade, misericórdia, liberdade.
As palavras podem ser ditas, mas se o significado não for compreendido, surge o engano.
Quando aplicamos essas palavras com entendimento distorcido, nossa vida se afasta do que a Bíblia ensina.
Não basta repetir palavras corretas ou bíblicas.
É preciso entender e aplicar o seu significado conforme a verdade de Deus.
Dizer que Deus é amor ou Deus é bom, sem compreender corretamente, gera engano.
Mesmo usando as palavras corretas, a prática de vida se torna contrária à Palavra.
Algumas pessoas se casam alegando amar.
Depois de alguns anos, ou até menos, se separam.
E dizem: “Não era amor.”
Na verdade, era apenas empolgação, paixão ou ilusão.
Isso demonstra que é possível entender mal o significado das palavras, até sobre Deus.
E é isso que o inimigo faz: impede que as pessoas conheçam a Deus e obedeçam ao evangelho, levando à condenação.
📖 2 Tessalonicenses 1:8‑9 (Almeida Revista e Corrigida)
8 “Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo;”
9 “os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder.”
Quando as pessoas entendem mal o amor de Deus e a Sua vontade, passam a viver contrariamente à vontade de Deus, realizando ações que O desagradam.
Mesmo que o discurso seja formalmente bíblico, usando palavras e expressões da Bíblia, não há verdadeiro entendimento do que essas palavras significam.
Na realidade, elas aplicam essas palavras de forma contrária ao seu sentido, distorcendo o amor e a vontade de Deus e vivendo em engano e desobediência.
O verdadeiro amor e a bondade de Deus não permitem condescendência com o mal.
O amor de Deus implica odiar o mal e condená-lo.
A bondade de Deus exige justiça, pois se Deus não odiasse o mal, Ele não seria bom.
Quando o homem é mau, ou seja, produz o que é mau — o pecado —, ele será condenado.
Essa condenação é o afastamento eterno de Deus e o sofrimento eterno, consequência da justiça, bondade e amor perfeitos de Deus.
O amor de Deus não pode amar o mal, por isso Ele não se comove com o pecado.
O pecador que persiste na maldade está em oposição à natureza de Deus.
Portanto, conhecer o amor e a bondade de Deus significa entender que Ele odeia o mal e exige retidão de todos.
Quando o amor de Deus é entendido de forma incorreta, as pessoas chegam a acreditar que:
Deus não punirá o mal;
Deus aceita o pecado;
Deus não exige conduta santa e irrepreensível.
Elas invertem completamente a realidade.
Na verdade, o amor e a bondade de Deus exigem obediência plena e o afastamento completo do que é mau.
Esse amor foi demonstrado na cruz, no sacrifício de Jesus, que paga a condenação pelo pecado e liberta o homem do pecado.
A bondade e o amor de Deus levam à transformação da vida do homem.
Quando o homem aplica o caráter de Deus em sua vida, ele entende a verdade, reconhece o juízo de Deus contra o mal e vive afastado do pecado, na justiça e na retidão que Deus exige.
Ponto 2 — A natureza caída do homem e a distorção das Escrituras
O homem nasce com uma natureza caída e pecadora, e precisa assumir uma aliança de fidelidade a Deus, reconhecendo-O como soberano e supremo, digno de obediência.
O sacrifício de Jesus na cruz paga pelo pecado e dá ao homem liberdade para retornar à comunhão com Deus, mediante a obediência a Ele.
Porém, o homem que não nasce de novo, que não se torna uma nova criatura, que não estabelece essa aliança pelo sangue de Jesus, permanece num estado de pecado e trevas.
Quando esse homem se depara com a palavra de Deus, ele tenta justificar sua condição, defender um status de "bom" ou de não rebeldia a Deus, movido pelo orgulho e pela exaltação do ego.
Sem abandono do pecado e fidelidade a Deus, ele é enganado pelo diabo, torcendo o sentido das Escrituras.
Um exemplo claro na Bíblia é a tentação de Jesus:
O diabo levou Jesus ao pináculo do templo — o ponto mais alto do templo em Jerusalém — e disse:
“Se és o Filho de Deus, atira-te daqui abaixo…”
Jesus respondeu fielmente:
“Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.”
Isso mostra que, sem o abandono do pecado e do orgulho, o ser humano irá torcer as Escrituras, enganado pelo diabo.
Somente a fidelidade a Deus possibilita entender corretamente a palavra de Deus.
Como Jesus disse:
“Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, conhecerá a doutrina” (João 7:17).
Se Jesus tivesse se voltado para o orgulho de ser considerado o Filho de Deus, Ele teria cedido à tentação e se lançado do pináculo do templo.
Assim acontece com um homem que quer o status de amigo de Deus, ou de Filho de Deus, ou de citar Suas palavras, sem morrer para o pecado, sem renunciar à sua própria vontade e à sua natureza caída, sem abraçar o prazer do esforço, luta e compromisso.
É dessa forma que muitos na igreja dos últimos dias distorcem as Escrituras, porque não possuem um compromisso real com Deus.
Ponto 3 — A cegueira espiritual e o novo nascimento
O homem, desde o nascimento físico, nasce afastado de Deus, nas trevas, por causa de sua natureza caída.
Ele é chamado de homem natural, porque vive segundo sua própria vontade e sua carne, sem compreender as coisas de Deus.
A Bíblia diz claramente que o homem natural não entende as coisas de Deus:
📖 1 Coríntios 2:14 (Almeida Revista e Corrigida)
“Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê‑las, porque elas se discernem espiritualmente.”
Isso significa que, enquanto alguém não nasce de novo — isto é, não recebe uma nova natureza espiritual — ele não tem capacidade de compreender corretamente a Palavra de Deus.
O apóstolo Paulo explica a realidade da alma humana caída:
📖 Romanos 8:7‑8 (Almeida Revista e Corrigida)
“Porque as inclinações da carne são contra Deus, pois não sujeitam‑se à lei de Deus, nem mesmo o podem.
8 E os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus.”
Sem a nova natureza, o homem permanece nas trevas, preso ao pecado, e não compreende as verdades espirituais.
Além disso, a Bíblia mostra que o diabo cega o entendimento dos incrédulos para que eles não vejam a luz do evangelho:
📖 2 Coríntios 4:4 (Almeida Revista e Corrigida)
“nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que não lhes resplandecesse a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.”
Essa cegueira espiritual é resultado da opção do homem por permanecer no pecado, defendendo a sua própria natureza caída, buscando glória para si, sem morrer para o pecado e para o orgulho, vivendo segundo sua própria vontade, sem nova natureza e sem arrependimento da sua velha natureza.
Por outro lado, quando alguém decide abandonar o pecado, quando ele reconhece a verdade do evangelho de Cristo — que Jesus pagou a condenação pelo pecado e libertou o homem do pecado — então surge uma resposta de fidelidade a Deus.
A Bíblia ensina que o Espírito Santo é dado àqueles que obedecem a Deus:
📖 Atos 5:32 (Almeida Revista e Corrigida)
“E nós somos testemunhas destas coisas, e também o Espírito Santo, que Deus deu aos que Lhe obedecem.”
O Espírito Santo é quem guia o homem em toda a verdade:
📖 João 16:13 (Almeida Revista e Corrigida)
“Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará em toda a verdade...”
Assim, há duas situações espirituais distintas:
Um homem que não abandonou o pecado, que não renunciou ao orgulho e à própria vontade, que não se aliou a Cristo, permanece cegado espiritualmente. Ele interpreta as Escrituras segundo sua carne e é enganado pelo diabo.
Um homem que decide morrer para o pecado, que renuncia sua vontade própria, que aceita a fidelidade a Deus através do sangue de Cristo, recebe o Espírito Santo e passa a entender as Escrituras corretamente, sendo guiado em toda a verdade.
A escolha, portanto, é clara:
🔹 Continuar no engano e na cegueira (ao lado do diabo)
ou
🔹 Abandonar o pecado e receber entendimento verdadeiro (através do Espírito Santo de Deus).
Conclusão e Apelo
Cada leitor deve compreender que o amor e a bondade de Deus implicam no juízo contra o mal, na separação eterna entre santo e profano, e exigem vida santa, morte para o pecado, orgulho e própria vontade.
O homem só deve viver para exaltar a Deus, obedecer à vontade de Deus e manter fidelidade a Ele pelo sangue de Jesus.
Sem esta escolha, o homem será vítima do diabo, que o enganará, fazendo-o acreditar que é bom, sendo mau; limpo, estando sujo; salvo, estando condenado.
Somente a opção pela verdade, que é Cristo, pelo abandono definitivo do pecado, do orgulho, da própria vontade, da própria exaltação e pela fidelidade, custe o que custar, aos ensinos de Cristo que estão na Bíblia Sagrada, assegura a verdadeira comunhão com Deus e a vida eterna.
Se você permanecer no mal, que é o pecado, no orgulho, que é a natureza do diabo, ficará eternamente separado de Deus, no inferno, onde tudo o que é bom está ausente, vivendo um sofrimento insuportável que reflete a separação de Deus e tudo que esta separação implica na eternidade.
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