A Bíblia Diz Quem É Filho de Deus
Versículo básico
“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai…”
(João 8:44 – ARC)
Introdução
Você não é filho de Deus, caso não compreenda e não pratique o conteúdo desta mensagem.
Muitas pessoas acreditam que todos são filhos de Deus.
Outras acreditam que nem todos são, mas que elas certamente seriam.
Porém, não é a opinião humana que define filiação espiritual.
É a Bíblia.
É Jesus, por meio da Sua Palavra revelada nas Escrituras, quem declara quem realmente é filho de Deus.
Este é um assunto de extrema importância. Não se trata de religião, tradição ou sentimento. Trata-se de destino eterno, de verdade espiritual, de vida ou condenação.
Muitos oram dizendo:
“Ó Deus, meu Pai.”
“Pai nosso.”
Contudo, não são filhos de Deus.
Erram por desconhecer a verdade, por negligenciá-la, por buscar enganar-se a si mesmos.
E esta mensagem trará entendimento àqueles que refletirem com honestidade.
Ponto 1 – Duas filiações e suas origens
Adão e Eva: filhos de Deus na sua origem
“E Enos gerou a Sete; Sete gerou a Noé; e Noé gerou a Sem; e Sem gerou a Arfaxade… de Adão, de Deus.”
(Lucas 3:38 – ARC)
A Bíblia afirma claramente: Adão e Eva foram chamados filhos de Deus na sua origem. Eles foram criados à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26-27), com a natureza de Deus, capazes de refletir o caráter do Pai, obedecer e exercer domínio sobre a criação.
O que é fundamental entender aqui é a semente: Adão e Eva foram criados pela Palavra de Deus. Essa Palavra é a semente que gera vida, caráter e natureza divina. Ou seja, eles tinham a semente de Deus dentro de si, que determinava sua filiação a Deus e a sua natureza.
Portanto, na sua origem, Adão e Eva eram filhos de Deus, com a natureza do Pai e a semente de Deus atuando dentro deles.
A mudança da natureza e a segunda filiação
Mas existe outra filiação, totalmente diferente. Jesus disse:
“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.” (João 8:44 – ARC)
Quando Adão e Eva negligenciaram a Palavra de Deus, eles receberam a palavra do diabo. Ou seja, a semente do diabo entrou em seus corações, e a natureza deles mudou. A humanidade passou a nascer com a natureza caída, refletindo o caráter do diabo.
O filho reflete a natureza do pai:
Adão e Eva começaram com a natureza de Deus — filhos de Deus, gerados pela semente de Deus.
Depois da desobediência, a humanidade passou a ter a natureza do diabo — filhos do diabo, gerados pela semente do diabo.
Portanto, toda a humanidade nasce na filiação do diabo, até que alguém receba Jesus e a semente de Deus seja novamente plantada, restaurando a filiação a Deus.
Resumo
Filhos de Deus na origem — Adão e Eva, criados com a natureza de Deus e a semente de Deus, em comunhão com Ele.
Filhos do diabo — toda a humanidade nasce com a natureza caída, gerada pela semente do diabo, até receber Jesus e ser restaurada à filiação divina.
A Bíblia é clara: quem você é espiritualmente depende da semente que você carrega dentro de si e de quem você escolhe ouvir e obedecer.
Ponto 2 – Tornando-se filho de Deus: recebendo Jesus
Todas as pessoas precisam se tornar filhos de Deus
“Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome.” (João 1:12 – ARC)
A Bíblia é clara: nenhuma pessoa nasce filha de Deus. Toda a humanidade nasce na filiação do diabo, com natureza caída, e só se torna filho de Deus quando recebe Jesus.
Quem não recebe Jesus está condenado, e continuará enganado espiritualmente. Até mesmo crianças que nascem em lar de pais que são filhos de Deus são levadas a Jesus pelos pais, mas quando atingirem maturidade, precisarão escolher individualmente recebê-lo.
O que significa receber Jesus?
No contexto de João 1:11-12, Jesus diz:
“Veio para os seus, e os seus não o receberam. Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.” (João 1:11-12 – ARC)
Aqui, “os seus” se refere ao povo judeu, que foi escolhido por Deus, mas não recebeu Jesus como Deus.
Receber Jesus significa:
Aceitá-lo como Deus, o Salvador prometido.
Reconhecer que Ele veio para salvar a humanidade, cumprindo todas as profecias.
A Bíblia já apontava para Jesus como Deus e Salvador:
Isaías 7:14 – “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.” (Deus conosco)
Isaías 9:6 – “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”
Miquéias 5:2 – O Messias viria de Belém, Deus Salvador.
Hoje, cada pessoa precisa receber Jesus como Deus que veio salvar, não apenas como homem.
Implicações de receber Jesus
Receber Jesus não é uma ação declaratória apenas; é uma declaração de vida, uma vida que reflete a fé e a obediência a Ele em atitudes, escolhas e comportamento.
Primeiro, aceitar o sacrifício de Jesus é se colocar sob a salvação que Ele trouxe. Aceitar Jesus como Salvador significa reconhecer que só há salvação por meio dele e pelo abandono do pecado, pois o pecado foi a causa da morte de Jesus e a causa da condenação do homem. Portanto, continuar no pecado seria continuar na condenação.
Segundo, submeter-se totalmente a Jesus como Deus, “como Senhor”, significa reconhecer a Sua autoridade sobre a sua vida, vivendo submisso à sua vontade, buscando conhecê-la e aplicá-la diariamente.
Quem realmente recebe Jesus passa a ter a natureza de Deus, uma natureza santa:
“Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Pedro 1:16 – ARC)
Essa natureza liberta do pecado, pois Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo:
“No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29 – ARC)
Ora, se Jesus não tirou o pecado da sua vida, você ainda não o recebeu de verdade.
Ponto 3 – Batismo nas águas e a relação com a nova filiação
Receber Jesus como Senhor e Salvador, abandonando o pecado e decidindo reconhecer Deus na sua vida, vivendo para conhecer e fazer a Sua vontade com fidelidade, produz um novo nascimento.
Jesus deixa isso claro em João 3:3-6:
“Respondendo Jesus, disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.
Nicodemos disse-lhe: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, entrar outra vez no ventre de sua mãe e nascer?
Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.
O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito.”
(João 3:3-6 – ARC)
Jesus está dizendo claramente que o novo nascimento não é físico, mas espiritual. O nascimento físico nos traz à vida com uma natureza caída, afastada de Deus, filhos do diabo. Somente recebendo Jesus como Senhor e Salvador, submetendo-se à Sua autoridade, é que o homem se torna realmente filho de Deus.
Essa submissão ao Senhor, como Aquele que manda na vida, implica fidelidade, santidade e abandono do pecado. A nova filiação é marcada pelo fato de que Jesus é o Cordeiro que tira o pecado do mundo (João 1:29).
O apóstolo Paulo explica que, por meio dessa entrega e obediência, a pessoa morre para o pecado que a tornava filho do diabo:
“Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?
Fomos, pois, sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressuscitou dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.”
(Romanos 6:3-4 – ARC)
Isso está em perfeita consonância com João 3:36:
“Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”
(João 3:36 – ARC)
Paulo ainda declara:
“Porque outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz.”
(Efésios 5:8 – ARC)
O arrependimento dos pecados, a decisão de abandonar o pecado e receber Jesus como Deus e Senhor, marca o novo nascimento. O batismo nas águas é a expressão visível desse novo nascimento:
A pessoa é enterrada nas águas, simbolizando a morte para o pecado.
Ao emergir, ela ressurge como nova criatura, agora lavada e liberta do pecado.
Como Paulo explica novamente em Romanos:
“Fomos, pois, sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressuscitou dentre os mortos, assim também andemos nós em novidade de vida.”
(Romanos 6:4 – ARC)
O batismo nas águas, portanto, não é apenas um ritual, mas o ato que simboliza e confirma a entrada da pessoa no Reino de Deus, a passagem da filiação do diabo para a filiação de Deus, por meio do novo nascimento espiritual em Cristo.
Jesus disse: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Marcos 16:15-16).
Vejamos, o entendimento do evangelho é o que a Bíblia chama de crer, porque só crer de verdade quem entende. Se alguém crer em algo que não compreende, não está crendo na verdade. O batismo, portanto, está sempre ligado ao crer e à obediência. Alguém só pode ser batizado se entender o significado do novo nascimento, porque o batismo representa essa nova filiação. Quem não entende, não é batizado. Mas também existem aqueles que se batizam sem entender; nesse caso, mesmo tendo passado pela água, não houve nova filiação, porque sem entendimento não existe fé verdadeira. Por isso, para ser salvo, é necessário que a pessoa entenda o evangelho e se batize. O batismo é a expressão concreta da obediência à ordenança de Deus, e quem não se batiza está deixando de cumprir o que Deus mandou, permanecendo na condição de pecado e sem a nova filiação.
🔹 Conclusão e Apelo
Caro leitor, agora é o momento de confrontar a sua própria vida. Qual é a sua filiação espiritual?
Talvez você acredite que já recebeu Jesus. Talvez você participe de cultos, leia a Bíblia, ore, estude a Palavra ou até pregue o evangelho. Todas essas são práticas legítimas de um cristão e fazem parte da vida daquele que quer seguir a Deus.
Mas atenção: praticar essas ações não garante que você nasceu de novo ou se tornou verdadeiramente filho de Deus. Para isso, é preciso uma decisão séria e definitiva diante de Deus.
Se você não abandonar o pecado definitivamente, se ainda alimentar o orgulho e buscar glória para si mesmo, se ainda não vive uma vida de transformação, santificação, temor da Palavra e fidelidade a Deus, você não nasceu de novo.
E este é o ponto crítico: se você não tomar esta decisão agora, se não reconhecer esta verdade e aplicá-la em sua vida, você se decepcionará no último dia. Não haverá mais volta. Não será possível apenas acreditar na Palavra de Deus depois e colocá-la em prática.
O destino eterno daqueles que rejeitam esta verdade será terrível. O tormento e o terror serão eternos. A vida pode acabar a qualquer momento, e você precisa levar a sério a realidade de que o destino da sua alma depende da sua decisão hoje.
Portanto, se você ainda não foi batizado, lembre-se: o batismo é a demonstração do entendimento da filiação a Deus mediante o verdadeiro recebimento de Jesus, gerando uma nova natureza — não mais uma natureza caída e pecadora, mas uma natureza de Deus, santa, fiel e liberta do pecado.
Se você já foi batizado, mas o fez sem compreender esta realidade, não é necessário ser batizado novamente, mas é preciso reconhecer esta verdade e colocá-la em prática na sua vida.
Decida agora, pois amanhã pode ser tarde demais.
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