domingo, 1 de fevereiro de 2026

Richard ou Erik: Quem Está com a Razão?

 Richard ou Erik: Quem Está com a Razão?

Havia dois cientistas que trabalhavam no mesmo instituto e estudavam a mesma realidade.

Ambos dedicaram a vida à ciência, ambos dominavam métodos, cálculos e experimentos.

Mas divergiam profundamente sobre o que a ciência realmente era.

Um chamava-se Dr. Richard Coleman Presunsólios.

O outro, Dr. Erik Johansson Racionales.

Dr. Richard Coleman Presunsólios

Dr. Richard Coleman Presunsólios ensinava que a ciência era o alicerce da verdade.

Costumava afirmar com segurança:

— A ciência é objetiva, neutra e autossuficiente.

Ela é o fundamento do conhecimento.

O que não passa pelo método científico não pode ser considerado real.

Para ele, a ciência não apenas investigava a realidade —

ela definia o que podia existir.

Quando Dr. Erik Johansson Racionales observava que a ciência nasce do raciocínio humano,

Dr. Richard Coleman Presunsólios respondia prontamente:

— O homem pode falhar, mas o método científico corrige a falha humana.

A Contestação

Dr. Erik Johansson Racionales então respondeu:

— Mas quem cria o método é o próprio homem.

— Quem define os critérios do método é o homem.

— Quem aplica o método é o homem.

— E quem interpreta os resultados é o homem.

— Como algo produzido por um homem falho poderia corrigir completamente a falha daquele que o produziu?

— O método pode organizar, reduzir e controlar erros,

mas não pode transcender a limitação da razão humana da qual ele nasce.

Dr. Erik Johansson Racionales não negava o valor do método,

mas questionava a conclusão.

Ele dizia:

— A ciência é construída pelo raciocínio do homem,

e o homem é falho.

Logo, a ciência nasce limitada desde a sua origem.

Os Fundamentos Ocultos

Dr. Erik Johansson Racionales prosseguia:

— Além disso, a ciência não se sustenta sozinha.

Ela utiliza lógica, matemática, razão, causalidade, regularidade da natureza

e instrumentos de medição

que não são fundamentados cientificamente.

— Esses elementos são pressupostos aceitos previamente.

Sem eles, a ciência sequer começa.

Ainda assim, Dr. Richard Coleman Presunsólios tratava esses fundamentos

como se fossem verdades científicas absolutas,

quando na realidade eram condições assumidas, não demonstradas pela ciência.

A Mutabilidade

Dr. Erik Johansson Racionales lembrava:

— Ao longo da história, fatos considerados verdades científicas por séculos

foram revistos, corrigidos ou abandonados.

— Isso não aconteceu porque a realidade mudou,

mas porque o entendimento humano mudou.

Para ele, isso revelava algo essencial:

— A ciência é construída sobre o raciocínio humano,

e por isso é mutável.

A Diferença Essencial

Dr. Richard Coleman Presunsólios presumia que seus fundamentos eram verdadeiros

e os apresentava como verdades finais.

Dr. Erik Johansson Racionales também presumia,

mas não confundia presunção com verdade absoluta.

O erro de Dr. Richard Coleman Presunsólios não era usar pressupostos —

isso toda ciência faz.

O erro era ser presunçoso:

transformar pressupostos humanos, não científicos e mutáveis

em critério último da realidade.

Um defendia a ciência como fundamento da verdade.

O outro a reconhecia como uma presunção organizada de conhecimento,

útil, funcional, mas limitada.

E os anos se passaram. A ciência avançou, teorias foram revistas, métodos foram aprimorados. Um dia, como acontece com todos os homens, os dois cientistas morreram. Dr. Richard Coleman Presunsólios partiu sustentando suas certezas, convencido de que suas presunções eram verdades finais. Dr. Erik Johansson Racionales também partiu com pressupostos, pois todo homem os tem, mas sem confundi-los com a própria verdade. Enquanto um morreu defendendo aquilo que lhe dava segurança e status, o outro morreu consciente de seus limites, sem atropelar a verdade com suas convicções. Um viveu para afirmar; o outro viveu para buscar. E entre presumir possuir a verdade e não fechar os olhos para ela, estava toda a diferença entre os dois.

Reflexão 

Presunção e Verdade

Toda vida humana é construída sobre pressupostos.

O homem pensa, escolhe, decide e caminha com base naquilo que ele considera verdadeiro.

O problema não está em pressupor — isso é inevitável.

O problema está em transformar presunções humanas em verdade absoluta.

Tudo o que nasce do homem é limitado, porque o homem é falho.

Suas ideias, convicções, crenças pessoais e conclusões partem de uma mente finita, sujeita ao erro, ao engano e à autodefesa do próprio ego.

Quando o homem faz de suas presunções o fundamento da vida, ele não está caminhando na verdade, mas construindo uma realidade própria.

E uma realidade construída pelo homem pode até parecer coerente, confortável ou convincente — mas não deixa de ser presunção.

É exatamente por isso que a Escritura adverte:

Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.” (Provérbios 14:12)

A verdade, por definição, não pode nascer do que é falho.

Ela não pode depender de interpretações mutáveis, opiniões pessoais ou conveniências humanas.

A verdade precisa ser absoluta, estável e imutável.

Por isso, a verdade não vem do homem.

A verdade vem de Deus.

Mas afirmar que Deus é a verdade não é suficiente, se não houver uma revelação objetiva de quem Deus é e do que Ele quer.

Crer em Deus sem uma revelação clara é, na prática, o mesmo que não crer.

Um Deus que não se revela não orienta, não confronta, não transforma e não governa a vida.

É aqui que a Bíblia se torna essencial.

Ela não é uma coleção de opiniões religiosas, nem uma tradição cultural.

Ela é a revelação de Deus, o meio pelo qual a verdade se torna conhecida ao homem.

Sem essa revelação:

Deus vira uma ideia moldada pela mente humana

A fé vira sentimento

A verdade vira opinião

Com a revelação:

Deus fala

A verdade é definida

O homem é confrontado

Jesus não se apresentou como alguém que possuía a verdade.

Ele afirmou algo muito mais profundo:

Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6)

Quando o homem substitui a verdade revelada por presunções — ainda que bem-intencionadas — ele não apenas erra intelectualmente, ele se afasta da própria fonte da vida.

E uma vida afastada da verdade não termina em liberdade, mas em engano.

O engano pode até acompanhar o homem por toda a sua existência,

mas no fim, ele revela seu destino: a separação eterna de Deus.

Não porque a verdade falhou.

Mas porque ela foi rejeitada.

A questão final, portanto, não é intelectual.

É espiritual.

É existencial.

Sobre o que você está construindo a sua vida:

sobre presunções humanas ou sobre a verdade que vem de Deus?

Aqui o texto ficou exatamente como você orientou:

Nenhuma mudança de argumento

Nenhuma alteração estrutural

Apenas a inserção bíblica precisa, no ponto correto

Total coerência teológica, lógica e textual


Quando se Busca a Deus, mas Não se Abandona a Presunção

Há pessoas que buscam a Deus, leem a Bíblia, frequentam igrejas e estão inseridas no contexto cristão.

Ainda assim, permanecem presas à presunção.

Buscar a Deus não é o mesmo que optar pela verdade.

Estar no ambiente cristão não significa, necessariamente, estar submisso à verdade.

É aqui que surgem as diferenças doutrinárias dentro da própria igreja — as heresias, que geram conflitos, divisões e rupturas no corpo, não porque a verdade seja confusa ou contraditória, mas porque muitos não abandonaram a presunção.

Eles continuam colocando seus pressupostos, preferências e interesses acima daquilo que a verdade revela.

A parábola ilustra isso com clareza.

Richard representa aquele que constrói uma posição e passa a defendê-la, não porque ela foi confirmada pela verdade, mas porque ela lhe parece adequada, conveniente ou interessante.

Sua segurança não está na verdade em si, mas na coerência interna daquilo que ele presume.

Ele sustenta uma tese e a apresenta como se fosse definitiva.

É exatamente aqui que se aplica o princípio bíblico:

O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo.”   Provérbios 28:26

Erik, por outro lado, representa aquele que também parte de pressupostos — como todo homem — mas não se apega a eles.

Quando confrontado, ele não protege sua tese, mas protege a verdade.

Ele não força a realidade a se ajustar ao que pensa; ele ajusta seu pensamento à realidade.

Quando essa lógica é aplicada à vida espiritual, o contraste se torna evidente.

Muitos estão no meio cristão, falam de Deus e usam a Bíblia, mas se comportam como Richard.

Eles não se submetem totalmente à verdade; eles interpretam a verdade a partir daquilo que já decidiram crer.

Aceitam o que confirma sua posição e rejeitam o que a confronta.

Isso não é fidelidade à verdade.

É presunção religiosa.

O problema não é falta de fé, mas excesso de ego.

Não é ausência de Bíblia, mas falta de submissão.

Não é ignorância, mas resistência.

Essas pessoas não morreram para si mesmas.

Não morreram para a própria vontade.

Não morreram para o desejo de estar certas.

E sem essa morte, não há transformação real.

O verdadeiro cristão não é aquele que apenas busca a Deus,

mas aquele que abandona a presunção para permanecer fiel à verdade, custe o que custar.

É por isso que a verdade não se adapta ao homem.

É o homem que precisa ser moldado por ela.

E essa verdade não é um conceito abstrato, mas uma pessoa:

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.”   (João 8:12)

No fim, a pergunta da parábola deixa de ser apenas intelectual e se torna espiritual:

Você vive como Richard, defendendo aquilo que lhe parece correto?

Ou como Erik, disposto a abandonar qualquer presunção para permanecer fiel à verdade?

Porque fidelidade à verdade é, no fim, fidelidade a Cristo.

Há aqueles que não chegam à verdade porque não a buscam. Não buscam a reflexão. Vivem na superfície, satisfeitos com respostas que preservam o que já decidiram ser.

Outros até refletem, mas não o fazem de maneira honesta e verdadeira. Evitam encarar a si mesmos, seus erros, suas limitações, sua maldade e o seu pecado. Sua busca não é pela verdade, mas pela própria exaltação — pelo status, pela autopreservação e pela defesa do ego.

Enquanto o ego permanecer vivo, a verdade não pode ser alcançada. Qualquer traço do eu que ainda governe a vida já é suficiente para resistir à verdade. A verdade não se revela a quem tenta preservá-la ao lado da própria vontade. Ela só se revela onde houve morte.

Por isso o apóstolo Paulo declara:

Já não vivo eu, mas Cristo vive em mim…” (Gálatas 2:20)


Conclusão e Apelo

A verdade não nasce do homem.

A verdade procede de Deus.

Jesus Cristo é a verdade, e Seus ensinos estão revelados nas Escrituras.

Todo aquele que não coloca sua fé em Cristo e não se submete aos Seus ensinos, registrados na Bíblia, vive inevitavelmente na presunção e, portanto, no engano, afastado da verdade — ainda que se considere sincero, racional ou bem-intencionado.

O engano não começa, necessariamente, na negação explícita da verdade,

mas na substituição da verdade de Deus pelas próprias convicções humanas.

Quando o homem coloca sua vontade, seus critérios e seus interesses acima da revelação divina, ele deixa a verdade e passa a viver de presunções.

Por isso, o apelo é claro:

busque a verdade de todo o coração, sem reservas e sem negociações.

Quem busca a verdade honestamente chega a Cristo, porque Ele é a própria verdade.

E àqueles que já chegaram a Cristo, mas não abandonaram a presunção, o chamado é igualmente sério:

é necessário abandonar o orgulho, renunciar às próprias certezas e colocar a Palavra de Deus acima de tudo.

Acima da própria vontade.

Acima do dinheiro.

Acima dos desejos.

Acima dos prazeres.

Acima da reputação.

Acima de qualquer interesse pessoal.

Se a verdade de Deus revelada na Bíblia não ocupa o lugar supremo na vida do homem, então esse homem não está vivendo para Deus, ainda que use Seu nome.

A verdade não se ajusta ao homem.

É o homem que deve ser moldado por ela.

No fim, resta apenas uma decisão real:

permanecer na presunção ou submeter-se à verdade. Morrer para o eu e viver exclusivamente para conhecer e fazer a vontade de Cristo.

Morrer para o eu, para a própria vontade, e viver exclusivamente para conhecer e obedecer a vontade de Cristo.

Sem essa decisão, a verdade — que é Cristo — não se manifesta.

E a verdade que é Cristo não salvará a alma daquele que se recusa a morrer para si mesmo. 

Você vai morrer na presunção ou na verdade? Seja fiel a verdade, seja fiel a Jesus. 



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Um comentário:

  1. Só JESUS é o caminho a verdade e vida, ninguém vai ao Pai ,se não for pela filho. (João 14:6).

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