sábado, 21 de fevereiro de 2026

Vontade do Homem ou Vontade de Deus: Quem Deve Governar?


Vontade do Homem ou Vontade de Deus: Quem Deve Governar?

Introdução

Quem realmente governa sua vida: você ou Deus? Qual é a relação entre o pecado, a vontade do homem e a vontade de Deus?

Muitos cristãos se perguntam: “Será que posso ainda ter minha própria vontade e permanecer espiritual?” ou “Como posso saber quando meus desejos estão alinhados à vontade de Deus ou se tornam pecado?”

Mesmo desejos aparentemente legítimos, como casamento, carreira, segurança ou realizações pessoais, podem se tornar armadilhas se não forem direcionados pelo Espírito de Deus. Viver apenas guiado pelos próprios desejos afasta da verdadeira espiritualidade e gera pecado.

Nesta mensagem, vamos analisar profundamente a relação entre a vontade do homem, a vontade de Deus e o pecado, entender como identificar nossos desejos, aprender a viver guiados pelo Espírito e descobrir como manter propósito, alegria e fidelidade mesmo nas provações.

1. Morrer para a própria vontade e reconhecer Jesus como Senhor

O homem natural vive para si mesmo; sua vontade governa sua vida. Ao nascer de novo, o crente morre para seu próprio eu e passa a viver para fazer a vontade de Deus.

O sacrifício de Jesus na cruz não o tornou apenas Salvador, mas Senhor, aquele que tem autoridade sobre nossas vidas. É através de seus ensinamentos, que compõem a Bíblia, que o novo homem deve viver e seguir.

Paulo declara em Gálatas 2:20:

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.”

Submeter-se à autoridade de Jesus é morrer para a própria vontade e permitir que a vida seja conduzida segundo os princípios de Deus.

2. Identificação dos desejos do crente e sua origem

Mesmo após morrer para o eu, o crente ainda pode sentir desejos, mas eles têm origens distintas:

Antes de tudo, é preciso lembrar da tentação do diabo:

Mateus 4:9 – “Se te prostrares e me adorares, tudo isso te darei.”

O diabo apresenta a cobiça e a idolatria do poder como desejo inserido para desviar o homem da vontade de Deus.

Depois, os desejos se dividem em:

Desejos legítimos da humanidade: necessidades naturais como fome, sede, segurança, sexualidade.

Desejos do diabo: tentação, orgulho, querer dominar a vida de outros.

Desejos de Deus: operados pelo Espírito, que molda tanto o querer quanto o efetuar.

Cada desejo deve ser identificado quanto à sua origem, e a vontade de Deus deve sempre prevalecer.

3. Exemplos bíblicos de submissão à vontade de Deus e uso da Palavra

Jesus nos dá o exemplo perfeito de submissão à vontade de Deus, mesmo diante de desejos legítimos ou tentações espirituais. E Jesus combateu cada tentação usando a Palavra de Deus, mostrando que a Bíblia é o critério para identificar a vontade de Deus:

Primeira tentação: Fome (desejo humano legítimo)

No deserto, Jesus estava com fome após jejuar 40 dias (Mateus 4:1-4).

Tentação do diabo: transformar pedras em pão.

Resposta de Jesus: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.”

Lição: Mesmo desejos legítimos da humanidade devem ser submetidos à vontade de Deus, identificada através da Palavra.

Segunda tentação: Cobiça e domínio dos reinos do mundo

O diabo ofereceu a Jesus todos os reinos do mundo, dizendo que Ele poderia tê-los se o adorasse (Mateus 4:8-10).

Esse é um desejo do diabo, de cobiça e poder.

Jesus respondeu: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.”

Lição: Jesus resistiu usando a Palavra, mostrando que os desejos do diabo e da humanidade devem ser identificados pela Escritura.

Paulo e o espinho na carne (2 Coríntios 12:7-10)

Paulo desejava ser livre do espinho, mas submeteu-se à vontade de Deus, mostrando que mesmo desejos legítimos devem ser subordinados à direção divina.

Jó (Jó 1:21; 2:10)

Perdas e provações permitidas por Deus não afastaram sua fidelidade. Ele reconheceu a soberania de Deus e glorificou-O, mesmo sem que sua própria vontade fosse realizada.

Conclusão do ponto:

Somente pela Palavra de Deus e pela condução do Espírito Santo o crente pode identificar a vontade de Deus.

Quem ama a vontade de Deus terá fome e sede da Palavra, porque deseja obedecer e viver segundo o Espírito (Salmos 119:105).

Quem não tem esse desejo revela que ainda segue o caminho da própria vontade, oposto à direção de Deus.

4. O perigo de não nascer de novo e seguir a própria vontade

Aqueles que não nasceram de novo e são guiados pelo orgulho permitem que a própria vontade prevaleça em suas vidas.

Esse comportamento se estende quando a pessoa deseja que sua vontade seja imposta sobre outros, dominando, influenciando ou controlando a vida alheia.

A vontade do homem que se coloca acima da vontade de Deus gera pecado, orgulho e idolatria, refletindo o mesmo comportamento do diabo.

5. O crente guiado pelo Espírito

Os que são guiados pelo Espírito não pecam, pois a vontade do Espírito prevalece.

Se a pessoa é conduzida por Deus, não existe a opção de desobedecer ou ser guiada ao pecado.

Tampouco será conduzida a heresias que afrontem a vontade de Deus, porque o Espírito Santo conduz à verdade para que a vontade de Deus seja realizada.

Texto-chave: Romanos 8:14 – “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.”

6. Natureza do diabo, engano e oposição à vontade de Deus

O diabo se caracteriza pelo orgulho e desejo de dominar, querendo que a vontade própria prevaleça.

Quem ainda não morreu para a própria vontade tende a ouvir mensagens que agradam aos seus desejos, desviando-se da verdade.

2 Timóteo 4:3-4 adverte:

Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, segundo os seus próprios desejos, ajuntarão mestres conforme os seus ouvidos, e desviar-se-ão da verdade e se voltarão às fábulas.”

A morte para a própria vontade é condição para não ser enganado e para que o crente possa conhecer e obedecer à verdadeira doutrina.

7. Conclusão e apelo

Resumindo:

O homem natural vive segundo seus próprios desejos → pecado.

O crente nascido de novo morre para sua própria vontade e vive para a vontade de Deus.

Desejos podem existir (humanos ou tentação), mas a autoridade final é sempre da vontade de Deus, operada pelo Espírito Santo.

O crente submete-se à vontade de Deus mesmo quando sofre, porque reconhece que Deus permite provações para glorificar Seu nome, testar fé e fortalecer caráter.

A própria vontade do homem, quando colocada acima de Deus, reflete o orgulho do diabo.

Apelo final:

Reflita: sua vida é governada pela vontade de Deus ou pela sua própria vontade?

Quem deseja manter sua própria vontade, mesmo que pareça legítima, não experimenta a verdadeira espiritualidade.

É hora de morrer para o eu, reconhecer Jesus como Senhor e permitir que Deus, pelo Espírito Santo e por sua palavra (biblia),  verdadeiramente dirija sua vida, pois o Espirito leva as Escrituras e aqueles que são filhos de Deus são guiados pelo Espírito (Romanos 8:14). Viva para conhecer e fazer a vontade de Deus e assim tenha a vida eterna. 


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