sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

A Crônica: A Água da Chuva e a Realidade da Cidade


A Crônica: A Água da Chuva e a Realidade da Cidade

Era o dia 23, por volta das 17 horas, Rogério dirigia-se de carro para uma clínica de reabilitação. 

 A chuva começou fina, quase tímida, como quem pede licença para cair. O céu foi escurecendo devagar, e logo as gotas ficaram grossas, pesadas, batendo no asfalto quente da rua e levantando aquele cheiro forte de terra molhada misturado com poeira antiga.

Ele parou o carro em uma vaga próxima a um restaurante. Saiu apressadamente do veículo, tentando não se molhar tanto, e procurou abrigo debaixo da marquise do estabelecimento. 

Ficou ali, observando as gotas caírem pesadas sobre a rua, o movimento dos carros, as pessoas correndo em busca de proteção, e o barulho da água batendo no asfalto. 

Era uma esquina comum da cidade. De um lado, o movimento dos carros tentando escapar antes que a água acumulasse. Do outro, um restaurante de portas abertas, luzes acesas, cheiro de comida quente escapando pela entrada. Naquele canto da rua, bem perto da guia, havia um bueiro antigo — desses que parecem engolir tudo o que a cidade quer esquecer.

Mas naquela noite, o bueiro não estava engolindo. Estava devolvendo.

A água começou a subir dentro dele, borbulhando como se algo estivesse inquieto lá embaixo. O fluxo da enxurrada encheu o buraco com força, e então, no meio da correnteza suja, surgiu o primeiro movimento: uma barata lutando contra a água, depois outra, depois várias. Subiam apressadas, desesperadas, procurando qualquer superfície seca para se agarrar.

Logo depois, algo maior. Um grande rato gordo.

Molhado, os pelos grudados ao corpo pesado, olhos atentos e brilhando sob a luz amarelada do poste. Ele emergiu do bueiro como quem foge de um mundo que já não o suporta. A água empurrava tudo para fora. Quando o esgoto transborda, aquilo que estava escondido aparece.

As baratas se espalharam pela calçada, buscando frestas, rachaduras, qualquer abrigo. O grande rato gordo, porém, ficou parado por um instante. Sacudiu o corpo, espalhando gotas sujas ao redor, como se tentasse se livrar não apenas da água, mas da própria sujeira que carregava. E então olhou.

Ali, a poucos metros, estava a porta do restaurante.

Aberta.

Lá dentro, mesas limpas, pessoas conversando, pratos sendo servidos, o cheiro de tempero fresco no ar. Um ambiente iluminado, aparentemente seguro, acolhedor. O contraste era quase cruel: do esgoto escuro para o salão claro; da água suja para o piso brilhante.

O grande rato gordo avançou alguns passos cautelosos. A enxurrada continuava correndo atrás dele, empurrando folhas, sacolas plásticas, restos esquecidos. As baratas se aproximavam da mesma direção. Não por maldade consciente, mas por instinto. Elas apenas seguiam o fluxo que as expulsou de onde estavam.

Se aquele rato atravessasse a soleira da porta, não entraria sozinho. Entrariam com ele as bactérias invisíveis, os germes carregados nas patas, as doenças escondidas no pelo encharcado. Entraria aquilo que estava oculto, agora trazido à luz pela tempestade.

Por fora, ele parecia apenas um animal assustado fugindo da chuva.

Por dentro, carregava contaminação.

Um funcionário do restaurante percebeu o  fechada com força. O grande rato gordo recuou. A chuva continuou caindo.

E a rua seguiu seu curso, como sempre faz.

Mas a cena permanecia como uma revelação silenciosa: a chuva não cria ratos nem baratas. A água que invade os bueiros apenas faz transbordar o que já estava ali, escondido, acumulado, ignorado. A cidade parece normal, bonita, tranquila, saudável — até que a chuva traz para fora a realidade que não é vista.


Reflexão: 

Muitas vezes, a vida nos leva a seguir correndo, presos à rotina, atentos apenas à aparência das coisas. Mas naquele dia, Rogério foi detido pela chuva. Ela o obrigou a parar, a permanecer naquele local, sob a marquise, e observar.

Ao parar, seus olhos se abriram para uma realidade que muitos não percebem na correria do dia a dia. Ele pôde contemplar o que estava oculto — a enxurrada que subia pelos bueiros, trazendo à superfície baratas, ratos e todo o risco invisível que se escondia na cidade. Algo que, normalmente, passa despercebido, mas que representa perigo real: contaminação, doenças e consequências invisíveis daquilo que ignoramos — uma cidade com aparência, uma cidade que parece linda e maravilhosa, mas que, ao ser confrontada com a água da chuva, mostra sua realidade, revela aquilo que muitos não veem.

A chuva, ao avançar sobre os bueiros, revelou o que estava escondido. E Rogério pôde perceber, diferentemente daqueles que apenas passam apressados pelas ruas, que aquilo que não se vê também é real e precisa ser observado. A água da chuva tornou visível o invisível, mostrando o risco e revelando uma verdade que muitos ignoram.

A Palavra de Deus é a água.

Ela traz revelação. Mostra a tristeza oculta, a sujeira, a impureza, a loucura, as ilusões que muitos constroem sem perceber. Aquilo que parece belo, limpo ou perfeito por fora, mas que por dentro precisa ser confrontado. Assim como a água da chuva revelou o que estava escondido nos bueiros, a Palavra de Deus ilumina a realidade e expõe o que está encoberto, trazendo purificação e verdade.

Versículos que atestam isso:

Efésios 5:26

“Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra.”

Explicação: Aqui a água representa a Palavra de Deus, que purifica ao revelar o que estava oculto, expondo o pecado, a sujeira e aquilo que precisa ser transformado.

Salmos 119:105

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho.”

Explicação: A Palavra ilumina o que está nas sombras, revela a verdade que muitos tentam esconder e mostra o caminho correto a seguir.

Hebreus 4:12

“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.”

Explicação: A Palavra penetra profundamente, revelando os pensamentos e intenções do coração, trazendo à luz aquilo que estava escondido e que muitos não querem ver.

Assim como a chuva expõe a sujeira da cidade, a Palavra de Deus revela aquilo que está oculto na vida das pessoas, confrontando aparência e realidade, para que haja transformação, purificação e clareza espiritual.

A Chuva Forte é a Palavra de Deus

A chuva forte é a Palavra de Deus. Ela não é suave, não se curva à vontade humana, e não vem para agradar o ego ou encobrir a realidade. Ela expõe a sujeira, revela a iniquidade, mostra a desconexão com Deus e confronta a ilusão que muitos alimentam em suas vidas.

Muitas pessoas rejeitam essa chuva intensa. Preferem a aparência, buscam palavras leves, suaves, que não tragam à tona aquilo que está escondido. Elas querem a ilusão do belo, do limpo, do perfeito por fora, mas sem enfrentar a verdade interna. O orgulho impede que aceitem a realidade nua e crua, e, assim, vivem fora da verdade de Deus, fora do Evangelho que confronta, purifica e transforma.

A chuva forte revela o que está oculto, mostrando aquilo que muitos tentam ignorar: a sujeira, a impureza, os erros, a falha espiritual. Só quando se aceita essa chuva, só quando se permite que a Palavra de Deus entre e exponha a verdade, é que pode haver transformação real, purificação e reconexão com Deus.

2 Timóteo 4:3‑4

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, ajuntarão para si mestres conforme os seus próprios desejos, e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.”

Explicação: Muitas pessoas rejeitam a Palavra que confronta, buscando apenas aquilo que agrada seus ouvidos — uma “chuva amena” que não revela a realidade de suas vidas.

Isaías 30:10

“Que dizem ao vidente: Não vejas; e ao profeta: Não profetizes-nos coisas retas; dize-nos coisas agradáveis, profetiza falsas alegrias.”

Explicação: Aqui vemos como o orgulho e a busca por aparência levam a rejeitar a Palavra verdadeira, preferindo ouvir mensagens que não confrontam sua condição ou falhas.

Mateus 23:27‑28

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.”

Explicação: A Palavra revela aquilo que está oculto: muitos vivem de aparência, enquanto a realidade interior é suja e precisa de transformação.

Apocalipse 3:15‑16

“Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, estou a ponto de vomitar‑te da minha boca.”

Explicação: A verdadeira Palavra confronta a mediocridade espiritual. Aqueles que buscam apenas palavras suaves e agradáveis — rejeitando o evangelho verdadeiro — não suportam a confrontação que leva à purificação.

A chuva forte e a eliminação total do pecado

Na crônica, a chuva intensa que invade os bueiros age com uma força vassaladora. Não há possibilidade de que uma única barata, um único rato, qualquer vestígio de vida impura permaneça. Tudo é levado, eliminado, purificado. Nada resiste à força da enxurrada.

Assim é o evangelho verdadeiro, autêntico. Quando o poder da Palavra de Deus — a “chuva forte” do Espírito — entra na vida do ser humano, o pecado é completamente eliminado.

Não há possibilidade para a ideia de que o cristão está sempre pedindo perdão pelos pecados, ou seja, uma contínua limpeza da sua vida. Essa é uma heresia que é eliminada pelo verdadeiro evangelho, porque a água que é Jesus elimina o pecado de uma vez por todas, como diz a Bíblia:

Romanos 6:2

“De modo algum! Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele?”

Explicação: Aqueles que receberam Cristo e se uniram a Ele já morreram para o pecado, não permanecem em ciclos contínuos de erro e perdão parcial.

1 João 3:8

“Quem comete pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo.”

Explicação: O verdadeiro evangelho elimina o pecado, não permitindo que ele permaneça no coração do salvo. Quem ainda vive no pecado não experimentou essa purificação radical.

João 3:36

“Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem, porém, não crê no Filho não verá a vida, mas sobre si permanece a ira de Deus.”

Explicação: A verdadeira vida eterna só é possível para aqueles que receberam a “chuva forte” do evangelho, que remove completamente o pecado e dá santidade total.

João 1:29

“No dia seguinte, João viu Jesus aproximando-se e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”

Explicação: Jesus é a Palavra de Deus, a chuva forte que provoca a enxurrada, eliminando o pecado da vida do ser humano. Ele não apenas cobre ou oculta o pecado; Ele o remove completamente, trazendo purificação total e santidade.

Portanto, quem ainda permanece no pecado — ou seja, quem ainda peca, quem ainda não morreu para o pecado, cujo pecado não foi extirpado da vida — não recebeu a chuva forte, que é o verdadeiro evangelho. Assim como a enxurrada elimina completamente os ratos e baratas do bueiro, o evangelho autêntico, em Cristo, elimina totalmente o pecado da vida humana, garantindo santidade, purificação completa e acesso ao Reino de Deus.

Marcos 16:15‑16

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”

Explicação:

O evangelho que você precisa crer e receber pelo batismo para ser salvo é este mesmo evangelho que está sendo pregado para você agora. É o evangelho onde o sangue de Jesus purifica de todo o pecado, onde Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo — ou seja, tira o pecado da sua vida.

Você precisa receber esta mensagem, ou seja, esta crônica da chuva forte. Ela é uma forma de Deus pregar o evangelho para você, abrindo sua mente e seu entendimento para a verdade: você precisa estar completamente limpo através da Palavra de Deus, que é a Bíblia Sagrada.

Esta Palavra traz o evangelho da água forte, que expulsa o pecado da sua vida. Este evangelho elimina toda heresia, todo engano que tenta fazer você acreditar que pode continuar pecando ou que o pecado, representado pelos ratos e baratas da crônica, ainda possa permanecer em você.

Não se iluda: se você não receber este evangelho das águas fortes, você sofrerá eternamente no inferno, por não ter se purificado, permanecendo longe e afastado de um Deus santo.


Digite no Google: Estudando a biblia com Pastor Rogerio. Acompanhe diariamente as mensagens de Deus. Compartilhe para que mais pessoas venham também ouvir a Deus. 

"Dica: Alguns celulares têm a opção ‘Áudio’, pelos três pontinhos no topo da tela, que permite ouvir e acompanhar a leitura do conteúdo do blog."





Nenhum comentário:

Postar um comentário

Nome opcional