Título
Rafael, Gizelli e Sara: destino África
Versículo base
Provérbios 14:12
“Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.”
Rafael, Gizelli e Sara: destino África
Rafael, Sara e Gizelli eram três amigos que haviam se formado recentemente. Cada um seguiu uma área ligada ao estudo da vida: Rafael na botânica, Sara em uma área relacionada ao estudo dos animais e Gizelli em pesquisas ligadas à fauna e aos ecossistemas. Unidos pela amizade e pela profissão, decidiram viajar juntos para a região da África, com o objetivo de ampliar o conhecimento prático em suas áreas de atuação.
Durante a viagem, passaram por diversos países e regiões afastadas dos grandes centros, lugares simples, com poucos recursos e infraestrutura limitada. Ali, conviveram com comunidades locais, estudaram o ambiente, observaram plantas e animais e compartilharam da rotina do povo, consumindo a mesma água e os mesmos alimentos.
A viagem terminou, e os três retornaram ao seu país satisfeitos com a experiência, sem perceber que algo invisível havia acontecido.
Algum tempo depois, as autoridades de saúde divulgaram um alerta: naquela região havia uma contaminação grave na água, causada por um agente que, ao entrar no corpo, se alojava em um órgão vital e, silenciosamente, comprometia todo o organismo. A orientação era clara: todos que estiveram ali deveriam passar por avaliação médica.
Ao ouvir a notícia, Rafael reagiu com desprezo:
— Isso não vai me fazer mal. Meu organismo é forte. Sempre fui saudável.
Ignorou os alertas, não fez exames e seguiu a vida como se nada tivesse acontecido.
Sara e Gizelli, por outro lado, decidiram procurar um médico. Após os exames, receberam a mesma notícia: ambas estavam contaminadas. O médico foi direto e honesto:
— A enfermidade é grave. Não se resolve com cuidados simples. Existe apenas um tratamento eficaz: uma cirurgia para remover o foco da contaminação. Sem isso, o quadro evolui e leva à morte.
Gizelli, embora assustada, decidiu confiar no diagnóstico. Submeteu-se à cirurgia, passou pelo tratamento completo e, após o período de recuperação, foi considerada curada. Sua vida foi preservada.
Sara ficou com medo. A ideia da cirurgia lhe parecia extrema demais. Procurou um segundo profissional, que lhe ofereceu um caminho alternativo: medicamentos, mudanças de hábitos e procedimentos paliativos. Aquilo soava mais confortável. Ela aceitou.
Após isso, Sara e Gizelli entraram em contato com Rafael. Ambas lhe disseram que ele também estava contaminado.
Sara afirmou que Rafael não precisava de exageros. Disse que não era necessário passar por uma cirurgia, mas que deveria se submeter a um tratamento clínico, tomar os medicamentos que haviam sido indicados a ela, seguir os mesmos procedimentos e cuidados que vinha adotando. Para ela, aquilo era suficiente.
Gizelli, por sua vez, foi direta. Disse que Rafael estava contaminado da mesma forma e que deveria seguir o mesmo caminho que ela havia seguido. Contou que passou por uma intervenção radical, que a cirurgia havia removido a causa da enfermidade e que agora estava bem, curada e com a vida preservada.
Rafael não deu ouvidos a nenhuma das duas.
O tempo passou.
Rafael, que havia ignorado tudo, adoeceu repentinamente. Quando decidiu buscar ajuda, a enfermidade já havia avançado demais. Não houve tempo para tratamento.
Sara, que recusou a cirurgia, viveu por mais algum tempo. Os medicamentos aliviaram sintomas, mas não eliminaram a causa. A doença continuou avançando silenciosamente, até que também veio a falecer.
Somente Gizelli viveu.
Não porque fosse melhor.
Não porque fosse mais forte.
Mas porque aceitou o único tratamento capaz de remover a causa da enfermidade.
Reflexão
Introdução
Vivemos em um tempo em que a mente humana se tornou o principal critério da verdade. Cada pessoa pensa de um jeito, cada um constrói seu próprio entendimento sobre a vida, sobre o certo e o errado, sobre o que é verdadeiro ou falso. Aquilo que faz sentido para a mente passou a ser suficiente para decidir caminhos e convicções.
O problema é que o mundo em que vivemos expõe o resultado desse modo de pensar. Conflitos, contradições, choques de ideias e confusão por todos os lados mostram que a mente humana não é um terreno estável. Pessoas acreditam em coisas opostas ao mesmo tempo, defendem certezas que se anulam e caminham confiantes por caminhos diferentes, todos convencidos de que estão certos.
É exatamente essa realidade que a Bíblia confronta ao afirmar que há caminhos que parecem direitos ao homem, mas que não conduzem à vida. Diante disso, surge uma pergunta inevitável: se a mente pode se enganar, como evitar viver — e morrer — guiado por um engano?
É essa reflexão que esta mensagem propõe.
1º Ponto – O engano da mente humana
A mente humana não está apenas confusa; ela está doente. Esse não é um problema circunstancial, cultural ou de época, mas um problema estrutural, que acompanha a raça humana desde a queda. Após o pecado, o ser humano passou a existir com uma mente contaminada, incapaz de perceber a verdade de forma plena sem a intervenção de Deus.
Essa condição explica por que a história do mundo não revela uma progressão moral, mas uma continuidade do mal sob novas formas. O tempo não corrige a mente humana; ele apenas amplia sua capacidade de justificar, organizar e sofisticar o engano. O que se vê é uma evolução do erro, não da verdade. A mente doente continua produzindo conflitos, ilusões e falsas seguranças.
Uma das características mais perigosas dessa condição é a capacidade de enganar a si mesma. A mente humana distorce a verdade, adapta os fatos ao que deseja crer e cria narrativas que lhe dão conforto e segurança. Ela possui mecanismos próprios para validar aquilo que não é verdadeiro e rejeitar aquilo que a confronta. Por isso, o engano não se apresenta como engano, mas como certeza.
Sem cura, a mente passa a viver de ilusões. Ela não reconhece sua própria condição, não percebe a gravidade do seu estado e não enxerga a própria loucura. O indivíduo se sente convicto, seguro e até moralmente correto, enquanto caminha em desacordo com a verdade.
É por isso que a mente humana não precisa apenas de informação, ajustes ou boas intenções. Ela precisa de cura e de transformação. Enquanto permanecer em seu estado natural, continuará enganando, torcendo a verdade e conduzindo o ser humano por caminhos que parecem corretos, mas que não conduzem à vida.
Jeremias 17:9 – “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?”
Efésios 4:17-18 – “Digo, pois, e testifico no Senhor, que já não andeis como também os gentios andam, na vaidade da sua mente, tendo entendimento obscurecido, separados da vida de Deus…”
2. A verdadeira cura da mente
A verdadeira cura da mente começa com um diagnóstico correto. É exatamente aqui que o ser humano erra. Ele identifica sintomas, desconfortos e conflitos, mas não reconhece qual é a enfermidade real. Enquanto o diagnóstico estiver errado, nenhum tratamento produzirá cura.
A Bíblia é clara: a enfermidade que adoeceu a mente humana é o pecado. O pecado não é um detalhe do problema, é a causa. Ele contaminou a mente, distorceu a percepção da realidade e tornou o ser humano incapaz de discernir a verdade por si mesmo.
Diante disso, não há tratamento alternativo. Não há remendo, ajuste ou adaptação. A cura exige uma cirurgia, e essa cirurgia consiste na eliminação do pecado.
Colossenses 2:8 – “Vede que ninguém vos faça presa sua, por filosofia e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.”
Essa cirurgia só é possível porque existe um Médico. Jesus Cristo é o único credenciado para realizar essa obra, pois Ele é “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29). Sem o Médico, não há cirurgia. Sem o sangue derramado na cruz, não existe remoção do pecado.
Contudo, essa cura exige uma decisão. O ser humano precisa decidir pela eliminação do pecado. Receber Jesus não é um ato simbólico, nem emocional. É uma escolha consciente e definitiva: rejeitar o pecado e aceitar que somente o sangue de Cristo pode removê-lo.
Quem recebe Jesus, recebe o Médico. E receber o Médico significa aceitar a cirurgia. Não é possível querer o sangue de Cristo sem querer a retirada do pecado. Onde o pecado permanece, a cura não aconteceu.
Romanos 6:6 – “Sabendo isto, que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja destruído, a fim de que não sirvamos mais ao pecado.”
Onde o pecado é abandonado, a mente está curada. A partir desse ponto, não se trata mais de cura, mas de um processo pós-operatório. A mente restaurada passa a ser fortalecida, ajustada e amadurecida continuamente. Esse processo é chamado pela Bíblia de santificação.
A santificação não remove o pecado — isso já foi feito na cirurgia. Ela fortalece a mente curada para que não volte ao estado anterior. É um processo de crescimento, estabilidade e alinhamento progressivo com a verdade de Deus.
Sem essa decisão inicial, qualquer fé será apenas uma adaptação da mente doente. Com a decisão pela eliminação do pecado, a cura é real, e a vida passa a ser conduzida no caminho da santificação.
3. Aplicação da parábola à realidade espiritual
A história de Rafael, Gizelli e Sara ilustra, de forma clara, as três posturas possíveis diante da enfermidade da mente e da proposta de cura.
Rafael representa aquele que não reconhece a própria enfermidade. Mesmo diante de alertas claros, mantém uma crença sem fundamento racional e completamente distante da verdade. Confia em sua própria força, em sua percepção e em sua convicção pessoal. Sua mente permanece no estado descrito no primeiro ponto da mensagem: enganada, segura de si e incapaz de perceber a gravidade da própria condição. Por isso, ignora o diagnóstico e caminha para a morte acreditando estar bem.
Gizelli representa aqueles que reconhecem que há um problema e que precisam de um médico, mas rejeitam a cirurgia. Ela aceita o diagnóstico de forma parcial, admite a enfermidade, mas não se dispõe a enfrentar a única solução real. Sua postura é semelhante à de muitos que falam de Deus, têm práticas religiosas, têm fé, porém a mente continua contaminada.
Muitos sintomas revelam a presença da falta da cirurgia, da falta da cura: orgulho espiritual, heresias, resistência ao confronto com a verdade e busca por exaltação pessoal. O problema central — o pecado — não é removido, apenas administrado religiosamente. Por isso, a mente não é curada.
Muitos até pregam, ensinam e orientam, mas por não terem sido curados, ensinam heresias e enganam. Embora sua mente continue enferma, acreditam piamente que são servos de Deus, homens e mulheres salvos. No entanto, sua fé não reflete a verdadeira decisão pela eliminação do pecado, e, portanto, não há cura. Rafael incorreria no mesmo erro se aceitasse apenas a mensagem de Gizelli.
Sara representa aquele que faz o correto. Ela reconhece a enfermidade, aceita o diagnóstico sem reservas e se submete à cirurgia. Sua decisão é completa, definitiva e sem negociação. Ao aceitar o Médico, aceita também a remoção da causa. Por isso, é a única que vive. Sua história reflete exatamente o que a Bíblia ensina: receber Jesus implica decidir pela eliminação do pecado. Ao levar a mensagem de necessidade da cirurgia a Rafael, Sara demonstrou de forma inequívoca que sua mente havia sido curada, evidenciando a transformação real que experimentou.
Essa parábola também revela um ponto essencial:
se Rafael tivesse aceitado apenas a mensagem de Gizelli, ele teria morrido da mesma forma.
Reconhecer o problema sem aceitar a cirurgia não preserva a vida.
Aceitar um “tratamento espiritual” que não remove o pecado não produz cura.
Hoje, muitos pregam como Gizelli e não como Sara. Falam de Deus, anunciam mudanças e oferecem caminhos alternativos, mas evitam o confronto com a decisão central: a eliminação definitiva do pecado. Essas mensagens até parecem cuidadosas, mas conduzem ao mesmo fim.
A vida só é preservada quando a decisão é a mesma de Sara:
aceitar o Médico, aceitar a cirurgia e rejeitar o pecado sem reservas.
Essa é a diferença entre adaptação religiosa e cura verdadeira.
Conclusão e Apelo
Caro amigo leitor,
A palavra de Deus pode ser apresentada a você, mas você não vai compreendê-la se a sua mente não tiver sido curada. Você pode ser membro da igreja, participar de reuniões, ouvir pregações, até ser batizado, ter dons espirituais, pregar o evangelho, mas se o pecado não for removido da sua vida, você não estará curado. A cirurgia que remove o pecado precisa urgentemente ser realizada em sua vida. Caso contrário, o seu destino será o mesmo de Giselle: a morte espiritual.
Muitos sintomas revelam a condição de enfermidade da mente: o orgulho, a busca por exaltação pessoal, a resistência a ser confrontado com a verdade bíblica, o erro doutrinário, a falta de amor, a não pregação do evangelho e muitos outros. Porém, o diagnóstico definitivo de que uma mente não está curada é a permanência no pecado, ou seja, a ausência da morte para o pecado e do abandono definitivo do pecado.
O Espírito Santo conduz toda a verdade, e aqueles que resistem a essa verdade permanecem sob engano. Como diz a Bíblia:
"Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres? E então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." (Mateus 7:22-23)
Poucos são os que entram no Reino de Deus, poucos são como Sara. Somente aqueles cujas mentes são curadas e cuja vida é guiada pelo Espírito Santo poderão reconhecer a verdade, abandonar o pecado e viver plenamente sob a direção de Deus.
Esta é a verdade: após a morte, alguns se alegrarão por terem vivido de acordo com ela.
Outros, no inferno, se lamentarão por não ter crido — e então não haverá mais como negá-la.
E você, o que fará com esta verdade?
Digite no Google: Estudando a biblia com Pastor Rogerio. Acompanhe diariamente as mensagens de Deus. Compartilhe para que mais pessoas venham também ouvir a Deus.
"Dica: Alguns celulares têm a opção ‘Áudio’, pelos três pontinhos no topo da tela, que permite ouvir e acompanhar a leitura do conteúdo do blog."

A cura verdadeira está em JESUS, não existe outro remédio para uma vida na eternidade com Cristo, pois quando recebemos JESUS de verdade, eliminamos todo risco de morte! E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.( João 8:32).
ResponderExcluir