Eduardo e Roberto
Eduardo e Roberto eram amigos desde a infância. Cresceram juntos e sempre tiveram uma ligação forte, marcada por aventuras, liberdade e uma forma muito parecida de enxergar a vida.
Eduardo tinha 26 anos e Roberto 25.
O estilo de vida que levavam estava diretamente ligado à personalidade dos dois. Para eles, viver significava aproveitar o momento: beber, fumar, frequentar baladas, envolver-se com mulheres e viver sem grandes responsabilidades. Era assim que entendiam a vida, e isso moldava suas escolhas.
Amavam o mar e a pesca. Quando adultos, transformaram essa paixão em trabalho. Juntaram dinheiro e compraram um barco em comum, passando a viver da pesca profissional. Pescavam peixes e caranguejos de alto valor comercial, viajavam por regiões costeiras, ficavam dias no mar e se sustentavam daquilo que pescavam.
Em uma dessas viagens, consumiram um peixe aparentemente comum, sem saber que continha uma substância nociva. Pouco tempo depois, começaram a sentir sintomas físicos e emocionais. Procuraram um médico, que, após exames e avaliação clínica, diagnosticou uma enfermidade causada pela substância presente naquele peixe.
O tratamento exigia medicação contínua, três vezes ao dia, além de uma mudança radical no estilo de vida:
nada de álcool, nada de cigarro, alimentação regrada e disciplina constante. O médico foi claro: aquela condição exigiria cuidados por toda a vida, se quisessem permanecer bem.
Essa notícia atingiu os dois de formas diferentes.
Eduardo entendeu a gravidade da situação. Sabia que teria de tomar o remédio continuamente e que precisaria mudar completamente a maneira de viver. Aquilo o levou a refletir profundamente sobre sua vida, suas escolhas e o que realmente considerava importante.
Sentindo que não conseguiria mudar sozinho, Eduardo começou a buscar a Deus, frequentar uma igreja evangélica, refletia diante de Deus a sua vida se colocando com humildade e honestidade diante de Deus. Ele buscava ajuda, força e direção — não apenas para mudar hábitos externos, mas para transformar a essência daquilo em que acreditava como sentido da vida. Aos poucos, sua maneira de pensar foi sendo transformada, e sua vida passou a ser mais regrada, consciente e responsável.
Roberto, por outro lado, reagiu de forma diferente.
Ele até foi algumas vezes à igreja com Eduardo, mas nunca se comprometeu de fato. No fundo, optou por continuar vivendo da maneira que sempre viveu. Sabia que tinha a enfermidade, sabia das orientações médicas, mas não conseguia — e nem queria — se desvencilhar do vício da bebida, do cigarro e daquele estilo de vida que, para ele, era sinônimo de liberdade.
Uma vida diferente, como a de Eduardo, parecia-lhe uma forma de morte.
Para Roberto, mudar era perder a própria identidade.
Com o tempo, essas diferenças se tornaram irreconciliáveis.
Naturalmente, eles acabaram se afastando, cada um seguindo um caminho distinto.
Anos depois, algo inesperado aconteceu com Eduardo. Seu quadro começou a melhorar de forma progressiva. Os médicos passaram a reduzir a medicação, até que um deles sugeriu interromper o uso, com a orientação de retomar caso os sintomas voltassem.
Eles nunca voltaram.
Eduardo havia sido milagrosamente curado.
Enquanto isso, Roberto seguiu outro rumo. Afastou-se de amizades verdadeiras e se cercou de falsos amigos, pessoas que reforçavam seus excessos e sua vida sem limites. Continuou vivendo de forma relaxada, sem disciplina, acreditando que não precisava mudar.
Até que um dia, Roberto foi encontrado morto, sozinho, em um quarto sujo e desorganizado, reflexo da vida que vinha levando.
Quando Eduardo recebeu a notícia, já estava curado, em paz e com a vida reconstruída.
Ainda assim, entristeceu-se profundamente pela perda do amigo de infância — alguém com quem havia dividido sonhos, o mar, o barco e uma parte importante da própria história.
Reflexão
A história de Eduardo e Roberto representa dois tipos de vida e dois tipos de escolhas.
A enfermidade que atinge os dois não deve ser entendida apenas como um problema físico.
Ela representa uma realidade espiritual mais profunda: o pecado, no qual todos os seres humanos estão enfermos, sem exceção.
Assim como Eduardo e Roberto não perceberam de imediato o mal que haviam ingerido, o pecado muitas vezes não parece nocivo no início, mas vai corroendo o corpo, a mente e a vida como um todo.
Diante da enfermidade, surge o médico e o remédio.
Espiritualmente, esse médico é Jesus, e o remédio é a verdade do evangelho.
Quando alguém encontra esse médico verdadeiro, a cura não é superficial.
Ela exige mudança.
Mas essa mudança não é apenas de comportamento externo.
Ela começa na maneira de enxergar a vida, naquilo que a pessoa considera importante, no seu interior, na sua estrutura moral e espiritual — exatamente como aconteceu com Eduardo.
A diferença entre Eduardo e Roberto
Eduardo entendeu a gravidade da sua condição.
Reconheceu que estava enfermo e aceitou a verdade apresentada pelo médico.
Ele compreendeu que, se quisesse viver, precisaria mudar radicalmente.
Por isso, aceitou as exigências do tratamento.
Mudou o estilo de vida, abandonou práticas que antes considerava normais e buscou ajuda para uma transformação mais profunda. Sua mudança não foi apenas prática, mas interior. Ele passou a viver de acordo com a verdade que havia reconhecido.
Roberto, por outro lado, reagiu de forma oposta.
Ele também ouviu o diagnóstico, também recebeu a prescrição, também conhecia o médico — mas não aceitou a verdade.
O amor e a paixão que sentia pela vida que levava o fizeram distorcer a realidade.
Para continuar vivendo como queria, passou a dizer que o médico era rigoroso demais, exagerado, radical.
Na verdade, Roberto não rejeitou o médico por falta de informação, mas por amor ao próprio estilo de vida.
Para ele, mudar significava perder a vida que amava.
E, para não abrir mão disso, preferiu se enganar.
A realidade espiritual revelada pela parábola
A história de Eduardo e Roberto é uma parábola que ilustra uma realidade bíblica fundamental:
a enfermidade deles representa a enfermidade espiritual de toda a raça humana.
A Bíblia ensina claramente que todo ser humano nasce pecador e afastado de Deus, não por escolha inicial própria, mas por herança espiritual. Todos nascem em Adão, carregando o pecado original que entrou no mundo por meio dele.
Essa é a enfermidade universal da humanidade.
A Escritura afirma:
“Por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte; assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.”
(Romanos 5:12)
Ou seja, o pecado não é apenas um ato isolado, mas uma condição herdada, transmitida a toda a humanidade desde Adão e Eva.
O rei Davi confirma essa realidade ao declarar:
“Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.”
(Salmo 51:5)
Isso mostra que o homem já nasce espiritualmente enfermo, separado de Deus, necessitando de cura e salvação.
Assim como Eduardo e Roberto não perceberam imediatamente os efeitos do peixe contaminado, o pecado muitas vezes não se manifesta de forma imediata, mas seus efeitos são progressivos e mortais.
O médico e o remédio
Diante dessa enfermidade espiritual universal, Deus oferece um único médico e um único remédio.
O médico é Jesus Cristo
O remédio é o evangelho
A Bíblia declara:
“Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.”
(Lucas 19:10)
E ainda:
“Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu não existe outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.”
(Atos 4:12)
O evangelho não é apenas uma informação; ele é o meio pelo qual Deus cura o homem, restaura sua comunhão e transforma sua vida.
Mas, assim como no tratamento médico, a cura exige fidelidade.
A resposta de Eduardo e Roberto à verdade
Eduardo representa aquele que: reconhece que está enfermo; aceita o diagnóstico; confia no médico; e se submete fielmente ao tratamento.
Ele não apenas tomou o remédio, mas mudou sua vida inteira para que o tratamento fosse eficaz. Afastou-se de práticas que anulavam o efeito do remédio e buscou uma transformação profunda, interior e exterior.
Isso confirma exatamente o que Jesus ensinou:
“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama.”
(João 14:21)
E também:
“Se me amais, guardareis os meus mandamentos.”
(João 14:15)
Ou seja, a fidelidade ao médico exige fidelidade ao remédio,
e a fidelidade ao remédio exige rompimento com tudo aquilo que impede a cura.
A Bíblia afirma que essa fidelidade resulta em mudança real de vida:
“E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que tudo se fez novo.”
(2 Coríntios 5:17)
Roberto, por outro lado, representa a maioria dos seres humanos.
Ele:
reconheceu que estava enfermo; ouviu o diagnóstico; conheceu o médico; até teve contato com o remédio.
Mas não foi fiel ao tratamento.
Assim como o álcool e o cigarro anulavam o efeito do medicamento, o apego ao pecado, às velhas práticas e às más companhias anulam o efeito do evangelho.
Roberto manteve amizades que reforçavam sua antiga vida, distorceu a verdade para justificar suas escolhas e passou a dizer que o médico era rigoroso demais.
A Bíblia alerta exatamente sobre isso:
“Não vos enganeis: as más companhias corrompem os bons costumes.”
(1 Coríntios 15:33)
E a Escritura também ensina que quem permanece em Cristo não vive da mesma forma que antes:
“Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar como ele andou.”
(1 João 2:6)
Não há comunhão entre a verdade do evangelho e uma vida que insiste em permanecer no pecado.
A verdade central
A parábola ensina que: todos nascem enfermo; todos precisam de salvação; o médico é o mesmo para todos; o remédio é o mesmo para todos.
O que muda é a resposta do coração humano à verdade.
“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.”
(Romanos 6:23)
Eduardo se submeteu à verdade e viveu.
Roberto resistiu à verdade e permaneceu na enfermidade.
Essa não é apenas uma história.
É a realidade espiritual revelada pela Palavra de Deus.
Conclusão e Apelo
Caro amigo leitor,
Eduardo se colocou com humildade e honestidade diante de Deus e decidiu optar por uma nova vida, seguindo a Cristo, o Médico dos médicos, e tomando o remédio, que é o evangelho — os ensinamentos de Cristo revelados na Bíblia — e, assim, obteve a vida.
Roberto, por sua vez, achou o remédio rigoroso. Não creu de fato, considerou excessivas as exigências do tratamento e buscou enganar a si mesmo, porque se prendeu àquilo de que gostava, àquilo que amava e não quis abandonar. Por isso, teve um final trágico.
Essa é, na verdade, a história da sua vida.
Ao final dela, se manifestará quem você realmente foi: Eduardo ou Roberto, o céu ou o inferno.
Diante disso, a Palavra de Deus faz um chamado claro e direto:
“Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.”
(Deuteronômio 30:19)
Escolha, pois, a vida:
Cristo, o evangelho, a humildade, a honestidade e a fidelidade a Cristo e ao seu evangelho — os ensinamentos que estão na Bíblia.
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