Título: Quando a “minha opiniao” vira Trono da Alma
Muitas pessoas dizem “sou perfeccionista”, mas os frutos revelam outra coisa. Perfeccionismo é busca de perfeição como meta — não busca de domínio, nem de mandar, nem de governar opiniões.
Uma pessoa realmente perfeccionista tenta crescer em um ideal elevado em todas as áreas importantes da vida. Por exemplo:
Ela busca melhorar a forma de falar, com sabedoria, coerência e educação.
Cuida da linguagem e da etiqueta, para não ferir nem causar conflitos.
Se dedica à saúde e ao autocuidado com disciplina e equilíbrio.
Busca aperfeiçoar o caráter, sendo humilde, corrigível e ensinável.
Trabalha sua relação com o próximo, com paciência, respeito e bondade.
Se esforça para não falar mal de ninguém, não murmurar, nem viver reclamando.
Prioriza a paz na convivência, aceitando ajustes se o resultado for bom.
Busca a perfeição na humildade, não na sensação de poder.
Mas quando a pessoa:
quer mandar em tudo,
quer opinar em tudo, dar palpite sobre tudo,
não aceita correção em absolutamente nada,
não se dedica a melhorar o que realmente importa (como saúde, disciplina, caráter e responsabilidades),
mas entra em conflito quando não fazem como ela decidiu,
e só se incomoda quando sua opinião não prevalece, ou quando foge do tempo e do jeito que ela determinou,
…isso revela a verdade:
Ela não busca a perfeição, ela busca a exaltação do próprio ego nas decisões.
E aí entra o ponto central:
Essa ideia louca, completamente fora do que é sensato — confundir perfeccionismo com o desejo de mandar e opinar — encontra espaço na mente da pessoa porque alimenta o ego e o orgulho.
Ela não revela perfeição nenhuma, apenas expõe o orgulho que contamina e gera conflito.
Esse orgulho é um sentimento real que a Bíblia descreve como soberba, que afasta a alma da correção e da verdade (Tg 4.6; Pv 16.18 em princípio).
Esse engano não define a pessoa como destino eterno, mas tem funcionado como uma lente que a mantém confusa sobre a sua real condição.
Quando essa lente cai, a realidade aparece: não é “tudo perfeito”, é “tudo do meu jeito, no meu tempo e sob o meu comando.”
A Bíblia mostra a raiz e o caminho de cura:
“Deus resiste ao soberbo, mas dá graça ao humilde.” (Tg 4.6)
“A soberba precede a ruína.” (Pv 16.18)
“O coração orgulhoso não aceita ensino.” (Pv 18.2 – princípio)
“Sujeitai-vos a Deus; resisti ao mal, e ele fugirá de vós.” (Tg 4.7)
“Transformai-vos pela renovação da vossa mente.” (Rm 12.2)
E o contraste final que precisamos enxergar com clareza:
A perfeição que devemos buscar não é a de mandar, nem a de ter razão sempre, nem a de controlar tudo.
A perfeição verdadeira é a que a Bíblia aponta: sermos perfeitos como Cristo (Mt 5.48 em princípio), ou seja: no caráter, na obediência a Deus, na humildade, na verdade e no amor ao próximo.
A perfeição que vem de Deus une, corrige, restaura e melhora.
O orgulho divide, resiste, engana e destrói a convivência.
Conclusão lógica, clara e definitiva:
Você não busca perfeição.
Você busca comando.
Não busca excelência no resultado.
Busca governar opiniões e decisões.
Isso não é perfeccionismo.
Isso é orgulho decisório e opinativo.
E a perfeição que devemos ter é sermos como Cristo, não confundindo perfeição com orgulho, nem humildade com fraqueza, nem correção com afronta.
A cura da alma e da mente começa quando essa ideia cai diante da verdade e quando Deus ocupa o lugar de governo na mente e nas decisões.
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