quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Quando a “minha opiniao” vira Trono da Alma

 


Título: Quando a  “minha opiniao” vira Trono da Alma

Muitas pessoas dizem “sou perfeccionista”, mas os frutos revelam outra coisa. Perfeccionismo é busca de perfeição como meta — não busca de domínio, nem de mandar, nem de governar opiniões.

Uma pessoa realmente perfeccionista tenta crescer em um ideal elevado em todas as áreas importantes da vida. Por exemplo:

Ela busca melhorar a forma de falar, com sabedoria, coerência e educação.

Cuida da linguagem e da etiqueta, para não ferir nem causar conflitos.

Se dedica à saúde e ao autocuidado com disciplina e equilíbrio.

Busca aperfeiçoar o caráter, sendo humilde, corrigível e ensinável.

Trabalha sua relação com o próximo, com paciência, respeito e bondade.

Se esforça para não falar mal de ninguém, não murmurar, nem viver reclamando.

Prioriza a paz na convivência, aceitando ajustes se o resultado for bom.

Busca a perfeição na humildade, não na sensação de poder.


Mas quando a pessoa:

quer mandar em tudo,

quer opinar em tudo, dar palpite sobre tudo,

não aceita correção em absolutamente nada,

não se dedica a melhorar o que realmente importa (como saúde, disciplina, caráter e responsabilidades),

mas entra em conflito quando não fazem como ela decidiu,

e só se incomoda quando sua opinião não prevalece, ou quando foge do tempo e do jeito que ela determinou,

…isso revela a verdade:

Ela não busca a perfeição, ela busca a exaltação do próprio ego nas decisões.

E aí entra o ponto central:

Essa ideia louca, completamente fora do que é sensato — confundir perfeccionismo com o desejo de mandar e opinar — encontra espaço na mente da pessoa porque alimenta o ego e o orgulho.

Ela não revela perfeição nenhuma, apenas expõe o orgulho que contamina e gera conflito.

Esse orgulho é um sentimento real que a Bíblia descreve como soberba, que afasta a alma da correção e da verdade (Tg 4.6; Pv 16.18 em princípio).

Esse engano não define a pessoa como destino eterno, mas tem funcionado como uma lente que a mantém confusa sobre a sua real condição.

Quando essa lente cai, a realidade aparece: não é “tudo perfeito”, é “tudo do meu jeito, no meu tempo e sob o meu comando.”

A Bíblia mostra a raiz e o caminho de cura:

Deus resiste ao soberbo, mas dá graça ao humilde.” (Tg 4.6)

“A soberba precede a ruína.” (Pv 16.18)

“O coração orgulhoso não aceita ensino.” (Pv 18.2 – princípio)

“Sujeitai-vos a Deus; resisti ao mal, e ele fugirá de vós.” (Tg 4.7)

“Transformai-vos pela renovação da vossa mente.” (Rm 12.2)

E o contraste final que precisamos enxergar com clareza:

A perfeição que devemos buscar não é a de mandar, nem a de ter razão sempre, nem a de controlar tudo.

A perfeição verdadeira é a que a Bíblia aponta: sermos perfeitos como Cristo (Mt 5.48 em princípio), ou seja: no caráter, na obediência a Deus, na humildade, na verdade e no amor ao próximo.

A perfeição que vem de Deus une, corrige, restaura e melhora.

O orgulho divide, resiste, engana e destrói a convivência.

Conclusão lógica, clara e definitiva:

Você não busca perfeição.

Você busca comando.

Não busca excelência no resultado.

Busca governar opiniões e decisões.

Isso não é perfeccionismo.

Isso é orgulho decisório e opinativo.

E a perfeição que devemos ter é sermos como Cristo, não confundindo perfeição com orgulho, nem humildade com fraqueza, nem correção com afronta.

A cura da alma e da mente começa quando essa ideia cai diante da verdade e quando Deus ocupa o lugar de governo na mente e nas decisões.



Digite no Google: Estudando a biblia com Pastor Rogerio. Acompanhe diariamente as mensagens de Deus. Compartilhe para que mais pessoas venham também ouvir a Deus. 

"Dica: Alguns celulares têm a opção ‘Áudio’, pelos três pontinhos no topo da tela, que permite ouvir e acompanhar a leitura do conteúdo do blog."





Nenhum comentário:

Postar um comentário

Nome opcional