sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

O Erro Fatal


O Erro Fatal


Versículo base:

Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.”

1 João 1:8


 🟦 Introdução

Há um engano que mantém muitas pessoas afastadas da verdade, daquilo que é realmente importante e verdadeiramente eficiente para a vida. Esse engano faz com que o olhar esteja sempre voltado para fora, nunca para a raiz do problema.

Muitas pessoas acreditam que o maior problema da vida está nas dificuldades, nas injustiças, nas dores que enfrentam ao longo do caminho, nas limitações pessoais ou em tudo aquilo que as impede de alcançar seus objetivos. Assim, passam a vida tentando vencer circunstâncias, pessoas e situações, sem perceber que podem estar ignorando algo essencial.

Esta mensagem vem como um convite à reflexão, fundamentada na razão, para levar cada pessoa a identificar esse grande engano que a impede de alcançar a verdade e, consequentemente, de obter êxito real em sua vida. Trata-se de um erro silencioso, muitas vezes normalizado, mas que produz efeitos profundos.

Esse engano não traz consequências apenas para esta vida. Ele influencia o resultado final da existência e alcança o destino eterno que aguarda cada ser humano. Por isso, compreender essa questão não é opcional, mas necessário, pois dela depende não apenas o modo de viver, mas o desfecho final da própria vida.


Ponto 1 – O primeiro erro: considerar o pecado como algo natural

Esta maneira de pensar é um erro estabelecido e reforçado pela repetição constante do sistema do mundo e pela falsa religiosidade, que muitas vezes reitera ideias distorcidas sobre o pecado, fazendo parecer que ele é comum, natural e inofensivo. O engano é apresentado de forma tão insistente que a tendência das pessoas é aceitá-lo como verdade. Mas quem pensa assim está mortalmente enganado.

O pecado não é apenas uma falha humana ou um erro isolado. Ele é a rebelião contra a santidade de Deus, a desobediência à Sua autoridade, e é a raiz de todo mal. Foi o pecado que causou a queda dos anjos e o afastamento do homem da perfeição. Mas vai além: ele mantém a humanidade afastada da comunhão verdadeira com Deus, mesmo quando muitos acreditam que estão ligados a Ele por meio da religião, das boas obras ou de pensamentos que imaginam aproximá-los da divindade. A conexão que pensam ter é ilusória; na realidade, o pecado impede o homem de experimentar a verdadeira presença e a vida de Deus.

1 João 3:8

“Todo aquele que comete pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio.”

João 3:36

“Quem crê no Filho tem a vida; quem desobedece ao Filho não verá a vida, mas permanece sobre o castigo.”

O pecado não é apenas um erro passageiro; ele produz consequências eternas. Ele leva à morte espiritual, ao afastamento de Deus, e ao castigo eterno. Quem insiste em considerá-lo natural, quem convive com ele sem perceber seu peso, está caminhando em direção à perdição.

Romanos 6:2

“Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele?”

exatamente por causa do pecado que Jesus veio. Ele é o Cordeiro de Deus, o sacrifício perfeito que tira o pecado do mundo.

João 1:29

“No dia seguinte, João viu a Jesus que vinha ter com ele e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”

A palavra Cordeiro traduz a ideia de sacrifício, mostrando que Jesus foi oferecido para pagar o preço do pecado. A palavra traduzida como “tira” no original grego é ἀφαιρέω (aphaireo), que significa eliminar completamente, remover totalmente o pecado.

Portanto, se o pecado não for removido da sua vida, se você ainda convive com ele, significa que você não aceitou e não reconheceu o sacrifício de Jesus, e, por consequência, não há salvação. O sacrifício só tem efeito quando o pecado é eliminado da vida, e a pessoa se coloca totalmente diante de Deus, obediente e fiel.

Além de tratar do pecado e do sacrifício de Jesus, a Bíblia também enfatiza a fidelidade como condição essencial para a salvação. Não basta conhecer o pecado ou reconhecer o sacrifício; é necessário viver em obediência e fidelidade a Deus. A Escritura deixa claro que não existe fidelidade parcial: ou a pessoa é fiel ou é infiel, não há meio-termo.

Apocalipse 2:10

“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”

Lucas 16:10

“Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; e quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito.”

Esses textos mostram que a fidelidade não admite parcialidade. O pecado é a separação de Deus; a fidelidade é a conexão verdadeira com Ele. Portanto, a Bíblia alerta, exorta e exige que cada pessoa seja totalmente fiel, não apenas em palavras, mas em ações e coração, para que a salvação e a comunhão real com Deus sejam experimentadas.


Ponto 2 – O segundo erro: negar o pecado

Negar o pecado acontece quando a verdade de Deus se manifesta diante da pessoa — seja pelo Espírito Santo, individualmente, ou pela igreja — e ela rejeita a doutrina, tapa os ouvidos e persiste no erro. Ela diz: “Isto não é pecado”.

Essa rejeição não ocorre por ignorância simples; ela é consequência de um estado de infidelidade a Deus. A pessoa não entregou verdadeiramente a sua vida a Cristo, não decidiu ser fiel a Ele custe o que custar e não decidiu viver para fazer a vontade de Deus. Por isso, quando a palavra de Deus se manifesta pelo Espírito Santo, individualmente a ela, ou pela igreja, ela não se volta para a verdade, não a aceita e continua em pecado.

É importante entender que muitas vezes essa pessoa apresenta comportamento religioso, participa de rituais ou atividades da igreja, mas permanece com o pecado, porque não há compromisso de fidelidade a Deus. Por isso, o pecado continua nela, e vão existir heresias, distorções da Palavra de Deus, mesmo em meio à religiosidade.

O pecado verdadeiro não é um erro natural ou um hábito do mundo que a pessoa ainda carrega enquanto aprende a viver segundo a palavra de Deus. O pecado é a rejeição consciente da verdade de Deus. Quem rejeita a palavra quando ela se manifesta está fazendo Deus mentiroso, porque é Ele quem declara o que é pecado.

1 João 1:8

“Se dissermos que não temos pecado, fazemos Deus mentiroso, e a Sua palavra não está em nós.”

Este versículo se aplica àqueles que estão na igreja, mas permanecem em pecado, porque ouviram a palavra de Deus, mas não a receberam. Corrigir erros e transformar a vida enquanto se aprende a palavra não é pecado, mas sim santificação. O pecado, ao contrário, é resistir à verdade de Deus, rejeitando a palavra manifesta e mantendo-se na infidelidade.

O orgulho e a exaltação do ego impedem a pessoa de se submeter à correção. Mesmo que pratique atos religiosos, se nega a palavra de Deus, permanece separada d’Ele e presa ao erro. O engano doutrinário muitas vezes reforça essa rejeição, criando confusão de pensamentos, contradições e falácias, características do pecado.

A igreja, instituída por Deus, existe para que haja comunhão verdadeira e avaliação da conduta de cada um. Quem nega a palavra de Deus não pode ter comunhão, porque a comunhão depende da conformidade com a verdade revelada.

Portanto, negar o pecado é rejeitar a verdade manifesta de Deus, fazer Deus mentiroso e permanecer em separação d’Ele. Somente aqueles que entregaram verdadeiramente a sua vida a Cristo e decidiram viver em fidelidade recebem a verdade, já abandonaram o pecado e crescem espiritualmente. A fidelidade a Deus leva à aceitação da verdade, à transformação de vida e ao crescimento espiritual, enquanto a rejeição da verdade mantém a pessoa presa ao pecado e afastada de Deus, mesmo que suas práticas sejam religiosas.

Conclusão e Apelo

Quando a pessoa se volta para Deus, reconhecendo-O como supremo, poderoso, maravilhoso, digno de todo louvor e com direito de mandar em sua vida, ela então enxerga Jesus Cristo como Salvador e Senhor da sua vida. Nesse momento, a pessoa é conduzida à verdade, compreende a necessidade de fidelidade e assume um compromisso de viver para Deus custe o que custar, permitindo que Ele transforme a sua vida completamente.

Por outro lado, quem desconsidera o pecado e as suas consequências, quem nega o pecado:

não eliminou o orgulho da sua vida;

mantém a exaltação do ego;

não coloca Deus acima de tudo;

não vive exclusivamente para a glória de Deus;

não se submete incondicionalmente à verdade que é Deus, que é Jesus, nem à vontade de Deus revelada nas Escrituras Sagradas;

e, por isso, permanece no engano e na separação de Deus.

O chamado desta mensagem é claro: abandone o orgulho, abra mão da defesa do ego e da reputação própria, reconheça Deus como Supremo e coloque-se em fidelidade a Ele. Somente assim você receberá a verdade, será transformado e viverá em comunhão plena com Deus, crescendo espiritualmente e alcançando a vida eterna.

Tome a decisão enquanto ainda é tempo, enquanto a morte não te alcance com o erro fatal instalado em si, que é a desconsideração da gravidade do pecado e da sua consequência de morte eterna, ainda com o pecado instalado em seu ser pela negação da verdade, fazendo Deus mentiroso.



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