terça-feira, 28 de outubro de 2025

Encontrando o Dinheiro

 

Encontrando o Dinheiro


Paulo era um homem pobre. Vivia triste por causa da sua condição financeira. Morava numa região pobre, onde todos ao seu redor também eram pobres. A pobreza era tanta que muitos morriam de fome, de enfermidade e desabrigados.


Um dia, Paulo andava por uma região montanhosa, na esperança de encontrar algum animal para matar e comer. Enquanto caminhava, viu uma bolsa próxima a uma rocha. O volume da bolsa era grande, e isso chamou sua atenção. Ele se aproximou, pegou a bolsa e a abriu. Quando olhou dentro dela, viu que era muito dinheiro, mas muito dinheiro mesmo.

Paulo pensou: 

—  Esta foi uma grande benção de Deus para a minha vida!


Ao ver aquilo, Paulo sorriu. Sentiu-se feliz, alegre. Sua vida começou a mudar. De uma tristeza tremenda, de uma depressão profunda, ele passou ao sorriso e à alegria. Levou o dinheiro para sua casa.


Na cidade, começou a comprar. Comprou geladeira, televisão, pagando tudo à vista. Alugou uma casa nova. E como o dinheiro era muito, guardava o restante dentro de casa. Encheu a geladeira, comprou tudo que precisava, inclusive um carro novo.


Seus amigos e parentes — todos pobres — começaram a notar a mudança na vida de Paulo. Agora ele estava alegre, feliz, com casa nova, geladeira nova, comida na geladeira e carro novo. Comprou muitas coisas naquela pequena cidade.


Mas ninguém recebeu nada. Nenhum parente, nenhum amigo, ninguém. Paulo não quis dividir aquilo que encontrou. Enquanto ele vivia feliz com o dinheiro que achara, as pessoas ao seu redor continuavam sofrendo: morriam de fome, estavam nas ruas, sem casa, sem comida, e doentes por falta de dinheiro.



Certa vez, um homem o encontrou e disse:

— Paulo, você era pobre, ficou milionário, olha suas roupas bonitas, seu carro luxuoso, sua vida mudou, mas você é rico e não ajuda ninguém, não compartilha a sua riqueza!


Paulo respondeu:

— Ah, mas eu tenho ajudado, tenho dado algumas esmolas...


Ele se justificava, dizendo que ajudava, mas na verdade dava apenas pequenas esmolas, coisas insignificantes, que não resolviam absolutamente nada — apenas acalmavam sua própria consciência.


Com o passar do tempo, aquele dinheiro de Paulo começou a circular pela cidade. Foi passando de mão em mão, até chegar a uma delegacia. Lá, as autoridades descobriram algo: aquele dinheiro era falso.


Quando a polícia identificou a origem das notas, chegou até Paulo. Foram até a casa dele e disseram:

— Onde está o dinheiro?


Paulo tentou disfarçar:

— Que dinheiro?


Os policiais continuaram:

— O dinheiro com o qual você comprou tudo isso é falso.


Então Paulo foi até o local onde guardava a bolsa, pegou-a e entregou aos policiais. Foi levado à delegacia e passou a responder a um processo de investigação. Descobriram que ele havia achado aquele dinheiro que fora largado por um bando de ladrões com um chefe maior, um bandido procurado pela justica conhecido pelo codinome Luiz do Inferno que haviam deixado a bolsa ali para buscá-la depois.


Paulo teve que devolver tudo o que havia comprado. Todos os bens adquiridos foram tomados de volta. Ele perdeu tudo.


E assim, Paulo voltou à mesma vida de antes: pobre, triste, deprimido e vazio — a mesma vida que tinha antes de encontrar o dinheiro.


E assim termina esta história.


🌿 Reflexão


Muitos estão no mundo sofrendo, vazios, pobres espiritualmente.

E de repente ouvem falar de Jesus. Recebem Jesus pela declaração de confissão, como Senhor de suas vidas. São batizados no batismo do arrependimento, passam a frequentar a igreja, ler a Bíblia, orar, cultuar a Deus com os irmãos, e acreditam no Evangelho que garante a salvação através do sangue de Jesus derramado na cruz.

Mas essa grande riqueza encontrada muitas vezes não é compartilhada.

E as pessoas estão morrendo, indo para o inferno, pobres espiritualmente, mendigando a verdade.


Muitos usufruem da riqueza espiritual que encontraram, mas não compartilham.

E quando compartilham, muitas vezes é apenas uma esmola — algo como:


“Olha, Deus é bom, busque Jesus.”


Mas é algo muito incompleto, que na verdade serve apenas para enganar a própria consciência e fazer a pessoa achar que está fazendo algo.

Outros, nem isso dão — nem mesmo as esmolas espirituais.

Só que o verdadeiro Evangelho não é esse.

O verdadeiro Evangelho é de obediência total e completa a Deus.

E o que Deus manda é claro: a função da verdadeira Igreja na face da Terra é levar o Evangelho, levar a grande salvação às pessoas que estão morrendo e indo para o inferno.


Uma pessoa que é rica espiritualmente, que recebeu a salvação, mas vê as pessoas morrendo e indo para o inferno, e ainda assim não se dedica, não compartilha o Evangelho, há algo errado com essa pessoa.

Há algo errado com essa riqueza, ou com a suposta riqueza dessa pessoa.

Porque ela está em rebelião contra Deus, pois a Palavra de Deus ordena:


 “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”

(Marcos 16:15-16)


E ainda está escrito:

 “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.”

(1 João 4:8)

Muitos procuram se justificar, mas na verdade buscam enganar-se a si próprios.

Porque aquele que realmente encontra o verdadeiro, aquele que realmente encontra Jesus — que é a Igreja de Cristo — ele irá gastar a sua vida para levar este Evangelho, para ganhar almas para Jesus.

Se a verdadeira riqueza é a salvação, então levar alguém a Cristo é a mais sublime expressão de amor.

Porque este é o verdadeiro amor.

E esta é a verdadeira missão da Igreja.


O dinheiro era falso 

Ainda que Paulo estivesse disposto a compartilhar aquele dinheiro com os pobres, com os necessitados, com os parentes e amigos, e com todos os necessitados que encontrasse, ainda assim, da mesma forma, uma pessoa que recebe Jesus, é batizada e começa a se agregar à igreja, se reúne com os irmãos para cultuar a Deus, para estudar a Palavra de Deus, começa a ler a Bíblia e a orar — ainda que essa pessoa pregue o Evangelho, saia às ruas e gaste a sua vida pregando — também estará perdida e enganada, caso esse Evangelho não seja o verdadeiro Evangelho.


Porque o verdadeiro Evangelho é aquele em que a pessoa morre para o pecado, morre para o orgulho, para o seu próprio “eu”, para a exaltação, e morre para o mundo. É o Evangelho que conduz a uma vida de santidade e fidelidade a Deus, custe o que custar — uma vida de alguém que foi purificado e liberto do pecado pelo sangue de Jesus, que foi poderoso para extirpar o pecado da sua vida.


Como está escrito:

 “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”

(João 1:29)


E também:

Nós que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele?”

(Romanos 6:2)


Assim, Paulo poderia ter distribuído o seu dinheiro com muitos, mas mesmo assim aquelas pessoas continuariam pobres e miseráveis, porque o dinheiro não era verdadeiro. Eles estariam enganados.


E assim também acontece com muitos, que pensam ter encontrado o verdadeiro Evangelho, mas que na verdade enganam-se — uns nem sequer o pregam, e outros o pregam, mas pregam enganados e enganam aos outros, porque o Evangelho que receberam é um Evangelho falso, assim como o dinheiro encontrado por Paulo.

Paulo achou que tivesse encontrado a grande bênção de Deus para a sua vida, mas, na verdade, foi Luís do inferno que deixou aquilo lá.

Assim, muitos pensam ter encontrado a Cristo, estarem no caminho da salvação, mas seguem um falso Evangelho deixado pelo diabo. Seguem, na verdade, a religião e não o verdadeiro Evangelho, que, como foi dito, é o abandono definitivo do pecado, do orgulho e da exaltação própria, para uma vida de fidelidade a Deus, fidelidade aos ensinos de Jesus que estão na Bíblia, serviço, louvor e adoração a Ele.


Se Paulo estivesse com o coração reto diante de Deus, teria identificado aquela situação. Ele teria devolvido aquele dinheiro e buscado saber a origem dele.


Assim também é com aquele que deseja fazer a vontade de Deus de verdade: ele vai buscar na Bíblia identificar a origem de qualquer mensagem. Esta é a fonte do verdadeiro Evangelho.


Aquele dinheiro, entretanto, não exigia esforço, trabalho, dedicação, suor ou sacrifício. Mesmo sendo enviada de Deus a salvação, sendo exclusivamente uma bênção vinda de Deus para o homem, através do sacrifício de Jesus, a salvação exige esforço, luta, dedicação e fidelidade.


E tudo isso implica que o cristão vai passar por lutas, provações, dificuldades, sofrimentos, para permanecer fiel a Deus, conforme a Bíblia relata.


O Evangelho falso é aquele da porta larga, e não da porta estreita.


 “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram.”

(Mateus 7:13-14)


Portanto,  o verdadeiro Evangelho não é algo fácil, ou sem esforço. O caminho é estreito, apertado, e exige um compromisso total com Deus, com fidelidade, renúncia e obediência.

Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus é tomado à força, e os violentos o tomam de assalto.”

(Mateus 11:12)


🔹 Conclusão e Apelo


Esta não é uma mensagem religiosa, mas Deus falando com você.

Ele fala através da Sua Palavra, que é a Bíblia.

Esta é a revelação de Deus, e Ele está falando com você para que você não seja enganado.


Assim como Paulo acreditava estar rico, mas depois descobriu que estava enganado, Deus não quer que você entenda isso depois de morrer estando no inferno.


Você precisa, hoje, compreender que o verdadeiro Evangelho, a verdadeira riqueza, é aquela vinda de Deus, mas que exige fidelidade, sacrifício, esforço, dedicação e serviço a Deus.


Como alguém que não prega o Evangelho pode dizer que está seguindo o verdadeiro Evangelho?

Como alguém que ainda não expurgou de forma definitiva o pecado em sua vida pode dizer que é lavado e remido pelo sangue de Jesus?


Não se engane.

Paulo foi enganado porque o seu coração não era reto diante de Deus.

Ele não buscou a origem daquele dinheiro, porque estava mais preocupado com a sua própria vida do que com a verdade.


Você precisa reconhecer a verdade, que Deus é Deus, e por isso precisa ser submisso a Ele, custe o que custar.

Você precisa pautar a sua vida na Bíblia, que é a revelação de Deus.


É preciso conhecê-la a fundo e viver para cumpri-la. Caso contrário, você será como Paulo: enganado, achando que é rico, mas na verdade é um miserável.


Que Deus abençoe a sua vida e que esta Palavra possa transformá-la, colocando-a no verdadeiro caminho que leva à vida eterna.



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