A Fábrica
Havia, em uma cidade não muito distante, uma grande fábrica. Era o principal sustento daquele lugar e conhecida por sua ordem, excelência e justiça. Seu dono era um homem sábio, justo e cheio de amor por seus trabalhadores. Tudo o que ele construía prosperava, porque nada fazia sem propósito.
Entre os muitos que ali foram contratados, havia um casal chamado João e Ana. O dono da fábrica, ao recebê-los, disse-lhes com bondade:
— Trabalhem com dedicação. Aos poucos, vocês aprenderão todas as coisas. Apenas uma condição lhes peço: obedeçam às instruções e permaneçam fiéis às ordens da fábrica.
João e Ana prometeram obedecer. E assim começaram a trabalhar, alegres, pois o salário era justo e a convivência com o patrão e os colegas trazia paz e segurança.
Mas naquela cidade havia outro homem, chamado William Sartanel. Ele não possuía fábrica, mas um império de enganos. Seu negócio era o submundo — bebidas, drogas, prostituição e todo tipo de corrupção. Ele se disfarçava de benfeitor, oferecendo “empregos” àqueles que não queriam se submeter à disciplina do dono da fábrica.
Um dia, William Sartanel decidiu ir até a fábrica. Entrou disfarçado, aproximou-se de João e Ana durante o intervalo e lhes disse:
— Vocês parecem cansados. Tenho aqui uma bebida alcoólica deliciosa, que vai ajudá-los a relaxar. Tomem um pouco, é só um gole, não vai fazer mal.
João respondeu:
— O dono da fábrica nos disse que é proibido beber aqui. Ele não quer que façamos isso.
Mas Sartanel insistiu, com voz mansa e astuta:
— Ah, ele só disse isso porque não quer que vocês conheçam o sabor da bebida, que é maravilhosa. Ele teme que vocês se tornem conhecedores como ele. Não tem problema algum, tomem um pouco. Ninguém vai saber.
João e Ana se entreolharam. A dúvida nasceu em seus corações. E naquele momento, desobedeceram. Beberam.
Pouco tempo depois, o dono da fábrica soube do ocorrido. Chamou-os e disse com voz firme e entristecida:
— Eu lhes dei tudo o que precisavam. Um trabalho digno, um salário justo, e apenas lhes pedi obediência. Mas vocês desobedeceram. Estão demitidos.
E assim, João e Ana deixaram a fábrica.
Sem sustento e sem esperança, foram trabalhar para William Sartanel. No início, acharam que seria melhor — lá podiam fazer o que queriam, beber, faltar, desobedecer. Mas o que parecia liberdade logo se tornou prisão. O submundo era escuro, sujo e cruel. A alegria deles se transformou em vergonha.
Mas o dono da fábrica, com seu coração compassivo, já sabia o que aconteceria. Antes mesmo de contratá-los, ele havia conversado com o seu filho, Emmanuel, e dissera:
— Filho, contratei um casal que amo muito. Eles ainda não entendem o valor da obediência e da fidelidade. Eu sei que, cedo ou tarde, cairão. Mas eu quero preparar um caminho para que possam voltar.
E o filho respondeu:
— Pai, para isso será necessário um grande sacrifício.
— Eu sei — disse o dono da fábrica. — Alguém precisará assumir o erro deles.
Então o filho, cheio de amor, respondeu:
— Eu irei. Assumirei o erro em lugar deles, e ficarei afastado da fábrica pelo tempo necessário.
O pai silenciou. Sabia o quanto aquilo custaria, pois a separação entre eles seria dolorosa. Mas assim foi feito. Emmanuel assumiu a culpa do casal e foi afastado, para que João e Ana pudessem ter o direito de voltar.
Enquanto isso, João e Ana, perdidos no submundo, lembraram-se da fábrica e resolveram voltar até o dono.
— Fomos demitidos por uma pequena desobediência — disseram. — O senhor foi muito rigoroso. Há outros patrões lá fora que não são assim.
O dono da fábrica os olhou com tristeza e respondeu:
— Vocês não me conhecem, e nem podem me conhecer por causa do espírito de rebelião que há em vocês. Eu não sou como os outros. Eu sou justo, e não permito que a minha fábrica seja contaminada pela insubordinação. Isso me dá nojo.
E eles foram embora novamente, voltando ao trabalho sujo de Sartanel.
Mas passado algum tempo, o dono da fábrica enviou seus funcionários à cidade para levar uma mensagem. Encontraram João e Ana e disseram:
— O filho do dono da fábrica, Emmanuel, assumiu o erro de vocês. Ele foi afastado em seu lugar. Agora, o dono ordena que vocês voltem, se reconhecerem esse sacrifício e se comprometerem a viver em obediência e fidelidade.
O casal se comoveu. Lembraram-se de Emmanuel, o filho amado do dono, que havia se afastado da fábrica e sofrido profundamente por sua causa, assumindo o erro deles. Compreenderam então que, quando estavam na fábrica, eram amados pelo dono, pois viviam em obediência e comunhão com ele. Mas, ao desobedecerem, haviam perdido esse amor, pois o dono da fábrica jamais poderia amar o mal nem o espírito de rebelião. E perceberam que o sacrifício de Emmanuel — seu afastamento, seu sofrimento, sua dor — foi o único caminho para que pudessem ser reconciliados e voltassem a ser amados novamente. Então choraram, se humilharam e decidiram mudar. Voltaram à fábrica arrependidos, foram perdoados e restabelecidos.
Mas nem todos reagiram assim. Outros trabalhadores do submundo ouviram a mesma mensagem, porém zombaram. Disseram:
— Esse dono é severo demais. Aqui somos livres. Não precisamos de um senhor sobre nós.
E permaneceram com Sartanel, cegos e enganados, acreditando que estavam bem, mesmo servindo ao mal.
Havia, porém, uma outra situação: William Sartanel, astuto como sempre, percebeu que alguns estavam saindo do seu serviço para retornar à verdadeira fábrica. Então, com malícia, criou fábricas falsas, dizendo ser a verdadeira, e começou a espalhar histórias semelhantes, afirmando que Emmanuel havia se sacrificado e que todos poderiam voltar. Ele também colocou agentes seus como mensageiros, imitando aqueles enviados pelo verdadeiro dono da fábrica, mas que adulteravam a mensagem, distorcendo seu sentido para que o espírito de rebelião permanecesse entre os trabalhadores. Essas fábricas pareciam idênticas à original: possuíam estrutura, recursos e muitos dos atributos da verdadeira. Mas, dentro delas, o espírito da rebelião permanecia intacto. Ele queria exatamente isso: manter seus trabalhadores enganados, acreditando que serviam ao dono da verdadeira fábrica, enquanto continuavam a viver em desobediência e maldade.
Muitos caíram na armadilha. Trabalhando ali, acreditavam estar de volta à verdadeira fábrica, mas eram guiados pelo orgulho, pelo desejo de um trabalho mais ameno, sem tanto esforço ou sacrifício, e especialmente pela vontade de não obedecer rigorosamente às ordens e ao comando do dono da fábrica. Pensavam: “O dono da verdadeira fábrica é amoroso, compreensivo; ele não será tão rígido e permitirá pequenas falhas. O sacrifício de Emmanuel deve garantir que não precisemos obedecer com rigor total.” Mesmo quando eram exortados pelos enviados do verdadeiro dono da fábrica, recusavam-se a ouvir, satisfeitos com sua liberdade aparente. E assim continuavam a servir a William Sartanel, crendo que estavam na fábrica real.
Com o tempo, Emmanuel voltou à fábrica. Seu sacrifício havia cumprido o propósito do pai. E todos os que aceitaram o convite e voltaram foram recebidos com alegria. A fábrica prosperou mais do que nunca, iluminando toda a cidade com o brilho da justiça e da verdade.
E assim se tornou conhecida a história da fábrica — e da vida.
Pois o dono da fábrica era justo, o filho era fiel, e todo aquele que neles confiasse jamais seria envergonhado.
✨ Fim.
🌟 REFLEXÃO
A história da fábrica é, na verdade, a história da Bíblia e da humanidade. Quando Deus criou o ser humano, Ele o fez para servir a Ele, para viver em obediência e fidelidade. Mas o ser humano foi enganado pelo diabo, representado na parábola por William Sartanel, que levou à desobediência, à rebelião e à separação de Deus — simbolizada pela expulsão da fábrica verdadeira.
O sacrifício de Emmanuel representa a ação de Cristo, que tomou o lugar dos pecadores e sofreu a separação do Pai em nosso lugar. Esse é o grande sacrifício, a essência do amor de Deus, que permite ao ser humano voltar ao estado original, restaurado na obediência e fidelidade, servindo plenamente ao seu Criador.
Os mensageiros enviados representam aqueles que levam a mensagem de salvação e orientação, enquanto os falsos mensageiros simbolizam aqueles que distorcem a mensagem, mantendo o espírito de rebelião e engano.
Esta história da fábrica nos mostra três realidades possíveis para cada ser humano diante de Deus:
Primeiro, a verdadeira fábrica. É o lugar do amor, da justiça e da fidelidade. João e Ana, quando obedeciam às ordens do dono da fábrica, estavam recebendo seu amor e cuidado. Estar na verdadeira fábrica significa viver sob a orientação de Deus, reconhecendo Seu comando e confiando no sacrifício de Emmanuel, que foi feito para que pudéssemos voltar ao lugar certo mesmo depois de nossos erros.
Segundo, aqueles que não estão em nenhuma fábrica. São aqueles que vivem sem se ligar à parte espiritual, seguindo sua própria vontade e não se submetendo ao dono da fábrica. Vivem sem direção, sem propósito, sem obedecer à autoridade de Deus, sem reconhecer o sacrifício que poderia trazê-los de volta à verdadeira fábrica.
Terceiro, a fábrica falsa. Criada por William Sartanel, ela parece a verdadeira, oferece conforto e prazer aparente, mas mantém o espírito de rebelião. Muitos acreditam estar seguros ali, porque podem se desviar sem consequências imediatas. Eles trabalham sem esforço, sem sacrifício e sem fidelidade plena às ordens do dono verdadeiro. Pensam que o amor de Deus permitirá pequenas falhas, mas essas “pequenas falhas” não são pequenas na realidade; elas sustentam o espírito de rebelião e negam a autoridade do dono da fábrica, afastando-os da verdadeira obediência, mantendo-os enganados e longe da verdadeira fábrica.
Entenda: a fábrica é apenas uma parábola usada para ajudá-lo a compreender a realidade da sua vida, sua condição diante de Deus e o seu destino eterno.
Qual é a sua vida?
Você voltou à verdadeira fábrica? Ou seja, você reconheceu sua condição de perdido, afastado de Deus, servindo ao diabo (representado por William Sartanel na parábola), e se arrependeu? Você reconheceu o sacrifício de Emmanuel (Jesus) que foi feito para restaurá-lo, trazendo-o de volta à obediência e à comunhão com o dono da fábrica? Sem arrependimento, não há salvação. Qual foi o dia em que você reconheceu sua condição e decidiu voltar à verdadeira fábrica?
Você não está em fábrica alguma? Ou seja, você vive sem se submeter à autoridade de Deus, vivendo segundo a sua própria vontade? Você é daqueles que não dão ouvidos à mensagem de salvação (os enviados do dono da fábrica que levam a orientação de Emmanuel, representando Cristo)? Você substitui a verdade do evangelho pelo que chama de “religião” ou por justificativas próprias, usando isso como pretexto para viver como deseja, sem se subordinar a alguém, sem obedecer ao dono da verdadeira fábrica?
Ou você está na fábrica falsa? Criada por William Sartanel, ela parece a verdadeira, oferece conforto e prazer aparente, mas mantém o espírito de rebelião. Muitos acreditam estar seguros ali, porque podem se desviar sem consequências imediatas. Trabalham sem esforço, sem sacrifício e sem fidelidade plena às ordens do dono verdadeiro. Pensam que o amor de Deus permitirá pequenas falhas, mas essas “pequenas falhas” não são pequenas na realidade; elas sustentam o espírito de rebelião e negam a autoridade do dono da fábrica, afastando-os da verdadeira obediência, mantendo-os enganados e longe da verdadeira fábrica.
Esta história mostra que a escolha é pessoal e define o destino eterno. Somente aqueles que escolherem estar na verdadeira fábrica, obedientes e fiéis, reconhecendo o sacrifício de Emmanuel, receberão a recompensa e o amor pleno do dono. Todos os outros permanecem afastados, mesmo achando que estão bem.
🕊️ Conclusão e Apelo
Caro leitor, acorde para a realidade da sua vida.
Acorde para a realidade de que você pode morrer a qualquer momento e encarar o seu destino eterno.
Deus está falando com você.
Não espere que Ele desça do céu e se apresente fisicamente para falar contigo — isso não vai acontecer.
Deus já deixou a Sua Palavra registrada, a Bíblia Sagrada.
Tudo o que você ouviu aqui tem fundamento bíblico, conforme a fundação da verdade divina descrita abaixo.
Você precisa entender esta realidade:
todos nós nascemos pecadores, afastados de Deus.
Muitos se enganam chamando a verdade e a realidade de Deus de religião, e por isso deixam de vivê-la.
Outros se enganam acreditando que estão recebendo a mensagem da salvação pelo sacrifício de Jesus, mas não abandonam o pecado — e assim continuam servindo, enganados, a William Sartanel, que representa o diabo.
Portanto, acorde.
Aceite a verdade e se esforce para servir a Deus, sendo fiel a Ele, custe o que custar, conforme os ensinamentos bíblicos, que são as orientações da Fábrica.
Tome esta decisão agora, enquanto há tempo.
🟢 Fundamentação Bíblica
1. Criados para servir a Deus:
Colossenses 3:23-24 – “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo.”
Salmo 100:2 – “Servi ao Senhor com alegria! Apresentai-vos diante dele com cântico!”
2. O pecado do homem e a desobediência:
Romanos 5:12 – “Portanto, assim como o pecado entrou no mundo por um homem, e pela desobediência veio a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram.”
3. O sacrifício de Jesus e a nova vida:
João 3:16 – “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.”
2 Coríntios 5:15 – “E ele morreu por todos, para que aqueles que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.”
4. Os falsos mensageiros e enganos espirituais:
Apocalipse 12:9 – “O grande dragão foi lançado fora: a antiga serpente, chamada Diabo, Satanás, que engana todo o mundo; ele foi lançado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.”
5. A fidelidade a Deus que leva à salvação:
1 João 3:8-10 – “Quem pratica o pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo. Todo aquele que nasce de Deus não continua a pecar; todo aquele que continua a pecar não o viu nem o conheceu.”
2 Tessalonicenses 1:8 (NVI) – “Ele punirá os que não conhecem a Deus e os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus.”
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Obediência e disciplina está em reconhecer o verdeiro evangelho de Cristo, pois o caminho para salvação contínua apertado e estreito e poucos passarão por ele. É preciso uma verdadeira renúncia pelas coisas desse mundo, existe uma batalha espiritual, uma luta entre a carne e o espírito, e só vencerá quem permanecer fiel a Palavra de Deus, a palavra nos fala que: aquele que resistir até a morte, receber a Coroa da vida. APOCALIPSE 2:10.
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