Quem manda na sua vida? Você ou a Bíblia?
Texto base:
"E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos." (Tiago 1:22)
Introdução
Antes de morrer, todo ser humano precisa responder a algumas perguntas. Entre elas, três são fundamentais: Quem manda na sua vida? Como? E por quê?
Essas perguntas não podem ser ignoradas, porque a vida não surgiu do nada. Ela foi dada por Deus. E, se a vida foi dada por Deus, é lógico e racional concluir que, ao final dela, todo ser humano prestará contas ao seu Criador.
O homem pode até negar essa realidade. Mas, quando faz isso, não é porque a razão o conduz nessa direção. Pelo contrário, ele foge daquilo que a razão aponta, porque sua corrupção o leva a rejeitar a verdade e a viver segundo a sua própria vontade.
Se Deus é o Criador, então é natural que a criatura viva conforme a vontade do seu Criador. Esse é o propósito para o qual o homem existe.
Nesta mensagem, não queremos apenas fazer uma reflexão. Queremos colocar cada pessoa diante dessas perguntas e, à luz da Palavra de Deus, descobrir quem realmente governa a sua vida. Porque, no último dia, não será a nossa opinião que prevalecerá, mas o julgamento daquele que nos deu a vida.
Ponto 1 – Deus deve mandar na sua vida, porque foi Ele quem a criou.
A primeira resposta à pergunta desta mensagem é simples: quem deve mandar na sua vida é Deus. E a razão é igualmente simples: foi Deus quem lhe deu a vida.
Tudo o que é criado tem um propósito. Ninguém fabrica um objeto sem uma finalidade. Uma cadeira é feita para sustentar quem nela se senta. Se ela não cumpre esse propósito e, em vez de servir, machuca as pessoas, ela perde a sua utilidade.
Assim também acontece com o ser humano. Deus não nos criou por acaso. Ele nos criou com um propósito: viver para a sua glória, andar na sua vontade e refletir o seu caráter.
Quando o homem rejeita esse propósito, ele se torna aquilo que nunca deveria ser. Deus o criou para o bem, mas, ao abandonar a vontade do seu Criador, ele passa a praticar o mal. Não existe neutralidade. Quem não vive na verdade vive no engano. Quem não anda na luz anda nas trevas. Quem não obedece a Deus acaba obedecendo ao pecado.
Por isso, a Bíblia declara que o destino final do mal é o juízo. Se alguém insiste em permanecer no mal até o fim, também participará do destino reservado ao mal. Deus não criou o homem para a perdição, mas para a vida. Porém, quem rejeita o propósito para o qual foi criado escolhe permanecer separado daquele que lhe deu a existência.
A vontade de Deus não é conhecida pela opinião do homem, mas pela revelação que Ele deixou através da sua Palavra. É por meio da Bíblia que Deus revela aquilo que deseja para a vida humana, mostrando o caminho da verdade, da justiça e da obediência. Por isso, se Deus realmente governa a vida de uma pessoa, a sua vontade precisa estar submetida à autoridade das Escrituras.
A própria Palavra declara:
"Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra." (2 Timóteo 3:16-17)
Versículos de apoio:
Isaías 43:7 – "A todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para a minha glória..."
Eclesiastes 12:13 – "Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem."
Romanos 11:36 – "Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas..."
João 3:19 – "A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz..."
Apocalipse 20:15 – "E aquele que não foi achado inscrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo."
2. Qual é o propósito de Deus para o ser humano?
Se Deus criou o homem, então Ele também definiu como o homem deve viver.
Deus não criou o homem para o pecado, para a injustiça ou para viver segundo os seus próprios desejos. O propósito de Deus sempre foi que o ser humano refletisse o seu caráter, vivendo aquilo que é bom, justo, santo e agradável diante d'Ele.
A própria Escritura declara:
"E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:2)
A vontade de Deus nunca foi destruir o homem, mas conduzi-lo àquilo que é bom. Deus deseja que o homem viva em comunhão com Ele, porque somente em Deus há vida, paz, justiça, santidade e verdadeira felicidade.
Mas existe um problema.
Deus é santo. E, justamente por ser santo, não há comunhão entre a santidade e o pecado.
"Que comunhão tem a luz com as trevas?" (2 Coríntios 6:14)
Enquanto o homem permanece no pecado, permanece separado de Deus. E estar separado de Deus significa estar separado da fonte de todo bem.
Por isso, a condenação não é um ato arbitrário de Deus. Ela é a consequência inevitável de quem rejeita Aquele que é a fonte de toda vida, de toda justiça, de toda paz, de toda alegria, de todo amor e de todo bem.
É exatamente por isso que o inferno é um lugar de tormento eterno. Não existe ali nenhuma esperança, nenhum consolo, nenhuma paz, nenhuma alegria, porque tudo isso procede de Deus. Se toda boa dádiva vem de Deus, então a separação definitiva de Deus significa também a separação definitiva de tudo o que é bom. Resta apenas aquilo que o pecado produz. Por isso, o inferno é um estado de sofrimento que ultrapassa toda compreensão humana, porque representa a ausência eterna de Deus e a permanência eterna de todas as consequências do mal.
O próprio Senhor Jesus descreveu essa realidade dizendo:
"...onde o seu verme não morre, e o fogo nunca se apaga." (Marcos 9:48)
E também declarou:
"E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna." (Mateus 25:46)
Mas qual é o fruto que separa o homem de Deus?
A resposta é clara: o pecado.
Mas é preciso entender corretamente o que é o pecado.
O pecado não é apenas um conjunto de atos errados. Os atos pecaminosos são apenas a manifestação exterior de um problema muito mais profundo.
O pecado é um estado de corrupção da alma. É um estado de impureza moral e espiritual. É um estado de rebelião contra Deus.
A raiz do pecado é não colocar Deus acima de tudo. É negar, na prática, o direito absoluto que Deus tem de governar completamente a vida da criatura.
Por isso, o pecado não é apenas fazer o que Deus proibiu ou deixar de fazer o que Deus mandou. O pecado é um coração que se recusa a colocar Deus acima de tudo. Quando o homem não coloca Deus acima de tudo, ele nega, na prática, quem Deus é. Nega a sua soberania, nega o seu senhorio e nega o seu direito absoluto de governar completamente a sua vida.
Foi exatamente esse pecado que separou o homem de Deus desde o princípio. E foi por causa desse pecado que Deus enviou o seu Filho ao mundo.
João Batista declarou:
"Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." (João 1:29)
Jesus Cristo veio libertar o homem do domínio do pecado. Pelo seu sangue derramado na cruz, abriu o caminho para que o homem deixasse de viver em rebelião e voltasse a viver em comunhão com Deus.
Mas permanecer nessa comunhão exige uma decisão constante de fidelidade.
Permanecer morto para o pecado exige perseverança, renúncia e vigilância. Afastar-se dessa decisão é voltar a colocar a própria vontade acima da vontade de Deus. É voltar a negar, na prática, o seu senhorio.
Morrer para o pecado exige renúncia. Exige negar a si mesmo. Exige colocar Deus acima dos próprios desejos, dos próprios interesses, dos próprios prazeres, dos próprios projetos e até da própria vida.
Foi isso que fizeram os servos de Deus ao longo da história. Muitos foram perseguidos, presos, rejeitados, perderam seus bens e entregaram a própria vida, porque entenderam que permanecer fiéis a Deus vale infinitamente mais do que conservar qualquer coisa neste mundo.
Por isso, Jesus declarou:
"Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me." (Lucas 9:23)
Também disse:
"Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo aborrece a sua vida, conservá-la-á para a vida eterna." (João 12:25)
E ainda:
"Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim." (Mateus 10:37)
É exatamente isso que significa colocar Deus acima de tudo.
Não é obedecê-lo apenas quando isso é conveniente.
Não é servi-lo apenas quando isso não exige sacrifício.
É reconhecer que Deus é tão santo, tão soberano, tão excelso e tão digno, que nenhuma renúncia é grande demais para permanecer fiel a Ele.
Por isso, Jesus disse:
"Porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem." (Mateus 7:14)
E o apóstolo Pedro escreveu:
"E, se é com dificuldade que o justo se salva, onde aparecerá o ímpio e o pecador?" (1 Pedro 4:18)
Somente quem coloca Deus acima de tudo vence o pecado e permanece fiel até o fim. É essa vida de submissão que glorifica a Deus, porque declara, não apenas com palavras, mas com a própria existência, que Deus é o Senhor supremo, digno de toda honra, de toda obediência e de toda adoração.
3. Como acontece o comando da sua vida?
Depois de compreendermos que Deus criou o homem para viver segundo a sua vontade e que o pecado é a raiz da separação entre o homem e Deus, surge uma pergunta:
Como acontece, na prática, o comando da vida de uma pessoa?
A resposta começa no princípio de tudo.
Quando Deus criou Adão e Eva, eles viviam em perfeita comunhão com o seu Criador. Deus governava suas vidas, e o homem vivia em perfeita submissão à sua vontade.
Mas Satanás entrou em cena.
Pela ação maligna do diabo, e dentro do livre-arbítrio que Deus permitiu ao homem exercer, surgiu o orgulho. O orgulho levou o homem a uma escolha: permanecer completamente submetido à vontade de Deus ou permitir que o seu próprio "eu" interferisse na decisão de Deus.
Foi exatamente isso que aconteceu no Éden.
No momento em que o homem permitiu que o seu "eu" interferisse na vontade de Deus, o orgulho foi estabelecido em seu coração. E essa interferência na vontade de Deus é a manifestação do pecado, porque significa que a criatura deixa de se submeter completamente ao Criador.
O homem não precisa negar Deus em todas as coisas para pecar. Ele pode obedecer em muitas áreas, mas quando coloca a sua vontade acima da vontade de Deus em qualquer aspecto, ele nega, na prática, quem Deus é: o Senhor soberano, digno de governar completamente a vida do homem.
O orgulho é a natureza do diabo. Foi por orgulho que Satanás se rebelou contra Deus. E é por orgulho que o homem continua vivendo em rebelião contra o seu Criador.
É por isso que a vontade de Deus sempre foi exatamente o contrário: a humildade.
O maior exemplo disso é o próprio Senhor Jesus Cristo.
A Escritura declara:
"...humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz." (Filipenses 2:8)
Enquanto Satanás quis exaltar a si mesmo, Jesus humilhou-se para obedecer perfeitamente ao Pai.
É aqui que se revela quem realmente governa uma vida.
Quando o homem não reconhece o senhorio de Jesus Cristo mediante o abandono do pecado e o reconhecimento do seu sacrifício, ele continua permitindo que o pecado governe sua vida.
O pecado mantém o homem debaixo do domínio do orgulho, porque ele continua interferindo na vontade de Deus e colocando a sua própria vontade acima da vontade do Senhor.
Mas Cristo veio para libertar o homem do pecado.
João Batista declarou:
"Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." (João 1:29)
E a Palavra de Deus também declara:
"Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?" (Romanos 6:2)
Por isso, seguir a Cristo exige uma decisão definitiva de abandonar o pecado e reconhecer que Deus está acima de tudo.
Esse reconhecimento não acontece apenas por palavras, mas pela disposição de pagar qualquer preço pela fidelidade a Deus.
Foi assim que muitos servos de Deus demonstraram sua fé: enfrentaram perseguições, prisões, torturas e a própria morte, porque entenderam que Deus vale mais do que a própria vida.
Eles declararam, com suas vidas, que Deus está acima de tudo.
Por isso Jesus disse:
"Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me." (Lucas 9:23)
Aquele que realmente reconhece quem Deus é está disposto a renunciar a tudo que for necessário para permanecer fiel ao Senhor.
A Palavra de Deus também nos mostra:
"E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições." (2 Timóteo 3:12)
E Jesus declarou:
"Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim." (Mateus 10:37)
Também disse:
"E sereis odiados por todos por amor do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo." (Mateus 10:22)
Essas palavras mostram que reconhecer quem Deus é não pode permanecer apenas no campo das palavras. É uma declaração feita com a própria vida. Aquele que realmente reconhece a soberania de Deus está disposto a permanecer fiel, ainda que isso lhe custe sofrimento, perseguição, perdas ou até a própria vida.
Os servos de Deus ao longo da história demonstraram isso porque entenderam que Deus está acima de tudo e de todos. Eles provaram, com suas próprias vidas, que a vontade de Deus é superior aos seus próprios desejos, aos seus interesses, aos seus relacionamentos e à própria existência.
Portanto, o homem somente demonstra que Deus governa verdadeiramente a sua vida quando está disposto a declarar, não apenas com palavras, mas com a própria vida, que Deus é o Senhor supremo, através do abandono definitivo do pecado e de uma entrega completa à sua vontade.
Qualquer evangelho que não esteja em inteira concordância com essa verdade sobre o senhorio de Deus, o abandono do pecado e a entrega total da vida a Cristo é um evangelho falso, porque procura facilitar a vida do homem negando a Deus, negando quem Deus realmente é e fazendo com que a declaração de fé permaneça apenas no âmbito das palavras, e não seja manifestada na prática de uma vida entregue, submissa e fiel ao Senhor, que pague o preço pela declaração que Deus está acima de tudo.
Conclusão e Apelo
Diante de tudo que foi apresentado, a pergunta permanece:
Quem manda na sua vida? Você ou a Bíblia?
Deus deve comandar a sua vida, porque você foi criado por Deus com um propósito: viver segundo a vontade daquele que o criou.
Se essa verdade for rejeitada, o homem se afasta do propósito de Deus e coloca-se em oposição ao seu Criador. Como consequência, afasta-se da fonte de todo bem, caminhando para a condenação eterna.
O pecado é o fruto que Deus não deseja que o homem produza. Ele é a declaração de que Deus não está acima de tudo na vida do homem. É quando o homem permite que a sua própria vontade interfira na vontade de Deus, negando, na prática, o seu senhorio e o seu direito de governar completamente a sua vida.
Por isso, a decisão de fidelidade a Deus, através do abandono definitivo do pecado, deve ser constante. Essa declaração não pode permanecer apenas nas palavras, mas precisa ser demonstrada pela própria vida.
Aquele que reconhece quem Deus é deve estar disposto a pagar o preço dessa declaração, porque é na prova que o homem demonstra se Deus realmente está acima de tudo.
Ao vencer toda e qualquer provação e teste, ao final da sua vida, o homem terá demonstrado, através da sua fidelidade, que Deus está acima de todas as coisas. Ele estará declarando, com a própria vida, quem Deus é: excelso, soberano, supremo, com todo o poder e todo o direito de governar a sua vida.
A aprovação final revelará que essa declaração foi verdadeira: que Deus foi reconhecido como Deus, acima de todas as coisas.
Por isso, o chamado é para que você permita que Deus governe completamente a sua vida. Abandone o pecado, submeta-se à vontade de Deus e permaneça fiel, declarando não apenas com palavras, mas com a própria vida, que Deus está acima de tudo e de todos.
Somente assim o homem será aprovado diante de Deus e alcançará a vida eterna.
“Você está disposto a pagar o preço, vencendo as provações, as lutas e as tentações? A resposta a essa pergunta revelará quem realmente governa a sua vida e determinará o seu destino eterno diante de Deus.”
Digite no Google: Estudando a biblia com Pastor Rogerio. Acompanhe diariamente as mensagens de Deus. Compartilhe para que mais pessoas venham também ouvir a Deus.
"Dica: Alguns celulares têm a opção ‘Áudio’, pelos três pontinhos no topo da tela, que permite ouvir e acompanhar a leitura do conteúdo do blog."
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Nome opcional