A PLANTA E OS SOLDADOS
Havia um grande Exército conhecido pela honra de seus soldados e pela fidelidade absoluta ao Rei. Para ingressar nele, não bastava apenas boa vontade. O Rei precisava de homens capazes de guardar aquilo que lhes fosse confiado.
Por isso, no dia do alistamento, vinte voluntários se apresentaram. Cada um recebeu um vaso contendo uma planta rara, extremamente sensível, que exigia cuidado diário.
O comandante declarou:
— “Esta planta representa aquilo que o Rei confia a cada um. Vocês devem protegê-la. Não pode ser trocada, vendida ou abandonada. Quem chegar ao destino final com ela preservada será aceito no Exército do Rei.”
O percurso era longo. O sol queimava, o vento arrancava folhas, o frio enfraquecia o caule, a chuva ameaçava afogar a planta. A fome e a sede acompanhavam a estrada.
E no meio do caminho apareceram homens interessados naquela planta rara. Eles sabiam o valor dela.
Alguns soldados não resistiram:
Alguns venderam por grande fortuna, imaginando que teriam uma vida tranquila.
Outros trocaram por água, cansados da sede.
Outros trocaram por comida, pensando apenas no alívio momentâneo.
Outros simplesmente largaram a planta no chão, vencidos pelo desânimo e pelo cansaço.
E alguns continuaram andando, mas negligenciaram, não regaram, não protegeram do vento, não cuidaram do sol — e a planta secou sem que eles percebessem.
O grupo diminuía a cada dia.
De vinte, restaram quinze.
Depois dez.
E no final, apenas oito chegaram à cidade.
Chegaram cansados, sujos, mas confiantes. Cada um entregou seu vaso ao comandante.
Os cinco primeiros
Cinco traziam sua planta aparentemente saudável: folhas firmes, verde superficial, intacta aos olhos. Eles tinham certeza de que seriam aprovados.
O comandante retirou cada planta do vaso para inspecionar a raiz — pois é na raiz que se revela a verdade.
E então veio o choque:
as raízes estavam apodrecidas
a planta estava morta por dentro
a aparência escondia a negligência
parecia vida, mas não havia vida nenhuma
Os cinco ficaram atônitos. Tinham caminhado até o fim. Achavam que tinham cuidado. Mas não perceberam que, por descuido, sua planta havia morrido dentro do vaso.
Os três verdadeiros
Os três últimos apresentaram suas plantas com humildade. Quando o comandante examinou as raízes, encontrou-as:
vivas, firmes, saudáveis, fortes, bem cuidadas.
Tinham protegido a planta na chuva, no calor, no frio, na fome, na sede e diante das tentações de riqueza. Tinham guardado aquilo que receberam.
O comandante declarou:
— “Estes três são dignos. Não somente caminharam até aqui, mas guardaram fielmente o que lhes foi confiado.”
E assim foram aceitos no Exército do Rei.
🌈 REFLEXÃO
Esta parábola revela mais do que uma simples história: ela traz uma revelação de Deus para todos aqueles que desejam segui-Lo verdadeiramente. Assim como os soldados foram provados no caminho, também todos os que afirmam servir a Cristo precisam demonstrar, na prática, que são realmente Seus discípulos.
Ela retrata a realidade espiritual daqueles que dizem ser soldados de Cristo, que reconhecem Jesus como seu Capitão, seu Senhor e seu Deus.
Por isso, essa palavra precisa ser ouvida, refletida e aplicada.
Pois somente aqueles que se mantêm fiéis ao que receberam de Deus serão considerados aptos, aprovados e preparados para a vida eterna.
O primeiro passo: alistar-se no Exército de Deus
Antes de qualquer prova, jornada ou missão, existe um ponto essencial: alistar-se.
Assim como aqueles vinte homens se apresentaram diante do comandante, assim também cada pessoa precisa se apresentar diante de Deus, se dispor a servi-Lo e reconhecer Jesus como o Senhor, o Comandante e o Capitão da sua vida.
Alistar-se no Exército do Rei significa fazer uma aliança real, verdadeira, sincera — significa entregar a direção da vida a Cristo e decidir obedecê-Lo acima de tudo.
E foi exatamente isso que aconteceu na parábola: todos os que se alistaram receberam uma planta.
Essa planta representa a presença de Deus, mais especificamente o Espírito Santo, que é dado somente àqueles que se dispõem a obedecer ao Senhor.
A própria Escritura confirma isso:
“E nós somos testemunhas destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus concede aos que Lhe obedecem. (Atos 5:32)
Assim, quando alguém decide receber Jesus como Comandante da sua vida — isto é, decide obedecê-Lo — essa pessoa recebe o Espírito Santo, que passa a habitar nela, guiá-la e fortalecê-la.
Por isso, a planta entregue aos soldados representa a presença do Espírito Santo em suas vidas, a fidelidade a Deus, aquilo que cada discípulo deve guardar, proteger e nutrir com todo zelo.
A CAMINHADA E SUAS DIFICULDADES
A caminhada com Deus é marcada por dificuldades que atingem a todos. Na parábola que utilizamos como base, havia sol, chuva, vento, sede, fome e pressões externas. Esses elementos representam, na vida real, tudo aquilo que se levanta para impedir o homem de permanecer fiel a Deus.
Essas dificuldades simbolizam as ações externas do mundo, as investidas do diabo e as necessidades naturais da carne.
São pressões reais: problemas financeiros, tentações sexuais, necessidades emocionais, ambientes corrompidos, influências externas, oposição espiritual, falta de recursos, pobreza, desejos da carne e circunstâncias que tentam sufocar a fé.
E muitos, por não estarem firmados na fidelidade, se deixam vencer por essas dificuldades. Alguns desistem da caminhada; outros “vendem” sua fidelidade, negociam princípios, abrem mão da verdade para obter vantagens temporais.
São pessoas que conheciam o caminho, mas permitiram que o mundo, o diabo e a carne enfraquecessem a comunhão com Deus.
Esses são os que se deixaram levar pelo ambiente do mundo, pela falta de oração, pela falta de leitura da Palavra, pela falta de obediência. A planta que receberam simboliza o Espírito Santo, e regar essa planta representa viver em comunhão com Deus. Quando essa comunhão se perde, o homem cai.
AQUELES QUE CONTINUARAM ATÉ O FIM — MAS ENGANADOS
Por outro lado, havia também aqueles que não desistiram. Continuaram caminhando até o fim. Porém, ao chegar, perceberam que suas plantas estavam sem raiz — secas.
Isso simboliza pessoas que acreditam que estão salvas, acreditam que são fiéis, acreditam que estão no caminho certo — mas estão enganadas.
Esse engano acontece por três motivos principais:
1. Orgulho – acham que estão bem, que sabem, que entendem, que possuem a verdade, mas não vivem em obediência.
2. Negligência à Palavra – não se submetem ao que está escrito; têm religião, mas não têm submissão.
3. Religiosidade – cumpriram rotinas, ritos, costumes, mas não tinham fidelidade real.
A planta sem raiz comprova a negligência:
se fossem fiéis, teriam cuidado corretamente da planta, teriam permanecido debaixo da obediência e da dependência de Deus.
São muitos que chegarão assim. Como disse Jesus:
“Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor… e eu lhes direi: Nunca vos conheci.”
(Mateus 7:22-23)
São pessoas que caminharam, que estavam no meio do povo de Deus, que fizeram parte da jornada, mas não tinham raiz, não tinham fidelidade, não tinham obediência.
OS TRÊS QUE CHEGARAM
Os três que chegaram ao final da jornada representam aqueles que foram realmente fiéis. Eles eram soldados que tinham apenas uma única meta em suas mentes e corações:
agradar o Comandante, honrar a confiança que lhes foi dada e cuidar da presença de Deus (a planta) com zelo absoluto.
Eles não negociaram sua fidelidade, não se deixaram levar pelas ofertas do mundo, não se desviaram pelas necessidades naturais da carne, nem se contaminaram pelo ambiente ao redor.
Eles tinham determinação, temor de Deus e renúncia verdadeira.
Não foi fácil.
Eles enfrentaram fome, sede, frio, calor, dor, cansaço, pressões externas, tentações internas e ataques espirituais.
Mas não desistiram.
Foram soldados de verdade — fiéis até o fim.
Eles abriram mão de tudo para manter a planta viva, forte e com raízes profundas. E porque escolheram a fidelidade, chegaram ao destino e receberam a aprovação do Comandante.
A fidelidade desses três soldados é o cumprimento exato das Escrituras:
“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”
Apocalipse 2:10
“Porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.”
Mateus 7:14
“Mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.”
Mateus 24:13
Eles representam os poucos que acham a porta estreita, que são fiéis até a morte e que perseveram até o fim.
E porque permaneceram fiéis, receberam a aprovação de Deus — receberam a coroa da vida eterna.
🔶 CONCLUSÃO E APELO
Caro leitor, esta parábola não é apenas uma ilustração: é Deus falando com você.
Ele está revelando o caminho da vida eterna — e esse caminho se chama fidelidade.
A vida espiritual é uma batalha, uma guerra.
Por isso a Bíblia chama Jesus de General, e aqueles que O seguem são chamados de soldados.
Mas ninguém será aprovado diante de Deus se não for um soldado fiel, determinado e perseverante.
É preciso lutar, e lutar seriamente.
É preciso ter a disciplina, a determinação e o propósito de um soldado que vive exclusivamente para honrar o seu Comandante.
Deus está chamando você para:
viver com fidelidade,
conhecer e praticar a Palavra,
ser zeloso com a vida espiritual,
guardar o Espírito Santo dentro de você com honra, temor e obediência,
enfrentar as dificuldades e resistir às tentações,
permanecer firme até o fim.
Somente os valentes receberão a coroa da vida eterna.
O primeiro passo é se alistar no exército de Deus:
receber Jesus como Senhor, assumir um compromisso real com a Sua Palavra e receber o Espírito Santo, que é dado aos que O obedecem.
Depois, é caminhar até o fim da jornada — até o último dia da sua vida — para então apresentar diante do Senhor uma vida fiel, íntegra e perseverante.
Abandone definitivamente o pecado. Decida caminhar com Deus. E siga rumo à vida eterna.
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Mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.”
ResponderExcluirMateus 24:13 Mirtes