Título:
“Chamam de Deus, mas é o Diabo”
Versículo base (João 8:44)
“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando fala mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.”
Introdução:
As pessoas se enganam. A Bíblia, que é a revelação de Deus, foi dada justamente para tirar o homem do pecado e do engano. Porém, o engano é a escolha pelo mal, pelo pecado, pelo desejo carnal, pelo orgulho, pela hipocrisia, pela vaidade — no final, pela escolha pelo diabo. Jesus fala claramente sobre isso, e é exatamente sobre isso que vamos refletir.
A reflexão é a única maneira de compreender a verdade. O que o diabo faz é impedir que o homem reflita. Tudo o que a pessoa faz por impulso, sem reflexão, tende a ser errado.
Por isso, esta mensagem de Deus para você é uma chamada à reflexão: para que você não diga que é de Deus, sendo do diabo.
🟢 Jesus disse que aqueles religiosos eram filhos do diabo e não filhos de Deus.
“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando fala mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” João 8.44
Hoje, Jesus nos fala através da Bíblia. A Bíblia revela claramente quem é filho de Deus e quem é filho do diabo.
Não é a própria pessoa que decide de quem é. O que determina isso é Jesus, através da Sua Palavra.
Portanto, não adianta alguém se declarar filho de Deus se a Bíblia diz o contrário. O que prevalece é a verdade revelada por Jesus: quem é de Deus e quem é do diabo.
Embora religiosas, eram filhos do diabo
As pessoas a quem Jesus se referia eram religiosas. Elas declaravam com suas bocas que pertenciam a Deus, oravam, reuniam-se para cultuar a Deus, estavam no templo, ensinavam sobre Deus e tinham as Escrituras em suas mãos — mas ainda eram filhos do diabo.
Hoje, muitas pessoas também são religiosas. São cristãs, evangélicas, vão à igreja, oram, leem a Bíblia e falam de Jesus — mas ainda também são filhos do diabo.
Eles estavam enganados, achando que eram de Deus. Assim como muitos hoje estão nas igrejas, enganados, achando que são de Deus.
🔵 Jesus diz: por que eram filhos do diabo e não de Deus
Jesus diz que eles eram filhos do diabo porque queriam satisfazer os desejos do diabo.
Quem faz aquilo que o diabo deseja não é filho de Deus. Filho de Deus é quem vive para fazer a vontade de Deus.
A vontade do diabo é que o ser humano desobedeça a Deus, vá contra a Sua vontade e se oponha a Ele. Essa oposição teve sua manifestação inicial com Adão e Eva. Diante da Palavra de Deus, eles a desconsideraram para buscar glória para si mesmos.
Esse ato não foi apenas rejeitar a Palavra de Deus. Ao se voltarem para si, deixaram de observar a Palavra de Deus e se afastaram do propósito de Deus. Isso os afastou de Deus e do Seu propósito, levando-os a se oporem a Ele e a assumirem a mesma natureza do diabo, que é a natureza de oposição a Deus.
Por isso, eles se tornaram filhos do diabo, compartilhando a mesma natureza de seu pai.
A diferença entre o diabo e o ser humano
O diabo tem sua natureza definitivamente corrompida. Não há arrependimento para ele, pois está irremediavelmente afastado de Deus. Ele é um espírito mau, agindo desde o princípio pelo engano e pela mentira.
O ser humano, por outro lado, foi enganado pelo diabo. Ele desobedeceu a Deus, participando do pecado. Embora tenha agido assim por desprezar a Palavra de Deus, aceitar o orgulho e voltar-se para si mesmo em vez de voltar-se para Deus, existe uma saída para ele. Há possibilidade de arrependimento.
O sacrifício de Jesus Cristo possibilita que o ser humano se arrependa, transforme sua natureza de rebelião e viva em fidelidade a Deus. Por meio do sangue de Jesus derramado na cruz, a pessoa pode ser libertada do engano e do pecado, reconhecendo a verdade, obedecendo a Deus e alcançando a vida eterna.
Mas como o diabo inseriu o pecado?
A resposta é: através do engano. O homem foi enganado e, assim, caiu em pecado. Mas por que o homem foi enganado? Porque aceitou o orgulho, buscando a própria glória e trocando a vida para Deus pela vida para si mesmo.
Todo aquele que aceita o orgulho em sua vida, que busca glória para si e que não vive exclusivamente para a vontade de Deus, que não abre mão da própria vontade e não morre para si mesmo, jamais será filho de Deus.
Estes, que vivem em desobediência à vontade de Deus e em rebelião contra Ele, estão em oposição ao que Deus ensina. Devem abandonar o orgulho — que é a natureza do diabo —, morrer para todo orgulho e eliminar toda glória, reconhecimento ou exaltação para si mesmos, pois toda honra e toda glória pertencem exclusivamente a Deus. O homem nasceu pecador, e tudo de bom que recebe vem d’Ele. Buscar glória para si é, portanto, roubar de Deus aquilo que é exclusivamente d’Ele.
Além disso, deve morrer para a sua própria vontade, entregando-se a Deus. Quando Jesus Cristo morreu na cruz, Ele deu Sua vida para resgatar o homem. Sua vida é infinitamente mais preciosa porque Ele é Deus, mas Ele se entregou por nós. Portanto, o homem deve dar a sua vida a Cristo, não mais vivendo para a própria vontade, mas morrendo para si mesmo e vivendo somente para conhecer e fazer a vontade de Deus.
Quando Jesus Cristo morreu na cruz, Ele, sendo Deus, se fez homem e entregou a Sua vida por nós. Ele deu Sua vida mesmo sendo santo e perfeito, enquanto nós éramos maus, pecadores e afastados de Deus.
Se Ele, sendo quem é, deu a Sua vida por nós, por que nós não daríamos a nossa vida a Ele?
Se nossa vida, em seu estado natural, é corrompida pelo pecado, distante de Deus e sem mérito algum, qual razão teríamos para retê-la para nós mesmos?
A única resposta coerente diante do sacrifício de Cristo é morrer para nós mesmos, abandonar nossa própria vontade e viver somente para fazer a vontade de Deus.
“E Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.”
2 Coríntios 5:15
🔵 Os que se acham filhos de Deus
Uma pessoa pode acreditar que é filha de Deus, mas esta afirmação só é verdadeira quando sua vida está em plena concordância com o padrão bíblico, com aquilo que Jesus definiu como sendo um verdadeiro filho de Deus. Fora disso, é engano. E esse é justamente um dos maiores propósitos do diabo: fazer com que o ser humano pense que pertence a Deus, mesmo ainda não morrendo para o pecado, não morrendo para a sua própria vontade, para qualquer tipo de exaltação a si próprio; ainda tendo a natureza do orgulho, que é a natureza do diabo, e o espírito de rebelião; quando ainda não tem um compromisso de fidelidade a Deus, custe o que custar.
Esse engano mantém a pessoa morta espiritualmente e condenada, porque ela cria um conceito próprio de “ser de Deus” que não se encaixa na Bíblia. O padrão bíblico é muito mais elevado. Não existe filho de Deus sem ter a natureza de Deus.
Hoje, os valores foram trocados. Aquilo que Deus chama de pecado, muitos chamam de bem. Aquilo que as pessoas chamam de amor, muitas vezes é contrário à Palavra. E assim, pessoas que ainda têm a natureza do diabo acreditam ter a natureza de Deus. Mas isso é engano — o mesmo engano que nasce do orgulho, da busca por glória para si mesmo e da troca da vontade de Deus pela vontade própria vontade.
“Essa troca da vontade de Deus pela vontade própria muitas vezes não é percebida, porque é camuflada pelo engano do diabo. Ele não apresenta a rebelião como rebelião, nem o pecado como pecado; ao contrário, ele alimenta o ego humano, fazendo a pessoa sentir-se ‘boa’, ‘correta’ e ‘de Deus’, mesmo sem ter morrido para sua própria vontade. O diabo trabalha na mente, produzindo justificativas, autoengano e uma falsa sensação de espiritualidade, para que a pessoa negue sua verdadeira condição. Assim, a pessoa continua vivendo para si, mas convencida de que está vivendo para Deus.”
✨ Nas igrejas de hoje, dos últimos dias, o engano prevalece.
Não se fala a verdade sobre pecado e nem sobre o inferno.
Os púlpitos estão cheios de falsos profetas que pregam para agradar o ouvinte, para encher templos, para ganhar seguidores e manter o povo feliz com aquilo que escuta.
Pregam um evangelho diferente: sem renúncia, sem arrependimento, sem confronto com o pecado, sem cruz e sem santidade.
E assim, as pessoas acreditam ser de Deus quando estão caminhando a passos largos para o inferno.
“Porque virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si mestres segundo as suas próprias concupiscências;e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.”
📖 2 Timóteo 4:3–4
🟣 A Palavra de Deus fere o religioso que vive no engano
Jesus, que é a Palavra de Deus, não tem compromisso com a aparência, com o melindre ou com a sensibilidade do religioso. Ele não suaviza a verdade para não ferir, porque a verdade não é má: a verdade destrói o engano. A Palavra de Deus é espada que corta, martelo que despedaça, luz que expõe as trevas e mostra a real condição do coração.
A diferença é clara nas Escrituras:
Aos quebrantados, aos que reconhecem que estão sujos pelo pecado e perdidos, Jesus fala com misericórdia, cura e perdão.
Mas aos religiosos, que se acham filhos de Deus, enquanto têm a natureza do diabo, Jesus fala da forma mais dura possível. Por quê? Porque o coração enganado, orgulhoso e cheio de justiça própria está mais cego do que aquele que já sabe que está caído. A dureza é necessária para quebrar a mentira, destruir o orgulho e expor o verdadeiro estado da alma.
A Palavra de Deus não foi feita para confortar quem está acomodado no engano — ela veio para destruir o engano, arrancar máscaras, esmagar o orgulho, revelar o pecado e chamar ao arrependimento. Por isso ela fere. Ela não fere para matar — ela fere para curar. Mas o religioso odeia essa ferida, porque o orgulho não aceita ser confrontado.
Jesus, ao revelar a verdade, quebrava o orgulho religioso, expunha o pecado oculto e destruía a falsa aparência de santidade. Por isso, os religiosos se revoltavam contra Ele. A Palavra de Deus não confirmava sua justiça própria, não aplaudia sua aparência espiritual — ela os expunha. E o orgulho deles não suportava isso.
Foram os religiosos que crucificaram Jesus.
Não foram as prostitutas, os ladrões, os cobradores de impostos ou os viciados.
Esses, quando ouviram a verdade, reconheceram seu estado e se arrependeram.
Mas os religiosos não suportaram a luz, porque a luz revelava quem realmente eram.
E, na história, diante de Jesus vivo, foram os líderes religiosos quem acusaram, conspiraram, perseguiram e entregaram o Filho de Deus para ser morto.
E hoje não é diferente.
Os maiores inimigos do verdadeiro evangelho não são os que estão no mundo, mas os religiosos que carregam o nome de Deus sem terem a natureza de Deus.
São eles que rejeitam a verdade, resistem ao arrependimento, defendem tradições humanas, e impedem que outros conheçam o evangelho verdadeiro.
Da mesma forma que no passado, o orgulho religioso continua sendo o obstáculo que mais se levanta contra a Palavra de Deus.
“Os religiosos se opõem à verdadeira pregação do Evangelho porque se julgam guardiões da verdade, quando na realidade guardam a mentira e o engano, sendo que a verdade de Deus destrói os seus egos, os quais eles amam e protegem.”
“Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” Mateus 15:8
“Professam conhecer a Deus, mas negam-no com as obras.” Tito 1:16
“Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Afasta-te também destes.” 2 Timóteo 3:5
“Haverá também entre vós falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias destruidoras, e até negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.” 2 Pedro 2:1
✅ CONCLUSÃO E APELO
Muitos estão morrendo e indo para o inferno, enganados, e lá se decepcionarão, porque não deram ouvidos à verdade.
E por que não deram ouvidos à verdade?
Porque o orgulho os impediu de reconhecer quem Deus é e quem eles realmente são.
O orgulho é a natureza do diabo. O orgulho leva ao pecado, ao engano e à morte.
Mas é uma questão de escolha:
“Porquanto, qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado;e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado.” cLucas 14:11
🔹 Não diga que é de Deus:
● sem ter morrido para o pecado;
● sem ter passado pelas águas e sido enterrado no batismo do arrependimento;
● sem estar se reunindo como Igreja para cultuar a Deus;
● sem estar recebendo o ensino da Palavra de Deus junto com a Igreja;
● sem estar conhecendo e levando a mensagem de salvação;
● sem estar vivendo uma vida de transformação, santificação pelo conhecimento da Palavra de Deus.
Caso contrário, você estará iludido, enganado e condenado.
Humilhe-se, para que no final da sua vida você seja exaltado por Deus.
📖 1 Pedro 5:6
“Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte.”
Lembre-se: a necessidade que você tem de conhecer e fazer a vontade de Deus deve ser infinitamente maior que a necessidade de respirar. Caso contrário, você estará negando quem Deus é; estará negando a Deus.
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