segunda-feira, 17 de agosto de 2026

O JESUS EXALTADO E O JESUS REJEITADO - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - bíblia - rejeição - salvação - condenação - doutrina - ilusão


O JESUS EXALTADO E O JESUS REJEITADO

Texto-base: João 12:48

“Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia.”


Introdução

Haverá um dia em que toda a verdade será manifestada. Naquele dia, não haverá mais espaço para o engano, para as aparências ou para aquilo que os homens imaginaram ou construíram ao longo da vida. Tudo será colocado diante da verdade.

Vivemos, porém, em um mundo marcado por uma grande batalha: a batalha entre a verdade e o engano. As Escrituras nos alertam que existe um inimigo da verdade, chamado diabo, aquele que Jesus identificou como “pai da mentira” (João 8:44). Seu propósito é enganar, afastando o homem daquilo que Deus revelou como verdadeiro.

E é justamente nesse cenário que precisamos tratar de uma questão de importância eterna: a realidade sobre a pessoa de Deus e, particularmente, sobre a pessoa de Jesus Cristo.

Muitos falam sobre Jesus. Muitos o exaltam. Muitos afirmam amá-lo, adorá-lo e reconhecê-lo como Senhor. Mas, diante de tudo aquilo que é apresentado como verdade sobre Jesus, existe uma questão que precisa ser cuidadosamente examinada.

Quem é, de fato, o Jesus que está sendo exaltado?

É sobre essa questão que iremos entrar a partir de agora.

Porque não estamos tratando de um assunto meramente religioso, filosófico ou teórico. Estamos tratando de uma questão que diz respeito ao destino eterno do ser humano.

E nós não sabemos quando chegará a nossa última hora. Por isso, enquanto ainda temos oportunidade, precisamos conhecer a verdade e examiná-la à luz das Escrituras.

É nesse contexto que vamos compreender a diferença entre O Jesus Exaltado e O Jesus Rejeitado.


1. O JESUS EXALTADO

Jesus é conhecido e reconhecido como Deus que veio ao mundo em carne, aquele que derramou o seu sangue na cruz, morreu pelos pecados e ressuscitou. É reconhecido o Jesus revelado nas Escrituras, aquele que teve doze discípulos e cuja história, seus ensinamentos, suas obras, sua morte e sua ressurreição estão registrados na Bíblia.

O cristianismo é professado e declarado. A frequência à igreja, a oração, a leitura da Bíblia, a participação nos cultos, a adoração e o serviço a Jesus fazem parte da vida cristã. Crê-se sinceramente naquilo que é professado e entende-se estar seguindo e adorando a Jesus Cristo.

Porém...

Existe uma verdade fundamental que precisa ser conhecida.

E toda essa realidade não pode se sobrepor à verdade que precisamos tratar. Existe uma verdade que precisa ser compreendida e que possibilita a verdadeira comunhão com Deus e resulta na vida eterna com Ele.

Esta verdade resguardará aqueles que a conhecerem e a receberem de uma terrível decepção no último dia, quando muitos descobrirão que aquilo que julgavam suficiente não os colocou em verdadeira comunhão com Deus.

O próprio Jesus advertiu sobre esse momento:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.”

Mateus 7:21-23

Há zelo por Deus. Há fervor. Há paixão. Há emoção no culto. Há entrega da vida ao serviço de Deus. Há amor por Deus e uma disposição de viver para Ele.

Existe, portanto, um zelo profundo por Deus.

Mas o apóstolo Paulo faz uma afirmação que precisa ser considerada com toda seriedade:

Porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não com entendimento.”

Romanos 10:2

Isso nos mostra que zelo, fervor, paixão, emoção, amor, serviço e dedicação não são suficientes para estabelecer que aquilo que se crê está de acordo com a verdade.

Pode-se adorar, servir e amar profundamente um deus que foi formado no coração e na compreensão humana, mas que não se harmoniza com aquilo que Deus revelou nas Escrituras.

Por isso, a questão não é apenas quanto se ama, quanto se adora ou quanto se serve.

Porque eu quero misericórdia, e não sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.”

— Oséias 6:6

Deus estava mostrando ao seu povo que não bastava oferecer sacrifícios, praticar atos religiosos e honrá-lo exteriormente. O que Deus desejava era que o seu povo o conhecesse verdadeiramente e vivesse de acordo com esse conhecimento.

A questão fundamental é:

Quem é o Deus que está sendo amado, adorado e servido?

E é exatamente essa verdade que precisamos examinar à luz das Escrituras.

Quando o Deus verdadeiro é rejeitado, aquilo que ocupa o seu lugar não é o Deus verdadeiro. O homem passa a conceber uma compreensão de Deus diferente daquela que Deus revelou. E, quando essa compreensão passa a ser objeto de fé, devoção e adoração, estamos diante de um falso conceito de deus.



2. O JESUS REJEITADO

Jesus é reconhecido, seus ensinamentos são reconhecidos e suas palavras são recebidas. Porém, existe uma seletividade daquilo que se deseja ouvir e daquilo que não se deseja ouvir. Essa seletividade está relacionada à preservação da própria vida, da própria vontade, dos próprios interesses e daquilo que se deseja conservar. E é esse sentimento que conduz à rejeição da verdade que vem de Deus.

Não se trata necessariamente de uma rejeição deliberada de Jesus. Trata-se de uma rejeição daquilo que, vindo de Jesus, confronta aquilo que se deseja preservar.

Há um Jesus que incomoda. Há um Jesus que impede que o homem viva a vida que deseja viver. Há um Jesus que traz sofrimento, luta e renúncia. Há um Jesus que apresenta uma taça que não queremos beber.

Diante desse Jesus, o ser humano passa a preservar aquilo que lhe é suportável e a rejeitar aquilo que lhe confronta. Passa a buscar em Jesus aquilo que deseja, aquilo que lhe convém e aquilo que pode acomodar à própria vontade, em vez de receber aquilo que Jesus verdadeiramente revela e exige.

Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” — João 6:60

Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele. Disse então Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.” — João 6:66-68

Se o homem não reconhecer em Deus a sua grandiosidade, a sua soberania, a sua imutabilidade, a sua exclusividade e a sua integralidade, e não tiver disposição para morrer para si mesmo, abrir mão da própria vontade e viver exclusivamente para Deus, compreendendo que foi criado para a vontade de Deus, ele acaba se perdendo.

Ao não reconhecer quem Deus verdadeiramente é, o homem se desvia da verdade e cria para si uma ilusão. Pode amar esse deus, pode ter fervor e paixão por conhecê-lo, pode dedicar sua vida ao deus que concebeu em seu coração e acreditar sinceramente que está servindo a Deus.

Mas, ao desconsiderar a Palavra de Deus, ou não ser integro e fervoroso para com ela, desconsidera o próprio Deus que nela se revela e torna-se vítima do engano.

Porque não é o homem que determina quem Deus é. É Deus quem determina quem Ele é, e é a sua Palavra que revela essa verdade.

Quando o homem mantém o orgulho e não abre mão de si mesmo, da sua própria vontade e da direção da sua própria vida, ele se engana a respeito de Deus. Isso acontece porque o Deus verdadeiro é aquele que deve dirigir completamente a vida do ser humano. Ele deve ocupar todo o lugar de governo, de direção e de exaltação na vida do homem.

Portanto, enquanto o homem não morreu para a sua própria vontade e para a sua própria exaltação, ele não reconhece quem Deus realmente é. E, não reconhecendo quem Deus realmente é, ele cria para si um deus diferente, um deus que se ajusta àquilo que ele deseja preservar, àquilo que deseja ouvir e àquilo que deseja viver. Ele limita a voz de Deus, seleciona aquilo que quer ouvir e seleciona aquilo que quer crer e viver.

Ao contrário, aquele que reconhece a majestade, a soberania e a grandiosidade de Deus morre para si mesmo e para a sua própria vontade. Ele passa a ter fome e sede da vontade de Deus, deseja obedecê-lo em tudo e coloca a sua vida sob o governo de Deus.

Então, o Espírito Santo passa a habitar nele, guiando-o em toda a verdade. E quanto mais conhece a Deus, mais deseja a sua Palavra; quanto mais conhece a sua Palavra, mais deseja obedecer à sua vontade.

Assim, a vontade do homem não ocupa mais o lugar que pertence a Deus. É Deus quem governa, é Deus quem dirige, é Deus quem é exaltado, e é a sua verdade que determina o caminho do homem.

Aquele que é fervoroso tem paixão, dedicação, amor e serviço. Pode ser extremamente fervoroso. Entretanto, sua condição é diferente: ele ainda não morreu para a própria vida, para a própria exaltação e para a própria vontade. Por isso, é seletivo para com a revelação de Deus.

Sua condição não o possibilita ser plenamente guiado pelo Espírito Santo em toda a verdade. Ele recebe, ouve e vive aquilo que está de acordo com aquilo que sua própria condição permite. E, quando passa a selecionar aquilo que deseja receber, ouvir, crer e viver, ele começa a alterar a revelação de Deus.


Nesse momento, embora pense estar tratando com o Deus verdadeiro, já não está mais tratando com o Deus verdadeiro conforme Ele se revelou. Ao alterar, selecionar ou deixar de ouvir aquilo que Deus revelou, ele altera a própria concepção de quem Deus é. E, ao fazer isso, deixa de cultuar, de adorar e de servir ao Deus verdadeiro, passando a cultuar, adorar e servir àquilo que sua própria compreensão estabeleceu, ao Deus que lhe parece mais razoável segundo a sua percepção.

É por isso que Paulo declara:

Porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não com entendimento.”

Romanos 10:2

O que falta é o zelo pela Palavra de Deus. Porém, esse zelo pela Palavra é impedido pelo próprio estado do homem: seu orgulho, seu ego e o alto conceito que mantém a respeito de si fazem com que a sua própria opinião interfira naquilo que Deus revelou. E, quando a opinião do homem passa a interferir na revelação de Deus, ele deixa de recebê-la integralmente e passa a selecionar, limitar ou alterar aquilo que Deus revelou. Por isso, o verdadeiro zelo pela Palavra de Deus exige que o homem renuncie ao orgulho, ao ego e à própria opinião, para receber a verdade de Deus como ela foi revelada. O verdadeiro fervor deve estar voltado para o Deus que a Bíblia revela, sem alteração, sem seleção e sem adaptação à vontade humana.


3. A COMUNHÃO COM O DEUS VERDADEIRO

A verdadeira comunhão com Deus não é estabelecida simplesmente pela declaração de fé, pelo fervor, pela dedicação ou pela participação religiosa. Ela está diretamente relacionada à condição espiritual daquele que se aproxima de Deus.

João afirma:

Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.”   — 1 João 1:7

Andar na luz significa viver na verdade que Deus revelou. A luz não é aquilo que o homem escolhe considerar verdadeiro; a luz é aquilo que Deus revelou. Por isso, o salmista declara:

Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.”  — Salmos 119:105

A Palavra de Deus é luz. Portanto, andar na luz é andar segundo a Palavra de Deus.

É nesse contexto que precisamos compreender o novo nascimento. Aquele que verdadeiramente nasceu de novo recebeu uma nova natureza e passou a ser habitado pelo Espírito Santo. E o Espírito Santo não conduz o homem para uma verdade construída segundo sua própria vontade, mas o guia em toda a verdade.

O homem que nasceu verdadeiramente de novo reconhece quem Deus é. Reconhece sua própria condição diante da majestade de Deus, abandona o governo de si mesmo, morre para o seu ego, para o orgulho, para a própria exaltação e para a própria vontade. Sua vida passa a estar submetida à vontade de Deus e à sua Palavra.

Por isso, ele não procura moldar Deus à sua compreensão. Ele se submete àquilo que Deus revelou.

E, quando há essa submissão à verdade, há comunhão.

Comunhão com Deus, comunhão com a Palavra e comunhão com aqueles que também andam na luz.

A própria Escritura estabelece essa relação: andar na luz produz comunhão, e nessa comunhão está o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, que nos purifica de todo pecado.

Portanto, não podemos separar a comunhão com Deus da verdade de Deus. Não podemos afirmar que estamos em comunhão com Deus enquanto rejeitamos, selecionamos, limitamos ou alteramos aquilo que Ele revelou.

Quando o homem deixa de andar na luz da Palavra, a comunhão é rompida. E se ele, mesmo assim, continua fervoroso, continua adorando, continua servindo e continua afirmando que conhece a Deus, seu fervor não é uma prova de que está em comunhão com o Deus verdadeiro.

Ao contrário, sua própria condição revela que alguma coisa está errada: ele não está andando na luz.

E, se não está andando na luz, está fora da verdade que Deus revelou.

É nesse ponto que também precisamos compreender a seriedade da heresia. A heresia não é simplesmente uma diferença de opinião religiosa. Quando aquilo que Deus revelou é alterado, rejeitado, selecionado ou substituído pela compreensão humana, a verdade é corrompida. E, quando a verdade é corrompida, o homem deixa de permanecer na revelação de Deus.

Assim, pode existir fervor sem comunhão verdadeira. Pode existir dedicação sem comunhão verdadeira. Pode existir serviço sem comunhão verdadeira.

Porque a verdadeira comunhão não é determinada pela intensidade da devoção do homem, mas pela sua permanência na luz da verdade de Deus.

E é justamente por isso que o novo nascimento é indispensável. O homem precisa nascer de novo, receber o Espírito Santo e ser conduzido por Ele em toda a verdade. Somente então poderá permanecer na luz, andar na verdade e viver em verdadeira comunhão com Deus.

Porque o Deus que salva, o Deus que purifica do pecado e o Deus que concede a vida eterna é o Deus verdadeiro — não aquele que o homem adapta à sua própria vontade, mas aquele que se revelou nas Escrituras




CONCLUSÃO E APELO

Caro leitor, agora você precisa tomar uma decisão. Não basta conhecer essa verdade; é preciso tomar uma posição.

Jesus disse:

“Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.” — Mateus 16:25

Você precisa abrir mão da sua própria vida: da sua vontade, da sua exaltação, dos seus desejos e daquilo que ainda faz com que você selecione, limite ou rejeite aquilo que Deus revelou.

Não dá para ficar você e Deus. É um ou outro.

Morrer para si é deixar de colocar a sua vontade, o seu desejo, o seu orgulho e a sua pré-compreensão como medida daquilo que Deus revelou. É deixar de buscar para si honra, glória e exaltação, porque toda a honra, toda a glória e toda a exaltação pertencem exclusivamente a Deus. Enquanto o homem ainda busca para si aquilo que pertence exclusivamente a Deus, sua própria condição interfere na maneira como recebe a revelação de Deus, e isso altera a sua compreensão a respeito de quem Deus é.

Ele seleciona aquilo que deseja ouvir, acolhe aquilo com que concorda e rejeita aquilo que o confronta. E, sem perceber, passa a servir a um deus moldado segundo aquilo que deseja receber, ouvir, crer e viver.

Ele pode ser fervoroso, adorar, cantar, chorar, servir e dedicar sua vida àquilo que acredita ser Deus. Mas o fervor, por si só, não demonstra que ele está na verdade.

Por isso, morrer para si é nascer para Deus.

E aquele que verdadeiramente morreu para si passa a ter zelo pela Palavra de Deus. Deseja conhecê-la, obedecê-la e ser fiel a ela. Não a seleciona, não a limita e não coloca sua própria compreensão acima daquilo que Deus revelou.

Essa é a marca daquele que morreu para si e nasceu para Deus: seu zelo é pela Palavra, porque nela conhece o Deus verdadeiro e vive exclusivamente para a sua vontade.

Decida-se hoje, enquanto ainda é tempo, a perder a sua vida por amor a Cristo, porque somente assim você poderá alcançar a vida eterna e declarar, com a própria vida, quem realmente Deus é para você.




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