O especialista de próstata que não era pai
Havia um médico considerado a maior sumidade do mundo em determinado tipo de problema grave da próstata. Era reconhecido como o número um, o maior especialista naquela área. Quando alguém enfrentava um problema muito sério relacionado à próstata, procurava aquele médico, porque sabia que estava diante de alguém com conhecimento e capacidade extraordinários.
Mas havia um rapaz que dizia ser filho daquele médico.
Sua mãe havia namorado aquele homem muitos anos antes. Depois, ela engravidou. Entretanto, ela nunca soube com certeza quem era o pai da criança.
O rapaz cresceu acreditando que aquele médico era seu pai.
Ele dizia para todos:
“Aquele homem é meu pai.”
Ele acreditava nisso sinceramente.
Certo dia, porém, o rapaz descobriu que tinha um problema gravíssimo na próstata e precisava de uma cirurgia.
Então pensou:
“Eu não preciso me preocupar. O melhor médico do mundo é meu pai.”
Ele procurou o médico e disse:
— Pai, eu preciso que o senhor faça uma cirurgia em mim.
Mas o médico respondeu:
— Eu não sou seu pai.
O rapaz ficou surpreso.
— Como não? Minha mãe namorou com o senhor! Eu sempre acreditei que o senhor fosse meu pai!
O médico respondeu:
— Você pode ter acreditado nisso durante toda a sua vida. Mas acreditar não faz com que isso seja verdade. Você não é meu filho.
O rapaz então percebeu que havia uma diferença entre aquilo que ele acreditava e aquilo que era verdade.
Se ele fosse realmente filho daquele médico, o pai faria tudo o que estivesse ao seu alcance para salvá-lo, inclusive realizar gratuitamente aquela cirurgia.
Mas ele não era filho.
Por isso, não poderia reivindicar para si aquilo que o pai reservaria ao próprio filho.
E, como o médico não realizou a cirurgia, o rapaz acabou buscando um médico publico, mas que não era tão bom e acabou morrendo.
O fato de alguém desejar alguma coisa, acreditar nela ou querer muito ser aceito dentro de determinada condição não transforma essa condição em realidade. Uma fé errada pode trazer consequências jamais esperadas.
Reflexão
Aqui está a relação entre a história e a realidade espiritual.
Se aquele médico tivesse realmente um filho diante daquela situação, ele faria tudo o que estivesse ao seu alcance para preservar a vida do próprio filho. Ele colocaria à disposição do filho todo o conhecimento, toda a capacidade e todos os recursos que estivessem dentro de suas possibilidades.
Isso porque existe uma relação de filiação e, consequentemente, uma responsabilidade daquele pai para com seu filho.
Da mesma forma, Deus dá vida aos seus filhos.
E não estamos falando apenas da vida presente. Deus tem poder sobre a morte e, depois da morte, dará a vida eterna aos seus filhos. A ressurreição demonstra que a morte não é um obstáculo para aquele que tem poder absoluto sobre a vida.
Jesus disse:
“Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.”
(João 5:24)
Assim como aquele médico faria tudo o que estivesse ao seu alcance para preservar a vida de seu verdadeiro filho, Deus dará a vida eterna aos que verdadeiramente são seus filhos.
Porém, há também o outro lado da comparação.
Assim como aquele médico não realizou a cirurgia naquele jovem porque ele não era seu filho, Deus também não dará a vida eterna àqueles que não são seus filhos.
O médico não tinha aquela mesma relação de filiação com o rapaz. Ele possuía seu próprio trabalho, suas responsabilidades, seus compromissos e outros pacientes. Não havia naquela relação a responsabilidade que existiria se aquele jovem fosse realmente seu filho.
E isso nos leva a uma verdade espiritual muito séria: Deus não tem compromisso de conceder a vida eterna àqueles que permanecem separados dele e não pertencem a Cristo.
Aquele que morre sem Cristo, sem a salvação e sem a verdadeira filiação com Deus não pode reivindicar a vida eterna simplesmente porque durante a vida dizia:
“Deus é meu Pai.”
Assim como o jovem da história acreditava ser filho do médico, mas não era, muitas pessoas acreditam que são filhas de Deus sem que Deus as reconheça como seus filhos.
E a consequência será terrível se essa descoberta acontecer somente no final da vida.
Mas o que é preciso para realmente ser filho de Deus e ter a vida eterna, e receber a vida de Deus?
É necessário compreender que todos nós nascemos afastados de Deus por causa do pecado e precisamos receber Jesus Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas, abandonando o pecado, que é o mal.
Porque Deus não pode dar vida ao mal. O pecado é o mal. E o homem, quando peca, insubordina-se, não reconhece quem Deus é, rebela-se contra Deus e permanece em um estado de pecado.
O pecado não é apenas uma ação específica; ele é um estado de rebelião contra Deus que produz ações pecaminosas.
A Bíblia diz:
“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome.”
(João 1:12)
Mas essa fé precisa produzir uma nova vida. É necessário morrer para o pecado:
“Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?”
(Romanos 6:2)
Deus não pode dar vida ao mal porque o mal é contrário à sua natureza e à sua vontade:
“Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade, nem contigo habitará o mal.”
(Salmos 5:4)
Portanto, existem duas posições: estar em Cristo e permanecer fiel a Ele, ou permanecer separado de Cristo e no pecado.
Jesus declarou:
“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”
(Apocalipse 2:10)
E a Bíblia apresenta o princípio da colheita:
“Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.”
(Gálatas 6:7)
O mal colherá aquilo que lhe é próprio. Quem permanece no mal não pode esperar colher a vida que pertence àqueles que estão em Cristo.
Assim, essa reflexão nos mostra que não basta apenas acreditar ou supor uma condição espiritual. É necessário estar verdadeiramente em Cristo, conforme Deus estabelece.
O médico daria vida ao seu verdadeiro filho, dentro daquilo que sua condição humana lhe permitisse. Deus, porém, tem poder absoluto sobre a vida e a morte e dará a vida eterna aos seus verdadeiros filhos.
Mas aqueles que não são seus filhos, que permanecem separados dele e morrem sem Cristo, não podem reivindicar aquilo que Deus prometeu aos que lhe pertencem.
Por isso, a pergunta mais importante é:
“Eu sou verdadeiramente filho de Deus? Já morri para o pecado, que separa o ser humano de Deus?”
Já mudei a minha natureza através do abandono definitivo do pecado e de um compromisso de fidelidade absoluta a Deus?”
“Estou seguindo fielmente os ensinamentos de Cristo?”
Caro amigo leitor, não se iluda com aquilo que não tem fundamento na revelação de Deus, que é a Bíblia Sagrada. Tome uma decisão enquanto há tempo, antes que a morte venha lhe chamar e você não tenha como Pai o Médico que pode lhe dar a vida eterna.
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