quinta-feira, 13 de agosto de 2026

AQUILO QUE VOCÊ NÃO QUER OUVIR QUE O LEVARÁ À CONDENAÇÃO - o que a biblia diz / esboço / pregação / estudo bíblico - bíblia - casamento - novo casamento - salvação - condenação - doutrina - ilusão

 

Aquilo que você não quer ouvir, que o levará à condenação

Texto-base: Zacarias 7:11

“Eles, porém, não quiseram escutar, e deram o ombro rebelde, e ensurdeceram os seus ouvidos, para que não ouvissem.”

Introdução

Caro amigo leitor, você está vivendo a sua vida, possui a sua fé, as suas convicções, os seus planos e a maneira como compreende a si mesmo e o mundo ao seu redor. Você construiu, ao longo da vida, uma compreensão sobre quem você é, sobre aquilo que acredita e sobre a maneira como deve viver.

Talvez você esteja satisfeito com a sua vida, com as suas escolhas e até mesmo com a sua relação com Deus. Você possui uma avaliação própria da sua condição e, dentro daquilo que compreende, considera que está tudo bem.

E, quando alguém está satisfeito com aquilo que possui, talvez a última coisa que queira é ouvir algo que venha contrariar suas convicções, questionar suas escolhas ou colocar em risco aquilo que considera certo e seguro.

Mas existe uma verdade que não nasce daquilo que pensamos, desejamos ou consideramos correto.

Existe a verdade de Deus.

E quando a verdade de Deus entra em choque com aquilo que o homem pensa, deseja ou decidiu preservar, surge uma escolha da qual ninguém poderá fugir para sempre.

É justamente nesse momento que precisamos compreender o significado destas palavras:

“Aquilo que você não quer ouvir, que o levará à condenação.”

Portanto, ouça a verdade, ainda que ela lhe seja desagradável.


Veja a sua história

Caro amigo leitor, talvez você seja uma pessoa que busca a Deus. Você ora, procura viver corretamente, é uma pessoa honesta e procura fazer o bem. Como qualquer pessoa, você também erra, mas continua buscando a Deus e desejando viver de maneira correta.

Um dia, você desejou constituir uma família. Casou-se, teve filhos e acreditou que havia encontrado alguém com quem poderia construir uma vida, compartilhar seus sonhos e viver uma aliança.  


Você amou. Você tentou. Você lutou para preservar a sua família e fez aquilo que estava ao seu alcance para manter o casamento.

Mas as coisas não aconteceram como você esperava.

A convivência foi se tornando difícil. Vieram os conflitos, as decepções, o sofrimento e, talvez, até mesmo a infidelidade. Apesar dos seus esforços, chegou um momento em que aquela união se tornou, para você, impraticável.

Então veio a separação.


Depois da separação, porém, permaneceu em você o desejo de ter alguém ao seu lado. Você queria compartilhar a vida com alguém, amar e ser amado, ter companheirismo, carinho, intimidade e viver novamente uma relação conjugal.

Você acreditou que Deus não desejaria que continuasse vivendo aquele sofrimento. Afinal, você havia tentado preservar aquela união, havia lutado, suportado muitas coisas e feito a sua parte.

Então você conheceu alguém.

Houve aproximação, carinho, companheirismo e sentimentos que eram verdadeiros. Você creu ter encontrado alguém diferente, alguém que realmente o(a) amava e a quem você também amava.

E você começou uma nova vida.

Hoje, você está feliz. Você encontrou alguém que o(a) compreende, que o(a) ama, e vocês vivem uma vida de cumplicidade, companheirismo e carinho. Os anos se passaram, e essa relação foi amadurecendo e se fortalecendo cada vez mais. É como se você tivesse passado toda a sua vida ao lado dessa pessoa, como se ela fosse a pessoa certa que você deveria ter encontrado para construir a sua vida.

Juntos, vocês construíram uma boa vida. Vocês procuram viver a fé cristã dentro da realidade de vocês, procuram honrar a Deus segundo aquilo que compreendem e estão felizes com a vida que construíram.

E, para vocês, é isso que importa.

Vocês têm o reconhecimento da sociedade. Têm a aprovação das pessoas que convivem com vocês. Têm, inclusive, a aprovação da igreja. E, acima de tudo, têm a aprovação das próprias consciências. Vocês estão em paz com a vida que escolheram viver.  

Esta é a sua vida.

Porém, para que essa vida não esteja fundamentada apenas na aprovação da sociedade, da igreja, da própria consciência e naquilo que o próprio relacionamento traz para vocês, é importante ouvir aquilo que Deus tem para dizer.

Porque, ouvindo a Palavra de Deus, essa aprovação não ficará apenas no âmbito daquilo que foi apresentado até aqui. É preciso ter a certeza de que existe um fundamento maior: a Palavra de Deus.

Porque, no final da vida, a verdade sempre prevalecerá.

Por isso, é importante ouvir aquilo que Deus tem para falar através da sua Palavra, que é a Bíblia, sobre esta sua vida.

Esta mensagem traz para você a visão de Deus para a sua vida.

Portanto, ouça a verdade, ainda que ela possa lhe ser desagradável.


1. O valor da Palavra de Deus

Antes de prosseguirmos, precisamos compreender o valor da Palavra de Deus.

A Bíblia não é simplesmente um livro religioso. É a Palavra de Deus, o próprio Deus falando ao homem. Nela encontramos a vontade de Deus para a nossa vida, a orientação daquele que nos criou e conhece perfeitamente aquilo de que precisamos.

A Escritura declara:

Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.”

— 2 Timóteo 3:16

A Palavra de Deus ensina, orienta, corrige e instrui. Ela é suficiente para nos conduzir no caminho que Deus estabeleceu.

O salmista declara:

A lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma.”

— Salmos 19:7

A Palavra de Deus é perfeita porque procede de um Deus perfeito. Ela é santa porque procede daquele que é santo. E a vontade de Deus para nós é boa, perfeita e agradável, como declara Paulo:

E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

— Romanos 12:2

Portanto, aquilo que Deus estabeleceu em sua Palavra não deve ser tratado como algo comum. A Palavra de Deus possui autoridade absoluta porque o próprio Deus é absolutamente soberano.

Diante da Palavra de Deus não existe possibilidade de o homem manter a sua própria posição, o seu próprio entendimento ou aquilo que deseja como se isso tivesse valor independente. A Palavra de Deus não é negociável, não é relativa e não se submete à vontade humana. É a vontade de Deus que julga e confronta toda vontade humana.

E é exatamente por isso que a Palavra de Deus deve ser obedecida, custe o que custar. Não há alternativa, não há opção, não há espaço para uma vida que se diga de Deus e, ao mesmo tempo, rejeite aquilo que Ele ordena.

Não obedecer à Palavra de Deus é negar a autoridade daquele que falou. É rejeitar o direito de Deus de governar todas as coisas, inclusive nossas vidas. É, na prática, negar quem Deus é: soberano absoluto, dono de tudo e de todos.

Além disso, rejeitar a Palavra de Deus também é negar o sacrifício de Jesus Cristo. Pois Jesus não morreu para que continuássemos presos ao pecado ou à nossa própria vontade, mas para nos libertar do pecado que conduz à condenação eterna e nos conduzir à obediência a Deus.

Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”

— João 3:36

Por isso, não existe opção legítima de não ser fiel à Palavra de Deus. Quem pertence a Cristo não pode viver em oposição àquilo que Ele mesmo revelou. A fidelidade à Palavra não é uma escolha entre outras: é a única resposta coerente diante de Deus e do sacrifício de Jesus.


A disposição do coração diante da Palavra de Deus

É indispensável, ao colocarmos a nossa vida diante da Palavra de Deus, que não estejamos mais vivos para a nossa própria vontade, para que possamos compreendê-la. Caso contrário, o engano se fará presente.

Em vez de compreendermos a Palavra de Deus segundo a direção do Espírito Santo, a interpretaremos segundo a nossa própria vontade, procurando nela aquilo que desejamos encontrar.

A Escritura declara:

Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.”

2 Timóteo 3:16

Portanto, é indispensável sinceridade e honestidade em nossos corações diante da Palavra de Deus, para que não venhamos buscar aquilo que nos agrada, mas buscar a vontade de Deus, custe o que nos custar.


2. Para se entender a Palavra de Deus

O entendimento das Escrituras não depende simplesmente da capacidade intelectual, da tradição religiosa ou daquilo que cada pessoa deseja compreender. O entendimento das doutrinas bíblicas vem do Espírito Santo.

Seja o entendimento a respeito do casamento, do uso do véu, da atuação da mulher na igreja, se ele pode pregar na igreja, do pecado, da salvação ou de qualquer outra doutrina bíblica, precisamos compreender que é o Espírito Santo quem nos conduz ao entendimento da verdade.

A Bíblia diz:

“E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem.”

— Atos 5:32

Jesus também disse:

Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”

— João 14:26

E Jesus declarou:

Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus ou se eu falo de mim mesmo.”

— João 7:17

Observe a ordem estabelecida por Jesus: querer fazer a vontade de Deus e, então, conhecer a doutrina.

Portanto, o entendimento da Palavra de Deus está diretamente relacionado à disposição do coração em fazer a vontade de Deus.

O Espírito Santo não ensina uma verdade para uma pessoa e outra verdade diferente para outra. A verdade de Deus é uma só.

Por isso, não podemos usar a dificuldade de compreender determinada doutrina como justificativa para não obedecer a Deus. A vontade de Deus não é apresentada nas Escrituras como algo impossível de ser conhecido ou obedecido.

Ser fiel a Deus é, portanto, um ponto fundamental para compreender qualquer doutrina bíblica.

E é a partir desse princípio que estamos examinando aquilo que a Palavra de Deus diz sobre o casamento.

Portanto, se você não tem uma aliança de fidelidade a Deus, é preciso tê-la para que você tenha o Espírito Santo e possa entender a vontade de Deus para a sua vida.


3. O casamento e o novo casamento 

A Bíblia diz:

Por isso deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne.”

— Efésios 5:31

E Paulo acrescenta:

Grande é este mistério: digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.”

— Efésios 5:32

Paulo está relacionando a união entre o homem e a mulher no casamento com a união de Cristo com a Igreja. Essa comparação nos mostra a profundidade da aliança: não se trata simplesmente de duas pessoas que decidiram viver juntas, mas de uma união estabelecida por Deus.

Jesus também declarou:

Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.”

— Mateus 19:6

Observe a sequência apresentada por Jesus: “não são mais dois, mas uma só carne”; “portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.”

E aqui existe algo fundamental na palavra “portanto”. Ela estabelece uma conclusão a partir do que foi dito anteriormente. Jesus primeiro afirma: “não são mais dois, mas uma só carne.” Em seguida, diz: “portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.”

Ou seja, “portanto” liga diretamente a expressão “uma só carne” à razão pela qual aquilo que Deus ajuntou não deve ser separado.

Quando Jesus fala “o que Deus ajuntou”, está se referindo ao casamento instituído por Deus, ao casamento estabelecido por Deus, que estabelece a união matrimonial. É por meio do casamento que Deus ajunta aqueles que decidiram se casar. Portanto, é o casamento que estabelece a união matrimonial; e, por isso, o que Deus ajuntou não o separe o homem.

A expressão “uma só carne” demonstra que, na aliança matrimonial, o homem e a mulher passam a constituir uma unidade. Não são mais duas unidades conjugais independentes, mas uma só. É justamente essa unidade que fundamenta a conclusão de Jesus: “portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.”

Enquanto ambos vivem, essa unidade matrimonial permanece. É por isso que, no casamento, tradicionalmente se declara: “até que a morte os separe.” A morte é apresentada como aquilo que põe fim à união matrimonial. Enquanto ambos vivem, permanece a unidade estabelecida na aliança.

E Paulo reforça essa compreensão em                    1 Coríntios 7:39:

A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido, fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor.”

Observe novamente a relação entre a vida do marido e a permanência do vínculo: “todo o tempo que o seu marido vive.” E somente depois da morte é que Paulo diz que ela “fica livre para casar”.

Isso reforça a ideia de que, enquanto ambos vivem, permanece a unidade estabelecida na aliança matrimonial.

Mas existe também a situação daquele que se desvia da fé e se separa da sua esposa, ou da esposa que se separa do seu marido. A Bíblia prevê essa situação.

Paulo diz:

Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido.”

— 1 Coríntios 7:10-11

Portanto, a própria Bíblia prevê a separação, mas estabelece o que deve acontecer depois dela: “que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido.”

A exceção apresentada por Jesus

Jesus diz:

Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.”

— Mateus 19:9

Aqui está a exceção apresentada por Jesus: “não sendo por causa de prostituição”, traduzindo o termo grego porneia.

Essa exceção precisa ser compreendida no contexto do compromisso pré-matrimonial existente entre os judeus. Porneia refere-se à infidelidade ocorrida nesse período, antes de o casamento propriamente dito ser constituído.

E o próprio texto confirma isso quando Jesus acrescenta:

“E o que casar com a repudiada também comete adultério.”

Imagine, então, que o marido, depois de casado, cometa adultério, abandone sua esposa e se case com outra. A mulher repudiada é a parte inocente. Mesmo assim, Jesus diz que, se outro homem se casar com essa mulher repudiada, também cometerá adultério.

Isso demonstra que o adultério cometido dentro do casamento não é apresentado por Jesus como uma autorização para um novo casamento. Se fosse essa a exceção, somente o cônjuge que sofreu o adultério teria essa liberdade; mas o texto não estabelece essa liberdade para a parte inocente que foi repudiada.

Portanto, a exceção não está tratando do adultério ocorrido dentro do casamento. Ela trata da porneia, a infidelidade ocorrida no período pré-matrimonial.

Assim, a própria estrutura da declaração de Jesus confirma o sentido: a porneia está relacionada ao compromisso anterior ao casamento, enquanto o adultério cometido depois de constituído o casamento não é apresentado como fundamento para uma nova união.

E esse entendimento está em harmonia com as demais passagens do Novo Testamento que tratam do vínculo matrimonial. A separação não estabelece, por si mesma, liberdade para um novo casamento; enquanto o cônjuge vive, permanece o vínculo matrimonial. Paulo afirma que a mulher está ligada ao marido enquanto ele vive e que, se houver separação, deve permanecer sem casar ou reconciliar-se com o marido (1 Coríntios 7:10-11, 39). Assim, o ensino de Mateus 19:9 confirma e se harmoniza com o conjunto do ensino do Novo Testamento sobre a permanência do vínculo matrimonial até a morte do cônjuge.



Conclusão e apelo 

Caro amigo leitor, depois de tudo o que foi apresentado, é preciso compreender a gravidade daquilo que está sendo tratado.

O adultério não é um simples erro conjugal. A Palavra de Deus declara categoricamente que os adúlteros não herdarão o Reino de Deus.

“Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros [...] herdarão o reino de Deus.”

— 1 Coríntios 6:9-10

Portanto, se você está vivendo uma situação que a Palavra de Deus condena, você está diante de algo que o levará à condenação. Isso não pode ser tratado simplesmente como uma questão de opinião, sentimento, felicidade pessoal ou interpretação.

E é preciso compreender algo ainda mais profundo: o problema não está somente em compreender errado a doutrina do casamento. O mesmo princípio pode estar presente em qualquer doutrina da Palavra de Deus.

Quando você interpreta a Escritura de maneira que ela permita aquilo que você deseja, quando procura nela uma resposta que confirme aquilo que já decidiu viver, o problema não está simplesmente na dificuldade de compreender o texto.

O problema está na sua condição espiritual diante de Deus.

Porque, se você não coloca Deus acima da sua própria vontade, a sua própria vontade se torna um obstáculo para reconhecer aquilo que Deus realmente diz.

Se você deseja mais preservar a sua vida, os seus sentimentos, os seus relacionamentos, os seus projetos e aquilo que considera certo do que conhecer e cumprir a vontade de Deus, então você não está colocando Deus no lugar que lhe pertence.

Deus é soberano.

Ele é Deus e, por isso, é digno de governar a vida do homem.

Você não pode reconhecer Deus como soberano apenas quando aquilo que Ele diz está de acordo com aquilo que você deseja. A soberania de Deus se manifesta justamente quando você reconhece o direito que Ele tem de dizer como você deve viver, mesmo quando a sua vontade é outra.

Por isso, a verdadeira questão é esta:

Quem governa a sua vida?

É Deus ou é você?

É a Palavra de Deus ou aquilo que você deseja encontrar nela?

É a vontade de Deus ou a sua própria vontade?

Porque, quando a sua própria pessoa, os seus desejos e aquilo que você decidiu viver se tornam maiores do que Deus, você deixa de se submeter à autoridade daquele que deveria governá-lo.

E é justamente nesse estado que você começa a procurar na Palavra aquilo que deseja encontrar, em vez de procurar aquilo que Deus realmente está dizendo.

Foi isso que aconteceu com aqueles a quem Zacarias se referiu:

“Eles, porém, não quiseram escutar, e deram o ombro rebelde, e ensurdeceram os seus ouvidos, para que não ouvissem.”

— Zacarias 7:11

Observe novamente: “não quiseram escutar.”

O problema não era simplesmente a ausência de informação. Havia uma disposição de não ouvir.

Você pode ter uma história, pode ter sentimentos verdadeiros, pode ter sofrido, pode ter encontrado alguém que ama e pode estar vivendo uma vida que considera boa. Mas nada disso lhe dá autoridade para colocar a sua vontade acima da vontade de Deus.

A sua felicidade não determina a verdade. A sua consciência não determina a verdade. A aprovação das pessoas não determina a verdade. A verdade pertence a Deus.

E, no final da sua vida, será a verdade de Deus que permanecerá.

Por isso, caro leitor, não permita que aquilo que você deseja viver impeça você de reconhecer quem Deus é.

Coloque Deus acima de você.

Submeta a sua vontade à vontade dele.

E, quando encontrar na Palavra de Deus algo que contrarie aquilo que você deseja, não feche os ouvidos.

Ouça. Examine. Reconheça a autoridade de Deus. E obedeça.

Porque aquilo que você não quer ouvir pode ser justamente aquilo que você precisa ouvir para não permanecer em um caminho que conduz à condenação.

Portanto, ouça a verdade, ainda que ela possa lhe ser desagradável.


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