Na Cidade à Beira-Mar: A Praia e o Mar Falando
O dia claro, o mar calmo, e a praia tomada por pessoas.
Famílias na areia, crianças brincando perto da água, grupos entrando e saindo do mar. Mais ao lado, pranchas de surf cortando as ondas, caiaques avançando mais longe, pessoas praticando esportes, cada uma à sua maneira, ocupando o mesmo espaço.
O lugar parece vivo, cheio de movimento, como se tudo estivesse em harmonia.
Há uma sensação de liberdade ali.
De espaço aberto.
De possibilidade.
O ambiente, no entanto, permanece o mesmo.
O mar não muda por causa da presença das pessoas.
Ele continua com suas correntes, suas mudanças de profundidade, suas áreas mais rasas e outras inesperadamente profundas. Há também a vida marinha, em suas diferentes formas, circulando naquele ambiente sem depender da presença humana.
Nada disso desaparece porque o lugar está cheio.
Mas a experiência faz parecer que tudo está sob controle.
A praia se torna, aos poucos, um lugar de permanência.
As pessoas se acostumam.
Voltam.
Avançam um pouco mais.
Ficam mais tempo na água.
E aquilo que antes era cuidado começa a ser apenas parte da paisagem.
O risco não desaparece.
Ele apenas deixa de ser lembrado o tempo todo.
Até que a tragédia acontece.
Em alguns casos de forma visível e imediata.
Um surfista é abocanhado por um tubarão, podendo perder a perna ou até mesmo a vida.
Uma pessoa é atingida por um jet ski e não resiste.
Em outros casos, não há percepção no momento.
Uma pessoa se afoga sem que muitos percebam.
Uma criança desaparece na praia sem que se note a tempo.
Um pescador avança até as pedras e é surpreendido pela maré que sobe rapidamente.
E para esses, não há como voltar mais.
Não há como enxergar a realidade que não foi vista.
Não há como recuperar a verdade que foi desconsiderada em favor da satisfação do desejo. Foram alcançados pela tragédia por estarem desconectados da verdade e da realidade, cegados pelo desejo de satisfação do prazer e da própria vontade.
E isso passa a ser visto como fatalidade.
O ocorrido não altera o lugar. O ambiente continua, o movimento retorna e a vida segue como antes. O que aconteceu é absorvido como parte do cenário.
Com o tempo, isso se mantém e se repete. Não como exceção, mas como padrão.
Há uma consolidação de uma forma de pensar e viver, que não se altera com os acontecimentos. Uma estrutura que permanece no mundo, constante, repetida e imutável.
Dentro dessa estrutura, eventos são absorvidos sem ruptura. A vida segue, e o que ocorre não redefine o modo como se vive.
Porém, há alguns que poderão ser resgatados dessa forma de ver, sentir e agir, desse envolvimento contínuo que prende a percepção dentro desse padrão ao qual pertence o mundo.
E isso passa a ser visto como fatalidade.
O ocorrido não altera o lugar. O ambiente continua, o movimento retorna e a vida segue como antes. O que aconteceu é absorvido como parte do cenário.
Com o tempo, isso se mantém e se repete, não como exceção, mas como padrão dentro de uma estrutura que permanece no mundo.
Ou seja, as pessoas passam a se comportar de maneira semelhante, movidas pela busca de satisfação da vontade, dos prazeres e do próprio interesse, sem que a verdade, a justiça e um propósito maior de vida ocupem o centro de suas referências.
Nesse movimento, a possibilidade de tragédia não é ignorada por completo, mas é tratada como algo distante, como uma possibilidade dentro de um universo maior da vida, e não como algo que exige mudança real de postura.
Há ainda a percepção de que aquilo não chegará a si mesmas, ou de que estarão imunes a esse tipo de acontecimento, o que reforça a continuidade do mesmo modo de viver sem alteração de comportamento.
A tragédia, quando ocorre, é então enquadrada como fatalidade.
Algo que pode acontecer.
Algo que faz parte do cenário mais amplo da existência.
E assim, o que deveria gerar confronto com a verdade acaba sendo absorvido dentro da continuidade da vida, sem ruptura real na forma de viver.
E o mal não está na fatalidade.
A fatalidade pode ocorrer em diferentes circunstâncias da vida, sem que isso, por si só, represente o mal.
O mal está antes disso.
O mal é o estado em que a vontade, os desejos e a busca por satisfação e prazer passam a conduzir a vida, enquanto a verdade, a justiça e o propósito maior são desconsiderados.
É uma forma de viver influenciada e sustentada por uma estrutura do mundo que reforça esse movimento, alimentando continuamente a centralidade do desejo próprio e afastando a verdade como fundamento de vida.
A morte virá a todos.
Porém, há aqueles que morrerão no mal, ou seja, vivendo na busca da satisfação dos próprios desejos, da vontade e dos prazeres pessoais, acima da verdade, da justiça e do propósito de vida fundamentado na verdade de Deus.
E há aqueles que serão alcançados pela fatalidade da morte simplesmente porque a vida humana, em si, chega ao seu fim.
🧭 Reflexão
Ao refletirmos sobre esta mensagem, identificamos uma estrutura de vida, de pensamento e de ação que se opõe à realidade, por estar desprovida da verdade que é fundamental.
Essa realidade exige atenção, cuidado e zelo na maneira de pensar e de viver, pois traz consequências que não podem ser ignoradas.
O exemplo da praia foi utilizado para demonstrar que existe uma realidade com riscos reais, onde o perigo e a possibilidade de tragédia estão presentes, mas muitas vezes não são percebidos ou são conscientemente desconsiderados.
Em muitos casos, isso ocorre porque a atenção das pessoas está voltada para a satisfação dos próprios desejos, da própria vontade e da busca por prazer e realização pessoal, ficando alheias à verdade, à justiça e ao propósito real da vida estabelecido por Deus.
Assim, a realidade deixa de ser enfrentada com seriedade e passa a ser relativizada, mesmo quando ela se manifesta de forma evidente.
Tanto na praia quanto em qualquer outra área da vida, o princípio permanece o mesmo: a verdade deve estar acima dos nossos desejos.
Na praia, o desejo de desfrutar, relaxar e buscar prazer.
Porém, em toda a área da vida, quando os desejos passam a ocupar o lugar acima da verdade, da justiça e do propósito de vida fundamentado na verdade de Deus, cria-se uma cegueira à realidade.
Jesus é a verdade, a luz que deve estar presente e guiar-nos em todas as áreas da nossa vida.
Quando Ele não ocupa esse lugar, e quando a vida passa a ser conduzida pela própria vontade, pela satisfação pessoal, pelos desejos, pelo prazer e pela direção do mundo, a cegueira espiritual prevalece pela ausência da luz.
Sem plena percepção da verdade, o ser humano caminha em direção à tragédia.
São aqueles que serão alcançados por ela por viverem de forma inconsequente, descuidada, relaxada e imprudente quanto à realidade do mal que os cerca, assim como no exemplo daqueles que, na praia, são descuidados com os perigos que ali existem.
Sem a presença de Jesus, sem a verdade ocupando o lugar acima dos desejos, dos prazeres, da realização pessoal e da direção do mundo, o ser humano caminha na direção da tragédia.
Esses serão alcançados por ela, mais cedo ou mais tarde, por viverem dessa forma. E essa realidade se manifesta de maneira definitiva, assim como a morte alcança todos aqueles que foram descuidados com ela.
🧭 Conclusão e Apelo
Caro amigo leitor, o exemplo da praia mostra que na vida existem perigos reais e inevitáveis, e que muitos são alcançados por eles quando estão seduzidos pelo desejo de satisfação pessoal, de realização própria e de viver para si mesmos, sem uma vida fundamentada na verdade, na justiça e no propósito de vida revelado na Palavra de Deus, que é Cristo.
Assim como na praia alguns são alcançados pela tragédia, na vida muitos também o são, porque ignoram a realidade e caminham sem perceber os riscos da própria existência.
A tragédia, portanto, não é um evento isolado, mas uma realidade que alcança aqueles que vivem dessa forma.
E assim é a vida: a morte virá a todos.
Hoje ela ainda não te alcançou, mas amanhã ela te alcançará.
A questão não é apenas quando ela virá, mas em que condição ela te encontrará.
Que não te encontre no estado que a Bíblia chama de mal — isto é, uma vida conduzida pela própria vontade, pelos próprios desejos, pela satisfação pessoal e pelos prazeres, com a direção do mundo acima da Palavra de Deus.
Pois esse é o mal: viver sem que a verdade que é Cristo e a sua Palavra revelada nas Escrituras sejam o fundamento da vida, da maneira de pensar, agir e viver.
A morte em si não é tragédia para aquele que está em Cristo, pois nela há vida e esperança.
Mas ela se torna tragédia quando alcança aquele que viveu afastado da verdade, guiado pela própria vontade e pela ilusão dos desejos.
Por isso, enquanto há tempo, que a vida seja colocada sob o governo de Cristo, através da Sua Palavra, das Escrituras Sagradas, para que vivamos com prudência, afastados da tragédia que alcançará, mais cedo ou mais tarde, aqueles que vivem fora do governo de Cristo, ou seja, fora da fidelidade à Palavra de Deus.
🧭 Conclusão e Apelo
Caro amigo leitor, o exemplo da praia mostra que na vida existem perigos reais e inevitáveis, e que muitos são alcançados por eles quando estão seduzidos pelo desejo de satisfação pessoal, de realização própria e de viver para si mesmos, sem uma vida fundamentada na verdade, na justiça e no propósito de vida revelado na Palavra de Deus, que é Cristo.
Assim como na praia alguns são alcançados pela tragédia, na vida muitos também o são, porque ignoram a realidade e caminham sem perceber os riscos da própria existência.
A tragédia, portanto, não é um evento isolado, mas uma realidade que alcança aqueles que vivem dessa forma.
E assim é a vida: a morte virá a todos.
Hoje ela ainda não te alcançou, mas amanhã ela te alcançará.
A questão não é apenas quando ela virá, mas em que condição ela te encontrará.
Que não te encontre no estado que a Bíblia chama de mal — isto é, uma vida conduzida pela própria vontade, pelos próprios desejos, pela satisfação pessoal e pelos prazeres, com a direção do mundo acima da Palavra de Deus.
Pois esse é o mal: viver sem que a verdade que é Cristo e a sua Palavra revelada nas Escrituras sejam o fundamento da vida, da maneira de pensar, agir e viver.
A morte em si não é tragédia para aquele que está em Cristo, pois nela há vida e esperança.
Mas ela se torna tragédia quando alcança aquele que viveu afastado da verdade, guiado pela própria vontade e pela ilusão dos desejos.
Por isso, enquanto há tempo, que a vida seja colocada sob o governo de Cristo, através da Sua Palavra, das Escrituras Sagradas, para que vivamos com prudência, afastados da tragédia que alcançará, mais cedo ou mais tarde, aqueles que vivem fora do governo de Cristo, ou seja, fora da fidelidade à Palavra de Deus.
📖 Fundamentação Bíblica
João 14:6
"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim."
Jesus é a verdade que deve dirigir a nossa vida e a nossa maneira de viver. Sem Ele, o ser humano caminha segundo os seus próprios caminhos, em direção à condenação eterna.
Salmo 119:105
"Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho."
A Bíblia Sagrada, que é a Palavra de Deus, que é Deus falando conosco, nos protege dos enganos do coração e nos mostra o caminho que devemos seguir.
2 Coríntios 4:4
"O deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus."
O mundo afasta o homem da verdade de Deus, cegando o seu entendimento e impedindo-o de enxergar a realidade espiritual que o cerca.
Efésios 5:15-17
"Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus. Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor."
A prudência consiste em viver segundo a vontade de Deus e não segundo os desejos do coração e a direção deste mundo.
2 Coríntios 5:15
"E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou."
A raiz do problema apresentado nesta mensagem está em viver para si mesmo, guiado pelos próprios desejos, pela própria vontade e pela direção deste mundo. Cristo morreu para que não vivamos mais dessa maneira. Somente quando deixamos de viver para nós mesmos e passamos a viver para Cristo é que somos libertos do caminho que conduz à tragédia eterna.
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