O Que Diz o Deus da Bíblia e o Que Dizem as Pessoas Sobre a Morte e o Destino Eterno
Versículo Base
"Disse-lhe Abraão: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite."
Lucas 16:31
Introdução
A maioria das pessoas evita ouvir, refletir e falar sobre Deus Pai, Filho e Espírito Santo, sobre a Bíblia, sobre o pecado, sobre a santidade, sobre o inferno e sobre o destino eterno da alma. Fazem isso porque esses assuntos confrontam seus desejos, suas escolhas e sua maneira de viver.
Mas existe um problema: a morte.
A morte virá. Não importa quem você seja, o que pense, no que acredite ou quanto tente fugir desses assuntos. A morte virá. E quando ela vier, compulsoriamente fará você encarar a realidade da qual passou a vida fugindo.
Hoje você pode rejeitar. Pode ignorar. Pode zombar. Pode mudar de assunto. Pode dizer que pensará nisso depois. Mas a morte encerrará todas essas possibilidades.
Aquilo que hoje muitos se recusam a ouvir, refletir e considerar tornar-se-á uma realidade da qual não poderão escapar.
Esta mensagem foi preparada para evitar que isso aconteça com você. Ela lhe oferece a oportunidade de examinar agora aquilo que inevitavelmente encontrará depois da morte.
Antes que a eternidade confirme aquilo que você escolheu nesta vida, examine a verdade.
Antes que seja tarde demais, considere o que diz o Deus da Bíblia sobre a morte e o destino eterno.
E não continue optando pelo que dizem os homens a respeito dessas coisas
I. O Que Dizem as Pessoas Sobre a Morte e o Destino Eterno
Quando o assunto é a morte e o destino eterno, raramente as pessoas consultam cuidadosamente as Escrituras para descobrir o que Deus revelou. Na maioria das vezes, preferem construir suas próprias conclusões. Muitas sequer gostam de ouvir sobre o assunto e, sempre que possível, evitam pensar nele.
Além disso, muitos não dão a devida importância a essa questão. De forma irracional, dedicam sua atenção quase exclusivamente às coisas passageiras desta vida, tratando como secundário justamente o assunto mais importante de todos: o destino eterno da alma.
A Bíblia já alertava sobre essa tendência humana:
"Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte." Provérbios 14:12
Esse caminho que parece direito ao homem inclui suas opiniões, suas crenças, suas conclusões e sua maneira de pensar sobre Deus, sobre a morte e sobre o destino eterno. Aos seus próprios olhos, essas ideias parecem corretas, razoáveis e suficientes. Porém, Deus adverte que o fim desses caminhos é a morte.
O texto não está se referindo à morte física, pois ela alcançará tanto os justos quanto os injustos. A morte mencionada aqui aponta para a condenação eterna, a separação definitiva de Deus, o destino final daqueles que rejeitam Sua verdade.
Alguns afirmam que todos irão para o céu.
Outros dizem que um Deus de amor jamais condenaria alguém eternamente.
Há os que acreditam que uma vida moralmente aceitável é suficiente para garantir a salvação.
Outros acreditam que, após a morte, ainda haverá um período de purificação antes da entrada no céu, ideia geralmente associada ao purgatório.
Há os que defendem a reencarnação como uma nova oportunidade de aperfeiçoamento espiritual.
Muitos acreditam que depois da morte acaba tudo, que não existe céu, inferno, juízo ou qualquer prestação de contas diante de Deus.
Outros simplesmente afirmam que não haverá sofrimento eterno para ninguém.
Há ainda aqueles que dizem não saber exatamente o que acontecerá, mas escolhem acreditar naquilo que lhes parece mais agradável.
Muitas dessas ideias não surgem das Escrituras. Elas nascem de uma mistura de conceitos religiosos, opiniões pessoais, tradições humanas, sentimentos, desejos, experiências pessoais interpretadas sem o devido cuidado e interpretações distorcidas da Palavra de Deus.
O apóstolo Paulo descreveu exatamente essa realidade:
"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas." 2 Timóteo 4:3-4
As pessoas retiram determinados textos bíblicos de seu contexto, ignoram outros que confrontam suas crenças e selecionam apenas aquilo que parece confirmar o que já desejam acreditar.
Muitas vezes não existe um interesse sincero em descobrir o que Deus realmente disse. Existe apenas o desejo de encontrar uma interpretação que permita continuar vivendo sem a necessidade de arrependimento, conversão e submissão à vontade de Deus.
Jesus denunciou essa postura ao declarar:
"E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens." Marcos 7:7
O resultado é um sincretismo religioso: uma mistura entre verdades bíblicas, tradições religiosas, opiniões humanas, experiências pessoais e interpretações particulares.
Mas existe um problema que nenhuma opinião humana poderá resolver.
A morte não se submeterá às crenças das pessoas.
A eternidade não será determinada pelo que alguém prefere acreditar.
O destino eterno não será definido por sentimentos, tradições, experiências ou opiniões pessoais.
A questão decisiva não é o que dizem os homens sobre a morte e o destino eterno.
A questão decisiva é: o que diz o Deus da Bíblia sobre essas coisas?
É exatamente isso que passaremos a examinar.
II. Por Que Devemos Ouvir o Deus da Bíblia e Não os Homens
Chegamos agora a uma questão fundamental.
Se existem tantas opiniões sobre a morte e o destino eterno, como saber em quem acreditar?
A resposta depende de outra pergunta: quem possui autoridade para falar sobre essas coisas?
Os homens possuem opiniões.
Deus possui a verdade.
Por isso, a questão decisiva não é o que dizem os homens sobre a morte e o destino eterno, mas o que diz o Deus da Bíblia.
E por que o Deus da Bíblia?
Porque o Deus da Bíblia é o Deus verdadeiro. É o Deus que Se revelou aos homens por meio das Escrituras.
Muitos falam sobre Deus sem realmente conhecê-Lo. Outros possuem apenas um conhecimento parcial ou distorcido a Seu respeito. Não porque Deus não tenha Se revelado, mas porque suas crenças foram formadas sem um exame sério, cuidadoso e aprofundado das Escrituras.
Assim, acabam acreditando em um Deus moldado por opiniões humanas, tradições religiosas, sentimentos pessoais, experiências particulares ou interpretações superficiais da Palavra de Deus.
Quando tratamos da morte e do destino eterno, existem apenas duas possibilidades: crer naquilo que o Deus da Bíblia revelou ou permanecer acreditando naquilo que os homens dizem.
A verdade sobre a morte e o destino eterno não está nas opiniões humanas.
Não está nas tradições religiosas.
Não está nos sentimentos.
Não está nas experiências pessoais.
Não está naquilo que parece correto aos homens.
Ela está naquilo que Deus revelou nas Escrituras.
E mesmo quando uma crença utiliza partes da Bíblia, se ela mistura a Palavra de Deus com opiniões humanas, tradições, sentimentos ou interpretações que não resistem a um exame sério das Escrituras, ela deixa de ter a Bíblia como sua única autoridade.
Sem a Bíblia, nada saberíamos sobre a criação, sobre a origem do pecado, sobre o propósito da vida, sobre a santidade de Deus, sobre a salvação, sobre o céu, sobre o inferno ou sobre o destino eterno da alma.
Se Deus não tivesse deixado Sua revelação registrada, todo conhecimento a Seu respeito teria sido distorcido, misturado ou perdido ao longo das gerações.
A própria Bíblia declara:
"Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça." 2 Timóteo 3:16
Além disso, a Bíblia apresenta evidências únicas de sua origem divina.
Foi escrita por dezenas de autores ao longo de aproximadamente mil e quinhentos anos, em diferentes épocas, culturas e circunstâncias, mas mantém uma unidade impressionante em sua mensagem central.
Suas profecias cumpridas demonstram conhecimento antecipado de acontecimentos impossíveis de serem previstos por meios humanos.
Sua mensagem permanece preservada através dos séculos.
Seu poder transformador continua mudando vidas, libertando pessoas do pecado e conduzindo-as a uma nova maneira de viver.
Por isso, quando a Bíblia fala, não estamos diante de meras opiniões humanas, mas diante da revelação do Deus verdadeiro.
Tendo estabelecido a autoridade das Escrituras, resta agora examinar o que o Deus da Bíblia efetivamente diz sobre a morte e o destino eterno.
III. O Que Diz o Deus da Bíblia Sobre a Morte e o Destino Eterno
Deus criou o homem para a vida eterna.
"E disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, pois, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente." Gênesis 3:22
"E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida." Gênesis 3:24
Porém, o pecado (a desobediência a Deus) destinou o homem à morte física e espiritual.
"Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram." Romanos 5:12
"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna por Cristo Jesus, nosso Senhor." Romanos 6:23
Quanto à morte física, após o pecado, Deus pronunciou a sentença que revelou uma das consequências da desobediência:
"No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás." Gênesis 3:19
O próprio contexto mostra que Deus está anunciando as consequências do pecado cometido pelo homem. A morte física passa a fazer parte da condição humana como resultado da sua rebelião contra Deus.
Quanto à morte espiritual, a Palavra de Deus declara:
"E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados." Efésios 2:1
Assim, o pecado separou o homem de Deus, trouxe a morte espiritual imediatamente e o destinou também à morte física, realidade que passou a alcançar toda a humanidade.
Deus proveu ao homem a possibilidade de optar pela vida eterna através de Jesus Cristo.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." João 3:16
Jesus Cristo veio ao mundo em forma humana.
"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós..." João 1:14
Viveu sem pecado.
"O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano." 1 Pedro 2:22
E entregou Sua vida na cruz para pagar a condenação devida aos pecadores.
"Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores." Romanos 5:8
Por Sua morte e derramamento de sangue, Jesus pagou o preço da condenação que era devida aos homens.
"Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados." Colossenses 1:14
Ressuscitou dentre os mortos para a justificação daqueles que creem.
"O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação." Romanos 4:25
Assim, por meio de Jesus Cristo, Deus oferece ao homem a possibilidade de optar pela vida eterna em lugar da condenação produzida pelo pecado.
"Disse-lhe Abraão: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite."Lucas 16:31
Conclusão e Apelo
A verdade é aquilo que a Bíblia diz.
Ela afirma que o ser humano foi criado em condição perfeita, mas caiu pelo pecado, e toda a humanidade nasce com essa natureza.
Jesus Cristo é Deus que se fez carne e morreu na cruz para dar ao homem a possibilidade de mudança de natureza, de vida e de conduta diante de Deus.
Você está diante dessa verdade.
E essa verdade vai decidir o seu destino eterno.
Se você a recebe, terá a vida eterna.
Se você a rejeita, negligencia e permanece no pecado, terá a condenação eterna.
E a Escritura mostra que o homem não se perde por falta de aviso, mas por recusa da verdade.
Ainda que tenha ouvido, ainda que tenha sido advertido, ainda que tenha tido oportunidade, a escolha pela rejeição se torna definitiva.
Por isso, não resista a Deus.
Não adie essa decisão.
Não permaneça no pecado.
A morte não negocia tempo, não espera preparo e não respeita adiamento.
Ela chega e encerra toda possibilidade de mudança.
E chegará um momento em que muitos poderão dizer: “eu fui enganado”, “eu estava louco”, “eu não acredito que estou aqui”, “como eu ignorei tudo o que vi”.
E o pior de tudo é que não haverá como retroceder, não haverá como corrigir, não haverá possibilidade de mudança.
Estarão diante de uma realidade insuportável e definitiva, que confronta tudo aquilo que foi ignorado em vida.
E é exatamente isso que a parábola quer que você compreenda.
Ela aponta para uma realidade que se apresentará de forma definitiva àqueles que rejeitaram a verdade.
Por isso, enquanto você ainda ouve, decida agora.
Agora.
Entre Cristo e o pecado.
Entre a vida e a condenação.
Entre a verdade e o engano.
A escolha é sua.
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