domingo, 30 de novembro de 2025

Quando Você é Enganado e Chama o Fervoroso de Fanático


 Quando Você é Enganado e Chama o Fervoroso de Fanático


Versículo Base Apocalipse 3:16

“Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.”


🔥 Introdução

Esta mensagem trata de algo que nenhum ser humano pode ignorar: a sua relação com Deus. Não se trata de religião, de opinião ou de preferência pessoal. Trata-se da verdade que define o destino eterno de cada pessoa. A forma como alguém se relaciona com Deus revela, na prática, quem Deus é para ela — e isso determina todo o sentido de sua vida e da sua eternidade.


Quer a pessoa aceite ou não, Cristo é o Salvador e Cristo é Deus. Essa verdade não depende do sentimento humano, nem da visão limitada que muitos têm de Deus. O que Deus é, Ele é — e a eternidade se alinha com essa realidade, não com percepções individuais.


Por isso, se alguém vive de maneira que não reconheça Jesus como Salvador e Deus, se não ajusta sua vida, seus pensamentos e sua maneira de agir para conhecer e cumprir a vontade dEle, essa pessoa está caminhando em oposição à verdade, à justiça e à vontade de Deus. Mesmo que esteja sincera, mesmo que imagine que está correta, ainda assim estará enganada — e esse engano sempre conduz a um destino eterno coerente com a visão distorcida que ela tem de Deus.


Portanto, você precisa urgentemente entender o que Deus quer falar com você nesta mensagem.


📌 PONTO 1 — Quem Dirige a Sua Vida? Você ou Deus?


O ser humano vive pela definição que faz de si mesmo. Ele escolhe o que quer, determina seus caminhos, estabelece suas prioridades e decide como viver. Essa autonomia, tão celebrada pelo mundo, é exatamente o que define se a pessoa está negando ou reconhecendo Deus. Porque, quando alguém dirige a própria vida, essa pessoa se coloca no trono onde somente Deus deve estar.


A única maneira pela qual uma pessoa pode permitir que Deus dirija sua vida — e isso implica reconhecer Deus como Deus — é a aplicação completa e total da Bíblia em toda a extensão da vida. Não existe alternativa, atalho, meio-termo ou convivência entre a vontade humana e a vontade divina. Ou a Bíblia governa, ou a pessoa governa; e se a pessoa governa, Deus não está governando.


Viver de forma que Deus dirige exige uma decisão:

viver para conhecer e fazer a vontade de Deus.

Não ocasionalmente, não quando convém, não emocionalmente. Mas sempre, plenamente, totalmente. Tudo abaixo disso é negar quem Deus é.


E é exatamente aqui que entramos no ponto central do relacionamento com Deus: a intensidade. A Bíblia não deixa espaço para neutralidade espiritual, nem para uma vida “controlada parcialmente por Deus”. Cristo classificou toda pessoa em três estados espirituais: fria, morna ou quente.


E Ele declarou algo decisivo e inegociável:


Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.” (Apocalipse 3:16)


O conceito é simples, objetivo e absolutamente lógico:


O frio é aquele que não conhece a Deus, que não tem vida com Deus, que está distante.


O morno é aquele que até reconhece Deus, fala de Deus, dá certa importância a Deus — mas vive para si mesmo. Ele divide o controle da vida entre Deus e seus próprios desejos. Ele O reconhece com a boca, mas O nega com a vida. E é exatamente por isso que o morno é mais repugnante a Deus do que o frio.


O quente é aquele que vive em intensidade total, cujo coração, vontade, vida e obediência pertencem completamente a Deus. Ele é governado, dirigido e conduzido pela Palavra.



Quando a vida não é plenamente dirigida por Deus, ela se torna fria ou morna, e isso significa apenas uma coisa: Deus não está sendo reconhecido como Deus na vida dessa pessoa. E quando Deus não é reconhecido como Deus, a pessoa — mesmo achando que está correta — nega a Deus.


📌 2º PONTOA INTENSIDADE DE DEUS NA VIDA DA PESSOA


A INTENSIDADE DE DEUS NA VIDA DA PESSOA DEFINE QUEM DEUS É PARA ELA.

Porque reconhecer Deus como Deus implica necessariamente viver com intensidade total.

Qualquer intensidade menor do que total significa que Deus não está sendo tratado como Deus.


Se Deus é Deus — e Ele é — então Ele é o supremo, o soberano, o dono de tudo e de todos.

Ele é Aquele a quem cabe dirigir a vida do ser humano, Aquele para quem a pessoa deve viver, Aquele cuja vontade deve ser buscada, obedecida e praticada acima de qualquer outra coisa.


Quando alguém vive com intensidade parcial, dividida ou reduzida, essa pessoa está negando, na prática, o que Deus é.

Ela pode até falar de Deus, citar Deus, frequentar igreja, fazer orações, mas se a intensidade não é total, ela não está se relacionando com Deus conforme a verdade.

Ela está construindo uma imagem reduzida de Deus, um “deus menor”, adaptado à sua própria conveniência — e isso não é o Deus das Escrituras.


E é exatamente isso que a Bíblia descreve quando fala das três condições espirituais: frio, morno e quente.


O frio é aquele que não conhece, não busca, não vive com Deus.


O quente é aquele cuja vida está totalmente entregue, movida pela verdade, dirigida pelo Espírito e alinhada com a vontade de Deus.


O morno, porém, é o estado espiritual que Jesus rejeita com a maior severidade.

É aquele que conhece, fala, participa, mas não entrega tudo.

Ele dá partes, mas não dá a vida.

Ele reconhece Deus com a boca, mas não com a prática.


E a sentença de Cristo sobre esse estado é clara e direta:


“Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.” (Ap 3:16)


Ou seja:

Deus só é Deus na vida da pessoa quando Ele é tudo.

Quando Ele não é tudo, Ele não está sendo Deus na vida dela.

E isso é negar a Deus.


“É como alguém medir a temperatura do próprio corpo. Se o termômetro não marcar o máximo, a pessoa está negando Deus como Deus em sua vida, porque Deus não aceita menos que tudo. Qualquer coisa abaixo disso é negar quem Ele é.”


PONTO 3  O Diabo Chama o Fervoroso de Fanático


O diabo tem uma tática clara: confundir o fervor com o fanatismo, para que a igreja adote a mornidão como se fosse equilíbrio espiritual. Quando essa confusão se instala, o crente perde a referência do que é intensidade bíblica e passa a rejeitar aquilo que Deus exige.


O que é o fanatismo?

Fanatismo é intensidade fora dos princípios bíblicos. É excesso gerado por distorção, emoção desordenada ou influência maligna, que produz mau testemunho e desonra o evangelho. É um zelo que não vem de Deus, mas de um desvio da verdade.


O que é o fervor?

Fervor é intensidade submissa à Palavra. É ardor produzido pelo Espírito Santo, alinhado com a verdade, que gera obediência, santidade e testemunho coerente. É o calor espiritual que Deus requer daqueles que O amam.


O engano funciona assim:


O diabo pega o fanatismo, que realmente é errado, e o coloca como medida para criticar qualquer intensidade espiritual;


Ele usa pessoas que não têm discernimento espiritual para rotular o fervor como “fanatismo”;


Assim, ele oferece uma desculpa pronta para que o crente rejeite a intensidade que Deus exige e abrace a mornidão.



Por que as pessoas não percebem esse engano?

Porque quem não vive pelo Espírito não sabe distinguir aparência de essência. Falam do “perigo do fanatismo”, mas não conhecem o que a Bíblia chama de fervor. Falta comunhão, falta discernimento e falta submissão à Palavra — então confundem os dois extremos.


A lógica é simples e incontestável:


Fanatismo é intensidade sem verdade.


Fervor é intensidade segundo a verdade.


Mornidão é a ausência da intensidade que Deus exige.



O diabo sabe disso e trabalha para que você considere o fervor um exagero, e a mornidão, uma prudência. Esse é o engano que precisa ser quebrado, para que o inferno não lhe alcance e você não seja morno e vomitado por Deus. 


PONTO 4. Como Você Deve Viver


Para viver corretamente diante de Deus, é necessário receber Deus como Deus na sua vida. Isso significa reconhecer quem Ele é — o Senhor absoluto, o dono de tudo, aquele para quem você existe — e viver em completa submissão a essa realidade.


Receber Deus como Deus implica em submissão total.

Implica em viver para conhecer a vontade de Deus e cumpri-la.

Implica em receber Jesus Cristo como o Senhor e Salvador da sua vida, e viver segundo a Sua Palavra.


É necessário morrer para si mesmo.

Não existe mais vida própria. Não existe mais autonomia. Não existe mais “eu decido”. Agora Cristo comanda completamente a sua vida, e toda a sua existência deve ter um único propósito: agradar a Deus, cumprir a vontade de Deus, adorar a Deus.


Deus precisa estar 24 horas por dia na sua vida, em tudo que você faz:

nos seus pensamentos, 

nos seus sentimentos, 

nas suas atitudes.


Não há qualquer pensamento, sentimento, ideia ou doutrina contrária a essa verdade que não seja maligna. Tudo que tenta colocar outra referência, outra prioridade, outro foco além de Deus, é oposição espiritual.


Viver colocando Deus como Deus implica em guerra:

guerra contra a própria vontade,

guerra contra o mundo,

guerra contra o pecado.


Porque tudo em você e tudo ao seu redor tentará puxar sua vida para longe da intensidade que Deus exige. Mas viver corretamente diante de Deus é viver nessa luta, firmando-se na verdade e rejeitando tudo que não procede dEle.

Você precisará ser fanático por Deus — não o fanatismo maligno já explicado, mas o fervor verdadeiro. E, ao viver esse fervor, você será chamado de fanático por aqueles que estão enganados pelo diabo e que preferem permanecer na mornidão. Eles usam essa acusação para justificar a própria falta de entrega.

Mas a verdade é simples: o fervor bíblico sempre será confundido com fanatismo por quem não reconhece quem realmente Deus é. 

A vida inteira precisa ser vivida intensamente para Deus. O levantar, o falar, as conversas e cada objetivo precisam glorificar o nome dEle. E nada pode estar contra a Sua vontade, pois tudo deve ser feito para honrá-Lo e glorificá-Lo. Ele tem que estar presente em tudo, e em tudo determinar a forma de pensar, sentir e agir.


Portanto, quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus.” (1 Coríntios 10:31)


“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento.” (Lucas 10:27)


Se o seu fervor para com Deus não for total, completo e íntegro, você não estará reconhecendo quem Deus é. E, no último dia, ouvirá a Sua sentença: você será negado por Deus.

Como está escrito: 

Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 10:33)


🔶 Conclusão e Apelo


Não se engane. Não se iluda. O engano leva ao inferno — e somente a verdade conduz à vida eterna com Deus. E a verdade é Cristo. É Ele quem determina como você deve viver, e é exatamente isso que você está ouvindo agora: a vida que Cristo exige de você.


Você não tem outra opção. Não pode continuar vivendo uma vida morna.

Precisa viver totalmente, intensamente e exclusivamente para Deus.

Precisa estar disposto até a ser chamado de fanático pelo mundo — porque o mundo odeia o fervor verdadeiro.


Qualquer vida que não seja totalmente entregue a Deus está fora do propósito de Deus

e nega quem Deus é.

Agora, você precisa responder:


Quem será o Senhor da sua vida: você ou Deus?

Quem você será: frio, morno ou quente?

Você aceitará ser chamado de fanático pelo mundo?


Esta é uma decisão que definirá o seu destino eterno.

Tome a decisão correta.Troque a sua vida pela vida de Deus. E viva exclusivamente para Ele.

Caso contrário, você estará negando quem Deus é, e a morte pode chegar a qualquer momento. E você enxergará que esteve enganado. E, por isso, será negado por Deus.



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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Quem rejeita as palavras da Bíblia, rejeita Deus — e está condenado

 

Título

Quem rejeita as palavras da Bíblia, rejeita Deus — e está condenado


Versículo Base

João 8:47 — “Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso vós não as ouvis, porque não sois de Deus.”


Introdução

🌟 Deus fala. Se Deus não falasse, Ele não seria Deus — seria um ídolo mudo, cego e surdo, incapaz de revelar a verdade. Mas o Deus da Bíblia é vivo, real e fala ao homem através de Sua Palavra. E se você não ouve Deus, se não reconhece a voz de Deus pelas Escrituras, isso revela um engano profundo. Quem não identifica a voz do Senhor está espiritualmente cego e permanece em condenação, porque rejeita Aquele que é a própria Verdade.

Esta palavra tem por objetivo trazer a voz de Deus a você, para que você conheça a verdade, viva na verdade e seja salvo.


Ponto 1 Deus fala claramente, e Suas ovelhas entendem Sua voz

A fonte é Deus — e Deus não traz engano. Quando Ele fala, fala com clareza, fala de modo que o homem compreenda. A Bíblia é a Palavra de Deus, e sua mensagem é objetiva, direta e suficiente para quem pertence ao Senhor.


Se alguém lê a Bíblia e entende errado, o problema não está na Palavra; está no coração da pessoa. A Bíblia diz que “minhas ovelhas ouvem a minha voz” — ou seja, quem é de Deus reconhece e entende o que Deus fala.


Quando uma pessoa não entende a voz de Deus, se confunde ou se engana com relação ao que Deus disse, isso revela que ela ainda não é ovelha. Porque as ovelhas ouvem, entendem e seguem.


Mas quando alguém se arrepende, abandona o pecado e aceita Jesus como Senhor, Deus lhe dá o Espírito Santo. E é o Espírito Santo que capacita a pessoa a ouvir a voz de Deus, compreender as Escrituras e viver na verdade.

Quem tem o Espírito Santo entende a Palavra. Quem não entende, é porque ainda não nasceu de Deus.

Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo de mim mesmo.” 

João 7:17

“Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.”

João 16:13


Ponto 2 A atuação do diabo na cegueira espiritual


O diabo trabalha para cegar o entendimento das pessoas. Ele engana, confunde e impede que o homem receba o Espírito Santo. O objetivo dele é simples: afastar o ser humano da verdade de Deus.


Quando a pessoa não tem o Espírito Santo, ela não entende a Palavra, erra quanto à vontade de Deus, distorce o ensino, recusa a doutrina de Cristo e, por fim, permanece na condenação.

Essa cegueira não vem de Deus, mas é obra direta de Satanás.


A ação do diabo começa cedo. Ele planta engano, fortalece pensamentos falsos, sustenta dúvidas, alimenta orgulho e cria resistência contra a verdade. E essa atuação permanece e se fortalece na vida daqueles que não são honestos diante de Deus, que rejeitam a verdade, que não querem se submeter e que negam o direito de Deus dirigir suas vidas.

E foi lançado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi lançado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.”

Apocalipse 12:9

“Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.”

2 Coríntios 4:4


Ponto 3 —  A Condenação dos que não são guiados pelo Espírito Santo


A condenação recai sobre todos aqueles que não são guiados pelo Espírito Santo. E por que não são guiados? Porque não têm uma aliança de fidelidade com Deus.


Quem não abandona o pecado, quem não assume um compromisso real de obediência e fidelidade ao Senhor, não recebe o Espírito Santo.

E sem o Espírito Santo, não há direção divina, não há luz, não há discernimento.


Sem o Espírito Santo: a pessoa não é guiada por Deus; não é filha de Deus, porque os filhos de Deus são guiados pelo Espírito (Romanos 8:14); não conhece a verdade, pois é o Espírito que conduz à verdade; e, vivendo no engano, permanece condenada.


Muitos até são religiosos. Frequentam templos, participam de rituais, falam de Deus.

Mas a religiosidade sem o Espírito é engano.

E o engano faz a pessoa acreditar que está salva, quando na verdade está longe de Deus.


A religião, quando não conduz à verdade bíblica e à obediência a Cristo, se torna um instrumento de cegueira espiritual, impedindo o homem de enxergar sua própria condenação.


O problema não é a Bíblia.

O problema não é Deus.

O problema é que sem o Espírito Santo, o homem não vê, não entende e não se salva.


Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.”

Romanos 8:9


“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.”

Romanos 8:14


“E nós somos testemunhas destas coisas, e assim é também o Espírito Santo, o qual Deus deu àqueles que lhe obedecem.”

Atos 5:32


“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”

Mateus 7:21


🔷 Conclusão e apelo


Amigo leitor, você pode morrer a qualquer hora e ir para o inferno eterno, caso você não faça hoje, agora, uma aliança de fidelidade a Deus, abandonando o pecado e decidindo seguir a Palavra de Deus, a ouvir a voz de Deus e seguir os ensinos de Jesus que estão na Bíblia.

Se você não consegue pensar na morte, que pode ocorrer a qualquer momento, se você não consegue pensar em Deus e Sua vontade, se você não abandona o pecado e não segue a Cristo e os Seus ensinos que estão na Bíblia, você está louco, cegado pelo diabo, orgulhoso e perverso. E quando morrer, vai entender o quão louco e perverso era.

A sua religião não vai te salvar, as suas boas ações não vão te salvar. A salvação vem quando você faz um compromisso de fidelidade a Cristo, aos Seus ensinos que estão na Bíblia, custe o que custar, e decide viver para conhecer e fazer a vontade de Deus.

Deus fala e também ouve. Portanto, fale com Deus agora. Faça uma aliança de fidelidade a Cristo.

Diga assim:

“Senhor Jesus, eu te peço perdão pelos meus pecados e faço um compromisso, de hoje em diante, de seguir e ser fiel a Ti, à Tua Palavra que está na Bíblia, custe o que custar, por toda a minha vida.

Recebe esta oração em nome de Jesus. Amém.”



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quinta-feira, 27 de novembro de 2025

A Saúde e o Sangue: A Vida Está no Sangue

  


A Saúde e o Sangue: A Vida Está no Sangue


Versículo Base: Deuteronômio 12:23 — “... porque o sangue é a vida ...”


Introdução


O sangue é a base da vida. A ciência confirma o que a Bíblia já declarava há milênios: sem sangue, não existe saúde. É o sangue que transporta oxigênio, nutrientes, hormônios e tudo o que mantém cada célula funcionando. Onde o sangue não chega, a vida não permanece. Uma pequena falha na circulação afeta imediatamente todo o corpo. Tudo depende dele.

Da mesma forma, esta mensagem que você vai ler trata de um tema fundamental para a existência: o sangue. Assim como o corpo morre sem o fluxo sanguíneo, a vida espiritual também carece da verdade que o sangue representa. Por isso, esta reflexão precisa ser lida com atenção — porque ela toca o centro da vida, tanto física quanto espiritual.

Aqui está uma verdade simples, direta e transformadora: a vida está no sangue. E compreender isso é compreender o que sustenta o corpo… e o que sustenta a alma, o que sustenta a vida. 


Ponto 1 — Descuidar do Sangue é Descuidar da Vida


O sangue não é apenas um fluido no corpo; ele é o próprio fundamento da vida. Descuidar do sangue é descuidar da vida, porque é o sangue que sustenta cada função vital. É ele que leva oxigênio às células, que carrega os nutrientes que alimentam os tecidos, que remove toxinas e mantém a temperatura do corpo estável. Quando o sangue está doente, todo o organismo adoece. Quando o sangue para, a vida cessa.


A ciência mostra que qualquer alteração no sangue — seja química, seja na circulação — afeta imediatamente todo o corpo. Não existe uma parte da vida humana que não dependa do sangue. Ele toca tudo: o cérebro, o coração, os músculos, os órgãos, tudo vive porque o sangue chega. Onde o sangue não chega, a morte começa.


Essa é uma verdade tão simples quanto profunda: cuidar do sangue é cuidar da vida. E isso não é apenas uma realidade biológica. É também uma janela para entender uma verdade espiritual ainda maior, que será revelada ao longo da mensagem.


2. A Introdução do Sacrifício de Sangue no Velho Testamento


O sangue sempre existiu, porque Deus criou a vida com sangue. Mas o sacrifício de sangue — o uso do sangue como substituto — só aparece depois do pecado.


O primeiro derramamento de sangue na história não foi feito pelo homem, mas pelo próprio Deus. Após a queda, Deus fez “túnicas de pele” para Adão e Eva (Gênesis 3:21). Para haver pele, houve a morte de um animal. Ali ocorreu o primeiro sacrifício, inaugurando o princípio espiritual que guiaria toda a revelação bíblica:

o pecado gera morte, e a morte exige sangue.


A partir daquele momento, ficou estabelecido que:

– O pecado tira a vida;

– A vida está no sangue;

– Portanto, onde há pecado, é necessário que haja sangue para representar vida.


Com isso, os sacrifícios passaram a ser parte essencial da adoração no Velho Testamento. O sangue derramado no altar não era apenas um ritual: era um ensino constante de que uma vida era dada no lugar de outra, para cobrir temporariamente os efeitos do pecado.

Porque a vida da carne está no sangue; eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma.”

Levítico 17:11

Todo esse sistema não era o fim — era um sinal provisório, apontando para a necessidade de um sangue perfeito, definitivo, que resolveria o problema iniciado no Éden.


3. O Sangue de Jesus: O Sacrifício Definitivo


Como vimos, o pecado introduziu a morte no mundo. E se o pecado gera morte, e a vida está no sangue, tornou-se necessária a existência de sangue derramado para lidar com as consequências do pecado. Mas o sangue dos animais, apesar de apontar para essa verdade espiritual, não podia resolver o problema de forma definitiva — porque nunca houve vida perfeita no sangue dos animais.


A Bíblia mostra que o sangue precisa representar vida verdadeira. Para que o sangue pudesse restaurar o homem, ele precisava vir de alguém que não estivesse morto espiritualmente, mas que tivesse vida em si mesmo. E somente Deus possui vida em plenitude.


Mas Deus não podia simplesmente “tocar” o homem caído.

A santidade absoluta de Deus o impede de se unir com aquilo que está morto espiritualmente. O pecado contaminou a raça humana — e onde há morte, há impureza. A morte espiritual deforma o caráter, corrompe o interior, separa o homem de Deus.

Deus não pode se unir ao impuro; e o homem, separado pelo pecado, estava espiritualmente em decomposição.


Por isso, o plano de Deus exigia algo extraordinário:

Deus precisava se aproximar do homem sem violar Sua própria santidade.


A única maneira de fazer isso era Deus assumir a natureza humana — para ter sangue.

Jesus se fez homem, não apenas para viver entre nós, mas para possuir um sangue que pudesse ser derramado. Ele nasceu sem pecado, viveu sem pecado, e Sua vida era perfeita. Seu sangue carregava a vida verdadeira, a vida que o homem havia perdido.


Assim, na cruz, Jesus derramou um sangue totalmente puro, não contaminado, não deformado pelo pecado.

Um sangue que não representa morte, mas vida.

E é justamente isso que torna Seu sacrifício definitivo:

Ele entrega a Sua vida perfeita em substituição à nossa vida morta.

O sangue dos animais apenas cobria o pecado.

O sangue de Jesus remove o pecado.

Ele não apenas aponta para a vida — Ele oferece a vida.

Esse é o fundamento da redenção:

A vida que o homem perdeu é restaurada pelo sangue de um Justo, e esse Justo é o próprio Filho de Deus feito homem.

No próximo ponto veremos como o sangue de Jesus se torna eficaz na vida do homem — como ele é aplicado, como traz vida, e de que forma alguém realmente passa a viver pelo poder desse sangue.

O que o sangue de Jesus representa


O sangue de Jesus representa o abandono definitivo do pecado. Isso precisa ficar muito claro para o leitor: o pecado traz a morte porque ele separa o homem de Deus, afastando-o da única fonte de vida verdadeira. Desde o Éden, quando o homem escolheu o pecado, a sua vida se tornou uma vida morta espiritualmente — corrompida e afastada de Deus.


Mas a aceitação do sangue de Jesus traz a vida, porque o sangue é a vida de Cristo entregue em substituição à nossa vida perdida. E essa vida que o sangue comunica não é a vida antiga, marcada pelo engano, pelo pecado e pela morte. É uma nova vida, formada pela fidelidade aos ensinos de Cristo.


Por quê?

Porque os ensinos de Cristo são a expressão da vontade de Jesus, e a vontade de Jesus é a vontade de Deus. Quando alguém recebe o sangue — isto é, quando recebe a vida de Cristo — essa vida só se torna real na medida em que a pessoa abandona sua própria vontade e passa a viver segundo a vontade de Cristo revelada em Sua Palavra, a Bíblia.


Por isso Paulo pôde declarar:


Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.”

Gálatas 2:20


A vida de Cristo é comunicada pelo sangue, e o sangue se torna verdadeiro na pessoa quando ela deixa o pecado (que é morte) e passa a viver pela obediência à Palavra (que é vida). Assim, o sangue de Jesus não apenas paga o pecado, mas elimina o pecado, porque cria um novo modo de viver — a vida do próprio Cristo em nós.


4. Por que a Ceia do Senhor?


A Bíblia nos orienta a uma prática para aqueles que decidem seguir a Cristo: a Ceia do Senhor.

Ela não é um ritual simbólico sem propósito.

A Ceia existe para lembrar, de forma contínua e consciente, a morte de Jesus na cruz e o derramamento do seu sangue.


Jesus ordenou:

Fazei isto em memória de mim.”

Lucas 22:19


E também disse:

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna.”

João 6:54


Beber do sangue, na ceia, significa manter vivo na mente o sacrifício de Cristo — o sangue que Ele derramou.

Este sangue é o que torna possível que o homem abandone a vida antiga de pecado e receba a nova vida que vem de Cristo, conforme já vimos anteriormente.


Quando Jesus manda “fazer isto em memória de mim”, Ele ensina que o sacrifício dEle precisa estar diante de nós o tempo todo:

No nosso pensar, no nosso falar, no nosso agir, nas nossas decisões, e na forma como rejeitamos o pecado.


A memória viva do sangue de Jesus é o que leva o homem a:

Entender o valor desse sangue, permanecer afastado do pecado, e buscar viver segundo a vontade de Cristo.


E a vontade de Cristo é revelada em Sua Palavra.

Por isso, a Ceia do Senhor não é apenas um ato isolado, mas uma lembrança contínua de que a vida de Cristo deve ser vivida em nós, na medida em que aplicamos Seus ensinos e rejeitamos aquilo que o afastou de Deus: o pecado.

No entanto, é importante esclarecer:

Todo aquele que verdadeiramente segue a Cristo participa da Ceia; mas nem todo aquele que participa da Ceia realmente segue a Cristo.

Porque muitos participam sem discernir o significado do sacrifício — tomam o pão e o cálice, mas ainda não abandonaram o pecado, nem vivem para conhecer e fazer a vontade de Deus.

E enquanto isso não acontece, a vida de Cristo — representada pelo Seu sangue — ainda não se estabelece de forma verdadeira e definitiva na pessoa.


🔴 Conclusão e Apelo


Como vimos, o sangue de Jesus é a vida.

A morte veio com o pecado; a vida vem com o sacrifício e o sangue de Jesus.

Ele traz a vida, lembrando que o sangue derramado não é para que o pecado permaneça, mas para que seja removido, assim como o sacrifício do sangue do cordeiro derramado no Velho Testamento prefigurava Jesus.


“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”

João 1:29


Caro amigo leitor, sem este sangue você não tem vida verdadeira.

O que você precisa fazer é reconhecer o valor deste sangue, abandonando o pecado, e permitir que a vida de Jesus prevaleça sobre a sua vida.


Portanto, receba o sangue de Jesus, abandonando o pecado, e a partir de hoje, viva conforme a vontade de Deus revelada na Bíblia Sagrada.

Faça esta oração e esta aliança de fidelidade a Deus, de fidelidade ao sangue derramado na cruz, e assim tenha a vida eterna: 


🙏 Oração de Aliança

Senhor meu Deus, eu aceito o sacrifício de Jesus na cruz pelos meus pecados, abandonando-o hoje definitivamente, e decido não mais viver a minha vida, a minha vontade, mas agora viver a vida de Cristo, através dos Seus ensinos que estão na Bíblia.

Receba esta oração em nome de Jesus. Amém.



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domingo, 23 de novembro de 2025

Cumprimento das Profecias e Você: Alienação ou Entendimento

O CUMPRIMENTO DAS PROFECIAS E VOCÊ: ALIENAÇÃO OU ENTENDIMENTO?



ETAPA 1 — A BASE PROFÉTICA: O QUARTO IMPÉRIO DE DANIEL E A CONTINUIDADE ROMANA


1. O ponto de partida: Daniel identifica quatro impérios

A profecia de Daniel 2 e Daniel 7 descreve quatro impérios sucessivos:

Babilônia ; Medo-Pérsia;  Grécia;   Roma (o quarto império)


 Daniel 7:23 — “O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; devorará toda a terra, e a pisará e a fará em pedaços.”

Ou seja: Roma é o último império mundial da história, e suas extensões permanecem até o fim dos tempos, segundo Daniel.


2. O detalhe profético: o Império Romano NÃO acaba — ele muda de forma


Daniel vê o quarto império primeiro como ferro, depois como ferro misturado com barro nos pés e dedos da estátua (Daniel 2:41–43).


Isso indica:


Uma continuação do poder romano, mas não mais na forma de um império político único.

Uma fase fragmentada, mas ainda baseada na estrutura romana.


Conclusão bíblica desta etapa:

Segundo Daniel, Roma continuaria existindo de outra forma, em forma de:


poder político, poder cultural, e principalmente poder religioso.


É aqui que entra a transição histórica-profética que vamos explicar com base bíblica.


3. O surgimento do “Pequeno Chifre” a partir do Império Romano


Daniel vê dez chifres (dez reinos europeus que surgiram após a queda do império) e um pequeno chifre surgindo entre eles, com características únicas.


Daniel 7:8 — “Enquanto eu considerava os chifres, eis que subiu entre eles outro chifre pequeno…”


O que isso significa?

Esse pequeno chifre não surge antes, mas DE DENTRO da estrutura do Império Romano após sua fragmentação.

Ele tem “olhos como os de homem” e uma “boca que falava grandes coisas” (Daniel 7:8).

Ele possui caráter religioso e político ao mesmo tempo (Daniel 7:21, 25).

É fundamental notar: O pequeno chifre NÃO é um povo pagão externo.

Ele é um poder que brota DIRETAMENTE da estrutura romana.


Portanto:

A Bíblia mostra que haveria um poder religioso-político romano que dominaria por um longo período e teria papel central nas profecias finais.


4. A ligação bíblica entre Roma, o pequeno chifre e o sistema que surgiria depois


Historicamente — e biblicamente — o único sistema religioso que:


nasceu dentro da estrutura romana,

herdou sua autoridade política,

herdou sua estrutura territorial,

herdou sua língua (latim),

herdou sua organização jurídica,

assumiu seu título imperial,

e também influenciou reis europeus por séculos,

foi a Igreja Católica Romana, que literalmente se intitula até hoje “Igreja ROMANA”.


Ela surgiu exatamente:


da queda política de Roma,

ocupando o vácuo deixado pelos Césares,

adotando a teologia imperial,

e exercendo poder religioso-político durante toda a Idade Média, o que Daniel descreve como os 1260 dias (Daniel 7:25; Apocalipse 12:6).


Portanto: Roma não morreu — ela mudou de forma.

Passou do império pagão para um império religioso.


Resumo da ETAPA 1.


1. Daniel profetiza quatro impérios mundiais; o último é Roma.

2. Roma não desaparece — ela se fragmenta, mas continua até o fim dos tempos (pés de ferro e barro).

3. Dessa Roma fragmentada surge um poder religioso-político: o pequeno chifre.

4. Historicamente e profeticamente, o único poder religioso que nasce diretamente de Roma é a Igreja Católica Romana (instituição).

5. A Bíblia mostra que esse sistema teria papel central em todas as profecias finais.


ETAPA 2 — O CHIFRE PEQUENO, A TRANSFORMAÇÃO DO IMPÉRIO ROMANO E A PERSEGUIÇÃO AOS SANTOS (PASSADA E FUTURA)


Nesta etapa, analisaremos como o Império Romano, apresentado em Daniel 2, 7 e 8, se transforma ao longo da história, dando origem tanto ao sistema religioso romano quanto ao poder político do Anticristo. O objetivo é mostrar biblicamente:


1. A transição do Império Romano para o sistema religioso romano;

2. A manifestação histórica da perseguição aos santos (Inquisição);

3. A futura perseguição, que não partirá da estrutura religiosa diretamente, mas do poder político que procede das mesmas raízes proféticas;

4. O papel da Grande Babilônia (Apocalipse 17–18) e sua queda.

Tudo isso dentro de uma leitura estritamente bíblica e profética.


2.1 — O QUARTO IMPÉRIO: ROMA (Daniel 2, 7)

Daniel descreve quatro reinos sucessivos (Daniel 2:31–45). O quarto reino, representado pelo ferro, é Roma.

Em Daniel 7, ele aparece como um animal terrível, diferente de todos os outros (Daniel 7:7).

Esse reino não desaparece, mas se transforma.

Primeiro em províncias, depois em reinos, e finalmente em um poder religioso-político que se levanta dentro da própria estrutura romana, representado pelo:


➜ Chifre pequeno (Daniel 7:8, 24–25)


O chifre pequeno nasce de dentro do quarto reino, não de fora.

Ele tem características:

Políticas (“olhos como de homem”, indicando inteligência e governo);

Religiosas (“proferia palavras contra o Altíssimo”);

Interferência no tempo e na lei (7:25).

Perseguidoras (“fará guerra aos santos e os vencerá” – 7:21);


Esse aspecto profético de perseguição se cumpre de duas formas: historicamente, na perseguição promovida pelo sistema religioso romano — especialmente na Inquisição — e futuramente, quando a perseguição final será realizada não pela instituição religiosa em si, mas pelo poder político que procede das mesmas raízes romanas e que alcança seu ápice na figura do Anticristo.


Isso indica um poder religioso com autoridade política, oriundo da própria estrutura romana.


A história confirma que, após a queda formal do Império Romano, a instituição que herdou sua estrutura, sua língua, seu território e sua autoridade supranacional foi a Igreja Católica Romana, transformando-se no grande poder religioso da Europa.


2.2 — A PERSEGUIÇÃO AOS SANTOS NA HISTÓRIA (Inquisição)


Daniel diz que o chifre “fará guerra aos santos e os vencerá” (7:21).

Historicamente, isso se manifestou de forma muito clara:


✔ Inquisição


A Inquisição foi um sistema oficial e institucional que, em nome da autoridade da Igreja Romana, perseguiu cristãos considerados “hereges”.


Isso cumpre o aspecto histórico da profecia:

perseguição;

autoridade religiosa com poder político;

domínio sobre reis e nações.

O cumprimento histórico é indiscutível: houve uma perseguição real, promovida por uma estrutura religiosa com apoio político.


2.3 — A PERSEGUIÇÃO FUTURA: NÃO MAIS PELA IGREJA ROMANA, MAS PELO PODER POLÍTICO DO ANTICRISTO


A Bíblia mostra que a perseguição futura aos cristãos não virá diretamente da instituição Igreja Católica, mas:


➜ Do poder político do Anticristo,


que nasce do mesmo sistema,

tem as mesmas raízes,

e é descrito biblicamente como o renascimento do poder romano (Ap 13; 17).


Porque em Apocalipse 17 vemos:


uma mulher (sistema religioso)

montada na besta (poder político).

A mulher influencia, mas não domina permanentemente.


E o texto diz:

 “Os dez chifres… odiarão a prostituta… a destruirão e a devorarão” (Ap 17:16).

Ou seja:


o sistema religioso cai;

o poder político rompe com ela;

ele assume o controle total;

e então vem a perseguição final (Ap 13:7).

Assim:

a perseguição passada veio do sistema religioso romano;

a perseguição futura virá do sistema político que procede das mesmas raízes romanas.


2.4 — A QUEDA DA GRANDE BABILÔNIA (Apocalipse 17–18)


Babilônia, no Apocalipse, é apresentada como:

um sistema religioso, rico, revestido de púrpura e escarlata, embriagado com o sangue dos santos, assentado sobre sete montes (Ap 17:9).

Características que historicamente se encaixam na Igreja Católica Romana, que sempre se identificou com os “sete montes de Roma”.

A cidade de Roma é reconhecida historicamente como a “cidade das sete colinas”. Seu núcleo original foi estabelecido sobre sete elevações geográficas reais: Aventino, Palatino, Capitólio, Quirinal, Viminal, Esquilino e Célio. Esse é um fato geográfico incontestável, registrado desde a Antiguidade. Assim, quando o texto bíblico de Apocalipse descreve a mulher assentada sobre sete montes, a cidade de Roma se encaixa perfeitamente nessa descrição, pois sua formação territorial corresponde, hoje também, exatamente ao relevo composto por sete colinas.


Mas sua queda é profetizada antes da dominação final do Anticristo.


Depois de sua queda:


o poder político assume totalmente o controle;

o Anticristo estabelece seu domínio mundial;

e então cumpre-se Apocalipse 13:7 — a perseguição final.


ETAPA 2 — CONCLUSÃO


A Bíblia mostra um processo em três etapas:


1. O Império Romano se transforma em um poder religioso-político, representado pelo chifre pequeno.

2. Esse sistema religioso romano historicamente perseguiu os santos, com cumprimento parcial na Inquisição e nas perseguições a grupos cristãos não alinhados.

3. No fim dos tempos, a perseguição final virá não da Igreja Romana, mas do poder político do Anticristo, que nasce das mesmas raízes, destrói a Grande Babilônia, assume controle total e persegue os cristãos em escala global.



ETAPA 3 —A IGREJA CATOLICA; A IDENTIFICAÇÃO DA GRANDE BABILÔNIA COMO O SISTEMA RELIGIOSO ORIGINADO DO CHIFRE PEQUENO E SUA QUEDA ANTES DO DOMÍNIO ABSOLUTO DA BESTA


Esta etapa conecta diretamente a revelação da Etapa 2 com o desenvolvimento profético do Apocalipse, mostrando:


1. Que o chifre pequeno de Daniel (poder político-religioso surgido de Roma) transforma-se historicamente na Igreja Católica Romana.

2. Que esse sistema religioso cumpre todas as características bíblicas da Grande Babilônia/Mulher do Apocalipse.

3. Que a mulher (Grande Babilônia) domina a besta por um período.

4. Que sua queda ocorre antes do governo absoluto do Anticristo.

5. Que sua destruição abre caminho para o poder político final do chifre — a besta.

Assim, a etapa 3 é o desdobramento direto da etapa 2.


3.1 — CONEXÃO DIRETA COM A ETAPA 2: O CHIFRE PEQUENO COMO ORIGEM DO SISTEMA RELIGIOSO ROMANO


Na etapa anterior, foi demonstrado:


que o quarto reino é Roma;

que de Roma surge um poder específico — o chifre pequeno;

que esse chifre combina poder político e religioso (Daniel 7:8, 24–25);

que ele “fará guerra aos santos” (7:21);

e que ele interfere “no tempo e na lei” (7:25).

Historicamente, após a queda formal do Império Romano, a estrutura que herdou sua autoridade, suas terras, sua organização política, sua língua e sua influência mundial foi a Igreja Católica Romana.


Ela se estabeleceu como:

sucessora cultural e institucional do império;

autoridade supranacional sobre reis e nações;

poder religioso com pretensões políticas;

perseguidora dos santos durante séculos (Inquisição).

Portanto:

✔ O chifre pequeno encontra sua manifestação histórica no sistema religioso-político romano, consolidado na Igreja Católica.

✔ Esse sistema se torna o elo visível entre o Império Romano e o futuro Anticristo.


Essa ligação é crucial para entender Apocalipse 17.


3.2 — A IGREJA CATÓLICA COMO A GRANDE BABILÔNIA / A MULHER DO APOCALIPSE


Apocalipse 17 descreve a mulher como:


“a grande prostituta” (17:1);

“embriagada com o sangue dos santos” (17:6);

“assentada sobre sete montes” (17:9);

“a grande cidade que reina sobre os reis da terra” (17:18);

“vestida de púrpura e escarlata” (17:4).

Essas características encaixam-se perfeitamente, ponto por ponto, na Igreja Católica Romana, porque:


(1) Assentada sobre sete montes

Roma está literalmente construída sobre sete colinas até hoje:

Aventino, Palatino, Capitolino, Quirinal, Viminal, Esquilino e Célio.


(2) Autoridade sobre reis da terra

Durante séculos, papas coroaram reis, derrubaram impérios, ditaram leis e interferiram diretamente na política mundial.


(3) Vestes púrpura e escarlata

São as cores oficiais do colégio de cardeais e da alta hierarquia católica.


(4) Embriagada com o sangue dos santos

A Inquisição e diversas perseguições religiosas históricas realizam exatamente o cumprimento literal do texto.


(5) Riqueza acumulada

Apocalipse 18 descreve luxo, ouro, pedras preciosas e comércio, aspectos evidentes no sistema religioso romano ao longo dos séculos.


Portanto, o sistema religioso-político desenvolvido a partir do chifre pequeno é a própria mulher do Apocalipse 17 — a Grande Babilônia. 

E todas as características apresentadas pela profecia — o poder supranacional, a mistura entre religião e Estado, o domínio sobre reis, a influência global, a corrupção espiritual, a perseguição aos santos, a riqueza acumulada, a pompa, as cores, a relação com Roma e a posição sobre sete montes — se enquadram perfeitamente na Igreja Católica Romana, identificando-a como o sistema religioso descrito na profecia.


3.3 — A MULHER DOMINA A BESTA: A RELAÇÃO ANTES DA QUEDA


A mulher está montada sobre a besta (Ap 17:3), mostrando:


domínio religioso sobre o poder político;

influência espiritual sobre reinos e governantes;

relação direta entre religião e Estado.


Durante séculos, a Igreja Católica exerceu essa influência:


coroou e depôs reis;

governou territórios;

interferiu em governos;

uniu-se a potências políticas.


Essa é exatamente a relação da mulher com os reis da terra (17:2).



3.4 — A QUEDA DA GRANDE BABILÔNIA (QUEDA DA IGREJA CATÓLICA COMO PODER MUNDIAL)


A Bíblia diz que:

os dez reis, junto com a besta, se voltarão contra a mulher;

a tornarão desolada e a queimarão (17:16).

Isto significa:


✔ o sistema religioso romano cai;

✔ perde poder, influência e prestígio;

✔ é abandonado pelos governos do mundo;

✔ é destruído antes do domínio pleno do Anticristo.


Essa queda é tanto espiritual, quanto política e econômica (Ap 18).



3.5 — APÓS A QUEDA DA IGREJA CATÓLICA, SURGE O PODER POLÍTICO FINAL


Com o sistema religioso removido:

a besta assume controle total; o Anticristo governa sem influência religiosa; instala-se o sistema político global descrito em Apocalipse 13.

Assim, a queda da mulher é necessária para que o Anticristo tenha controle absoluto.


É importante compreender que a “queda” da Grande Babilônia — identificada historicamente no sistema religioso romano — não significa uma separação total do poder, mas uma transformação profeticamente anunciada. A Palavra mostra que o quarto reino (Roma) não desaparece; ele se desdobra, se divide, se mistura e se altera. Em Daniel 2, a estátua termina com “ferro misturado com barro” (Daniel 2:41–43), indicando um reino que permanece ligado ao ferro romano, mas perde sua pureza original, tornando-se uma combinação instável, híbrida e politicamente frágil. Esta imagem profética mostra uma transformação, e não um fim. Assim, a queda da Grande Babilônia em Apocalipse 17–18 representa o colapso do seu domínio religioso e de sua influência espiritual, para que então surja a forma final desse mesmo sistema — o poder político do Anticristo, que ainda procede das raízes romanas. Portanto, a Bíblia descreve uma transição: o sistema religioso cai, mas o sistema político que nasce dele assume o controle, cumprindo plenamente a profecia da mistura entre ferro e barro e revelando a continuidade do poder romano até o fim dos tempos.


3.6 — CONCLUSÃO DA ETAPA 3

1. O chifre pequeno, surgido de Roma, torna-se historicamente o sistema religioso-político identificado com a Igreja Católica.

2. Esse sistema cumpre todas as características da Grande Babilônia/Mulher de Apocalipse 17.

3. A mulher domina reis e exerce influência antes de sua queda.

4. Sua queda é provocada pelo próprio poder político que dela procede — a besta.

5. Só após essa queda, o Anticristo assume domínio absoluto.


ETAPA 4 - “SAI DELA, POVO MEU” — O CHAMADO DIVINO PARA ABANDONAR A GRANDE BABILÔNIA


A expressão “Sai dela, povo meu” aparece em Apocalipse 18:4:


> “E ouvi outra voz do céu, dizendo:

Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados e para que não incorras nas suas pragas.”


Este é um dos textos mais fortes e decisivos de todo o Apocalipse.


1. A quem Deus está chamando?

Deus não fala para o mundo.

Deus não fala para o sistema religioso.

Deus fala para aqueles que precisam abandonar o sistema religioso que Ele vai destruir.


Ou seja:


✔ Há pessoas presas pelo engano dentro da Grande Babilônia

✔ Há pessoas submetidas à tradição, e não à Palavra

✔ Há pessoas que precisam receber a verdade para serem libertas


Por isso Deus dá um chamado urgente:


“Sai dela, povo meu.”


2. Por que Deus ordena a saída?


A razão central é salvação, não proteção institucional.


A ordem é:

Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados.”

(Ap 18:4)


Ou seja:

A pessoa precisa abandonar o sistema para não incorrer nos mesmos erros doutrinários, que impedem o verdadeiro relacionamento com Deus e afastam da verdade.

A Grande Babilônia — identificada claramente pela análise bíblica como a Igreja Católica Romana — sustenta doutrinas que contradizem frontalmente as Escrituras. Entre elas:


Transubstanciação (adoração do pão como se fosse Deus);

Mariolatria e mariologia (Maria entendida como mediadora, intercessora e corredentora);

Culto às imagens (santos, esculturas, ícones);

Orações pelos mortos;

Confissão auricular com absolvição humana;

Purgatório;

Tradição acima da Escritura;

Batismo de bebes

Canonização de mortos;

Poder humano para perdoar pecados;

Substituição da fé pela liturgia sacramental.

Adulteração das escrituras — a inclusão dos livros apócrifos


Todas essas práticas:


substituem Cristo,

negam a suficiência da cruz,

desviam a fé para mediadores humanos,

anulam a autoridade exclusiva da Palavra,

e compõem o “vinho da prostituição” citado em Apocalipse.


Portanto, o chamado divino não é meramente uma fuga das pragas, mas um chamado à:


✔ libertação do engano,

✔ separação da idolatria,

✔ rejeição dos falsos mediadores,

✔ abandono das práticas religiosas corrompidas,

✔ retorno exclusivo à Palavra de Deus,

✔ e entrada na verdade que conduz à salvação.


A saída é uma exigência espiritual: ninguém pode permanecer num sistema religioso condenado pela Escritura e, ao mesmo tempo, abraçar a verdade do Evangelho.


3. Como isso se conecta ao que estamos tratando?


O chamado “sai dela” se encaixa perfeitamente na estrutura profética que e a biblia apresenta


1. A Grande Babilônia = o sistema religioso romano

Nós já demonstramos biblicamente:


que a mulher de Apocalipse 17

assentada sobre os sete montes

adornada de púrpura e escarlate

embriagada com o sangue dos santos

dominando reis e nações

e ligada à continuidade do Império Romano

corresponde exatamente à Igreja Católica Romana.


Portanto:

Quando Deus diz “sai dela”, Ele está chamando as pessoas a abandonar o sistema religioso romano, para que recebam a verdade e sejam libertas.

2. O chamado acontece ANTES da queda


E isso é fundamental:

✔ Deus chama antes do julgamento

✔ As pessoas são chamadas a sair antes das pragas

✔ A queda ocorre enquanto as pessoas estão saindo


Portanto:

a saída é o último aviso antes da destruição da estrutura religiosa romana.


3. A saída prepara o cenário para a transição final

Quando as pessoas começam a sair:

o sistema enfraquece;

sua influência diminui;

sua autoridade espiritual colapsa;

seu poder econômico e político se desintegra;

e o poder político da besta (Anticristo) assume o domínio total.


Assim:

✔ A queda da Grande Babilônia é a queda do poder religioso romano

✔ A ascensão da besta é a transformação desse sistema em seu estágio final

✔ Tudo segue a mesma raiz profética do quarto império


Daniel 2 e 7 se conectam aqui:


o ferro permanece (Roma),

mas agora misturado com barro (instabilidade religiosa e política),

preparando o cenário do Anticristo.


4. Conclusão: o chamado é para hoje


Apocalipse 18:4 é:

um alerta,

um aviso,

um chamado de separação,

uma convocação espiritual,

um romper com o sistema romano.



E faz parte direta da sequência profética:


1. Roma se transforma no sistema religioso (chifre pequeno)

2. O sistema religioso se torna a Grande Babilônia

3. Deus chama as pessoas a sair

4. A Grande Babilônia cai

5. A besta (Anticristo) assume o domínio

6. A perseguição final começa


O chamado “Sai dela, povo meu” é Deus gritando antes da queda —

e este grito já está ecoando nos dias de hoje.



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terça-feira, 18 de novembro de 2025

A BÍBLIA NOS SEPARA


 A BÍBLIA NOS SEPARA


Versículo-base

Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.”

(Mateus 10:34)


Introdução


Vivemos em um tempo marcado por um sentimento crescente de união e harmonia, como se a paz fosse alcançada simplesmente pelo consenso, pelo acordo superficial e pela eliminação de qualquer diferença. Há um esforço emocional — quase instintivo — de evitar conflitos, de manter todos juntos, de preservar uma sensação de unanimidade.


Mas esse sentimento, apesar de parecer nobre, não reflete o princípio revelado por Jesus.


A Bíblia nos mostra que a verdadeira separação não nasce de disputas humanas, nem de divisões entre religiões, nem de conflitos exteriores. A separação que Cristo anuncia é espiritual, profunda e inevitável. É a separação entre verdade e engano, entre luz e trevas, entre fidelidade e infidelidade. É um princípio que alcança todas as esferas, inclusive onde jamais imaginaríamos:

— dentro da própria fé,

— dentro da própria comunidade,

— dentro do próprio lar,

— e dentro do próprio coração.


Por isso Jesus diz que veio trazer “espada”. Não uma espada humana, mas a espada da Palavra, que corta, divide, discerne e revela. A espada que separa aquilo que é de Deus daquilo que apenas parece ser de Deus.


E esta mensagem é um chamado à reflexão — porque só refletindo à luz da Palavra podemos perceber essa separação que não é visível aos olhos, mas é absolutamente real. Se não refletirmos no que Jesus está dizendo, seremos facilmente arrastados pelo sentimento enganoso de unidade que ignora a verdade.


A espada de Cristo existe porque Ele é a verdade.

E a verdade separa.


1. A Verdade Revelada por Deus é, por Natureza, Separadora


A primeira realidade que precisamos compreender é que a separação não começa no homem; ela começa em Deus. A separação não é fruto de opinião, de posição religiosa, de temperamento ou de divergência humana.

A separação nasce do fato de que Deus é verdade, e tudo o que é verdade, por sua própria natureza, distingue-se do que é falso.


A Bíblia revela que Deus não apenas possui a verdade — Ele é a própria verdade. E quando a verdade se manifesta, ela inevitavelmente expõe, revela e divide.


Versículos de fundamento

📖 Salmo 119:160

“A tua palavra é a verdade desde o princípio…”

— A verdade tem origem em Deus, e por isso ela separa tudo o que não procede Dele.


📖 Hebreus 4:12

“A palavra de Deus é viva… e penetra até à divisão…”

— A Palavra não apenas ensina; ela divide interiormente, discernindo intenções e revelando motivações.


📖 João 8:32

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

— Libertar é separar. A verdade liberta porque afasta do engano.


A verdade não pede permissão para separar — ela separa automaticamente. Quando Deus fala, aquilo que é Dele se aproxima, e aquilo que não é Dele se afasta.

Quando a luz chega, as trevas se dissipam.

Quando a revelação se manifesta, a mentira é exposta.

Quando Cristo se apresenta, o erro não consegue permanecer camuflado.


A separação, portanto, não é um ato de rejeição, mas um ato de revelação.

É a natureza da verdade mostrando o que realmente é, e mostrando o que não é.


É impossível haver verdadeira unidade sem verdade.

É impossível haver verdadeira paz onde a verdade não governa.

Toda “paz” construída fora da verdade é, na essência, uma paz falsa, porque apenas encobre o conflito real.


Por isso, antes de qualquer atitude humana, Cristo afirma que trouxe espada:

porque trouxe verdade, e a verdade, ao ser revelada, separa.


2. A Separação da Verdade Produz Conflito na Vida Humana


Quando a verdade de Deus se manifesta, a separação acontece no espírito. Mas essa separação espiritual não permanece apenas no interior; ela se projeta para a convivência humana. A vida na Terra é feita de relacionamentos — familiares, sociais, afetivos, religiosos — e, quando a verdade divide, essa divisão inevitavelmente rompe a paz aparente desses relacionamentos.


Não porque Deus deseje briga, mas porque os homens reagem à verdade.


A verdade não permite neutralidade.

Ela exige definição.

Ela exige posição.

E é exatamente aí que nasce o conflito.


Por isso Jesus declara que não veio trazer paz, “mas espada” — porque a espada da verdade, ao separar, cria linhas claras, limites claros, e esses limites geram oposição.


Versículos de fundamento

📖 Mateus 10:35–36

“Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai… e os inimigos do homem serão os da sua própria casa.”

— O conflito não nasce de ódio humano, mas da reação à Palavra.


📖 2 Timóteo 3:12

“Todos os que querem viver piedosamente em Cristo Jesus padecerão perseguições.”

— Viver a verdade sempre produzirá resistência.


📖 João 15:19

“Por isso o mundo vos odeia.”

— O ódio nasce do contraste entre verdade e mentira.


O conflito aparece porque a verdade confronta o erro, e o erro reage.

A espada aparece porque a luz expõe as trevas, e as trevas resistem.

A falta de paz surge porque a fidelidade confronta a infidelidade, e a infidelidade se revolta.


Se a Igreja fosse retirada da Terra, não haveria conflito — porque a luz teria sido removida.

Mas enquanto a luz permanece entre os homens, haverá choque.

E esse choque mostra ao crente que:

a paz deste mundo é superficial,

é baseada em acordo, e não em verdade,

é mantida pela omissão, não pela fidelidade,

e desmorona quando a verdade se manifesta.


Portanto, o conflito não é a falha da verdade —

é a revelação do estado real do mundo diante da verdade.


A espada que Cristo traz não corta porque Ele quer destruir, mas porque a verdade exige separação, e a separação expõe o que estava escondido.


3. A VERDADEIRA UNIDADE É OBRA DA PALAVRA — E A PALAVRA DESMASCARA AS FALSAS UNIDADES


A Bíblia revela um princípio espiritual inegociável: a verdadeira unidade não nasce da vontade humana, mas da verdade da Palavra de Deus. Unidade não é combinação, não é acordo entre partes, não é conciliação de diferenças — unidade é fruto da verdade. Onde a verdade governa, há unidade; onde a verdade não governa, ainda que haja proximidade, convivência e aparência de harmonia, não existe unidade.


Por isso Jesus orou dizendo: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade.” (João 17:17). Esta é a base. A verdadeira unidade só existe quando todos estão alinhados com a verdade da Palavra.


Mas o que vemos hoje é o oposto: uma multidão de grupos, denominações, religiões e segmentos cristãos tentando estabelecer uma espécie de “unidade emocional”. As diferenças são gigantescas — doutrinárias, práticas, espirituais — e ainda assim se cria a narrativa artificial de que “estamos todos unidos” ou “somos todos irmãos”, mesmo quando a própria Palavra mostra que não estão caminhando na mesma verdade.


Isso não é unidade. Isso é falsa unidade.


A falsa unidade é confortável, aceita diferenças que a Bíblia não aceita, tolera desvios que a Bíblia condena e produz um ambiente de aparente paz que, na realidade, é apenas uma camuflagem para o desacordo espiritual.


A verdadeira unidade, por outro lado, não teme separar aquilo que não é da verdade, porque sua base não é sentimento, não é tradição, não é interesse institucional — é a Palavra. E a Palavra sempre separa antes de unir: ela separa o erro da verdade, separa o santo do profano, separa o puro do impuro, separa o que é de Deus do que é humano.


Somente depois dessa separação é que existe unidade verdadeira.


Por isso, qualquer comunhão construída onde a verdade não é o fundamento é apenas aparência, é apenas convivência religiosa — e não unidade espiritual. A Palavra de Deus, quando proclamada, expõe, corrige e revela essas falsas unidades que o mundo e parte da cristandade tentam sustentar.


3.1 — A SOLIDÃO DOS QUE ANDAM NA VERDADE


Um dos sinais de que a unidade verdadeira vem da Palavra é que aqueles que permanecem firmes nela quase sempre caminham na contramão da maioria. Os verdadeiros servos de Deus, justamente por estarem alinhados à verdade, eram frequentemente isolados, rejeitados e até vistos como perturbadores.


O profeta Micaías é um exemplo claro. Enquanto quatrocentos profetas anunciavam ao rei o que ele queria ouvir, Micaías — sozinho — falou a verdade (1 Reis 22:8). E por isso não foi reconhecido pela maioria, mas acusado de nunca falar “o bem”.


O mesmo padrão aparece na vida de Elias. Aflito e perseguido, ele disse literalmente ao Senhor:

Eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida.” (1 Reis 19:10).

Essa é a expressão exata da solidão espiritual de um verdadeiro servo de Deus em meio a um povo que havia se afastado da aliança.


Então o Senhor lhe respondeu revelando a existência de sete mil que não se dobraram a Baal (1 Reis 19:18). Diante de toda a população de Israel, esse número era minúsculo, mostrando que a verdadeira fidelidade sempre foi uma minoria — uma minoria escondida, muitas vezes invisível aos olhos humanos.


Assim acontece hoje: aqueles que permanecem firmes na verdade da Palavra muitas vezes passam pela mesma solidão, porque não conseguem se unir ao erro. Por isso, são facilmente rotulados como radicais, rígidos ou divisores.


Mas essa solidão nunca é sinal de fracasso; é sinal de fidelidade.

Porque a verdadeira unidade une poucos — mas une na verdade.

E a falsa unidade reúne muitos — mas reúne fora da verdade.


🔥 CONCLUSÃO E APELO


Caro leitor, esta é uma mensagem de Deus para você.


A Palavra foi escrita para abrir seus olhos, tirar você da unidade falsa, da harmonia construída fora da verdade, e trazer você de volta ao fundamento que nunca pode ser negociado: a Bíblia.


A Bíblia é o prumo, o padrão que separa o reto do torto (Amós 7:7–8).

Ela é a linha que distingue a luz das trevas, o verdadeiro do falso, o espiritual do religioso.


E você precisa entender:

não se pode abrir mão da Bíblia para ter paz.

Não se pode abrir mão da Bíblia para ter comunhão.


Se você sacrificar a Palavra para manter relacionamentos, para evitar conflito, para preservar uma aparência de unidade, você será tragado pelo engano — o mesmo engano que envolve muitos hoje.

E no final, virá a decepção daqueles que rejeitaram a verdade para abraçar a aceitação humana.


Deus está chamando você para uma decisão:

ou você se firma na Palavra e escolhe a fidelidade,

ou se unirá a uma paz falsa, a uma comunhão construída fora da verdade, e caminhará com a maioria que se satisfaz com aparência, mas não com Cristo.


A espada da Palavra foi levantada hoje diante de você.

Ela separa.

Ela divide.

Ela revela.

Ela define quem você é.


Escolha ficar do lado da verdade.

Escolha ficar do lado da Bíblia.

Escolha ficar do lado de Deus.


Porque somente quem permanece na Palavra permanece no próprio Cristo — e somente esses serão reconhecidos como Seus discípulos no Dia final.




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domingo, 16 de novembro de 2025

A PLANTA E OS SOLDADOS

 


A PLANTA E OS SOLDADOS 


Havia um grande Exército conhecido pela honra de seus soldados e pela fidelidade absoluta ao Rei. Para ingressar nele, não bastava apenas boa vontade. O Rei precisava de homens capazes de guardar aquilo que lhes fosse confiado.


Por isso, no dia do alistamento, vinte voluntários se apresentaram. Cada um recebeu um vaso contendo uma planta rara, extremamente sensível, que exigia cuidado diário.

O comandante declarou:

— “Esta planta representa aquilo que o Rei confia a cada um. Vocês devem protegê-la. Não pode ser trocada, vendida ou abandonada. Quem chegar ao destino final com ela preservada será aceito no Exército do Rei.”


O percurso era longo. O sol queimava, o vento arrancava folhas, o frio enfraquecia o caule, a chuva ameaçava afogar a planta. A fome e a sede acompanhavam a estrada.


E no meio do caminho apareceram homens interessados naquela planta rara. Eles sabiam o valor dela.


Alguns soldados não resistiram:

Alguns venderam por grande fortuna, imaginando que teriam uma vida tranquila.

Outros trocaram por água, cansados da sede.

Outros trocaram por comida, pensando apenas no alívio momentâneo.

Outros simplesmente largaram a planta no chão, vencidos pelo desânimo e pelo cansaço.

E alguns continuaram andando, mas negligenciaram, não regaram, não protegeram do vento, não cuidaram do sol — e a planta secou sem que eles percebessem.


O grupo diminuía a cada dia.

De vinte, restaram quinze.

Depois dez.

E no final, apenas oito chegaram à cidade.


Chegaram cansados, sujos, mas confiantes. Cada um entregou seu vaso ao comandante.


Os cinco primeiros


Cinco traziam sua planta aparentemente saudável: folhas firmes, verde superficial, intacta aos olhos. Eles tinham certeza de que seriam aprovados.


O comandante retirou cada planta do vaso para inspecionar a raiz — pois é na raiz que se revela a verdade.


E então veio o choque:


as raízes estavam apodrecidas

a planta estava morta por dentro

a aparência escondia a negligência

parecia vida, mas não havia vida nenhuma


Os cinco ficaram atônitos. Tinham caminhado até o fim. Achavam que tinham cuidado. Mas não perceberam que, por descuido, sua planta havia morrido dentro do vaso.


Os três verdadeiros


Os três últimos apresentaram suas plantas com humildade. Quando o comandante examinou as raízes, encontrou-as:


vivas, firmes, saudáveis, fortes, bem cuidadas.


Tinham protegido a planta na chuva, no calor, no frio, na fome, na sede e diante das tentações de riqueza. Tinham guardado aquilo que receberam.


O comandante declarou:


— “Estes três são dignos. Não somente caminharam até aqui, mas guardaram fielmente o que lhes foi confiado.”


E assim foram aceitos no Exército do Rei.


🌈 REFLEXÃO


Esta parábola revela mais do que uma simples história: ela traz uma revelação de Deus para todos aqueles que desejam segui-Lo verdadeiramente. Assim como os soldados foram provados no caminho, também todos os que afirmam servir a Cristo precisam demonstrar, na prática, que são realmente Seus discípulos.


Ela retrata a realidade espiritual daqueles que dizem ser soldados de Cristo, que reconhecem Jesus como seu Capitão, seu Senhor e seu Deus.


Por isso, essa palavra precisa ser ouvida, refletida e aplicada.

Pois somente aqueles que se mantêm fiéis ao que receberam de Deus serão considerados aptos, aprovados e preparados para a vida eterna.


 O primeiro passo: alistar-se no Exército de Deus


Antes de qualquer prova, jornada ou missão, existe um ponto essencial: alistar-se.

Assim como aqueles vinte homens se apresentaram diante do comandante, assim também cada pessoa precisa se apresentar diante de Deus, se dispor a servi-Lo e reconhecer Jesus como o Senhor, o Comandante e o Capitão da sua vida.


Alistar-se no Exército do Rei significa fazer uma aliança real, verdadeira, sincera — significa entregar a direção da vida a Cristo e decidir obedecê-Lo acima de tudo.


E foi exatamente isso que aconteceu na parábola: todos os que se alistaram receberam uma planta.


Essa planta representa a presença de Deus, mais especificamente o Espírito Santo, que é dado somente àqueles que se dispõem a obedecer ao Senhor.


A própria Escritura confirma isso:


 “E nós somos testemunhas destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus concede aos que Lhe obedecem. (Atos 5:32)


Assim, quando alguém decide receber Jesus como Comandante da sua vida — isto é, decide obedecê-Lo — essa pessoa recebe o Espírito Santo, que passa a habitar nela, guiá-la e fortalecê-la.


Por isso, a planta entregue aos soldados representa a presença do Espírito Santo em suas vidas, a fidelidade a Deus, aquilo que cada discípulo deve guardar, proteger e nutrir com todo zelo.


A CAMINHADA E SUAS DIFICULDADES


A caminhada com Deus é marcada por dificuldades que atingem a todos. Na parábola que utilizamos como base, havia sol, chuva, vento, sede, fome e pressões externas. Esses elementos representam, na vida real, tudo aquilo que se levanta para impedir o homem de permanecer fiel a Deus.


Essas dificuldades simbolizam as ações externas do mundo, as investidas do diabo e as necessidades naturais da carne.

São pressões reais: problemas financeiros, tentações sexuais, necessidades emocionais, ambientes corrompidos, influências externas, oposição espiritual, falta de recursos, pobreza, desejos da carne e circunstâncias que tentam sufocar a fé.


E muitos, por não estarem firmados na fidelidade, se deixam vencer por essas dificuldades. Alguns desistem da caminhada; outros “vendem” sua fidelidade, negociam princípios, abrem mão da verdade para obter vantagens temporais.

São pessoas que conheciam o caminho, mas permitiram que o mundo, o diabo e a carne enfraquecessem a comunhão com Deus.


Esses são os que se deixaram levar pelo ambiente do mundo, pela falta de oração, pela falta de leitura da Palavra, pela falta de obediência. A planta que receberam simboliza o Espírito Santo, e regar essa planta representa viver em comunhão com Deus. Quando essa comunhão se perde, o homem cai.


AQUELES QUE CONTINUARAM ATÉ O FIM — MAS ENGANADOS


Por outro lado, havia também aqueles que não desistiram. Continuaram caminhando até o fim. Porém, ao chegar, perceberam que suas plantas estavam sem raiz — secas.

Isso simboliza pessoas que acreditam que estão salvas, acreditam que são fiéis, acreditam que estão no caminho certo — mas estão enganadas.


Esse engano acontece por três motivos principais:


1. Orgulho – acham que estão bem, que sabem, que entendem, que possuem a verdade, mas não vivem em obediência.

2. Negligência à Palavra – não se submetem ao que está escrito; têm religião, mas não têm submissão.

3. Religiosidade – cumpriram rotinas, ritos, costumes, mas não tinham fidelidade real.


A planta sem raiz comprova a negligência:

se fossem fiéis, teriam cuidado corretamente da planta, teriam permanecido debaixo da obediência e da dependência de Deus.


São muitos que chegarão assim. Como disse Jesus:


 “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor… e eu lhes direi: Nunca vos conheci.”

(Mateus 7:22-23)


São pessoas que caminharam, que estavam no meio do povo de Deus, que fizeram parte da jornada, mas não tinham raiz, não tinham fidelidade, não tinham obediência.


OS TRÊS QUE CHEGARAM


Os três que chegaram ao final da jornada representam aqueles que foram realmente fiéis. Eles eram soldados que tinham apenas uma única meta em suas mentes e corações:

agradar o Comandante, honrar a confiança que lhes foi dada e cuidar da presença de Deus (a planta) com zelo absoluto.


Eles não negociaram sua fidelidade, não se deixaram levar pelas ofertas do mundo, não se desviaram pelas necessidades naturais da carne, nem se contaminaram pelo ambiente ao redor.

Eles tinham determinação, temor de Deus e renúncia verdadeira.


Não foi fácil.

Eles enfrentaram fome, sede, frio, calor, dor, cansaço, pressões externas, tentações internas e ataques espirituais.

Mas não desistiram.

Foram soldados de verdade — fiéis até o fim.


Eles abriram mão de tudo para manter a planta viva, forte e com raízes profundas. E porque escolheram a fidelidade, chegaram ao destino e receberam a aprovação do Comandante.


A fidelidade desses três soldados é o cumprimento exato das Escrituras:


Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”

Apocalipse 2:10


Porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.”

Mateus 7:14


Mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.”

Mateus 24:13


Eles representam os poucos que acham a porta estreita, que são fiéis até a morte e que perseveram até o fim.

E porque permaneceram fiéis, receberam a aprovação de Deus — receberam a coroa da vida eterna.


🔶 CONCLUSÃO E APELO


Caro leitor, esta parábola não é apenas uma ilustração: é Deus falando com você.

Ele está revelando o caminho da vida eterna — e esse caminho se chama fidelidade.


A vida espiritual é uma batalha, uma guerra.

Por isso a Bíblia chama Jesus de General, e aqueles que O seguem são chamados de soldados.

Mas ninguém será aprovado diante de Deus se não for um soldado fiel, determinado e perseverante.


É preciso lutar, e lutar seriamente.

É preciso ter a disciplina, a determinação e o propósito de um soldado que vive exclusivamente para honrar o seu Comandante.


Deus está chamando você para:


viver com fidelidade,

conhecer e praticar a Palavra,

ser zeloso com a vida espiritual,

guardar o Espírito Santo dentro de você com honra, temor e obediência,

enfrentar as dificuldades e resistir às tentações,

permanecer firme até o fim.


Somente os valentes receberão a coroa da vida eterna.

O primeiro passo é se alistar no exército de Deus:

receber Jesus como Senhor, assumir um compromisso real com a Sua Palavra e receber o Espírito Santo, que é dado aos que O obedecem.


Depois, é caminhar até o fim da jornada — até o último dia da sua vida — para então apresentar diante do Senhor uma vida fiel, íntegra e perseverante.

Abandone definitivamente o pecado. Decida caminhar com Deus. E siga rumo à vida eterna.



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sexta-feira, 14 de novembro de 2025

A VIDA E O GRANDE AMOR

 



A vida e o grande amor 


Ele é uma vida que caminha pelo mundo.

Um ser que respira, sente, olha, mas ainda não encontrou a vida.

Ele busca no mundo… e ele busca no mundo…

Ele quer encontrar algo que preencha o coração,

algo que traga sentido à vida,

algo que faça seu peito descansar.


Ele procura beleza, procura sentido, procura amor, procura lar.

Mas o mundo oferece apenas sombras e brilhos fugidios,

promessas que se desfazem, caminhos que se quebram.

Ele se decepciona, porque no mundo não há nada de bom que possa saciar.


Ele busca… ele busca…

Ele não cessa de procurar.

Mas o vazio permanece.

O coração sente que falta algo.

Até que, um dia, ele vê.

Ele olha… e tudo se revela.

Não há palavras. Não há esforço.

Apenas o coração reconhece: este é o meu grande amor.


E com o amor, vem o lar.

Vem a família.

Vem a casa.

O mundo deixa de ser fim; torna-se apenas trajeto.

Ele não busca mais nada no mundo, porque agora sabe:

ele encontrou o seu grande amor,

e o seu grande amor o encontrou.

Ele guarda o amor em seu coração,

e caminha com ele no coração,

mas deseja encontrá-lo pessoalmente, chegar em casa,

estar com o seu grande amor, com a família, com o lar que o espera.


Mas ele caminha, e caminha com alegria,

com pressa, com desejo.

Ele quer cumprir o trajeto, chegar em casa, estar com a família, estar com o seu amor.

E no coração, ele sente algo maior:

quer dizer a todos, quer anunciar a todos,

que está indo para o lar, que está indo para casa,

que encontrou o amor que preenche.


E ele olha para os que ainda caminham pelo mundo, vazios,

buscando no que não existe,

procurando amor onde não há,

tentando encontrar no brilho passageiro algo que nunca os satisfará.

Ele sente compaixão, e deseja que também encontrem,

que também cheguem, que também vejam,

que também sintam o lar, a família, o amor verdadeiro.


O mundo ainda tenta distraí-lo, oferece brilhos, encantos, ilusões…

convida-o a se desviar, a gastar seu tempo, a esquecer seu destino,

a perder de vista o desejo que pulsa em seu peito.

Mas ele não se ilude mais.

Nada no mundo pode preencher o que encontrou.

Ele não pode parar.

Seu desejo é grande demais,

seu amor é intenso demais,

e ele segue firme, sem hesitar,

cada passo mais próximo do seu amor,

cada passo mais próximo do abrigo que espera,

do lugar que pulsa com o que seu coração almeja.


Ele caminha, ele caminha.

A cada passo tem ritmo, a cada passo tem vida.

Cada passo é música, é poesia,

é coração que bate na cadência do lar.

Cada passo é alegria, cada passo é desejo,

cada passo é desejo de encontrar o grande amor.

Ainda que o grande amor já esteja guardado em seu coração,

ele acelera o passo,

quer cumprir o trajeto, chegar em casa,

estar com o amado, com a família, com o lar.


Ele caminha pelo mundo, mas não mais buscando.

Ele caminha pelo mundo, mas com destino:

chegar em casa, estar com o grande amor, com a família, com o lar que encontrou.

E ele sabe: agora o trajeto tem sentido.

Agora cada sombra, cada luz, cada estrada leva àquilo que sempre buscou.

O mundo, enfim, é apenas caminho.

E ele caminha com o coração leve,

com os olhos fixos no lar,

com a alma cheia de amor,

com a vida completa no grande amor que o encontrou.


Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu.”

Cantares 6:3



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segunda-feira, 10 de novembro de 2025

O Homem que Casou com Esposa Infiel


O Homem que Casou com uma Esposa Infiel


Havia um homem que acreditava ter feito a melhor escolha da sua vida. Ele amou uma mulher com todo o coração, dedicou a ela seus sonhos, seu futuro e toda a sua confiança. Ele imaginava que aquele relacionamento seria o maior tesouro da sua existência.


Porém, não foi assim.


Com o passar do tempo, o homem descobriu que sua esposa era infiel. A dor tomou o lugar da alegria, e aquilo que parecia ser a melhor escolha se tornou uma fonte contínua de sofrimento. O que era para ser um lar de amor se tornou um ambiente de engano.


No meio dessa história de traição e tristeza, aparecem duas crianças: Jisrrel e Lorruama. Elas estavam dentro da história daquele casal, fazendo parte da realidade dura que o homem enfrentava. E enquanto tudo isso acontecia, mais uma era esperada: Luami.


A vida que este homem esperava ser um paraíso virou um inferno. E, depois de tudo, essa mulher o abandonou. Seu coração ficou partido. Embora a vida junto dela já fosse insuportável e o sofrimento terrível, o abandono também se tornou uma dor profunda. Por um lado, aquela agonia parecia ter acabado, mas, por outro, uma nova dor, talvez até maior, se acendeu dentro dele: a dor da separação, o rompimento de todos os sonhos, a queda de tudo o que ele havia sonhado. Toda a sua expectativa se desmoronou.

Aquele homem esperava que Deus restituísse o seu casamento. Ele orava, acreditava e aguardava que um milagre fosse feito, que aquela situação fosse transformada e que o lar fosse restaurado. Enquanto isso, a mulher seguia infiel. Tinha outros relacionamentos, buscava outros caminhos, desprezava a aliança que tinha feito.


E ele, mesmo ferido, continuava fiel à aliança que um dia firmou. Esperava que seu casamento fosse restaurado, que o amor voltasse, que o respeito retornasse. Ele sofria. Sofria profundamente. Esperava que aquela mulher fosse tocada em sua consciência, que percebesse o compromisso que havia assumido. 


Ele esperava que aquela mulher viesse a ser transformada e pudesse enxergar que ela havia feito um compromisso, uma aliança, e que o seu marido era aquele que ela havia deixado.

Mas qual será o fim dessa história?


O fim dessa história é você, caro leitor, quem decidirá.

O rumo que essa história toma depende da reflexão que você fizer a partir dela.

Por isso, antes de concluir, é necessário que você preste atenção à lição que essa história carrega.


REFLEXÃO


Todo relacionamento é construído sobre alianças.

As alianças sustentam a convivência humana em todos os níveis:

• no relacionamento familiar,

• no relacionamento profissional,

• entre amigos,

• na convivência com a sociedade,

• e, de maneira ainda mais profunda, no relacionamento afetivo entre o homem e a mulher.


Da mesma forma, o relacionamento entre Deus e o ser humano também é fundamentado em uma aliança. Portanto, não há relacionamento verdadeiro sem aliança. E essa aliança é uma aliança de fidelidade.

Porque a infidelidade é traição.

O marido era fiel à sua esposa. Mas a esposa era infiel ao marido. O marido amava a sua esposa. A esposa não amava o marido. Porque se amasse, seria fiel.

Na história que lemos, a aliança foi rompida pela mulher que escolheu ser infiel. A partir desse momento, o casamento deixou de ser real. Ele existia apenas na aparência. Por mais que ainda houvesse convivência e o título de “casados”, o que restava ali era apenas a casca de algo que já não existia de verdade. Quando a fidelidade desaparece, o relacionamento perde sua essência, sua verdade e seu propósito. E até mesmo um dia a fachada chega ao fim, com a separação. 


A ALIANÇA, A TRAIÇÃO E A ESCOLHA FINAL 


Desde o início, a relação entre Deus e o ser humano sempre foi baseada em aliança. Quando Deus criou Adão e Eva, estabeleceu com eles um pacto: viver em comunhão e fidelidade ao Criador. Esse pacto foi rompido pelo pecado de Adão e Eva; assim, a condição humana passou a refletir essa traição primordial: nascemos em consequência de uma aliança quebrada e vivemos sob o peso dessa realidade.


Ao longo da história bíblica, Deus repetidamente chamou o seu povo para renovar essa aliança. O livro de Oseias trata dessa chamada por meio de uma situação concreta: Deus manda Oseias casar-se com uma mulher infiel. A história desse casamento funciona simultaneamente como relato humano e como parábola do relacionamento entre Deus e a humanidade. A infidelidade da esposa simboliza a infidelidade do povo para com o Senhor.


Do casamento de Oseias aparecem três nomes com forte significado profético:

Jezreel — anuncia juízo e dispersão, mostrando que a infidelidade traz correção e afastamento;

Lo-Ruama — “sem compaixão” ou “sem misericórdia”, indicando consequências severas para a ruptura da aliança;

Lo-Ammi  — “não meu povo”, representando a perda de identificação e comunhão quando a aliança é negada.


Esses nomes revelam a lógica da aliança: onde há infidelidade, a relação deixa de ser verdadeira e se transforma em aparência. O casamento, que deveria ser compromisso — realidade — passa a ser fachada. Entretanto, a narrativa também evidencia a iniciativa restauradora de Deus: Ele não encerra a mensagem apenas no juízo, mas mostra a possibilidade de busca e resgate.


Na analogia conjugal, se a esposa volta e se reconcilia, ela passa a receber do marido o direito e a certeza do amor e da comunhão que decorrem da aliança. Se ela permanece na infidelidade, não recebe esse amor porque a comunhão foi rompida. Do mesmo modo, na dimensão espiritual apresentada por Oseias, a pessoa que permanece no pecado está separada de Deus e não desfruta da comunhão e das bênçãos próprias da aliança. O retorno ao compromisso de fidelidade é, portanto, condição necessária para a restauração do relacionamento com Deus.


Em última análise, a parábola de Oseias deixa claro que a infidelidade conduz à ruptura, à desonra e à separação; mas que a restauração é possível mediante o retorno ao pacto. A decisão final — continuar na aparência ou voltar ao compromisso verdadeiro — cabe a cada pessoa.


A esposa traía o marido, mas ainda vivia com ele. O casamento existia apenas na aparência — era um relacionamento de fachada. Aos olhos dos outros, ainda era um casal; mas, diante da verdade, já não havia aliança. Havia convivência, mas não havia fidelidade.


Assim também acontece com muitos que dizem estar com Deus: frequentam ambientes religiosos, falam de fé, usam o nome de cristãos, mas continuam no pecado. Parecem “casados” com Deus, mas são infiéis. Vivem a formalidade da religião, mas não vivem a fidelidade da aliança.


A Bíblia declara:

Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje‑se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo santifique‑se ainda.”       Apocalipse 22:11 


Isso significa que não existe neutralidade: ou há fidelidade, ou há traição.


Na história de Oséias, a separação foi necessária. A separação expôs a realidade: a aliança estava quebrada. Aquilo que parecia um casamento já não existia de verdade. A fachada caiu, e a verdade foi revelada — não havia relacionamento real, havia apenas convivência sem fidelidade.


E com Deus é da mesma forma:

só existe aliança verdadeira para quem abandona o pecado e permanece em fidelidade.

Quem não abandona o pecado continua apenas como uma esposa infiel, vivendo a formalidade do casamento, mas sem aliança com o marido.

Existem relacionamentos que permanecem apenas na aparência. Às vezes, um casal continua junto na mesma casa, diante da família, dos amigos e da sociedade, como se tudo estivesse bem. Mas, por trás da convivência, existe infidelidade, distância e mentira. A fachada permanece, mas o casamento já não existe de verdade. E, cedo ou tarde, essa aparência chega ao fim, com a separação.


Com Deus é da mesma forma: alguém pode acreditar ser cristão, mas engana-se. Apesar de ser batizada, de se reunir com a igreja, de ler a Bíblia, de orar, de pregar, de falar de Deus, de procurar ter todo um comportamento inerente a um cristão, não é de fato. É como a mulher que ainda vivia com o marido, fazia muitas coisas como esposa, cumpria tarefas do lar, mantinha tudo organizado, sustentava a imagem de casamento, mas era infiel. Ela vivia como casada, mas não era fiel. A fachada existia, mas a verdade estava escondida. E o final dessa história era inevitável: quando a infidelidade vem à tona, a separação chega.


Assim é aquele que pensa estar casado com Deus. Tem práticas, tem rotina religiosa, tem aparência de santidade, fala de Cristo, participa da igreja, canta, ora, anuncia, lê, prega, se envolve, mas continua infiel. Continua pecando. Continua vivendo para si. Continua desobedecendo. Mantém um ritual, não uma aliança. Existe comportamento, mas não existe fidelidade. E como um casamento de fachada não permanece, a falsa comunhão com Deus também não permanece.


A aparência religiosa pode enganar os outros, pode enganar a família, pode enganar a igreja — mas não engana Deus. E ainda que pareça estar casado com Deus, no final a verdade será revelada. A separação será exposta, e aquele que não foi fiel será condenado. Porque não é a aparência que salva, nem o ritual, nem a prática religiosa. Quem não é fiel a Deus, ainda que pareça cristão, no final vai para o inferno.


CONCLUSÃO

Caro amigo leitor, qual será o final que você vai dar a essa história?

Na parábola que refletimos, a esposa infiel abandonou o marido, rompeu a aliança e transformou o casamento em aparência. Contudo, no livro de Oséias, a esposa retorna ao marido e assume novamente a fidelidade, restabelecendo a aliança que havia sido quebrada.


A Bíblia descreve esse momento:

 “Disse-me o Senhor: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu marido e contudo adúltera... Comprei-a, pois... e lhe disse: Tu ficarás comigo muitos dias; não te prostituirás... assim eu também serei para ti.” (Oséias 3:1–3)

Assim como a esposa infiel voltou para seu marido, Deus usa essa história para mostrar a realidade humana. Quando Adão e Eva pecaram, traíram a aliança com Deus, da mesma forma que a esposa traiu seu esposo. E nós, sendo descendentes dos dois, somos fruto dessa traição, nascemos separados de Deus e longe da comunhão que existia no início.


Por isso, Jesus propõe uma nova aliança, uma aliança de fidelidade, para que cada ser humano retorne à condição original de comunhão com Deus.


Mas agora, a pergunta não é mais sobre Oséias.

A pergunta é sobre você.


Você vai ser como a esposa que voltou e assumiu o compromisso de fidelidade?

Ou continuará vivendo como se tivesse uma aliança com Deus, quando, na verdade, essa aliança foi rompida pelo pecado?


Muita gente vive uma religião de fachada — um casamento aparente — achando que está com Deus, enquanto o pecado os mantém separados. O pecado quebra a aliança. E onde não há aliança, o destino final é a separação eterna de Deus: o inferno.


O final desta história é você quem escreve.

A decisão é sua. Decida-se hoje, agora, antes que a morte o encontre e a separação seja definitiva.


A esposa infiel, na história de Oséias, somente voltou a ter um casamento real quando retornou ao marido e assumiu fidelidade.

Assim também é o ser humano diante de Deus: só existe aliança para quem abandona o pecado.

Quem permanece no pecado vive apenas a aparência de relacionamento com Deus, mas está separado d’Ele.


Se você deseja fazer uma aliança verdadeira com Deus, então ore assim:


Senhor meu Deus, eu faço agora um compromisso de fidelidade contigo.

Reconheço Jesus Cristo como o único Senhor da minha vida, aquele que dirige e governa tudo em mim.

Assumo a decisão de viver segundo a Tua palavra, que é a Bíblia, e de obedecê-la por toda a minha vida, custe o que custar.

Recebe esta oração e esta aliança que faço diante de Ti.

Em nome de Jesus, amém.”


 “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”

Apocalipse 2:10



Digite no Google: Estudando a biblia com Pastor Rogerio. Acompanhe diariamente as mensagens de Deus. Compartilhe para que mais pessoas venham também ouvir a Deus. 

"Dica: Alguns celulares têm a opção ‘Áudio’, pelos três pontinhos no topo da tela, que permite ouvir e acompanhar a leitura do conteúdo do blog."