Quais pessoas vão para o inferno?
Texto base:
João 3:36 — “Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”
Introdução
A Bíblia revela claramente a existência do inferno. Sendo assim, é natural que a própria Bíblia também revele quais são as pessoas que vão para o inferno.
É irracional acreditar que Deus tenha criado o universo e o ser humano sem revelar a si mesmo e sem revelar a sua vontade ao homem. Se Deus criou todas as coisas e criou o ser humano, é evidente que Ele também revelou ao homem aquilo que deve conhecer para viver de acordo com a sua vontade.
Sendo racionais, identificamos que a única fonte segura para compreender a revelação de Deus e a sua vontade está registrada nas Escrituras, que é a Bíblia.
A Bíblia é a forma pela qual Deus tornou conhecida a verdade sobre a vida, o pecado, a salvação e o destino eterno do homem, e tudo o que o ser humano precisa saber para viver de acordo com a vontade de Deus.
Por isso, quando tratamos de um assunto tão sério como o inferno, não devemos basear nossa compreensão em opiniões humanas, tradições religiosas ou sentimentos pessoais, mas naquilo que Deus revelou nas Escrituras.
A pergunta que precisa ser respondida, portanto, é esta:
Quais são as pessoas que vão para o inferno?
Nesta mensagem veremos, à luz das Escrituras, quais são as pessoas que vão para o inferno e por quê.
1. A Santidade de Deus
A Santidade de Deus é uma realidade que precisa ser considerada na vida de todos, para que não venhamos ser condenados ao inferno.
Deus se revela nas Escrituras como santo. Santidade significa separação absoluta do mal. Deus é completamente puro e não possui nenhuma participação com aquilo que é mau.
Porém, para que o ser humano saiba o que é o bem e o que é o mal, ele precisa ouvir aquilo que o próprio Deus declara. Se o homem tenta definir por si mesmo o que é certo e o que é errado, baseado apenas no seu próprio raciocínio, na sua opinião ou naquilo que ele acha, então ele está, na prática, colocando-se no lugar de Deus e assumindo para si o papel de definir a verdade.
Mas a verdade não procede do homem; a verdade vem de Deus.
Jesus Cristo declarou claramente essa realidade quando afirmou:
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6)
Portanto, a santidade de Deus é o seu caráter perfeito que define aquilo que é bom e, consequentemente, revela aquilo que é mau. Por essa razão, o ser humano precisa conhecer a Deus, e é através da Bíblia que ele pode conhecer quem Deus é e compreender a sua santidade.
Deus criou o ser humano com livre-arbítrio, isto é, com a capacidade de decidir qual será a sua relação com o seu Criador. O homem pode escolher buscar a Deus ou ignorá-lo.
Quando uma pessoa vive sem interesse por Deus, sem consideração pela sua vontade e sem desejar conhecê-lo, ela permanece em ignorância quanto ao propósito da sua existência, quanto à vontade de Deus e quanto ao seu destino eterno.
Entretanto, a verdade permanece: Deus é santo e não pode suportar o mal.
Quando o primeiro homem se afastou da vontade de Deus, o pecado entrou no mundo. A partir desse momento, toda a descendência humana foi contaminada pelo pecado. Assim, o ser humano passou a nascer pecador, afastado de Deus e debaixo da condenação da santidade divina.
A santidade de Deus exige que o mal seja julgado. O pecado não pode permanecer impune diante da justiça e da pureza de Deus.
Porém, Deus, em sua perfeita sabedoria e onisciência, já sabia que o homem cairia em pecado. Por isso, desde o princípio, Ele providenciou um meio de salvação.
Esse meio foi o sacrifício de seu próprio Filho. Jesus Cristo veio ao mundo e morreu na cruz para que o ser humano pudesse ser libertado da condenação eterna e não fosse lançado no inferno.
Diante disso, o primeiro fundamento que precisamos entender é este:
O inferno é a condenação que pesa sobre toda a humanidade por causa do pecado. Por isso, para que o homem não seja condenado ao inferno, ele precisa de um Salvador.
Esse Salvador é Jesus Cristo.
Mas como essa salvação se dá?
De que maneira Jesus Cristo salva o ser humano da condenação eterna? E por que o próprio Jesus afirmou que poucos são os que serão salvos?
2. O pecado leva ao inferno
A Bíblia ensina claramente que o pecado separa o ser humano de Deus e o conduz à condenação eterna. Desde a queda do homem, toda a humanidade passou a nascer com uma natureza pecaminosa e afastada de Deus.
Por isso a Escritura declara:
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” (Romanos 3:23)
O pecado não é apenas um erro moral ou uma falha humana. O pecado é rebelião contra Deus e afronta direta à sua santidade. E a consequência do pecado é a condenação.
A Palavra de Deus afirma:
“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 6:23)
Sem intervenção divina, o destino de toda a humanidade seria a condenação eterna. Por isso Deus providenciou um sacrifício perfeito. Jesus Cristo veio ao mundo e entregou a sua própria vida na cruz para que o ser humano pudesse ser perdoado e liberto da condenação do pecado.
Quando uma pessoa compreende verdadeiramente o valor desse sacrifício e entende que sem ele todos estariam condenados, ela passa a reconhecer sua condição diante de Deus e abandona o pecado, vivendo em fidelidade ao Senhor.
Foi por isso que Jesus declarou:
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32)
A verdade de Deus tem poder para libertar o ser humano da escravidão do pecado. Entretanto, essa libertação só acontece quando a verdade é recebida.
Surge então uma pergunta inevitável: por que essa verdade não é aceita por todos?
Se todos reconhecessem a verdade, todos abandonariam o pecado e todos poderiam ser salvos. Porém, o próprio Jesus afirmou que poucos encontram o caminho da vida.
A Bíblia revela a razão disso:
“E a condenação é esta: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.” (João 3:19–20)
Essa declaração revela uma realidade profunda do coração humano. O problema não é a ausência da verdade. A luz já veio ao mundo.
O problema é que o ser humano, dominado pela sua natureza pecaminosa, ama o pecado e ama a vida dirigida pelos desejos da carne. Ele não quer abandonar esse modo de viver.
Por isso muitos acabam abraçando o engano. O apego ao pecado domina o coração e influencia a mente, levando a pessoa a buscar seus próprios desejos, seus prazeres e sua própria direção, em vez de se submeter à vontade de Deus.
Assim, a mente permanece obscurecida e incapaz de receber plenamente a verdade. A pessoa permanece no erro não porque a verdade não exista, mas porque prefere continuar no caminho que escolheu.
É por essa razão que muitos permanecem afastados de Deus, enquanto apenas poucos recebem a verdade, abandonam o pecado e encontram o caminho da salvação.
3. Os caminhos de engano que levam ao inferno
A Bíblia revela que, além do pecado, existe também o engano que mantém o ser humano afastado da verdadeira salvação.
Esses enganos aparecem na forma de caminhos que parecem corretos, espirituais e até mesmo baseados na própria Bíblia, mas que na realidade não conduzem à salvação verdadeira.
A Escritura alerta:
“Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.” (Provérbios 14:12)
Um dos principais caminhos de engano é a falsa religião. Muitas vezes ela utiliza a própria Bíblia, fala sobre Deus, menciona Jesus e apresenta diversos ensinamentos bíblicos. Entretanto, ela não apresenta a essência da mensagem da salvação.
A essência da salvação revelada nas Escrituras envolve a libertação do pecado com o seu abandono definitivo, porque o pecado afasta o ser humano de Deus, destrói a vida do homem, o mantém no orgulho, no engano e debaixo da condenação eterna.
Por isso a Palavra de Deus declara:
“Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele?” (Romanos 6:2)
Esse texto revela uma verdade fundamental: aquele que realmente recebeu a salvação morreu para o pecado. O pecado é tirado da sua vida, porque o sangue de Jesus tem poder para remover o pecado.
A obra de Cristo não consiste apenas em pagar uma culpa, mas em tirar o pecado.
Por isso João declarou:
“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29)
Quando Jesus tira o pecado da vida de uma pessoa, o poder do seu sangue é aplicado sobre ela, libertando-a do pecado que a mantinha afastada de Deus.
A Escritura também afirma:
“Quem comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.” (1 João 3:8)
Assim, a obra de Cristo é justamente desfazer aquilo que o pecado produziu na vida do ser humano.
Entretanto, muitos são levados a uma compreensão distorcida do sacrifício de Cristo. Nessa visão equivocada, Jesus seria apenas aquele que paga pelos pecados, enquanto o homem permanece pecador e continua afastado de Deus.
Esse tipo de ensino cria um caminho religioso que parece espiritual, mas que na prática mantém o ser humano no engano.
Dessa forma, a pessoa continua presa ao orgulho, à própria vontade e à busca de satisfazer seus desejos, enquanto acredita que está salva.
Por isso muitos seguem caminhos religiosos que parecem corretos, mas que não conduzem à verdadeira transformação que a salvação produz.
A verdadeira salvação conduz o ser humano a abandonar definitivamente o pecado e viver para conhecer e fazer a vontade de Deus. Sem essa realidade, o caminho seguido pode parecer espiritual, mas continua sendo um caminho de engano que leva à perdição.
O pecado é a causa que leva o ser humano à condenação, mas o instrumento que conduz as pessoas ao inferno é o engano. O engano mantém o ser humano afastado da verdade e da salvação, sendo usado pelo diabo para conduzir as pessoas à perdição.
A salvação só é alcançada quando o ser humano toma a decisão de viver em fidelidade absoluta a Deus, morrer para si mesmo, para sua própria vontade e para seus próprios desejos, e viver exclusivamente para conhecer e fazer a vontade de Deus. Essa decisão determina se a pessoa será conduzida pelo Espírito Santo na verdade ou permanecerá no engano.
Sem essa decisão de fidelidade, de morte para si e para seus próprios desejos, a pessoa se mantém no engano, afastada da salvação, mesmo que acredite estar no caminho certo, mesmo que se considere cristã, tenha fé, frequente a igreja, ore, leia a Bíblia ou participe de atividades espirituais. A fé baseada no engano não salva.
A Bíblia revela essa realidade de forma clara:
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor! Não profetizamos em teu nome? e não expulsamos demônios em teu nome? e não fizemos muitos milagres em teu nome? Então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mateus 7:21–23)
Esse texto mostra que chamar Jesus de Senhor, ter experiências espirituais ou até profetizar não garante a salvação, se a pessoa continuar praticando a iniquidade, ou seja, o pecado.
A Escritura define com clareza que pecado é iniquidade:
Versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel (ARC)
“Qualquer que comete pecado também comete iniqüidade, porque o pecado é iniqüidade.” �biblics.com
Conclusão e Apelo
O problema não é apenas pecar. O problema é o estado da alma. É a condição interior da pessoa que determina se ela permanecerá no pecado e no engano. Muitas vezes, o engano está tão enraizado na alma que a pessoa acredita que não tem pecado, que está salva, e por isso não reconhece seu pecado e não se arrepende.
O engano não acontece por acaso; ele vem do estado da alma, que é formado por:
Orgulho — o desejo de se exaltar, de viver para si mesmo e buscar destaque próprio;
Natureza carnal — a inclinação para satisfazer desejos e vontades pessoais, acima da vontade de Deus;
Falta de entrega total a Cristo — enquanto a pessoa não se anula completamente, não morre para si mesma, não permite que Cristo viva em seu lugar, e continua guiada pelo próprio ego e pensamento.
A libertação do engano e do pecado exige uma mudança radical da alma. O ser humano precisa morrer para sua própria vontade e para sua exaltação, colocando Cristo no centro de toda a sua vida. Toda escolha, pensamento e ação passam a ser guiados por Cristo e pela vontade de Deus.
Somente assim:
O orgulho morre;
A mente e o coração deixam de ser dominados pelo pecado;
A pessoa é guiada à verdade;
E a alma alcança a verdadeira liberdade e salvação.
Em resumo: o pecado é consequência do estado da alma, e o engano é o instrumento que mantém a pessoa afastada de Deus. Mudar a alma significa permitir que Cristo viva plenamente nela, guiando cada decisão e removendo toda ilusão que a separa de Deus.
É uma decisão que você precisa tomar agora.
Você precisa:
Morrer para toda exaltação de si mesmo;
Morrer para a sua própria vontade e para sua própria vida;
Morrer para o pecado e para o orgulho;
Viver exclusivamente para conhecer e fazer a vontade de Deus, custe o que custar.
Mesmo que isso exija esforço máximo, sofrimento, renúncia de tudo que você ama, ou lutar contra seus próprios desejos, essa é a decisão que Deus exige. Assim como Abraão foi provado e precisou oferecer seu filho, você também precisa estar disposto a obedecer totalmente a Deus, sem reservas.
Lembre-se: a vida aqui é apenas um sopro, mas a eternidade está em jogo. A verdadeira vida eterna só será alcançada quando a sua natureza for transformada e você tiver a natureza de Cristo.
Somente através dessa entrega total você se tornará um dos poucos que entrarão no Reino de Deus. Não há caminho alternativo.
Apelo Final com Urgência
A morte está atuante a cada hora. A cada momento, pessoas partem desta vida sem ter levado a sério a mensagem de salvação. A grande maioria, infelizmente, ficará lamentando eternamente, por não ter tomado a decisão que poderiam ter tomado para não sofrer o tormento eterno do inferno.
O inferno é separação eterna de Deus, destinado àqueles que se opõem à Sua vontade. E a vontade de Deus é clara: você deve decidir hoje receber a mensagem de Deus, permitindo que Ela transforme sua vida completamente, de forma definitiva e verdadeira, do jeito que Deus deseja.
Essa decisão exige:
Morrer para o pecado, para o orgulho e para a própria vontade;
Viver exclusivamente para conhecer e fazer a vontade de Deus, custe o que custar;
Permitir que Cristo viva em você, guiando seus pensamentos, atitudes e escolhas. Lembrando que Suas palavras estão na Biblia.
Não há tempo a perder. Cada momento é precioso, e a eternidade está em jogo. Hoje é o momento mudança, de se entregar totalmente a Deus, abandonar o engano se aoegando a Palavra de Deus que é Cristo, deixar o pecado, o orgulho , adotando a humildade como essência de vida e experimentar a verdadeira vida em Cristo, única opção que conduz à glória eterna.
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